terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Bispo apresenta lista de reivindicações para negociação com o governo





Contra-Proposta de D. Luiz Cappio e dos Movimentos Sociais

Face à proposta feita pelo Governo Federal, através do Chefe de Gabinete da Presidência da República, Sr. Gilberto Carvalho, para suspensão do jejum de Dom Luiz Cappio.

Tendo em vista a solução real para o déficit hídrico e o desafio do desenvolvimento socioambiental sustentável do Semi-árido e da Bacia do Rio São Francisco.

Baseados na proposta feita pela Caravana em Defesa do Rio São Francisco e do Semi-Árido - Contra a Transposição (27/07/2007).

Para alimentar o diálogo e o entendimento.

D. Luiz Cappio e os Movimentos Sociais que o acompanham e assessoram - MPA, MAB, MST, APOINME, CPT, CIMI, CPP, PJMP e FEAB - apresentam a seguinte contraproposta:

1- Manter a suspensão das obras iniciadas da transposição, com a retirada imediata das tropas do Exército;

2- Adução de 9m3/s para as áreas de maior déficit hídrico dos Estados de Pernambuco e da Paraíba, redimensionando o projeto atual de 28m3/s, através de termo de ajustamento entre o empreendedor e o Ministério Público Federal com interveniência dos Estados da Bacia, do Estado da Paraíba e do Comitê de Bacia Hidrográfica do São Francisco;

3- Implementação das obras previstas no Atlas Nordeste de Abastecimento Urbano de Água, da Agência Nacional de Águas, além das já referidas acima no item 2;

4- Apoio da União à introdução, ampliação e difusão de tecnologias apropriadas de captação, armazenamento e manejo de água para o abastecimento hídrico humano e produção agropecuária das comunidades camponesas do Semi-Árido, sob controle da ASA - Articulação do Semi-Árido Brasileiro e dos movimentos sociais;

5- Elaboração e implementação de um programa de revitalização da Bacia Hidrográfica do São Francisco, que comporte ações amplas e diversificadas, a curto, médio e longo prazo, e contemple a preservação dos Cerrados e das Caatingas, tornados Biomas Nacionais, tendo como suporte orçamentário o Fundo de Revitalização do Rio São Francisco, conforme a PEC a ser aprovada imediatamente no Congresso Nacional;

6- Elaboração e implementação de Programas de Revitalização das Bacias Hidrográficas dos Rios Jaquaribe no Ceará, Piranhas-Açu na Paraíba e Rio Grande do Norte e Parnaíba no Piauí e Maranhão, e rios temporários do Semi-árido;

7- Apoio técnico-político ao Comitê de Bacia Hidrográfica do São Francisco para elaboração do Pacto de Gestão das Águas do São Francisco com inclusão imediata do atendimento às demandas para abastecimento humano do estado da Paraíba e do Pernambuco e consideração dos pleitos dos estados do Ceará e Rio Grande do Norte para abastecimento humano e dessedentação de animais;

8- Coordenação pela União da elaboração e implementação de um Plano de Desenvolvimento Socioambiental Sustentável para todo o Semi-Árido Brasileiro, conforme o paradigma da Convivência com o Semi-árido.

Sobradinho, 18 de dezembro de 2007.

Dom Cappio - Cavaleiro andante ou apenas um equívoco? - site oficial do bispo ( aqui )


O bispo e a celebridade





O país anestesiado mal acompanha.


Afinal em tempo de B.B.B o Ibope anda escasso e exigente.


Edroaldo, o garçon cínico cita, por óbvio, Bernard Shaw:


O martírio.... é a única maneira de ganhar fama sem competência!

Ornitologia aplicada




Pane em avião da TAM dá susto em Presidente do Senado




"Só tinha que acontecer!"

Exclama Florinelson, o segurança do bar.

E conclui em tom professoral:

"Bacurau só voa a noite!"

Paulo Leminski - Poesia


Um Bom Poema



um bom poema
leva anos
cinco jogando bola,
mais cinco estudando sânscrito,
seis carregando pedra,
nove namorando a vizinha,
sete levando porrada,
quatro andando sozinho,
três mudando de cidade,
dez trocando de assunto,
uma eternidade, eu e você,
caminhando junto

Paulo Leminski

Gal Costa - Baby


Baby


Composição: Caetano Veloso



Você precisa saber da piscina, da
Margarina, da Carolina, da gasolina
Você precisa saber de mim
Baby, baby, eu sei que é assim
Baby, baby, eu sei que é assim
Você precisa tomar um sorvete
Na lanchonete, andar com gente
Me ver de perto.
Ouvir aquela canção do Roberto
Baby, baby, há quanto tempo
Baby, baby, há quanto tempo

Você precisa aprender inglês
Precisa aprender o que eu sei
E o que eu não sei mais
E o que eu não sei mais
Não sei, comigo vai tudo azul
Contigo vai tudo em paz
Vivemos na melhor cidade
Da América do Sul
Da América do Sul
Você precisa, você precisa
Não sei, leia na minha camisa
Baby, baby, I love you
Baby, baby, I love you

Maria Bethânia 'Carcará', Show Opinião, 1965



Carcará


Composição: João do Vale



(Glória a Deus Senhor nas altura
E viva eu de amargura
Nas terra do meu senhor)

Carcará
Pega, mata e come

Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que homem

Carcará
Pega, mata e come

Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião

Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,

Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Mas quando chega o tempo da invernada
No sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada

Estribilho

Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa no bico inté matá

Carcará
Pega, mata e come!

Até o astral se curva - Quiroga e seu horóscopo no Estadão - ( aqui )




A ditadura está viva!

astro@o-quiroga.com



Data estelar: Júpiter ingressa em Capricórnio, Mercúrio e Plutão em conjunção; a Lua cresce em Áries.


Enquanto isso, aqui na nave Terra nossa humanidade ainda tem de exorcizar a ditadura, pois o jogo dos opressores e oprimidos continua vicejante nos relacionamentos políticos, sociais, comerciais e íntimos. A ditadura está viva! E até que esta não seja erradicada para sempre nossa humanidade não poderá se gabar de ter avançado sequer um milímetro no caminho da evolução. A ditadura política se manifesta através da mentira instituída e dos impostos exagerados. A ditadura social se dissemina através dos boatos e intimidações. A ditadura comercial entra nos lares por meio de produtos de duvidosa utilidade empurrados com pompa em propagandas sedutoras. A ditadura íntima se demonstra no baixo índice de confiança que há entre os amantes e casais. A ditadura está viva!




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Edroaldo, o garcon cínico, jura que não lê horoscopo.

Os clientes dizem: amém!

Trecho da coluna de Arnaldo Jabor no Estadão - link ( aqui )




No romantismo ''''revolucionário'''' dos anos 60, havia uma ''finalidade'' a se atingir, uma utopia que substituía o presente pelo imaginário. Esse pensamento mágico destrói a administração da vida real em nome de um futuro que não chega nunca. Para melhorar o País, temos de aceitar a impossibilidade de uma harmonia final. Nunca teremos um país perfeito, resolvido; nunca chegaremos ''lá''. Na primeira fase da era-Lula, o petismo ''corrupto-bolchevista'' tentou tomar o Estado mas, espantosamente, fomos salvos pelo Roberto Jefferson.

Na fase atual do lulismo sindicalista, o perigo é o regressismo à burrice de quatro séculos. A complexidade lenta da democracia pode nos trazer saudades do simplismo velho de guerra. Aos poucos, o rabo do lagarto do atraso pode se recompor.

Charge do dia ( aqui )



Jacobsen - Folha de Londrina (PR)





Deu na Folha de São Paulo ( aqui )





ELIANE CANTANHÊDE



À sombra de Palocci


BRASÍLIA - Antonio Palocci está subindo rapidamente, Guido Mantega está caindo no mesmo ritmo. Pelo menos na estratégia econômica, na tática política e especialmente no conceito de Lula. No início do governo, Palocci foi muito bem, ao manter a política e a equipe do tucano Pedro Malan e demonstrar habilidade para impor-se no PT, dialogar com empresários, ganhar simpatias na oposição e passar Lula no bico.
Tudo isso ruiu quando, por trás da máscara do bom moço, surgiu o líder da turma de Ribeirão Preto, às voltas com o Ministério Público e capaz até de usar o arsenal do Estado contra o caseiro Francenildo.
Palocci se foi, mas não foi para valer. Mantega chegou, mas também não foi para valer. Um é político e ambicioso. O outro é técnico, dava lições de economia a Lula durante suas campanhas, mas, vencida a eleição, ficou fora da Esplanada dos Ministérios, no banco de reservas. Só entrou em campo quando Palocci saiu. E não brilhou.
Quando o Planalto enfim percebeu que a CPMF corria risco, Mantega voltou ao banco e foi Palocci quem se reuniu com tucanos, articulou governadores, analisou fórmulas -ou seja, negociou em nome do governo. Perdeu o imposto, mas voltou ao gramado com a bola toda.
Mantega já vinha acusando o golpe. Em entrevista há uma semana, declarou que seu grande mérito é não ter mérito: sem "ambições próprias", não "faz sombra" ao presidente. Ao contrário do titular.
Se Palocci foi o negociador, não fez sentido Mantega alardear novos impostos e cortes nas obras do PAC e nos programas sociais. Tudo isso pode de fato acontecer, ele não deveria era falar antes da hora.
Dando um "cale-te" à la rei Juan Carlos no ministro da Fazenda, Lula deixou Mantega ainda mais à sombra de Palocci. Justamente quando os "pacotes" estão de volta.

Sinopse dos principais jornais ( aqui )


Sala de Leitura



Manchetes:


Estado de São Paulo - Lula prevê investimentos de US$ 1 bilhão na Bolívia

Jornal do Brasil - Tortura é generalizada nos presídios femininos

Folha de São Paulo - Governo quer mais R$ 12 bi com aumento de imposto

O Globo - MP acionará a prefeitura por omissão na expansão de favelas

Gazeta Mercantil - Petrobras terá 100% de refinaria nos EUA

Valor Econômico - Pedidos do varejo indicam um início de ano aquecido

Estado de Minas - Greve de fome obriga Lula a suspender transposição