quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Navegar é preciso, liquidar não o é!

Foto - "a viúva alegre" - Joel Calheiros


A "viúva" dormiu com o prejuízo havido durante a liquidação do BERON.


Quem o produziu?

Por óbvio o liquidante.

Quem é o liquidante?

Via de regra, e muito de engenharia, o liquidante, indicado sempre pelo Banco Central é , pasmem, um aposentado do mesmo BC.

Essa a regra, esse o costume, essa a mazela.

A única qualidade exigida do liquidante é ser aposentado do BC e certamente ter o telefone na agenda certa.

Caso algo de errado, certamente , ele, o liquidante, mero funcionário público aposentado não terá como responder por seus atos.

Por seu turno, o Banco Central, que decretou a liquidação e entregou a instituição financeira em liquidação aos seus cuidados, também não assumirá os eventuais prejuízos.

Caso tenha sorte, e seja uma instituição também pública, como o BERON, debita-se na conta da "viúva".

Estranho mesmo é a imprensa, dita investigativa, não tocar nem de longe no fenômeno aqui descrito.

Agora o Paraná busca o mesmo caminho, viva a "viúva"!

Negociar ou não? enquete do Estadão Online link ( aqui )





Na sua opinião, o governo deve negociar para que Dom Luiz Flávio Cappio interrompa o jejum iniciado no último dia 27?

Resultado parcial: (16:48h) - 19/12/2007

  • Sim
    709 votos - 32%
  • Não
    1499 votos - 68%
Total: 2208 votos


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Comentário na mesa 5 do bar:


"Só a tal da Sabatella ganhou com isso."

Baden Powell - Samba Triste - 1960s

Augusto de Campos - poeta


pós-tudo (1984)
Augusto de Campos




Euclydes Mello (PRB-Alagoas) - TV Senado 19/12/2007 14:26h




Mesmo lendo, o inexpressivo suplente de senador, chama cidadãos de "cidadões"!

Alagoas merecia melhor sorte

Luis Nassif no Diário Online ( aqui )



Luis Nassif - CPMF e choque tributário

Especial para o Diário

A rigor, haverá maneiras de compensar o veto ao CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), promovido pela oposição na semana passada. Grosso modo, há três fatores que estimulam o aumento da receita. Um, a inflação, ao provocar altas nominais nos preços – o que não é o caso agora. O segundo, o crescimento do PIB, especialmente relacionado ao consumo. Em geral, o aumento da receita é mais que proporcional ao aumento do PIB industrial. O terceiro fator, ainda pouco analisado, é a implantação da Nota Fiscal Eletrônica. Muitos estados já estão interligando seus bancos de dados entre si e com a Receita Federal. Quando o sistema estiver interligado, haverá um choque de arrecadação de consequências imprevisíveis.

Com o sistema, e a manutenção de alguma forma de monitoramento das contas bancárias (substituindo a CPMF), em breve a Receita terá um aumento de eficiência inédito. O processo é óbvio. Primeiro, as grandes empresas aderem ao sistema de NF Eletrônica. Atrás dela, toda a cadeia produtiva de fornecedores e, na frente, dos compradores. Esses, por sua vez, induzirão seus próprios fornecedores a aderir ao processo.

Um dos ganhos expressivos será o final do chamado passeio das notas – vendas fictícias de um estado para outro, para se beneficiar de um ICMS menor. Outra, o avanço da substituição tributária – pelo qual o vendedor inicial (por exemplo, um fabricante de veículos) recolher antecipadamente o imposto que deveria ser pago pela revenda, no momento da venda final do veículo.

O avanço sobre os grandes sonegadores sempre é bem vindo. As contra-indicações, porém, são muitas. Uma delas é o fato de que o sistema das Receitas Federal e Estaduais torna-se muito melhor aparelhado para atuar em cima da atividade formal – as empresas com registros e tudo. Mas continuam desaparelhadas para enfrentar o contrabando e o crime organizado. Não se deve louvar a informalidade. Mas muitos setores da economia – especialmente pequenas e micro empresas – só conseguem sobreviver na informalidade, ou total ou parcial.

E agora Dom Cappio? ( aqui )




STF libera obras de transposição do rio São Francisco

Plantão | Publicada em 19/12/2007 às 12h42m

Reuters/Brasil Online

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Supremo Tribunal Federal concedeu liminar nesta quarta-feira, liberando as obras de transposição do rio São Francisco.

A decisão, tomada pelo relator, ministro Carlos Alberto Menezes Direito, analisou o pedido de liminar feito pela União, por meio de seu advogado-geral, José Antonio Dias Toffoli, segundo o site do STF.

A ação contesta decisão do Tribunal Regional Federal da 1a Região, em Brasília, da semana passada, que suspendia as obras do São Francisco sob a alegação de que o governo não teria cumprido todos os requisitos legais para executá-las.

O advogado-geral da União invocou a competência do STF para julgar todas as ações relativas ao projeto de transposição do São Francisco. Segundo Toffoli, era exatamente esse o caso do mandado do TRF. "A discussão envolvida no processo é potencialmente lesiva ao pacto federativo, colocando em conflito interesses de diversos Estados e da União", argumentou, segundo nota do site do STF.

Em protesto contra as obras de transposição do São Francisco, o bispo de Barra (BA), dom Luiz Cappio, está em greve de fome há 22 dias.

(Texto de Maria Pia Palermo; Edição de Mair Pena Neto)


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A greve de fome já perdura por 22 dias.

A decisão do STF poderia ser a saída honrosa, mas não foi!

Ghandi jamais passou de 20 dias sem comer, nas suas famosas demonstrações.

Segundo as escassas referências, 20 dias de jejum é um limite entre o suportável e o dano real.

E agora Dom Cappio?

Ivan Lessa na BBC Brasil ( aqui )

Fantasmas de Natal
Ivan Lessa

Sim, vou ganhar meias. Talvez um suéter. Seguramente um vale para comprar ou livros ou discos. O Natal será comemorado, como de hábito, no almoço do dia 25 em casa.

Presentes: a família. Eu, minha mulher, filha e marido. Mais a gata. Smudge. Gata vale. No Natal, ano inteiro. Não somos muitos. O que não é muito. O que é bom. Pelo menos, para meu gosto.

Há uma pequena árvore artificial num canto, com luzes que mudam de cor o tempo todo, decoradinha e que a Smudge olha meio escabreada de longe. Está certa. O mundo é estranho e perigoso. Eu também desconfio de árvore de Natal.

De tudo que tenha a ver com a data festiva. Desde guri. Minto. Gostei, por um ano ou dois, de presépio. Fazer, no canto de meu quarto, num décimo andar da avenida Atlântica, uma manjedoura com os devidos personagens.

José, Maria, menino Jesus, reis Magos. Todos roubados. Ou vítimas de tentativa de roubo da loja “Lá em Casa Brinquedos”, sita à avenida Copacabana, entre Bolívar e Barão de Ipanema. Aonde eu comprava tábua de jacaré (difícil de afanar) e botão japonês de baquelite (esses davam para surrupiar dois ou três no bolso).

Um pequeno espelho no meio da areia trazida da praia num balde completava a decoração. Uma folha da rua simulava palmeira. Tinha uma menina do sétima andar, Leila, se não estou enganado, que me ajudava. Leila passava as Festas, conforme se dizia, em Cambuquira, uma cidade que sempre foi e continua a ser um mistério para mim.

Não me lembro de árvore de Natal em casa. Não combinava. Talvez daí minha estranheza diante desse Godzilla das árvores de Natal que atocham na lagoa Rodrigo de Freitas e morrem de achar lindo. Pobre vive vendo o bonito onde o bonito não está. Alucinações da fome e do analfabetismo? Não sei. Sei apenas que é coisa de pobre. Sendo grande, brilhante e caindo de enfeitado, pobre fica no maior agito.

Significado do Natal

Presente era bacana. Eu ganhava alguns. Sempre com o maior desprezo para o que fosse de vestir ou comer. Só valia coisa de brincar. Achei outro dia mesmo (deve ter uns 20 anos) aqui em casa, nesta cidade de Londres, uma carta minha enviada a Papai Noel.

Eu pedia, e não me envergonho de dizer, uma bola de futebol, um time de botão, um revólver de caubói, um jogo de química que tinha na “Loja da Borracha” (entre os cines Americano – mais tarde Copacabana -- e Metro) que eu namorava adoidado.

Uma das misturas químicas era combinar numa proveta dois de seus 24 líquidos coloridos (contei e guardei) que resultava num líquido verde transparente. Só para brincar de O Fantasma da Ópera, naquela versão com o Claude Rains, que eu vira no Rian e amara como amo até hoje, fiel que sou. Em certas coisas.

Meu esquema seria o de jogar, tal como no filme, o líquido, supostamente um ácido corrosivo, na cara de meu amigo Alain, francês, que logo depois do Natal em questão voltou para a França. Sem ácido corrosivo verde transparente pingando da cara. Mas morreu há alguns anos. Do coração. Do jovem coração.

Soube quando, como de hábito, fui procurá-lo, já instalado aqui em Londres, numa de minhas idas a Paris, no fim de ano. Para as festas.

O importante não é isso. O importante é que nunca que o raio do chato do Papai Noel me deu a caixa de química. Talvez porque custasse 500 paus, uma fortuna na época. Tinhas umas mais vagabundinhas de 50 mil-réis no “Lá em Casa”.

Não era, no entanto, a mesma coisa, apesar de dar para fazer na base da alquimia um líquido vermelho que a gente jogava na roupa dos adultos e, depois do ódio contido deles, sumia como que por magia.

Ah, é. Caixa de mágica também. Eu vivia pedindo caixa de e com mágicas. De certa feita, ganhei. Não acertei com uma. Mas o lenço vermelho dentro do tubinho preto de papelão era bacaninha. Mas ao preparado do líquido vermelho.

Vivo perguntando e ninguém se lembra de um lança-perfume vermelho (tinha um diabo da mesma cor no rótulo) que surtia o mesmo efeito. Não dava prise (é onda, baratino. Galicismos de antanho) nem susto. Pura e burra curtição infantil.

Tudo isso passou. Felizmente. Os natais davam grandes praias com excelentes ondas para o jacaré de peito. Na marra, tal como deveria sempre ser.

Natal branco e vermelho em Londres

Não tem jacaré nem onda aqui em Londres. Bêbado, sim. Muito bêbado.

Especialmente bêbado tipo e tamanho família. Que enche primeiro a cara (muito) e, depois, enche o saco dos menores indefesos. Todos adultos ficam de porre.

Mães, tias e avós também. Bebuns e empanturrados. Eu se pudesse jogava o líquido verde transparente neles todos. O de verdade. Aquele ácido que deformou o rosto de Claude Rains.

Deveriam ir todos, depois, morar nos esgotos de Londres, botar uma máscara verde, linda de morrer também, ocultando a parte em carne viva da cara, e partir para tocar órgão e assustar as pobres sopranos da Royal Opera House, aqui pertinho.

Pensamentos e desejos em branco e vermelho deste Natal de 2007 em Londres.

Elis Regina - É com esse que eu vou (TV Cultura)

É com esse que eu vou

Composição: P. Caetano

Com esse que eu vou sambar até cair no chão
Com esse eu vou desabafar na multidão
Se ninguém se animar
Eu vou quebrar meu tamborim
Mas se a turma gostar vai ser pra mim

É com esse que eu vou sambar até cair no chão
É com esse que eu vou desabafar na multidão
Se ninguém se animar
Eu vou quebrar meu tamborim
Mas se a turma gostar vai ser pra mim

Quero ver o ronca-ronca da cuíca
Gente pobre, gente rica, deputado, senador
Quebra quebra eu quero ver
Uma cabrocha boa
No piano da patroa batucando
É com esse que eu vou
Mas quebra, quebra que eu quero ver
Muita cabrocha boa, no piano da patroa

E é com esse que eu vou
E é com esse que eu vou
Mas é com esse que eu vou
Sambar até cair no chão
Com esse eu vou desabafar meu coração
Sambar na multidão
Com esse eu vou
Desabafar meu coração
Com esse eu vou
Desabafar na multidão
Meu coração, eu vou
Eu vou, eu vou, eu vou
É com esse que eu vou
Eu vou
Com esse eu vou
Eu sei que vou
Sambar na multidão
Desabafar....

Charge do dia ( aqui )



Iotti - Zero Hora - Porto Alegre (RS)

Deu na Folha de São Paulo - ( aqui )

MELCHIADES FILHO


Comida para quem precisa BRASÍLIA - A literatura técnica sobre greves de fome é escassa. Uma convenção internacional proíbe experimentos com voluntários, como ocorria até o século 19, e dá ao manifestante o direito de rejeitar monitoramento médico. Estudos sobre desnutrição não servem, pois as reações à privação absoluta de alimento são outras. Sem falar que o metabolismo varia inclusive em um mesmo indivíduo.
Há um consenso, no entanto, sobre o "roteiro" que o corpo obedece quando desprovido de nutrientes.
A primeira fase raramente causa seqüelas. O fígado quebra reservas de glicogênio em glicose (açúcar).
A segunda, após alguns dias, já traz perigos. A queima de gordura produz ácidos. Um, tóxico, é eliminado na urina e via expiração. A alta concentração dos outros reduz o pH do sangue. Boca e pele secas, aumento de micções, prostração e hálito frutado são sintomas de cetoacidose, que pode levar a complicações cardíacas e cerebrais.
Com a perda de um quinto do peso, o organismo entra na terceira etapa. Baixa o ritmo metabólico e passa a consumir, indistintamente, proteínas estocadas em tecidos de músculos e órgãos. Devastador.
Mahatma Gandhi nunca estendeu uma greve de fome além do 21º dia. Dos prisioneiros do IRA que jejuaram em 1981, na tentativa de obter status político, o primeiro morreu no 46º dia; o último, no 73º.
Dom Luiz Cappio está no 22º. Ao contrário dos irlandeses, ingeriu soro caseiro: sal para manter a pressão arterial e açúcar para repor energia. Em tese, terá muitos dias de lucidez (e beijos de Letícia Sabatella, fotos com Suplicy, entrevistas por celular etc.) pela frente.
Por ora, quem agoniza é o governo, surpreendido pela cruzada herética contra as obras do São Francisco e ciente do estrago político que ela causará. Lula sabe que não pode reeditar Margaret Thatcher e "cumprir o desejo do suicida". Mas fazer o quê? Mandar o ministro Geddel fechar a boca também?

Comercial antigo - do tempo da tv a válvula - Fusca

Sinopse dos principais jornais ( aqui )


sala de leitura



Manchetes



Jornal do Brasil - Saúde do Rio perde R$ 6 bi sem a CPMF

Folha de São Paulo - Leilão de celular tem ágio de até 274%

Estado de São Paulo - Leilão de novo celular tem ágio superior a 200%

O Globo - Favelas em expansão já cercam Parque da Tijuca

Gazeta Mercantil - Leilão de 3G renderá R$ 6 bi

Correio Brasiliense - Leilão de celular 3G tem ágio de até 273%

Valor Econômico - IPOs rendem até US$ 2 bi a bancos de investimentos

Estado de Minas - Juventude endividada