terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Dizzy Gillespie - trumpet battle 1958

Elvis Presley - Love Me Tender

Nome: Elvis Aron Presley
Data de Nascimento: 08 de Janeiro de 1935
Local de Nascimento: East Tupelo, Mississippi, USA
Falecimento: 16 de Agosto de 1977, Memphis, Tennessee, USA

Coluna de José Marcio Mendonça no Estadão online - link ( aqui )






Negócios em família
por José Marcio Mendonça

Sabem quem é suplente do senador Edison Lobão (MA), jornalista e político por profissão, prestes a ser guindado ao cargo Ministro das Minas e Energia?

Pois é, chama-se Édison Lobão Filho, por acaso, como o nome indica, filho do titular.

Lobão virará ministro, no máximo em duas semanas, por indicação do PMDB, ao qual se filiou apenas recentemente, e de seu padrinho político José Sarney, maranhense de nascimento, corpo e alma, mas senador pelo Amapá por mero cálculo eleitoral.

Por coincidência, Lobão Filho é também dono de emissoras de rádio. O pai, com mandato, está impedido de tê-las. O império de comunicáções do clã Sarney, também está em nome de um filho, Fernando, sem atividades políticas visíveis, a não ser no campo da política esportiva, por suas ligações com o presidente da CBF, Ricardo Teixeira.

O líder da família Sarney, com 40 anos de domínio da política maranhense, um dos Estados socialmente mais atrasados do Brasil, o ex-presidente
José, e os filhos Zequinha e Roseana por terem mandatos estão na mesma situação do Lobão pai.

Este quadro, em maior ou menor grau, repete-se pelo Brasil afora, em todos os quadrantes.

Quem ficou com a vaga de senador de ACM? ACM Júnior. Na Bahia, a família Magalhães também possui o seu palanque eletrônico, com emissoras de rádio e televisão. Romero Jucá fez a mulher prefeita de Boa Vista e é acusado de usar um cunhado como laranja nas suas emissoras de televisão.

Desse forma, vão se formando as teias de relacionamento político no Brasil e crescem as "lideranças" regionais que avassalam Brasília. Com tais modos, como mudar os costumes políticos no Brasil?

Do jeito como as coisas estão indo - e sempre podem piorar - vamos regredir rapidamente à velha condição das capitanias heriditárias. Com direito a mídias digitais para o novos "capitães do mato" e votos de cabresto.

STF: presidente Lula tem 10 dias para dar informações sobre IOF - G1 - link (aqui)



A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, deu prazo de dez dias para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva forneça informações sobre o decreto que aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).


Na segunda-feira (7), o Democratas (DEM) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o aumento do IOF. E, nesta terça-feira, entrou com nova ação, contra a elevação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para instituições financeiras.

“Diante da inegável relevância da matéria tratada na presente ação e do seu especial significado para a ordem social e a segurança”, Ellen Gracie aplicou procedimento previsto na Lei 9.868/99, segundo o qual a ação será julgada em definitivo pelo plenário do STF, a partir de fevereiro, quando termina o recesso dos ministros, sem apreciar o pedido de liminar (decisão provisória).

Após o prazo de dez dias, a Advocacia Geral da União (AGU) e o Ministério Público Federal (MPF) terão cinco dias cada para prestar informações.


As ações

Na avaliação do DEM, a medida provisória que aumentou a CSLL de 9% para 15% é inconstitucional e não poderia valer este ano. O presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou que, apesar de o STF já ter analisado a questão em ações anteriores e dar ganho de causa ao governo, a nova composição da corte poderá favorecer a oposição.

No caso do IOF, segundo Rodrigo Maia, o argumento é que haveria dupla cobrança do imposto e que foi desrespeitado o princípio constitucional da isonomia.

Pelas medidas anunciadas pelo governo, a alíquota diária do IOF para pessoas físicas passou de 0,0041% para 0,0082% e criou-se um alíquota extra de 0,38%. O partido considera que há dupla cobrança para o contribuinte.

Uma pergunta: Onde anda Temporão, "o que perdeu a hora"?

Ministro da Saúde - Temporão, "o que perdeu a hora"

Audácia e disposição só quando suplicava por CPMF?



Homem com suspeita de febre amarela morre no DF

Ele estava internado desde o dia 4 de janeiro e não estava imunizado contra a doença.
Graco Carvalho Abubakir, 38 anos, passou o réveillon em Pirenópolis (GO). ( deu no G1, link ao lado)
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Alguém viu Temporão, "o que perdeu a hora", após sua participação como o intrépido parceiro de Adib, "o instruído", Jatene, na recente jornada televisiva pró imposto?

Audácia e disposição só para lutar pela CPMF?

A saúde está a cuidado de quem?

De Lula I, "o antes nunca visto", diretamente, ou ele ainda não sabe?

Nem só de taxas e juros deveria viver a Corte.

Governar é preciso, manter ministro inoperante não!

ELVIS PRESLEY - Jailhouse

Elvis Presley 08/01/1935

Gal Costa - Trem das onze (1973)

Tom Zé - A Volta do Trem das Onze

Após a terceira dose

Dieta sentimental



Quando a cintura era fina, sonhos

Agora, três números acima, lembranças

Emagrecer para sonhar?

José! Qual a razão do Zé?


José Alencar




José Alencar é um empresário bem sucedido!

José Alencar é Vice-Presidente da República!

A Coteminas é uma fortaleza!

Até o dia de hoje, salvo engano, José Alencar não desmentiu os serviços prestados por Zé Dirceu.

O que levaria José Alencar, o empresário, a contratá-lo?

As ligações de Zé Dirceu com um grupo de "Codinomes" espalhados por aí?


O puro e simples tráfico de influência e seus corolários de espécie, ou seja, mimos, por fora, comissões?


Não faz bem à biografia de José Alencar deixar essas dúvidas, sobre o Zé, em cena.

Nem à imagem institucional da Coteminas.

Bar é poesia - Carlos Drummond de Andrade



Carlos Drummond de Andrade



O mundo é grande



O mundo é grande e cabe

nesta janela sobre o mar.

O mar é grande e cabe

na cama e no colchão de amar.

O amor é grande e cabe

no breve espaço de beijar.

O afago de Lula - El pais - link (aqui)

Brasil agasaja a su Ejército

El Gobierno de Lula crea una nueva estructura de defensa para repeler agresiones extranjeras y paliar la sensación de abandono de sus militares

JUAN ARIAS - Rio de Janeiro - 08/01/2008


El Gobierno brasileño acaba de crear el Sistema Nacional de Movilización (Sinamob), una ambiciosa estructura de defensa capaz de actuar ante una eventual agresión militar extranjera. En el Sinamob participan 10 ministerios, aunque con protagonismo del de Defensa. Fue creado mediante la ley 11.631, publicada en el Boletin Oficial del Estado el pasado 28 de diciembre.

Luiz inácio Lula Da silva

Lula da Silva

A FONDO

Nacimiento:
27-10-1945
Lugar:
(Garanhuns)
Brasil

Brasil

A FONDO

Capital:
Brasilia.
Gobierno:
República Federal.
Población:
182,032,604 (2003)


Se trata de un texto que comenzó a ser analizado en el Congreso hace cuatro años, tras la llegada del presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, al poder. Según dicho decreto, la movilización nacional contra un enemigo externo deberá estar caracterizada “por la rapidez”, y da poderes al presidente de la República para decretarla con autorización previa o posterior del Congreso. Los ministerios que integran el Sinamob son los de Defensa, Justicia, Relaciones Exteriores, Planificación, Presupuesto y Gestión, Ciencia y Tecnología, Economía, Integración Nacional y Casa Civil, además del Gabinete de Seguridad Institucional y de la Secretaria de Comunicación de la Presidencia de la República, ésta última con rango ministerial.

Cabe preguntarse por qué Brasil, que lleva más de 60 años sin participar en una guerra y sin haber sufrido ataque alguno en su territorio nacional desde la guerra con Paraguay, en el siglo XIX, se preocupa ahora de crear semejante mecanismo de defensa nacional para prevenir ataques externos y que prevé, entre otras medidas, la llamada a filas a civiles y militares, la ocupación de bienes y de servicios, la convocatoria de entes federales para que participen en el esfuerzo bélico y la intervención en la producción pública y privada.

La explicación oficial es, según el diario O Estado de São Paulo, que la creación del Sinamob tiene como finalidad llenar una laguna jurídica existente desde la Segunda Guerra Mundial. Durante el siglo XX, Brasil tuvo una participación modesta en los dos conflictos mundiales. Desde entonces, militares brasileños han sido enviados a participar en misiones de Naciones Unidas y de la Organización de Estados Americanos (OEA). Otro argumento es que, después de la traumática dictadura militar y una vez alcanzada la democracia, los sucesivos Gobiernos fueron debilitando poco a poco los aparatos militares hasta dejar el mando del Ejército en manos de civiles.

Cuando Lula se presentó a las elecciones de 2002, que acabó ganando, los militares se quejaban de la escasez de presupuesto y de un cierto abandono. Lula sabía que necesitaba su apoyo para ser elegido, o al menos que no estuvieran en su contra. Así, les prometió potenciar la defensa nacional e incluso, durante la campaña electoral y ante el asombro de su propio partido (el Partido de los Trabajadores, PT), llegó a elogiar públicamente la política económica desarrollada por los militares durante la dictadura, que según él tuvieron “visión de futuro”, con una crítica implícita a los políticos actuales, que no saben ver más allá de los intereses electorales.

Por último, los militares brasileños, que ven cómo la Venezuela de Hugo Chávez invierte en la modernización de su Ejército, han puesto de relieve más de una vez la precariedad de las Fuerzas Armadas del país. Se estima, por ejemplo, que de 719 aviones de la Fuerza Aérea Brasileña (FAB), apenas 217 se encuentran en condiciones de volar. Otros 220 están en parques de mantenimiento y los demás, 282, no pueden despegar por falta de piezas de recambio. El Ejército critica la existencia de vehículos con más de 30 años de servicio, entre ellos carros de combate y artillería antiaérea, inutilizados por falta de ordenadores. Y la Aeronáutica se queja de la falta de misiles aire-aire de medio alcance, de helicópteros de ataque y de bombas inteligentes; menos de la mitad de las naves de combate están en disposición de funcionar.

Lula quiere poner fin a todo esto, dotando a las Fuerzas Armadas brasileñas de nuevas reglas y de nuevos medios para ser dignas de representar al país que algunos ya califican de “corazón de la economía latinoamericana”.

Lula e os militares, uma questão de afago - BBCBrasil repercute El Pais - link (aqui)




Lula 'afaga' militares com investimentos, diz jornal espanhol
Tanque do exército brasileiro
Militares reclamam de 'certo abandono', diz El País
A criação do Sistema Nacional de Mobilização (Sinamob), anunciada pelo governo brasileiro no fim do mês passado, é o cumprimento de promessas eleitorais de Lula, afirma uma reportagem publicada nesta terça-feira na edição online do jornal espanhol El País.

A ambiciosa estrutura, capaz de atuar em uma eventual invasão estrangeira, será um "afago" para os militares e um "paliativo" para diminuir a "sensação de abandono" expressa por eles, segundo o jornal.

"Por que o Brasil, que não sofreu ataques em seu território desde a Guerra do Paraguai, no século 19, agora está preocupado em criar um mecanismo de defesa dessa natureza?", pergunta o El País.

Para o jornal espanhol, uma das respostas está na campanha eleitoral de 2002.

"Quando Lula se candidatou, em 2002, os militares se queixavam da escassez do orçamento e de certo abandono", afirma a reportagem. "Lula sabia que precisava do apoio deles para ser eleito."

"Assim, prometeu impulsionar a defesa nacional e, inclusive, chegou a elogiar publicamente a política econômica implementada pelos militares durante a ditadura que, segundo ele, tiveram visão de futuro", acrescenta.

Exemplo da Venezuela

Outra explicação, segundo o El País, é que depois da "traumática ditadura militar" e uma vez alcançada a democracia, os sucessivos governos foram debilitando pouco a pouco os aparatos militares até deixar o comando do Exército nas mãos de civis.

Além disso, os militares brasileiros, "que vêem como a Venezuela de Hugo Chávez investe na modernização do Exército", já expuseram mais de uma vez a precariedade das Forças Armadas do país.

"Estima-se, por exemplo, que dos 719 aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), apenas 217 estejam em condições de voar", diz o El País.

"Outros 220 estão em manutenção e os demais, 282, não podem decolar por falta de peças de reposição", acrescenta reportagem. "O Exército ainda critica a utilização de carros com mais de 30 anos de serviço, entre eles os de combate e de artilharia antiaérea."

Na avaliação do jornal, Lula quer "pôr um fim a tudo isso", dotando as Forças Armadas brasileiras de novas regras e meios de serem dignas de representar o país que alguns qualificam de "coração da América Latina".

Dora Kramer - Estadão online - link (aqui)


acredite quem quizer




O espetáculo do fingimento


Quando boa parte do País, aí incluída com destaque a oposição, deu crédito à palavra do presidente Luiz Inácio da Silva sobre sua "ojeriza" a pacotes e sua disposição de não reagir ao fim da CPMF com aumento de impostos, estivemos diante de um exercício de auto-engano pleno. Bem ao gosto brasileiro, de testada vocação para se deixar levar na conversa.

Principalmente se o conversador é popular e poderoso.

Juntem-se à tendência o cansaço e a culpa acumulados no período de combate pré-natalino - no Brasil contraditar é sinônimo de implicar, ato quase vergonhoso -, consolidou-se a conclusão de que estava esgotada a cota de contestação nacional e optou-se por virar as costas às evidências.

Fez-se de conta que o presidente da República e seus ministros sempre falam a verdade, ignoraram-se as inúmeras vezes em que o dito ficou pelo não dito e fecharam-se os ouvidos para as palavras dos especialistas que avisaram sobre a inevitabilidade dos aumentos.

Por mais que a palavra de Lula venha sendo quebrada sistematicamente, por menos que o presidente seja digno de credibilidade, seu capital ainda é grande o bastante para que as pessoas se deixem enganar.

Uns por preguiça, outros por bajulação, alguns por falha de memória, vários por oportunismo, muitos porque ainda levam a sério o significado das palavras tal como definidas no idioma português, poucos por ingenuidade.

A oposição, por exemplo, resolveu fazer de conta que havia mesmo fechado um compromisso com o Palácio do Planalto para uma saída negociada pós-CPMF, de preferência com cortes de gastos por parte do Executivo. Na verdade, estava louca para aprovar a Desvinculação das Receitas de União (DRU), entrar em férias e passar a virada do ano recebendo cumprimentos pela "coragem" de fazer seu papel de se opor.

Nunca acreditou em acordo até porque, como disse o próprio articulador oficial, José Múcio Monteiro, logo após assumir em substituição a Walfrido Mares Guia, a origem de todos os males do governo no Congresso sempre esteve na indiferença aos compromissos.

O presidente Lula deu inúmeras provas disso ao longo de seus cinco anos de governo, sendo a mais recente delas a promessa de enviar a reforma tributária ao Legislativo, feita num dia e quebrada na semana seguinte.

Desta vez, ao histórico de imposturas somou-se o desmentido ao porta-voz da única verdade oficial dita a respeito do assunto nos últimos dias de 2007: o ministro da Fazenda, Guido Mantega, desautorizado em público por ter confirmado em entrevista ao Estado que haveria compensação tributária à CPMF.

Dizia a verdade, mas fugiu ao combinado de deixar o País passar Natal e Ano-Novo na ilusão de que o governo saberia administrar a adversidade com categoria.

O ministro, no entanto, recuperou-se rápido e já no primeiro dia útil de 2008 adaptou-se ao espetáculo do fingimento com uma performance de não deixar a dever nada a ninguém, com a já notória homenagem ao cinismo de ponta ao justificar que a "promessa" sobre os impostos só valia para 2007.

Com essa, conseguiu não perder nem para o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, para quem não houve pacote, mas apenas "medidas".

É de autoria de Bernardo também a alegação de que a ampliação do Bolsa-Família feita por medida provisória nos últimos dias de 2007 não fere a proibição de concessão de benefícios oficiais em ano eleitoral porque foi assinada "no ano passado".

Um truque. Se quisesse apenas beneficiar os desvalidos o governo poderia ter baixado a MP longe do período proibido. Mas aí não obteria o efeito eleitoral desejado para seus candidatos nas eleições municipais.

Um lance muito bem montado, digno de nota no quesito jogo político, não fora o fato de significar um embuste. Difícil de ser desmontado pela oposição que, se quiser contestá-lo na Justiça, tem boas chances de ganhar, uma vez que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello, já abriu a porta qualificando a MP como ilegal e eleitoreira.

O problema é que o gesto é antipático e eleitoralmente arriscado, caso a oposição ainda nutra alguma esperança de pescar votos do eleitor do assistencialismo.

Trata-se de uma decisão difícil, o governo sabe e por isso fez o que fez, acostumado que está a se valer da ignorância para enganar, burlar e depois invocar o direito de reinventar a realidade, mudando o nome das coisas, chamando enganação de mudança de opinião.

Agiu assim desde o começo, firmou um padrão, incorporou a mentira ao modo de governar e se relacionar com a sociedade e as instituições ao ponto de a agressão à verdade não representar mais riscos políticos nem servir à denúncia de conduta indevida.

E porque fez da mentira um hábito, o governo não vê insulto nem se defende quando chamado de mentiroso. Aceita a constatação e vive feliz com isso, livre, dando asas às artimanhas e ao seu dom de iludir oficial, solene e honorificamente.

Janio de Freitas - Folha de São Paulo - link (aqui)



Além de impostos

O Legislativo só se justifica ao se sujeitar ao governo? Ou há algo de errado aí ou não tem razão de ser o Congresso

HÁ MUITO MAIS, contra todos nós, do que novos impostos e velhos impostos aumentados na medida provisória que foi o primeiro gesto presidencial de Lula em 2008. Esse retorno aos pacotes, abomináveis já no nome, realça um problema que se agrava sem, no entanto, merecer atenção alguma. São os procedimentos contrários às normas democráticas mas, com meras aparências de atos legais e muitas vezes nem isso, incorporados aos métodos de governo.
O motivo básico da extinção da CPMF foi o sentimento muito difundido, ao qual o Senado neste caso correspondeu, de que a carga de impostos estava pesada demais. Não foi aversão particular à CPMF, se bem que a renovação de sua provisoriedade fosse muito criticada. Foi o fato de vir dela a oportunidade de um corte na massa de impostos.
Tivemos, então, uma decisão do Poder Legislativo, por derrubada pelo Senado, como órgão revisor, da aprovação da Câmara a novo período de CPMF. E, implícita na derrubada, uma decisão coerente com a parte do país que tem a percepção, ou alguma informação, dos impostos que nos oneram. A votação na Câmara foi determinada pela obediência da maioria, a chamada "base aliada", à ordem do governo.
A decisão do Poder Legislativo, porém, não tem validade prática. O que extinguiu, com apoios ponderáveis na população, pode ser reposto pelo governo, sem mais exigência do que alguns artifícios, além do mais, vários deles de legalidade muito duvidosa. O Poder Legislativo só se justifica quando se sujeita ao governo? Ou há algo de perigosamente errado aí ou não têm razão de ser o Congresso e as tumultuantes eleições de que resulta.
E como o governo se impõe? É, apenas, como governa o ano todo, todos os anos. Com a simplicidade de uma medida provisória. A partir de sua posse, Lula emitiu, em média, uma MP a cada quatro dias úteis. Conta que lhe dá o benefício de nem descontar, dentre os dias úteis, os dias em que esteve viajando e, portanto, não despachou na Presidência. Em relação a 2007, mesmo se lhe dermos o benefício de descontar apenas os seus dias de viagem, sem fazê-lo em relação aos fins de semana e feriados, a média de Lula fica em uma MP emitida a cada 3,5 dias.
Não sei como denominar esse sistema institucional. Mas democrático, por certo não é.

Além da conta
No palavrório sobre a perda e a recomposição orçamentária para este ano, por efeito da queda da CPMF, o governo está exagerando em uma coisa e outra, e os comentários o têm acompanhado. É da técnica tradicional dos governos brasileiros, na elaboração do Orçamento da União submetido ao Congresso, prever arrecadação inferior à de fato esperada. O governo Lula tem mostrado habilidade especial nesse truque. Com o qual é obtida a vantagem imediata de diminuir a voracidade dos parlamentares por alterações que os beneficiem e, como vantagem posterior, a colaboração de excedentes para os saldos anuais formidáveis.
Na lengalenga da perda e dos cortes, o velho expediente não se confunde com precaução, é truque mesmo. Inclusive porque o governo nem estaria obrigado a gastar as verbas destinadas pelo Orçamento, que é apenas autorizativo do que pode gastar se quiser.

E por falar em sangue


a verdadeira face do leão



Lula I, "o antes nunca visto", declara no Café da Manhã com o Presidente : "os banqueiros não reclamaram do aumento da CSLL!"

Claro, eles simplesmente repassarão aos clientes, agirão como agentes de arrecadação indireta.


O crédito no país é escasso, sempre foi, as taxas são escorchantes, a concorrência não existe, mesmo os bancos oficiais, BB e CEF, estão alinhados nesse cartel.

O que se tenta, muito de esperteza, é apresentar quem se opõe a esse "remendo", nos dizeres do Vice- Presidente, a pecha de defensores dos banqueiros.

Farsa que beira ao estelionato, intelectual, mas estelionato, posto que "nunca nesse país" o sistema financeiro comandou tanto, mais até que no tempo do gongórico FHC, aquele que quiz ficar a qualquer custo.

O destino da política monetária e fiscal está nas mãos de Meirelles, que comanda com zelo e apreço, de seu posto no BC, com as bençãos do sistema financeiro internacional, de onde é oriundo.

Por ironia, na ornitologia política, Meirelles é tucano, portanto irmão siamês dos petistas!

Quanto a sanha vampiresca de Lula I, "o antes nunca visto", em "cortar na veia", só pode ser entendida como ameaça, visto que vampiros não se suicidam, aliás, acreditam na imortalidade e tendem a perdurar nos postos que assumem.

O que precisa ser feito, com urgência, caso queiramos crescer, é adotar taxas de juro compatíveis com o mundo civilizado e reduzir, para valer, a sangria desatada que abate a nação brasileira via a sede inesgotável do fisco.

O resto é fingir de morto para assaltar o coveiro!

Charge do dia - link ( aqui )


Humberto - Jornal do Commercio - Recife (PE)



Comercial antigo - Cerveja Malt 90

Sinopse dos principais jornais - link ( aqui )


sala de leitura


Manchete:


Jornal do Brasil - INSS muda as regras para empréstimos

Folha de São Paulo - Governo muda crédito para aposentado

O Estado de São Paulo - Falta de chuvas faz governo ligar usinas térmicas

O Globo - Para conter assaltos, Cabral quer proibir carona em motos

Gazeta Mercantil - Nível dos reservatórios cai e provoca estado de alerta

Correio Brasiliense - Brasiliense suspeito de ter febre

Valor Econômico - Entrega de gás opõe na Justiça Estados e Petrobras