quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

O tamanho da mordida - Estadão online - link (aqui)






Arrecadação federal cresce 11% em 2007 e bate recorde

REUTERS



BRASÍLIA - A arrecadação de impostos e contribuições do governo federal cresceu 11,1 por cento em termos reais em 2007 e alcançou o valor recorde de 615,043 bilhões de reais.

Os dados foram divulgados pela Receita Federal do Brasil nesta quinta-feira. Em nota, o Fisco procurou destacar que o crescimento das receitas refletiu principalmente a força da atividade econômica, e não um aumento de alíquotas.

"O desempenho da arrecadação decorreu fundamentalmente de fatores ligados ao crescimento econômico e à maior presença fiscal por parte da Administração Tributária", afirmou a Receita, destacando o combate à sonegação e à inadimplência.

No ano passado, o recolhimento do Imposto de Renda cresceu 13,2 por cento frente a 2006, para 163,4 bilhões de reais, em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

As receitas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) subiram 18,7 por cento no mesmo período, para 35,143 bilhões de reais. Considerando apenas a CSLL cobrada dos bancos, o crescimento foi de 59,6 por cento.

A Receita informou, ainda, que a arrecadação somou 65,632 bilhões de reais em dezembro, 11,6 por cento superior aos 58,818 bilhões de reais recolhidos no mesmo período de 2006.

Em todo o ano de 2006, a arrecadação foi de 553,668 bilhões de reais.

BRIGITTE BARDOT - 1969 - Je voudrais perdre la mémoire

Lionel Hampton Big Band 1959

Thelonious Monk - 1961

Chega de arrogância!

Temporão, "o que perdeu a hora", demonstra a cada fala o seu desprezo pela sociedade que deveria cuidar.

Agora que não tem seu ídolo por perto , o famoso Adib, "o instruído", Jatene, para choramingar CPMF esquece suas obrigações e vai passear em Cuba.

Quando volta, ao invés de se desculpar, pelas 7 mortes advindas do surto de febre amarela, passa a proferir absurdos do tipo:


"O que temos são casos isolados de febre silvestre em pessoas que não vacinaram e que entraram em áreas de risco"

Evidente!

Só um cabeça oca, ou aloprado, não concluiria que os mortos não haviam sido vacinados.

E por qual razão não o foram?

Por absoluta negligência das autoridades sanitárias que deveriam cuidar dessa profilaxia.

Ao mais, o Ministro faria bem a verdade, se confessasse a carência de estoques de vacina, em nível de razoabilidade, para enfrentar a crise.


Prefere entretanto as doces viagens no aerolula, enquanto os brasileiros são acometidos pelas mazelas do desprezo com que se porta no Ministério.

Difícil acreditar que tenha em seu curriculum o diploma de médico.

Com a palavra o CFM e os CRMs das áreas atingidas.

Quanto ao Ministro, muito de proveito se ouvisse o Rei de Espanha.

Bar é poesia - Sandra Falcone


Sandra Falcone





Há de chegar o dia



há de chegar o dia

em que ao me contemplar

terei a convicção

essa sou eu

talvez nesse dia

eu me ache

engraçada

feia

patética

bonita

ridícula

até fique

revoltada

contente

furiosa

triste

quem sabe

me debulhe

e me arrebente

em lagrimas

ou numa grande

gargalhada

não sei qual

será a minha reação

depois de tantos anos

de busca

apenas sei

que em qualquer hipótese

não vou dar de ombros

A repercussão - El Mundo (España)


Castro, con 'lucidez increíble' para volver a tomar el mando en Cuba, según Lula


Havana, Cuba.- El presidente brasileño, Luiz Inacio Lula da Silva, se reunió este martes con Fidel Castro y dijo que el convaleciente líder cubano goza de una "salud impecable", una "lucidez increíble" y que esta listo para asumir un "papel político" en Cuba.

"Pienso que Fidel está dispuesto a asumir su papel político en Cuba y su papel histórico para su pueblo", declaró el presidente brasileño en el aeropuerto internacional de La Habana por antes de regresar a su país tras una visita de 24 horas y agregó que "si un día enfermo quiero tener la misma capacidad de hablar que tuvo Fidel conmigo".

Lula se reunió el martes durante dos horas y media con Castro al término de una visita de 24 horas a Cuba, en la que trató, según el mandatario, "todos los temas posibles".

Antes de partir, el presidente brasileño destacó la importancia de los diez acuerdos que suscribieron los dos países y que prevén el establecimiento de marcos de cooperación en varias áreas económicas y la habilitación de líneas de crédito. Además agradeció el recibimiento brindado por el presidente provisional de Cuba, Raúl Castro, al que invitó a su país y prometió hacerle "un carnaval para que lo vea en Brasil".

Castro le hace una foto a Lula. (Foto: REUTERS)

Castro le hace una foto a Lula. (Foto: REUTERS)

"Nosotros estamos igualmente muy satisfechos con la visita de la delegación encabezada por el presidente Lula, los resultados han sido magníficos", indicó por su parte Raúl Castro.

En el aeropuerto fuentes oficiales mostraron a los periodistas varias fotografías del encuentro entre Lula y Castro, en las que se puede ver al líder cubano sentado, con su habitual chándal y conversando con el presidente brasileño en presencia de un traductor, sonriente y con buen semblante. Hay incluso dos instantáneas en las que Fidel Castro y Lula aparecen fotografiándose mutuamente.

Castro, de 81 años, no ha sido visto en público desde que enfermó y fue obligado a transferir el poder a su hermano Raúl hace más de 17 meses tras una complicación intestinal que lo tuvo al borde de la muerte.

Castro, que no aparece públicamente desde el 26 de julio del 2006 y desde marzo del año pasado se mantiene en el día a día de los cubanos con sus artículos de 'reflexiones', se había reunido el pasado 20 de diciembre con el mandatario de Venezuela, Hugo Chávez, como ya había hecho también en octubre y en noviembre.

Sin embargo, el brasileño es el primer presidente aparte de Chávez con el que Castro se reúne desde que el pasado 17 de junio se reuniera con el nicaragüense Daniel Ortega.

El futuro político del hombre que ha gobernado Cuba desde la revolución de 1959 es una incógnita. Oficialmente Castro es mantenido al tanto de las principales decisiones de Estado, pero es su hermano Raúl -un general de 76 años- quien está temporalmente al frente del ejecutivo.

A paranóia! Hitler também era sim.



Chávez anuncia una conspiración en su contra

El presidente de Venezuela, Hugo Chávez, ha acusado en Managua a su colega colombiano, Alvaro Uribe,de ser un instrumento de Estados Unidos que amenaza la paz y la integración de Latinoamérica. También ha asegurado que desde Bogotá conspiran para matarlo y para generar un conflicto armado entre Venezuela y Colombia. (El País)

E por falar em mordomia!


Diário do Grande ABC

Porfia


Caruso - Jornal do Brasil



Sarney tradução poder - Sonia Racy -Direto da fonte - Estadão online - link (aqui)




O Maranhão é aqui


A confusão em torno de Fernando Sarney - único filho de José Sarney que não milita na política - publicada pelo Estado ontem, fez com que um conhecido maranhense lembrasse do poder da família no Estado do Maranhão:

Para nascer, a Maternidade Marly Sarney.
Para morar, escolha a vila Sarney. Ou então a Sarney Filho ou a Kiola Sarney;
Para estudar, as escolas Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney ou José Sarney.
Para pesquisar, vá até a Biblioteca José Sarney;
Para se informar, leia O Estado do Maranhão, veja a TV Mirante ou ouça a Mirante AM ou FM, todos da família;
Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Sarney.
Não gostou de nada disso e quer reclamar? Vá ao Fórum José Sarney...

O menino do amazonas e sua traquinagem! - Dora Kramer - Estadão online - link (aqui)


Arthur Virgílio





Embola bola

"Vou subir no ringue." A frase resume o arrazoado exposto pelo senador Arthur Virgilio, líder do PSDB no Senado, sobre a sua surpreendente e inusitada decisão de apresentar ao partido sua candidatura à Presidência da República.

À primeira vista, a notícia publicada no meio de uma entrevista do senador à revista Veja desta semana parece algo como uma reação impulsiva, mas pouquíssimo realista, ao sucesso de público alcançado por sua atuação na derrota da CPMF.

Ele bancou a posição contra, pôs a liderança em jogo, enfrentou os poderosos governadores José Serra e Aécio Neves, ganhou a parada e, desde então, saboreia a glória dos cumprimentos nos e-mails, nos aeroportos, nas ruas, em toda parte. "Semana passada foi difícil andar no shopping em São Paulo."

Muito bem, mas uma coisa é o sucesso de um episódio no Congresso, outra um projeto de candidatura presidencial no único partido com dois candidatos competitivos com a situação para 2010, em tese, já arrumada.

"Aí é um equívoco. Há uma falsa arrumação. E se nada está arrumado, minha entrada em cena não desarruma coisa alguma. Vou às prévias", avisa, invocando o direito de testar eleitoralmente seu nome e "contestar certos mitos". Um deles, o de que só os governadores de São Paulo e Minas seriam postulantes viáveis.

"O que eles têm que eu não tenho? O que um Afif Domingos, que quase ganhou a vaga no Senado de Eduardo Suplicy com a bandeira dos impostos, fez que não posso fazer?", pergunta já indicando que o recall da CPMF será o seu carro-chefe.

Aos céticos, assegura: "É para valer. Já pedi aos institutos a inclusão de meu nome nas pesquisas, comuniquei ao presidente do partido, falei com o Fernando Henrique." E ele?

"Riu e disse que vai ser um rebu danado."

Abrindo a laranja - Janio de Freitas - Folha de São paulo - link (aqui)


O laranja


Talvez a marca da Presidência de Lula seja a forma como preenche o governo e como compõe o ministério

VALE PELA originalidade, à falta de outro valor, a indicação do senador Edison Lobão para o Ministério de Minas e Energia. O PMDB e Lula não trataram da indicação de um ministro, quando provocaram as novas denúncias de que Edinho Lobão, suplente do pai, fez uso de uma empregada doméstica como laranja em negócios. Lula e o PMDB negociaram um laranja. Mas não o filho. O pai, mesmo. Em vez de um ministro, um laranja nas Minas e Energia, para que a ministra Dilma Rousseff volte a ser, no governo, o que era sem deixar de ser o que é.
O traço verdadeiramente próprio da Presidência de Lula não é, por certo, estar ocupada por alguém que foi operário nos primórdios da vida adulta, mas não tem diferenças essenciais dos presidentes originários do que ele chama de "elite". Não está adiante, por exemplo, de quem criou a Sudene, ou o elevador social do salário mínimo, ou a combatida política externa independente em plena Guerra Fria, e tanto mais. Talvez o traço próprio da Presidência de Lula seja a maneira como preenche o governo e, mais ainda, como compõe o ministério.
Um caso para ilustrar. Desde a distante CPI do Orçamento, todos cuidaram de deixar na periferia dos governos os "anões" sobreviventes. Lula levou para dentro do seu ministério. E entregou a Geddel Vieira Lima as obras e os muitos bilhões do Ministério da Integração Nacional. Por falar nisso, até agora a platéia não sabe qual é o custo previsto para a obra do rio São Francisco. Mas, com esse e outros precedentes de citação dispensável, vê-se que Edison Lobão foi uma indicação muito criteriosa do PMDB.
Parece esquecida, nos perfis de Lobão publicados nos últimos dias, a sua carreira jornalística. É verdade que, em termos propriamente jornalísticos, não foi menos destalentoso do que em sua carreira na Câmara e no Senado, onde o máximo que demonstrou foi a persistência de permanecer, já por umas duas décadas, entre os mais inúteis. Na imprensa, porém, útil Edison Lobão foi. Como "repórter e cronista político" do "Diário de Brasília", prestou serviços diários aos chefões da ditadura. Seus textos eram como recados saídos do Planalto, de serviços militares ou de informações, e armações de políticos governistas contra opositores. Seu ar soturno caia-lhe muito bem. E assim também quando deu continuidade em lugar mais apropriado -o partido da ditadura, a Arena- ao papel que escolhera na vida. Sem imaginar a retribuição que a democracia de Lula e do PMDB lhe ofertaria.

Seguindo as pegadas - Folha de São Paulo - link (aqui)




Assinatura falsa complica defesa de Lobão Filho

HUDSON CORRÊA
ENVIADO ESPECIAL A SÃO LUÍS

LEONARDO SOUZA
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

SILVIA FREIRE
DA AGÊNCIA FOLHA

Documentos da Junta Comercial do Maranhão apontam que o suplente de senador Edison Lobão Filho (DEM-MA) tem uma sócia na Transamérica Transportes com assinatura falsificada no contrato de criação da empresa. O Ministério Público investiga se ele utilizou laranjas em seus negócios. Segundo laudo da Polícia Federal, Ana Maria dos Santos teve a assinatura falsificada na Bemar Distribuidora de Bebidas, da qual Lobão Filho também foi sócio. A assinatura falsa no contrato da Bemar é a mesma no contrato da Transamérica.
A sociedade de Lobão Filho na transportadora enfraquece seu argumento de que o uso de laranjas na Bemar era responsabilidade de seu "verdadeiro sócio" na distribuidora de bebidas, Marco Antonio Costa.
Costa não é sócio da Transamérica, empresa da qual Lobão Filho é majoritário. Ana Maria ingressou na sociedade em 1996, junto com Maria Luiza de Almeida, mulher de Costa.
O Ministério Público do Maranhão suspeita que Lobão Filho tenha transferido as ações na Bemar a laranjas fugindo da dívida de R$ 12 milhões com a Receita e o Banco do Nordeste. Ele negou haver irregularidades. A Promotoria determinou à Secretaria de Fazenda que faça uma auditoria na empresa.
A revista "Veja" desta semana noticiou que Lobão Filho transferiu, em outubro de 1998, suas ações na Bemar para a empregada doméstica Maria Lúcia Martins, que teve assinatura falsificada na Junta Comercial. Em nota, Lobão Filho disse que, por indicação de Costa, seu "verdadeiro sócio", transferiu as ações para a mãe dele, Maria Vicentina, e para Maria Lúcia -que na época era empregada doméstica de Costa.
Lobão Filho disse que só descobriu "muito tempo depois". As ações foram transferidas, na verdade, para Ana Maria dos Santos, além de Maria Lúcia, segundo documento da junta.
Ou seja, a mãe de Costa não aparece no negócio. Além disso, Maria Vicentina é dona da Itumar que, segundo o Ministério Público, sonegou R$ 42 milhões desde 2000.
A assinatura de Ana Maria foi falsificada, segundo a PF, na transferência das ações da Bemar. Ela não assinou documento para comprar ações. A reportagem não localizou Ana Maria.
Segundo a PF, também são falsas as assinaturas atribuídas a Ana Maria no documento em que ela entra na sociedade da Bemar, em 1996, comprando as ações do empresário Ricardo Lobão Salim, até 2007 sócio de Lobão Filho em empresas de comunicação. Também é falsa a assinatura dela no contrato de criação da empresa Transamérica, que não funciona, mas aparece como ativa.
Por causa das assinaturas falsas e parecidas, Lobão Filho poderia argumentar que pensava estar transferindo as ações da Bemar para a mãe de Costa. Ana Maria, porém, não é desconhecida de Lobão Filho, pois ela era sócia dele desde 1996.

O dia do lobo! - Folha de São Paulo - link (aqui)



Lobão assume ministério e agradece a Deus por chuvas

O interino Nelson Hubner, ligado a Dilma Rousseff, não ficará na secretaria executiva

Lula chegou a cancelar a audiência marcada com o senador, indicado pelo PMDB à pasta de Minas e Energia, mas voltou atrás

MARIA CLARA CABRAL
ADRIANO CEOLIN
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Depois de cancelar a audiência que teria com Edison Lobão (PMDB-MA) no fim da tarde de ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou atrás, convocou o senador no começo da noite e oficializou o convite para ele assumir o Ministério de Minas e Energia. A posse será na segunda, em tempo de ele participar da reunião ministerial de quarta.
O novo ministro comemorou que as chuvas "estão caindo, graças a Deus" -naquele momento, chovia muito em Brasília- e descartou hipótese de apagão. "Não haverá apagão nenhum. As autoridades do ministério têm tomado todas as previdências", disse.
Com a confirmação do convite ao senador, a pasta volta ao comando do PMDB, uma promessa que o presidente havia feito ao partido, mas que vinha postergando desde o ano passado diante das pressões da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil). Ela já foi ministra de Minas e Energia e trabalhava para que a pasta ficasse com um técnico.
Lobão disse que o ministro interino, Nelson Hubner, ligado a Dilma, não ficará na pasta. Cogitava-se que ele poderia reassumir a secretaria executiva a pedido da ministra, mas o PMDB não gostava da idéia.
"Essa é uma questão que vou examinar, porém, o ministro Nelson Hubner já manifestou desejo de ter outras atividades. Vou formar uma equipe o mais competente possível sem ter a preocupação de demolir o que se encontra lá", disse Lobão.

Filho
Lobão também falou sobre a possibilidade de seu filho Edison Lobão Filho (DEM-MA), que é seu suplente, assumir a vaga. "Ele assume, sim, mas poderá se licenciar se for conveniente. Ele quer se defender fora do Senado", disse, referindo-se às acusações.
Depois de assumir o ministério, Lobão começará a definir com o PMDB a indicação dos novos presidentes e diretores das estatais do setor, como Eletrobrás, Eletronorte e Petrobras. Os peemedebistas reivindicam as mudanças alegando que o PT estava ocupando espaço do partido. "Cargos serão examinados a seu tempo. Não será feito de afogadilho. Quando tiver de fazer nomeações, farei junto com o presidente", disse Lobão, que não tem experiência no setor elétrico.
"Este ministério já teve 11 ministros políticos. Não sou um técnico. Sou um político e sou um administrador. Um administrador é capaz de formar sua equipe", afirmou.
A audiência de Lobão estava agendada inicialmente para as 18h de ontem. O senador acabou sendo informado de que Lula, alegando cansaço da viagem à Guatemala e Cuba, pedira o adiamento da conversa para hoje, às 9h. A mudança causou mal-estar no PMDB, que pressionou para que a audiência ocorresse ainda ontem.
Informado do mal-estar, Lula ligou para Lobão e pediu que ele fosse ao Planalto para uma audiência às 19h, quando o convite foi oficializado. A indefinição no ministério se arrastava desde maio. O ministro José Múcio (Relações Institucionais) afirmou que foi "um dia de vitória da base".

Editorial - Folha de São Paulo - link (aqui)



Bom apetite

Atendendo a interesses fisiológicos, Lula aponta para Ministério de Minas e Energia um nome sem qualificações técnicas

DIFICILMENTE alguém terá ascendido ao cargo de ministro de Estado numa situação de tão precário prestígio quanto o senador Edison Lobão, do PMDB maranhense. Ainda que não seja do feitio desta Folha incorrer em prejulgamentos de natureza pessoal, é patente que faltam ao indicado para o Ministério de Minas e Energia qualificações técnicas para o cargo.
Falar em "qualificações técnicas" soa até como eufemismo, diante do que o próprio Lobão já admitiu. "Estou me informando", disse placidamente o político peemedebista, "sobre energia elétrica, sobre hidrelétrica, sobre gás, sobre petróleo."
Muitas noites em claro seriam necessárias, entretanto, para completar as leituras que pudessem habilitá-lo a tomar decisões em área tão vital; e não há garantias de que um apagão não as interrompa antes do tempo.
Enquanto setores técnicos do governo divergem sobre os riscos de falta de energia, Lobão cuida de abrigar-se de uma excessiva exposição aos calores do debate. "Nem sequer pus o pé na soleira do ministério e já estão me debitando coisas que possam acontecer no futuro."
Faça chuva ou faça sol, o fato é que "a soleira" das Minas e Energia foi franqueada sem cerimônias nem rodeios. Um observador afeito a jogos de palavras não deixaria de ver, na entrada de Lobão, mais um sinal de que as edificações da Esplanada dos Ministérios se assemelham mais e mais àquelas cabanas de palha e de madeira construídas pelos porquinhos da historieta, incapazes de resistir à voracidade dos interesses fisiológicos de toda espécie.
Se for imprópria a menção a um clássico infantil, cabe recordar a fábula supostamente moralizante que o presidente Lula empenhou-se em contar certa vez. Discutia-se a composição de sua equipe ministerial. "Com saúde e educação não se brinca": eram tranqüilizadoras as pretensões da assertiva presidencial. Revelaram-se contudo proféticas, no que diz respeito à nomeação nas Minas e Energia.
O ministério foi oferecido a Edison Lobão num ato de vassalagem ao PMDB sarneyzista. Da feudalização do Executivo, passa-se, no Senado, a contingências igualmente alheias à lógica política republicana. Reserva-se a Edison Lobão Filho a vaga de Lobão Sênior na Câmara Alta.
Sucessão legítima: ainda que sem trajetória política própria, Edinho, como é chamado, foi eleito -conforme as regras, notoriamente criticáveis, do sistema em vigor.
Todavia já surgem, e novamente não é o caso de julgá-las antes de uma investigação definitiva, denúncias contra ele. Nem sequer teria apetite pelo cargo, assevera o pai. Cogite-se então do suplente do suplente, Remi Ribeiro -e suas dificuldades com o Tribunal de Contas da União começam a bater às portas do noticiário.
Coisas do mundo encantado de Brasília. A história prossegue. Cabe acompanhá-la de olhos abertos -mesmo em caso de falta de luz.

Revelações - Hélio Fernandes - Tribuna da Imprensa - link (aqui)



1985, seminário sobre "DÍVIDA" externa em Cuba

Brasileiros redigem documento medíocre, me recuso a assinar

Quando anunciaram que o presidente Lula iria a Cuba, jornalões não perderam oportunidade para a desinformação: "Fidel Castro não receberá Lula". Garanti o contrário, me baseei em uma constatação e um fato. A constatação: Fidel * receberia Lula mesmo que estivesse no hospital, coisa que já está distante, depois de um longo tempo.

O fato: em 1985, no apogeu, Fidel organizou um seminário sobre "DÍVIDA" externa, convidou 4 mil pessoas da América Latina. Como ele mesmo ressaltou na abertura: "Os comunistas aqui representam minoria, muitos, nos seus países, defendem o pagamento dessa dívida".

Eu era o único jornalista convidado e com garantia de falar. (Estavam também dois grandes jornalistas, Newton Carlos e Argemiro Ferreira). Como jornalista, minha condição era igual, só que eu participaria, discursando, violentamente, como é do meu hábito, gosto e convicção. Principalmente em se tratando dessa "dívida" amaldiçoada. Mas também escrevi diariamente de lá.

Presenciei e acompanhei o carinho e amizade do tratamento de Fidel a Lula, que só seria candidato a presidente em 1989. Fidel não adivinhava essa candidatura, Lula ainda não tinha certeza dela. Portanto era pura admiração. Há dias, o próprio Argemiro Ferreira relembrou alguns fatos e fotos do repórter com várias personalidades, com Lula e muitas de Lula com Fidel. E falou no documento que me recusei a assinar e que preciso esclarecer, embora 22 anos depois.

O seminário foi interessante, Fidel fez a abertura falando 6 minutos, no encerramento, 12 dias depois, é que falaria 8 horas. Ele ficava o tempo todo na mesa, durante os 12 dias, mas sem presidir. A presidência era rotativa, presentes muitas personalidades na mesa principal, como Gabriel Garcia Marques, Prestes, Peres Esquivel (Prêmio Nobel da Paz, Argentina), Isabel Allende e o próprio Lula.

Como Fidel explicou, não podiam falar todos. Eu e Prestes falamos sobre a "dívida", Prestes lendo, eu de improviso, nenhuma importância. Como estudei a vida inteira essa "dívida", Fidel, uma noite, no Palácio das Convenções, me disse: "Você conhece a dívida de Cuba melhor do que eu". Puro charme, eu conhecia Fidel (e Che Guevara) de 1960, quando fui a Cuba com Jânio Quadros, candidato a presidente. Em 1960 ou 1985, não consegui ver ou falar com Raul, agora presidente.

Quase terminando o seminário, brasileiros (não representavam o Brasil, todos nós, 62 pessoas, éramos convidados) resolveram publicar um manifesto sobre a "DÍVIDA". Redigido inicialmente pelo economista Luiz Gonzaga Belluzzo, foi sendo assinado por Severo Gomes, Bocaiuva Cunha, Frei Betto, Cristina Tavares e mais uma porção de participantes.

Quando o documento chegou às minhas mãos, fiquei impressionado com a suavidade, a falta de agressividade e até mediocridade do que estava escrito. Imediatamente devolvi o que me entregaram, redigi 6 pontos novos, afirmando: "Só assino se esses itens forem incluídos". Houve discussão e os itens que redigi foram considerados "um segundo documento, que negava o primeiro".

Inflexível, Lula conversou comigo sobre o problema mas não pediu nada. Quem me fez um apelo emocionado, que não pude recusar de maneira alguma: Luiz Carlos Prestes. Argemiro Ferreira lembra o fato, mas não o que eu disse a ele: "Só vou assinar por causa da admiração pela sua luta de uma vida". Ele me abraçou, assinei, com desprezo pelo que diziam, ou melhor, não diziam.

Isso era admiração pura e simples pelo homem Prestes. Nunca fui comunista, jamais pertenci ao PCB, minhas lutas sempre foram em defesa do Brasil potência mundial.

PS - No dia 26 de março de 1981, esta Tribuna foi destruída pela ditadura praticamente derrubada mas vingativa.

PS 2 - No dia 25, véspera da catástrofe, a partir das 9 da noite até à madrugada, eu e Prestes travamos debate de idéias e convicções, antagônicas, no Centro Candido de Oliveira da Faculdade de Direito. É só verificar os arquivos.

Estado febril!


Humberto - Jornal do Commercio - Recife (PE)

Temporão, "o que perdeu a hora", deve ter aproveitado a boquinha livre em Cuba - Enquanto isso a febre vai bem obrigado!


Clayton - O Povo - Fortaleza (CE)




Rede de intrigas ou fio da meada?







Grampo compromete Rondeau

Uma conversa telefônica comprometedora entre o então ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, que deixou o cargo após as notícias de seu suposto envolvimento na Operação Navalha, e o empresário Fernando Sarney, filho do senador José Sarney, “está pegando” contra os dois, na polícia. Essa conversa, cujo teor é protegido por segredo de Justiça, foi decisiva para o presidente Lula descartar a opção de Rondeau reassumir o ministério.
Afilhado
Silas Rondeau foi indicado ministro pelo senador José Sarney, que antes apadrinhara sua nomeação para a presidência da estatal Eletrobrás. (Coluna do Cláudio Humberto - Gazeta de Alagoas)

Charge do dia - link (aqui)


Tribuna do Norte - Natal (RN)

Comercial antigo - Chevrolet Monza


Sinopse dos principais jornais - link (aqui)


sala de leitura



Manchetes:


Jornal do Brasil - Só boicote ao IPTU faz Cesar se mexer

Folha de São Paulo - Estrangeiros tiram US$ 1,9 bi da bolsa

O Estado de São Paulo - Saída de estrangeiros faz bolsa perder 8% em 16 dias

O Globo - Lobão vira ministro apesar de denúncias e crise energética

Gazeta Mercantil - Comércio vai continuar em alta em 2008

Correio Brasiliense - Febre amarela mata mais um brasiliense

Valor Econômico - BNDS terá direito especial sobre ações de controle da Oi

Estado de Minas - País tem 3 dos 4 piores aeroportos do mundo