quarta-feira, 5 de março de 2008

Bar é polêmica - Reinaldo Azevedo e o pronunciamento do Embaixador Osmar Chohfi na OEA - Blog do Reinal Azevedo - link (aqui)

Nota do Itamaraty – A conversa para ninar terroristas do Brasil na OEA
Abaixo, segue a intervenção do Embaixador Osmar Chohfi, representante do Brasil na sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA, que discutiu o caso Equador-Colômbia. Ela está sendo enviada aos leitores como resposta aos protestos enviados à diplomacia brasileira. Vai o Itamaraty em vermelho. Eu vou em azul.

*
O Brasil, como todos os demais Estados membros representados neste Conselho, confere a mais alta importância à paz e à tranqüilidade nas Américas. São estas elementos essenciais para que a região, e em especial a América do Sul, possa continuar a apresentar índices de desenvolvimento e indicadores econômico-sociais positivos e resolver desafios prementes como a exclusão social e a pobreza extrema.
O desenvolvimento econômico não tem nada a ver com isso. Retórica vazia. Vagabundismo teórico.

A paz e o desenvolvimento são dois valores associados; um reforça o outro.
Desculpem: paz é um valor; “desenvolvimento” não é. É possível ser pacífico e subdesenvolvido Ou rico e beligerante. Besteirada.

A estabilidade na região é condição imprescindível para permitir que todos possam concentrar e dirigir seus esforços a ações construtivas que conduzam à realização dos projetos de desenvolvimento nacional; não a atos que nos desviem da integração e da consolidação de um espaço sul-americano próspero e livre de tensões e de conflitos em todas as dimensões, que possam ameaçar a segurança dos cidadãos e afetar seu bem-estar.
Ah, explica-se: a conversa mole sugere que a Colômbia, ao caçar os terroristas, atrapalhou o desenvolvimento. Lixo!

Portanto, a manutenção da estabilidade e da paz na região deve ser objetivo da mais alta prioridade para nossos países.
Também acho. Sem terrorismo.

Segundo a Carta da OEA, “o direito que tem o Estado de proteger e desenvolver a sua existência não o autoriza a praticar atos injustos contra outro Estado” e “o exercício desses direitos não tem outros limites senão o do exercício dos direitos de outros Estados, conforme o direito internacional”.
Belo texto. Não autoriza a praticar “atos injustos”??? E justos??? Pode??? O Equador por abrigar terroristas colombianos???

Condições adversas que impõem certas circunstâncias não podem ser pretexto para o descumprimento dos princípios que regem as relações entre os Estados. É imperativo que se observem incondicionalmente os preceitos da Carta, em especial seu Artigo n. 21, que assegura que o “território de um Estado é inviolável”. O respeito à soberania é um princípio sobre o qual está erguido o sistema interamericano e que rege o convívio pacífico entre os Estados.
É, sim. Quem primeiro violou o território equatoriano foram as Farc. Ou será que estavam lá a convite? Se estavam, então o Equador havia feito uma declaração de guerra à Colômbia, certo?

No caso em apreço há concordância em pelo menos um ponto. Forças colombianas adentraram território equatoriano. A própria Colômbia, em sua nota do dia 2 de março, reconhece esse fato. Há, portanto, prima facie, violação do artigo 21.
Duas vezes! As primeira forças que “adentraram” o território colombiano foram as Farc. Ali, planejavam atentados contra a democracia colombiana.

Há, no entanto, discrepâncias sobre as circunstâncias que cercaram o incidente.
Discrepância é o escambau. Notem que, até agora, o texto faz de conta que as Farc não existem.

Apenas uma Comissão de investigação, tal como prevê o artigo 87 da Carta, tem condições de apurar o que ocorreu. Por isso é que recorremos à OEA.
MENTIRA! O artigo 87 – achem na Internet – prevê a comissão de investigação, mas não é fato que só ela pode apurar o que ocorreu. Os fatos estão apurados. Havia um acampamento de terroristas que foi atacado pelas forças colombianas. E ainda nada das Farc.

O Brasil – no espírito da Carta da OEA – não somente deseja que toda questão entre Estados seja resolvida mediante meios pacíficos e sem agressões, como nos indica o Capítulo V sobre a solução pacífica de controvérsias, mas dispõe-se a facilitar, da maneira que se julgar oportuno e adequado, um diálogo construtivo. Dispomos, nesta Organização, de vários dispositivos, instâncias e opções para dar início a um processo de solução de controvérsias.
Abrigar terroristas é apostar na paz? Texto ainda não falou das Farc.

Para tanto, é necessário que prevaleça, de imediato, uma atmosfera de distensão e entendimento, condizente com o alto grau das relações que os Governos da nossa região mantêm internacionalmente, e dentro de um espírito de harmonia genuína com vistas a se alcançar uma paz duradoura.
E nada das Farc.

Senhor Presidente,
A paz é um bem precioso e é com plena confiança na capacidade de resolver controvérsias desta Organização que o Brasil acredita que há uma solução negociada e pacífica para a situação que nos traz hoje a este Conselho. O caminho deve ser o do diálogo construtivo, com vistas a assegurar os entendimentos que sejam necessários alcançar. E esse diálogo contará com o total apoio da comunidade internacional e, em especial, dos países da América do Sul.
Conversa para boi dormir. Ou melhor: conversa para ninar terroristas.

Senhor Presidente,
Quero também me referir a um ponto a que se referiram outras delegações em suas intervenções e que está incluído na agenda dessa Sessão do Conselho.
O Brasil tem reiterado, em todos os foros dos quais participa, seu total repúdio a todas as formas e manifestações do terrorismo, seja quais forem os pretextos alegados, bem como o entendimento brasileiro de que o combate ao terrorismo será tanto mais eficaz quanto mais ampla for a cooperação internacional na matéria.
Mentira! Mistificação! Fala-se do “terrorismo”, mas ainda não das Farc. A colaboração do Brasil tem sido manter um Foro que reúne as Farc e o PT, onde Lula discursa.

Da perspectiva brasileira, o combate ao terrorismo deve valer-se de todos os meios compatíveis com a Carta das Nações Unidas, a Carta da OEA e outros diplomas, normas e princípios do Direito Internacional.
Um dos diplomas é a Resolução 1373, do Conselho de Segurança da ONU, que prevê julgamento para quem colabora com o terrorismo, como fazem Hugo Chávez e Rafael Correa.

Quero, nesse sentido, fazer especial referência à Declaração de São Carlos sobre a Cooperação Hemisférica para Enfrentar o Terrorismo de Maneira Integral, adotado pelo CICTE em seu Sexto Período Ordinário de Sessões, em 24 de março de 2006, em Bogotá. Nessa declaração, são reafirmados os princípios gerais que devem pautar o combate ao terrorismo em nosso Hemisfério, princípios esses que devem ser entendidos em seu conjunto e de forma equilibrada.
E qual tem sido a colaboração do Brasil para combater as Farc? Reconhecê-las como forças legítimas, ao arrepio da democracia colombiana?

Esses princípios incluem a mais enérgica condenação ao terrorismo, em todas suas formas e manifestações; a necessidade de enfrentar o terrorismo mediante uma cooperação sustentada no pleno respeito às obrigações impostas pelo Direito Internacional; e o compromisso de enfrentar o terrorismo em conformidade com os princípios de igualdade soberana e integridade territorial dos Estados.
Muito obrigado
Muito bem! E isso inclui abrigar, financiar e negociar com os terroristas, à revelia de um estado também soberano chamado “Colômbia”? Essa intervenção brasileira na OEA entra para a história da infâmia. Celso Amorim está jogando no lixo o patrimônio da diplomacia brasileira e as jornadas respeitáveis, históricas, do Itamaraty.
Por Reinaldo Azevedo | 18:30 |

Foro de São Paulo - Blog do Reinaldo Azevedo - link (aqui)





O PT é o verdadeiro dono do domínio "Foro de São Paulo"
Dêem uma olhada no que segue abaixo:

NOME DO DOMÍNIO ID:D33156469-LROR
NOME DO DOMÍNIO:FOROSAOPAULO.ORG
DATA DE CRIAÇÃO On:17-Aug-2000 22:40:50 UTC
Last Updated On:17-Aug-2007 21:05:24 UTC
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DONO DO DOMÍNIO Organization:Partido dos Trabalhadore - Dir
DONO DO DOMÍNIO Street1:Rua Silveira Martins, 132
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DONO DO DOMÍNIO City:Sco Paulo
DONO DO DOMÍNIO State/Province:SP
DONO DO DOMÍNIO Postal Code:01019000
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DONO DO DOMÍNIO FAX Ext.:
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Tech Email:dominios@insite.com.br
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Name Server:NS2.DATACENTER1.COM.

Comento

O que vai acima são dados oficiais. Eles mostram quem é o dono do domínio forosaopaulo.org. Lula é um dos fundadores do foro, ao lado de Fidel Castro. Fica ainda mais claro por que o PT se solidarizou com o Equador e tenta transformar a Colômbia, verdadeira vítima dos terroristas, no bandido da história.

O que vai acima é um fato, não é uma ilação. O PT é dono do domínio de uma organização que tem os terroristas das Farc como sócios.
Por Reinaldo Azevedo | 15:13 |

La OEA no condenó a Colombia - El Colombiano (CO) - link (aqui)




Washingnton, E.U.

El Consejo Permanente de la OEA aprobó este miércoles por unanimidad una resolución acordada por Ecuador y Colombia sobre el conflicto que enfrenta a ambos países, y que establece que el Gobierno colombiano violó la soberanía y la integridad territorial de Ecuador y los principios del derecho internacional.



La aprobación fue anunciada por el presidente del Consejo, el embajador de Bahamas, Cornelius Smith, y fue seguida de un fuerte aplauso de los asistentes.



La resolución define la formación de una misión liderada por el secretario general de la organización, José Miguel Insulza, y un máximo de cuatro embajadores; además de decidir la convocatoria a una reunión regional de cancilleres para el 17 de marzo.



La canciller ecuatoriana María Isabel Salvador dijo que este es un "momento histórico" en el sistema interamericano. "Hoy (miércoles) nos sentimos seguros de vivir en un entorno continental donde las normas del derechos rigen la convivencia pacífica de los pueblos", dijo Salvador en una sesión especial de los embajadores de la organización.



El embajador colombiano Camilo Ospina dijo que le aguardaba una "tarea difícil" al secretario general de la organización, José Miguel Insulza, quien presidirá una comisión que visitará ambos países. "Le pido que empiece de inmediato su misión", afirmó.



Nicaragua se expresó en desacuerdo


Nicaragua comunicó al consejo que el presidente Daniel Ortega "no está de acuerdo con esta resolución".



"Nicaragua se siente amenazada por Colombia", dijo el embajador Denis Ronaldo Moncada. "Las fragatas colombianas están violando el espacio marítimo nicaragüense en una actitud agresiva hacia la soberanía de Nicaragua de parte de Colombia, quien se niega a cumplir resoluciones de la Corte Internacional de Justicia y del derecho internacional".



Ospina refutó esas afirmaciones, pero dijo que las respeta.



En tanto, Venezuela aceptó el texto y Estados Unidos expresó preocupación por un párrafo relacionado al cumplimiento de "tratados y otras fuentes del derecho internacional".



Según fuentes diplomáticas, la aprobación se retrasó porque Estados Unidos no estaba de acuerdo con decir que Colombia violó la soberanía y el territorio ecuatoriano, pues el ataque estaría justificado en el ámbito de la lucha contra las Farc.



Brasil, Argentina, Perú, México y Bolivia felicitaron a ambos países por la resolución. "Esta resolución es importante para la paz que queremos preservar", dijo Osmar Chiofi, embajador de Brasil ante la OEA.



Un acuerdo apropiado: Colombia


El embajador colombiano había declarado al mediodía de este miércoles que Colombia y Ecuador llegaron a un acuerdo sobre su crisis diplomática, y la canciller ecuatoriana María Isabel Salvador adelantó que es "un éxito para Ecuador".



"Nosotros consideramos que es una resolución apropiada a las circunstancias colombianas", dijo Ospina a la prensa antes reanudarse de una sesión especial de embajadores de la organización convocada para oír las posiciones de los dos países sobre la incursión de militares colombianos en territorio ecuatoriano para atacar un campamento de la guerrilla colombiana.



La sesión inicial fue suspendida en la madrugada de este miércoles sin acuerdo, unas 10 horas después de su apertura.

Según Ospina, la resolución señala que efectivos colombianos ingresaron en territorio ecuatoriano, "como ya lo había reconocido previamente el gobierno colombiano, pero igualmente se fijan las normas que indican que hay una potencialidad de violación de parte de Colombia en la medida en que existan otros grupos rebeldes del lado ecuatoriano".

"No hay condena de ningún tipo", reiteró. "Y lo que se crea es una comisión cuyo objetivo central será la búsqueda de un acercamiento entre las partes. No es una comisión investigadora, sino una comisión que puede ir a los lugares que los gobiernos le puedan indicar", aseguró Ospina.

Inicialmente, Ecuador propuso que se le diera el nombre de "comisión verificadora".

Ospina indicó que la reunión especial de cancilleres, que trabajaría sobre la base del informe de esa comisión que estará presidida por el secretario general José Miguel Insulza, se hará el 17 de marzo.

Impresión ecuatoriana


La canciller Salvador, quien está dirigiendo el equipo ecuatoriano en las discusiones, dijo que las dos partes "hemos avanzado bastante, muy positivamente".



Preguntada si continuaba acusando a Colombia de intransigencia y que si el gobierno de Bogotá había hecho concesiones en las negociaciones, Salvador afirmó: "No necesariamente es que haya cedido, pero hemos sido capaces de llegar a textos que sean aceptados por ambas partes".



"El Ecuador, sobre todo, ha logrado que el principio de la inviolabilidad de la soberanía de un estado quedara explícitamente expresado en ese documento", dijo.



Indicó que desde la suspensión de la sesión alrededor de las 2 de la madrugada, se ha dado "una pelea dura".

"Hemos llevado horas enteras de conversaciones", señaló. "La resolución final definitivamente es un éxito para Ecuador porque se establece el principio básico de la carta de la OEA del respeto al territorio soberano de un país".

Un diplomático colombiano sostuvo que al reanudarse la sesión de los embajadores se espera una discusión sobre un planteamiento de Colombia, que no figurará en la resolución, de la necesidad de que los países dejen de ayudar o albergar grupos terroristas en su territorio.

La sesión inicial fue suspendida en medio de alertas de que la OEA se pondría al borde la irrelevancia si no llegaba a un acuerdo.

Y Venezuela...


Una de esas alertas provino del embajador y vicecanciller de Venezuela, Jorge Valero, quien acusó al gobierno colombiano de difundir "mentiras y patrañas" sobre la ayuda que el presidente Hugo Chávez estaría prestando a las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (Farc) y pidió una "enérgica condena" para Colombia.

Preguntado qué le parecía el hecho de que la resolución anunciada por Ospina y Salvador no contenía una condena hemisférica sobre el ataque colombiano, como lo buscaron Ecuador y Venezuela, Valero dijo que "es una cosa de interpretación".

"La resolución describe al delincuente, hace una fotografía del delincuente, lo presenta en todas sus señales y dice que 'éste es el delincuente' ", contestó. "Cómo no se va a entender como condena eso, cuando la resolución dice que 'Colombia invadió' y que 'ningún estado puede invadir a otro estado' ".

Valero hizo notar que esta era la primera vez que la OEA fijaba ese tipo de pronunciamiento y que esperaba ahora que la resolución pueda disminuir las tensiones en las fronteras colombianas con Venezuela y Ecuador.

"Aquí se crea un precedente: Por primera vez, la OEA dice que un estado invadió a otro y que ese estado trasgredió el derecho internacional. De ahora en adelante, cualquier estado que quiera invadir a otro lo pensará dos veces".



Con la agencia Resumen de Agencias

Corriere Della Sera - link (aqui)


Crisi Colombia: accordo per commissione mediazione

05 mar 21:07 Esteri

WASHINGTON - Il Consiglio permanente dell'Organizzazione degli Stati Americani (Osa) ha raggiunto un accordo per affrontare la crisi scatenata dall'attacco militare sferrato dalla Colombia sul territorio dell'Ecuador, per colpire una unita' delle Forze Armate Rivoluzionarie della Colombia (Farc). E' stata decisa la creazione di una commissione presieduta dal segretario generale dell'organizzazione che visitera' Quito e Bogota'. (Agr)

Ecuador y Colombia llegan a un acuerdo de resolución en la OEA para resolver la crisis diplomática - El País - link (aqui)



En el documento no se establece una condena por la violación colombiana de territorio ecuatoriano.- Venezuela inicia el despliegue de sus tropas por "aire, mar y tierra"

AGENCIAS - Washington/Bogotá/Brasilia/Caracas - 05/03/2008


Ecuador y Colombia podrían estar a las puertas del fin de su conflicto diplomático. Ambos países han llegado a un consenso sobre el texto de resolución con el que la Organización de Estados Americanos (OEA) pretende mediar en la solución de la crisis que enfrenta a ambos países, aunque aún negocian otro punto sobre la lucha contra el terrorismo. La resolución no contiene una condena a Colombia por haber violado la sobería ecuatorian

Fuentes diplomáticas han señalado que los dos países se han puesto de acuerdo en tres puntos del texto que se refieren a la violación a la soberanía del territorio ecuatoriano, la reunión de consulta de cancilleres y la creación de una comisión exploratoria.

En el texto de la resolución, Colombia acepta que ha violado la soberanía y el territorio de Ecuador, si bien no contendrá la palabra "condena", como había pedido inicialmente la delegación ecuatoriana, lo que supone un logro para el Gobierno del presidente Uribe. El documento también establece la celebración de una reunión de ministros de Exteriores el 17 de marzo, y la creación de una comisión exploratoria, y no investigadora como había solicitado Ecuador.

El objetivo de la comisión sería, según las fuentes, viajar a la frontera entre Colombia y Ecuador para recoger datos, elaborar un informe y elevarlo posteriormente a la reunión de ministros de Exteriores, que se celebrará en Washington. Además de estos aspectos, Colombia quiere incluir un llamamiento contra los Estados miembros de la OEA para que "cumplan con su compromiso en la lucha contra el terrorismo".

La noticia se produce poco después de una reunión que ha mantenido el presidente ecuatoriano, Rafael Correa, con su homólogo brasileño, Luiz Inácio Lula Da Silva, en donde ha continuado con el tono elevado de sus críticas a Colombia y ha pedido a la Organización de Estados Americanos, reunida en sesión extraordinaria, que se pronuncie rápidamente a su favor.

Correa ha reclamado que el presidente colombiano, Álvaro Uribe, reconozca "públicamente" que "mintió" cuando le presentó la operación militar como el resultado de una "persecución en caliente" y asuma que, en realidad, se trató de una "masacre planificada".

La crisis diplomática de tres países andinos ha pasado a la arena internacional con una reunión extraordinaria de la OEA, la visita del presidente ecuatoriano a Lima y Brasilia y el anuncio de su homólogo colombiano de que demandará al gobernante venezolano, Hugo Chávez, ante la Corte Penal Internacional. Sin embargo, en este último punto, Uribe ha aceptado revisar con una comisión de juristas esa denuncia, después de recibir una serie de observaciones.

En tanto, en Caracas, Chávez continúa con su plan de reforzar militarmente los 3.000 kilómetros de frontera colombo-venezolana, y el alto mando militar ha anunciado hoy que ya ha comenzado la movilización por “aire, tierra y mar” de sus efectivos, incrementando la tensión.

Sobre la reacción del Gobierno venezolano al bombardeo el sábado pasado de un campamento de las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), en el que resultó muerto el 'número dos' de ese grupo rebelde, Raúl Reyes, la Casa Blanca ha dicho hoy que está "alimentado el espectro" de un conflicto con Colombia.

"Es curioso que Venezuela esté alimentando el espectro de un conflicto con un país que se estaba defendiendo del terrorismo", ha señalado la portavoz presidencial, Dana Perino, en una rueda de prensa en la Casa Blanca.

Por su parte, el presidente francés, Nicolás Sarkozy, en una conversación telefónica sostenida hoy con Chávez ha pedido a los países andinos y "todos los involucrados" en la crisis que "se contengan".

Liberación de Betancourt

Horas antes de esta petición de la petición colombiana, Correa elevó la tensión entre ambos países al acusar al Gobierno de Colombia de frustrar la liberación de Ingrid Betancourt ya que aseguró que su Gobierno estaba cerca de lograr la liberación de 12 rehenes en poder de las FARC, entre ellas la candidata a la presidencia, poco antes del ataque colombiano en el que murió el número 2 de las FARC, Raúl Reyes. "Las negociaciones estaban bastante avanzadas", aseguró Correa en una entrevista televisada, "ahora todo se ha frustrado", subrayó el presidente en relación al enfrentamiento del sábado pasado entre el ejército colombiano y uno de los frentes de la guerrilla, en la que murió el guerrillero Raúl Reyes. El ministro de Justicia y Derechos Humanos de Ecuador, Gustavo Jalkh sugirió en Ginebra que la finalidad del ataque colombiano podría haber sido la de frustrar la liberación de Betancourt.

Posteriormente, en la misma intervención televisiva, el ministro coordinador de Seguridad Ecuatoriano, Gustavo Larrea, admitió que había mantenido contactos con las FARC con motivos humanitarios, para buscar la liberación de secuestrados, y precisó que a Betancourt se la podría haber liberado este mes de marzo. El Gobierno de Correa anunció la pasada madrugada la ruptura de sus relaciones diplomáticas con Colombia por la "evidente violación de la soberanía nacional y de la integridad territorial" de ese país."Los hechos hablan de un plan muy meditado y muy planificado... hay elementos que hacen pensar" en que el objetivo buscado podría ser "detener los avances que se estaban dando para liberar a un número importante de rehenes", afirmó Jalkh.

Correa inició este martes una gira por cinco países, que ha comenzado en Perú, para exponer su postura sobre la crisis desatada por la incursión militar colombiana en territorio ecuatoriano. La gira lo llevará también a Brasil, Venezuela, Panamá y República Dominicana. "Este no es un problema bilateral, es un problema regional", declaró Correa a la televisión mexicana. "Si esto sienta un precedente, Latinoamércia se convertirá en otro Oriente Próximo", añadió.

Uribe denuncia a Chávez

Mientras la crisis entre Colombia y Ecuador podría alcanzar una solución en las próximas horas, el conflicto entre Venezuela y Colombia se agrava por momentos. Este martes, el presidente colombiano, Álvaro Uribe, ha anunciado que llevará a Chávez ante el Tribunal Penal Internacional. "Colombia se propone, en la Corte Penal Internacional, denunciar a Hugo Chávez, presidente de Venezuela, por patrocinio y financiación de genocidas". El anuncio se produce tras el intenso intercambio entre los gobiernos de Colombia, Venezuela y Ecuador que ha seguido a la muerte del portavoz de la guerrilla, Raúl Reyes, en una operación encubierta del ejército colombiano en suelo ecuatoriano.

El Gobierno venezolano no ha tardado en reaccionar ante la iniciativa colombiana y ha calificado de "risible amenaza" el anuncio del presidente colombiano. El ministro de Exteriores venezolano, Nicolás Maduro, ha hecho público un comunicado en el que afirma que las denuncias de Uribe son una "mentira canallesca", y en el que vinculó al mandatario colombiano con grupos paramilitares y narcotraficantes.

Sin embargo, hoy el ex presidente colombiano Ernesto Samper ha informado que en una reunión de la Comisión Asesora de Relaciones Exteriores, en la que tienen asiento los ex gobernantes, se pidió a Uribe que replantee la denuncia contra Chávez. Uribe "recibió con talante democrático estas observaciones y ofreció que haría unas consultas con una comisión de juristas para revisar o examinar" esa denuncia, ha declarado hoy Samper a Radio Caracol.

Por su parte, el vicepresidente colombiano, Francisco Santos Calderón, ha asegurado hoy en Bruselas que "la relación" entre Chávez y la guerrilla de las FARC constituye "una amenaza" de gran alcance.

Francia desmiente a las FARC

El portavoz del Gobierno francés, Laurent Wauquiez, ha afirmado hoy que Raúl Reyes fue "en el pasado pero no recientemente" el interlocutor de Francia y de otros países, como Suiza, implicados en la búsqueda de la liberación de los rehenes de la guerrilla. Wauquiez responde en estos términos a preguntas sobre el comunicado ayer de las FARC, según el cual Reyes "cayó cumpliendo la misión de concretar" a través del presidente venezolano, Hugo Chávez, "una entrevista" con el jefe de Estado francés, Nicolas Sarkozy, "donde se avanzara en encontrar soluciones a la situación de Ingrid Betancourt y al objetivo del intercambio humanitario".

"Reyes era el interlocutor desde hace mucho tiempo" de países implicados para la liberación de los rehenes, "en particular Francia y Suiza", pero "no en los últimos días", ha señalado el portavoz del Gobierno galo en rueda de prensa tras el Consejo de Ministros, según informa EFE.

George Bush declara su "completo apoyo" a Uribe

El presidente de Estados Unidos, George W. Bush, ha mostrado este martes su "completo apoyo" a su homólogo colombiano, Alvaro Uribe, y a la democracia de ese país, tras la crisis diplomática abierta desde este fin de semana con Ecuador y Venezuela. En declaraciones realizadas en la Casa Blanca, el mandatario ha declarado que Estados Unidos "se opone a cualquier acto de agresión que pueda servir para desestabilizar la región" y ha acusado a Venezuela de realizar "maniobras provocadoras".El presidente estadounidense ha agregado que habló por teléfono con Uribe por la crisis diplomática que se inició este fin de semana, después de que el Ejército de Colombia realizara una incursión militar contra las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) en territorio ecuatoriano.

O Foro de São Paulo em editorial - Fato histórico - Estado de São Paulo - link (aqui)

O que se espera do Brasil


Todos os governos sul-americanos condenaram, com maior ou menor ênfase, a invasão do território equatoriano por forças militares colombianas. Não podia ser diferente, diante de uma clara violação do direito internacional. O presidente Rafael Correa já iniciou uma rodada de visitas a seus colegas latino-americanos - estará hoje em Brasília - para pedir-lhes apoio para a condenação da Colômbia na reunião de emergência convocada pela Organização dos Estados Americanos para examinar a crise. Também isso é procedimento de praxe nesses casos.

Mas o problema não é simples como pode parecer à primeira vista. A incursão colombiana não pode ser caracterizada como um ato gratuito e imotivado de agressão. Os governos do Equador e da Venezuela têm dado, abertamente, proteção a uma quadrilha de traficantes de cocaína e seqüestradores de vítimas inocentes, que pretende ser reconhecida como uma guerrilha ideológica que luta contra um regime político, por acaso democrático. Se os países da região decidirem isolar política e economicamente a Colômbia, terão dado uma inestimável ajuda aos inimigos da democracia naquele país - e no continente.

O chanceler Celso Amorim, em nome do governo brasileiro, considerou insuficiente o pedido de desculpas encaminhado pelo presidente Álvaro Uribe ao governo equatoriano e sugeriu que seja feito outro, acompanhado do compromisso formal de que não se repetirá a invasão do território do Equador. Hoje, o presidente brasileiro terá a oportunidade de fazer ao presidente Rafael Correa uma exigência igualmente enérgica e justa: a de que o governo equatoriano assuma o compromisso solene de não permitir a instalação de acampamentos e o trânsito de narcoguerrilheiros das Farc em seu território. Se esse tipo de exigência não for feito a Correa e estendido ao caudilho Hugo Chávez - que é quem está fazendo rufar os tambores da guerra -, estará configurada uma falta de isenção que certamente comprometerá os interesses brasileiros na região, no curto e no longo prazos.

Pois o fato é que as Farc têm usado o território do Equador e da Venezuela para seus negócios sinistros, sem que os governos desses países movam uma palha para coibir os narcoguerrilheiros. As Farc tentaram fazer o mesmo no Brasil e foram repelidas. E, no Equador, nem sempre elas tiveram trânsito livre. Em janeiro de 2004, por exemplo, o líder Simón Trinidad foi detido e deportado pelas autoridades equatorianas. Mas o governo era outro.

Rafael Correa e Hugo Chávez têm indisfarçáveis simpatias pelas Farc. Consideram esse grupo terrorista parte do projeto geopolítico "bolivariano". Chávez, segundo documentos apreendidos no computador de Raúl Reyes - morto na operação militar de sábado -, tem também outras razões para gostar das Farc. Numa mensagem enviada ao Secretariado da organização, Reyes relata que Chávez se mostrou agradecido pelos US$ 105 mil que recebeu das Farc quando estava preso em 1992, depois de uma fracassada e sangrenta tentativa de golpe de Estado na Venezuela. Outro documento revela que Chávez forneceu US$ 300 milhões às Farc. Hugo Chávez e Raúl Reyes, aliás, se conheceram pessoalmente numa reunião do Foro de São Paulo, a entidade organizada por Luiz Inácio Lula da Silva para o congraçamento dos movimentos esquerdistas do continente.

Outro documento encontrado com Reyes também deixa muito mal o governo de Rafael Correa. Descreve um encontro com o ministro da Segurança Interna do Equador, Gustavo Larrea - por alcunha, Juan. O ministro - entre outras coisas - manifestou o interesse de Rafael Correa em "oficializar as relações com a direção das Farc", a disposição de coordenar a ajuda aos moradores da zona fronteiriça e de mudar os comandantes das forças públicas que tivessem "comportamento hostil".

Essas atividades configuram uma violação da lei internacional, tão ou mais grave que a invasão do Equador. Em países com tradição de asilo a perseguidos políticos, o abrigo a terroristas não é admitido. A França, por exemplo, deporta para a Espanha os militantes da ETA que encontra em seu território. E existem pelo menos três resoluções da ONU que caracterizam como ato de agressão o abrigo, a instigação, a ajuda e o consentimento de um Estado, dentro de seu território, de forças irregulares que praticam ações terroristas em território alheio.

Equador e Colômbia anunciam acordo para impasse diplomático - Estadão online - link (aqui)


Resolução da OEA não condena governo colombiano por violar soberania do território equatoriano

Agências internacionais


WASHINGTON - Representantes dos governos da Colômbia e do Equador chegaram nesta quarta-feira, 5, a um acordo sobre o texto da resolução que divulgará mais tarde a Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a crise diplomática entre Quito e Bogotá. O anúncio do acordo foi feito em Washington pelo embaixador colombiano Camilo Ospina. A chanceler equatoriana, María Isabel Salvador, adiantou que o acordo é "um êxito para o Equador". Segundo fontes diplomáticas, a resolução não conterá a condenação à Colômbia por ter violado a soberania e o território equatoriano.

"Nós consideramos se tratar de uma resolução adequada às circunstâncias colombianas", disse Ospina a repórteres antes da retomada da sessão especial da OEA convocada para discutir a crise desencadeada pela incursão militar colombiana em território equatoriano na qual foram mortos o número 2 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Raúl Reyes.

A sessão foi suspensa no início da madrugada desta quarta, depois de cerca de dez horas de debates, sem que houvesse acordo sobre uma resolução.

"A resolução não era para condenar, mas sim para reivindicar o princípio da soberania e da integridade nacional dos países, e os princípios legais da carta da OEA", disse um fonte ligada às negociações. A carta defende que o território de um Estado é inviolável.

A crise diplomática sem precedentes na região andina, envolvendo a Equador, Colômbia e Venezuela, teve início depois que helicópteros colombianos invadiram o território equatoriano para realizar um ataque contra membros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). O ataque da Colômbia no Equador, no sábado, atingiu um acampamento de guerrilheiros e matou Raúl Reyes, porta-voz das Farc e principal interlocutor do processo de negociações do acordo humanitário que prevê a libertação de reféns em troca de guerrilheiros presos.

Após um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Brasília, o presidente do Equador, Rafael Correa, cobrou uma decisão rápida da OEA (Organização dos Estados Americanos) sobre a crise diplomática. Segundo a BBC, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o governo brasileiro também espera uma decisão da OEA ainda hoje sobre o conflito entre Colômbia e Equador, sob o risco de colocar em risco a própria credibilidade da organização. Ainda segundo o chanceler, o presidente Lula reafirmou ao presidente colombiano Álvaro Uribe que está disposto a recebê-lo, e Uribe disse que quer vir a Brasil. A visita ainda não foi marcada.

“Exigimos que a OEA se posicione de forma rápida, ratifique a inviolabilidade dos territórios nacionais, de acordo com sua carta constitutiva, ratifique a inviolabilidade da soberania dos países, forme essa comissão de verificação para apurar os fatos, ratifique a agressão de que fomos objetivo”, disse Correa.

Charge - Correio Popular - Campinas (SP)

La 'guerra' de Chávez - El país (ES) - link (aqui)


M. Á. BASTENIER 05/03/2008



El presidente Álvaro Uribe se ha apuntado un gran éxito político con la operación en la que el Ejército colombiano ha dado muerte a Raúl Reyes, ministro de Exteriores virtual de las FARC, aunque para ello los militares hayan tenido que violar la soberanía ecuatoriana, adentrándose en el país vecino. Éxito porque merece la aprobación de gran parte de la opinión colombiana, con la excepción de familiares de secuestrados que temen que provoque un mayor endurecimiento de las condiciones de vida de sus seres queridos, junto a elementos de la izquierda radical que promueven con la fe del carbonero unas conversaciones de paz que al Gobierno de Bogotá nunca le han apetecido, pero que también desplacen a los insurrectos.


El operativo ha sido de tal precisión quirúrgica y optimetría satelital que Bogotá no esperaba la furiosa reacción del presidente ecuatoriano, Rafael Correa, aunque difícilmente podía extrañarle que Hugo Chávez montara en cólera mediática. El presidente venezolano ha cerrado su embajada en Bogotá, desierta desde noviembre cuando Uribe le retiró el plácet para negociar con las FARC, y otro tanto ha hecho el ecuatoriano, lo que puede deberse a la polvareda levantada por las acusaciones basadas en la información hallada en el ordenador de Reyes. Documentos presentados por el respetadísimo general Oscar Naranjo retratan a Chávez como financiero y proveedor de armas de las FARC, y a Venezuela como el mejor santuario para la guerrilla; Correa, mucho menos implicado, parece, sin embargo, cautelosamente comprensivo con la guerrilla. El ex teniente coronel, inveterado partidario de matar las mariposas a cañonazos, amenazaba, en cambio, con la guerra si se producía una violación similar de la divisoria venezolana, error y menosprecio del derecho internacional que jamás debería cometer Bogotá. Pero las razones de Chávez pueden conectarse con la gravedad de las revelaciones colombianas. Lo que haya de verdad sobre el compadreo de Caracas con las FARC, aunque debe verificarse por medio de una investigación independiente, ha podido incitar al mandatario venezolano a una acción preventiva, un bosque de imprecaciones, donde ocultar con tambores de guerra si no al mundo, sí a su parroquia, los aspectos más clandestinos del bolivarianismo.

La operación es todo un puñetazo de Uribe sobre la mesa, con el que recupera una iniciativa política que había perdido cuando Chávez y las FARC, haciendo caso omiso de que hubiera retirado la venia para mediar, seguían liberando secuestrados, aunque con cuentagotas, siempre a la mayor gloria del líder venezolano. Y, al mismo tiempo, ese golpe de efecto puede tener notables consecuencias a medio y largo plazo. El presidente colombiano no cesa de afirmar que lo importante no es el hombre sino la causa; no tanto su persona como la perdurabilidad de su obra, pero recientemente se han reavivado los esfuerzos de sus partidarios más lambiscones para plantear que, con los apaños constitucionales necesarios -en Colombia, coser y cantar- Uribe opte a un tercer mandato. Y nada puede propulsar su candidatura tanto como un éxito así, con la única salvedad de que faltan más de dos años para las presidenciales, y la muerte de Reyes quizá no dé para tanto. Nada más fácil, si se presentara la chance a semanas o meses de los comicios, que decirle al electorado que, ya medio descabezadas las FARC, sería necedad e imprudencia confiar el timón del Estado a otras manos.

Si el partido de la izquierda, el Polo Alternativo Democrático aprovecha la oportunidad para condenar a Uribe con demasiado énfasis, por mucho que haya sólidas bases jurídicas para ello, la opinión lo interpretará como una nueva concupiscencia con las FARC, y ello confortará en extremo a Uribe o sus sucesores en la contienda del verano de 2010. El Polo hace bien, con todo, en organizar una gran marcha para mañana jueves contra los paramilitares, secuestradores y asesinos que por defender, supuestamente, al Estado contra la subversión lo que han hecho es envilecerlo. El error de una parte de la izquierda fue boicotear la gran protesta de febrero contra la guerrilla; en la que, tácitamente, lo que el pueblo colombiano estaba pidiendo era, precisamente, lo que acaba de ocurrir: un golpe al corazón de la banda terrorista.

Artigo de Demóstenes Torres no Blog do Noblat - link (aqui)



Um minuto de sabedoria

Ainda que o ministro da Justiça, Tarso Genro, e o assessor Garcia (de proeza mencionada em meu último artigo) estejam mais pobres de amizade, a democracia sorri toda vez que deixa o plano telúrico terroristas do porte de Raúl Reyes. A Colômbia fez o dever de casa quando executou os narcoguerrilheiros em território equatoriano, incluído o porta-voz e número dois na escala de poder das Farc.

Antes de os petistas reclamarem a tutela do direito internacional é bom lembrar que a dupla supramencionada agiu pessoalmente no episódio da “devolução compulsória” dos atletas cubanos que tentaram se asilar no Brasil durante os Jogos Pan-americanos. Eles sabem tudo de mobilização dos dispositivos clandestinos do Estado.

A Colômbia violou mesmo a soberania equatoriana e não o fez por razões humanitárias. O país está em guerra com as Farc há mais de 40 anos. Se as Farc são acomodadas por um país vizinho, ele está comprando briga. Como ficará provado, quem não respeitou a própria soberania foi o presidente do Equador, Rafael Correa, um covarde estabelecido.

A presença do narcomarxista Raúl Reyes em território equatoriano explica tudo. O gajo estava no Equador em “missão diplomática” a negociar diretamente com o ministro da Segurança de Rafael Correa. Em audiência irresponsável, o presidente do Equador enviou saudações de Estado e fez saber ao comandante das Farc o interesse integral de estabelecer relações formais com os guerrilheiros e de realizar cooperação mútua na questão social. Olha que espetáculo!

Atividades sociais de governo democrático com o terrorismo? Por aí é só acumpliciamento de Estado, que passaria a oferecer proteção para as Farc seqüestrar, matar, intermediar a venda de drogas, promover o tráfico de armamento e se manter viva na guerra civil contra o povo colombiano. Com as Farc não há cooperação fora do perímetro do crime. A atitude do presidente do Equador é muito semelhante à política de boa-convivência que as autoridades brasileiras realizam com o Comando Vermelho.

Rafael Correa perdeu expressiva oportunidade de gerenciar bem a crise com a Colômbia e obter algum ganho político depois da bobagem de expor o seu país ao interesse bandido. A princípio, o hesitante Correa estava pronto a aceitar o pedido de desculpas da Colômbia pela violação do território equatoriano. Tanto que chamou o seu embaixador em Bogotá de volta a Quito para consultas. Gesto apropriado ao momento em que dois países estão em conflito, mas não querem divórcio.

Foi aí que entrou em cena o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e deu ordem a Correa para recrudescer. De inopinada valentia, expulsou o embaixador colombiano, rompeu relações diplomáticas com Bogotá e pôs as forças armadas em estado de alerta. Não vai haver guerra alguma, mesmo por que o presidente do Equador pode ter miolo mole, mas sabe que mesmo com os armamentos russos de Chávez seu país não é páreo para o exército colombiano.

Segundo, trata-se de conflito diplomático preparado por Chávez. Em janeiro o “Parlamento” venezuelano conferiu status político de beligerância as Farc. A tendência é da crise se esfriar antes de ir ao ar o próximo programa Alô Presidente estrelado na TV venezuelana todo domingo pelo próprio Chávez. No último episódio, ao vivo, como diva da ópera, Chávez mandou seu ministro da Defesa mobilizar tropas para a fronteira colombiana e instruiu o corpo diplomático do seu país a deixar Bogotá.

Assistir ao Chávez governar pela televisão tem algo de lúdico. Gostei especialmente do minuto de silêncio protagonizado pelo presidente venezuelano em memória à alma de Raúl Reyes. Ele e a câmera na patética prontidão marcial do silêncio. Um minuto é razoável para que se cumpra o mandamento régio de Dom Juan Carlos de Espanha.

Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)


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Comentário:

Nome: luiz alfredo motta fontana - 5/3/2008 - 9:23
A sabedoria e seu efeito colateral


A lucidez do artigo colide com a atuação pífia da Comissão de Relações Exteriores do senado, presidida pelo Senador Heráclito Fortes.

Tão tíbia e incoerente, que José Sarney surge como a palavra do Senado a respeito.

Culmina essa fragilidade, o papel de bobo da corte, imposto ao Senador Heráclito, na tarde de ontem, quando, após ter determinado reunião da Comissão para que o Ministro Jobim prestasse esclarecimentos sobre o affair TAM/Venezuela, quando foi atropelado por Arthur Virgílio e o próprio Ministro, que combinaram uma reunião secreta na sala da presidência.

Arthur Virgílio mais uma vez usurpou o papel de Heráclito em proveito próprio, Jobim decerto amou, e a nação perdeu uma oportunidade de assistir a versão oficial ser contestada em cadeia nacional.

Já é hora de Heráclito reencarnar o grande e bravo nordestino do Piauí.

Caso contrário, artigos como o de Demóstenes soarão como excentricidade.

Não dá mais para "deslulizar" - Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa - link (aqui)


BRASÍLIA - Começa a acontecer o que muita gente previa faz algum tempo: o PT e o presidente Lula encontram-se em singular rota de colisão, parecida com aquela entre o elefante e o cabrito. Primeiro porque o presidente situa-se acima e além de seu partido, exercendo uma liderança que, mesmo antes baseada nos companheiros, transcendeu deles e sedimentou-se na massa da população, sem intermediários. Se alguma vez conseguiu, no passado, a verdade é que o PT não consegue mais controlar o seu líder maior, em especial depois de guindado ao poder federal.

O resultado aí está, visível nesta semana numa tentativa meio capenga: parte das bancadas do PT na Câmara e no Senado forma com a maioria parlamentar infensa a deixar as medidas provisórias como se encontram, ou seja, como instrumento de domínio do Executivo sobre o Legislativo. Até petistas mostram-se favoráveis a mudar as regras do jogo, por exemplo, retirando o dispositivo que tranca as pautas nas duas casas do Congresso enquanto não votadas as medidas provisórias.

Existem companheiros indo mais além, ou seja, entendendo poderem ser devolvidas ao Palácio do Planalto as medidas provisórias sem reconhecido caráter de urgência e relevância. Tudo constituirá mero sonho de noite de verão.

Por baixo das cinzas dessa discussão pontual relativa às medidas provisórias existem brasas bem mais quentes. O PT sente estar perdendo espaços a cada dia, depois de perder o controle sobre o Lula. Focaliza com certo temor a sucessão presidencial de 2010, quando o presidente, realisticamente, poderá atropelar o partido e inclinar-se por um candidato alheio aos seus quadros, do tipo Aécio Neves ou Ciro Gomes. Porque, para o chefe do governo, importa mais ganhar a eleição com um aliado do que perdê-la com um candidato petista. Parece evidente inexistir no PT um nome forte para disputar com os tucanos.

O problema é que se algum dia germinou, está morta a semente capaz de "deslulizar" o País. Apesar de contemplar o partido com benesses periféricas mas substanciais, tipo nomeações, cartões corporativos e financiamento de ONGs, o importante para o presidente é afirmar seu poder sobre o estado e a nação, se necessário atropelando o PT.

Só haveria um ponto de encontro em meio a essa queda de braço: o terceiro mandato. O partido, se tomasse a frente da proposta, como vem fazendo alguns de seus líderes, tornar-se-ia credor do presidente, ainda que para manter a mesma condição submissa diante dele.

Numa palavra, e apesar da má comparação feita com todo o respeito: acontece com o PT o mesmo que aconteceu com o Partido Comunista da União Soviética nos tempos de Stalin - o chefe tornou-se muito maior do que as partes, podendo expurgar quem quisesse e impor sua vontade muito adiante da estrutura partidária. Enquanto podiam, os integrantes do Comitê Central titubearam e perderam-se em rusgas e querelas internas. Quando tentaram abrir os olhos, estavam cegos. O resultado foi que a desestalinização só aconteceu a posteriori, depois que o guia genial dos povos desencarnou...

FHC, "o gongórico entediado", também não sabia!



Dom Eugenio Salles não gostou da declaração de FHC: "Não sabia que o cardeal ajudou a livrar presos políticos perseguidos na ditadura".

Não liga, Dom Eugênio, o que FHC não sabe encheria um galpão. Enquanto o senhor se arriscava, ele ficava passeando pelo mundo, financiado pela Fundação Ford. E pela subserviência, passou de suplente a presidente, jamais foi cassado ou perseguido.
(Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa)




Cicero - Jornal de Brasília - Brasília (DF)

Receita anuncia megaoperação - Tribuna da Imprensa - link (aqui)


A partir de 2ª feira, 37 mil contribuintes sofrerão fiscalização por omitirem declarações

BRASÍLIA - A Receita Federal inicia na próxima segunda-feira uma megaoperação de fiscalização para recuperar crédito tributário de pessoas físicas. O secretário-adjunto da Receita Federal, Paulo Ricardo Souza, disse ontem que serão objeto da ação de fiscalização 37 mil contribuintes. Desse total, 2.634 receberão já na próxima semana um termo de início de fiscalização.

Ele explicou que esses contribuintes são aqueles com valores mais altos de imposto a pagar e que a Receita espera recuperar deles R$ 1 bilhão em créditos. A pessoa que cair na ação de fiscalização, além do Imposto de Renda devido, terá que pagar juros Selic retroativo ao ano da declaração e multa de 75% ou de 150% sobre o imposto devido.

O secretário admitiu que a ação de fiscalização tem o objetivo de incrementar a arrecadação federal e fazer com que a Receita Federal cumpra as metas orçamentárias. A Receita vai deflagrar um novo programa de fiscalização por mês até o final do ano. O próximo alvo será o contribuinte pessoa jurídica.

Os 37 mil contribuintes pessoas físicas apresentaram indícios de omissão de rendimentos ou divergências de informações em suas declarações de imposto de renda apresentadas nos últimos cinco anos, segundo Souza.

Desse universo, cerca de 7 mil não apresentaram Declaração de Imposto de Renda, mas possuem, por exemplo, elevada movimentação financeira, rendimentos recebidos de aluguel declarados na Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias ou foram beneficiários de rendimentos de ações da justiça federal.

Indícios

Estes foram os principais indícios verificados pela Receita para selecionar oscontribuintes fiscalizados

- gastos efetuados com cartão de crédito em montantes superiores aos rendimentos declarados;

- rendimentos tributáveis declarados como recebidos de pessoa física em valores inferiores à soma dos valores declarados por terceiros como, por exemplo, pagamentos a profissionais liberais;

- informações constantes nas Declarações do Imposto de Renda Pessoa Física (DIRPF) referentes a lucros e dividendos recebidos em valores superiores aos informados pelas empresas na Declaração de Informações Econômico-fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ);

- informações constantes nas DIRPF referentes a valores relevantes sujeitos à tributação exclusiva ou definitiva e que excedem os rendimentos declarados em Dirf (Declaração do Imposto de Renda Retido na Fonte) em nome do titular e de seus dependentes;

- informações constantes na DIRPF relativas à receita bruta da atividade rural em valores inferiores aos informados por empresas na DIPJ a título de compras.

Nos casos em que forem comprovados os indícios de irregularidades, as pessoas físicas, além do pagamento do imposto devido acrescido de juros e multa, deverão responder por crime contra a ordem tributária. Quem verificar divergências nas informações declaradas nos últimos cinco anos e quiser regularizar sua situação fiscal pode entregar a declaração retificadora antes de receber a notificação da Receita e pagar eventuais diferenças de imposto, se for o caso.

O contribuinte não poderá fazer uma retificadora depois de receber a intimação da Receita Federal, que começa a ser enviada na segunda-feira.

Brasil volta a ser líder em juro real - Estadão online - link (aqui)


Isso ocorrerá se o Copom mantiver a Selic em 11,25% ao ano na reunião de hoje, como apostam os analistas

Renée Pereira


O Brasil deverá retomar a liderança dos maiores juros reais (descontada a inflação) do mundo, depois de sete meses ocupando a segunda colocação. De acordo com levantamento feito pela consultoria UPTrend, se o Comitê de Política Monetária (Copom) optar, mais uma vez, pela manutenção da taxa Selic em 11,25% ano na reunião de hoje, o juro real brasileiro ultrapassará o da Turquia, até então líder no ranking mundial.

A diferença entre a taxa dos dois países é mínima: 6,73% ao ano no Brasil e 6,69% na Turquia. Segundo o economista-chefe da UPTrend, Jason Vieira, a explicação para a mudança no ranking é a retomada do ciclo de queda dos juros por parte da Turquia, enquanto o Brasil ficou estacionado em 11,25% ao ano desde outubro. Além disso, a inflação voltou a se comportar bem nas últimas semanas, destacou ele.

No ranking de juros nominais, sem descontar a inflação, o Brasil está fora da liderança pelo 11º mês consecutivo. Independentemente de qualquer decisão do Copom hoje, o País permanecerá na terceira colocação, atrás da Venezuela (17,5%) e da Turquia (15,4%). Mas, com os sucessivos cortes de juros do país turco, o Brasil corre o risco de ganhar posições nos próximos meses e passar para o segundo lugar, diz o economista.

Segundo ele, a baixa inflação, os resultados positivos do setor externo, o cenário político estável e taxas de juros ainda elevadas fizeram do Brasil um dos principais alvos de investimentos entre os países emergentes. Vieira destaca que isso pode ser verificado no comportamento do real ante o dólar nos últimos meses.

Para o economista da Austin Rating, Alex Agostine, apesar do longo ciclo de queda dos juros, interrompido em outubro, a Selic continua muito elevada na comparação com a média mundial. Mesmo assim, ele não acredita que o Banco Central (BC) faça qualquer alteração nas taxas na reunião que termina hoje.

Mas Agostine está otimista. Ele não descarta a possibilidade de o BC voltar a reduzir as taxas no fim deste ano. Na avaliação dele, haveria espaço para mais dois cortes de 0,25 ponto. O economista avalia que o início da safra deve ajudar a derrubar os preços de produtos agrícolas
e contribuir para arrefecer os índices de inflação. "Hoje o risco inflacionário é menor que no fim do ano passado e em janeiro."

Ele não concorda com os especialistas que atribuem a elevação dos índices de preços ao aumento de demanda interna. "O aumento do consumo está concentrado em bens duráveis, que dependem de financiamento. Esses produtos não pesam muito na cesta básica do consumidor." Quanto ao aumento dos preços dos alimentos, ele atribui o aumento à demanda internacional e a fatores sazonais e climáticos.

O presidente do Citi no Brasil, Gustavo Marin, não descarta a possibilidade de o Copom ter de elevar juros este ano. Segundo ele, o banco trabalha com 30% de probabilidade de BC elevar a Selic em 2008. "O BC está monitorando o nível de atividade e os índices de inflação. Se houver repasse de custos para os preços, há, sim, possibilidade de o Copom elevar os juros no País."

No mercado financeiro, a aposta majoritária é de manutenção da Selic nessa reunião. Muitos acreditam que não haverá unanimidade na votação.

Charge - Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro (RJ)

Dora Kramer - Estadão online - link (aqui)




Lesa-humanidade


Hugo Chávez no comando da farsa, Rafael Correa é flagrado dando abrigo às Farc em território equatoriano e Álvaro Uribe aparece como o grande vilão da história da mais recente turbulência na América do Sul.

A entrada da Colômbia no Equador é um incidente diplomático, mas a atuação de um grupo de narcotraficantes, seqüestradores e assassinos ao abrigo de governantes que, para sustentar suas estratégias de poder, atacam o governante do país verdadeiramente agredido, merece a atenção do mundo e uma ação dos países democráticos e responsáveis da região.

É na perspectiva de que de um lado está a legalidade e de outro a criminalidade que deve ser visto esse conflito.

Amorim - Correio do Povo - Porto Alegre (RS)

Colômbia usa resolução antiterror da ONU em sua defesa na OEA - Estadão online - link (aqui)


Bogotá invoca direito pós-11/9 de lutar contra terrorismo para justificar bombardeio contra as Farc no Equador

AFP e EFE, Washington


A Colômbia justificou ontem durante reunião de emergência do Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) o bombardeio de sábado a um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, argumentando que foi uma ação contra o terrorismo, e pediu que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, seja investigado por sua ligação com a guerrilha.

Funcionários colombianos disseram que o plano de Bogotá era tentar debilitar uma possível condenação pelo ataque em território equatoriano e invocar o direito de legítima defesa, como contempla o Artigo 51 da Carta da ONU. A idéia do governo, segundo vários funcionários, era destacar o apoio dado pelo Equador e a Venezuela a um grupo considerado terrorista pelos EUA e a União Européia. A Carta da ONU e as Resoluções 1.368 e 1.373 do Conselho de Segurança advertem aos países das conseqüências de apoiar ou dar abrigo a grupos terroristas. Essas resoluções foram usadas para justificar os ataques dos EUA e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, como resposta aos atentados de 11 de Setembro de 2001.

Espera-se que a Colômbia também leve a questão do apoio de Chávez às Farc ao Conselho de Segurança da ONU. Na terça-feira, o governo colombiano disse ter descoberto no computador de Raúl Reyes - o número 2 das Farc morto no ataque de sábado - documentos dizendo que Chávez havia dado recentemente US$ 300 milhões às Farc, além de armas.

O embaixador da Colômbia na OEA, Camilo Ospina, pediu desculpas pelo bombardeio, mas destacou que foi contra uma "máfia narcotraficante" e disse que seu país tem "sérios indícios" de que há campos das Farc no Equador.

"Meu país reclama que as coisas sejam chamadas por seu nome: as Farc são uma máfia narcotraficante, que não representa em nada os interesses do povo colombiano", disse Ospina. Ele também negou que o governo colombiano soubesse dos contatos entre as Farc e o governo equatoriano, como afirma Quito.

O Equador, por sua vez, acusou ontem a Colômbia de cometer uma "violação premeditada" de sua soberania. "Nenhuma força militar regular ou irregular pode atuar no território do Equador", disse a embaixadora equatoriana María Salvador. Ela pediu à OEA que convoque uma "reunião urgente" dos chanceleres das Américas, no mais tardar até o dia 11, para tratar da crise diplomática com a Colômbia, solicitação apoiada por Ospina.

"Solicito à OEA que condene a violação território equatoriano e a soberania do Equador e designe de forma imediata uma comissão para investigar o caso", disse a embaixadora equatoriana.

O representante da Venezuela na OEA, Jorge Valero, fez duras críticas à Colômbia, dizendo que "não se pode permitir que a luta contra o terrorismo seja um pretexto para praticar terrorismo de Estado e genocídio". Ele qualificou como uma "grave violação" à carta da OEA e ao direito internacional a ofensiva colombiana.

"Devemos rejeitar as falácias e mentiras. Não podemos permitir que o tema central do debate seja desviado; que o agredido passe a ser o agressor", disse Valero, referindo-se à afirmação de que a Colômbia atuou em legítima defesa.

O Conselho Permanente iniciou no final da noite de ontem um recesso para negociar um acordo de resolução sobre a crise, já que os 34 membros da organização não haviam chegado a um consenso sobre as petições de Equador e Colômbia.

A maioria dos países membros da OEA condenou a atuação da Colômbia. Mas muitos se mostraram compreensivos com os esforços de Bogotá na luta contra as Farc.

Vários países propuseram que a reunião extraordinária dos chanceleres da OEA seja realizada no dia 25, para permitir que uma missão verificadora investigue os fatos e depois os aborde na reunião.

Marco Aurélio - Zero Hora - Porto Alegre (RS)

José Nêumanne - Estadão online - link (aqui)


Do queixume de Quixadá ao xabu de Aracaju

José Nêumanne


Bia, personagem de Maria Adelaide Amaral que Denise Fraga defende com brilho na minissérie Queridos amigos, da Globo, diria que um Netuno contumaz se interpõe entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o espelho. Sua Excelência é um político de extraordinário talento: nunca antes na História deste país, um presidente ultrapassou o primeiro ano do segundo mandato com quase 70% de aprovação popular e a certeza indomável de que nada que vem de baixo o atinge. Não se deixou abater quando seu lugar-tenente foi derrubado pelo escândalo da compra de base de apoio no Congresso; o czar da economia preparado para sucedê-lo foi pilhado xeretando o sigilo bancário do pobre caseiro; e a ministra da Igualdade Racial usou dinheiro público para pagar compras no free shop. Todos voaram e ele permanece, impávido colosso, no ninho, sem se dar por achado: nunca soube, nunca viu, nunca ouviu. E, quando teve de demitir, demitiu, sem deixar de afagar o demitido na despedida.

Nunca antes na biografia de nosso guia social dos flagelados da seca e dos favelados da urbe, contudo, houve um caso como o tal programa Territórios da Cidadania. O governo federal fez um pacote de R$ 11 bilhões e o entregou ao ministro da Reforma e do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, para distribuir entre as prefeituras num ano de eleições municipais. Aí, qualquer coincidência é mera coincidência! É claro que a oposição, cujos candidatos nos municípios relevantes serão naturalmente confrontados com as campanhas milionárias dos adversários ligados aos partidos do governo, o PT principalmente, reclamou. Apontou para o óbvio lulante (assim sem u, mesmo, porque tem mais que ver com Lula que com Nelson Rodrigues) de mais um programa com dinheiro público a ser distribuído às vésperas da eleição e resolveu partir para a briga. Cassel, mais lulante que óbvio, disse que é claro que o programa nada tem que ver com o dito cujo pleito, uma vez que foi planejado no ano passado e a disputa pelas prefeituras será neste ano. Genial! Quer dizer, então, que ninguém no governo nem no Congresso tinha conhecimento nenhum do calendário eleitoral? Comovente!

Mas ninguém é mais lulante que Lula e este, é claro, deixou sua marca na polêmica. Direto de Quixadá, no interior do Ceará, uma das escalas de sua turnê para comemorar os altos índices de popularidade e implantar os tais Territórios da Cidadania, ele disse que a oposição não o deixa governar. Lulinha, quem diria, o aguerrido comandante da mais competente oposição política de que há notícia nesta República, em vez de comemorar a oposição pífia e inócua que lhe movem tucanos e dêmicos, se queixou dela. E errou, é claro: se não governa, é porque viaja. Se parasse algum dia da semana em Brasília e recebesse uma meia dúzia de ministros para despacho no Palácio, com certeza trabalharia mais, mesmo sendo a capital federal um horror e uma maravilha subir e descer de palanques pelo resto do País.

O queixume de Quixadá, contudo, em nada se compara ao xabu de Aracaju. Na capital de Sergipe, o presidente da República disparou contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral e só não abriu uma grave crise institucional porque já se convencionou no Brasil que é mais seguro não levar completamente em conta o que o chefe da Nação fala. E como fala! Alguns juristas renomados, consultados pelo jornal, disseram que o dr. Marco Aurélio Mello fala muito e diz o que não deve. Na sociedade da notícia-show, pergunta-se demais a todos, também aos juízes. E o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do órgão máximo da renomada e respeitada Justiça Eleitoral no País não é propriamente infenso ao brilho dos holofotes. Mas, justiça seja feita, o dr. Mello foi questionado e respondeu. Decerto poderia não ter respondido, mas também não falou nada de ofensivo, nada que ferisse o decoro ou a lei. Disse que, se o assunto fosse levado à Corte, a Corte o julgaria. Eis um evidente óbvio ululante, com todos os "us" possíveis. Lida com isenção, a frase do juiz poderia significar algo como: "O que seria do azul se não fosse o amarelo?"

Mas Lula não gostou. E, em Aracaju, disse, com aquele estilo veemente que tanto aprecia: "Seria tão bom se o Poder Judiciário metesse o nariz apenas nas coisas deles, o Legislativo apenas nas coisas deles e o Executivo apenas nas coisas deles." De fato, seria ótimo! Por exemplo: legislar é com o Legislativo, a menos que se promova uma reforma gramatical que mude o sentido da palavra, mas tem sido um verbo que na voz ativa e na primeira pessoa só tem sido conjugado no Brasil pelo Executivo, que deveria executar. O velho Montesquieu, que defendeu esse sistema de poder tripartite, que só pode funcionar quando os Três Poderes são autônomos e soberanos, diria que cabe ao Judiciário julgar todos, portanto meter o bedelho em tudo. Certo? Não para Lula. Quando convém, nosso guia recorre a Montesquieu. No caso da Igreja Universal do Reino de Deus contra a Folha de S. Paulo, ele vaticinou, rápido e rasteiro: "Quem escreve o que quer escuta o que não quer." Eis o típico óbvio lulante para definir liberdade de imprensa. Mas, quando convém o contrário, o contrário ele diz. Faz parte do óbvio lulante a afirmação de que no Brasil só político tem o direito de meter o bedelho em tudo. Marco Aurélio Mello, se quiser, disse o presidente, que dispa a toga e peça voto.

Alguns louvarão o ânimo democrático de Lula, que, no auge do poder e da glória, apela ao eleitor para tentar impedir que o Judiciário dê guarida a políticos que discordam dos caprichos e interesses do chefe supremo. Mas o cheiro da brilhantina não agrada: as piores tiranias nasceram das maiores ovações, não de protestos irados dos rebeldes. Enquanto a oposição, mesmo tíbia, espernear e a Justiça não se ajoelhar à pretensão de ser infalível do líder, haverá uma réstia de esperança.

Bello - Tribuna de Minas - Juiz de Fora (MG)

Eliane Cantanhede - Folha de São Paulo - link (aqui)



Reunião com Correa hoje será ato de desagravo

COLUNISTA DA FOLHA

O governo brasileiro considera que os Estados Unidos estão na contramão das Américas ao apoiar a violação do território equatoriano pela Colômbia e insiste num "mea culpa" formal colombiano para a reabertura do diálogo. O encontro que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá com o do Equador, Rafael Correa, hoje, às 10h, no Planalto, está sendo classificado como "gesto de desagravo".
Em contrapartida, Lula fará um apelo a Correa: que o Equador seja receptivo a um pedido de desculpas formal e sem condicionantes da Colômbia, que os países da região vêm tentando negociar com o presidente colombiano, Alvaro Uribe.
Os dois pedidos ensaiados até agora por Uribe, um deles ontem, na reunião da OEA, não foram aceitos pelo Equador, que os considerou "frágeis e insuficientes". O Brasil concordou com essa avaliação.
A expectativa é de que Uribe faça um "mea culpa" incisivo, sem tentativas de justificar a violação do território do Equador. Essa é a premissa para o início de qualquer processo para desanuviar os ânimos no continente.

Nem Bush nem Chávez
Na avaliação do Planalto e do Itamaraty, tanto o norte-americano George W. Bush quanto o venezuelano Hugo Chávez "só pioram a situação" e "estimulam o conflito". O Brasil insiste em dois pontos básicos para tentar esfriar o conflito e evitar uma escalada: considerar a questão estritamente bilateral (entre Colômbia e Equador), sem caráter regional e muito menos internacional.
Conforme a Folha ouviu em diferentes gabinetes de Brasília ontem, quanto menos os EUA, a Venezuela e até a França se manifestarem, melhores serão as possibilidades de retomada do diálogo entre os dois países.
"Este é o momento mais complexo que já vivi na América Latina nos meus 50 anos de convivência formal com os países da região", disse ontem em Brasília o ex-presidente do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) Enrique Iglesias (1988-2005), hoje na Secretaria Geral Ibero-Americana, com sede em Madri.
Uma das preocupações de Iglesias, compartilhada com setores brasileiros, é que a crise política cause refluxo de investimentos internacionais, especialmente nos países da América do Sul, num momento de desaceleração da economia dos EUA. Ele pediu "serenidade e diálogo" contra a tensão.
Presidentes das Américas e do Caribe, do Grupo do Rio, têm encontro marcado para sexta-feira na República Dominicana, quando certamente o principal assunto acabará sendo a crise Colômbia-Equador. Lula, porém, não irá, pois receberá em Brasília o presidente de Portugal, Cavaco e Silva.

Lézio Júnior - Diário da Região - São José do Rio Preto (SP)

O dia que Jobim e Arthur Virgílio fizeram Heráclito Fortes e a Comissão de Relações Exteriores do Senado de bobos - Folha de São Paulo - link (aqui)


OPOSIÇÃO

JOBIM VAI AO SENADO NEGAR ALERTA TUCANO
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), cobrou explicações sobre uma "denúncia" de que o Brasil estaria fazendo remessas de armas à Venezuela. O ministro Nelson Jobim (Defesa) cancelou compromissos e foi ao Congresso para negar a suposta exportação de 31,5 toneladas de armas em quatro vôos da TAM. A denúncia surgiu na internet, no site da empresa World-Check, consultoria especializada em detecção de fraudes financeiras. Segundo o consultor da empresa Kenneth Rijock a primeira entrega, de 1,5 tonelada, já foi feita, e as armas seriam entregues a milícias pró-Chávez. Em nota, a TAM confirmou que transportou no último mês uma carga de revólveres Taurus para um importador venezuelano, totalizando 1.329,4 kg. Segundo a TAM, os trâmites legais foram seguidos. "A notícia não tem procedência. Vim dar informações ao senador Arthur e ao Senado", afirmou Jobim.

Hugo Chávez

Loredano - O Estado de São Paulo - São Paulo (SP)

Clóvis Rossi - Folha de São paulo - link (aqui)



Um silêncio nada inocente

MADRI - Dizem que o presidente equatoriano, Rafael Correa, exige desculpas muito claras da Colômbia para voltar atrás em sua decisão de romper relações com o vizinho. É justo.
Mas também é justo que Correa peça desculpas aos colombianos -mais que ao governo da Colômbia- por ter permitido o "passeio" de reféns das Farc pelo Equador, conforme depoimento de um dos seqüestrados recentemente libertado. Ou, posto de outra forma: o Exército colombiano invadir território do Equador é condenável, mas as Farc adotarem o mesmo comportamento é aceitável?
Nesse conflito sul-americano que tem facetas bem macondianas, até pelos personagens envolvidos, um fato precisa ficar bem nítido e claro: luta armada contra um governo legítimo é intolerável. Apoiá-la é apoiar igualmente todas as violações aos direitos humanos praticados pelos delinqüentes das Farc, violações que ganharam a atenção da mídia a partir da libertação recente de alguns reféns, mas que são cometidas -eventualmente até piores- há muitíssimos anos contra muitíssimos reféns.
O que chama especialmente a atenção nesses episódios é o silêncio, denso, das mulheres que se dizem de esquerda. Tiveram papel relevante, no Brasil, na luta pelo respeito aos direitos humanos. Como é que silenciam agora, quando há tantas barbaridades praticadas por um grupo que se diz de esquerda, mas é apenas criminoso?
Tratamento desumano a prisioneiros, quando praticado por ditaduras de direita, é inaceitável, óbvio. Mas vale quando praticados por "companheiros de rota"? Ou essas mulheres, como o presidente Hugo Chávez, respeitam o "projeto político" das Farc, o que inclui respeitar torturas, seqüestros e assassinatos?
Abu Ghraib não pode, mas "cárcere do povo" na selva, com idênticas torturas, pode?

Charge do dia



Ique - Jornal do Brasil - Rio de Janeiro (RJ)

Comercial antigo - Ruffles

Sinopse dos principais jornais - link (aqui)


sala de leitura



Manchetes:


Jornal do Brasil - Receita fecha o cerco a 37 mil contribuintes

Folha de São Paulo - Bush apoia Colômbia e ataca Chávez

O Estado de São Paulo - Colômbia alega na OEA que agiu contra o terror

O Globo - Venezuela fecha fronteira; Uribe vai processar Chávez em Haia

Gazeta Mercantil - Demanda acelerada dobra as descobertas de jazidas no País

Correio Brasiliense - Esperança ameaçada

Valor Econômico - Disputa do Rodoanel traz novos gigantes espanhóis