sábado, 8 de março de 2008
Se o ‘poste’ for pesado, Lula o deixa pelo caminho - Blog do Josias - link (aqui)
PhD em Lula, um grão-companheiro de visão arguta desenhou para o signatário do blog um mapa da labiríntica alma eleitoral do presidente:

A palmeira: “Lula só apóia Lula. É adepto da teoria da palmeira única: no gramado dele só há espaço pra ele. Procura alguém a quem possa passar a faixa com um riso nos lábios e que não lhe encha o saco até 2014.”

Grande Família: “Hoje, Lula acarinha Dilma, a mãe do PAC. Amanhã, vai afagar Tarso, o pai do Pronasci. Depois de amanhã, alisará Patrus, o genitor do Bolsa Família. Expõe a família toda na janela. Mas, dependendo da reação da rua, ele sai pela porta dos fundos. Na política, Lula adora jogar. É amável com os perdedores. Desde que, na foto, apareça ao lado do vitorioso."

O poste: “Em criança, Lula ganhou a vida vendendo amendoim. Levava o tabuleiro na cabeça, no ombro. Tomou ojeriza a coisas pesadas. Sem o terceiro mandato, vê o PT como um armazém de postes. Se, por um milagre, o concreto viJosias de Souzarar isopor, ele carrega. Do contrário, prefere montar em tucano, que é bicho de asas.”
Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)
Estremecido com PSDB, DEM já flerta até com Ciro
Estremecido com PSDB, DEM já flerta até com Ciro
Em crise, tucanos e democratas ‘discutem relação’
Para Rodrigo Maia, tucanato age como um ‘inimigo’
Reedição da aliança já não é prioridade para 2010
DEM cogita candidatura própria ou novas parcerias
José Cruz/ABr
“A gente não sabe mais com quem está dormindo”, desabafou Rodrigo Maia, o presidente do DEM, em entrevista ao blog. “Sabemos que o PT está do outro lado. Mas, às vezes, a gente dorme com o PSDB e acorda com o inimigo.”
Protagonistas de uma das mais longevas parcerias da política brasileira, PSDB e DEM atravessam uma crise de relacionamento. A coisa já não ia bem em São Paulo. Ali, esboça-se uma disputa entre o tucano Geraldo Alckmin e o ‘demo’ Gilberto Kassab. Deu-se no Rio a faísca que eletrificou de vez o casamento.
Em vez de apoiar Solange Amaral, a candidata municipal do prefeito César Maia (DEM), o PSDB optou por uma aliança com Fernando Gabeira, do PV. “Ficou claro que o projeto do PSDB não é coletivo, mas de submissão. E a maioria dos nossos vai preferir outro caminho no futuro”, disse Rodrigo Maia.
Que caminho é esse? “Hoje, há 70% de probabilidade de termos uma candidatura própria à presidência; 20% de apoiarmos um candidato do PSDB; e 10% de chances de fazermos uma composição com o Ciro”, afirmou Maia. Vai abaixo a entrevista:

- Como interpreta as opções do PSDB no Rio e em São Paulo?
São Paulo ainda não é tratado por nós como um problema.
- Acha que Alckmin pode não ser candidato?
Não se trata disso. Mas temos a expectativa de que exista por parte do PSDB uma compreensão da importância que o Kassab teve, nesses últimos anos, na aliança com eles. Estive com o Serra. Não consigo enxergar uma relação no processo eleitoral que não seja de respeito, para que a prefeitura continue funcionando, com o auxílio dos técnicos do PSDB. Mesmo com uma eventual candidatura do Alckmin. O Kassab deu ao Serra toda a tranqüilidade do mundo.
- Como lidar com o possível embate Alckmin X Kassab?
A nossa expectativa era a de que, numa aliança tão vitoriosa e respeitosa, houvesse a compreensão de que não estamos condenados a figurar sempre como vice. O PSDB pode também, em certos momentos, estar na vice. Esperávamos daqueles que têm mais condições de vencer em 2010, uma compreensão do papel que podemos exercer nessa aliança.
- Sem a compreensão, a aliança de 2010 pode desandar?
Se excluirmos São Paulo, onde mantemos ótima relação com o Serra, e a Paraíba, onde o relacionamento com o Cássio [Cunha Lima] também é muito bom, não consigo enxergar nada que leve a uma convergência entre o DEM e o PSDB.
- Há chance de Kassab não concorrer em São Paulo?
Na minha opinião, ele será candidato. Com 40% de ótimo e bom nas pesquisas e 18% das intenções de voto, é difícil recusar a candidatura.
- O último Datafolha deu a ele 12%. De onde vêm esses 18%?
Temos pesquisa, registrada, de duas semanas. Foi feita pelo instituto GPP. O Kassab aparece com 18%, a Marta [Suplicy] com 22% e o Alckmin com 29%. Num segundo turno contra a Marta, o Kassab vence por 43% a 38%.
- A aliança do PSDB com Gabeira, no Rio, reforça o afastamento?
O problema não é o Gabeira. Ele disputa voto numa faixa que não é a nossa, além de qualificar o debate eleitoral. O problema é político. Enquanto o PSDB trabalhava com a perspectiva de ter um candidato dos seus quadros, não havia preocupação de nossa parte. Mas eles decidiram não ter candidato próprio e a opção deles não foi por uma aliança conosco. Tudo bem. Mas vai construindo na consciência do nosso pessoal a certeza de que temos que buscar os nossos próprios caminhos. Ficou claro que o projeto do PSDB não é coletivo, mas de submissão. E a maioria dos nossos vai preferir outro caminho no futuro.
- Diria que a tendência de afastamento é concreta?
A gente não sabe mais com quem está dormindo. Sabemos que o PT está do outro lado. Mas, às vezes, a gente dorme com o PSDB e acorda com o inimigo. Daqui a pouco, a gente não sabe mais quem é o verdadeiro inimigo.
- O DEM caminha para um projeto presidencial próprio?
Isso deverá acontecer. O partido quer isso. Estamos concentrados na eleição municipal, mas logo teremos de tratar disso.
- Não falta ao partido um candidato?
Não cabe tratar de nomes agora. O essencial é fazer de 2008 uma boa eleição. Temos candidaturas municipais competitivas em pelo menos 12 capitais: Porto Alegre; Florianópolis; São Paulo, Salvador, Aracaju, Fortaleza, Recife, Palmas, Belém, Boa Vista, Macapá e Rio.
- Mas reconhece que falta o nome nacional, não?
Não nos fixamos, ainda, no nome de um candidato. Mas o que digo é que não há nenhum motivo a favor da aliança. Tirando São Paulo e Paraíba, não estamos próximos do PSDB em nenhum outro Estado. Não há razões para deixar de disputar em 2010. Vamos ganhar? Não sei. Mas é a única forma de construirmos um partido nacional. Se não tivermos êxito, nada impede que estejamos com o PSDB no segundo turno. Não excluo a hipótese de caminharmos com uma aliança que não seja com o PSDB.
- Podem buscar outro parceiro?
Por que não podemos caminhar com uma candidatura do chamado bloquinho PSB, PDT e PC do B?
- O candidato desse bloco é o Ciro Gomes. Tem jogo?
Por que não? Nós não apoiamos a candidatura do Aldo Rebelo [PCdoB-SP] para a presidência da Câmara? Se o PSDB se reserva o direito de sentar na mesa com o PT, em Belo Horizonte; com o PV, no Rio, por que não posso me sentar para conversar com o Aldo e o pessoal desse bloco? A nossa origem, do meu pai [César Maia] e minha, é o PDT. Eu tinha uma foto do Brizola no meu quarto. Alguns dos nossos já apoiaram o Ciro na penúltima eleição. Quando ele briga, é uma preocupação. Mas não se pode desconhecer que é um quadro respeitável. Foi ministro da Fazenda, foi governador de Estado, tem uma história que caminha da direita para a esquerda. Certamente tem algumas posições que convergem com as nossas.
- Há algo concreto?
Tenho uma conversa permanente com o Aldo. Mas é um diálogo parlamentar, não eleitoral. Ele reconhece que o DEM lhe deu suporte na Câmara. Se fizemos essa aliança parlamentar e se tivemos da parte dele um respeito que, em certos momentos, não temos do PSDB, pergunto: por que me recusaria a sentar nessa mesa?
- Qual é a probabilidade de uma coisa dessas acontecer?
Hoje, há 70% de probabilidade de termos uma candidatura própria à presidência; 20% de apoiarmos um candidato do PSDB; e 10% de chances de fazermos uma composição com o Ciro.
Escrito por Josias de Souza às 03h53
Sebastião Nery - Tribuna da Imprensa - link (aqui)
A nova Idade Média
Renan (o francês, não meu amigo alagoano da praia do francês), Ernest Renan, escritor, historiador, ex-padre, autor dos clássicos "Vida de Jesus" (primeiro volume da "História das origens do cristianismo"), "O futuro da ciência", tinha pavor da Idade Média: "Um peso colossal de estupidez esmagou o espírito humano. A pavorosa aventura da Idade Media, essa interrupção de mil anos na história da civilização, vem menos dos bárbaros do que do triunfo do espírito dogmático nas massas".
Em 1992, Felipe Gonzalez, o mais talentoso e competente dos líderes espanhóis depois da ditadura de Franco, disse a Fernando Collor, em Madri, quando os dois eram presidentes, que o problema dos imigrantes estava levando a Europa a "levantar os muros de uma nova Idade Média".
Os muros
O brutal e desumano da barreira européia contra os imigrantes é que a Europa só é mais rica hoje porque colonizou, sugou e devastou esses mesmos povos que agora repele e rejeita. Durante séculos a Europa raspou a África, pilhou a Ásia, rapinou a América Latina, inclusive o Brasil, roubando-lhes as riquezas e martirizando seus povos.
Agora, querem impedir sua entrada lá. É dantesco o permanente espetáculo que se vê, a olho nu, no sul da Espanha, da França, da Itália, de uma África miserável, aidética e terminal, pedindo misericórdia e tentando atravessar o Mediterrâneo. E a Europa, velha colonialista, batendo-lhes as portas na cara. Eles vão chegando aos bandos, como magotes de animais, sem documentos, com documentos falsos, irregulares, desafiando a sorte. Antes, os muros da nova Idade Media eram só contra os africanos. Agora, são também contra os asiáticos, os latino-americanos. E o Brasil.
Espanha
Até contra o Brasil, e sobretudo, surpreendentemente, a Espanha. Logo ela, que nos últimos anos desembarcou aqui, ganhou até bancos, como o Banespa, criminosamente doado por Fernando Henrique ao Santander, e se apossa de enormes fatias de alguns dos mais importantes setores da economia nacional, como telefônicas, petróleo, estradas, energia.
A contrapartida da Espanha a essa crescente invasão está nas manchetes de TVs e jornais: "Chega a 15 o número de entradas negadas a brasileiros por dia, só no aeroporto de Barajas, em Madri" (452 no mês passado). E não se trata de quem queira ficar lá. É de quem, por força das rotas aéreas, se vê obrigado a fazer simples conexão para outros países. Desceu no aeroporto, passa dias preso, agredido, humilhado e deportado.
A situação chegou a tal ponto de inexplicável agressividade, que até experientes e serenos diplomatas, como o embaixador José Viegas e o cônsul geral Gelson Fonseca, já sugeriram ao Itamaraty e ao governo brasileiro que o Brasil comece a responder na mesma exata medida, impedindo a entrada de espanhóis em número igual ao dos nossos vetados. Que tal devolver funcionários espanhóis das empresas deles aqui?
Eleições
E ainda pode piorar. Amanhã, haverá eleição para o novo Congresso e a escolha do novo presidente (como é uma monarquia parlamentarista, o primeiro-ministro é o presidente). Se a direita, hoje oposição, ganhar, ela é ainda mais radical contra os imigrantes do que a esquerda agora no governo.
Se o Partido Socialista (PSOE) mantiver a maioria parlamentar, José Luiz Zapatero, que venceu em 2004, terá mais quatro anos de chefia do governo. Se vencer o PP (Partido Popular), assumirá Mariano Rajoy.
O PP, que governou oito anos com o ex-presidente Aznar, é o PSDB de Fernando Henrique. Aznar também saiu do Ministério da Fazenda (era funcionário), fingia de social-democrata, como Fernando Henrique, mas na verdade era, como é seu partido, da "direita sociológica e neoliberal".
O Partido Socialista também só é socialista no nome. Desde Felipe Gonzalez, que governou de 1982 a 96, o PSOE, ele sim, é social-democrata e, construindo a social-democracia, comandou a modernização da Espanha.
Províncias
Quem vai decidir as eleições de amanhã são as províncias. Elas cada dia mais brigam por suas autonomias. Já não falo da sangrenta luta da província basca, que há mais de três décadas sustenta uma guerra de atentados terroristas para conquistar a independência e separar-se da Espanha e por isso tem a esmagadora repulsa do país.
Falo da Catalunha, Andaluzia, Galícia, Saragoza e outras, que não desejam a separação mas querem aprofundar suas autonomias políticas e econômicas. E sobretudo a Catalunha, por ter história, cultura, língua, política e partidos mais diferenciados. E ter a incomparável Barcelona.
Catalunha
Em 2005, lá em Barcelona, vi o parlamento local, por grande maioria e com apoio de seu governo, aprovar uma emenda à Constituição, pondo seu orçamento separado do do país. Foi um terremoto. O rei, que pouco fala e quase sempre se cala, veio a público avisar que a unidade nacional é sagrada e ele, como chefe das Forças Armadas, é o fiador da Constituição.
O presidente socialista Zapatero conseguiu negociar a rebeldia catalã através do governo do partido socialista catalão, seu aliado. Amanhã, as províncias decidirão a eleição votando naquele partido que elas entenderem que lhes facilitará o maior aprofundamento das suas toleradas autonomias. E a nova Idade Média, não se iludam, continuará com um ou com outro.
Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa - link (aqui)
À vontade, mas nem tanto
Quem acompanhou a visita do presidente Lula a favelas do Rio terá notado que, em sua comitiva, quem mais se esforçava para parecer à vontade era a ministra Dilma Rousseff. Afinal, escalada para acompanhar o chefe em todas as vilegiaturas pelo País, ela parece estar aprendendo rápido.
Abana para as multidões, sorri, cumprimenta quantos não conhece, nos palanques, e aplaude com efusão os improvisos do Lula. Não era do ramo, vai-se transformando, pré-candidata que parece ser à sucessão de 2010. O problema é que para chegar onde chegou o presidente atua há quarenta anos ou mais. Aprendeu, na prática, como comportar-se diante das massas, ora veemente, ora apelando para a linguagem que o povão adora, das paródias e das comparações.
O professor não se cansa de dar lições, mas a primeira-aluna não poderia, em tão pouco tempo, adquirir o seu diploma. Por isso, Dona Dilma de vez em quando escorrega. Em especial quando, nos palanques, por diversas vezes, consulta o relógio de pulso. Estaria contando os minutos para o fim daquele espetáculo, por ter mais o que fazer no recôndito dos gabinetes?
Membro das Farc entrega mão de líder como prova de morte - Estadão online - link (aqui)
Segundo ministro da Defesa colombiano, Iván Ríos foi assassinado por seu chefe de segurança
REUTERS

AP
Exército colombiano carrega mão de líder das Farc
Segundo o ministro, o chefe de segurança de Ríos, conhecido como Rojas, entregou a mão direita do dirigente como prova de que ele está morto, junto com o laptop e a identidade do guerrilheiro. Não ficou claro o que motivou Rojas a matar seu chefe, e Santos não informou o que aconteceu com o chefe de segurança.
O governo colombiano oferecia uma recompensa de US$ 2,6 milhões por informações que levassem à captura de Ríos, cujo nome verdadeiro era José Juvenal Velandia. Já o Departamento de justiça dos EUA oferecia US$ 5 milhões pela captura do guerrilheiro. Ríos havia participado da delegação de negociadores da guerrilha nas frustradas negociações ocorridas durante o governo de Andrés Pastrana.
Ríos, um dos sete integrantes do secretariado das Farc, morreu numa zona de montanhas e florestas na divisa entre os Departamentos de Caldas e Antioquia.
O secretariado das Farc é a máxima instância política e militar da guerrilha, que tem 17 mil integrantes, mas foi obrigada a um recuo estratégico devido às ações do governo de Alvaro Uribe, apoiado pelos Estados Unidos, que qualificam as Farc como terroristas. Ríos era o mais jovem integrante do secretariado, além de ser considerado um protegido do líder máximo Manuel Marulanda Vélez, o "Tirofijo".
A morte dele ocorre num momento em que a Colômbia atravessa uma crise diplomática com os vizinhos Equador e Venezuela, por causa da incursão militar ocorrida no fim de semana, que resultou na morte do número 2 da guerrilha, Raúl Reyes.
(Com agências internacionais)
A liquidez internacional não secou - Estadão online - link (aqui)
Seguramente, a crise nos EUA afeta os países industrializados onde operam grandes bancos que participaram, direta ou indiretamente, do esquema do "subprime". No entanto, se a aversão ao risco deve afetar as empresas dos países ricos, pela necessidade das instituições financeiras desses países de reconstituírem seus ativos, em relação aos países emergentes que levaram a sério seu dever de casa e que oferecem boas oportunidades de negócios, parece que o clima que se criou não é nada dramático.
O IIF apresentou um trabalho prevendo que o fluxo de capitais estrangeiros para os países emergentes cairá apenas de US$ 782 bilhões, em 2007, para US$ 730 bilhões em 2008, mas os investimentos diretos, de US$ 167 bilhões em 2006 e de US$ 256 bilhões em 2007, subirão para US$ 268 bilhões neste ano.
Os países asiáticos absorverão a maior parte desses investimentos, mas na reunião do IIF houve referências muito elogiosas aos países latino-americanos, com destaque para o Brasil. Os países da América Latina deverão receber, em 2008, um fluxo de capital estrangeiro total de US$ 129,3 bilhões, dos quais US$ 70,5 bilhões para o Brasil - uma queda, no nosso caso, de US$ 9 bilhões.
Os investimentos em ações nas bolsas (líquidos) deverão cair de US$ 24,8 bilhões para US$ 23 bilhões e os Investimentos Diretos Estrangeiros (IDEs) - deduzidos os do Brasil no exterior -, de US$ 16,05 bilhões para US$ 12 bilhões. A redução dos IDEs se deve, em parte, à taxa cambial, em parte ao IOF de 0,38%, que incide nas operações de câmbio, e, finalmente, ao aumento das taxas de juros no mercado internacional que desestimulam empréstimos.
A liquidez para os países emergentes não secou. Todavia, há que considerar, no caso brasileiro, que, ao lado da forte redução do saldo da balança comercial, vamos ter um certo recuo nos ingressos de capitais - isso implicará queda significativa do saldo de transações correntes no balanço de pagamentos.
E hoje é dia delas! - José Simão - Folha de São Paulo - link (aqui)
Dia da Mulher. O Perereca's Day!
Day, Dou e Darei. E aí perguntaram pro Dorival Caymmi: "Se você fosse mulher, o que você seria?". "DADÊRA!". Rarará!
E o homem sem a mulher não faz nada. Sozinho, o homem não é nada.
Nem corno! Rarará! E podem falar o que quiser, mas toda loira burra tem uma periquita inteligente! E o mundo é das mulheres. Não adianta discutir. Aliás, se discutir é pior!
Rarará!
E uma amiga me disse que vai comemorar o Dia da Mulher tendo orgasmos múltiplos com ECO. Pro prédio inteiro ouvir. E um amigo disse que vai comemorar o Dia da Mulher comendo a própria! E uma amiga sapata disse que vai comemorar o Dia Internacional da MINHA MULHER!
E todo dia é dia da mulher. Uma leitora me disse que, se alguém vier cumprimentá-la pelo dia da mulher, ela dá uma porrada! E a pérola do século ainda fica com o Lula discursando: "Minha mãe era uma mulher que nasceu analfabeta". E a minha nasceu analfabeta, careca, virgem e desdentada!
E um cabeleireiro cearense disse que "atrás de um grande homem sempre tem uma mulher, e atrás de uma grande mulher sempre tem uma bicha". E todo Dia da Mulher eu conto a mesma piada: Deus criou o mundo em seis dias, no domingo descansou. Na segunda, criou a mulher. E aí ninguém mais descansou!
Rarara! É mole? É mole, mas sobe!
PRINCIPAIS TRECHOS DA DECLARAÇÃO DO GRUPO DO RIO - Folha de São Paulo - link (aqui)
CONDENAÇÃO DA INVASÃO
"São motivo de profunda preocupação para toda a região os acontecimentos que tiveram lugar em 1º de março de 2008, quando forças militares e efetivos da polícia da Colômbia fizeram incursão em território do Equador"
"Rechaçamos essa violação da integridade territorial do Equador e, portanto, reafirmamos o princípio de que o território de um Estado é inviolável e não pode ser alvo de ocupação militar nem de outras medidas de força tomadas por outro Estado, direta ou indiretamente, qualquer que seja o motivo e mesmo que temporariamente"
"Recordamos também os princípios, consagrados pelo direito internacional, de respeito à soberania e de abstenção da ameaça e do uso da força, e o de não ingerência nos assuntos internos de outros Estados"
DESCULPAS COLOMBIANAS
"Tomamos conhecimento, com satisfação, das desculpas que o presidente Álvaro Uribe ofereceu ao governo e ao povo do Equador pela violação de território e soberania dessa nação irmã (...) Registramos também o compromisso do presidente Álvaro Uribe, em nome de seu país, de que esses fatos nunca mais se repetirão"
DENÚNCIAS
"Tomamos conhecimento da decisão do presidente Rafael Correa de receber os documentos oferecidos pelo presidente Álvaro Uribe e que haviam chegado ao poder do governo da Colômbia após 1º de março [uma referência aos documentos encontrados no computador do nº 2 das Farc, Raúl Reyes, e que, segundo Uribe, comprometem Chávez e Correa], para que as autoridades judiciais equatorianas investiguem eventuais violações da lei internacional"
COMISSÃO DE INVESTIGAÇÃO
"Respaldamos a resolução aprovada pelo Conselho Permanente da OEA em 5 de março de 2008. E expressamos nosso apoio ao secretário-geral, no cumprimento das responsabilidades que lhe atribui tal resolução, de comandar uma comissão que visitará ambos os países, nos lugares que as partes lhe indicarem, e levará um relatório de suas observações para a Reunião de Consulta de Ministros das Relações Exteriores [no dia 17 de março] e proporá fórmulas de aproximação entre as duas nações"
NARCOTRÁFICO
"Reiteramos nosso firme compromisso de combater as ameaças à segurança de todos os Estados [do Grupo do Rio], provenientes da ação de grupos ilegais ou de organizações criminais, em particular àquelas vinculadas ao narcotráfico. A Colômbia considera terroristas essas organizações criminosas"
DIÁLOGO E PAZ
"Reiteramos nosso compromisso com a convivência pacífica na região, baseada nos preceitos fundamentais do direito internacional contidos nas Cartas das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos, assim como nos objetivos essenciais do Grupo do Rio, de modo destacado a solução pacífica das controvérsias internacionais e sua vocação para a preservação da paz e a busca conjunta de soluções para os conflitos que afetam a região"
"Exortamos as partes envolvidas a manterem abertos canais respeitosos de comunicação e a buscar fórmulas para a distensão"
PRINCIPAIS TRECHOS DA DECLARAÇÃO DO GRUPO DO RIO - Folha de São Paulo - link (aqui)
CONDENAÇÃO DA INVASÃO
"São motivo de profunda preocupação para toda a região os acontecimentos que tiveram lugar em 1º de março de 2008, quando forças militares e efetivos da polícia da Colômbia fizeram incursão em território do Equador"
"Rechaçamos essa violação da integridade territorial do Equador e, portanto, reafirmamos o princípio de que o território de um Estado é inviolável e não pode ser alvo de ocupação militar nem de outras medidas de força tomadas por outro Estado, direta ou indiretamente, qualquer que seja o motivo e mesmo que temporariamente"
"Recordamos também os princípios, consagrados pelo direito internacional, de respeito à soberania e de abstenção da ameaça e do uso da força, e o de não ingerência nos assuntos internos de outros Estados"
DESCULPAS COLOMBIANAS
"Tomamos conhecimento, com satisfação, das desculpas que o presidente Álvaro Uribe ofereceu ao governo e ao povo do Equador pela violação de território e soberania dessa nação irmã (...) Registramos também o compromisso do presidente Álvaro Uribe, em nome de seu país, de que esses fatos nunca mais se repetirão"
DENÚNCIAS
"Tomamos conhecimento da decisão do presidente Rafael Correa de receber os documentos oferecidos pelo presidente Álvaro Uribe e que haviam chegado ao poder do governo da Colômbia após 1º de março [uma referência aos documentos encontrados no computador do nº 2 das Farc, Raúl Reyes, e que, segundo Uribe, comprometem Chávez e Correa], para que as autoridades judiciais equatorianas investiguem eventuais violações da lei internacional"
COMISSÃO DE INVESTIGAÇÃO
"Respaldamos a resolução aprovada pelo Conselho Permanente da OEA em 5 de março de 2008. E expressamos nosso apoio ao secretário-geral, no cumprimento das responsabilidades que lhe atribui tal resolução, de comandar uma comissão que visitará ambos os países, nos lugares que as partes lhe indicarem, e levará um relatório de suas observações para a Reunião de Consulta de Ministros das Relações Exteriores [no dia 17 de março] e proporá fórmulas de aproximação entre as duas nações"
NARCOTRÁFICO
"Reiteramos nosso firme compromisso de combater as ameaças à segurança de todos os Estados [do Grupo do Rio], provenientes da ação de grupos ilegais ou de organizações criminais, em particular àquelas vinculadas ao narcotráfico. A Colômbia considera terroristas essas organizações criminosas"
DIÁLOGO E PAZ
"Reiteramos nosso compromisso com a convivência pacífica na região, baseada nos preceitos fundamentais do direito internacional contidos nas Cartas das Nações Unidas e da Organização dos Estados Americanos, assim como nos objetivos essenciais do Grupo do Rio, de modo destacado a solução pacífica das controvérsias internacionais e sua vocação para a preservação da paz e a busca conjunta de soluções para os conflitos que afetam a região"
"Exortamos as partes envolvidas a manterem abertos canais respeitosos de comunicação e a buscar fórmulas para a distensão"
Traficantes monitoram visita a favelas - Folha de São Paulo - link (aqui)
DA SUCURSAL DO RIO
Por meio de radiotransmissor, a Folha ouviu diálogos dos traficantes das 6h até as 7h50, quando um líder determinou: "Atenção! Vamos apagar a luz agora [desligar os aparelhos], devido ao presidente". Nada mais foi dito.
Nesse período, os policiais fardados foram observados.
Pouco antes de encerrarem temporariamente a comunicação, outro traficante avisou: "A "pista" [estrada do Itararé] está minada [ocupada por policiais]. A Nacional [Força de Segurança] fechou tudo [estava presente em todos pontos da estrada]." As tropas da Polícia Militar também foram observadas."Tem uma Blazer cheia de "vermes" [PMs] na nossa freqüência no "radinho". Ninguém mais vai falar", advertiu outro criminoso.
O esquema de segurança contou com militares do Exército e da Marinha (fuzileiros navais), a maioria à paisana, e membros da Força Nacional de Segurança e das polícias Militar e Civil. A cerca de 30 metros do palanque no Alemão, dois atiradores de precisão à paisana monitoravam com binóculos todos os movimentos.
Mesmo com a presença de mais de 300 policiais militares, ruas continuavam bloqueadas por entulhos e até um portão.
No período em que a cerimônia aconteceu na Rocinha, os traficantes diziam: "Aí mano, é tudo na visão. Vamô falar menos e ficar mais ligado, valeu? É o "cara" [Lula] que tá aqui". E repetiam: "Tá dominado, irmão, tranqüilão e dominado. Tudo na paz...". (MÁRCIA BRASIL)
Em favela do Rio, Lula diz que Dilma é a "mãe do PAC" - Folha de São paulo - link (aqui)
Ministra afirma que é "ridícula e mal-intencionada" vinculação de obras à sucessão
Eventos marcaram início de obras em três dos mais violentos conjuntos da cidade e serviram de vitrine para políticos
RAPHAEL GOMIDE
SERGIO TORRES
ITALO NOGUEIRA
DA SUCURSAL DO RIO
"Queria agradecer à nossa companheira Dilma Rousseff. A Dilma é uma espécie de "mãe do PAC". É ela que cuida, acompanha, que vai cobrar junto com o Márcio Fortes se as obras estão andando ou não estão. O Pezão [Luiz Fernando Pezão, vice-governador e secretário de Obras do Rio] é grandão, mas ele vai saber o que é ser cobrado pela Dilma por que a obra atrasou, por que não andou, por que a empresa atrasou, porque se não for assim, muitas vezes a coisa não acontece. A gente anuncia, o governador fica feliz, eu fico feliz e depois a gente volta para casa e as coisas continuam como antes", afirmou Lula no Alemão.
O presidente descreveu Dilma como "a companheira que coordena o PAC, [...] a "mãe do PAC'". Vestindo blusa azul, calças escuras, usando bolsa no ombro e seus óculos de aros grandes, a ministra não discursou e apenas sorriu discretamente quando citada.
Lula procurou minimizar o tom eleitoreiro do evento que comandou: "E Deus é tão justo e tão grande que abriu minha consciência para começar essa obra do PAC exatamente no momento em que não disputo mais eleições no Brasil, porque o mandato termina em 2010".
Eventos positivos e em três dos mais populosos e violentos conjuntos de favelas do Rio, as cerimônias se transformaram em vitrine política para seis ministros e quatro pré-candidatos à Prefeitura do Rio, além de deputados federais e estaduais.
A Polícia Militar estimou em 6.000 o número de pessoas no Alemão, em 800 em Manguinhos e 500 pessoas na Rocinha. A primeira cerimônia começou às 9h37 e a última terminou às 15h30, sob sol forte, em dia que a temperatura no Rio chegou aos 34C. No total, será investido cerca de R$ 1,14 bilhão, sendo R$ 838,4 milhões do governo federal, em obras de reurbanização que incluem construção de moradias, escolas, unidades de saúde, água, esgoto, pavimentação de ruas, iluminação e áreas de lazer.
No Complexo do Alemão, o presidente prometeu voltar com Sérgio Cabral para inaugurar as obras em dois anos -apesar de o cronograma oficial prever a conclusão só em 2011.
Lula exaltou as qualidades gerenciais da ministra e a chamou para a frente do palanque, no Alemão; na Rocinha, pediu que levantasse para que todos a vissem. Mais tarde, na Rocinha, Dilma negou pensar em disputar a sucessão de Lula em 2010. Contrariada, disse considerar "uma questão ridícula e mal intencionada" vincular as obras à sucessão. "Sou coordenadora do PAC. Estamos vendo que tem PAC, que não é obra de marketing, é um esforço de coordenação real do governo. Então, tenho muito orgulho."
Dilma disse não ter se surpreendido com o título dado por Lula: "Acho que o presidente faz essas imagens porque são de mais fácil absorção pelas pessoas. É mais fácil falar [mãe do PAC] em vez de coordenadora de sala de situação e de monitoramento".
As cerimônias tiveram a presença maciça de membros do primeiro escalão do governo Lula e de parlamentares. Além de Dilma, estavam no palanque os ministros Tarso Genro (Justiça), José Gomes Temporão (Saúde), Márcio Fortes (Cidades), Franklin Martins (Comunicação Social) e Edson Santos (Igualdade Racial).
Clóvis Rossi - Folha de São paulo - link (aqui)
De classes e esperanças
MADRI - Talvez nada seja tão didático a respeito do que Elio Gaspari chama de "andar de cima" e "andar de baixo" do que o caso dos brasileiros "inadmitidos" na Espanha.
Antes, confesso que acho esse "inadmitidos" um horror, mas tecnicamente é isso: quem nem sequer foi admitido, não pode ser expulso, como seria a palavra mais adequada, tecnicalidades à parte.
Voltemos ao tema central. Todos os dias, brasileiros são inadmitidos ao desembarcarem no aeroporto de Barajas. No mês passado, foram 452, o que dá 15,5 por dia, já que houve apenas 29 dias.
Ninguém nunca fala nada (nem nós da mídia, que, de resto, nem ficamos sabendo). Basta, no entanto, que três universitários -uma no mês passado e dois agora- entrem na lista de inadmitidos para que se arme um baita escândalo e se chegue ao ponto do olho por olho/dente por dente, com a inadmissão de espanhóis em Salvador.
Os universitários, ainda por cima, pertencem à cobertura do andar de cima, posto que são uma da USP e os dois outros do Iuperj.
Nada contra o escândalo. Tenho, no entanto, dúvidas sobre a eficácia da represália adotada. Pode lavar a alma de brasileiros cujos brios patrióticos estão à flor da pele, mas não vai livrar a cara de brasileiros que chegam a Barajas. Ao contrário, pode provocar uma escalada de retaliações.
O ideal -ou o possível nesse círculo de ferro- é a política espanhola para os países pobres da África: tentar ajudá-los para evitar que seus habitantes emigrem. Até agora, funciona precariamente, é verdade. Mas é melhor ajudá-los no ponto de partida do que barrá-los no de chegada.
Não vale para o Brasil, que não é pobre, embora tenha inaceitável quantidade de pobres. O ideal seria que a esperança vencesse mesmo o medo, na vida real e não só no gogó de governantes, como demonstra o tamanho da diáspora.
Sinopse dos principais jornais - link (aqui)

Jornal do Brasil - Lula ataca a violência policial
Folha de São Paulo - Lula autoriza PF a barrar espanhóis como retaliação
O Estado de São Paulo - Após insultos, líderes latinos fecham acordo
O Globo - No Rio, Lula lança obras e Dilam como "mãe do PAC"
Correio Brasiliense - Brasil dá troco e barra espanhóis
















