segunda-feira, 10 de março de 2008

Yves Montand Le Chat de La voisine English subtitles

Yves Montand Le Chat de La voisine English subtitles
Vídeo enviado por lightning49

This facetiously humorous song about a fat cat is actually full of ironic social protest as Montand sings about how people would rather indulge their pets than think about real social problems. Ivo Livi, (Montand) raised as a communist, was not unlikely to present a song like this . Words R. Lagary. Music: Philippe-Gérard 1959

Após a terceira dose

Um pequeno crime



Eu ouço músicas

Eu acalento rítmos

Eu tateio acordes

Eu traduzo versos

Eu ouço música

Não como Mario, que também é Quintana

Eu furto música

Com o prazer da cumplicidade

Son Salvador - Estado de Minas - Belo Horizonte (MG)

FHC, quem diria!





Esse não é o ano de FHC



Primeiro a publicação de sua nomeação como conselheiro do Deuscht Bank, via coluna do Cláudio Humberto.

Depois a história nada nobre do financiamento da CIA, via Fundação Ford, segundo Sebastião Nery.

Agora o pronunciamento de Itamar Franco.

A biografia se desconstrói a olhos vistos.

Enquanto isso, o tecido do PSDB se rompe, de um lado Aécio, de outro Serra, no meio, um perdido Alckmin.

Mas um pouco, e nem o DEM, eterno candidato a vice, permanecerá sob a plumagem tucana.

Estranho!

PSDB e PT definham lado a lado.

Já o Lulismo!

Bar é arte

Nat.Gall.of Art
Washington DC

Renoir (1841-1919)
Bather Arranging her Hair (1893)

!997 - Aloysio Nunes Ferreira e Raúl Reyes

Ministro de FHC recebeu Reyes

Os órgãos de inteligência militar brasileiros monitoraram a passagem pelo Brasil, em 1997, do vice-bandidão das Farc Raúl Reyes, morto há dias pelo exército colombiano na floresta equatoriana. Reyes participou do "Foro São Paulo", promovido pelo Partido dos Trabalhadores, e manteve contatos inclusive com autoridades do governo brasileiro. A principal foi o ex-ministro da Justiça Aloysio Nunes Ferreira. (Cláudio Humberto - Site do Cláudio Humberto)

Sinovaldo - Jornal NH - Novo Hamburgo (RS)

Aécio Neves amplia contatos e avança pré-candidatura - Estadão online - link (aqui)



Mineiro abre espaço no partido de Ciro Gomes; Tasso não afasta possibilidade de composição em 2010

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo


BRASÍLIA - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), está aproveitando as dificuldades do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), dentro do PSDB paulista para avançar sua pré-candidatura dentro e fora do partido. Além dos encontros com dirigentes do PMDB, PV e PT, o mineiro está abrindo espaço no PSB, partido do deputado Ciro Gomes (CE).

Nesta sexta-feira, 7, depois de um encontro com Aécio em Belo Horizonte, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), não afastou a possibilidade de uma composição com Ciro em 2010. Indagado se Aécio poderia fazer um dobradinha com Ciro, respondeu: "Não é provável, mas não é difícil, não. Os dois se entendem bem, têm uma mentalidade muito parecida, têm uma visão de país e de mundo muito parecida, então esse não vai ser o empecilho. Tem circunstâncias políticas que tornam isso muito difícil, até porque o Ciro também se coloca como candidato, mas a fora isso, que fossem juntos, seria até esperado".

Se prevalecer o acordo entre PSDB e PT para a prefeitura de Belo Horizonte, o candidato será do PSB, o que facilita os movimentos do governador. Ao contrário de Aécio, as relações de Ciro Gomes com José Serra e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso são espinhosas. A decisão de fazer uma prévia no PSDB para a escolha do candidato à sucessão do presidente Lula foi discutida entre Tasso e Aécio e a idéia já recebeu apoio da direção nacional.

A estratégia de Aécio Neves de avançar para se consolidar como um nome forte tem, aliás, o aval do comando nacional do PSDB. "O governador tem autonomia para fazer suas ações. É um político nacional e que tem um amplo apoio em seu Estado", afirmou o presidente do partido, senador Sérgio Guerra (PE), que também tem ligações estreitas com Serra.

Na avaliação de deputados do PSDB, os movimentos de Aécio devem-se ao impasse em São Paulo, onde o partido está dividido e Serra não consegue pacificá-lo. O governador paulista não tem a maioria para impor sua vontade e evitar o lançamento da candidatura do tucano Geraldo Alckmin para a prefeitura da capital. Assim que essa situação ficar definida, parlamentares do PSDB acreditam, porém, que tanto Aécio quanto Serra vão se deslocar em busca de apoio às suas candidaturas. O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), já lançou também seu nome e, em carta ao comando nacional, pediu que tratado como "presidenciável". Mas ninguém acredita na candidatura do líder, que teve uma votação pífia no ano passado para o governo do Amazonas.

Tanto Aécio quanto Serra não pretendem fazer ataques ao presidente Lula. O que importa aos dois tucanos é que Lula não entre no páreo com a eventual votação de uma emenda constitucional estabelecendo a hipótese do terceiro mandato que atualmente é proibido. "O importante também é que Lula não se sinta derrotado nem desafiado", disse um tucano, que tem conversado com os governadores de Minas e São Paulo.

Itamar abre parte do jogo - Jornal do Brasil - link (aqui)




FH assinou o real fora do governo

Marcello D'Angelo, Durval Guimarães Marcos Seabra Belo Horizonte e São Paulo

Algumas imagens que marcaram a passagem de Itamar Franco pela presidência da República são de um contraste incompreensível. A cabeleira rebelde e incontrolável, o renascimento do Fusca e a companhia da modelo Lilian Ramos, sem roupa de baixo, no Carnaval de 1994, não combinam em nada com a discrição quase celibatária do ex-presidente. Depois de um período recolhido, o ex-presidente decidiu nada deixar sem resposta. Seu alvo principal é o ex-presidente Fernando Henrique, que teria usurpado sua participação e importância na grande obra de estabilização econômica do Brasil.

O senhor pediu para começar com um depoimento sobre as posições assumidas por seu sucessor, Fernando Henrique Cardoso.

- Vai ser a primeira vez que eu vou responder ao presidente Fernando. No período em que ele (FH) trabalhou comigo, eu nunca respondi e questiono até que o chamassem de primeiro-ministro. Na época, eu tinha uma pesquisa da Presidência da República que indicava que ele não era nosso candidato. Nosso candidato era o (Antônio ) Brito. Eu chamei o Brito e disse: "Eu gostaria que você fosse o candidato da Presidência da República e do PMDB para levar o senador (Pedro) Simon junto". Ele me disse o seguinte: "Itamar, eu sou muito novo, primeiro vou ganhar no Rio Grande do Sul". Apesar da pesquisa apontar o Fernando com menos de 4%, o Brito com 16% e o presidente Lula já com 35%.

Mas o senhor admitiu a candidatura de FH?

- Eu deixava tudo aquilo acontecer. O que interessava era que ele ganhasse as eleições. Havia muito tempo que um presidente não fazia o seu sucessor.

Mas foi isso que o incomodou no depoimento de seu sucessor?

- Não, mas não vou fugir de nenhum ponto da entrevista que ele deu (à Gazeta Mercantil). O Fernando tem mania de beliscão, mas agora eu não vou aceitar mais. Afirma nesta entrevista que o Plano Real se chamava Plano FH. É muita pretensão, mas vamos deixar...

Mas o que o senhor teria feito diferente?

- A parte principal que quero re bater é a afirmação de que quando ele deixou o Ministério da Fazenda para se candidatar, tudo estava pronto e feito. Isto é uma inverdade. Para esclarecer isso, vou repetir as palavras do ex-ministro Ricúpero, que foi quem o substituiu, em entrevista a Folha de S. Paulo em junho de 2001. "Quando assumi o ministério, procurei o presidente Itamar porque tinha encontrado a equipe econômica com algumas dúvidas. Especialmente em relação ao prazo apertado em virtude da eleição (à Presidência da República que aconteceria seis meses depois) que me deixava com receio de lançar o plano". Aí eu falei: mas o que senhor acha, dá tempo? Ricúpero respondeu que nós poderíamos lançar até julho. Quando perguntado de quem era o mérito do sucesso do Plano, Ricupero respondeu: "tecnicamente de FH, e de sua equipe que admiro e com quem trabalhei quando assumi o cargo. Politicamente, de Itamar Franco. Sem Itamar, não haveria Real, não haveria FHC, não haveria equipe, não haveria nada. As pessoas não valorizam adequadamente o papel do Itamar".

Qual era a dificuldade a ser superada?

- Na mesma entrevista à Folha o Ricúpero relembrou que ao receber o cargo de FH em abril de 1994, conversou rapidamente com ele e com uma certa surpresa descobriu que ainda não havia uma estratégia para aprovar a medida provisória do Plano Real no Congresso e nem uma data para introdução da nova moeda", ao contrário do que diz o senhor Fernando, que fala que entregou tudo prontinho e bonitinho. Não foi assim.

FH reclamou de resistência em várias áreas do seu governo ao Plano Real?

- Nunca houve isso, isso não é verdade. Ele enfrentava algo normal em qualquer governo. Ele não era presidente, então tinha que se sujeitar a ser interpelado.

Mas o lançamento do plano foi um sucesso no final?

- O significado disso pra mim é que não sou eu que estou falando, é o Ricúpero. Mas eu não me arrependo, apesar de ter passado por bobo da corte. Nós queríamos ganhar a eleição, e se não fosse assim, não ganharíamos. Acabou-se cometendo até um desatino perante a Justiça Eleitoral pois mesmo depois de deixar o cargo de ministro da Fazenda, o Fernando Henrique era quem assinava as primeiras cédulas de Real. E o mais grave é que eu fingi que não vi.

O senhor se arrepende disso?

- Eu me arrependo é de ter escolhido ele candidato. Tenho o maior respeito pela inteligência dele, mas ele errou. Ele já não era mais ministro (da Fazenda) e, mesmo assim assinou cédulas (de Real). Isso é a primeira vez que eu estou revelando. Isso é grave porque só poderia ter assinado a cédula o ministro Ricúpero (Rubens Ricúpero, que substitui FH de março a setembro de 1994, durante a implementação do Plano Real). O ministro Ricúpero foi o sacerdote do Plano Real. Mais até do que o FHC.

O ex-presidente FH assinou essas cédulas propositalmente, sabendo que não era ministro?

- Eu vi. Mandei verificar. Ele assinou, sem poder assinar. Ele sabia que sem o autógrafo, sem ele na cédula do real, ele não ganharia.

Quando apareceu a cédula do Real ele já não era ministro?

- Não. O Real começou a circular em 1º de julho. Daí o medo da equipe dele, porque estava muito próximo do processo eleitoral. Tinham aquelas dúvidas, mas o Ricúpero sustentou a continuidade.

Queria voltar à época em que o FH foi convidado para o ministério da Fazenda ...

- Até agora eu me dei ao trabalho de pegar a entrevista do presidente FH (entrevista exclusiva concedida à Gazeta Mercantil), responder pelo ministro Ricúpero e responder pelo ministro Ciro. Então eu só queria terminar esse raciocínio. O FH - vou buscar um vocábulo que não o ofenda muito - ele é um pretensioso. Sabe porque que ele é um pretensioso? Ele se esqueceu, e outro dia até conversei com ele, ele esqueceu do Paulo Haddad. Desde o início ele trabalhava pra combater a inflação. Esqueceu do Krause (Gustavo Krause, ministro da Fazenda no governo Itamar e ministro do Desenvolvimento Urbano e do Meio Ambiente no governo de FH.) e do Eliseu Resende. Esqueceu do Ricúpero e esqueceu do Ciro. Sem o Ciro ele não teria chegado à Presidência da República, pois o Ciro assumiu num momento político muito difícil, em que o PT assustava, pois batia muito forte.

O senhor convidou pessoalmente Ciro Gomes para seu governo?

- O Ciro deixou de ser governador pra assumir o Ministério. Ele me telefonou (eu o conhecia muito, sempre tive boa impressão e tenho até hoje) e disse: "Itamar, mantenha o Ricúpero". Eu disse governador, até gostaria, mas o PT está batendo muito na frase dele ("o que é bom agente mostra, o ruim agente esconde" pronunciada antes da entrevista para Carlos Monforte da TV Globo) e isso pode complicar. Ciro: "Mas quem vai assumir? É melhor ficar com o Ricúpero" Respondi: Não, quero você para assumir! Ciro: "Eu? Eu sou governador". Insisti: mas eu estou precisando da sua ajuda." Ele aceitou meu pedido e assumiu num momento muito duro. Sem ele, não sei se a candidatura do FH sairia.

Foi o senhor que também escolheu FH para o Ministério da Fazenda.?

- Foi.

Se arrepende disso?

- De ter colocado ele como ministro? Não. Me arrependo de ter escolhido pra Presidente da República.

Outros importantes dispositivos de gestão fiscal como a CPMF e a DRU foram aprovados no seu governo. Como o senhor vê essa discussão de paternidade?

- A CPMF foi lançada com data marcada para terminar, em dezembro de 1994, e se destinava inicialmente para a educação. Saúde foi na revisão do governo FH. O governo FH só foi buscar a CPMF mais à frente, a pedido do Jatene (Adib Jatene, então ministro da Saúde). Mas eu só estou levantando isso aqui porque ele continua falando o que não é verdade. Agora já é hora de colocar as coisas no devido lugar. Eu não estou com perseguição ao senhor Fernando Henrique Cardoso, mas há pouco tempo, em novembro do ano passado, o PSDB foi à TV e disse que ele tinha feito o Plano Real e lançado os genéricos. Fiz ao presidente do Supremo Tribunal, sei que não vale nada, porque não tinha o partido atrás de mim, mas escrevi. Mandei um telegrama pro presidente do partido e que também não respondeu.


Jacobsen - Folha de Londrina - Londrina (PR)

José Marcio Mendonça,- Blogo do José Marcio Mendonça - A política como ela é - link (aqui)




Rumo a 2010

Com suas ações na semana passada, especialmente as de sexta-feira e sábado no Rio de Janeiro, quando ungiu de fato a ministra Dilma Roussef, a "mãe do PAC", como sua candidata preferencial, neste momento, à presidência, Lula botou de vez na rua o bloco da sucessão.

De 2010, para sermos exatos, pois a sucessão municipal deste ano da graça de 2008 é, para a maioria dos partidos, apenas um rito de passagem.

Lula está antecipado ele mesmo o debate sucessório, atitude que ele próprio condenou até recentemente, para não perder o passo na sua própria seara e para não deixar os oposicionistas sozinhos no palco. Com seus gestos, Lula quer ter o total controle do processo.

Começa com Dilma, mas pode ir, lembremos, de Tarso Genro, Patrus Ananias, Marta Suplicy, Ciro Gomes, em hipótese muito remota Nélson Jobim, e até Aécio Neves desgarrado do PMDB ou algum outro que apareça como o mais viável em seu território.

Vai testar hipóteses até jogar todo o peso de seu prestígio num nome governista, seja de que partido for. Há no governo e no coração do presidente a certeza de que a "bem aventurança" econômica vai permanecer por um bom tempo ainda. O resto farão o PAC e o Bolsa Família.

De todo modo, um para recapear o caminho no futuro mais longíquo, outro como um gesto preventivo, dois temas que andam hibernando nos escaninhos do Congresso deverão ser retomados, inicialmente na surdina, nas próximas semanas:

1. A proposta de eliminação do direito à reeleição, com a extensão do mandato presidecial para cinco anos, a contar do sucessor de Lula. Depoios de 2010, teríamos eleições presidenciais apenas em 2015, sem o substituto de Lula na cédula. É uma solução no figurino do próprio Lula e que não desgosta nem a José Serra nem a Aécio Neves. Se houver empenho dos três, passa ainda este ano.

2. A idéia do deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), amigo do peito do presidente desde os tempos do sindicalismo militante de Lula, de apresentar um proposta que, por linhas mais ou menos tortas, permitiria a disputa de um terceiro mandato presidencial consecutivo. Lula já execrou em mais de uma ocasião a proposta, Devanir foi dissuadido de apresentá-la no ano passado, mas ainda não desistiu. E já há uma ala de aliados dispostos a "desobedecer" as ordens presidenciais e levar o plano em frente.

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Comentário:


José Marcio exagerou!!!

Vamos por partes, como diria o esquartejador:


Parte 1 - A Dúvida Cruel

Nesse deserto de idéias, e de candidatos realmente aptos, Lula I sobrevive.

Em noites insones, no palácio, Lula I, "o antes nunca visto", e Marisa, "a que nunca fala", repetem o mantra:

"Para o bem do povão, a felicidade da nação, podem dizer companheiros, que ficamos!!!"

Parte 2 - A rês de piranha

Dilma, outrora Estela, cujo caminho foi da luta armada, à, por amor a um companheiro, brizolista, padecendo da Síndrome de Estocolmo, repete, de maneira singular os passos dos generais, que, afora a intriga dos quartéis, por disciplina, aceitavam plácidamente a faixa presidencial.

Disposta a sacrifícios enormes, já perdeu 12 quilos, devidamente percebidos pelas fofocas de nossos articulistas políticos.

Tenta agora, numa extrema automutilação, aprender a sorrir e acenar ao povão.

Preencherá assim, o lugar de algum afoito independente.

Parte 3 - O Sonhador

Aécio, "o Sarkozi das alterosas", herdeiro de Tancredo, "o que não chegou a ser", flerta com o PT, namora o PMDB, e continua impávido como o menino puro e sem idéias.

Parte 4 - O noivo

O PMDB, como sempre, consulta os búzios, para descobrir o candidato eleito, que contará com seu apoio e espoliação.


Parte 5- O imutável

Seja quem for o escolhido, o BC, e a política econômica continuará sob as ordens do sistema financeiro, como o foi desde FHC, "o gongórico entediado".

E o PT?

Afinal, quem se preocupa com esses meninos mal-educados?

Talvez, Chauís e Buarques, entoarão louvações.

Suplicy, discursará citando Dallari, seu sogro, e poupando Marta sua ex, enfim, um menino de família.

E o PSDB?

Aqui, a frase de Nhô Cansado, compadre de Sinhá Sensata, personagem que habita meu imaginário, que proferiu, enquanto picava o fumo e cortava a palha:

"Desconfiar do PSDB, não é crença, é obrigação!"

Também, com Sérgio Guerra de presidente, Arthur Virgílio de líder, e FHC de filósofo de plantão!

Ao mais:

Pedro Simon, gesticulará, baterá com as mãos na tribuna, e encontrará um jeito de apoiar a situação, é seu estilo e destino.


Façam suas apostas!

Ou comprem um bar, com bom scotch, boa música, caipirinhas bem dosadas, cervejas no ponto, bons petiscos, e se possível, amigos para jogarem conversa fora.

Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa - link (aqui)



Amazônia à venda

BRASÍLIA - Nem tudo está perdido. Esta semana, o Senado parou. Parou e tremeu com a denúncia feita pelo senador Arthur Virgílio, a respeito da amazônica brecha aberta pela Lei de Concessão de Florestas Públicas, aprovada no começo do governo Lula. Para o líder do PSDB, é inadmissível que um milionário sueco-americano se tenha vangloriado de haver adquirido, na Amazônia, área igual à da Grande Londres, da qual, através de parcerias com grandes grupos internacionais privados, anunciou que buscará tirar proveito comercial, explorando e vendendo tudo o que existe em seus limites, da madeira à biodiversidade e ao subsolo.

O indigitado personagem da denúncia chegou a declarar à imprensa dispor de força política para mudar o protocolo de Kioto, assinado pelas principais nações do planeta, em defesa do meio ambiente. Seria uma espécie de "liberou geral" na Amazônia.

Arthur Virgílio cobrou providências do governo federal e do governador do Amazonas, para quem, conforme acentuou, tratou-se da aplicação da lei entre dois entes privados, não cabendo intervenção do poder público.

É preciso descer à raiz do problema. Essa lei celerada foi proposta ao Congresso pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, que até antes de sua aprovação pelo Congresso fez propaganda dela na Europa, convidando empresários e governos a adquirirem parcelas da floresta amazônica. Veio o governo Lula e imaginou-se a retirada do projeto, por bater de frente com a pregação do candidato, retoricamente nacionalista e cultor da soberania nacional. Ledo engano. O Lula seguiu na mesma linha e fez aprovar a lei, que sancionou sob os aplausos da ministra Marina Silva, do Meio Ambiente e do PT.

Pelo texto, qualquer cidadão ou empresa nacional ou estrangeira fica autorizado a comprar a floresta por um período de 40 anos, renováveis por mais 40, para extrair madeira e apropriar-se da biodiversidade, patenteando milhares de recursos vegetais ainda desconhecidos da ciência, assim como explorar o subsolo.

O resultado é que a Amazônia vem sendo vendida. Dilapidada. O próprio sueco-americano, referindo-se aos milhões que pagou pelo seu pedaço, vangloriou-se de que a Amazônia inteira pode ser comprada por 50 bilhões de dólares. Foi o que recomendou aos bancos internacionais.

Na sessão onde a denúncia de Virgílio foi feita, seguiram-se dezenas de apartes, todos na condenação da iminência da perda total da propriedade do nosso território. Trata-se da internacionalização da região, há tantas décadas e até há séculos cobiçada pelas nações ricas, sob o pretexto de que a Amazônia pertence à Humanidade e os brasileiros não têm capacidade para cuidar dela. O crime praticado é de lesa-pátria, pelo qual deveriam responder os presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva. Eles e o Congresso, que aprovou o projeto.

Nas terras adquiridas de acordo com essa lei, fica o poder público impedido de atuar, abrindo-se outra alternativa, no caso para os que pretendem manter intocada a mais rica reserva natural do mundo. Depois de receberem a concessão, poderão mandar os amazônidas embora de suas glebas, proibindo qualquer projeto nacional de desenvolvimento.

Conforme o senador Gilberto Mestrinho, a internacionalização da Amazônia só não aconteceu até hoje graças ao Exército, às Forças Armadas. Para ele, a visão colonizadora dos países ricos permanece a mesma, só que agora estimulada pelo próprio governo brasileiro.

O grave nessa história é a acomodação da maior parte da mídia, há muito aberta para falsas denúncias de que o Brasil queima a floresta, acabando com o pulmão do mundo. Não é verdade. O oxigênio exarado de dia é substituído pelo gás carbônico, à noite.

Não dá para entender como a ministra Marina Silva se tenha deixado enredar pelas falácias dos neoliberais defensores da lei de concessões, ela que sempre formou na primeira linha de defesa do patrimônio amazônico. Estará iludida pela versão de que os estrangeiros, tão bonzinhos, vão comprando a floresta para mantê-la intocada, respeitando até a biodiversidade.

Pelo jeito, nunca ouviu falar daquele laboratório japonês que contrabandeou espécimes da flora medicinal da região e, lá de Tóquio, patenteou remédios que hoje compramos deles. Trata-se de um sinal dos tempos, até irônico, porque essa mais nova denúncia acaba de ser feita por um tucano. O senador Arthur Virgílio é o líder do PSDB.



Lute - Jornal Hoje em Dia - Belo Horizonte (MG)

Em família - Folha de São Paulo - link (aqui)



Diante da falta de nomes fortes no PT para a sua sucessão, Lula começa, com Dilma Rousseff, a fazer experimentos

A PASSAGEM do presidente Luiz Inácio Lula da Silva por três favelas do Rio de Janeiro, na sexta-feira, transcorreu em clima familiar. Talvez a efeméride comemorada naquela data, os 200 anos do desembarque da família de dom João 6º na cidade, tenha dado o clique na retórica presidencial, tantas vezes conectada às alegorias do lar.
Embalado pela bateria da Imperatriz Leopoldinense, a escola de samba que homenageia a nora austríaca de d. João, Lula citou os bons exemplos dados pela mãe na sua infância. Como um pai disciplinador, prometeu "puxar a orelha" de ministros caso as obras federais naquelas favelas não engrenem. Aproveitou a ocasião para nomear Dilma Rousseff, a regente da tecnocracia na gestão Lula, como "mãe do PAC".
Não, acudiu logo a ministra, o presidente não está tentando lançar o seu nome à sucessão de 2010. Lula, diz a titular da Casa Civil, apenas simplifica as coisas para o entendimento popular; a imagem materna é mais fácil de assimilar do que "coordenadora de sala de situação e monitoramento", argumenta.
Transcorridos mais de cinco anos de governo, nem o presidente nem o PT conseguiram ainda produzir um nome forte para aspirar ao Planalto no único pleito, desde 1989, em que Lula não poderá se candidatar. Se é verdade que a nenhum chefe de governo interessa antecipar o debate sucessório, também é natural que, a partir de um certo momento, ele procure conduzir essas discussões. Um presidente popular, como Lula, dificilmente deixará de exercer grande influência nesse processo.
Está patente a intenção presidencial de submeter Dilma Rousseff a um experimento de popularidade. Estão patentes, também, as dificuldades da "coordenadora de sala de situação e monitoramento" para transformar-se, mesmo depois de um banho de loja marqueteiro, na "mãe do PAC", isto é, numa figura palatável ao eleitorado e reconhecida em todo o país.
A direção do PT não lida bem com a hipótese Dilma Rousseff, um quadro oriundo do brizolismo cooptado pela sigla de Lula em 1999. Ciro Gomes, do PSB, o político governista com maior "recall" nacional, também é pouco apreciado no alto clero petista. Com a imagem pública severamente desgastada após mensaleiros e aloprados, a caciquia do PT tampouco está em condições, no momento, de apresentar um nome que pareça viável.
Quem, bancando o terapeuta, juntar os cacos desse cenário poderá concluir que a família Lula está a caminho de uma crise doméstica. Para o PT, esse é o ônus de ter, por mais de duas décadas, concentrado tanto investimento político numa única liderança nacional, que jamais permitiu concorrência -um efeito colateral menor, visto em retrospecto, diante da conquista da Presidência por duas vezes seguidas.
Mas o patriarca vai sair de cena, pelo menos por quatro anos, e o petismo terá de resolver o seu complexo de Édipo.

Charge do dia


Novaes - Jornal do Brasil - Rio de Janeiro (RJ)

Sinopse dos principais jornasi - link (aqui)



sala de leitura



Manchetes:


Jornal do Brasil - Prefeitura manobra recurso de sucessor

Folha de São Paulo - Socialistas são reeleitos na Espanha

O Estado de São Paulo - 19 mil caem na malha fina do Detran em São Paulo

O Globo - Cezar diz que vai deixar ao sucessor R$ 1,5 bi em caixa

Gazeta Mercantil - "FHC assinou cédulas sem ser ministro", revela Itamar

Correio Brasiliense - Folha de servidores cresce R$ 12 bilhões

Valor Econômico - SP vai reivindicar maior fatia nos royalties de Tupi