quinta-feira, 17 de abril de 2008

The Wild Bunch Music Video


Clayton - Jornal O Povo - Fortaleza (CE)

Bar também é maldade



Um homem sem interesses



Um santo!

Um idealista!

Um excêntrico!

Um homem acima do bem e do mal!

Assim reage a famosa opinião pública a respeito de Suplicy, "o eterno ex" da atual Sra. Favre.

E não é que Cláudio Humberto, em sua coluna na Gazeta de Alagoas, descobre que, Felipe Matarazzo Suplicy, sobrinho do Nobre Senador, é o coordenador do Comitê de Controle Higiênico de Moluscos Bivalves, da Secretaria de Pesca... !!!

Vai ser muito do didático ouvir as explicações do Sr. Renda Mínima.

Afinal, moluscos bivalves contemplam as ostras, que como todo mundo sabe, compõem a cesta básica, tão cara ao senador.

Com a palavra o congressista e seus admiradores!

Sebastião Nery - Tribuna da Imprensa - link (aqui)


Petróleo é guerra

Lucio Bittencourt, deputado federal (50 a 54) do PTB de Minas, senador eleito em 54, candidato a governador em 55 (morreu na campanha, em desastre aéreo, a caminho da Pedra Azul), querido professor de Direito Penal da nossa Faculdade de Direito, era um bravo nacionalista.

Quando os estudantes levaram para as ruas, em 1953, a campanha do "O petróleo é nosso", convocamos um comício para a praça da estação e convidamos todos os parlamentares. A polícia proibiu, alegando que era organizado pelos comunistas. E era. Mas não só. Nenhum deputado federal apareceu. Apenas alguns estaduais e dirigentes de organizações populares, sindicais e estudantis, na praça cheia, cercada pela policia. E lá na frente, servindo de palanque, um caminhão sem as laterais e um microfone de pé.

De repente, chega o deputado e já candidato a senador Lucio Bittencourt, elegante, valente, alto, magro, terno claro, bigodinho preto, e vai direto para o caminhão-palanque. Fomos juntos. A polícia não teve coragem de barrá-lo. Alguns de nós, deputados estaduais, líderes sindicais e estudantis, falamos. Ele pegou o microfone e começou:

- Ontem, chegando a Minas, li nos jornais que a polícia havia proibido este comício. Liguei para o governador Juscelino, ele me disse que eram ordens do Rio.

- Confesso que tive dúvidas de vir. Mas, à noite, dormindo, ouvi o povo, reunido nesta mesma praça, me dizendo:

- Vai, Lucio, vai! Vai, Lucio, vai!

E Lucio foi. Deu dois passos à frente e caiu lá embaixo do caminhão. Ainda tentei segurá-lo pela ponta do paletó. Não adiantou. Desabou. Acabou o comício. No dia seguinte, no palácio, Juscelino dava gargalhadas:

- Eu bem disse a ele: "Não vai, Lucio, não vai!" E ele foi.

Marco Pólo

No mundo inteiro, petróleo sempre foi guerra. No Brasil também. "O Antigo Testamento já falava dele. Os árabes o usavam em suas guerras. Marco Pólo, o navegador veneziano, encontrou em 1271, na antiga Pérsia, hoje Irã, o petróleo de Baku, no Azerbaijão, nas margens do mar Cáspio, sendo produzido em escala comercial, para os padrões da época".

A partir de 1852, com o querosene do canadense Abraham Gesner, vêm a gasolina e a nafta. E em 1859, Edwin Drake, o coronel Drake, fura o primeiro poço de petróleo (21 metros), na Pensilvânia. Cinco anos depois, em 1864, já havia 543 empesas explorando petróleo nos Estados Unidos.

Em 1870, aparecem os Rockfeller, o motor de combustão, o automóvel. Em 1883, os Estados Unidos produziam 2/3 do petróleo do mundo. Mas no final do século 19, a Rússia passa a ser a maior produtora.

Lobato

Os países produtores do Oriente Médio eram roubados. E a guerra do petróleo começou. A Irak Petroleum Company, em 1926, foi repartida entre a Inglaterra (52,5%), a França (21,25%) e os Estados Unidos (21,25%). O Iraque tinha 5%. E o grande canalha foi o Sadam Hussein?

A Argentina criou sua estatal de petróleo em 1922. O México, em 1938. No Brasil, em 1931, o herói do petróleo, Monteiro Lobato, fundou a Companhia Petróleos do Brasil e começou a perfurar um poço em Piracicaba. Mas logo o Departamento Nacional de Produção Mineral publicou um estudo "provando" "a inexistência de petróleo em São Paulo".

Lobato lançou livro ("O escândalo do petróleo") acusando o DNPM de "defender interesses estrangeiros". Denunciou o CNP (Conselho Nacional do Petróleo), mandou carta a Getulio Vargas, foi preso em 1941.

Juracy

Em janeiro de 39, os baianos Manoel Inácio Bastos e Oscar Cordeiro perfuraram em Lobato, no Recôncavo da Bahia, o primeiro poço a jorrar petróleo no Brasil. E quem atestou foi o professor de Geologia da Escola Politécnica, Joaquim Souza Carneiro, pai do ex-senador Nelson Carneiro.

Criada a Petrobrás em 53, o primeiro presidente, Juracy Magalhães, contratou, para chefiar o departamento de Exploração, o geólogo americano Walter Link, que vinha da Standard Oil. Dirigiu a exploração da Petrobrás até 61. A recomendação mais enfática do "Relatório Link" era no sentido de que a Petrobrás, "se quisesse achar petróleo, deveria buscar no exterior".

Link saiu, foi substituído pelos engenheiros brasileiros Pedro de Moura, depois Carlos Walter Campos. E o petróleo começou a aparecer.

Haroldo

Toda essa epopéia está relembrada em um livro atualíssimo, "Petróleo no Brasil - A situação, o modelo e a política atual", lançado dias atrás em Salvador pelo diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima, baiano de Caitité, líder estudantil que ajudou Betinho, Aldo Arantes, José Serra e outros a fundarem a AP (Ação Popular) de 1960 a 64, engenheiro pela Universidade Federal da Bahia, preso e torturadíssimo de 76 a 79 e, depois da anistia, dirigente e deputado federal pelo PC do B.

Os serviçais de sempre das empresas internacionais de petróleo criaram em escândalo porque ele disse que "pode surgir na bacia de Santos novo campo, o Carioca, de 33 bilhões de barris". Já estava lá na pág. 151:

"As novas descobertas alteraram muito o quadro brasileiro no setor petrolífero. O Brasil alcançará a posição 20ª, se as reservas de Tupy se confirmarem em 5 bilhões de barris. Chegará à 17ª posição se a expectativa de 8 bilhões for confirmada. Poderá ficar entre a 8ª e 10ª posição caso se confirmem as hipóteses de novos reservatórios (sic) na extensão do pré-sal".

Eis aí. As reservas do megacampo Carioca já estavam lá no livro.




Duke - O Tempo - Belo Horizonte (MG)

Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa - link (aqui)



Quem foi que disse que a CORRUPÇÃO acaba com a inflação?

O Brasil pagará por mais de 100 anos as doações multinacionais com "moedas podres"

(Continuando de onde parei ontem, História pura e irrefutável 15/04/2008)

Os 2 ou 3 meses antes da reeeleição foram traumáticos e dramáticos para os economistas, o presidente FHC praticamente não sabia de nada. Nem do ponto de vista econômico nem do ângulo presidencial. Deu "carta branca" ao grupo, que foi a melhor coisa que fez. Só que estes não se entendiam, trabalhavam com vários calendários, implorando a Deus que fizesse o tempo passar mais aceleradamente.

A reeeleição continuava a ser a prorrogação que precisavam e o tempo perdido que tinha que ser recuperado. (Todos com bela formação intelectual, conheciam Proust a fundo, e se refugiavam nele).

A reunião entre eles nesse tempo que faltava para a reeeleição era intensa, intensiva e angustiante. Persio Arida, que assumira por "direito de conquista" a posição de líder do grupo, tranqüilizava a todos, mas pedia tempo. Se fosse pedida a quebra do sigilo telefônico desses "gênios da economia" (não para punir ninguém, lógico, apenas para esclarecimento histórico), a constatação: viviam "pendurados" nos telefones, todos falando com todos. Na época ainda não havia o formidável avanço tecnológico da vídeo-conferência. Mas já haviam entrado na era do celular. (Contas colossais, já existia o cartão corporativo?).

Contavam cronologicamente o tempo que faltava para a eleição, pois como ninguém sabia de nada FHC disparava nas pesquisas. Sabiam que se conseguissem dobrar o tempo e ultrapassá-lo, Persio Arida encontraria a solução, mesmo que fosse transitória ou imaginária. Como eram muito moços, escaparam do enfarte. Mas por mais surpreendente ou contraditório que possa parecer, o enfarte ficou muito mais perto a partir da vitória. Era o fato consumado, FHC estava reeeleito, mas sabiam que agora não era a hora da euforia e sim da explosão, que nem eles conseguiriam esconder. (Stans Murad poderia explicar o perigo do enfarte na euforia do relachamento).

E não puderam mesmo. FHC tomou posse para o segundo mandato no dia 1º de janeiro de 1999, a explosão aconteceu no dia 20. O que os economistas tentavam de todas as maneiras evitar antes da eleição aconteceu logo depois. (Foi uma espécie de Hiroshima e Nagasaki, que ocorreu logo depois da vitória, mas estremeceu o governo FHC).

O primeiro a ser degolado foi Gustavo Franco, injustiça total. Ele não sabia de nada, mas outros sabiam menos ainda, principalmente Pedro Malan e André Lara Resende. Acontece que precisavam do seu cargo (presidente do Banco Central), o novo titular seria indicado pelo FMI. E nem precisa de documentação dos encontros para saber que "o comando era internacional, multinacional, caminhando para a visão global".

Quando surgiu a imposição do nome de Arminio Fraga para presidente do Banco Central, estarrecimento total dentro do próprio grupo. Por que o segundo homem do gangster George Soros para comandar o que chamavam de R-E-S-T-A-U-R-A-Ç-Ã-O?

Ninguém perguntou nada. Arminio nem estava no Brasil, mas a aviação progrediu tanto que logo depois ele chegava e assumia. O dólar foi a 4 reais, os juros chegaram a 48 por cento (realmente inacreditável e inexplicável), mas tudo passa a ser compreensível quando a análise é isenta e sensata.

Vieram as DOAÇÕES-PRIVATIZAÇÕES com dinheiro do BNDES, e as famosas "moedas podres". Fortunas se acumularam, o País naufragou no retrocesso de 80 anos em 8. Chegaram a admitir ou cogitar do impeachment de FHC, mas ele foi salvo por dois fatores importantíssimos.

1 - A ditadura militar acabara há pouco, não havia liderança.

2 - O País não agüentaria outro impeachment. FHC só chegou ao Planalto-Alvorada por causa do impeachment de Collor.

PS - Essa é parte da história não revelada, sumarizada, claro. Poderia continuar indefinidamente. Detalhe final. Chico Lopes, gênio mesmo, é o único que continua pobre e abandonado. Mora na mesma casa caindo aos pedaços, não tem dinheiro para coisa alguma. E ainda foi condenado por peculato, não existe PECULATO SEM DINHEIRO.

PS 2 - O Brasil levará 100 anos para compreender (?) que a subserviência às multinacionais até acaba momentaneamente a inflação, mas empobrece o País. Como e-m-p-o-b-r-e-c-e-u.


Ique - ,Jornal do Brasil - Rio de Janeiro (RJ)

Alberto Tamer - Estadão online - link (aqui)


Presidente, veja esses dados

Alberto Tamer


Esta é uma coluna com dados oficiais defintivos sobre o peso do etanol de cana-de-açúcar e de milho na inflação para o presidente e pessoas de boa-fé lerem. Para Lula, mais informações que reforçam seus argumentos. Para os outros, uma conversão à verdade. Não haverá aqui afirmações sem provas, como as que, alimentadas pelo trilionário lobby das companhias de petróleo que estão ganhando fortunas com o barril a US$ 115 , acusam os alimentos e o etanol como a causa da inflação mundial.

UM RECADO PARA O PRESIDENTE

Meu caro presidente, esta coluna louva seu imenso esforço para esclarecer a verdade sobre o etanol de cana e de milho. O sr. tem afirmado que não cabe ao etanol de cana a culpa pelo extraordinário aumento dos preços dos alimentos. O culpado é o petróleo a US$ 115 em aspiral sem limites, é o saudável aumento da demanda por alimentos, "gente comendo mais". Cabe ao mundo rico socorrer emergencialmente os famintos, enquanto seguem o exemplo do Brasil de plantar mais e produzir mais. Mas, presidente, o sr. não está sendo bem assessorado. Faltam-lhe dados oficiais, mais do que disponíveis, que esta coluna coletou nos EUA e na Europa para documentar e impor silêncio às acusações. Aqui vão. Por favor, atente para eles, presidente, e os repasse a seus ministros e assessores.

OS PREÇOS NOS EUA

O governo americano divulgou ontem dados oficiais do aumento dos preços pagos pelos produtores, em março, que serão logo repassados para a inflação, como sempre ocorre. 1- Os preços pagos pelos produtores aumentou em 6,9%. Os preços dos alimentos aumentaram apenas 1,2% em março; 2- O preço da enertgia subiu 2,9%. Em fevereiro, o aumento foi de 0,8%; 3-Inflação ao consumidor em março, mais 0,3% ou 4% em um ano. Sendo, 1,9% para energia em um mês e 17%, em um ano. Alimentos (atente para isso), mais 0,2% em março, 4,5% em um ano. Ou seja, decididamente a inflação nos EUA foi causada pelo petróleo e não pelos alimentos. Presidente, são dados de ontem, mas confirmam o que vem se repetindo há meses. Peça para seus assessores resumirem esses dados para o sr., pois são vitais, definitivos e irrefutáveis.

INFLAÇÃO NA EUROPA

Na Europa, o mesmo cenário. Ontem, o centro de estatística da União Européia informou que a inflação em março, com base em dados preliminares, está 3,5%. Por quê? De novo: 1-Aumento dos preços dos alimentos: 2,3%; 2-Aumento dos preços da energia: 11,2%!!! Em fevereiro, a alta havia sido de 2,3%. É o petróleo, agora denunciado oficialmente pela UE. Resumindo, presidente, há uma diferença imensa entre o aumento dos preços dos alimentos e da energia na Europa e nos EUA. Com esses dados oficiais, o sr. poderá não só afirmar, mas provar que é o petróleo e não o alimento que está provocando um aumento da inflação mundial. O preço dos alimento pesa, não há como negar, mas muitíssimo menos do que o da energia.

PODEMOS ALIMENTAR O MUNDO

Outra ausência nos discursos do governo é sobre a disponibilidade de terras agrícolas. O ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues oferece os seguintes dados para defender o etanol, em entrevista, de Andrea Vialli, publicada domingo no Estado: 1-O Brasil tem 72 milhões de hectares cultivados e apenas 7 milhões plantados com cana. Desses, 3,6 milhões são de cana para produzir etanol. Ou seja, o etanol ocupa apenas 5% da área cultivada brasileira; 2-O Brasil tem 180 milhões de hectares de pastagens dos quais 71 milhões são cultiváveis. E, destes, só 22 milhões são próprios para cana. Ou seja, restam nada menos que 49 milhões para comida!

É isso, presidente. São dados incontestáveis e há mais, todos oficiais. É só procurar. Em tempo, presidente, isso não é uma crítica, mas uma sugestão.

TEM MAIS, TEM MAIS

Todos falam que o etanol de milho é mais caro. Mas quanto? O etanol brasileiro custa para produzir R$ 0,60 por litro e o etanol americano, de milho, R$ 1,16 (ao câmbio de US$ 1,70). Incluindo o custo do frete, o etanol brasileiro chega a R$ 0,74 por litro. Mas como o de milho continua mais caro, o governo americano aplica uma tarifa de US$ 0,54 por galão. Acrescentando a isso impostos, o preço final do etanol brasileiro chega ao consumidor americano a R$ 1 por litro, enquanto o etanol de milho está em R$ 1,16. E só não é mais caro porque recebem um subsídio do governo de R$ 0,23 por litro! E é com essa política protecionista, mas altamente inflacionária - pois o milho usado para etanol rouba áreas de outros produtos aumentando seus preços -, que o nosso etanol está impedido de colaborar com o governo americano na luta desesperada e, hoje, ingrata, contra a inflação! Aumentaram o preço do nosso etanol até chegar ao do deles...

Veja, presidente, quantos argumentos oficiais o sr. tem em mãos!

CORREÇÃO

O presidente do Banco Inter-americano de Desenvolvimento é Luiz Alberto Moreno, e não Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial. Foi este, sim, que acusou indevidamente os alimentos como causa da inflação atual.

*E-mail: at@attglobal.net

Everaldo & Cláudio - Tribuna do Norte - Natal (RN)

Dólar é o mais baixo desde 1999. E deve cair ainda mais - Estadão online - link (aqui)


Elevação da Selic traz mais dólares ao País, o que valoriza o real e torna exportações menos competitivas

Fernando Nakagawa e Leandro Modé


O primeiro efeito da alta do juro já pôde ser sentido antes mesmo do início da segunda parte da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no fim da tarde de ontem. A expectativa de elevação da taxa Selic fez o dólar cair para R$ 1,663, menor valor desde maio de 1999.

link Compare a evolução da Selic e o juro ao consumidor

link Veja o resultado da enquete sobre o consumo a prazo

Para analistas, a alta do juro deverá reforçar a tendência de ingresso de recursos de curto prazo no País, contribuindo para maior valorização do real. Como a queda do dólar estimula as importações e torna as exportações menos competitivas, o efeito da pressão sobre a taxa de câmbio pode ser uma piora nas contas externas.

A entrada de recursos será estimulada porque vai aumentar a diferença entre os juros no Brasil e os cobrados nos principais mercados externos. Assim, os investidores serão incentivados a fazer as chamadas operações de "arbitragem", em que captam recurso lá fora e aplicam no mercado brasileiro, ganhando com a diferença.

O fluxo de dólares ao Brasil vem se mantendo forte, apesar da turbulência internacional. Nas duas primeiras semanas deste mês, segundo informou ontem o Banco Central (BC), entraram US$ 5,435 bilhões no País, valor maior que os US$ 4,362 bilhões de igual período de abril de 2007, quando a crise americana ainda não existia.

O aumento ocorreu até nos investimentos financeiros, os mais vulneráveis ao nervosismo do mercado. Nas duas primeiras semanas do mês, ingressou no País US$ 1,714 bilhão para aplicações financeiras, como títulos da dívida e ações. O volume foi 70% maior que o US$ 1 bilhão do mesmo período do ano passado. As operações de câmbio ligadas à balança comercial trouxeram US$ 3,721 bilhões, já que as exportações superaram as importações.

Para os especialistas, o resultado se explica pelo aumento da diferença entre o juro do Brasil e a taxa dos Estados Unidos, situação que será reforçada a partir agora com elevação da Selic.

Até ontem, o BC pagava juros anuais de 11,25% e os EUA, de 2,25%. A diferença era de nove pontos porcentuais a favor do investimento no Brasil. Em abril de 2007, a Selic estava em 12,75% e o juro dos EUA era de 5,25%. Na época, a diferença era menor, de 7,5 pontos.

"A queda das taxas nos EUA e o aumento do juro no Brasil são um tremendo atrativo para o investidor estrangeiro, que continua ingressando no País", diz o economista-chefe do Banco Fator, José Francisco de Lima Gonçalves. "Não conheço nenhum país com o mesmo nível de risco do Brasil que pague juros tão altos", reforça o gerente de câmbio da Fair Corretora, Mário Battistel.

Diante disso, nem mesmo a alta de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) afugentou o estrangeiro. "O aumento do diferencial de juros anulou completamente essa alíquota maior", diz o professor da Fundação Getúlio Vargas André Luiz Sacconato.

O economista da GAP Asset Management Alexandre Maia lembra que, além do juro, outros dois fatores pressionam para baixo a cotação do dólar no País: a forte alta das commodities no mercado internacional e a tendência de queda da moeda americana no mundo todo, em razão da crise econômica no país.

Jacobsen - Folha de Londrina - Londrina (PR)

Cruzada de Mantega esbarrou em Lula e BC deu a palavra final - Estadão online - link (aqui)


Tentativa de impedir aumento da taxa de juro produziu efeito contrário

Fabio Graner


A decisão de ontem do Comitê de Política Monetária (Copom) tem potencial para acirrar os ânimos do governo no debate sobre os rumos da política econômica. Quando em meados de março os sinais de que a alta da Selic era iminente começaram a ficar mais claros, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, saiu a campo de maneira atabalhoada para tentar pressionar o Banco Central a não elevar os juros.

E com Mantega se alinharam o grupo desenvolvimentista do governo, os conselheiros do presidente Lula e o setor empresarial. A preocupação central desse grupo é que a elevação dos juros básicos provoque uma aceleração no movimento de valorização do real ante o dólar e agrave o quadro de deterioração da conta corrente do balanço de pagamentos, sobretudo para 2009 e 2010. Isso porque o real valorizado, além de tirar competitividade das exportações, favorece as importações.

O primeiro capítulo teve contornos tragicômicos. O ministro da Fazenda lançou nos jornais uma idéia de limitar financiamentos de bens duráveis, como veículos. Mantega avaliava que, tentando conter os empréstimos de prazo superior a 36 meses, poderia desaquecer um pouco a demanda e evitar que o BC subisse os juros. A proposta, que remontava aos inflacionários anos 80, foi bombardeada por todos os lados, inclusive por aliados, e engavetada com um desmentido.

Mantega então passou a se reunir com empresários dos setores com maior demanda, como automotivo e siderúrgico, entre outros, para questionar se os investimentos estavam sendo feitos. A mensagem que ele tentava passar ao BC era de que a oferta da economia estava sendo ampliada e a demanda aquecida seria plenamente suprida sem inflação, quando os investimentos amadurecessem.

No fim de março, em outro capítulo da novela, o BC divulgou seu relatório trimestral de inflação, com projeções que mostravam o IPCA acima da meta no fim do ano. Mais importante nesse dia, contudo, foi a declaração do diretor de Política Econômica do BC, Mário Mesquita. Ele disse que o BC deve agir de forma preventiva e autoridades monetárias que esperam a inflação divergir demais da meta para agir, depois têm de fazê-lo de forma mais intensa e por mais tempo.

Interpretada pelo mercado como declaração de voto pela alta nos juros e sinal claro de que o BC subiria os juros, a fala de Mesquita e os sinais do BC receberam uma reação de Mantega poucos dias depois, na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). Em um bem elaborado discurso sobre a situação da economia brasileira, Mantega atacou os "ortodoxos", que, segundo ele, "costumam ter medo do crescimento".

Foi o momento mais grave da disputa entre BC e Fazenda, que ainda teve adicionado, poucos dias depois, os ingredientes de proposta de elevar informalmente o superávit primário para tentar evitar a alta na Selic e a ventilação da idéia, improcedente, de que o governo estaria estudando instituir um sistema de metas de câmbio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou em campo e chamou o presidente do BC, Henrique Meirelles, e Mantega para conversarem. Desde então, Mantega conteve seu ímpeto declaratório e a briga refluiu.

Na sexta-feira passada, em viagem à Holanda, Lula deu sinal de que respaldava a atuação no BC na tentativa de manter a inflação na meta. O presidente disse que não dava palpite na questão dos juros e, ainda se referindo à expectativa de alta de 0,25 ponto na Selic, acrescentou: "Não será nem a redução de 0,25 (ponto porcentual), nem a manutenção de 11,25% nem o aumento de 0,25 que trará qualquer transtorno à economia brasileira".

Mesmo assim, a disputa entre desenvolvimentistas e BC ganhou um capítulo extra nesta semana, quando o Ipea entrou em campo contra a alta dos juros. A visão do instituto, chefiado pelo desenvolvimentista Márcio Pochmann, era de que uma decisão nesse sentido seria no mínimo precipitada. Fontes do governo avaliaram como equivocada a manifestação do Ipea, que, ao reacender a pressão contra o BC, reforçava a tendência de alta do juro, já que a autoridade monetária é ciosa em tentar deixar clara sua autonomia operacional.

Charge - Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro (RJ)

Dora Kramer - Estadão online - link (aqui)


Espaço recreativo


Nestes quase dois meses de "funcionamento" da CPI dos Cartões Corporativos, governo e oposição não fizeram outra coisa a não ser firmar acordos para quebrá-los em seguida sob as mais variadas, e nem sempre consistentes, justificativas.

Não produziram nada de útil. Só uma guerrinha de espertezas mútuas, rasteiras regimentais e jogos de cena que podem até entreter seus participantes, mas ao público pagante, francamente, causa enfado.

Lá se vão dois meses sem que se tenha dado um passo na direção do ponto-chave: abrir a caixa-preta dos gastos com cartões corporativos, saber por que as despesas cresceram exponencialmente nos últimos anos e esclarecer se por trás deles há malversação de dinheiro público.

A oposição fica ameaçando abandonar a CPI, "se ficar provado que o governo não quer investigar", volta atrás se a situação acena com um acordo e fica na maior surpresa, cheia de indignação, quando a tropa governista de novo impõe as regras da maioria acachapante.

Só para recordar, tudo começou com um acerto para não se investigar contas de presidentes da República. Isso, depois de a base aliada ter exigido retroagir a investigação ao período Fernando Henrique Cardoso e de a oposição ter desistido do mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal para ter acesso aos gastos da gestão Luiz Inácio da Silva.

Apareceu o dossiê, entrou em cena a figura do delito do uso de informações de Estado como arma de intimidação e, depois de umas duas semanas de animosidades, governo e oposição voltaram a firmar um acordo.

A CPI examinaria gastos sigilosos em poder de auditorias do Tribunal de Contas da União. No dia seguinte a coisa já não era bem essa: só alguns parlamentares poderiam ver os dados e, ainda assim, com hora marcada e na sede do tribunal.

Os aliados aproveitaram para proibir o exame de despesas presidenciais. De Lula e Fernando Henrique.

E a oposição, mais uma vez, tentou convocar Dilma Rousseff alegando que o "foro adequado" para ela falar do dossiê é a CPI.

Nessa altura, quem vem acompanhando o caso lance a lance não entende mais nada. Onde foi parar o acerto inicial de investigação igualitária? Qual o destino do acordo seguinte de deixar os presidentes de fora? Por que a oposição invalida a própria iniciativa de convocar Dilma na Comissão de Infra-estrutura, admitindo que ali não é apropriado tratar de dossiê?

Se a idéia é brincar até começar a campanha eleitoral, falta dizer qual é a graça para todo mundo poder se divertir.

Barato sai caro

O governador do Ceará, Cid Gomes, não vê nada de errado no desembolso de R$ 388,5 mil (públicos) pelo aluguel de um avião para levar mulher, sogra, secretários e respectivas senhoras numa viagem oficial à Europa no período do carnaval, segundo o governador, com o objetivo de atrair investimentos para o Estado.

"Demagogia barata" é como Cid Gomes qualifica o ato da oposição cearense de exigir a divulgação da lista de passageiros do jatinho (mantida em segredo por dois meses) e pedir a devolução do dinheiro equivalente à parte das mulheres.

É grave a crise de valores quando um governador de Estado briga com o conceito da separação entre despesas públicas e gastos privados, considerando a idéia algo cabível apenas na mente de demagogos.

Quer dizer, como não faz distinção entre uma coisa e outra, quando estiver ele na oposição, não fiscalizará, não cobrará nem condenará esse tipo de ato porque, a título de não fazer "demagogia barata", deixa o governante de turno à vontade para gastar.

Se Cid Gomes e os secretários queriam levar a família na viagem, que pagassem por isso dos próprios bolsos. Mas, não, o pensamento preponderante é o seguinte: se o avião está aí mesmo, com aluguel pago e lugares disponíveis, qual o prejuízo do contribuinte?

Exatos R$ 166,5 mil, correspondente à parte das passageiras não integrantes do governo. Ou até mais, pois se não fosse a facilidade de ter os cofres do Estado à disposição, talvez o governador tomasse mais cuidado com o dinheiro e pensasse duas vezes antes de alugar um jatinho ou de autorizar as caronas.

Palmatória

Contrariando previsão anterior, deve prosperar mesmo o projeto de mudança no rito das medidas provisórias. Nada de espetacular, mas o acordo entre governo e oposição representa um avanço em relação ao início das discussões, quando o governo radicalizava de um lado e a oposição fazia corpo mole de outro.

Com o novo modelo, caso fique proibido o uso de MPs para créditos extraordinários, calcula-se, na média, uma redução de 5,5 para 3 medidas provisórias editadas mensalmente.

O mérito, justiça se faça, é dos presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia, e do Senado, Garibaldi Alves.

Ronaldo - Jornal do Commercio - Recife (PE)

BC surpreende e juro sobe 0,5 ponto - Estadão online - link (aqui)


Leandro Modé, Cleide Silva e Marcelo Rehder


O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) surpreendeu ontem o mercado, ao elevar a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual, para 11,75% ao ano. A expectativa da maioria dos analistas era de uma alta de 0,25 ponto porcentual. Foi o primeiro reajuste desde maio de 2005, quando a Selic passou de 19,5% para 19,75% ao ano.

"O comitê entende que a decisão de realizar, de imediato, parte relevante do movimento da taxa básica de juros contribuirá para a diminuição tempestiva do risco que se configura para o cenário inflacionário e, como conseqüência, para reduzir a magnitude do ajuste total a ser implementado", afirmou o comunicado divulgado após o encontro. A votação foi unânime.

Embora projetasse elevação de 0,25 ponto, o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto, disse ter ficado "confiante" com o texto. "A sinalização, que ainda precisa ser confirmada na ata, é de que o ciclo de alta da Selic pode ser curto." Ele prevê que a taxa encerrará 2008 em 12,75% ao ano.

A consultoria MB Associados estava entre as instituições que projetavam uma elevação de 0,50 ponto. "Para um BC preocupado com a demanda, seria melhor um ajuste mais forte para ancorar as expectativas (de inflação) o mais rapidamente possível", afirmou o economista-chefe da consultoria, Sergio Vale.

Ele refere-se ao fato de o próprio mercado financeiro ter elevado, nas últimas semanas, as previsões para a inflação em 2008. O relatório Focus divulgado pelo BC segunda-feira mostrou que os analistas projetavam uma alta de 4,66% para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no ano.

O indicador baliza a meta de inflação no País, definida em 4,5%, com margem de erro (para cima ou para baixo) de dois pontos porcentuais. Foi a primeira vez que o mercado, na média, estimou uma variação superior ao centro da meta. Para Roberto Padovani, economista do banco WestLB, ao optar por 0,50 ponto, "o BC quis dar sinais convincentes de comprometimento com a meta".

A decisão do BC provocou duras críticas no meio empresarial e entre os sindicatos. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Arthur Pereira, considerou a alta "lamentável". O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro Neto, disse estar "perplexo".

O BC começou a demonstrar desconforto com a inflação no fim de 2007. No primeiro trimestre, os recados se intensificaram e levaram o mercado a dar como certa uma alta da Selic nesta semana.

"A oferta da economia, somada às importações, não tem conseguido suprir a demanda. Com isso, algumas medidas de núcleo da inflação (que excluem energia e alimentos) estão subindo", disse Caio Megale, da Mauá Investimentos. O Copom reúne-se de novo nos dias 3 e 4 de junho.

Dálcio - Correio Popular - Campinas (SP)

Renata Lo Prete - Painel - Folha de São Paulo - link (aqui)



Temos que pegar

A oposição no Senado vai fechando o cerco a Dilma Rousseff. Para evitar a votação, hoje, de recurso do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), anulando a convocação da ministra para falar sobre o dossiê de gastos de FHC, o presidente da Comissão de Infra-Estrutura, Marconi Perillo (PSDB-GO), cogitava ontem nem realizar a sessão e remeter o assunto diretamente à Comissão de Constituição e Justiça.
Ali, a oposição conta com os votos de Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Simon (PMDB-RS) e Jefferson Péres (PDT-AM) para manter o depoimento de Dilma. Caso o governo insista em blindá-la, a idéia é esticar a corda dificultando a aprovação de Bernardo Figueiredo, assessor da ministra, para chefiar a Agência Nacional de Transportes Terrestres.



Complicador. Pré-dossiê, a oposição se inclinava a referendar Bernardo Figueiredo. Após indisposição inicial, provocada pelas queixas do senador Eliseu Resende (DEM-MG), cujo filho ocupa a diretoria-geral da ANTT, tucanos e "demos" amaciaram diante de pedidos de empresários influentes, todos intercedendo a favor do pupilo de Dilma.

Antecedente. Os governistas seguirão tentando de tudo para melar o depoimento de Dilma. "Depois daquela entrevista, seria um risco repetir o estilo "prende e arrebenta" no Congresso", diz um aliado.

No passaran! A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), era ontem a mais propensa a melar todo e qualquer acordo com a oposição na CPI mista dos Cartões, depois da tática de guerrilha demo-tucana para convocar Dilma na Comissão de Infra-Estrutura. Coube aos bombeiros da Casa acalmar a catarinense.

Dono da bola. O relator da CPI, Luiz Sérgio (PT-RJ), procurou os colegas petistas no Senado para dizer que não aceitará sub-relatores indicados pela presidente da comissão, Marisa Serrano (PSDB-MS), para assessorá-lo na elaboração do parecer final.

Lute - Hoje em Dia - Belo Horizonte (MG)

Eliane Cantanhêde - Folha de São Paulo - link (aqui)



Menos trabalho, mais grana

BRASÍLIA - É por essas e outras, muitas outras, que o Congresso está cada vez mais desacreditado e a crença na política vai para o ralo. A Câmara tinha de aumentar a verba de gabinete dos 513 deputados, de R$ 50,8 para R$ 60 mil, logo agora?
Além de ser eticamente questionável, a decisão é de uma burrice política atroz. "Inaceitável", como protestou o PSOL, único partido contrário, diga-se de passagem.
Não são poucos os motivos.
A opinião pública não está de bem com os políticos e vai usar o aumento como munição contra eles. A pergunta, em qualquer boteco da esquina, vai ser: "O que esses caras estão fazendo para decidir aumento assim, do nada?"
O Senado brinca da fazer CPIs que que tendem a dar em nada. A Câmara sumiu do noticiário, simplesmente porque não está fazendo nada, espremida entre MPs, falta de vontade e eleições logo ali adiante.
Ou seja: o rendimento cai, e a remuneração aumenta. Faz sentido?
Não para nós, comuns mortais, mas sim para eles, os integrantes da Mesa da Câmara, explicando que a verba é para pagar os funcionários não-concursados, entre 5 e 25 por gabinete. E, como o valor é acima da inflação registrada desde o último aumento, trata-se não só de reajuste, mas de aumento real.
Isso já seria esquisito, mas tudo fica pior quando se sabe que em torno de 150 deputados estão em campanha para a eleição de outubro e que os demais também vão trabalhar arduamente nos seus municípios -e desviar funcionários do gabinete de Brasília para os comitês nas bases. Ou seja: o financiamento público de campanha começou, e a gente nem tinha se dado conta! Sem falar na prática de o deputado registrar o salário do funcionário num valor "x", pagar "y" e embolsar o resto na cara limpa.
E ainda somos obrigados a ouvir o Lula se gabar de "um outro jeito de fazer política no país". Pode até ser outro "jeito", mas não significa que seja melhor. Nem animador.

Charge do dia



Pancho - Gazeta do Povo - Curitiba (PR)

Comercial antigo - Axe Shower Gel

Sinopse dos principais jornais - link (aqui)


sala de leitura



Manchetes:


Jornal do Brasil - Comércio do Rio perdeu R$ 28 bi com a vilolência

Folha de São Paulo - BC surpreende e sobe 0,5 ponto

O Estado de São Paulo - BC decide por alta mais forte dos juros para deter inflação

O Globo - Inflação em alta leva BC a subir os juros após 3 anos

Gazeta Mercantil - Quebra de contratos põe em xeque venda de energia elétrica

Correio Brasiliense - A morte em preto-e-branco

Valor Econômico - Custo de captação de banco aumenta e encarece o crédito