sexta-feira, 9 de maio de 2008

Dirceu nega relação com aliado e diz não acreditar que petista vazou dossiê - UOL notícias - link (aqui)


Da Redação
Em São Paulo

O ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu (PT-SP) afirmou, por meio de nota, não acreditar que o secretário do Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, apontado como responsável pelo vazamento do dossiê elaborado no Palácio do Planalto com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, enviou os dados para um assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

"Profissional competente, sério e correto, José Aparecido, durante os 30 meses em que fui ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República deu provas de seu profissionalismo e espírito público. Parece-me, assim, totalmente inverossímil que um petista histórico como a imprensa registra, envie para um senador da oposição, via um assessor, documento com dados que seriam usados contra o governo e seu partido, como o foi durante esses dois últimos meses em campanha da mídia e da oposição sobre o chamado 'dossiê' e o uso dos cartões corporativos", afirma Dirceu na nota.

As investigações da Polícia Federal e a sindicância interna da Casa Civil detectaram troca de e-mails entre José Aparecido e um assessor de Dias. Aparecido foi o único dos cinco secretários e diretores da Casa Civil a ter o computador apreendido pela sindicância aberta por Dilma Rousseff.

Aparecido é militante histórico do PT. Foi levado para a Casa Civil por Dirceu, o antecessor da ministra Dilma. Funcionário de carreira do Tribunal de Contas da União, assessorou vários deputados petistas em CPIs, incluindo Dirceu, cassado em 2005 no escândalo do mensalão. Aparecido chegou a disputar em 1994 uma vaga de deputado federal pelo PT de Goiás, mas não foi eleito, segundo reportagem da Folha de S. Paulo.

"José Aparecido não é nem meu aliado, nem meu ex-assessor, e nem 'homem de Dirceu'", diz o ex-ministro da nota.

Leia a íntegra da nota de José Dirceu:

Estou sendo solicitado, praticamente por toda a mídia, a falar sobre o vazamento ilegal dos e-mails trocados entre o secretário do Controle Interno da Casa Civil, José Aparecido Nunes Pires, e André Eduardo Fernandes da Silva, assessor do senador tucano Álvaro Dias (PR). Como há 5 anos requisitei José Aparecido, funcionário de carreira do Tribunal de Contas da União (TCU) para prestar serviços na Casa Civil e ele ali foi mantido pela ministra Dilma Roussef, todo o noticiário sobre esse vazamento faz referências a meu nome.

Profissional competente, sério e correto, José Aparecido, durante os 30 meses em que fui ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República deu provas de seu profissionalismo e espírito público. Parece-me, assim, totalmente inverossímil que um petista histórico como a imprensa registra, envie para um senador da oposição, via um assessor, documento com dados que seriam usados contra o governo e seu partido, como o foi durante esses dois últimos meses em campanha da mídia e da oposição sobre o chamado "dossiê" e o uso dos cartões corporativos. Registro que José Aparecido nega ter enviado em um dos e-mails, de caráter pessoal e sem relação com os fatos, o anexo contendo o que depois a oposição e a imprensa passaram a chamar de dossiê.

Destaco e protesto contra a prática, tornada corriqueira mesmo quando totalmente inverídica, das manchetes dos jornais e do noticiário em geral que de maneira torpe e grosseira, vinculam meu nome aos acontecimentos a partir do fato de que o funcionário foi requisitado por mim. José Aparecido não é nem meu aliado, nem meu ex assessor, e nem "homem de Dirceu" como registrado em manchete de um jornal. José aparecido é Secretario de Controle Interno da Casa Civil nomeado por um ex-ministro da Pasta e mantido por sua sucessora.

Nada mais tenho a acrescentar porque conheço os fatos pelas declarações dos envolvidos e pelo noticiário fundamentado num vazamento ilegal, já que nem a sindicância interna da Casa Civil nem a apuração da Polícia Federal estão concluídas.

Clayton - O Povo - Fortaleza (CE)

Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa - link (aqui)


Um passe de mágica

BRASÍLIA - Na morna e estéril sessão em que depôs a ministra Dilma Rousseff no Senado, quarta-feira, coube ao senador Eliseu Resende, do DEM de Minas Gerais, a crítica mais contundente de quantas vem sofrendo o governo Lula nos últimos tempos. No estilo mineiro, acentuando que não questionaria, questionou. E foi fundo, deixando a chefe da Casa Civil sem resposta quando mostrou que o PAC é uma ficção, destinada apenas a lotar palanques e a promover comícios de sentido nitidamente político-eleitorais.

Porque o Programa de Aceleração do Crescimento, para o ex-ministro dos Transportes, consiste apenas no elenco de obras e projetos definidos em cada ministério e em cada estatal, constantes, todos, do planejamento de médio e longo prazos de cada um. O governo Lula, aliás, com muita habilidade, fez apenas juntar tudo e apresentar o conjunto como coisa nova. Mas mudou o que, na estratégia nacional de desenvolvimento?

A intervenção de Eliseu Resende tratou-se, realmente, da única coisa nova em toda a demorada inquirição de Dona Dilma. Porque, de repente, percebe-se a nudez, senão do rei, ao menos do PAC.

Com alguma maquiagem aqui e ali, todas as obras em andamento ou por realizar estavam definidas, assim como os recursos para elas, alocados, fazendo parte de sucessivos orçamentos da União. E até de diversos governos anteriores. A inteligência do governo Lula foi apresentar o velho como novo, num passe de mágica destinado a prender a atenção da sociedade e a capitalizar eleitoralmente.

Pois é. Coube a um mineirinho tranqüilo, que jamais levanta a voz, incapaz de agredir quem quer que seja, o diagnóstico mais cruel do que pode ser uma pirotecnia, objetivando, apesar de todos os desmentidos, as eleições municipais deste ano e, acima delas, a sucessão presidencial de 2010. O grande esforço do governo terá sido de juntar tudo e tentar injetar ânimo na realização.



Amorim - Correio do Povo - Porto Alegre (RS)

Dora Kramer - Estadão online - link (aqui)


Exageros à parte


No jogo político do perde e ganha conta mais a aparência do que a essência e, neste aspecto, o governo está correto em comemorar o resultado da ida da ministra Dilma Rousseff ao Senado, para atender aos reclamos da oposição por esclarecimentos sobre o dossiê FHC.

Pelas regras, feitas não necessariamente para favorecer o lado da razão, o saldo foi positivo.

Agora, daí a conferir ao episódio dimensão de espetáculo do crescimento de uma candidatura presidencial, como fez o senador Romero Jucá, ou a dizer, como disse o presidente Luiz Inácio da Silva, que o desempenho da ministra foi "motivo de orgulho", vai uma distância abissal.

Reconheça-se, Lula e Jucá não foram os únicos a incorrer em exageros no reparte de erros e acertos entre os participantes da função.

Nessa divisão faltou, sobretudo, fazer justiça aos verdadeiros responsáveis pelo placar final de perdas e ganhos. Teve gente que ficou com o quinhão alheio.

Por exemplo, a base governista acertou mais do que Dilma Rousseff, que só não fez jus aos temores dos companheiros porque a oposição foi irretocavelmente incompetente.

Inclusive sabendo disfarçar essa inépcia por trás da desastrosa participação especial do senador José Agripino Maia.

Faltou bom senso a Agripino, mas faltou principalmente experiência de militância na esquerda para saber que referências ao regime militar, principalmente se diretas a vítimas de sua face mais atroz, não falam ao cérebro, mas às vísceras.

É tema proibido mesmo quando aplicado a raciocínios de lógica comparativa, como pretendeu o senador, ao acreditar que havia encontrado o argumento perfeito para levar Dilma a se comprometer com a verdade sobre o dossiê.

Tirou a ministra da defensiva que se anunciava balbuciante e fez aflorar, na espontaneidade, o ser de nervos no lugar do personagem de aço.

Ela ganhou segurança e angariou simpatia, mas nada que pudesse por si segurar as mais de sete horas seguintes de depoimento se a oposição não tivesse feito tão mal a sua parte e a situação não tivesse exercitado tão bem a arte de interditar um debate sem criar atritos.

Depois do ato inicial, Dilma não inovou, limitou-se ao que sabia fazer: repetir a mesma ladainha cheia de incoerências e inconsistências sobre o dossiê e desfiar de cor e salteado todos os detalhes do PAC, citando dados a respeito dos quais não havia na platéia instrumental nem disposição para contraditar.

Competente mesmo foi a base governista. Não se aferrou a picuinhas regimentais, em momento algum tentou impedir a abordagem do dossiê, limitou a participação de sua tropa mais primitiva à ridícula tentativa do suplente Wellington Salgado de presentear a ministra com ouro e mirra na forma de um colar e ocupou espaço com o tema que lhe cabia, o PAC.

Os senadores aliados sim, deram um show. De categoria e habilidade política.

Já os oposicionistas restringiram-se a dar uma grande sorte de poder contar com Agripino Maia como bode expiatório de suas responsabilidades. Puderam aparecer no noticiário como vítimas de um "gol contra" que teria abalado o moral do time.

Por alguns minutos seria aceitável a tese do abatimento, mas por mais de sete horas? Ora, se nem sobre Dilma a "pisada" de Agripino teve efeito tão prolongado, por que haveria a oposição de se deixar debilitar ao ponto da obtusidade mental?

Os oposicionistas chamaram a ministra para falar do dossiê, tiveram um trabalhão para driblar a maioria na CPI dos Cartões, aprovando a convocação na Comissão de Infra-Estrutura e, na hora do vamos ver, viu-se coisa alguma.

A maior parte dos senadores de oposição ficou na agenda do PAC, talvez fazendo pose para os respectivos eleitorados do outro lado das câmeras da TV Senado, a fim de demonstrar interesse em assuntos "do povo" e menosprezar pautas tidas como atinentes à luta dos políticos.

Os poucos que se ativeram ao que haviam dito ao País que estariam ali para fazer foram pífios. Não é dizer que não se prepararam.

Simplesmente abstiveram-se de trabalhar. Não fizeram uso de pesquisas, não cotejaram informações já divulgadas, não tentaram apurar a existência de algum fato novo na investigação da Polícia Federal para surpreender nem fizeram um mero exercício de memória para explorar as imensas veias abertas nas diversas versões oficiais sobre o dossiê.

Isso tanto nas perguntas quanto nas réplicas às respostas da ministra, todas previsíveis, repetitivas e passíveis de contestação mediante um pequeno esforço de raciocínio.

Descontada a hipótese do baque emocional coletivo, restam quatro possibilidades para explicar a atitude de suas excelências: soberba, pois esperavam que Dilma tropeçasse nas próprias pernas; cálculo político-eleitoral de não criar atrito com um governo popular; medo de levar um contravapor da ríspida assertividade da ministra; ou então já estão fartos dessa história de dossiê e esperam que o governo lhes faça o favor de dizer onde fica a saída.

Marco Aurélio - Zero Hora - Porto Alegre (RS)

Vazador acerta demissão da pasta e quer voltar ao TCU - Folha de São Paulo - link (aqui)


Aparecido admite troca de e-mails com auxiliar de tucano, mas insiste que não enviou dossiê

Conduzido à pasta por José Dirceu, ministro até 2005, funcionário, também petista, era considerado uma pessoa de confiança


KENNEDY ALENCAR
VALDO CRUZ
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

José Aparecido Nunes Pires, o funcionário da Casa Civil que vazou o dossiê contra FHC para a oposição, acertou ontem com seus superiores que pedirá demissão do ministério e tentará voltar a trabalhar no TCU (Tribunal de Contas da União). Por ora, deverá manter silêncio sobre a confecção do documento.
Segundo a Folha apurou, Aparecido disse à secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, em conversa anteontem, que não sabia como mensagens de seu correio eletrônico no computador do ministério chegaram ao assessor do senador tucano Álvaro Dias (PR). Desde o início do caso, ele era apontado por Erenice como o principal suspeito do vazamento. Ela deu a ordem para a confecção do dossiê.
Pressionado, ele admitiu ter trocado mensagens com o assessor do tucano. Mas insistiu que não enviou o dossiê. Erenice, porém, disse que as mensagens provavam o vazamento e que a situação dele era insustentável. Ela tinha as mensagens com anexos contendo o dossiê. Montou-se, então, uma operação para a saída de Aparecido do cargo com o menor dano possível ao governo. Petista e ligado ao ex-ministro da pasta José Dirceu, ele era visto como pessoa da confiança.
Como o depoimento da ministra Dilma Rousseff no Senado já estava marcado (anteontem), o governo preferiu deixar para ontem a solução do imbróglio. Erenice, Dilma, os ministros Franklin Martins (Comunicação) e José Antonio Dias Toffoli (Advocacia Geral da União), o chefe-de-gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, e o assessor especial da Presidência Swenderberger Barbosa discutiram ao longo do dia a saída de Aparecido do governo.
A descoberta de que um petista vazara o dossiê alimentou suspeitas na Casa Civil de que se tratava de "fogo amigo" contra Dilma. Isso gerou clima de tensão na pasta.
O principal temor ontem no Palácio do Planalto, principalmente na Casa Civil, era a reação de Aparecido diante da revelação pública do envolvimento dele no episódio. Segundo servidores do Planalto, ele demonstrou nos últimos dias instabilidade emocional. E disse a amigos que não cairia sozinho, o que assustou Erenice.
Auxiliares de Lula que não crêem na teoria do "fogo amigo" atribuem o vazamento a um eventual voluntarismo de Aparecido. Ele teria tentado advertir a oposição, deixando claro que o governo poderia usar munição contra FHC na CPI dos Cartões.

Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro (RJ)

Ex-assessor de José Dirceu vazou o dossiê da Casa Civil - Folha de São Paulo - link (aqui)


Investigação da PF e sindicância revelam e-mail que partiu de funcionário do ministério

Militante histórico do PT, José Aparecido Nunes Pires, secretário de Controle Interno, afirma que "nunca faria um negócio desses"


Alan Marques/Folha Imagem

Lula e Dilma durante o lançamento do Plano Amazônia Sustentável; governadores da região amazônica estiveram no evento, em Brasília

LEONARDO SOUZA
MARTA SALOMON
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A Polícia Federal e a sindicância interna da Casa Civil identificaram o secretário de Controle Interno do órgão, José Aparecido Nunes Pires, como o vazador do dossiê elaborado no Palácio do Planalto com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
As investigações detectaram troca de e-mails entre José Aparecido e um assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR). Aparecido foi o único dos cinco secretários e diretores da Casa Civil a ter o computador apreendido pela sindicância aberta por Dilma Rousseff.
Aparecido é militante histórico do PT. Foi levado para a Casa Civil por José Dirceu, o antecessor da ministra Dilma. Funcionário de carreira do Tribunal de Contas da União, assessorou vários deputados petistas em CPIs, incluindo Dirceu, cassado em 2005 no escândalo do mensalão. Aparecido chegou a disputar em 1994 uma vaga de deputado federal pelo PT de Goiás, mas não foi eleito.
Os e-mails entre Aparecido e André Fernandes -consultor concursado do Senado, lotado na segunda vice-presidência (cujo titular é Álvaro Dias)- trazem conversas de natureza pessoal. Não fazem menção ao dossiê e ao levantamento das contas do governo tucano.
Mas, segundo a Folha apurou, a PF e a sindicância interna têm provas de que foi anexada a uma dessas mensagens, datada de 20 de fevereiro, a planilha em Excel de 27 páginas com gastos de FHC, Ruth Cardoso e ex-ministros. A planilha registrava uma semana do trabalho de levantamento de dados do governo tucano, iniciado em 11 de fevereiro.
A Folha obteve cópias da correspondência eletrônica. Mas o formato dessas cópias, em HTML, não permite a leitura de arquivos anexados.
Aparecido nega ter vazado o dossiê. "Nunca faria um negócio desses", falou à Folha.
Fernandes, por sua vez, confirmou ter recebido o e-mail contendo o documento e disse ter informado o senador. "Não é sigilo meu, nunca pedi, nunca solicitei, não passei para órgão de imprensa nenhum. Resolvi comunicar o fato ao senador e dei um fim a essa história." Eles disse ter apagado as mensagens de Aparecido há "uns dois meses". Ambos são amigos e trabalharam juntos no TCU.
"O dossiê saiu do Palácio do Planalto e chegou ao computador do servidor [Fernandes]. No estrito cumprimento de seu dever, ele comunicou o fato. Se não o fizesse, teria cometido uma infração administrativa", disse Álvaro Dias. "O nome mais importante, no entanto, não é do Aparecido, mas sim de quem mandou fazer o dossiê, quem fez e por quê", ressaltou.
A Casa Civil disse que não se manifestaria até a conclusão da sindicância, prevista para o fim do mês. Dirceu não falou.
A Folha apurou que Dilma busca um desfecho o menos desgastante possível. A idéia é evitar tratar o episódio como crime -com isso, poderia aplicar apenas uma punição administrativa e afastar Aparecido. Se não for obrigado a responder na Justiça, avalia o Planalto, o servidor não teria motivos para detalhar a ordem dada pela secretária-executiva da Casa Civil, Erenice Guerra, para a elaboração do dossiê.
A estratégia do governo está amparada em recente parecer confeccionado pelo general Jorge Félix, chefe do Gabinete de Segurança Institucional. Em documento encaminhado à PF e cujo conteúdo foi tornado público anteontem pela ministra Dilma no Senado, o GSI avalia que os gastos do governo FHC não são mais sigilosos. O prazo para documentos reservados teria expirado em 2007.
Essa nova estratégia do governo não exime a Casa Civil de explicar o viés político na organização dos gastos de FHC.
O material em poder da sindicância confirma a informação, publicada pela Folha em 4 de abril, de que o dossiê saiu pronto da Casa Civil. E contraria versão de Dilma, de que o documento publicado poderia ser uma montagem, a partir de informações da Casa Civil. A investigação também afasta a possibilidade de um espião ter invadido os computadores da pasta, como cogitou Dilma.
Aparecido não teve participação direta na confecção do dossiê. Em reunião convocada por Erenice em 8 de fevereiro, foi solicitado a ele, ao secretário Norberto Temóteo Queiroz (Administração), à chefe-de-gabinete de Erenice, Maria de La Soledad Castrillo, e a Gilton Saback Maltez, da Diretoria de Orçamento e Finanças, que cedessem dois funcionários para participar da força-tarefa incumbida de preparar o dossiê. O papel de Aparecido foi só escalar seus funcionários.


Paixão - Gazeta do Povo - Curitiba (PR)

Clóvis Rossi - Folha de São Paulo - link (aqui)



Primárias e silêncios

SÃO PAULO - O modelo norte-americano de primárias para definir candidatos pode ter um milhão de defeitos, mas, certamente, é o melhor ou, no mínimo, o menos ruim dos métodos até agora inventados, seja no mundo rico, seja entre os países em desenvolvimento. Como diz Lluís Bassets, colunista de "El País", "as primárias nos dizem que é possível contar com sistemas mais abertos, nos quais a indeterminação e os vai-e-vens não se traduzem em instabilidade política, mas em legitimidade".
É claro que Bassets deve estar pensando no sistema espanhol, que, apesar de ter uma participação mais ativa da militância, continua sendo basicamente uma questão restrita às cúpulas partidárias. No Brasil, então, nem se fala. Militância, primeiro, é pouca, e, segundo, é chamada mais para sacramentar decisões da cúpula do que para participar delas.
Até hoje, por exemplo, ninguém do PSDB se deu ao trabalho de explicar ao distinto público porque Geraldo Alckmin era, em 2006, melhor candidato à Presidência do que José Serra. Não estou dizendo que não o fosse ou que o fosse, não é problema meu. É que, no modelo de primárias, todo candidato a candidato é obrigado a prestar contas primeiro ao público interno (de seu partido) antes de apresentar-se ao conjunto do eleitorado.
Portanto, a regra do jogo é que ele diga porque é melhor que o outro (ou outros). Fazê-lo está no caderno de obrigações de qualquer pretendente, quase diria no DNA dele e do partido.
No Brasil, é palavrão até "bater chapa" (o jargão para disputa na convenção, o organismo ao qual cabe oficialmente definir candidatos), mesmo sabendo-se que a disputa convencional não implica necessariamente a maratona de prestação de contas que as primárias acabam sendo nos EUA.
É claro que o teor de democracia sai enriquecido.

Charge do dia


Novaes - Jornal do Brasil - Rio de Janeiro (RJ)

Comercial antigo - Atari Polyvox

Sinopse dos principais jornais - link (aqui)


sala de leitura




Manchetes:


Jornal do Brasil - PF identifica o espião

Folha de São Paulo - Aliado de José Dirceu vazou o dossiê

O Estado de São Paulo - Governo prevê R$ 25 bilhões para estimular indústrias

O Globo - Governo e BNDES ajudam ONGs ligadas a Paulinho

Gazeta Mercantil - Mais empresas pagam dividendos menores

Correio Brasiliense - Aliado de Dirceu vazou o dossiê

Valor Econômico - Lucratividade dos bancos tem queda no 1º trimestre