
Ique - Jornal do Brasil - Rio de Janeiro (RJ)
da mesa de um bar, a palavra, a prosa e a poesia
JUAN ARIAS / AGENCIAS - Río de Janeiro - 27/05/2008
Los servicios de inteligencia de Brasil investigan al empresario sueco Johan Eliasch, consultor del primer ministro británico, Gordon Brown, por una supuesta promoción de compra de 160.000 hectáreas de tierra en el Estado amazónico de Mato Grosso, según un informe reservado de la Agencia Brasileña de Inteligencia (Abin), revelado ayer por el diario O Globo.
El empresario sueco supuestamente celebró entre 2006 y 2007 varias reuniones con empresarios ingleses para animarles a comprar grandes extensiones de la selva amazónica. Incluso llegó a mencionar el precio total por el que se podría adquirir toda la Amazonia brasileña: 50.000 millones de dólares.
El flamante ministro de Medio Ambiente, Carlos Minc, que hoy toma posesión de su cargo, se declaró ayer "impresionado" con la noticia y ha prometido que su ministerio se va a unir al de Justicia en la investigación del caso.
La ONG Cool Hearth fue fundada en 2006 por el parlamentario laborista Frank Field, quien se asoció con el empresario multimillonario sueco Johan Eliasch, que hasta septiembre pasado militaba en el Partido Conservador y después pasó a ser asesor del primer ministro Brown.
El Gobierno brasileño ha demostrado en más de una ocasión su preocupación por las actividades de algunas ONG extranjeras que actúan en la Amazonia, en apariencia para su conservación, pero que en realidad suelen servirse de la libertad de que gozan para exportar especies autóctonas o para adquirir terrenos donde se sospecha que existen yacimientos de oro o diamantes.
Los servicios secretos brasileños alertan desde hace tiempo sobre la compra por parte de empresarios extranjeros de grandes parcelas de selva. Según dichos servicios secretos, los extranjeros tratan de colocar el tema de la preservación del medioambiente en la Amazonia por encima de la soberanía brasileña sobre ese territorio.
Precisamente a este asunto se refirió ayer el presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, al asegurar que el dueño soberano de la Amazonia es el pueblo brasileño y que así debe ser entendido por el resto del mundo.
El mandatario realizó estas declaraciones durante la inauguración de un foro en Río de Janeiro, donde añadió que el debate de los próximos años en Brasil será precisamente el desarrollo de la región amazónica.
Lula dijo que es "gracioso" que los países que más desean hablar sobre la conservación de la Amazonia sean los que están acusados de producir la mayor contaminación del mundo.
"El mundo necesita entender que la Amazonia brasileña tiene dueño y el dueño es el pueblo brasileño. Son los recolectores de caucho, pescadores y nosotros, que somos brasileños", subrayó.
La reciente dimisión de Marina Silva, una militante de la defensa de la selva amazónica, como ministra de Medio Ambiente provocó comentarios en varios países sobre la capacidad de Brasil de gestionar y cuidar por sí mismo la mayor selva del mundo.
BRASÍLIA - Uma dúvida paira sobre Brasília: partiu de Mangabeira Unger ou de Carlos Minc a estranha proposta feita pelo presidente Lula, segunda-feira, de um Banco Central único e de uma única moeda para todos os países da América do Sul?
Porque, com todo o respeito, idéia tão esdrúxula quanto inviável só pode mesmo ser da lavra de um desses dois ministros aloprados. É a velha história de que a velocidade do comboio é dada pelo navio mais vagaroso. Que tal subordinarmos nossa política monetária aos interesses do Suriname ou da Guiana? Quem sabe ao Paraguai ou a Bolívia?
Se for feita uma votação entre os doze países, imaginem qual a denominação que vencerá para designar a nova moeda? Ganha o "peso", de goleada. Passaremos a raciocinar em "pesos", mas qual será o seu valor diante do dólar e do euro? Haverá nivelamento completo ou teremos o "peso brasileiro" diante do "peso uruguaio"? A conversão das diversas moedas sul-americanas numa só contemplará os países mais endividados? E a inflação se refletirá em nossas dívidas pública e externa? Mais uma vez seremos bonzinhos com nossos vizinhos?
É bom tomar cuidado e encontrar uma forma de calar sugestões desse teor, porque a próxima, pela lógica, só poderá ser a criação dos Estados Unidos da América do Sul. Nessa hora, talvez prevaleça a importância política, territorial e econômica do Brasil. E quem será o primeiro presidente do novo país? Ora...
Aconteceu a posse de Carlos Minc no Ministério do Meio Ambiente. Dentro de suas peculiaridades, o sucessor de Marina Silva não deixou de comparecer usando um de seus significativos coletes, mas há quem suponha, diante da presença do ministro Mangabeira Unger, que foi um colete à prova de balas. O tiroteio entre os dois não parou nem vai parar tão cedo.
Desde que cogitado para ministro, Carlos Minc produziu propostas as mais inverossímeis e até hilariantes, quase todas mandadas para o espaço assim que anunciadas. Da transformação do Exército em Guarda Florestal à mudança da destinação da Amazônia, para se tornar um vasto jardim botânico, o ecologista de Ipanema vem surpreendendo, tanto quanto agredindo o bom senso.
Nada mudou, emergiu uma nova leva de idéias capazes de despertar tanto surpresas quanto aplausos, a menos que o ministro tenha submetido seu discurso ao crivo do presidente Lula, de lápis vermelho na mão.
Discutiu-se segunda-feira se a cerimônia no Palácio do Planalto deveria ou não ser aberta à imprensa, mas o sigilo valeu muito pouco, porque logo depois houve a transmissão do cargo, na Esplanada dos Ministérios. Parecia impossível isolar a mídia, como mais difícil ainda evitar a atração de Minc por microfones.
Esse novo capítulo da novela melhor ficaria se passado em Sucupira. Lances de drama e de comédia andam sobrepondo-se, não devendo faltar até mesmo as Irmãs Cajazeira.
Os órgãos de inteligência já haviam detectado faz muito, mas, agora, a informação ganhou os jornais: o MST amplia sua ação e sua ideologia para países vizinhos. Primeiro foi na Bolívia, mas ninguém deu bola, tão estranha parecia a incursão nos meandros da política externa de Evo Morales. Agora o fenômeno acontece no Paraguai, onde acaba de intensificar-se a ação de nossos "hermanos" sem-terra, estimulados por consultores a serviço de João Pedro Stédile.
Vale de início a rotineira ressalva de todos os dias em que abordamos o MST. Trata-se do movimento social mais importante verificado entre nós em muitas décadas. Um exemplo de organização, como também um grito de justiça. Nada mais louvável do que a luta dos sem-terra por um pedaço de chão, em meio ao paraíso do latifúndio tantas vezes improdutivo.
É claro que abusos têm acontecido, como a invasão de fazendas produtivas e a ocupação de prédios urbanos, sem falar na interrupção do tráfego em rodovias e ferrovias, espaços insuficientes para neles realizar a reforma agrária.
Agora, é bom tomar cuidado quando o MST começa a dar filhotes, utilizando os mesmos processos injustificáveis aqui praticados. No Paraguai, o alvo está sendo a terra mais do que produtiva dos chamados "brasiguaios", gente que atravessou a fronteira, adquiriu fazendas, paga impostos e dedica-se à agricultura e à pecuária. Assim como os fazendeiros de cá, os de lá também estão se armando.
Qualquer dia acontecerá uma chacina em castelhano, igual às aqui verificadas em português. Será de menor importância saber quem começou, se os jagunços a serviço dos donos da terra ou se os sem-terra empenhados em atropelar a lei.
E com o agravante de que no Paraguai, como no Brasil, existem milhares de hectares improdutivos, cabendo aos respectivos poderes públicos fazer o que não fizeram até hoje: distribuir terras, dar assistência aos novos proprietários e integrá-los na sociedade que até agora os rejeitou. Só que não dá para começar invadindo fazendas onde se planta, se trabalha e se produz. Especialmente quando pertencem a brasileiros.
Para quem duvidava das intenções de parte do mundo rico e desenvolvido, eis mais uma evidência: um certo banqueiro sueco travestido de inglês, Johan Eliasch, está reunindo potentados europeus para se valerem da abominável lei brasileira de gestão das florestas, adquirindo cada vez mais terras na Amazônia. Chegou a fazer contas, no que parece muito bom, e calculou que 50 bilhões de dólares bastam para comprar toda a região.
Só ele detém 160 mil hectares no Estado do Pará, e continua comprando. Vale-se da nossa legislação lesa-pátria que dá 40 anos, renováveis por mais 40, para o comprador e seus descendentes fazerem o que quiserem com a terra: retirar madeira, explorar a flora medicinal, extrair do solo os minerais que bem entenderem, exportando-os, e, quem sabe, de quebra, manter em cativeiro algumas araras.
Como mr. Eliasch exerce as funções de assessor especial do governo da Inglaterra, é bem provável que numa dessas viagens do primeiro-ministro à América do Sul acabe condecorado pelo Itamaraty.
Por certo que não se trata de uma declaração de guerra, esse convite para os banqueiros internacionais comprarem a Amazônia, mas no reverso da medalha não pode ser ignorada pelo governo brasileiro. É um bandido. Um pirata dos tempos da rainha Elizabeth I. Como reagiriam os ingleses se um banqueiro brasileiro começasse a juntar seus companheiros para adquirir o Big-Ben?
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