"Agora é hora de pensar em vencer o PT. Em política, se você não vê mais longe, se não vê a estratégia, se fica só na coisa imediata, você perde."
Desconstruindo a frase do dia dita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A quem ele dirigiu sua advertência?
A Geraldo Alckmin, candidato do PSDB a prefeito de São Paulo. Elementar.
Por que? Porque Alckmin tem poupado de críticas Marta Suplicy, candidata do PT, e atacado Gilberto Kassab, candidato do DEM.
PSDB e DEM são aliados. Kassab assumiu a prefeitura depois que José Serra a deixou para se eleger governador de São Paulo.
A advertência também caberia a Kassab se ele batesse boca com Alckmin - mas ele não bate. Assimila os golpes, atira em Marta e vai em frente.
Fernando Henrique é do partido de Alckmin. Se o comportamento de Alckmin estivesse lhe trazendo vantagens não haveria por que Fernando Henrique dizer o que disse. Ficaria calado.
Na semana passada, Serra saiu em defesa de Kassab. Repetiu que ele deu continuidade à sua administração. Em outras palavras: que o governo de Kassab é o governo do PSDB.
Alckmin ignorou Serra. Continuou criticando Kassab - chamou-o de dissimulado. E a administração dele - que é do PSDB como lembrou Serra.
A eventual passagem de Alckmin para o segundo turno será uma dura derrota para Serra, que apóia Kassab. E enfraquecerá o projeto de Serra de sair candidato à sucessão de Lula.
Elementar, também.
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Comentário:
luiz alfredo motta fontana - 26/9/2008 - 12:42
Cara ou coroa?
O fado, evitou a primeira batalha fraticida, Itamar, e seu humor instável, entregou, ao sociologo entediado, a contragosto de Serra, o Ministério do Real.
Assim surgiu FHC, o que consumiu a popularidade em um só mandato, gastando todas as fichas na aquisição do segundo.
Restou Serra, "o narciso tupiniquim", que demonstra incapacidade de reunir as aves de mesma plumagem, tamanho o seu desprezo por todos que não sejam seu reflexo.
Incrível político, certamente detém mais profissionais da mídia do que correlegionários. Seria imbatível, jornalista fosse, como candidato a presidente da ABI.
Por sorte, de outro lado, Lula ofereceu em sacrifício, ao Deus da vaidade, qualquer arremedo de liderança no PT.
Teremos um campeonato decidido na moeda.




