segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

"Marimbondos de fogo", o retorno - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)

19/01/2009

Sarney informará a Lula que é candidato no Senado

Alan Marques/Folha
Depois de muito vaivém, Lula receberá José Sarney (PMDB-AP) nesta segunda (19). O encontro está agendado para 19h.

Vai à mesa a disputa pela presidência do Senado. Em quatro conversas anteriores, Sarney dissera a Lula que não seria candidato.

Agora, dirá que mudou de idéia. Alega que está sofrendo intensa pressão do PMDB. É lorota.

Açulado por Renan Calheiros (PMDB-AL), Sarney move-se como candidato desde sempre. Informado acerca das intenções do "aliado", Lula já ensaiou a resposta.

O presidente dirá ao senador que já não tem como pedir a Tião Viana (AC), o candidato do PT, que retire a candidatura dele.

Assim, a menos que Sarney recue, desenha-se no Senado um embate entre PMDB e PT, os dois maiores partidos do consórcio governista.

Sarney começou a retirar a candidatura do armário na semana passada. Deu-se na quinta-feira (15).

Nesse dia, segundo apurou o repórter, Sarney disse à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) que a pressão que o PMDB exerce sobre ele é grande.

Pretextou também questões regionais. Seus inimigos na política maranhense o estariam fustigando. E convém a ele se reposicionar em Brasília.

Dilma levou o lero-lero de Sarney aos ouvidos de Lula, que decidiu tomar distância da disputa do Senado.

No final de semana, em entrevista ao blog, Tião Viana dissera, em timbre peremptório: "Se ele [Lula] pedir [a retirada da candidatura], minha resposta será negativa".

Tião afirmara, de resto: "Não tenho o menor receio [de disputar com Sarney]. Ele é senador como eu. Vamos ao voto".

Na manhã desta segunda (19), alertado para a disposição de Sarney, o senador Garibaldi Alves (PMDB-RN) dobrou os joelhos.

Disse que não tem como medir forças com Sarney no PMDB. Deu a entender que vai retirar sua recandidatura.

Resta saber agora se Sarney levará às últimas consequências a disposição de concorrer.

O senador trabalhava com a perspectiva de que Lula interviesse em seu favor. Sonhava com a candidatura única.

Escrito por Josias de Souza às 16h12

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