quarta-feira, 1 de abril de 2009

Bar é poesia - Eunice Arruda



Eunice Arruda




Tão Tranqüila


(Eunice Arruda)





Tão tranqüila a sala

A tarde caminha lenta impune

Portas fechadas

ressoam vozes

lá fora

um telefone jamais chama




Talvez chova ainda hoje

mas agora

nenhum risco ou relâmpago

Posso dormir neste barco

há árvores à margem sombreando o rio




É tão tranqüila a sala

na tarde seguindo lenta

E vibra

ardente

como uma palma de mão

Aqui descanso do sim e do não

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