PSDB quer ouvir Tarso e diretor-geral da PF no Senado sobre exclusão de PT, PTB e PV do relatório da Operação Castelo de Areia
Tucanos falam em CPI da Petrobras, com apoio do DEM e de outras siglas que teriam recebido, diz a PF, doações ilegais da Camargo Corrêa
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
A exclusão de PT, PTB e PV do relatório final da Polícia Federal sobre a Operação Castelo de Areia, que investiga a construtora Camargo Corrêa, foi considerada pela oposição como a prova de que houve direcionamento para atingir os partidos que não apoiam o governo Lula. O PSDB já fala em criar a CPI da Petrobras.
O partido apresentou requerimento para ouvir, no plenário do Senado, o ministro Tarso Genro (Justiça) e o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa. E defendeu uma CPI que tenha como foco a Refinaria do Nordeste, cujo nome de batismo é Refinaria Abreu e Lima.
"Vamos articular a CPI do superfaturamento da Petrobras, lá é que estão os podres, querem desviar a atenção dos brasileiros", afirmou o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), após o líder de seu partido, senador Arthur Virgílio (AM), propor a investigação.
Citada no relatório da PF, a refinaria está sendo construída em Pernambuco pela Petrobras e pela estatal venezuelana PDVSA. O TCU (Tribunal de Contas da União) encontrou 12 irregularidades nas obras.
A Comissão Parlamentar de Inquérito contaria com o apoio do DEM, que, ao lado de PSDB, PPS, PP, PSB, PDT e PMDB, foi citado no relatório da PF como possível alvo de doações ilegais feitas pela Camargo Corrêa. Os partidos negam. Em reportagem do "Jornal Nacional", da Rede Globo, a PF informou que excluiu esses três partidos do relatório final porque, em princípio, as transferências foram dentro da lei.
O presidente do DEM, Rodrigo Maia, disse que houve "má-fé ou incompetência" dos responsáveis pelo inquérito. "A partir do momento em que as pessoas responsáveis pelas investigações não têm a informação de que existe na legislação, do caminho da doação legal aos partidos, posso achar que é má-fé, porque as pessoas deveriam ter essa informação, ou incompetência", afirmou.
Maia reiterou que os recursos recebidos pelo líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), foram legítimos e declarados à Justiça Eleitoral. "Não sei onde a PF e o Ministério Público querem chegar. Vai se vazando coisas para se provocar o desgaste de partidos", disse o presidente do DEM.
"Essa operação tem foco claro: desmoralizar o TCU e enfraquecer a oposição", afirmou o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse que o partido não pode se responsabilizar pelo relatório da PF e condenou a oposição. "Nós não vamos pedir CPI para investigar a oposição", afirmou Berzoini.
Em defesa da PF e do governo, o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, disse que a operação é "questão de polícia e de justiça, e não de política". "Quem está querendo politizar é a oposição." Ele também se diz contrário a uma CPI.
O partido apresentou requerimento para ouvir, no plenário do Senado, o ministro Tarso Genro (Justiça) e o diretor da PF, Luiz Fernando Corrêa. E defendeu uma CPI que tenha como foco a Refinaria do Nordeste, cujo nome de batismo é Refinaria Abreu e Lima.
"Vamos articular a CPI do superfaturamento da Petrobras, lá é que estão os podres, querem desviar a atenção dos brasileiros", afirmou o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), após o líder de seu partido, senador Arthur Virgílio (AM), propor a investigação.
Citada no relatório da PF, a refinaria está sendo construída em Pernambuco pela Petrobras e pela estatal venezuelana PDVSA. O TCU (Tribunal de Contas da União) encontrou 12 irregularidades nas obras.
A Comissão Parlamentar de Inquérito contaria com o apoio do DEM, que, ao lado de PSDB, PPS, PP, PSB, PDT e PMDB, foi citado no relatório da PF como possível alvo de doações ilegais feitas pela Camargo Corrêa. Os partidos negam. Em reportagem do "Jornal Nacional", da Rede Globo, a PF informou que excluiu esses três partidos do relatório final porque, em princípio, as transferências foram dentro da lei.
O presidente do DEM, Rodrigo Maia, disse que houve "má-fé ou incompetência" dos responsáveis pelo inquérito. "A partir do momento em que as pessoas responsáveis pelas investigações não têm a informação de que existe na legislação, do caminho da doação legal aos partidos, posso achar que é má-fé, porque as pessoas deveriam ter essa informação, ou incompetência", afirmou.
Maia reiterou que os recursos recebidos pelo líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), foram legítimos e declarados à Justiça Eleitoral. "Não sei onde a PF e o Ministério Público querem chegar. Vai se vazando coisas para se provocar o desgaste de partidos", disse o presidente do DEM.
"Essa operação tem foco claro: desmoralizar o TCU e enfraquecer a oposição", afirmou o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, disse que o partido não pode se responsabilizar pelo relatório da PF e condenou a oposição. "Nós não vamos pedir CPI para investigar a oposição", afirmou Berzoini.
Em defesa da PF e do governo, o líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza, disse que a operação é "questão de polícia e de justiça, e não de política". "Quem está querendo politizar é a oposição." Ele também se diz contrário a uma CPI.




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