terça-feira, 12 de maio de 2009

Após a terceira dose - bar é poesia




A garota do adeus



(luiz alfredo motta fontana)








Um dia

lhe entregou o adeus...

Delicado, leve,

em tons de azul,

com retoques em prata.



Feito da mais pura solidão,

torneado a fogo,

com o brilho transparente da angústia.

A textura flexível,

de quem enfim compreendera...



Ela aceitou,

insistira tanto por ele.

Embrulhou num sorrir,

guardou na própria tristeza,

ao lado do velho desistir...



Até hoje, nas tardes,

e prenúncios da noite,

ela brinca

com o adeus,

sempre a mão.



Nunca mais só

a garota do adeus

1 comentários:

jacy disse...

Gosto de muitos dos seus poemas, mas confesso que tenho predileção por este. Parbéns pela inspiração epelo talento.

Jacy Sande