segunda-feira, 8 de junho de 2009

Após a quarta dose - bar é prosa





O voo 447 e os mitos recorrentes



(luiz alfredo motta fontana)










A probabilidade do acidente, do Airbus 330, decorrer de erro de leitura dos computadores a bordo, atinge em cheio o imaginário popular.

Aqui a presença recorrente do dito popular: "a vida imita a arte"





A sensação de desamparo que permeia a platéia ao acompanhar a "revolta" do "robot pistoleiro", vivido por Yul Brynner em Westworld, só encontraria a mesma intensidade face aos "delírios' de HAL 9000, o mítico computador de 2001: A Space Odyssey.






Talvez esse fato explique a ausência de matérias que repercutam a sempre presente especulação sobre imputação de responsabilidades, quer sobre empresas, quer sobre autoridades responsáveis por segurança de voos.

Aplauda-se, como louvável novidade, a isenção midiática, evitando-se qualquer insinuação sobre possível fragilidade na conduta dos comandantes da aeronave.

O comportamento ético, comedido, até mesmo cool, quer das autoridades francesas ou brasileiras, apontam para nova realidade comportamental em tragédias, indo de encontro ao tradicional recato francês em ocasiões similares. Nem mesmo a exceção incômoda proporcionada pela inusitada performance do ministro afeito à sucuris, corrompe esse novo quadro.

Michael Crichton, autor e diretor de Westword, ou Stanley Kubrick, 2001: A Space Odyssey, anteciparam a nossa perplexidade face à "loucura" eventual da tão apreciada tecnologia embarcada.

A arte triunfou e antecipou catarses.

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