Do sogro, ele não tem o que reclamar. Em 18 de janeiro de 2007, Cruz foi nomeado por Agaciel Maia, por meio do ato de número 95, para trabalhar como assistente-parlamentar no gabinete do então senador Maguito Vilela (PMDB-GO) pelo salário de R$ 2,6 mil. Um ano depois, uma promoção: o genro do homem mais poderoso da administração do Senado virou secretário do curso de Educação do Interlegis, programa digital da Casa para o ensino legislativo, um dos principais braços políticos de Agaciel Maia.
O salário subiu para R$ 8,1 mil. O Interlegis serviu, por exemplo, para abrigar os aliados políticos do ex-primeiro-secretário Efraim Morais (DEM-PB) na Paraíba. O mecanismo? Ato secreto. As movimentações internas do genro de Agaciel Maia no Senado foram todas assinadas pelo então diretor-adjunto e hoje diretor-geral, José Alexandre Gazineo.
Em 10 de outubro do ano passado, durante o cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) antinepotismo, Agaciel foi obrigado a demitir o genro. Mas escondeu a decisão, numa tentativa de esconder o loteamento familiar do Senado. A exoneração saiu num ato secreto. A mulher do ex-diretor, Sânzia Maia, perdeu a cadeira de comando da Secretaria de Estágios com a decisão do Supremo. Procurados pela reportagem, Agaciel e Rodrigo Cruz não respoderam a reportagem.
Agaciel
Agaciel Maia pediu afastamento do cargo após vir à tona que sonegou a compra de uma casa de R$ 5 milhões em Brasília. Ele trabalhava há 33 anos no Senado e estava há 14 na diretoria-geral. Quando saiu, foi aclamado por 104 chefes de serviço, subsecretários e coordenadores que agraciou com status de diretor, aumento salarial e vaga na garagem do prédio.





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