quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Maysa - Manhã de carnaval
Manhã De Carnaval
Maysa
Composição: Música: Luiz Bonfá - Letra: Antonio Maria
Manhã tão bonita manhã
De um dia feliz que chegou
O sonho seu surgiu
E em cada cor brilhou
Por todo sonho então
Ao coração
Depois deste dia feliz
Não sei se outro dia haverá
É nossa manhã tão bela afinal
Manhã de carnaval
La ra ra rara
Canta o meu coração
A alegria voltou
Tão feliz
A manha desse amor
Chico Buarque - Olê Olá
"Olê, olá"
(Chico Buarque)
Não chore ainda não
Que eu tenho um violão
E nós vamos cantar
Felicidade aqui
Pode passar e ouvir
E se ela for de samba
Há de querer ficar
Seu padre, toca o sino
Que é pra todo mundo saber
Que a noite é criança
Que o samba é menino
Que a dor é tão velha
Que pode morrer
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Quem sabe sambar
Que entre na roda
Que mostre o gingado
Mas muito cuidado
Não vale chorar
Não chore ainda não
Que eu tenho uma razão
Pra você não chorar
Amiga me perdoa
Se eu insisto à toa
Mas a vida é boa
Para quem cantar
Meu pinho, toca forte
Que é pra todo mundo acordar
Não fale da vida
Nem fale da morte
Tem dó da menina
Não deixa chorar
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Quem sabe sambar
Que entre na roda
Que mostre o gingado
Mas muito cuidado
Não vale chorar
Não chore ainda não
Que eu tenho a impressão
Que o samba vem aí
E um samba tão imenso
Que eu às vezes penso
Que o próprio tempo
Vai parar pra ouvir
Luar, espere um pouco
Que é pro meu samba poder chegar
Eu sei que o violão
Está fraco, está rouco
Mas a minha voz
Não cansou de chamar
Olê olê olê olá
Tem samba de sobra
Ninguém quer sambar
Não há mais quem cante
Nem há mais lugar
O sol chegou antes
Do samba chegar
Quem passa nem liga
Já vai trabalhar
E você, minha amiga
Já pode chorar
Chico Buarque e Maria Bethânia - SEM FANTASIA
Sem Fantasia
Composição: Chico Buarque
Vem, meu menino vadio
Vem, sem mentir pra você
Vem, mas vem sem fantasia
Que da noite pro dia
Você não vai crescer
Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos
Vem perde-te em meus braços
Pelo amor de Deus
Vem que eu te quero fraco
Vem que eu te quero tolo
Vem que eu te quero todo meu
Ah, eu quero te dizer
Que o instante de te ver
Custou tanto penar
Não vou me arrepender
Só vim te convencer
Que eu vim pra não morrer
De tanto te esperar
Eu quero te contar
Das chuvas que apanhei
Das noites que varei
No escuro a te buscar
Eu quero te mostrar
As marcas que ganhei
Nas lutas contra o rei
Nas discussões com Deus
E agora que cheguei
Eu quero a recompensa
Eu quero a prenda imensa
Dos carinhos teus
Após a terceira dose - bar é poesia
O teu dormir
(luiz alfredo motta fontana)
O teu dormir
estampa o último prazer
A pele
repousa em suave confissão
As mãos
retém promessas
Teu corpo
testemunha em curvas
todos os desejos
Meu olhar
te despe e reveste
Teu dormir
é meu sonhar
Bar é poesia - Eugênia Tabosa
Sonhei comigo
(Eugênia Tabosa)
Sonhei comigo
esta noite
Vi-me ao comprido
Deitada
Tinha estrelas
nos cabelos
em meus olhos
madrugadas
Sonhei comigo
esta noite
como queria ser sonhada
Senti o calor da mão
percorrendo uma guitarra
De longe vinha um gemido
uma voz desabalada
Havia um campo
de trigo
um sol forte
me abrasava
E acordei
meio sonhando
procurando
me encontrar
Quando me vi
ao espelho
era teu
o meu olhar
Bar é poesia - Flora Figueiredo
Enlevo
(Flora Figueiredo)
Eu olho você grande e distante
e da sua grandeza me comovo
e da sua distância me revolto.
Olho de novo.
Procuro reter em minhas mãos sua figura
mas ela gesticula, oscila e cresce
e numa insconstância distraída
no instante exato
por trás da vida desaparece.
Um desacato.
Do meu desaponto eu me levanto
pra levar embora outro desencanto
mas você me divisa e então me chama.
Me aguarda, reclama e me convida
e minha vida nessa ansiedade por fim entrego.
E nesse amor feito de espuma colorida
nós flutuamos: você borbulha, eu escorrego,
ensaboados, você explode, eu me desintrego.
Nissan Motor set to post first loss in a decade - The Times, uk - link (aqui)
Nissan Motor, Japan’s third-largest carmaker, is likely to plunge into an operating loss for the first time since Carlos Ghosn took over as president of the sprawling industrial giant a decade ago, analysts are warning.
The predicted loss comes as the entire Japanese car industry is writhing in pain: US and Japanese consumers are retrenching with unexpected speed and emerging market growth in hotspots such as Russia and China has begun to wither alarmingly.
The dip into loss will be a profound reversal for Mr Ghosn and for the investors who have backed his once seemingly bulletproof management powers.
When he became president of Nissan in 1999, the company was on the verge of oblivion and required wholesale restructuring to make it viable again.
As the first non-Japanese chief executive of a Japanese blue chip, his success was touted as the ultimate clash of Western management style with the embedded culture of Japan Inc.
Analysts in Tokyo downgraded their forecasts for Nissan today, reversing their predictions of slim profits and warning investors to expect a prolonged two-year stint in the red.
Consensus forecasts, however, still hold that Nissan will make a modest profit of 80 billion yen (£620 million) in the current year.
Brokers said that the expected losses at Nissan — along with today’s forecast downgrades — arose from a growing sense of unease over the size of global inventories of unsold cars.
“Everyone has seen the satellite photographs showing airfields and docksides full of unsold cars, and the shoe has finally dropped,” one trader in Singapore said.
"Companies like Nissan, Toyota and Honda are not going to be able to sell any cars over the next few months unless they offload those inventories at knockdown prices, and that is going to hurt the bottom line.”
The trader added that Toyota’s recent profit warning had rattled most analysts’ assumptions about the state of the market and implied as yet invisible future blows to the carmakers’ profitability.
Tokyo Mitsubishi UFJ analysts noted the continuing downward pressure placed on the Japanese carmakers by the strong yen: a stint of weakness this month proved to be a false dawn, and in trading today, the Japanese currency once again pushed higher into the Y88 range against the dollar.
Most large Japanese companies have based their profit forecasts for the current year on a yen-dollar exchange rate assumption of something near Y98.
Nissan is expected to make its grim slide into the red during the current financial year, which ends on March 31.
The company has already scythed into its workforce with job cuts at plants around the world: a quarter of its British workers were laid off recently, and, in common with other Japanese carmakers, virtually all of its temporary staff in Japan.
Nissan’s other cost-cutting measures include an indefinite four-day week scheme at the company’s plants in the US.
The forecast loss will mark a dramatic reversal of the company’s estimates, which were last updated in October and suggested that, despite faltering markets around the world, the company would make an operating profit of about Y270 billion.
Analysts told The Times that losses this year might amount to only a relatively shallow drop of about $500 million (£340 million).
Predictions in the Japanese press of an impending profit warning by Nissan hit the company’s shares by about 5 per cent in trading today.
Les actionnaires de Renault privés de dividende? - Libération, fr - link (aqui)
Selon le quotidien «Les Echos», l'Etat pousse le groupe automobile à prendre cette décision en «contrepartie» logique aux aides publiques envisagées.
L'Etat pousse le groupe automobile Renault à ne pas verser de dividende à ses actionnaires en mai au titre des résultats de 2008, selon Les Echos.
Cette décision serait une «contrepartie» logique aux aides envisagées, selon une source gouvernementale citée par le quotidien économique.
«Encore détenteur de 15% du constructeur privatisé en 1996, l'Etat estime qu'il serait particulièrement malvenu d'apporter des milliards d'euros qui seraient en partie reversés aux actionnaires au beau milieu de la crise économique et financière», explique Les Echos.
Toujours selon le journal, «la logique de ce raisonnement vaudra certainement pour d'autres grands industriels nationaux, à commencer sans doute par PSA».
Le président Nicolas Sarkozy se rend aujourd'hui en Franche-Comté pour une visite de l'usine PSA de Vesoul. Visite qui pourrait être l'occasion pour le chef de l'Etat de préciser les pistes à l'étude pour le secteur en attendant les Etats généraux de l'automobile, le 20 janvier.
(Source AFP)
McGoohan n’est plus un numéro - Libération, fr - link (aqui)
15 janv. 6h51
Le héros du Prisonnier, série télé archiculte malgré 17 épisodes seulement, est mort.
R.G., G.L. et I.R.
Patrick Mc Goohan (DR)
La Boule aura fini par avoir raison du prisonnier le plus célèbre de la télévision : Patrick Mc-Goohan, le fameux n°6 de la série, est mort hier à Los Angeles à 80 ans, des suites d’une «courte maladie», a précisé à l’AFP son agent.
Quelques films au compteur (dont l’honorableEvadé d’Alcatraz de Don Siegel) pour tenter de se dépoisser de la série télé devenue depuis archiculte malgré 17 épisodes seulement.
Mais quels épisodes !… L’acteur, américain en fait, avait déjà impressionné dans une première série britannique, Destination : danger, où il campait John Drake un agent secret de l’Otan aux prises, fatalitas !, avec des forces mystérieuses autant qu’obscures, un grand classique de la parano de la guerre froide à la télé. Dans le Prisonnier, c’est pareil. En pire.
Tentative de résumé de l’intrigue. Alors. Pat, qu’on appellera vite fait n° 6, plaque les services secrets. Ras le bol. Sauf que, voilà, ses heures de récup n’ont pas lieu dans le resort de ses rêves mais au… Viilllllaaaage (via un gaz paralysant, mais bon). C’est-à-dire une charmante bourgade, toujours ensoleillée, qui hésite entre Club Med sous LSD et hôpital de jour. La déco y est irréprochable, difficile à décrire quand on n’est pas soi-même adepte du style byzanto-hellenico-austro-russo-camerouno-andalou. Très joli. Et les sapes : on y porte le canotier volontiers, voile de mousseline pour ces dames, et veste noire à liseré blanc pour notre héros. Prè-Carnaby Street. Curieusement, Pat n’a qu’une envie, tout au long de la série : se tirer, sous prétexte qu’il n’est pas un numéro mais un homme libre. Et pis quoi encore ? Mais toujours cette putain de Boule, aka le Rôdeur (aka, pour les jeunes, Brice Hortefeux), qui empêche son évasion. Et à chaque retour, la rengaine, particulièrement flippante, lancée par les autres numéros-habitants du Village : «Bonjour chez vous.»
Fiat, Marchionne rinnova la squadra di vertice - La Stampa, it - link (aqui)
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| L'amministratore delegato di Fiat Group Automobiles |
«La riorganizzazione decisa oggi rappresenta un passaggio importante per Fiat Group Automobiles, perché mette l'azienda nelle condizioni di affrontare le prossime sfide dei mercati in modo più efficiente ed immediato». Parola di Sergio Marchionne, che commenta così la nuova organizzazione della squadra di vertice del gruppo torinese, resa nota all’indomani dell’uscita dell’ex capo del marketing Luca De Meo.
I brand
Alla guida dell’Alfa Romeo Automobiles sale Sergio Cravero. Il neoamministratore delegato è torinese, ha 48 anni, una laurea in Ingegneria meccanica e un master in business administration. Lavora in Fiat Group dal 1986. Ha cominciato dalla direzione commerciale, dove prima ha ricoperto il ruolo di product manager e poi quello di zone manager del marchio Fiat. Nel 1991 è entrato alla direzione prodotto come responsabile dello sviluppo dello spider Barchetta e, successivamente, di tutti i modelli del segmento B di Fiat e Lancia. Nel 1999, tornato in area commerciale, è stato nominato brand manager di Alfa Romeo, seguendo tra l’altro il lancio della 147. Nel 2002 è diventato responsabile della piattaforma di sviluppo E per i marchi Fiat e Lancia. Nel 2005 ha assunto la guida del marketing Alfa Romeo. Con la sua nomina, le responsabilità dei brand sono così attribuite: Fiat e Fiat Professional a Lorenzo Sistino, Lancia a Olivier François, Abarth a Harald Wester, che mantiene gli incarichi di chief technical officer di Fiat Group e amministratore delegato di Maserati; l’Alfa Romeo appunto a Cravero.
Funzioni trasversali
Sono state inoltre costituite anche quattro nuove funzioni, che lavoreranno in maniera trasversale per i marchi del settore: «sales», affidata a Sistino, che avrà la responsabilità di coordinare le attività commerciali dei brand Fiat, Lancia e Alfa Romeo (alla funzione faranno capo tutti i mercati); «marketing communication», che va a Olivier François, con il compito di coordinare le attività di comunicazione per tutti i brand; «product portfolio planning & automotive institutional relations», affidata a Daniele Chiari, con la responsabilità di assicurare la pianificazione di vetture e motori e curare le relazioni istituzionali; «product concept» a Cravero, che avrà la responsabilità di coordinare lo sviluppo dei singoli modelli e l'impostazione delle iniziative di prodotto per i marchi Fiat, Lancia e Alfa Romeo.
«Passaggio importante»
L’ad del Lingotto ha rimarcato l’importanza di questo nuovo passaggio per Fiat Group Automobiles. «I cambiamenti ai quali stiamo assistendo nel mondo dell'automobile ci impongono di essere in grado di adeguare la struttura organizzativa in tempi molto rapidi - ha detto Marchionne -. La nomina di Sergio Cravero a capo di Alfa Romeo rientra in una precisa strategia del Gruppo, mirata a far crescere le migliori risorse interne, permettendo loro di entrare a far parte del processo decisionale. Cravero ha un'alta professionalità e una consolidata esperienza sia nell'ambito ingegneristico sia in quello commerciale. Sono convinto che per Alfa Romeo si tratti della migliore scelta possibile». «Contemporaneamente alla nomina di Cravero - ha aggiunto - abbiamo deciso la costituzione di quattro nuove funzioni, con responsabilità trasversali all'interno dell'azienda, mantenendo assolutamente distinte le responsabilità dei singoli brand, in modo da salvaguardare e valorizzare le identità specifiche di ogni marchio e la loro riconoscibilità sul mercato». Secondo Marchionne, la nuova organizzazione permetterà al Lingotto di «ottenere maggiori sinergie e di raggiungere un miglior livello di integrazione tra attività comuni ai vari marchi. Questa operazione garantirà, inoltre, a Fiat Group Automobiles una struttura molto più agile e snella, aumentando il livello di aderenza alle opportunità di business e la velocità di azione».
Le depresse dello shopping - La Stampa, it - link (aqui)

15/1/2009 - MILANO HA PERSO IL GLAMOUR
SARA RICOTTA VOZA
MILANO
Sapessi com’è strano fare shopping a Milano. Ci vorrebbe la voce malinconica della Vanoni per descrivere l’aria che tira in questi giorni nelle vie del centro.
Poco passeggio, negozi semivuoti e window-watching frustrante, perché non è nemmeno un bel guardare. Corso Vittorio Emanuele è mezzo transennato per il crollo dei lastroni del portico e ieri pure via Berchet - dietro la Galleria – veniva chiusa per caduta ghiaccio. In tempi di crisi conclamata suonano come brutti segni, metafore di una città che perde i pezzi «glam». Lo stesso corso ha già cambiato volto. Due negozi sono diventati temporary shop, ma di quelli tristi, con la cubitale scritta «Prezzi bassi». E dove un tempo c’era la libreria Mondadori c’è un megasportello di An. Per carità, le mise sono alla moda. Ma hai l’impressione che degli accessori griffati visti in giro pochi siano gli originali, a cominciare dagli stivali «UGG». Quella figura così milanese (e prima ancora newyorkese, alla Sex&the City) della ragazza che magari risparmiava sul filetto, ma che non rinunciava alla borsa Balenciaga, è in estinzione.
I ragazzi allo Straf Bar dietro la Rinascente sembrano griffati, e invece no. Hanno tra i 20 e i 25 anni, amano le marche e ora non se le possono permettere. «Compravo solo mutande D&G, ora le prendo simili al mercato», dice uno, togliendosi una cuffietta dell’iPod. Anche Loredana, 18 anni, voleva il giubbotto Moncler, «ma mi sono accontentata di questo Imperial». Lavorano come promoter in libreria e sono fashion victim solo nelle aspirazioni. Non è il caso di Sara e Federica, studentesse diciassettenni, che hanno gli «UGG» originali, la borsa Prada e il casco Momodesign, ma si sentono vittime due volte: della moda e della crisi. «Prima avevo un budget esagerato», dice Sara dallo scooter. «Compravo una borsa e un paio di scarpe al mese, cose che costano anche 2000 euro, ma i miei sono divorziati e a mia madre hanno abbassato lo stipendio e, quindi, ora conto solo sua mia nonna». Federica, invece, è appena stata in America e ha approfittato della crisi di là per comprare a New York i vestiti che le piacciono, e così imitare Serena e Blair di Gossip Girl, idoli per le ragazzine dell’upper class: «Hanno cose di marche che qui non ci sono, ma mi sono accontentata di Bershka, giovane e non caro».
In Galleria una coppia si tiene per mano e, mentre lei ha il naso appiccicato alla vetrina di Vuitton, lui si tiene indietro. Vengono da Verbania, lei commessa e lui autista di pullmann. Sono griffati, roba originale, ma non comprata quest’anno. «È la seconda volta che veniamo a Milano in due settimane», dice Umberto. «Le cose che ci piacciono non vanno in saldo e così siamo finiti da Zara. Lei vuole la nuova Vuitton Never Full, ma le ho regalato questa a marzo e deve aver pazienza».
Ma questo shopping tristanzuolo basta per parlare di crisi? A due giorni da Milano Moda Uomo gli stilisti non hanno voglia di far dichiarazioni e c’è chi fra i «brutti segni» ha messo la «tassa» di 60 euro per i giornalisti che vanno alle sfilate. «La crisi e l’accredito? Distinguerei», sorride il cavalier Boselli, presidente della Camera della Moda, «colpevole» dell’iniziativa. «Semmai era Milano a essere l’anomalia rispetto a Parigi Londra e New York, che facevano pagare». E la Camera ha diffuso un comunicato con le voci di spesa che giustificano questo «contributo». Quanto alla crisi, invece, Boselli ritiene che l’andamento delle promozioni prima di Natale e dei saldi portino un incoraggiamento e un avvertimento: «La gente continua a volere il bello e il brand. Ma non è disposta a pagarlo al prezzo di boutique».
Si riferisce ai dati eccezionali degli outlet, che invece per l’Ascomodamilano sono «devastanti». «Devastanti per i dettaglianti tradizionali, i negozi multimarca dei centri storici» spiega Franco Tomelli, segretario della Federazione moda. E non bastano i dati sui saldi (+2% rispetto al 2008, scontrino medio oltre i 150 euro, fra i prodotti più richiesti piumini, pantaloni, scarpe). «Finirà subito, 15 giorni e i negozi saranno vuoti. La gente non è più disposta a spendere. Ci sono altre priorità». C’era da aspettarselo. Anche Posh Spice Beckham, quando è atterrata a Milano con quel taglio corto e un anonimo tubino nero, era meno «posh».
Sabato inizia la Milano Fashion Week dedicata alla moda Uomo per l’autunno inverno 2009/2010, che si chiuderà martedì 20 gennaio. Quattro giorni, quindi, uno in meno rispetto al previsto, a causa della sovrapposizione di un evento di Yves Saint Laurent - la sfilata del pret à porter maschile disegnata da Stefano Pilati - per la serata del 21 a Parigi. L’accredito di 60 euro annunciato per i giornalisti non è previsto per le sfilate uomo, si comincerà a pagare con la settimana della donna.
Auto, mercato Ue sempre in calo Ma la Fiat aumenta la sua quota - la Repubblica, it - link (aqui)
Continua la caduta delle vendite di automobili
La casa torinese rafforza la sua presenza e passa dall'8,1 all'8,3%
La Borsa, però, fa scendere la quotazione del gruppo del Lingotto
ROMA - Cala pesantemente il mercato europeo dell'auto, ma la Fiat contiene il disastro rafforzando, sia pur di poco, la sua quota di mercato. Questo però non basta a sostenere la sua quotazione a Piazza Affari, dove poco dopo l'inizio della suduta risulta in ribasso del 2,7%.
A dicembre, secondo i dati dell'associazione costruttori Acea, le immatricolazioni in Europa ( i 27 paesi Ue più quelli Efta) sono scese del 17,8%, portando al -7,8 il calo di tutto il 2008: è il dato peggiore da 15 anni a questa parte.
La Fiat, dunque, scende un po' meno e aumenta la sua quota di mercato. Nel 2008 la quota della casa torinese in Europa occidentale (Ue a 15 più Efta) si è attestata all'8,3%, in lieve rialzo rispetto all'8,1% del 2007. Nel solo mese di dicembre è stata dell'8% rispetto al 7,6% di dicembre 2007.
Nel 2008 Fiat Group ha immatricolato in Europa occidentale (Ue a 15 più Efta) 1.119.995 vetture nuove, segnando un calo del 6,2% rispetto al 2007. Nel solo mese di dicembre, le immatricolazioni del gruppo torinese si sono attestate in Europa a 66.850 unità, in flessione del 14,9% rispetto allo stesso mese del 2007.
Calcolando l'Unione europea a 27 (compresi i nuovi stati membri) nel 2008 la quota di mercato di Fiat Group si è attestata all'8%, in leggero rialzo rispetto al 7,8% del 2007. A dicembre, la quota ha segnato il 7,7%, contro il 7,4% dello stesso mese del 2007.
In Europa occidentale (Ue a 15 più Efta), la quota del solo marchio Fiat si è attestata nel 2008 al 6,6% (dal 6,2% del 2007), quella di Lancia è rimasta stabile allo 0,8%, mentre Alfa Romeo è scesa allo 0,7% dal precedente 1%.
(15 gennaio 2009)
"In Italia rischia di essere ucciso" così l'avvocato ha convinto il ministro - la Repubblica, it - link (aqui)
di OMERO CIAI
Cesare Battisti
Nessuno si aspettava che la decisione di concedere l'estradizione ormai maturata all'interno del Tribunale Supremo e confermata dal rifiuto della Conare di accettare la domanda di asilo politico potesse essere ribaltata. Invece Genro, esaminando il ricorso, ha creduto fondati i timori che Battisti ha manifestato nell'unica intervista concessa in Brasile, qualche giorno fa al settimanale Epoca: "Se torno in Italia mi ammazzano", diceva l'ex terrorista.
Per l'avvocato Greenhalgh, secondo Battisti e, a questo punto, anche per il ministro, in Italia sarebbero ancora attivi "apparati di repressione illegali" e a Battisti viene dato l'asilo "perché potrebbe essere perseguitato per le sue opinioni politiche". Una lettura tutta da discutere visto che paragona l'Italia ad uno staterello dittatoriale ma che, in mancanza di novità, è l'ultima parola sul caso. La decisione del ministro annulla e archivia infatti qualsiasi scelta del Tribunale supremo che può ora solo controfirmare la concessione dello status di rifugiato politico. Teoricamente Battisti è già libero e può decidere di restare in Brasile come di andarsene dove gli pare.
Greenhalgh, insieme agli altri avvocati che difendono Battisti, elenca le ragioni che a suo giudizio giustificano la decisione di Genro. E tra queste una lettera in cui "l'ex presidente Francesco Cossiga ammette che le azioni del governo italiano per prendere l'ex terrorista hanno una motivazione unicamente politica". Poi, si augura che presto "Battisti possa tornare alla sua attività di scrittore".
Non è detto però che il ministro della Giustizia brasiliano abbia valutato bene tutte le conseguenze della sua azione. In Brasile, dove l'opposizione protesta e accusa Genro di aver agito spinto "da motivazioni ideologiche o emotive", e dove anche il presidente del Parlamento ha parlato di "decisione affrettata"; e in Italia dove già si chiede al governo di "richiamare per consultazioni l'ambasciatore".
Quando fuggì dalla Francia che stava per concedere l'estradizione per darsi di nuovo alla latitanza nel 2004, Battisti scelse il Brasile proprio perché in questo paese c'erano dei precedenti che lo facevano ben sperare in caso di cattura. Il più famoso è quello di Achille Lollo, l'ex di Potere Operaio coinvolto nella strage di Primavalle. Ma ce ne sono anche altri, meno noti, che hanno fatto nascere a Rio de Janeiro una piccola ma influente lobby di rifugiati italiani, più o meno coinvolti con gli Anni di Piombo.
Ogni storia è diversa e si pensava che quella di Battisti fosse sufficientemente differente dalle altre (quattro omicidi, le condanne all'ergastolo) per spingere il Supremo tribunale brasiliano a rivedere la consuetudine dei precedenti processi d'estradizione. E, in effetti, così era fino all'intervento del ministro Genro.
Dopo la sua cattura da parte di agenti dell'Interpol, coadiuvati dalle polizie francese e italiana, nel marzo di due anni fa, quasi nessuno si era speso pubblicamente in suo favore. Neppure Fernando Gabeira, il deputato verde brasiliano, che aveva molto probabilmente svolto il ruolo di contatto con gli amici francesi (il comitato parigino che si era costituito contro l'estradizione dalla Francia) e aiutato il latitante al suo arrivo in Brasile.
Preso atto dell'arresto in molti avevano dato per perso il caso, vista la gravità delle accuse e delle sentenze italiane contro Battisti. Solo il filosofo francese Bernard Henry Levy aveva alzato la voce e si era recato a Brasilia per incontrare Battisti e promettergli tutto il suo appoggio anche presso il governo francese. Gli altri hanno preferito lavorare nell'ombra, individuando dopo numerose incertezze e ripensamenti, l'uomo giusto nell'avvocato Greenhalgh che alla fine accettò di occuparsene e, ieri, ha vinto, nella sorpresa generale, la sua scommessa legale.
Nato nel 1954 a Sermoneta, in provincia di Latina, militante dei "Proletari armati per il comunismo" alla fine degli anni Settanta, Cesare Battisti è stato condannato all'ergastolo in contumacia in Italia per quattro omicidi. Sono quelli del maresciallo di polizia penitenziaria Antonio Santoro, ucciso a Udine nel 1978; del macellaio di Mestre Lino Sabbadin, ammazzato nel 1979; dell'agente della Digos Andrea Campagna, ucciso a Milano, sempre nel '79; e del gioielliere milanese Pierluigi Torregiani. In tre delitti Battisti è stato condannato come concorrente nell'esecuzione, mentre quello di Andrea Campagna lo ha commesso personalmente.
Battisti, arrestato in Italia nel '79, riuscì a fuggire dal carcere di Frosinone nel 1981. Da quella data iniziò un lungo periodo di latitanza che lo portò prima in Messico e poi a Parigi dove inizia a scrivere e a pubblicare libri gialli di un certo successo. Fino al 2004 quando, nonostante il comitato in suo favore animato dalla giallista Fred Vargas, le autorità francesi concessero l'estradizione. Ma, prima della sentenza, Battisti aveva già lasciato la Francia.
(15 gennaio 2009)
El fisco italiano reclama 33 millones a Valentino - El País, es - link (aqui)
El diseñador explica que declara en Londres sus ingresos
MÓNICA ANDRADE - Roma - 15/01/2009
La ofensiva de la Hacienda italiana contra sus famosos que han fijado la residencia fiscal en otros países se recrudece. El diseñador Valentino, su socio y pareja, Giancarlo Giammetti, y los cantantes Umberto Tozzi y Little Tony están en el punto de mira del fisco que, en el pasado, ya investigó a Dolce & Gabbana, a Gai Mattiolo -al que le fue impuesto un arresto domiciliario por quiebra fraudulenta-, y sancionó con multas millonarias a Luciano Pavarotti y Valentino Rossi.
La delegación fiscal de la provincia del Lazio reclama ahora a Valentino 33 millones de euros, entre impuestos, sanciones e intereses, porque cree que su residencia fiscal en Londres es ficticia. Lo mismo ocurre con su socio, Giancarlo Giammetti, al que le piden otros 22 millones. Desde la capital británica, el director de la oficina del modista, Ronald Feijen, ha emitido rápidamente una nota alegando que "desde hace 10 años, cuando ambos cedieron la empresa, fijaron su residencia y todos sus intereses en Londres". Además, añade que, aunque este cambio ya fue objeto de una investigación hace algún tiempo y declarado "legítimo y regular", los dos se muestran disponibles para ofrecer todas las aclaraciones necesarias ante los organismos competentes.
En la guerra declarada contra el fraude fiscal -lacra que en Italia alcanza la cota más alta de Europa con 100.000 millones de euros- se han visto también inmersos los cantantes Umberto Tozzi y Little Tony. El primero, con residencia en Mónaco, un país con una fiscalidad muy reducida y que siempre ha estado vigilado muy de cerca por su vecino, debería ingresar en las arcas públicas 3,4 millones de euros. A Little Tony se le cuestiona su residencia en San Marino y se le reclaman unos 350.000 euros. El cantante se ha defendido diciendo que es un "ciudadano de la República de San Marino desde hace siete generaciones" y que siempre ha pagado sus impuestos.
Ivoox quiere convertirse en el YouTube del sonido - El País, es - link (aqui)
La iniciativa de Juan Ignacio Solera ha conseguido el respaldo económico y logístico del grupo Intercom
ROSA JIMÉNEZ CANO 15/01/2009
Él mismo se define como un "inmigrante digital". "Éste no es mi mundo laboral", explica, "soy físico y siempre me he movido en el mundo industrial, en grandes naves y fábricas, pero me siento muy cómodo en esta nueva aventura".
Con el mismo optimismo con que dio el paso para dejar su anterior trabajo explica por qué cree en esta idea: "Hace como tres años viajaba mucho, me pasaba el día de emisora en emisora local, y sentía que tenía tanto por leer que me daba rabia perder así el tiempo. Me di cuenta de que con revistas habladas me sería suficiente para entretenerme".
Sonidos para el móvil
En un primer momento contactó con editoriales, y aunque mostraban su interés, ninguna estuvo dispuesta a darle forma a la idea en la Red. "No me quedó más remedio que aprender yo mismo y crear la plataforma", relata Solera con una mezcla de resignación y orgullo.
Mientras en Estados Unidos los audiolibros se consideran un producto de masas, en España ha costado introducirlos. Uno de los grandes retos que se plantea es llegar a los móviles: "Hay más de 40 millones de españoles con uno en el bolsillo y lo llevan siempre consigo. Si le dieran más usos a ese aparato, sería fantástico".
Al sentirse tan perdido, no se le ocurrió mejor nombre para su proyecto que Idea peregrina; pero esa idea, de alguna manera existía, se llamaba podcast. "No era lo mismo, pero al ver que en Estados Unidos tenía modelo de negocio, me ilusionó más aún".
"Queremos ser el YouTube de la radio, pero de manera más sencilla que el podcast", explica. Por sencillo se refiere a que no hace falta crear un canal de RSS, ni sindicar contenidos, ni farragosos desarrollos, sino que cualquier audio se sube a la plataforma en tres golpes de ratón y está disponible para escuchar online, descargar o incluir en cualquier página.
En enero 2008 comenzó a buscar financiación en bancos y organismo oficiales, sin éxito. En primavera consiguió que el Grupo Intercom confiase en su proyecto y se dedicó a tiempo completo a Ivoox. "No ha sido un paso fácil teniendo un puesto consolidado y tres hijos. Nunca me sentí emprendedor hasta que cumplí los 40 y me dio por ahí", confiesa.
Todo 'software' libre
Para facilitar su crecimiento y desarrollo han decidido hacerlo por completo con software abierto: "Usamos, por principios y por convicción, PHP y MySQL".
Su máxima apuesta pasa no sólo por los contenidos de radios tradicionales, con las que ya tienen acuerdos, y revistas especializadas como Muy Interesante y Ser Padres, sino por los ciudadanos con un entusiasmo por un tema concreto: "Nos gustaría llegar a tener verdaderas comunidades por temas. Mucha gente va a conferencias, talleres, mesas redondas..., y lo suben en vídeo, pero no es cómodo. Es mejor bajárselo y escucharlo en un viaje de avión. Pronto tendremos una opción para crearte un menú a medida según el tiempo que dure tu viaje". Por el momento no hay límite de uso ni restricciones.
La Universidad Rey Juan Carlos ya ha creado su canal con un curso de ventas y otro de mercadotecnia. En un primer vistazo, se detecta un buen archivo de canciones infantiles, conferencias sobre la Web 2.0 y contenidos sobre tecnología y la Web. Que nadie busque discografías, porque ahí no se encontrará, pero sí programas de radio musical, con críticas y recomendaciones.
"Igual que YouTube ha hecho con el vídeo en la red, nosotros queremos democratizar la radio en cualquier soporte. José Antonio Gelado, la gente de Enredados, y la comunidad podcastera nos han dado una excelente acogida", declara este optimista emprendedor.
IVOOX: www.ivoox.com IDEA PEREGRINA: http://ideaperegrina.wordpress.com/
Jobs delega en Cook la gestión diaria de Apple por enfermedad - El País, es - link (aqui)
Steve Jobs seguirá conservando el puesto de consejero delegado. - Tim Cook tomará las riendas al menos hasta junio
Los problemas de salud que sufre Steve Jobs son más graves y complejos de lo que él mismo pensaba, por eso ha decidido dejar temporalmente la gestión de Apple en manos de Tim Cook. Tanto Jobs como Apple habían negado hasta ahora que su enfermedad -padece un cáncer de páncreas- fuera motivo suficiente para que abandonara las operaciones diarias de la compañía tecnológica.
Steve Jobs, que seguirá conservando el puesto de consejero delegado, está considerado como el alma de la compañía de la manzana. Su ingenio y liderazgo están detrás del renacimiento de los ordenadores Mac, del éxito del popular reproductor digital iPod y de la creación del teléfono interactivo iPhone. Las riendas de la firma tecnológica estarán en manos de Cook al menos hasta junio.
En un correo electrónico enviado a sus empleados, explica sin entrar en grandes detalle que la curiosidad que rodea a su enfermedad esté provocando una distracción para la compañía.
"Como consejero delegado, tengo la intención de seguir participando en la decisiones estratégicas mientras estoy de baja", explicó. Cook es en la actualidad el jefe de operaciones de Apple, por lo que conoce al dedillo todos los entresijos de la compañía.
Los rumores sobre la gravedad del estado de Jobs comenzaron hace un año, cuando su extrema delgadez hizo temer por un empeoramiento de su estado de salud. Su ausencia la semana pasada de MacWorld alimentó las especulaciones, mientras Apple aseguraba se trataba de un "desequilibrio hormonal".
La cotización de la compañía quedó suspendida tras el cierre de Wall Street, por el impacto que puede tener el desenlace en el precio de sus acciones.
Correo de Steve Jobs a todos los empleados de Apple
Equipo,
Estoy seguro de que todos visteis mi carta de la semana pasada en la que compartía algo muy personal con la comunidad de Apple. Desafortunadamente, la curiosidad sobre mi salud personal sigue siendo no sólo una distracción para mí y para mi familia, sino para todo el mundo en Apple. Además, durante la última semana he aprendido que mis cuestiones de salud son más complejas de lo que yo originalmente pensaba.
A fin de centrarme en mí mismo y en mi salud, y permitir que todos en Apple se centren en la entrega de productos extraordinarios, he decidido tomarme una baja médica hasta el final de junio.
He pedido a Tim Cook que sea el responsable de Apple de las operaciones del día a día, y sé que él y el resto del equipo ejecutivo harán un gran trabajo. Como máximo responsable de la compañía, tengo previsto seguir participando en las principales decisiones estratégicas mientras estoy fuera. Nuestro consejo de administración apoya plenamente el plan.
Espero veros a todos este verano.
Steve
Más flexibilidad laboral en tiempos de crisis? - El País, es - link (aqui)
Empresarios y trabajadores discrepan sobre la calidad del empleo en tiempos de crisis- JOSÉ MANUEL PEDROSODos velocidades conviven en el mercado de trabajo en España: la rigidez del empleo fijo y el abuso de la temporalidad - Resultado: falta de talentos aprovechados y menor crecimiento económico
AMANDA MARS 15/01/2009
Día 25 de septiembre de 2008. A unos días de explotar uno de los capítulos más negros de la actual debacle económica mundial, el presidente de la patronal CEOE, Gerardo Díez Ferrán, lanza el guante. "Ante problemas excepcionales, el Gobierno debe tomar medidas excepcionales". Éstas, aclaró, eran abaratar el despido y flexibilizar el mercado de trabajo.
Nada nuevo bajo el sol. Cinco reformas laborales en el periodo democrático no han contentado a nadie: los empresarios siguen quejándose de la rigidez del mercado de trabajo, y los trabajadores, de la precariedad y la picaresca empresarial a la hora de exprimir los límites legales.
Las reivindicaciones de los empresarios contra la tan traída y llevada rigidez de la normativa laboral española rebrotan con la crisis, abrigadas por las proclamas de grandes organismos como el Fondo Monetario Internacional (FMI), el Banco Mundial y la Organización para la Cooperación y el Desarrollo Económicos (OCDE).
Pero, al mismo tiempo, la mayoría coincide en que las empresas hacen en España un uso abusivo de la temporalidad en el empleo -la tasa de trabajadores eventuales, del 31%, contrasta con el promedio del 15% de la Europa de los 25-, lo que crea una suerte de flexibilidad de facto anómala. Además, los sindicatos critican que las herramientas de adaptabilidad internas no se aprovechan lo suficiente.
¿Es tan rígido el marco laboral en España? ¿Es tan necesaria una enésima reforma, esta vez, supuestamente definitiva? Contratos estables pero con duración limitada a cinco años, más movilidad funcional y geográfica, jornadas de trabajo y sueldo variables, indemnizaciones por despido que oscilen en función de la vulnerabilidad del empleado afectado... Las posibilidades que plantean las empresas son múltiples esgrimiendo un argumento: una economía más abierta genera mayor espíritu emprendedor, estimula el empleo estable y, a la postre, fomenta una economía de mayor valor añadido.
"Ya hay mucha flexibilidad, hay múltiples herramientas, lo que pasa es que no se utilizan bien", critican los abogados Ana Tomé y Sergi Maldonado, del bufete laboralista Col.lectiu Ronda, dedicado a la defensa de trabajadores. Un ejemplo es el contrato indefinido a tiempo parcial, que se utiliza poco en España. Muchos trabajadores de los servicios de tierra de los aeropuertos lo tienen. "Les cambian las horas de trabajo y la función cada mes", apunta Maldonado. Algunas fórmulas de flexibilidad, en España, se pueden aplicar a través del convenio colectivo, de acuerdo con los trabajadores.
"El marco laboral en España es garantista, pero no rígido. El despido ya es libre en España; puedes despedir a cualquiera, lo que quieren los empresarios es que, además, sea gratis", añade Tomé. Ambos abogados no dejan de mostrar sentencias por contratación fraudulenta, de hacer pasar por eventuales funciones que son estructurales durante varios años. Nadie se libra, ni las entidades públicas.
Marc Carrera, abogado de la firma legal Sagardoy, que asesora a grandes empresas, reconoce: "Es verdad que el contrato eventual se ha desvirtuado, pero hay tal inseguridad jurídica para el empresario que éste se atrinchera, toma decisiones a corto plazo y no apuesta".
Las compañías automovilísticas son las que más han apostado por adaptar su estructura a los vaivenes del mercado, pero incluso sus sistemas se han agotado, y también reclaman acuerdos más flexibles. Seat, por ejemplo, tiene una bolsa de horas, la cual establece que los trabajadores pueden dejar de trabajar hasta 35 días al año por caídas en la producción, y la compañía les sigue pagando el sueldo. A cambio, los trabajadores devuelven esas horas en puntas de actividad, sin cobrar más.
Pero la caída de ventas es tan severa que la bolsa de horas no trabajadas se ha agotado para muchos empleados y la compañía ha optado por un recorte temporal de 5.300 empleos. Nissan también está aplicando un ajuste temporal -sin descartar despidos futuros- y uno de los motivos planteados es que carece de empleados eventuales y, por tanto, de margen de flexibilidad, después de que una decisión judicial le obligase a hacer fijos a 700 eventuales.
Y es que el empleo temporal es una fórmula de ajuste a la que se agarran las empresas. La OCDE, además de emplazar continuamente a España a aflojar la legislación, le riñe por lo descompensada que está la protección a los indefinidos (que contempla una indemnización de 45 días de salario por año trabajado en caso de despido improcedente), muy por encima de la media de la OCDE, frente a la de los eventuales (ocho días), muy por debajo (ver cuadro).
Para Sandalio Gómez, profesor especializado en laboral de la escuela de negocios IESE, que ha elaborado un estudio sobre las reformas laborales, "la única manera de acabar con la temporalidad es crear un empleo indefinido más barato, porque los empresarios tienen pánico a los trabajadores de más de 10 o 15 años de antigüedad".
Aunque la flexibilidad afecta a la contratación, las condiciones y la rescisión del contrato, el debate en España acaba siempre focalizado en un factor: el precio del despido. Y el de los españoles con contrato fijo no es nada barato. Es al menos lo que dice el Banco Mundial en su informe Doing business 2009 (Hacer negocios), en el que elabora la lista de las economías más flexibles. España presenta un coste de despido del 56 en una escala de 0 a 100, superior a la media de la OCDE (25), a mil años luz de Estados Unidos (0) o Reino Unido (22), aunque más bajo que otros como el de Alemania (69). Las fuentes que cita el Banco Mundial en su informe son grandes firmas legales instaladas en España.
Toni Ferrer, secretario de Acción Sindical de UGT, pone el grito en el cielo. "Organismos como la OCDE y la FMI sólo hacen propaganda pura y dura para recortar derechos. Las comparativas entre países son muy complicadas. ¿La indemnización por despido es más baja en otros países? Vale, pero en algunos de los nórdicos tiene, por ejemplo, tres meses de preaviso. No se pueden admitir tantas falacias". Las causas a las que acogerse para justificar un cese, por ejemplo, también pueden ser más estrictas.
La manera de luchar contra la elevada tasa de temporalidad es acabar con "la debilidad del modelo productivo", según Ferrer. Carlos Martín, economista del gabinete de estudios de Comisiones Obreras, también apunta que "ahora, con la crisis, la tentación es hacer otra reforma porque es más visible, pero lo que se debe hacer es invertir en los sectores de más valor añadido y limitar el crecimiento del resto".
Fuentes de la CEOE han preferido no añadir análisis alguno a la procalma de su presidente. El jefe del Ejecutivo, José Luis Rodríguez Zapatero, no tardó en responder que abaratar el despido no solucionaría la crisis y que, en cualquier caso, no tomaría iniciativa alguna sin el acuerdo de sindicatos y empresarios.
La cuestión, al final, estriba en cómo y para qué se utilizaría una mayor laxitud laboral en una cultura empresarial como la española. ¿Apostarán por el talento, por el empleo de valor? En todo un ciclo de bonanza económica histórica, los puestos de trabajo creados por las empresas españolas han consolidado la precariedad y un modelo económico de bajo valor añadido. Pero la necesidad puede obligar ahora al cambio.
Marc Carrera lo tiene claro: "A las empresas no se les puede convencer como razones morales de que hagan algo, sino con las económicas, porque lograr beneficio es su obligación". Sandalio Gómez también admite que "la mentalidad de la empresa española tiene mucho que mejorar".
La Comisión Europea ha hecho, a su vez, llamamientos para acometer reformas estructurales en las economías, pero ha tomado la bandera de la flexiguridad, un concepto que gusta a la patronal y a los sindicatos europeos y que combina movilidad y protección, que inventó Dinamarca. En ese país, el empresario despide sin pagar nada (aunque con un preaviso de tres meses), pero el parado recibe como subsidio el 90% de su salario hasta un tope de cuatro años, durante los cuales tiene la obligación de seguir formándose y de buscar otro empleo. El resultado es una tasa de paro de sólo el 2,7% y una gran movilidad laboral.
Pero, para financiar un sistema así, el tan celebrado caso danés gasta en políticas de empleo ni más ni menos que el 5% de su producto interior bruto (PIB), según la OCDE, para lo que requiere potentes ingresos fiscales. En un momento en que en España también se reclaman nuevas rebajas de impuestos, se presume harto improbable lograr la cuadratura del círculo.
Cinco reformas en 20 años
El Estatuto de los Trabajadores, elaborado en 1980, se ha reformado cinco veces.
- 1984. Con una tasa de empleo del 20,6%, el Gobierno impulsó el contrato temporal y logró dos millones de contrataciones de este tipo hasta 1993.
- 1994. Para Sandalio Gómez, de IESE, fue la reforma más ambiciosa, aunque sin acuerdo con los agentes sociales. Se ampliaron las posibilidades del despido colectivo y las causas por despido objetivo (con una indemnización de 20 días de salario por año trabajado, en lugar de 45). Impulsó los contratos de prácticas, los llamados por los sindicatos "contratos basura".
- 1997. Se inventa un contrato indefinido de fomento a la contratación indefinida para colectivos especiales (jóvenes, mujeres en paro, entre otros), con 33 días de indemnización.
- 2001. Se reduce la duración del contrato eventual de 12 a 13,5 meses. En contratos a tiempo parcial, la reforma rompe la rigidez y se remite a una genérica distribución del tiempo.
- 2006. Sandalio Gómez critica que la reforma no soluciona los problemas estructurales, sino que incide en establecer subvenciones para la transformación de contratos eventuales en indefinidos. Pero estas ayudas tienen fecha de caducidad, diciembre de 2007.
Londres acuerda con la banca inyectar 23.500 millones a las 'pymes' - El País, es - link (aqui)
El Estado garantiza más de la mitad de los créditos nuevos o ya existentes
WALTER OPPENHEIMER - Londres - 15/01/2009
El Gobierno británico presentó ayer un paquete de medidas acordadas con la banca para inyectar 21.350 millones de libras (23.500 millones de euros) en créditos a las pymes de los que algo más de la mitad tienen la garantía del Estado. El plan, presentado ayer por el ministro de Negocios y Empresas, Peter Mandelson, coincide con una de las semanas más negativas del empleo en el Reino Unido con una cadena de anuncios de despidos que pueden afectar a casi 14.000 trabajadores.
El plan presentado por Mandelson significa multiplicar por cinco las ayudas a las pymes previstas en el ajuste presupuestario de otoño presentado en noviembre por el ministro del Tesoro y canciller del Exchequer, Alistair Darling. Pero ha sido recibido con tibieza por el mundo económico, que vive probablemente el momento de mayor pesimismo desde que comenzó la crisis financiera.
Para la EEF, una organización que agrupa a las empresas de manufacturas, se trata de "un primer paso al que damos la bienvenida", pero han advertido de que el problema clave sigue siendo la voluntad o no de los bancos de abrir el grifo del crédito.
El objetivo del plan es precisamente ése: animar a la banca a facilitar créditos aportando la garantía del Estado en el 50% de los 20.000 millones de libras destinados a las empresas que facturan un máximo de 500 millones de libras al año. Es decir, todas menos las 350 grandes empresas del país. La garantía del Estado se extenderá hasta 2011 y el dinero podrá destinarse a créditos nuevos o a refinanciar créditos ya existentes.
Un segundo tramo del paquete, por un total de 1.300 millones de libras (1.450 millones de euros), estará garantizado en un 75% por el Estado y destinado sólo a empresas que facturan un máximo de 25 millones de libras al año. Su objetivo es dar acceso al crédito a pequeñas y medianas empresas que son comercialmente viables pero están pasando problemas financieros debido a las restricciones crediticias. Otros 50 millones de libras se destinará a inversiones de capital riesgo en pequeñas empresas con gran potencial de crecimiento.
"Sabemos que algunas compañías están pasando apuros para cubrir sus necesidades financieras no porque tengan problemas con su negocio sino por las duras condiciones crediticias", declaró Mandelson. "Por eso hemos diseñado un paquete de medidas que afrontan distintos problemas de crédito y que significan ayuda real para las empresas", añadió.
Para los conservadores, sin embargo, se trata de "una pálida copia" de su propio plan, con ayudas por 50.000 millones de libras. El Gobierno insiste en que la propuesta tory es muy arriesgada para los contribuyentes.
Stone recaba el testimonio de Fernández para su documental sobre Latinoamérica - El País, es - link (aqui)
La presidenta argentina anima al director estadounidense a dar "una versión diferente" de la región
EFE - Buenos Aires - 15/01/2009
El cineasta estadounidense Oliver Stone se ha entrevistado en Buenos Aires con la presidenta argentina, Cristina Fernández, con el objetivo de recabar su testimonio para el documental que prepara sobre América Latina.
Después de reunirse el miércoles con los presidentes de Bolivia, Evo Morales, y de Paraguay, Fernando Lugo, Stone ha charlado con Fernández en la quinta presidencial de Olivos, situada a las afueras de la capital argentina. Juntos han recorrido los jardines de la residencia, y la presidenta le ha mostrado el automóvil que utilizó el tres veces presidente argentino, Juan Domingo Perón, y quien fuera su esposa, Eva Duarte, a la que Fernández ha calificado como una "heroína" y una "figura irrepetible. En el encuentro también ha participado el ex presidente (2003-2007) y esposo de Cristina, Néstor Kirchner.
Tras la entrevista, el cineasta ha explicado a los periodistas que el documental "intenta explicar a América del Norte lo que pasa en América del Sur". "Trato de explicar el cambio que se produce en esta región y explicársela al público de Europa y América del Norte", ha dicho Stone, quien ha asegurado que le ha "impresionado mucho" lo que le ha dicho la mandataria argentina durante la charla.
"Un mundo en duda"
Por su parte, la jefa de Estado ha considerado que el documental que filma el cineasta estadounidense va a permitir "hacer conocer que es lo que ocurre en esta parte de América del Sur", además de "traducir qué es lo que pasa en un mundo donde todo se está poniendo en duda".
"Es una excelente idea que un director del prestigio de Oliver Stone se haya interesado por decodificar e interpretar lo que sucede en esta región y dar una versión diferente de lo que ocurre aquí", ha destacado Fernández a la prensa tras la reunión.
El cineasta expresó en reiteradas ocasiones que su próxima obra se enfocará en el mandatario de Venezuela, Hugo Chávez, y en la aparición de políticos de izquierda en Suramérica en los últimos años. Para llevar adelante el documental, Stone visitó la semana pasada a Chávez, a quien acompañó al pueblo de Sabaneta, en el estado Barinas, donde hace 54 años nació el presidente venezolano y recorrieron algunas de sus calles.
Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa - link (aqui)
Para o presidente ler e meditar
Desemprego como salvação é arma contra o cidadão
A crise financeira que obrigatoriamente já está se transformando em crise econômica (quem duvidava?), provoca uma enxurrada de idéias, providências, alternativas, angústia, desespero e, na maioria das vezes, ausência total de bom senso.
Tudo isso acaba batendo no paredão do emprego e desaguando, quase sempre, na eliminação de direitos e mergulhando no desespero do desemprego. Quando bate o obstáculo de ir em frente, empresários defendem o retrocesso e podem até não gostar, mas começam a falar em demitir.
Como sabem que o desemprego não atinge apenas o trabalhador e que numa espécie de boomerangue serão também atingidos, começam a se entender numa decisão intermediária, que chamam aleatoriamente de redução de salários e da jornada de trabalho.
Não é solução, não é sensato, não é construtivo, mas consideram que o trabalhador pode aproveitar esse corte de “20 por cento da jornada de trabalhão para se reciclar”.
Vão se reciclar para continuar sem trabalho? E como se dar ao luxo de tranquilizar os empresários com a intranquilidade de quem não ganhava o suficiente? E terá que viver, conviver e sobreviver com menos 20 por cento do que era indispensável e necessário.
O capitalismo cresceu com o aumento dos direitos dos trabalhadores. E isso foi uma conquista universal, aumentando sistematicamente. Bernard Shaw, antes de ser um dos homens mais ricos da Europa, e isso como teatrólogo, foi líder sindical.
Sua área de atuação era a dos mineiros. Os que estavam acima dele na escala sindical, reclamavam: “Você não conseguia reduzir salários, está sempre ao lado dos trabalhadores”. E Shaw, humano, mas tendo que ser desumano por exigência dos que manobravam as finanças, respondia: “Como reduzir salários de trabalhadores, que de hora em hora são levados para hospitais de onde não saem nunca mais?”
Era o capitalismo-selvagem, que foi se humanizando a partir de 1900, concedendo direitos que os próprios trabalhadores reivindicavam. No Brasil, muitos ainda acreditam que o ditador Getúlio Vargas era “o pai dos pobres”, quando na verdade “era a mãe dos ricos”.
E deu direitos aos trabalhadores, 30 ou 35 anos depois do resto do mundo ocidental. Toda a Europa avançou nessa liberação. Até Mussolini foi mais benéfico, implantando a Legislação do Trabalho, em 1922. A bela Constituição do México de 1918 foi altamente favorável a eles.
Assassinaram os dois generais que começaram a grande Revolução em 1911 (Pancho Vila-Emiliano Zapata, totalmente analfabetos, mas geniais) e daria às massas direitos que jamais tiveram. Eles perderam a vida, mas os trabalhadores ganharam uma força que nunca tiveram.
Na Alemanha de 1921, a Constituição de Weimar foi assombrosamente progressista num país destruído pela Primeira Guerra Mundial e que se preparava para a Segunda. Só durou 10 anos por causa de Hitler, o Stalin do outro lado.
Agora, depois da apropriação do patrimônio dos países e com o enriquecimento geral das multinacionais, com o que chamaram de GLOBALIZAÇÃO, veio a crise da imprudência, da displicência, da incoerência.
Os trabalhadores foram os grandes sacrificados com o desaparecimento da riqueza, assistiram a tudo. E pagaram a omissão de todos os governos do mundo com o aproveitamento de seus impostos. É o que chamam de CAPITALISMO-SOCIALISTA.
A parte CAPITALISTA foi acumulada com a expropriação. Paga pelos trabalhadores. A outra parte, dita SOCIALISTA, só prejudicou centenas de milhões de pessoas. Antes estavam muito melhor, tinham EMPREGO e SALÁRIO.
PS – O desemprego, total ou parcial (a “solução” dos empresários), é a véspera da guerra civil. Sem salários, a máquina CAPITALISTA, mesmo mascarada ou mistificada como SOCIALISTA, não anda.
PS 2 – Sem salários, o que vem a seguir é a destruição social. Individual e coletiva. Salário representa poder de compra, saúde, educação, alimentação, transporte, casa, tudo o que é indispensável. Sem salário não existe o ciclo que se inicia no comércio e termina na indústria, arruinando todas etapas intermediárias
Sebastião Nery - Tribuna da Imprensa - link (aqui)
A hora da morte
MACEIÓ – Em 1980, Fernando Collor era prefeito aqui de Maceió, Divaldo Suruagy senador e Guilherme Palmeira governador. Convidaram o deputado Antonio Ferreira para ir com eles a Penedo, a cidade histórica à beira do São Francisco. Pegaram um aviãozinho no aeroclube e seguiram.
No caminho, nuvens pesadas e o avião miudinho pulava como uma gazela. O senador Suruagy perguntou a Collor :
- Você já pensou, Fernando, se esse avião cai? Amanhã estaria estampado na “Gazeta” (principal jornal de Alagoas) e em todos os outros jornais: “Avião cai, matando prefeito, senador e governador”.
Antonio Ferreira reclamou:
- E eu? A “Gazeta” não vai botar meu nome, é?
O avião pulava e o sábio Guilherme protestou:
- Não estou gostando desse papo. Vamos mudar de assunto.
Antonio Ferreira se desculpou :
- Ô Guilherme, o Divaldo não quer deixar a gente aparecer nem na hora da morte.
Foram e voltaram em paz. Ninguém saiu na “Gazeta”.
Itália
No ano passado, como todo ano nas férias, estive aqui, à beira desse infinito mar verdeazul, e dei ao jovem jornalista Severino Carvalho uma longa e forte entrevista à “Gazeta de Alagoas” (que lhe valeu um prêmio):
“Alagoas Precisa de uma Operação Mãos Limpas”.
Relembrei a reação da Itália, no começo dos anos 90 (eu era Adido Cultural do Brasil lá), contra a corrupção generalizada das instituições políticas italianas, que provocou centenas de prisões e condenações de dirigentes do governo, do Parlamento, dos partidos. E também fugas, exílios e suicídios. Dizia que corrupção também havia no Brasil inteiro, mas em Alagoas estava acontecendo um fato absolutamente surpreendente: Executivo, Legislativo, Judiciário, Tribunal de Contas, Prefeituras, enfiados em escândalos que pipocavam todos os dias na imprensa.
Alagoas
Volto agora e vejo que felizmente Alagoas teve uma grande reação e não quis esperar a hora da morte. A crise ainda não terminou, mas Polícia Federal, Ministério Público, parte do Judiciário tomaram atitudes firmes e, principalmente na Assembléia, muita coisa já mudou. Toda a mesa diretora foi derrubada, mais de dez deputados perderam o mandato. Ficou até perigoso passar perto. Você corria o risco de ser pegado na rua e, por falta de outros, ser levado para assumir um mandato como suplente. Até um incauto suplente de 300 votos ganhou um mandato.
Mendes de Barros
O advogado Mendes de Barros, procurador-geral da Assembléia durante mais de três décadas, já aposentado, faz uma conta irrespondível:
- O rombo na Assembléia de Alagoas foi maior do que o estouro da pirâmide do banqueiro Bernard Madoff, nos Estados Unidos. Comparando a economia norte-americana com a de Alagoas e considerando sobretudo o fato de que os 50 bilhões de dólares roubados lá eram principalmente de particulares e os 300 milhões de reais da Assembléia foram públicos, dinheiro público das folhas de pagamento da Assembléia, os 300 milhões de Alagoas são mais do que os 50 bilhões dos Estados Unidos.
“Extra”
Infelizmente, nossa Justiça em geral ainda é muito lenta e manca. Mas os fatos estão se precipitando. Breve teremos novidades.
Muito contribuiu a posição crítica e altiva da imprensa, sobretudo da “Gazeta”, do semanário “Extra”, há dez anos bravamente dirigido pelo jornalista Fernando Araujo e seus companheiros e colaboradores Mendonça Neto, Mauricio Moreira. E a vigilância do “Canetinha” da “TV Mar”.
Bernardino
Mas não só a imprensa. Também a chamada sociedade civil, entidades de ação pública, organizações populares e de empresários, mobilizaram-se para cobrar das autoridades, e antes de tudo dos Tribunais, um fim ao caos estadual. Em um pequeno grande livro, “Sementes da Esperança”, o empresário Bernardino Nogueira de Lima, dos mais importantes do Estado, português vindo da mesma Póvoa de Varzim, de onde veio meu avô, incansável nos seus mais de 70 anos, reuniu em livro uma série de textos políticos, econômicos e sociais publicados na imprensa.
Pacheco
Uma crônica é imperdível: “Tinha um Imenso Talento”. É a história, contada por Eça de Queiroz na “Correspondência de Fradique Mendes”, do Pacheco, José Joaquim Alves Pacheco, que fez uma carreira de sucesso e aplausos, sem nada ter feito para merecê-los:
Sobre esse “imenso talento”,que ninguém nunca viu, surfou a história. Nos momentos de angústia social, quando a sociedade se vê abandonada à própria sorte, aparecem sempre, nos Governos, nos Tribunais, os Pachecos, com seu “imenso talento” e irrepreensível seriedade, que são uma mentira.
Celso Ming - Estadão online - link (aqui)
Mizaru, Kikazaru e Iwazaru
Pois já passou da hora para que as empresas de auditoria adotem os três macacos como símbolos da corporação. São tantos os casos de fraude contábil e de desastres relacionados a elas que um dia alguém precisa se perguntar para que mesmo servem os auditores.
O leitor Loester Fragoso me dá um puxão de orelhas: "Você cita inúmeras instituições que foram omissas e incompetentes nessa crise. Mas, em nenhum momento analisou o comportamento dos auditores. Eles deveriam atestar a qualidade da saúde financeira das empresas e, no entanto, não o fizeram. Por quê?" Fragoso tem razão. Também desta vez, os auditores não têm escapatória.
Esta é uma lambança velha de guerra. Aqui no Brasil, eles não enxergaram a megafraude que até agora não se sabe se foi de R$ 10 bilhões ou de R$ 15 bilhões, no antigo Banco Nacional que quebrou em 1986. Em 2007, o auditor Marco Aurélio Diniz, que assinou os balanços em nome da KPMG, foi condenado por omissão. No naufrágio do Banco Econômico, o auditor que até a véspera avisava que tudo ia bem a bordo era a Ernest & Young.
Atrás do escândalo Enron, em 2001, nos Estados Unidos, estava a Arthur Andersen. E foi este caso que levou o Congresso americano a aprovar novas normas contábeis, muito mais severas, que ficaram conhecidas com a Lei Sarbanes Oxley. Duas outras gigantes do ramo, a Grant Thornton e a Deloitte & Touche deixaram acontecer outra fraude e tanto, desta vez na Parmalat italiana, caso também conhecido como o Enron da Europa.
Para todos os fins, uma auditoria serve para atestar a confiabilidade dos balanços das empresas. Qualquer condomínio tem quem se encarregue da conferência das contas de responsabilidade do síndico. Se essa exigência é necessária até mesmo para organizações simples, imagine o que não seria das complexas se não houvesse gente capacitada para aferir essa numerália toda.
Nesta crise foram inúmeros os casos em que os dados constantes nos balanços de tantos bancos, seguradoras, sociedades de crédito imobiliário, fundos de investimento, etc. foram escrutinados por auditores e que depois se revelaram nem um pouco confiáveis. Eles não enxergaram nem relataram, por exemplo, que os bancões e outras instituições dos Estados Unidos e do resto do mundo estavam excessivamente alavancados e que, por isso, trilhões de dólares corriam risco de virar pó, como depois viraram.
Os cartolas da contabilidade vão recitar o mantra de sempre: que todas as normas e procedimentos da profissão foram religiosamente cumpridos.
Mas, se é assim, para que servem eles se os atestados que assinam não valem nada? Os três macacos pelo menos são mais sinceros. Dizem que enxergar, ouvir e falar não é com eles.
CONFIRA
Passado sem perdão - O ex-ministro Pedro Malan costuma dizer que, no Brasil, até mesmo o passado é imprevisível. Ele se refere às decisões judiciais que tantas vezes aumentaram as despesas do governo e deveriam ter saído anos antes.
Agora se vê que na China o passado é surpreendente. Ontem, por exemplo, o governo de Pequim anunciou que, em 2007, o PIB da China não cresceu apenas 11,9%, o que já era uma enormidade. Cresceu 13,0%, o que é impressionante.
Para este ano, a China não promete um crescimento superior a 6% ou 7%. Tomara que volte a surpreender.














