sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Gal Costa "Corazon Vagabundo"

Ricardo Noblat - O que eu sei sobre o Caso Paula - Blog do Noblat - link (aqui)




Enviado por Ricardo Noblat -
13.2.2009
| 17h44m

Às 12h02 da última quarta-feira meu celular deu o sinal de que recebera uma mensagem. Abri e li:

"Caro Noblat: minha filha sofreu um ataque de neonazistas na Suíça onde trabalha oficialmente. Teve o corpo retalhado a faca com a sigla de um partido de extrema direita. Grávida de gêmos, abortou-os. Você me conhece do bairro de São José, no Recife.. Nós nos reencontranos no aniversário de 80 anos de Armando Monteiro Filho. Trabalho com Roberto Magalhães. Assinado: Paulo Oliveira".

Lembrei de Paulo. Imediatamente tentei falar com ele. Consegui seu celular por meio do deputado Roberto Magalhães (DEM-PE), que sabia do que acontecera. Magalhães e o senador Marco Maciel (DEM-PE) haviam acionado o Ministério das Relações Exteriores, como me contaria depois Paulo.

Liguei e falei com Paulo em Zurique, onde ele chegara na véspera. Paulo me contou o que publiquei neste blog às 15h52 daquele mesmo dia. Trocamos pelo menos meia dúzia de telefonemas antes que eu postasse a notícia. Pedi-lhe fotos de Paula grávida. Ele acionou Jussara, sua mulher,que estava no Recife, e as fotos vieram por e-mail - três. Em todas, Paula exibe a barriga crescidinha.

Pedi fotos que comprovassem a agressão sofrida por Paula. Quem as remeteu por e-mail foi o economista suíço Marco Trepp, companheiro de Paula. Os dois pretendiam se casar. Foi o que a própria Paula me disse por telefone. "Providenciei os papéis brasileiros que provam que eu sou solteira. Mas eles ainda terão de ser traduzidos oficialmente aqui para que possam ter validade".

Perguntei como ela se sentia. "Mal", respondeu. E não quis mais falar. Devolveu o celular ao pai.

Debruço-me sobre algumas questões abordadas por leitores do blog na seção de comentários.

1. Paula estava grávida ou mentiu?

As fotos que publiquei são de uma grávida. Tanto as que mostram Paula feliz quanto as que mostram sua barrica riscada por um estilete ou outro objeto cortante.

Dona Jussara me garantiu esta tarde que Paula estava sendo acompanhada por um ginecologista suíço. Que tem o resultado do exame de ultrasom que atestou sua gravidez. E o do exame que descobriu o sexo dos gêmos. Espera entregá-los à imprensa em breve.

Na rápida conversa que tive com Paula, perguntei se ela seria submetida a uma curetagem. Ela respondeu que os médicos que a atenderam na manhã daquele dia lhe haviam dito que a placenta continuava colada à parede do útero. E que talvez acabasse sendo expelida naturalmente.

2. Por que Paula, depois de agressão que diz ter sofrido, correu para um banheiro da estação de trem ao invés de procurar ajuda nas cercanias de onde estava?

A estação de trem é próxima do local da suposta agressão. O local é uma área semideserta. Os agressores, segundo relato do pai da Paula, a deixaram só de calcinha e sutiã. Nevava. Para onde correr?

Do banheiro, Paula telefonou para seu companheiro Marco, que chegou pouco depois acompanhado de uma ambulância e de dois detetives da polícia de Zurique. Foi no banheiro, segundo o pai da Paula, que ela começou a perder sangue e temeu estar abortando.

Um dos detetives, Hug Andreass, pos em dúvida a história contada por Paula tão logo a ouviu. Insinuou que ela poderia ter se autoflagelado. E advertiu-a de que seria processada se estivesse mentindo.

Foi por causa do comportamento de Andreass que duas policiais, em nome da chefatura de polícia de Zurique, visitaram, ontem, Paula no hospital e lhe pediram desculpas.

3. Paula pode ter estado grávida, perdido as gêmas antes da suposta agressão e se autoflagelado?

Em tese, sim. Mas ainda não foram apresentadas provas de que isso aconteceu.

Os médicos que a socorreram na noite de domingo podem comprovar se ela chegou ao hospital perdendo sangue. É de se imaginar que a polícia examinou o banheiro da estação onde ele foi encontrada. É fácil para os médicos provarem que ela nunca esteve grávida.

Dizer que ela hoje não está grávida, ou que não estava ontem, ou anteontem, não significa que ela não estivesse grávida na noite do domingo.

Há casos de mulheres que abortam e que se autoflagelam depois. Mas por que Paula retalharia nas duas coxas e na barriga logo a sigla do partido de ultradireita que governa a Suiça?

Logo ela que estava pronta para casar com um suíço e continuar morando na Suíça?

Logo ela que tem o emprego estável de advogada em Zurique da empresa dinamarquesa A P Moeller/Maersk, líder mundial em transporte de contêineres?

Paula trabalhou para a Maersk em São Paulo. Convidada pela empresa, mudou-se para a Suíça.

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Aguardemos novos fatos.


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Comentário necessário e postado no blog do noblat:


Nome: luiz alfredo motta fontana - 13/2/2009 - 20:26


Despindo a ironia

Caro Noblat!

Esse texto, em que relata a forma, e por quem veio a notícia, difere da matéria inaugural, nela o prestimoso pai, é citado no meio, como fonte de informações complementares, o que induz a compreensão de seus inúmeros leitores, de que o noticiado está adequado aos procedimentos normais do dito bom jornalismo, esse mesmo que você representa.

Caso as matérias havidas hoje na imprensa internacional persistirem, não há dúvida do fenõmeno "barriga" colecionado, talvez pela relação pessoal com o prestimoso, repito, pai.

Nada de inédito, já foi imolado um avião em São Paulo em decorrência de um singelo incêndio térreo.

O que preocupa, caro Noblat, é sua tentativa canhestra, de sopesado em conhecimento inédito de psicologia, produzir o parágrafo final da matéria que deveria, só ser, e nada além disso, um preventivo pedido de escusas.

Dans les rues de Paris "les poulbots"

lucienne delyle "la valse des orgueilleux"

Frida Boccara - "Cent Mille Chansons" (Studio Version)

maria candido "te quiero"

georgette lemaire" vous étiez belle, madame"

betty mars "monsieur l'etranger"

yvette giraud "l'écharpe"

Shy'm - "Femme De Couleur"

Camille - "Ta douleur" (clip)

Coralie Clément - "Samba de Mon Coeur qui Bat"

Coralie Clément - Samba de Mon Coeur qui Bat lyrics

Mon dieu que c'est lâche
Que c'est fâcheux
Quelle tragédie, quel tracas
Mon dieu que c'est vache
Mon amoureux est reparti là-bas
Mon dieu que c'est triste
Il m'aimait si peu
Moi je l'aimais tant je crois
Mon dieu tu t'en fiches
Toi tu n'as d'yeux
Que pour une autre que moi
Même si le temps passe
Je n'oublie pas

La samba
La samba des jours avec toi
La samba des jours avec toi
La samba de mon coeur qui bat
La samba
La samba des jours avec toi
La samba des jours avec toi
La samba de mon coeur qui bat
Samba de mon coeur qui bat

Mon dieu que c'est moche
C'est ennuyeux
Tu t'es joué de moi
Mon dieu que c'est cloche
De se dire adieu
Et Paris est si froid
Mon dieu si tu existes même un peu
Ramène-moi
Mon aquarelliste
Si vaniteux
Qui ne peignait que moi
Même si le temps passe
Je n'oublie pas

Charlotte Gainsbourg - "The Songs That We Sing"

Keren Ann - "La Forme et Le Fond"

Emilie Simon -" Fleur de Saison"

Suisse : l'agression, une auto-mutilation? - Le Figaro, fr - link (aqui)


AFP
13/02/2009 | Mise à jour : 15:45

Une jeune femme brésilienne, qui affirme avoir été victime d'une agression raciste à Zurich (est) et fait une fausse couche après l'attaque, pourrait s'être auto-mutilée, a indiqué aujourd'hui la police municipale, démentant qu'elle était enceinte.

Les premiers éléments de l'enquête ont établi qu'"une auto-mutilation est envisageable", a indiqué Walter Bär, directeur de l'institut de médecine légale de l'université de Zurich, lors d'une conférence de presse de Zurich.

La jeune Brésilienne a assuré avoir été agressée lundi par trois skinheads qui l'avaient, selon elle, roué de coup et tailladé le corps. Elle avait également affirmé qu'elle était enceinte de trois mois et avait fait une fausse couche après l'agression.

M. Bär a précisé que les images diffusées par les médias, montrant le corps de la jeune femme lacéré de coupures et des initiales du parti populiste UDC (SVP en allemand), "sont conformes à nos constatations".

"Pas une seule de ces lésions ne peut être qualifiée de grave", a-t-il souligné, ajoutant que l'ensemble des régions où des lésions ont été constatées se situent dans des parties du corps "que l'on peut atteindre soi-même", mettant en doute la thèse d'une agression commise par des tiers.

"Des parties particulièrement sensibles du corps n'ont pas présenté de lésions", a souligné M. Bär.

Les examens gynécologique et de laboratoire ont par ailleurs démontré qu'"au moment de l'agression" la jeune femme n'était pas enceinte, a dit M. Bär.
Ce dernier n'a pas souhaité répondre à la question de savoir si la jeune femme souffrait de problèmes mentaux.

Brasileira não estava grávida, diz polícia suíça - Estadão online - link (aqui)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009, 11:21



Polícia afirma que não descarta possibilidade de autoflagelo e que três suspeitos foram interrogados e liberados

Jamil Chade - O Estado de S. Paulo



Divulgação

Ferimentos na barriga de Paula

GENEBRA - A polícia de Zurich informou nesta sexta-feira, 13, que a brasileira Paula Oliveira não estava grávida no momento da agressão que sofreu na última segunda-feira. A advogada ainda está internada depois de alegar que foi agredida por três skinheads, mas a polícia, citando relatórios médicos, concluiu que no momento do ataque ela já não estava grávida. A policia voltou a insistir que não há como garantir ainda que os ferimentos foram causados por agressores e mantém a possibilidade de autoflagelação. Mesmo assim, a polícia informa que interrogou três homens na noite de segunda-feira, e que foram liberados por falta de evidências.

A família da brasileira acusa a polícia de estar tentando "desviar a atenção" das investigações. Paulo Oliveira, pai da vítima, afirmou ao Estado que se o fato dela estar ou não grávida "não é o centro da questão". "O que queremos é que a polícia descubra é que cometeu o crime", afirmou Oliveira. "A polícia dizia no começo que minha filha teria se autoflagelado. Agora, dizem que ela não estava grávida. O que eles precisam é encontrar os culpados, e não ficar desviando a atenção". O pai da vítima disse ainda que desconhece a declaração da policia sobre a situação de sua filha. "Eu estou aqui cuidando da minha filha e é isso que vou fazer", concluiu. Paula ainda está internada no hospital Universitário de Zurique e não deve ter alta nesta sexta-feira.

Tesde de autoflagelo

Segundo a BBC, o diretor do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, Walter Bär, afirmou nesta sexta-feira que, a partir de exames de legistas e ginecologistas, sua conclusão é de que a brasileira Paula Oliveira não estava grávida e teria ela mesma feito os ferimentos em seu corpo. Em entrevista coletiva na sede da polícia de Zurique, Bär afirmou que os corte encontrados no corpo dela foram realizados em locais que podem ser alcançados por ela mesma".

"Além disso, as partes mais sensíveis do corpo feminino, como genitais e seios, não foram atingidos pelos ferimentos", acrescentou. "Minha conclusão é que ela mesma fez os ferimentos". "Quero ressaltar que o Instituto de Medicina Forente da Universidade de Zurique é uma entidade independente, sem ligação com a polícia nem com as autoridades de Justiça", observou Bär. De acordo com a polícia suíça, as investigações sobre o caso ainda não foram concluídas e seguem em andamento em todas as direções.

A advogada afirma ter sido atacada por três skinheads, um deles com uma cruz maltada tatuada na testa, diante da estação ferroviária de Stettbach, na cidade suíça de Dübendorf, vizinha de Zurique. Fotografias feitas depois do suposto ataque mostravam a barriga e as pernas de Paula repleta de cortes, alguns deles formando as iniciais SVP, sigla do principal partido político de extrema direita da Suíça. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil e a mídia informaram que ela falava ao telefone em português no momento do suposto ataque, alimentando especulações de que o episódio teria motivação xenófoba. A divulgação dos detalhes chocou a opinião pública no Brasil e na Suíça e levou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, a condenar o incidente.

(Com agências internacionais)

Matéria atualizada às 12h15.

Brasileira agredida por neonazistas não estava grávida, diz polícia da Suíça - G1 Globo - link (aqui)


Ataque ocorreu na última segunda-feira próximo a Zurique.
Brasileira afirmou ter abortado de gêmeos após o ataque.

Do G1, com agências internacionais


A polícia da Suíça disse nesta sexta-feira (13) que Paula Oliveira, a mulher que teria abortado após ter sido atacada por neonazistas na última segunda-feira , não estava grávida no momento da agressão.

A polícia cita exames do Instituto de Medicina Legal e do Hospital Universitário de Zurique.

O comunicado da polícia também informa que ainda não está claro se os ferimentos no corpo da brasileira, de 26 anos, foram infligidos pelos agressores ou por ela mesma.

O G1 tentou confirmar a informação sobre a gravidez com Paulo Oliveira, pai de Paula, mas ele disse que, no momento, não poderia falar.

A polícia também informou que continua ouvindo testemunhas e que a investigação do caso ainda deve levar alguns dias.

A brasileira Paula Oliveira. (Foto: Reprodução/Álbum de família)


Polícia pediu desculpas

Mais cedo, O pai da brasileira disse ao "Bom Dia Brasil" que duas agentes da polícia feminina da Suíça estiveram no Hospital Universitário de Zurique, onde Paula Oliveira se recupera. Elas teriam ido pedir desculpas formais à jovem.

Veja o site do Bom Dia Brasil

A advogada Paula Oliveira disse ter sido agredida por três homens brancos, com cabelo raspados, na noite de segunda-feira. Grávida de gêmeos havia três meses, ela acabou perdendo as crianças e sofreu cortes em todas as partes do corpo, segundo a sua versão.

De acordo com o pai de Paula, as agentes reconheceram que o tratamento da polícia não foi adequado. Elas teriam dito que a vítima não deveria ter sido ouvida por homens.


Diante disso, Paulo Oliveira disse que vai "dar um tempo" para que a polícia apresente resultados. Ele insiste que não quer vingança. Quer apenas justiça.

'Não podemos aceitar'

Autoridades brasileiras estão cobrando explicações da Embaixada da Suíça e mais empenho da polícia daquele país. Para autoridades em Brasília, há evidências de xenofobia, preconceito e intolerância contra a brasileira.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu ao governo da Suíça transparência nas investigações e rigor na punição dos agressores. O presidente Lula reagiu indignado à agressão à brasileira. “O que nós queremos é que eles respeitem os brasileiros lá fora como nós os respeitamos aqui e como nós os tratamos bem aqui. Acho que não podemos aceitar e não podemos ficar calados diante de tamanha violência contra uma brasileira no exterior”, afirmou.

Mapa localiza a cidade em que ocorreu a agressão. (Foto: Arte G1)

O encarregado de negócios da Embaixada da Suíça foi chamado para uma conversa no Itamaraty. Claude Krotaz lamentou a violência. Disse que o caso será investigado com rapidez e rigor. “Se, de fato, houve uma agressão de natureza xenofóbica, esse é um agravante que tem que ser levado em conta e investigado em profundidade. Não há a menor dúvida de que é um caso chocante”, declarou o ministro.

“Investigação rigorosa, punição exemplar para esse crime que é gravíssimo, porque tem conotação de crime neonazista que traz de volta toda a temática dos direitos humanos, o horror do holocausto da discriminação do preconceito. Não pode haver tolerância com esses intolerantes”, disse o secretário dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi.

Em nota, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara afirmou que a violência é uma afronta aos direitos humanos e que a Suíça deve respostas contra a intolerância.

Brasileiros que moram na Suíça reclamam da violência contra estrangeiros e estão organizando uma passeata para pressionar as autoridades a identificar e punir os homens que espancaram a brasileira Paula Oliveira.

“Nós sabemos que essa atitude está dentro de uma onda de xenofobia que hoje atinge toda a Europa por conta da política migratória, que é cada vez mais hostil a quem vem de fora”, afirmou o deputado Marcondes Gadelha (PSB-PB), presidente da Comissão de Relações Exteriores.

“É um sintoma que precisa de uma reação muito forte, e os brasileiros têm sofrido com isso. A própria lei da imigração endureceu com o Brasil e é preciso que demonstremos que somos iguais e os iguais merecem respeito”, comentou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto.

O governo brasileiro aguarda mais explicações da polícia suíça ainda nesta sexta. As críticas ao tratamento dado a Paula Oliveira pelas autoridades em Zurique podem levar o Brasil ao Alto Comissariado de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Polícia de Zurique diz que brasileira ferida não estava grávida - Folha online - link (aqui)




13/02/2009 - 11h52
colaboração para a Folha Online
da Associated Press
Atualizado às 12h09.

A polícia de Zurique disse nesta sexta-feira que a brasileira Paula Oliveira, 26, supostamente atacada por skinheads na Suíça, não estava grávida. Segundo as autoridades, Paula pode ter causado os ferimentos em si mesma ou ter sido vítima de ladrões.
Reprodução/TV Globo
A advogada Paula Oliveira, 26, diz ter sofrido aborto após ser atacada por neonazistas nos arredores de Zurique, Suíça
A advogada Paula Oliveira, 26, diz ter sofrido aborto após ser atacada por neonazistas nos arredores de Zurique, Suíça

A versão da gravidez é sustentada pela família da brasileira, que afirma que Paula estava no terceiro mês de gestação. O economista suíço de Paula, Marco Trepp, lamentou o caso. "As nossas filhas, que eram parte disso, foram embora, mas é claro que continuo muito apaixonado", disse.

Ontem, a informação era de que Paula havia sofrido aborto em um banheiro, após as agressões, e obtido a confirmação, pelo hospital, de que havia perdido os bebês.

Os advogados da advogada e a família afirmam que Paula foi atacada por três skinheads, em uma estação de trem em Zurique, depois de conversar com a mãe, pelo celular, em português. Segundo a versão apresentada pela brasileira, os skinheads teriam escrito símbolos nazistas com estiletes no corpo.

Várias fotos da agressão foram divulgadas, com os supostos ferimentos causados pelos skinheads nas pernas e nos braços da advogada. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, pediu para que o caso fosse investigado, mas afirmou que se tratava de um caso explícito de xenofobia.

O Itamaraty, por meio de sua assessoria de imprensa, informou nesta sexta-feira que deverá se pronunciar apenas após o fato ser apurado.

Repercussão

A imprensa suíça levantou dúvidas sobre o caso. Uma das publicações suíças indica, ainda, que a própria polícia de Zurique é cética sobre a versão da advogada. A maior parte das reportagens trata o assunto com cautela.

Reprodução/TV Globo
Siglas de partido marcadas com estilete nas pernas de Oliveira
Siglas de partido marcadas com estilete nas pernas de Oliveira

O "Neue Zürcher Zeitung", um dos jornais diários de maior prestígio na Suíça, denomina o caso como o de "uma jovem brasileira encontrada com cortes no corpo" em uma estação de trem de Zurique.

Como a maioria dos veículos suíços, o jornal cita a imprensa no Brasil, afirmando que o incidente tomou uma dimensão política no país, onde "está sendo considerado um ataque racista".

O jornal "Tages-Anzeiger", de Zurique, lançou perguntas aos leitores. "Como poderiam três homens atacar uma mulher por volta das 19h30, sem chamar a atenção, em uma estação de trem bem frequentada?" é uma das perguntas lançadas pela edição desta sexta-feira.

A publicação questiona ainda por que somente na quinta-feira (12) a polícia convocou testemunhas, como era possível que fossem gravadas letras tão legíveis no corpo de alguém que tentava se defender, e por que nenhum neonazista teria sido percebido no bairro até então.

Nesta sexta-feira, reportagem da Folha revela que duas oficiais da Polícia da Cidade de Zurique visitaram ontem Paula Oliveira e, de acordo com o pai, pediram desculpas pelo atendimento prestado depois que ela foi atacada na noite da última segunda-feira.

"A postura inicial da polícia suíça foi stalinista, de transformar a vítima em acusado. Os policiais que a conduziram ao hospital a pressionaram para que ela confessasse que inventou tudo. Mas agora viram que ela está legalmente no país, não veio se prostituir, é uma pessoa de bem, e por isso nos pediram desculpas", afirmou Paulo Oliveira à Folha, por telefone.

Com Folha de S.Paulo

Brasileira não estava grávida e pode ter feito cortes em si mesma, diz perito suíço - UOL Notícias - link (aqui)


13/02/2009 - 12h50

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

Os primeiros resultados de investigação policial e do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique sobre a suposta agressão a uma brasileira, ocorrido na Estação ferroviária de Stettbach, foram divulgados nesta sexta-feira.

Segundo o diretor do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, Walter Bär, a partir de exames de legistas e ginecologistas, a conclusão é de que a brasileira Paula Oliveira não estava grávida e teria ela mesma feito os ferimentos em seu corpo.

Em entrevista coletiva na sede da polícia de Zurique, Bär afirmou que resultados laboratoriais de exames realizados na brasileira pelos ginecologistas do Hospital da Universidade de Zurique apontaram que Paula Oliveira não apresentava gravidez no momento do suposto ataque.

"Constatamos que os corte encontrados no corpo dela foram realizados em locais que podem ser alcançados por ela mesma", afirmou Bär.

"Além disso, as partes mais sensíveis do corpo feminino, como genitais e seios, não foram atingidos pelos ferimentos", acrescentou. "Minha conclusão é que ela mesma fez os ferimentos."

A polícia municipal de Zurique informou também que os esclarecimentos referentes aos ferimentos por corte ainda não foram concluídos definitivamente e diz que ainda procura testemunhas.

Especialistas puderam interrogar detalhadamente a brasileira e outras pessoas, mas, por motivos de proteção a dados pessoais e a tática de investigação, estas informações não serão divulgadas.

"Quero ressaltar que o Instituto de Medicina Forente da Universidade de Zurique é uma entidade independente, sem ligação com a polícia nem com as autoridades de Justiça", observou Bär.

De acordo com a polícia suíça, as investigações sobre o caso ainda não foram concluídas e seguem em andamento em todas as direções.

Veja a íntegra do comunicado da polícia suíça:

"Como já tinha sido divulgado, os funcionários policiais de uma viatura de patrulha da Polícia Municipal de Zurique (Suíça) foram chamados à Estação ferroviária de Stettbach, onde encontraram a presença de uma cidadã brasileira, de 26 anos de idade, apresentando vários cortes superficiais na pele.

A mulher explicou aos agentes policiais que tinha sido agredida por três sujeitos masculinos e que tinha sido ferida por uma faca. Mais ainda explicou que tinha estado grávida de três meses e que tinha abortado os fetos de gêmeos no banheiro público daquela estação ferroviária.

As circunstâncias que causaram tais feridas continuam não esclarecidas. As intensas e complexas investigações do corpo da Polícia Municipal de Zurique, como também do Instituto de Medicina Forense da Universidade de Zurique, continuam ser seguidas com rigor. Entretanto já se constituíram os primeiros resultados de inquérito policiais e médicos

Os especialistas e as especialistas do corpo da Polícia Municipal de Zurique já conseguiram interrogar a mulher em questão, como também outras pessoas, de forma extensa. Por motivo de proteção à personalidade, como também por motivo de tática de investigação policial, não se fornecem ainda nenhuns particulares sobre o conteúdo de tais interrogatórios.

Especialistas do Serviço Científico da Polícia Municipal de Zurique, como também os Técnicos de Criminalística da Polícia Cantonal de Zurique, abrigaram vários vestígios na noite de segunda-feira, dia 9 de fevereiro de 2009. As avaliações das mesmas continuam ser efetuadas, e ulteriores apurações de natureza criminalística ainda estão pendentes.

No âmbito da busca imediata nas proximidades do local, na noite da citada segunda-feira, no bairro de Schwamendingen em Zurique, três homens foram submetidos a um controle pelos agentes da Polícia Municipal de Zurique. Na ocasião de tal controle porem, não se manifestou nenhuma suspeita urgente que tivesse justificada a detenção dos mesmos.

Os exames médicos efetuados pelo Instituto de Medicina Forense e pelo próprio Hospital Universitário de Zurique mostraram que a mulher de 26 anos de idade, no momento do incidente, não se encontrava no estado de gravidez.

As apurações relativas aos cortes na pele ainda não foram concluídas de forma definitiva. O Instituto de Medicina Forense, por via de integração dos resultados de investigação já existentes e ainda pendentes, está em fase de esclarecimento sobre a questão se a suposição, do ponto de vista de medicina legal, é aquela de ferimento causado por terceiro, ou aquela de auto-flagelação.

É improvável que as complexas investigações já se possam concluir nos próximos dias. Por este motivo, a Polícia pede compreensão que por em quanto não sejam fornecidas ulteriores informações.

A mulher de 26 anos de idade, se encontra hospitalizada para receber os devidos cuidados. Entretanto, algumas pessoas da família dela chegaram do Brasil, que já se encontram em contato permanente com ela.

A Polícia mantém a chamada de Testemunhas. Qualquer pessoa que possa ter feito observações competentes na noite de segunda-feira, dia 9 de fevereiro de 2009, por volta das 19:30 horas, junto da Estação ferroviária de Stettbach, é intimada a se comunicar com a Polícia Municipal de Zurique, por via do telefone 0 444 117 117, ou em qualquer outro posto de Polícia."


* com BBC Brasil e Swiss Info.

Bar é arte



Rebecca Hong

June

Oil on canvas ( 2006 )

Bar é poesia - Cinthia Souza Kaneyuki




fundamento


(Cinthia Souza Kaneyuki)


entre meus versos

seus gestos

decorados

você

em cada objeto


em meu corpo

seu toque perpétuo

por todo caminho

que ainda não segui

futuro

nas águas

da correnteza


meu fundamento da tristeza

conhecer minha maior alegria:

sentir você

em toda poesia

Comercial antigo - Esso

Charge do dia



Tiago Recchia - Gazeta do Povo - Curitiba, PR

LSE confirms Xavier Rolet as chief executive - The Times, uk - link (aqui)



February 13, 2009



The London Stock Exchange (LSE) today confirmed Xavier Rolet as its chief executive, replacing Dame Clara Furse.

As revealed by The Times, Mr Rolet will join the LSE on March 16 and takeover from Dame Clara on May 20. In a statement this morning, the LSE said that Dame Clara will remain with the company until its Annual General Meeting in July.

Mr Rolet, 49, a French national, has worked in a series of high-profile jobs in equities, most recently with Lehman Brothers, running the French operation. He lost his job after Lehman imploded in September.

Before Lehman, he was with Goldman Sachs, for which he helped to run European equity trading, for Credit Suisse First Boston and for Dresdner Kleinwort Benson.

Mr Rolet is well known to the LSE, having chaired its strategic advisory committee, set up after demutualisation in 2000 to look at relationships with its shareholders.

Chris Gibson-Smith, chairman of the LSE, said today: "'With his deep knowledge of the Exchange's customers and understanding of the exchange business, plus his strategic mindset, Xavier is uniquely well placed to take the group forward in the next phase of its development."

He added: "We are very grateful to Clara for all she has delivered to the group. In her eight years at the helm, she brought the exchange to the public markets, transformed the scale of the business and its international reputation, and most recently led the merger with Borsa Italiana.'

News of Mr Rolet's appointment came after another favourite for the LSE chief's job, Alasdair Haynes, of ITG, the trading technology group, was apparently ruled out.

Mr Haynes, former chief executive of ITG's international business, is leaving the group - apparently after a difference of opinion over strategy with his New York masters — for an unspecified venture elsewhere.

Among issues that Mr Rolet would have to tackle is theu growth of competition in London trading. The LSE's near-monopoly has been challenged by start-up ventures such as Chi-X, Turquoise and Nasdaq OMX. Although it has maintained a market share of more than 80 per cent, the new competition has put pressure on tariffs.

5,450 jobs at risk as Stylo rescue plan rejected - The Guardian, uk - link (aqui)

A Barratts store on Oxford Street in London. Photograph: Lewis Whyld/PA

Graeme Wearden
guardian.co.uk, Friday 13 February 2009 08.42 GMT

Thousands of staff at stricken footwear chains Barratts and PriceLess Shoes face redundancy after a plan to rescue parent company Stylo was rejected.

Administrators at Deloitte announced this morning that Stylo's creditors and landlords had refused to allow it to enter a company voluntary arrangement (CVA).

Deloitte had argued that a CVA would have given Stylo the chance to restructure the business, renegotiate its contracts, and keep trading through the recession.

However, the proposal was voted down at a creditors meeting yesterday. It appears that Stylo's landlords were worried that a CVA would leave them holding empty stores.

The Yorkshire-based company said it was disappointed by the decision.

Stylo had, until now, managed to avoid following Barratts and PriceLess into administration. But it had already warned that rejection of the CVA was likely to lead to heavy job losses among its 5,450 staff and closures among its 400 stores.

Deloitte, which is expected to be appointed as administrator for Stylo later today, said it was in talks with interested parties and hoped to deliver "a swift solution".

"We will now seek to achieve a sale as a going concern to preserve as many jobs as possible," Deloitte said.

Serious Fraud Office investigates AIG - The Guardian, uk - link (aqui)


The Serious Fraud Office has started a "preliminary inquiry" into American insurance firm AIG's London operation, founded by Joseph Cassano who spearheaded the group's ill-fated move into complex debt derivatives.

The insurer, now in effect 80% owned by the US government, became one of the biggest casualties of the credit crunch last September when it was forced to seek an $85bn (£59bn) emergency credit facility from the Federal Reserve. Democratic congressman John Sarbanes later said of Cassano: "It seems he single-handedly brought AIG to its knees."

The SFO said it was focused on AIG Financial Products, a Connecticut-headquartered business which did much of its business out of offices based in Mayfair, London's hedge fund district. The AIG-FP division, along with investment bank JP Morgan, was one of the pioneers of "credit default swaps" (CDSs) — in effect writing insurance against loan defaults.

Set up by Cassano, who ran it until he left in March, AIG-FP wrote billions of dollars of CDSs, largely insuring against potential default rates on parcels of corporate debt and home loans known as "collateralised debt obligations" (CDOs).

Between 2004 and 2007 the notional value of CDS contracts across the global markets ballooned from $8.4tr to $62tr. London was a major hub for the trade. AIG-FP reportedly paid staff $3.56bn in the last seven years. The unit had 377 people.

AIG-FP is understood to have frequently booked income from CDS contracts as soon as it was received, believing the prospect of default rates rising dramatically to be extremely remote. In August 2007 Cassano said: "It is hard for us, without being flippant, to even see a scenario within any kind of realm of reason that would see us losing one dollar in any of those transactions."

But soaring default rates within CDOs caused by the subprime mortgage crisis brought about a dramatic financial meltdown at AIG. After his departure Cassano was retained by AIG as a consultant and paid $1m a month.

The SFO's inquiries are being conducted in co-operation with the Financial Services Authority and with US authorities, which are probing the same business. In November AIG told shareholders "certain public disclosures, transactions and practices of AIG and its subsidiaries" were being reviewed by the SEC and the Department of Justice. Investors were told attention has been focused on "AIG's valuation of and disclosures relating to the AIG-FP super senior credit default swap portfolio".

The SEC has given written notice to some AIG employees telling them they are the subject of an investigation and could face censure. The insurer has made clear it believes similar notices could be sent out to more staff and former staff.

SFO director Richard Alderman said: "It is right for us to look into the UK operations … to determine if there has been criminal conduct. We will use our full range of powers to seek information, to speak to those with an inside knowledge of the company's operations."

It is the second time in as many months that the SFO has made public its early-stage inquiries into the actions of companies where there is offered co-operation with US and other overseas prosecutors on a private basis. Alderman has made clear he intends to use these requests for help as a platform to raise the SFO's profile.

AIG said it would co-operate fully with the SFO. It understands the inquiry is not related to AIG's foreign or domestic insurance businesses. In a statement, it said: "As previously disclosed, AIG began the process of unwinding certain of AIG-FP's and its subsidiaries' businesses and portfolios, including those in the UK, late last year."

Plane crashes in New York state killing all on board - The Guardian, uk - link (aqui)


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A commuter plane has ploughed into a home in suburban Buffalo, New York, killing at least 49 people, authorities said.

The Q400 Bombardier turboprop aircraft operated by Colgan Air, a Virginia-based regional carrier, on behalf of Continental Airlines, crashed at about 10.20pm (5.20am GMT), hitting a home in the town of Clarence Center and bursting into a fireball, according to witnesses. TV footage showed the tail of the plane visible amid the burning wreckage. State police said all 44 passengers and four crew died in the crash, along with one person on the ground.

One witness, Tony Tatro, said he saw the plane flying low and knew it was in trouble. "It was not spiralling at all. The left wing was a little low," he told a local Buffalo television station, WGRZ-TV.

"It was almost like on TV where you hear this high pitched sound. It was like an earthquake. You could feel it," another witness, Keith Burtis, told MSNBC. "I'm downwind from it and the smoke and smell is still pretty strong."

One local resident, Kathleen Dworak, said she heard the plane's engines "spluttering" as it passed over her home shortly before the impact. "Then there was a loud noise and it shook our house," she told CNN. "We opened the door and smelled smoke."

Dworak said she and her husband arrived at the scene before fire crews but were forced to retreat after another explosion shook the scene. "It was clear from what we saw that there were not going to be any survivors," she added.

The 74-seat plane was flying from Newark airport in New Jersey, close to New York City, to Buffalo's Niagara airport when it crashed about seven miles short of its destination. The weather conditions at the time were light snow, fog and 17mph winds.

The Q400, built by Canadian aviation manufacturer Bombardier, has faced questions in the past over its safety record. In late 2007, SAS, the Scandinavian airline, said it would permanently stop flying Q400s after the third crash landing in a month caused by faulty landing gear. Bombardier insisted the plane, also known as the Dash 8, was completely safe. Last month, Colgan announced it was planning to buy 15 more models of the plane.

In a brief press conference, aviation officials said the cause of the crash was not known but that the flight crew had had "very little if any communication" with air traffic controllers before the plane came down.

A US website which records live conversations between planes and air traffic control crews posted a recording of what it said was the flight's female pilot communicating with ground crew in Buffalo, which showed nothing unusual before contact was suddenly lost. The controller then asked the pilot of a nearby Delta plane to see if he could see the missing flight. "Delta 1998, look off your right side about 5 miles for a Dash 8 about 2,300 [feet]. You see anything there?" he asked. "Uh, negative," the Delta pilot said.

The Federal Aviation Administration said its representatives would be on the scene at first daylight.

It was the first fatal crash of a commercial airliner in the US since 27 August 2006, when 49 people were killed after a Comair jetliner crashed after taking off from a runway in Lexington, Kentucky that was too short.

Un mystérieux corbeau fait chanter Carrefour - Libélion, Libération, fr - link (aqui)


13/02/2009


CHANTAGE - Qui en veut à Carrefour ? Le 3 février dernier, une lettre anonyme était déposée à l’accueil de l’hypermarché de cette enseigne à Vénissieux. Dans cette missive, le ou les auteurs, qui signent sous le pseudonyme « Racaille », exigent une rançon de 800 000 euros. Si la somme n’est pas versée, « Racaille » menace d’empoisonner des produits alimentaires...

Ce chantage, révélé hier par Le Parisien/Aujourd’hui en France, fait écho aux inquiétants messages retrouvés à la mi-janvier dans les rayons d’une douzaine de magasins du groupe, en région parisienne, mais aussi à Givors ou Roanne : des cartes de visite, frappées d’une tête de mort, sur lesquelles le destinataire pouvait lire : « Elle (la mort) sera bientôt présente dans vos rayons. » Les têtes de mort et la demande de rançon sont-elles liées ? Menace réelle ou mauvaise farce ?

Hier, la police était peu loquace sur l’affaire. Un magistrat souligne le style « lourdingue et redondant » de cette mystérieuse lettre, « truffée de formules anticapitalistes dénonçant le comportement de Carrefour à l’égard de ses clients.» Depuis le 3 février, l’ultimatum fixé dans la lettre est passé, la rançon n’a pas été versée, et « Racaille » le rouge ne s’est plus manifesté. « Tout laisse penser que ce n’est pas l’œuvre d’un pro » ajoute le magistrat.

La direction du groupe prend pourtant l’affaire au sérieux. Les mesures de sécurité dans ses magasins ont été renforcées, certains produits contrôlés : « Nous n’avons rien détecté d’anormal, tout est surveillé » précise Hervé Gomichon, directeur qualité du groupe. Hier, le personnel du magasin de Vénissieux n’avait pas été mis au courant de l’affaire par sa direction. Et les clients faisaient leurs courses comme d’habitude, oscillant entre incrédulité et franche rigolade, en apprenant d'un journaliste le chantage du mystérieux « Racaille ».

Alexis de la FONTAINE

La croissance française en chute libre fin 2008 - Le Figaro, fr - link (aqui)


Marie Visot
13/02/2009 | Mise à jour : 09:49

Le PIB s'est effondré de 1,2% au quatrième trimestre. Pour Bercy, la croissance reculera d'au moins 1% cette année.

C'était vendredi matin que l'Insee devait confirmer la chute de la croissance au quatrième trimestre. Furieux que la ministre de l'Économie, Christine Lagarde, ait dès mercredi préparé les esprits en estimant qu'un recul de 1,2% du PIB serait «très probable», le comité de défense de la statistique publique - qui parle d'«infraction par rapport au code de bonnes pratiques de la statistique européenne» - a décidé de «libérer les chiffres » jeudi soir. Une manière aussi de marquer une nouvelle fois leur mécontentement sur le projet de décentralisation d'une partie des services de statistiques à Metz…

L'Insee a donc officialisé un plongeon de 1,2% du PIB au quatrième trimestre. Cette contraction est la plus forte depuis celle de 1,6% fin 1974, consécutive au premier choc pétrolier. Si la consommation des ménages a plutôt tenu fin 2008 (elle augmente de 0,5%) après 0,1% le trimestre précédent, l'investissement des entreprises s'est effondré (- 1,5% après 0,1%), comme les exportations (- 3,7% après 1%). Quant aux stocks, ils sont pesés à hauteur de 0,9 point sur l'activité, essentiellement sous l'effet de l'automobile. «La France a subi fin 2008, comme ses voisins européens, les effets défavorables de la crise financière qui a éclaté en septembre dernier», a réagi jeudi soir Christine Lagarde, en réfutant avoir brisé l'embargo, «n'ayant eu connaissance de ces statistiques qu'en fin de journée» .

Un nouveau scénario

En net ralentissement après une croissance de 2,1% en 2007, l'année 2008 se solde sur une faible hausse du PIB, de 0,7%. Sous ces hypothèses, l'année 2009 commence avec un acquis de croissance de - 0,9%, selon les calculs de l'Insee.

La fourchette de croissance de 0,2% à 0,5% sur laquelle tablait encore le gouvernement ne tenant plus, Bercy va faire «mouliner les calculatrices» et annoncera d'ici à quelques semaines un nouveau scénario complet de croissance et de déficit. Mais le ministère prévient d'ores et déjà: dans le meilleur des cas, l'activité en France reculera «d'au moins» 1% cette année.

La Banque de France annonce déjà un recul du PIB de 0,6% au premier trimestre. De fait, les premières données pour l'année 2009 ne sont pas franchement optimistes : production au ralenti, consommation qui stagne, exportations qui ne décollent pas… Et surtout les chefs d'entreprise ne voient pas l'horizon s'éclaircir. Ces derniers prévoient désormais un plongeon de 12% de leurs investissements dans l'industrie cette année, selon une autre étude de l'Insee publiée jeudi. Ils ont ainsi révisé à la baisse de 9 points leurs premières estimations, faites en octobre dernier.

La baisse des dépenses d'équipement serait particulièrement forte dans les industries des biens intermédiaires (- 20%), agroalimentaire (- 13%) et automobile (- 12%), souligne l'Insee. «Les carnets de commandes sont vides, les perspectives de production sont sombres et aucune amélioration n'est attendue à court terme. Avec un tel palmarès, rien d'étonnant à ce que les projets d'investissements soient rangés au placard!», analyse Alexandre Mirlicourtois, chez Xerfi.

Les États-Unis craignent un nouveau Madoff - Le Figaro, fr - link (aqui)

Crédits photo : AP

La SEC enquête sur R. Allen Stanford, milliardaire texan, patron du Stanford Group qui affirme gérer plus de 43 milliards de dollars d'actifs et offre des rendements extraordinaires.


P.-Y. D. (à Washington)
13/02/2009 | Mise à jour : 09:36

Les autorités américaines verraient-elles des Madoff partout ? Humiliés d'être passés à côté des indices de fraude qu'étaient les rendements trop beaux pour être vrais de Bernie Madoff, les deux principaux régulateurs des sociétés de gestion, Finra (Financial Industry Regulatory Authority) et la SEC (Securities & Exchange Commission) enquêtent sur R. Allen Stanford, milliardaire texan, patron du Stanford Group. Établie à Houston au Texas, sa société compte 19 agences aux États-Unis et affirme gérer plus de 43 milliards de dollars d'actifs. Depuis 1995 les certificats de dépôts vendus par la filiale bancaire du groupe à Antigua offrent des rendements extraordinaires, de l'ordre du double de la norme.

Autre voyant rouge : comme dans l'affaire Madoff, le cabinet d'audit de la banque est une modeste officine. Rien de tout cela n'est preuve de fraude. À ce jour personne n'a été inculpé. La presse américaine fait cependant état de visites d'enquêteurs dans six agences de Stanford Group, accompagnées de copies de fichiers informatiques. La SEC aurait aussi questionné d'anciens employés de la firme. Cette dernière parle «d'inspections de routine».

Air France-KLM va supprimer 1000 à 1200 postes - Le Figaro, fr - link (aqui)

Pierre-Henri Gourgeon, directeur général exécutif, Jean-Cyril Spinetta, président du conseil d'administration, et Peter Hatman vice-président de KLM. (photo Figaro)


lefigaro.fr
13/02/2009 | Mise à jour : 09:17

Le groupe, qui publiait ce matin une perte d'exploitation de 194 millions d'euros au quatrième trimestre 2008, a indiqué qu'il ne procéderait pas au remplacement des personnes partant en retraite.


Air France-KLM va supprimer de 1000 à 1200 postes cette année. Le groupe ne va toutefois pas procéder à des licenciements secs, mais ne remplacera en revanche pas les personnes partant en retraite. Un chiffre qui reste toutefois inférieur à celui enregistré l'an passé, quand la compagnie avait déjà procédé à 2000 suppressions de postes.

Dans le communiqué de présentation de ses résultats du troisième trimestre de son exercice 2008-2009 publié ce matin (Air France-KLM a un exercice fiscal décalé), le groupe déclarait continuer « à analyser l'ensemble de ses coûts afin de générer des économies supplémentaires».

Il faut dire que la compagnie a accusé un quatrième trimestre 2008 difficile, marqué notamment par un résultat d'exploitation négatif de 194 millions d'euros. Le groupe a notamment souffert de l'impact négatif des couvertures pétrole sur les résultats. Le chiffre d'affaires est lui resté stable, à 5,97 milliards d'euros. La période, qui constitue le troisième trimestre de son exercice fiscal, s'est en outre soldée par une perte nette part du groupe négative. On notera toutefois que le coefficient d'occupation, un ratio très regardé par les investisseurs, progresse légèrement à 79,5%.

L'activité cargo en chute libre

« L'activité au cours du troisième trimestre reflète l'accentuation de la crise économique » a indiqué le groupe. Le groupe a surtout subi le repli de l'activité économique, son activité cargo ayant enregistré une forte détérioration. Le trafic a baissé de 12.5% sur le trimestre. Un mouvement qui s'est par ailleurs accompagné de « la disparition d'une partie significative des surcharges fuel » et de « la situation de surcapacité qui pèse sur les prix. » A l'inverse, l'activité passage s'est montré « plutôt résistante avec un trafic en hausse de 3,4% pour des capacités en augmentation de 2,9% ».

Pour faire face à cette conjoncture dégradée, le groupe a pris « plusieurs mesures d'adaptation complémentaires », dont une baisse de ses capacités à l'été 2009 de 2,0%, et le débouclage d'une partie de ses couvertures carburant, conduisant à un niveau couvert actuel de 43% pour l'année 2009-10 et de 20% pour chacune des deux années suivantes.

Le groupe va par ailleurs procéder à « une nouvelle réduction du programme d'investissements de l'ordre de 1,2 milliard d'euros dont 600 millions d'euros pour l'année à venir.

Le quatrième trimestre de l'exercice 2008-2009 promet donc d'être délicat pour le groupe Pour l'exercice clos au 31 mars 2009, le groupe déclare toujours avoir « pour objectif de dégager un résultat d'exploitation positif, mais son niveau dépendra de l'évolution de la situation économique, de son impact sur l'activité passage et surtout l'activité cargo ».

In Europa crolla in mercato dell'auto - La Stampa, it - link (aqui)


13/2/2009 (8:23)

La Fiat sale al quarto posto della classifica dei costruttori europei, superando sia Gm che Renault

ROMA
Avvio d’anno in caduta per il mercato automobilistico europeo. A gennaio - secondo i dati diffusi dall’Acea - le immatricolazioni di auto nuove in Europa (27 paesi Ue più quelli Efta) sono ammontate a 958.517 unità, in calo del 27% rispetto allo stesso mese del 2008. Un mercato così depresso non si registrava da vent’anni. Per quanto riguarda il mercato italiano, va giù a gennaio del 32,6%.

Con il calo registrato a gennaio dal mercato europeo dell’auto si allunga a nove la striscia mensile negativa. Si tratta inoltre della flessione più consistente da maggio. L’Acea sottolinea che gennaio ha avuto comunque una media di 1,4 giorni lavorativi in meno rispetto al pari mese 2008. Nell’Europa occidentale, le immatricolazioni sono state di 891.523 unità, per un calo del 26,5%. All’Islanda la maglia nera (-88,1%) e anche sui maggiori mercati della vecchia Europa si registrano cali a due cifre ad eccezione della Francia (-7,9%). La Germania scende del 14,2%, la Gran Bretagna del 30,9%, l’Italia del 32,6% e la Spagna del 41,6%. Male anche i nuovi Stati membri (-34%). La Polonia è quella che fa meno peggio (-5,3%). In pesante caduta Romania (-53,2%) e Ungheria (-52,3%).

In calo anche Fiat Group Automobiles che a gennaio ha immatricolato in Europa occidentale (Ue a 15 più Efta) 78.628 vetture nuove, segnando una flessione del 27% rispetto ad un anno fa. Calcolando l’Unione europea a 27 (compresi i nuovi stati membri), Fiat Group Automobiles ha immatricolato a gennaio 83.245 vetture nuove, segnando una flessione del 26% rispetto ad un anno fa. In Europa occidentale, il solo marchio Fiat ha immatricolato il mese scorso 62.465 unità, in calo del 29,1% rispetto a gennaio 2008. Scende del 28,7% il marchio Lancia (a 7.824 unità) mentre contiene il passivo (-2,5%, a 7.826 unità) il brand Alfa Romeo. Nel primo mese del 2009 Fiat Group Automobiles ottiene in Europa occidentale una quota di mercato dell’8,8% (8,9% un anno fa) che le consente di salire al quarto posto della classifica dei costruttori europei, superando sia Gm che Renault. Calcolando l’Unione europea a 27 (compresi i nuovi stati membri) a gennaio Fiat Group Automobiles ha segnato una quota di mercato dell’8,7%, contro l’8,6% del gennaio 2008. In Europa occidentale (Ue a 15 più Efta), la quota del solo marchio Fiat si è attestata a gennaio al 7%, contro 7,3% di un anno fa. La quota di Alfa Romeo a gennaio è stata dello 0,9% contro lo 0,7% di un anno fa, mentre quella di Lancia è stabile allo 0,9%.

Nuova Maybach per Ecclestone: 600 mila euro e 640 cavalli - la Repubblica, it - link (aqui)


Fra gli accessori un dispenser di profumi gestito da un computer che diffonde costosi aromi attraverso una sfera illuminata

di VINCENZO BORGOMEO


La sfera del dispenser elettronico di profumi

Schiaffo alla crisi: ecco la Maybach Zeppelin, la nuova macchina di Bernie Ecclestone, il boss della F1. Una specie di inno al lusso più sfrenato: costa 600 mila euro, ha un motore da 640 cavalli e, per stessa ammissione della Mercedes che la realizza in soli 100 esemplari, questa supercar "rappresenta la nuova quintessenza dell'eleganza più raffinata e della perfezione automobilistica".


D'altra parte basta dire che la Maybach è la divisione di lusso della Mercedes per capire il discorso. Aspetti comici a parte (sarebbe come parlare del "fratello forte ad andare in moto di Valentino Rossi"...) qui ci sono materiali pregiati e lavorati artigianalmente per gli interni, poltrone giganti per i sedili posteriori che si allungano come sdraio e una novità mondiale: un vaporizzatore di profumo per ambienti, "altamente sofisticato". E se pensate a qualcosa di simile ai Gled assorbiodori o ai patetici dispenser di profumi che si attaccano alle bocchette di areazione siete fuori strada: qui "altamente sofisticato" ha un significato preciso.

Sulla Zeppelin Ecclestone infatti attraverso la semplice pressione di un tasto si aziona il vaporizzatore che diffonde nell'abitacolo un particolare profumo, personalizzato a piacere. Alla Mercedes in realtà spiegano che il sistema garantisce "un'esperienza aromatica unica, stimolando i sensi degli occupanti con un tenue e delicato profumo". A ben vedere in effetti si scopre che il cuore del sistema è una preziosa sfera di plexiglas illuminata internamente e montata sulla consolle centrale posteriore. In questa sfera magica si inserisce un particolare flacone del loro profumo e poi una pompa dosatrice pneumatica invia un delicato flusso d'aria nella sfera di plexi-glas, diffondendo le molecole dal flacone nell'abitacolo.





Non solo: un computer tiene conto del senso dell'olfatto umano perché gestisce da solo l'impianto di vaporizzazione attraverso le preferenze espresse dai passeggeri con una manopola. E in soli dieci-dodici secondi, nell'abitacolo si diffonde la fragranza desiderata. Come? "Gli esperti di profumi - spiegano alla Mercedes - hanno progettato il sistema pensando alle peculiarità dell'olfatto umano. Sapendo che il naso si adatta agli odori e dopo un certo periodo di tempo non è più in grado di percepirlo, l'impianto vaporizzatore di profumo si spegne dopo circa dieci minuti. Una volta spento il dispositivo, la fragranza, che non si deposita su materiali ed indumenti dei passeggeri, evapora rapidamente. In seguito, il proprietario della Maybach Zeppelin può rimettere in funzione il dispositivo, per percepire nuovamente la piacevole sensazione aromatica".

Non sappiamo quanto costi un flacone di profumo per la Maybach ma considerando che sono pezzi unici artistici soffiati a mano e che le fragranze sono create ad hoc dalla maison internazionale Givaudan (una leggera e fresca, perfetta per la stagione estiva, ed un'altra lievemente più intensa e legnosa) possiamo azzardare un prezzo vicino a quello di una Panda... In compenso Ecclestone e soci potranno usare anche altri profumi.




Follie a parte, anche con tanto lusso non si riesce a giustificare un prezzo di listino di 600 mila euro. Ecco quindi i richiami storici: la super berlina strizza l'occhio proprio alla leggendaria Maybach Zeppelin degli anni Trenta, allora considerata il massimo d'eccellenza automobilistica. Anche per questo la colorazione è bicolore, come una volta: la linea di cintura è tinta in marrone chiaro "Rocky Mountains" mentre il resto della macchina è verniciato di nero "Taiga".

Ed ecco quindi anche un motore 6000 V12 biturbo da 640 cavalli che ha una coppia massima record di 1.000 Nm, cerchi speciali da 20 pollici verniciati con un fondo nero ed un successivo strato di vernice color argento. Più tutta l'elettronica che mamma Mercedes ha mai messo su un'auto. Cose che però il patron della F1 non apprezzerà: Ecclestone fino a oggi ha già avuto tre Maybach ma non ne ha mai guidata una...