quarta-feira, 15 de abril de 2009

Maysa Coração Vagabundo - Gal Costa Resposta

ZIZI POSSI - NEM QUERO SABER

CLAUDETTE SOARES - "HOJE"

Zezé Motta canta "Fim de Caso" (Dolores Duran)

Maysa-tarde triste

Promessas - Nana Caymmi

Elba Ramalho canta "Chão de Giz"

GERALDO AZEVEDO - CANÇÃO DA DESPEDIDA

Bar é turismo - Top 10 beaches in Brazil - The Guardian, uk

Alter do Chao in Pará is a beach on a river at the heart of the Amazon rainforest - the perfect place to relax and cool down in the 'green inferno' Photograph: Andre Penner/Getty Images/LatinContent RM



1. Alter do Chao, Pará

Tom Phillips, The Guardian's Brazil correspondent

Brazil's best beach is not in Rio de Janeiro or the sun-bathed north-east. It's not even on the coast. It is on a river at the heart of the Amazon rainforest. Around 30km from the rainforest city of Santarem, Alter do Chao is the jungle's answer to the Caribbean. After a week holed up in the jungle, Alter do Chao is the perfect place to relax: you can lounge on the river beaches in the morning, gorge yourself on a local grilled fish in the afternoon and retreat to one of the area's many charming pousadas by night. People often call the humid and dense Amazon the "green inferno". Alter do Chao is its golden paradise.

Where to stay: Pousada Tupaiulandia (+55 93 3527 1157, no website) is not very expensive and pretty small, like all places in Alter do Chao, but has a lot of character.

Bar é conto - Clarice Lispector


Clarice Lispector




Uma galinha


(Clarice Lispector)



Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.

parecia calma. desde sábado encolhera-se num cante da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.

Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto vôo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou – o tempo da cozinheira dar um grito – e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro vôo desajeitado, alcançou o telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta, hesitante e trêmula, escolhia com urgência outro rumo. A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão de rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar, sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por mais intima que fosse a presa o grito de conquista havia soado.

Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.

Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como. o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.

Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou. Entre gritos e penas, ela foi presa. em seguida carregada em triunfo por uma asa através das telhas e pousada no chão da cozinha com certa violência. Ainda tonta, sacudiu-se um pouco, em cacarejos roucos e indecisos.

Foi então que aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, parecia uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou, respirando, abotoando e desabotoando os olhos. Seu coração, tão pequeno num prato, solevava e abaixava as penas, enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo. Só a menina estava perto e assistiu tudo estarrecida. Mal porém conseguiu desvencilhar-se do acontecimento, despregou-se do chão e saiu aos gritos:

Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! ela quer o nosso bem!

Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre nem triste, não era nada, era uma galinha. O que não sugeria nenhum sentimento especial. O pai, a mãe e a filha olhavam já há algum tempo, sem propriamente um pensamento qualquer. Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha. O pai afinal decidiu-se com certa brusquidão:

– Se você mandar matar esta galinha nunca mais comerei galinha na minha vida!

– Eu também! jurou a menina com ardor.

A mãe, cansada, deu de ombros.

Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família. A menina, de volta do colégio, jogava a pasta longe sem interromper a corrida para a cozinha. O pai de vez em quando ainda se lembrava: "E dizer que a obriguei a correr naquele estado!" A galinha tornara-se a rainha da casa. Todos, menos ela, o sabiam. Continuou entre a cozinha e o terraço dos fundos, usando suas duas capacidades: a da apatia e a do sobressalto

Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado.

uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado às fêmeas cantar, ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nesses instantes a expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à luz ou bicando milho – era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada no começo dos séculos.

Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos.

Bar é fotografia - Paul Banner


Paul Banner

Untitled

Bar é poesia - Lavínia Saad



Lavínia Saad




Uma visita sua (II)



(Lavínia Saad)





Uma visita sua

é um copo de água fresca,

é a água e o copo

e a mão que segura o copo.

Em dias que eu não tiver mais copo

faz as mãos em concha

que te darei água fresca.

Em dias que eu não tiver mais água

faz as mãos em flor

eu saberei conjurar a água.

Uma visita sua

é em si um copo de água fresca.




A tua ausência

é um leito seco de riacho.

Barro duro e rachado,

ossos encrustados no chão.

É as margens ásperas dos meus lábios,

os sulcos vazios, palavras num vão.

Eu rôo a tua ausência

até sobrar só um pitoco.

Eu descasco a tua ausência

Até restar só o caroço.

Faz falta a sua visita

como um rio de água fresca.

Comercial antigo - Menos é mais - Havaianas

Charge do dia


Pancho - Gazeta do Povo - Curitiba, PR

US inflation goes negative for first time in 54 years - The Times, uk - link (aqui)





April 15, 2009

Overall prices in the US economy registered their first year-on-year fall for more than half a century today, fuelling fears that the American economic slump could tip the world's biggest economy into a destructive bout of Japanese-style deflation.

US consumer prices fell by 0.1 per cent last month, leaving them down by 0.4 per cent compared with their level a year before, as plummeting consumer demand in America and worldwide drove steep falls in the cost of food and energy. It was the first time that US headline inflation has recorded a negative annual rate since 1955.

America's slide into deflationary territory was propelled by a 3 per cent fall in energy costs last month and aggravated by a 0.2 per cent monthly fall in the cost of clothing, while airfares plunged by 2.3 per cent.

The figures fulfilled widespread prediction on Wall Street that the US economy would experience a period of deflation this year.

But coming just a day after President Obama trumpeted "glimmers of hope" for a US recovery, and was joined by Ben Bernanke, Chairman of the Federal Reserve, in talking up US prospects, the news nevertheless dealt a blow to hopes that America could be on course for economic revival by the end of the year.

Deflationary forces in the US are mounting as slumping demand and soaring unemployment leave a growing overhang of unused capacity and labour. The impact in stoking competition will put further heavy downward pressure on prices.

At the same time, national US industrial production figures showed that output from America's factories, mines and utilities fell by a further 1.5 per cent last month, to stand 12.8 per cent down from a year before, emphasising that the signs of the economic slump easing off remain only very tentative.

However, fears of full-blown deflation of the destructive variety that laid low the Japanese economy for more than a decade were eased by other factors that helped to keep so-called "core" inflation, excluding the volatile cost of food and energy, markedly above the headline rate.

The annual rate of core inflation for last month remained at 1.8 per cent, although economists warned that it is still set to slide further in coming months as the longest US recession since the Great Depression, which has already lasted for 17 months, drags on.

The bad news on deflation was also tempered by upbeat results in the latest snapshot of manufacturing in the New York State area in the regular Empire State survey. This showed a marked rebound in conditions. The survey's general business conditions index rose to minus 14.65 in April, from minus 38.23 in March.

Former Labour ministers blame Brown for email smear fiasco - The Independent, uk - link (aqui)

REUTERS - Damian McBride and Gordon Brown. McBride, a close advisor to Brown, was forced to apologise after a blogger accused him of sending e-mails that discussed smearing members of the opposition Conservative Party

Prime Minister faces prospect of inquiry into the role of special advisers

By Andrew Grice and Michael Savage

Wednesday, 15 April 2009

Four former Labour ministers came forward last night to blame Gordon Brown for creating a culture which allowed his former aide Damian McBride to draw up plans to smear senior Conservatives.

The ministers criticised his style of leadership, suggesting that Mr McBride was carrying out his wishes rather than acting as a freelance operator. They joined David Cameron in demanding an urgent shake-up of the Downing Street machine.

Mr Brown also faced the prospect of an embarrassing inquiry into the role of special advisers like Mr McBride. Labour MPs want the Public Administration Select Committee, which has looked into their work after previous controversies, to launch another investigation. "We have got to make sure that this sort of thing disappears once and for all and that politics becomes a serious and respected profession again," said Kelvin Hopkins, a Labour member of the committee.

David Cameron, who was one of Mr McBride's targets, said: "I do not know what Gordon Brown knew and when he knew it but what I do know is that he hired these people, he sets the culture, he is the leader and we need change in order to change the culture and stop this sort of nonsense."

While Mr Cameron's attack was expected, Mr Brown was left more wounded by the flak from his own side. Frank Field, a former welfare reform minister, made clear his criticism pre-dated Mr McBride's arrival on the political scene. "A necessary government information machine has been corrupted by a spin that seeks not to inform but control and, if needs be, destroy. And it has been in existence for over a decade," Mr Field said.

"Mr McBride thought he was doing his master's bidding – he wouldn't have done it otherwise. There are two sides to the Prime Minister's character – there is this very civilised, generous, informed side and there is this other side which is about controlling people. And I find it amazing that somebody who puts so much emphasis on controlling people was not more in control of Downing Street."

Mr McBride's activities "shine a searchlight on the paucity of the Government's programme", described as "vacuous". Mr Field said: "Labour MPs are left staring into the abyss."

Two Blairite former ministers, Stephen Byers and Alan Milburn, also broadened the attack on Mr Brown. Mr Byers, the former transport secretary, said: "To dismiss the incident as juvenile, which was the first reaction of Downing Street, totally missed the point and failed to recognise the extent of the hurt and offence caused. If there are people close to the Prime Minister who are thinking of fighting the forthcoming general election in a personal and dirty way, they should go, and go now."

Mr Milburn, the former health secretary, described the proposed website as "morally unacceptable" and said the row had inflicted huge damage on the Labour Party and on the Government.

"It is very, very important in my view that, as a consequence of the events of these last few days, that we end this sort of approach to politics, which demeans politics, is completely out of kilter with the culture of Labour politics – and that we end it once and for all," he said.

Charles Clarke, the former home secretary, said politics had been "debased" by the affair and that two Labour figures who discussed the proposed website with Mr McBride – Derek Draper and Charlie Whelan – should sever their links with the party's leadership.

Labour backbenchers are dismayed, with some describing the revelations as one of the darkest chapters in the party's history.

One said last night: "A colleague said to me, 'What would Clement Attlee have said about this?' The truth is he would never have surrounded himself with these people from the start."

Another Labour MP said: "I thought the stables had been cleaned out when Blair went. I hope now they will be cleaned once and for all, and we stop indulging in this kind of so-called politics."

Cabinet ministers rallied to Mr Brown's defence. Ed Miliband, the Climate Change Secretary, said the Prime Minister did not have a "dark side", adding: "He's not someone who thinks that the politics of innuendo is how you win elections."

Lawyers acting for Tom Watson the Cabinet Office minister – and a close ally of Mr Brown – issued a statement last night insisting he had "no involvement in or knowledge of" the Red Rag blog proposal.

Carter-Ruck Solicitors said complaints had been lodged with the Daily Mail and Mail on Sunday over reports they published alleging that Mr Watson had been involved.

Mr Brown has sent personal hand-written letters expressing regret to Mr McBride's targets. But the Tory MP Nadine Dorries dismissed the letter she received, saying it was intended simply to put Mr Brown in the clear.

Scotland Yard to review G20 footage - The Independent, uk - link (aqui)



By Chris Greenwood, Press Association

Wednesday, 15 April 2009


Scotland Yard will undertake an internal review of hundreds of hours of police footage recorded during the G20 protests to identify if any further incidents require investigation.

Commissioner Sir Paul Stephenson said officers will look for any further matters that "warrant investigation" as trouble flared between demonstrators and police.

The senior officer also called in Government inspectors to review controversial public order policing tactics, including the "kettling" of large groups for long periods of time.

Her Majesty's Chief Inspector of Constabulary, Denis O'Connor, will lead the review of tactics which have been fiercely criticised in the aftermath of the protests.

Sir Paul also said officers must always display shoulder identification numbers after claims two suspended territorial support group officers were not wearing them.

He said: "G20 was a complex policing operation, managing the movement and protection of many heads of state across the capital while balancing the right to lawful protest and maintaining public order for many thousands of people.

"It is also the case that a number of complaints have been raised in relation to the tactic of containment and as to whether this achieves that balance. I want to be reassured that the use of this tactic remains appropriate and proportionate.

"Separately, I have already expressed my concern that the video footage of some police actions are clearly disturbing and should be thoroughly investigated.

"As well as the post-event investigation into those responsible for violence and disorder, I have also ensured that footage in police possession is reviewed to identify any other matters of individual police conduct that may warrant investigation.

"One matter that I also want to make clear is that uniformed police officers should be identifiable at all times by their shoulder identification numbers.

"The public has a right to be able to identify any uniformed officer whilst performing their duty. We must ensure this is always the case."

A spokeswoman for London Mayor Boris Johnson said: "There are clearly concerns about some aspects of the policing of the G20 protests and these are rightly being independently investigated by the IPCC.

"The Mayor fully supports the Commissioner's decision to ask HMIC to carry out a review of the G20 policing tactics. The Metropolitan Police Authority (MPA) will discuss the policing of G20 at its next meeting on April 30.

"Throughout the G20, the Mayor was in regular contact with the Commissioner and was satisfied overall that disruption was minimal and that thousands were able to exercise their right to peaceful protest."

Kit Malthouse, who is vice chairman of the MPA, welcomed Sir Paul's "swift and decisive action".

He said: "It is vital that the police retain the trust of Londoners and a thorough review by the HMIC will be crucial to help inform conclusions about how public order events should be policed in the future.

"The most recent footage of G20 is alarming and I also fully support the Commissioner referring the matter to the IPCC and suspending the officer concerned pending the outcome of the independent investigation.

"The MPA has already convened an urgent meeting of its members to review tactics employed during G20 protests and will be questioning the Commissioner about this matter in public at its meeting on 30 April.

"While we take this matter extremely seriously, it is worth pointing out that the Metropolitan Police are responsible for maintaining public order during dozens of protests throughout the year.

"The vast majority pass off peacefully, and the recent demonstration by the Tamil community in Parliament Square is an example of this.

"Nevertheless we cannot afford to skate over even isolated incidents and must get to the truth and learn the lessons of both this incident, that involving Ian Tomlinson, and the G20 generally."

Swiss bank UBS to cut a further 8,700 jobs - The Guardian, uk - link (aqui)

UBS said it would exit ‘high-risk and unpromising businesses’ and concentrate on wealth management and Swiss banking, its core business. Photograph: Fabrice Coffrini/AFP

UBS said it would exit 'high-risk and unpromising businesses' and concentrate on wealth management and Swiss banking, its core business


David Gow
guardian.co.uk, Wednesday 15 April 2009 08.04 BST

Swiss bank UBS today confirmed its staff's worst fears by taking the axe to a further 8,700 jobs as it pointed to a Sfr2bn (£1.17bn) loss in the first quarter.

With its reputation and credibility shredded by multibillion losses and writedowns and alleged involvement in encouraging wealthy clients to avoid tax, UBS said it would exit "high-risk and unpromising businesses".

This further downsizing of Switzerland's biggest bank will heighten speculation that UBS could dispose of its seriously impaired investment banking arm to concentrate on wealth management and Swiss banking, its core businesses.

Ahead of today's annual meeting in Zurich, Oswald Gruebel, the latest chief executive brought in to clean up the bank and and restore its image of prudential banking after wild excesses, said UBS planned cost savings of up to Sfr4bn by the end of next year.

"Major job cuts are unfortunately unavoidable," he said, indicating that UBS would cut its global workforce to about 67,500 in 2010. The cuts will come in Switzerland but also in the City of London, which has already shed tens of thousands of jobs since the credit crunch began.

The bank has been bailed out by the Swiss state and central bank, the SNB, which has taken over the majority of its toxic assets but it said its continuing losses - bulked out by Sfr3.9bn writedowns - stemmed from "previously disclosed illiquid risk positions, credit loss expenses and valuation adjustments."

Ominously, it added: "The outlook for remaining risk positions has not changed materially." But, thanks to SNB intervention and balance-sheet cuts, it still maintains a Tier 1 capital ratio of 10% - far above that of, say, UK-based banks.

UBS continues to be damaged by court cases concerning high-income US customers using offshore accounts, covered by Swiss banking secrecy laws, to escape the tight fist of the fiscal authorities. It paid a record $780m fine in settlement of a case late last year but is still being pursued by the US justice department and Securities and Exchange Commission.

Today it said it would close the first quarter with an overall outflow of net new money as clients take fright at its exposure to tax fraud allegations. Wealth management and Swiss bank, its new core division, saw outflows of around Sfr23bn, with UBS pointing squarely at the allegations as the cause. However, wealth management in the US took in a net Sfr16bn.

The woes of the bank contrast with the changing fortunes at US rival Goldman Sachs which has raised new capital, swung to a profit and readied itself to repay bailout money to the federal government.

The Iraq legacy - My lads must have thought I was leading them into hell' - The Guardian, uk - link (aqui)


In the second of a week-long series examining the aftermath of British engagement in Iraq, Audrey Gillan meets troops who relive the harrowing drama of a desperate rescue mission in Basra

Troops from B Company, the 1st Battalion, the Princess of Wales's Royal Regiment. Link to this video

The flat roofs of Basra expand before him as Colour Sergeant Andre Pepper looks out from the top of the old Ba'ath party headquarters which are now the base of the city's police joint command centre. Below, cars and pick-ups cut across the road junctions and people go about their daily business. Boys are knocking about a football and small girls play with the shell of an old washing machine lying amid piles of rubbish.

At the edge of the compound there is a car park filled with hundreds of new blue and white vehicles belonging to this nascent law and order force. But Pepper is looking for something else - plots on a map in his memory that turn his mind back to a day in August 2004 that he will never be able to forget.

Over by the roundabout, with its monument in the middle and its nearby minaret, was where the onslaught began. And the fortified gatepost at the edge of the compound was the place where the bullet was fired that killed a young soldier, 20-year-old Private Lee O'Callaghan, who had passed out of basic army training just 10 months before he died. Alongside is the street that came to be known among British troops as RPG alley.

This is the first time since then that Pepper has been here, to the place where O'Callaghan was killed and many of his fellow soldiers seriously injured, as they tried to rescue nine Royal Horse Artillery gunners lost after being attacked in downtown Basra.

On that August day, insurgents loyal to the rebel cleric Moqtada al-Sadr had taken over the Ba'ath party building.

Pepper could now see for himself what a terrible and deadly advantage the militia had.

On his third tour of Iraq, Pepper, who is part of the British drawdown force handing over control of the city, last weekend reflected on the attack five years ago, and his feelings about a six-year mission that cost the lives of 179 British personnel. Like other soldiers with whom he still serves, he feels some discomfort over the way the British are pulling out, leaving the American troops to take over security and reconstruction in southern Iraq. But he is also relieved that other soldiers will not have to endure the experiences he had; not in Iraq, anyway. "On my second tour I was relatively apprehensive because things were still happening. I just thought on this tour it would be exactly the same. But it has not been like that. It's much calmer," he says.

For Pepper, things in Iraq have changed, and the scene in front of him suggests life has got better for the Basrawis he was told he had come here to help. From his experience he could not have imagined that he could walk on the streets again with his weapon hanging loose by his side. And, as he does, inevitably, his mind focuses on the ferocious battle that marked the turning point not only for his company but for the British army's fighting in Iraq.

Before the attack on 9 August, their role had been predominantly peacekeeping; afterwards it was combat against insurgency.

"When we got back from that tour we changed. From that day in August we just never could be certain we would get home alive. Your outlook on life changes. Nothing since then has ever been the same again," he says.

On 9 August 2004, the mission for B Company, the 1st Battalion, the Princess of Wales's Royal Regiment (nicknamed the Tigers) was to rescue nine men lost in downtown Basra with no means of communication other than an Iraqi mobile phone. They were holed up in a house but weren't sure exactly where it was.

The Warriors [armoured infantry fighting vehicles] of B Company thundered out of the British camp at the old Shatt al-Arab hotel taking a treacherous road, codenamed red route, which was then out of bounds to British soldiers. Knowing this, but realising it was the quickest way of getting to the stranded men, they headed into town.

It was not long before a barrage of small-arms fire and rocket-propelled grenades met the Warriors. The vehicle of Major David Bradley, their officer commanding, was hit, seriously injuring him and his sergeant major. The insurgents had taken out what the army calls the "head shed", leaving more junior soldiers to continue with the mission.

Pepper points to the roundabout where "suddenly everything changed". He says: "The militia were in random places, sticking out the side of a wall, on a roof, on a balcony, everywhere. I had never seen anything like it before. I had done 14 years in the army and it was a new one on me."

O'Callaghan was on top of his Warrior with a Minimi weapon when he was hit. The bullet missed his body armour by millimetres and proved fatal.

Lance Corporal Martin Hill, who was in the back of the vehicle, saw O'Callaghan fall backwards. "He was dead. You could see his skin changing colour and his eyes were dilated. We went through every emotion possible then. Blokes were screaming out and crying." They withdrew to seek help, but B Company's mission carried on, with the remaining Warriors heading for the Ba'ath party HQ; the missing soldiers had called on the radio to say they were sheltering somewhere in that area.

Sergeant Terry Thompson and Lieutenant Ian Pennells were in charge of two of the remaining vehicles, but their radios had been damaged in the firefight so the only way to communicate was by miming to each other from their turrets.

At one point Thompson got out of his Warrior and ran through the back door of Pennells's vehicle and started tugging at his trouser leg to get his attention. He shouted that he was going to crash through the entrance to the Ba'ath party HQ. "I told him under no circumstances was he to do that or I would shoot him - neither was he taking any troops - and to get back in his vehicle," says Pennells.

But Thompson did it anyway, ramming into the gates twice and eventually taking the barrier off its hinges. "It was like a scene from Black Hawk Down in there. It came from everywhere. There didn't appear to be an angle that they weren't firing at us from," says Pennells.

There was no sign of the stranded soldiers. Thompson pulled out of the compound and told Pennells the men were not there. But back at headquarters they were convinced that they were. Thompson insisted that he and his men were prepared to go back in again but added that if they did he didn't think "we will be coming out".

Pepper decided to try streets around the headquarters. He was immediately confronted by an insurgent armed with a grenade launcher, whom he shot.

"All the time I was thinking: the worst thing that can happen to you is to be captured. There is no such thing as a PoW in this place. You wouldn't expect to get out the other side of that, and we knew if those lads got captured what would happen to them."

One of Pepper's men spotted the helmet of a British soldier. In the back of the Warrior was Corporal Sean Robson, 22, the dismount commander whose job was to lead the fighting on foot. With him were five soldiers, whose average age was 18. "It is hot and cramped in the back of a Warrior, there was the smell of cordite ... mixed up with sweat and the stink of the Basra sewers," says Robson. "You are sat in the back and you can't see anything, all you have is the commander's description and you can hear the rounds hitting the vehicle."

Robson and his men burst out of the back of the vehicle but when they got to the front door of the building there were too many militia to fight off, so they went in the back way to bring out the soldiers who were running out of ammunition. "You could just see the relief on their faces." says Robson. "They were tired and drawn. We put them in the back of the vehicle."

That meant there was no room for Robson and his team. "I told my lads we were going to have to walk out of there. They must have thought I was leading them into hell. We were taking quite a lot of incoming and they knew it was going to get worse. They might not have had a lot of confidence that they were going to get through it."

The distance the soldiers had to cover was only about 500 metres, but in the intense heat, with heavy kit, under constant fire, it was, to them, a very long way to a rendezvous with other Warriors. The soldiers survived, but any euphoria they felt drained away when they heard about the other casualties.

"Quite a few who were involved that day left the army," says Robson. "Not everyone wants to go through that again. It's an experience I am glad I have been through but never want to repeat."

Revisiting the street where the rescue took place, Pepper admits he is shaking. He walks to the gate of the house where the soldiers were stranded, remembering that an Iraqi man, his wife and child, had also been hiding in the basement.

He says he wished he could see them again. "I felt like saying sorry for the damage. What were the people like? Are they OK? It must have been horrifying for them. These are not soldiers and we put them in a position where we were fighting a war around them."

Robson was awarded the Military Cross for his actions. Pepper was mentioned in dispatches and Thompson got the Conspicuous Gallantry Cross. All three say the medals were for the men they fought alongside. All three believe that in the streets of Basra now there is reason to think the battles were worthwhile, that their efforts were not in vain.

Pepper says: "It's just nice to see that street peaceful and the young kids mucking around like that. The people seemed positive."

The mother of Lee O'Callaghan is another who needs to have faith that some good came out of the British army being in Iraq. Easter Monday was her son's birthday and after visiting the cemetery, Shirley O'Callaghan lingered at the memorial built for him near the family home near Elephant and Castle, south London. She seemed to harbour no bitterness about what happened to Lee. "Even now I don't think he is gone, I just think he's out there in Iraq. I watch it on television and think I'm going to see him in a minute. I am proud. I don't feel angry. Lee couldn't wait to join the army. He fulfilled his dream and did what he wanted to do."

Britain's Got Talent burlesque stripper prompts dozens of complaints to Ofcom - The Guardian, uk - link (aqui)


Fabia Cerra's strip for Britain's Got Talent prompts a flurry of complaints to media regulator Ofcom

The burlesque dancer who stripped to a basque and nipple tassles at the end of ITV1's Britain's Got Talent show on Saturday night has prompted dozens of complaints to the media regulator Ofcom.

Ofcom said today said it had received 39 complaints from viewers over the hit reality talent show, with the majority about the 35-year-old housewife Fabia Cerra, who performed a sexy dance before stripping, prompting ITV to digitally cover her breasts with Union Jack flags for the pre-recorded audition programme broadcast on Saturday.

ITV has also received around 40 complaints about the Britain's Got Talent act.

Cerra's act took place at the end of Saturday's Britain's Got Talent, just after the 9pm watershed.

The start of the third run of the Simon Cowell show on Saturday pulled in an average of 10.3 million viewers – the show's highest ever launch figure.

Ofcom also said today that it had received 23 complaints about Sunday night's special edition of Coronation Street in which the character Ken Barlow accused the Christian faith of making a target of "vulnerable people".

Barlow, played by Bill Roach, accused his grandson Simon's school of indoctrinating him. Viewers on ITV's message boards called the comments "completely unacceptable".

An Ofcom spokesman said the regulator was assessing the complaints about both ITV shows to see whether they had broken the broadcasting code and warranted the launch of investigations.

An ITV spokesman said: "Fabia's performance was given careful consideration by ITV, the producers Talkback Thames and compliance licensee Channel Television. As a result, the segment was edited in order to obscure any inappropriate detail and it was felt that the overall effect was comedic rather than titillating."

On the Coronation Street incident, the spokesman added: "Coronation Street is a soap opera set in modern society and therefore represents views from all sides of the religious spectrum. At the moment we have a very positive story involving Sophie Webster and her new-found interest in religion. Emily Bishop has also always been seen as a very positive representation of Christianity. Likewise, Ken Barlow's different views on religion have always been a strong aspect of his character."

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Barack Obama fixe les cinq pistes à suivre pour "refonder" l'économie américaine - Le Monde, fr - link (aqui)

AP/Gerald Herbert - Barack Obama a estimé que l'économie américaine commençait à montrer des signes d'amélioration, tout en soulignant que le pays "n'était pas encore tiré d'affaire".

LE MONDE | 15.04.09 | 14h00 • Mis à jour le 15.04.09 | 14h25

NEW YORK CORRESPONDANT

Dès la convention qui avait désigné Barack Obama candidat démocrate à l'élection présidentielle, des intervenants évoquaient la nécessité d'un "nouveau New Deal".

La "Nouvelle Donne" était le nom donné par le président Franklin Roosevelt à sa politique économique durant la Grande Dépression, dans les années 1930.

Celui qui allait succéder à George W. Bush s'y référait régulièrement, mais se gardait d'adopter l'expression. Sans doute la jugeait-il passéiste et préférait-il proposer son propre slogan, qui marquerait l'histoire.

Peut-être l'a-t-il trouvé. Lors d'un discours, annoncé par son entourage comme "important", prononcé mardi 14 avril à l'université Georgetown de Washington, il a, à plusieurs reprises, évoqué les termes de "new foundation" : la refondation de l'économie américaine.

"Chaque mesure que nous prenons s'inscrit dans une vision plus large du futur de l'Amérique", a assuré M. Obama. Une vision qui doit assurer qu'une crise financière comme celle qui a engendré la récession actuelle "ne se reproduira pas" et surtout adapter le pays aux enjeux majeurs qu'il affronte, pour lesquels il a pris du retard.

"Une économie dans laquelle 40 % des bénéfices sont issus du secteur financier (alors que) le revenu familial régresse n'est pas durable", a-t-il souligné.

Avec un talent didactique consommé, le "professeur Obama", comme l'ont appelé certains commentateurs, a tracé les pistes menant à une économie "où la croissance crée de bons emplois avec des revenus croissants, où la prospérité n'est pas alimentée par une dette excessive, une spéculation irresponsable et des profits évanescents, mais bâtie par des travailleurs éduqués et productifs et des investissements sains...".

Ces pistes sont au nombre de cinq :

Une réglementation des marchés financiers, accompagnée de nouvelles modalités d'octroi du crédit et de protection des emprunteurs. M. Obama attend du Congrès un arsenal législatif en ce sens "avant la fin de l'année" ;

L'éducation, domaine où les Etats-Unis ont pris un "énorme retard". Le pays a besoin de financiers, a ironisé le président, mais plus encore de scientifiques et de techniciens, s'il veut restaurer son leadership ;

Les énergies nouvelles. "La transition sera coûteuse", mais il ne faut pas hésiter à s'y engager. Celui qui saura les développer "dirigera le monde" ;

La santé. Le système actuel, terriblement coûteux et inefficace, "étrangle notre économie". Le président a incité les élus à engager sa réforme "cette année". Ce chantier aussi "exigera des ressources" ;

La dette. L'Etat doit raboter 10 % de dépenses inutiles par an pour libérer les moyens nécessaires aux chantiers plus essentiels. Et l'épargne doit retrouver sa place comme fondement de l'investissement des entrepreneurs et des particuliers.

Rien de neuf dans le propos, mais un slogan choc et un plan de marche volontariste, sachant que cette ambitieuse "refondation" ne sera pas accomplie "en un an, pas même en plusieurs années". D'autant que cette ambition heurte les convictions économiques qui ont dominé les Etats-Unis depuis trente ans. Elle est, aussi, pour beaucoup antinomique avec les mesures "d'urgence" que son administration adopte actuellement. Celles-ci visent à assainir le secteur bancaire pour rouvrir l'accès au crédit et relancer la consommation, afin de préserver l'emploi.

Or la "refondation" envisagée vise à modifier le rapport au crédit, les modes de consommation et la structure de l'emploi (relancer la production de biens au détriment des services).

En prélude, M. Obama s'était félicité des "lueurs d'espoir" apparues dans quelques indicateurs récents, mais assuré que "l'année 2009 restera difficile" et que certains choix (dans le secteur automobile, pour l'assureur AIG) seront douloureux.

Est-ce parce qu'il a senti monter dans l'opinion un début de grogne ? Il a dit "comprendre" ses réticences devant les aides massives au secteur bancaire, qu'il a cependant justifiées.

De même a-t-il répondu aux critiques venues de droite et de gauche. Les premières lui reprochent de dilapider l'argent public et de creuser les déficits. Il a rétorqué que sans réforme de la santé, évoquer toute résorption sérieuse de la dette resterait vain.

Les secondes jugent l'investissement public "trop timide" (un terme utilisé par le Prix Nobel Paul Krugman) et reprochent à l'administration de ne pas oser "fâcher" Wall Street.

Ce n'est pas par "jugement politique ou idéologique, encore moins par souci des dirigeants et des actionnaires dont les actes ont participé à créer cette catastrophe", a rétorqué le président, qu'il se refuse à nationaliser les organismes financiers en difficulté.

Mais parce que "cela serait plus susceptible de miner la confiance que de la créer". Le professeur Obama rappelait que l'Amérique reste l'empire de l'initiative privée et qu'un politique doit tenir compte des mentalités dominantes.

Sylvain Cypel
Article paru dans l'édition du 16.04.09.

Chirac en tête des personnalités politiques préférées des français - Libération, fr - link (aqui)

Jacques Chirac et Dominique Bussereau l'ancien ministre de l'Agriculture, au salon de l'Agriculture, le 3 mars 2007, à Paris. (REUTERS)

15/04/2009 à 09h12

Jacques Chirac (74% d’opinions positives, +3) s’empare de la première place du classement des personnalités Ifop/Paris-Match à paraître jeudi, devant Rama Yade (69%, -2) à égalité avec Bernard Kouchner (+2).

L’ancien président de la République, la secrétaire d’Etat aux Droits de l’Homme et son ministre de tutelle devancent le maire de Paris Bertrand Delanoë (68%, -3), Dominique Strauss-Kahn (66%, -4) et Jack Lang (67%, inchangé). En mars, Chirac, Delanoë et Yade se partageaient la tête du classement (71%).

Nicolas Sarkozy passe de la 29e à la 33e place avec 41% de bonnes opinions. Son Premier ministre perd 8 points et cinq places (15e). Sarkozy précède Ségolène Royal, 36e avec 38% d’opinions favorables (-7). A la 10e place, François Bayrou perd 6 points (60%).

La première secrétaire du PS Martine Aubry est 8e du classement (64%, -4). A gauche du PS, Olivier Besancenot descend à 54% (-5) et Marie-George Buffet à 47% (-7) tandis que Jean-Luc Mélenchon progresse de deux points (29%).

En queue de classement, Philippe de Villiers est à la baisse (33%, -6), comme Marine Le Pen (19%, -3) et son père Jean-Marie Le Pen (13%, -5).

Parmi les rares hausses constatées en avril, la ministre de la Justice Rachida Dati bénéficie de la plus forte progression (+5 points, à 60% d’opinions positives). La secrétaire d’Etat à la Politique de la ville Fadela Amara progresse de 4 points (65%), comme le ministre de la Défense Hervé Morin (39%).

Au PS, Arnaud Montebourg (+4), Manuel Valls (+3) et Vincent Peillon (+1) atteignent respectivement 34%, 33% et 31% de bonnes opinions.

Sondage réalisé par téléphone les 9 et 10 avril auprès de 958 personnes représentatives de la population française, âgées de 18 ans et plus (méthode des quotas). Notice détaillée disponible auprès de la Commission nationale des sondages.

Maurice Druon, vieux réac, jeune résistant - Libération, fr - link (aqui)

Maurice Druon quitte le palais de l'Elysée le 22 octobre 2007 à Paris. (AFP/Archives)


Par Laurent Joffrin

Académie. L’écrivain est décédé hier.

C’est la mort d’un vieux réac au fond très respectable. Ecrivain doué mais académique, gaulliste tendance archaïsme, ministre de la Culture calamiteux et essentiellement passéiste, Maurice Druon, pendant l’essentiel de sa vie publique, a symbolisé un certain ordre pompidolien, un peu ganache, un peu censeur. Il s’était, si l’on peut dire, rattrapé avant.

Provoquant. Prix Goncourt en 1948 pour les Grandes Familles, il est sous la IVe et la Ve Républiques, écrivain engagé sur la droite du gaullisme. Auteur populaire, père de la saga historique des Rois Maudits, transformée en série télévisuelle à l’immense succès, il est nommé ministre de la Culture par Georges Pompidou, successeur scrogneugneu et pâlichon d’André Malraux ou de Jacques Duhamel. Sarkozyen avant l’heure, il cultive le style provocant qui plaît à la droite profonde tout en faisant enrager la gauche culturelle. Dans la France de l’après-68, le monde de la création est d’humeur révolutionnaire. Le ministre s’en offusque et fustige: «Ceux qui viennent à la porte du ministère avec une sébile dans une main et un cocktail Molotov dans l’autre devront choisir.» La menace de censure contenue dans la formule, qui s’exercera finalement assez peu, suscite l’ire de Roger Planchon, de Jean-Louis Barrault ou d’Ariane Mnouchkine. Le monde la culture manifeste contre lui. Maurice Clavel l’avait déjà assassiné en écrivant que la présence de Druon rue de Valois devrait logiquement se prolonger par celles de Guy Lux à l’Elysée et de Léon Zitrone à Matignon.

Elu par la suite député, de 1978 à 1981, il se reconvertit dans l’immortalité (qu’on avait crue jusqu’à hier advenue) en devenant secrétaire perpétuel de l’Académie française, où il siégeait depuis 1966. Il se distingue encore par son sens de la tradition, notamment en luttant avec énergie contre la féminisation des mots et pour la reconstruction du palais des Tuileries.

Pourtant, Maurice Druon restera dans la mémoire pour autre chose. Il a sans doute épuisé précocement son capital de lucidité et de panache. Il avait beaucoup mieux commencé. Neveu de Joseph Kessel, rejeton d’une famille glorieuse et anticonformiste, il commence sa vie sous ces auspices qu’il démentira plus tard. Jeune officier de cavalerie, il participe à l’héroïque combat des cadets de Saumur contre la Wehrmacht, en juin 1940.

Hymne. Il s’engage ensuite dans la Résistance et passe à Londres avec son oncle Kessel. Il devient aide de camp du général de La Vigerie et participe aux programmes radiophoniques de la France Libre, «Honneur et Patrie». C’est alors qu’il écrit, avec Kessel, le Chant des Partisans, qui devient vite l’hymne des combattants clandestins. Pour la génération qui l’a connu homme politique, il symbolisait une certaine forme de réaction culturelle. Il a résisté avec acharnement à la modernité et au changement social. Mais il avait auparavant résisté avec panache à la pire barbarie. Certains font des erreurs de jeunesse. Il a surtout fait des erreurs de vieillesse. Voilà qui mérite l’indulgence…

Sarkozy juge «ridicules et décalés» les états d'âmes de ses ministres - Libération, fr - link (aqui)

Nicolas sarkozy (Archive Reuters) (Reuters)

15/04/2009 à 13h28

Le président Nicolas Sarkozy juge «ridicules et décalés aux yeux des Français» les «positionnements ou les états d’âme» de certains ministres dans la presse, à propos de leurs souhaits de nouveaux portefeuilles ministériels.

Mercredi, en Conseil des ministres, «le président de la République a tenu à dire aux membres du gouvernement que les Français traversaient actuellement une période difficile et que le rôle du gouvernement dans cette période, c’était d’être concentré sur les préoccupations des Français», a rapporté Luc Chatel, porte-parole du gouvernement, lors de sa conférence de presse hebdomadaire.

Selon Luc Chatel, Nicolas Sarkozy «a demandé à ses ministres du sang-froid, du calme, de la maîtrise et il a considéré que les positionnements ou les états d’âme qui avaient pu voir le jour dans la presse ces derniers jours apparaissaient ridicules et décalés aux yeux des Français».

Plusieurs membres du gouvernement ont laissé entendre ces derniers jours qu’ils visaient d’autres postes lors d'un prochain remaniement ministériel.

(Source AFP)

La «bombe atomique» de Lehman Brothers - Le Figaro, fr - link (aqui)




Perrine Créquy
15/04/2009 | Mise à jour : 11:02

La banque en faillite détient 227 tonnes d'uranium qu'elle devra vendre. Une quantité suffisante pour fabriquer une bombe atomique, et pour torpiller le marché de l'uranium.

Lehman Brothers détient assez d'uranium pour fabriquer une bombe nucléaire. Cette situation, révélée par Bloomberg mardi, ne menace pas la paix internationale, mais elle pourrait en revanche dynamiter le marché de l'uranium. La banque d'affaires, qui a déposé son bilan le 15 septembre dernier, entraînant un séisme sur les marchés financiers, pourrait en effet jeter de nouveau le trouble si elle venait à vendre massivement ses quelques 500 000 livres d'uranium, soit 226,8 tonnes, valorisées actuellement à 20,25 millions de dollars sur le marché.

Le cours de cette matière première, déjà malmené par la baisse de la demande du fait de la crise, pourrait en effet s'effondrer brutalement. La livre d'uranium, employé essentiellement pour l'alimentation des centrales nucléaires qui produisent de l'électricité, a coté jusqu'à 138 dollars en 2007. Actuellement, elle vaut environ 40,5 dollars sur le marché. Elle s'échangeait contre 55 dollars en décembre dernier.

Lehman Brothers a fait savoir qu'il attendra le redressement du cours de l'uranium avant de procéder à la cession des contrats à terme qu'il possède. Il refuse en effet de « brader » cet avoir. Le produit de cette vente, si elle était conclue aujourd'hui, lui permettrait de rembourser 0,01% du montant total qu'il doit à ses créanciers. L'ardoise de Lehman Brothers s'élève en effet à 200 milliards de dollars.

En cas de reprise économique d'ici à la fin de l'année, les spécialistes de l'uranium s'attendent à une remontée de son prix à 80 dollars la livre, soit le double du cours actuel. Mais nombre d'économistes ont renoncé à un tel scénario de reprise économique rapide. Dans le cas, plus probable, d'une prolongation de la récession, le cours de l'uranium devrait osciller entre 40 et 46 dollars à la fin 2009.

Londres : une maison à vendre à 110 millions d'euros - Le Figaro, fr - link (aqui)

Belgrave Square, l'un des quartiers les plus huppés de Londres (crédit photo : google maps)

A. Pa. (lefigaro.fr)
15/04/2009 | Mise à jour : 13:14

La propriété est mise en vente à Londres à un prix record. La demeure, offrant 2.000 mètres carrés de surface habitable, est située dans l'un des quartiers les plus huppés de la capitale britannique.

Un record. Malgré la crise économique qui frappe le Royaume-Uni de plein fouet, l'agence immobilière Knight Frank vient de mettre en vente une demeure d'exception au prix de 100 millions de livres (plus de 110 millions d'euros), selon une information publiée dans le «Sunday Times». Appartenant au magnat libanais de l'immobilier Musa Salem, la propriété de 2.000 mètres carrés de surface habitable s'élève sur six étages. Elle est située au 10 Belgrave Square, au cœur du quartier de Belgravia, l'un des plus chers de la capitale britannique. Ce quartier accueille également la demeure d'Oleg Deripaska, un homme d'affaires russe et celle du Sheikh Mohammed, le souverain de Dubaï mais également quelques ambassades. L'agence immobilière a refusé de donner tout détail sur ce bien. On ignore notamment le nombre de pièces composant la demeure.

56.000 euros le mètre carré

Si Salem Musa, qui a fait rénover sa maison à grand frais, réussit à vendre la propriété à 100 millions de livres - le prix du mètre carré est de 50 000 livres (plus de 56.000 euros) - il battra le précédent record pour ce type de logement vendu au Royaume-Uni, qui est de 80 millions de livres (90 millions d'euros). Certains experts doutent cependant que la demeure du magnat libanais puisse trouver preneur à un prix aussi exorbitant. Dans le quartier de Belgravia, une maison appartenant à une famille saoudienne, est à vendre pour 80 millions de livres. Il s'agit d'une demeure de près de 1.900 mètres carrés, composée de huit chambres. Il y a également une salle de gym, une piscine, une écurie et «un garage assez grand pour accueillir la collection de Bentley de tout acheteur potentiel», a précisé l'hebdomadaire britannique. Quelques mètres plus loin, un propriétaire tente de vendre sa demeure depuis quatre ans. Le prix de vente de la propriété est de 32 millions de livres.

Le record du monde de la maison la plus chère est détenu par La Leopolda, une luxueuse propriété estimée à 390 millions d'euros, appartenant à Lily Safra. Le milliardaire russe Mikhaïl Prokhorov a souhaité acquérir la villa l'été dernier avant de demander la nullité de la transaction.

Druon, l'auteur de l'hymne de l'armée des ombres - Le Figaro, fr - link (aqui)


Par Max Gallo, de l'Académie française
15/04/2009 | Mise à jour : 08:50

«Ami, entends-tu

Le vol noir des corbeaux

Sur nos plaines ?

Ami, entends-tu

Les bruits sourds du pays

Qu'on enchaîne.»

Ces vers de Maurice Druon composent l'ouverture et le final du Chant des partisans. Ce chant semble surgir en 1943 de la France, occupée, humiliée, martyrisée, trahie et pourtant combattante.

La répression est implacable. La Milice de Vichy et la Gestapo s'épaulent. Les maquis sont attaqués. Jean Moulin est arrêté, torturé à mort. Dans leurs cachots, au bord des fosses, avant leur exécution, les résistants condamnés sifflent la musique qui porte ces vers, murmurent ce chant dont Maurice Druon dira : «Je l'ai écrit de ma main, de bout en bout, dans la campagne anglaise, très exactement à Couldson Park.»

C'est le dimanche 30 mai 1943. Emmanuel d'Astier de la Vigerie, fondateur du mouvement de résistance Libération, animateur de l'émission «Honneur et patrie» sur la radio anglaise, recherchait un indicatif musical qui ouvrirait l'émission. «On ne gagne les guerres qu'avec des chansons, La Marseillaise, La Madelon», avait-il dit. Une chanteuse et guitariste d'origine russe, Anna Marly, «Française de préférence», compose une musique lancinante, sur laquelle Maurice Druon et son oncle Joseph Kessel écrivent quelques vers. Puis Maurice Druon, dans un hôtel du Surrey, ce dimanche 30 mai 1943, accomplit le miracle.

Il faut employer ce terme sans emphase mais comme le seul qui convienne. Car il est miraculeux qu'une oeuvre exprime à ce point les sentiments de la nation, et que le peuple s'empare de ces mots ; de cette musique. Il y retrouve l'expression de sa souffrance et de sa détermination, de son désespoir et de sa certitude de résurrection. Le Chant des partisans va s'enraciner dans notre mémoire collective, et devenir la voix de la nation.

La Marseillaise a d'abord été Le Chant de guerre de l'armée du Rhin avant d'être l'hymne national.

Le Chant des partisans c'est Le Chant de guerre de l'armée des ombres avant de devenir l'hymne de la Résistance.

Si la fusion s'opère entre l'oeuvre de Druon, la musique d'Anna Marly et l'âme millénaire de la nation, c'est que le Chant des partisans adopte la forme la plus ancienne de la poésie populaire qu'est la chanson. Simplicité des vers, limpidité du sens, Maurice Druon a retrouvé le génie de la langue que chaque Français reconnaît.

«C'est nous qui brisons

Les barreaux des prisons

Pour nos frères…

Il y a des pays

Où les gens aux creux des lits

Font des rêves

Ici, nous, vois-tu,

Nous on marche et nous on tue

Nous on crève…»

C'est le temps du «Nous». C'est une voix qui jaillit du plus profond de notre histoire, quand le pays est menacé dans son existence même, dans son «être», son «âme». «Nous» savons que seul un sursaut collectif, dépassant nos rituelles divisions, peut «nous» sauver.

Alors le chant, le poème, l'écrit qui condensent cette angoisse et cette espérance, entrent dans le patrimoine immémorial de la nation. Le «Je» s'efface. Le «Nous» s'est approprié l'oeuvre. Le manuscrit du Chant des partisans a éte classé Monument historique par le ministère de la Culture en décembre 2006.

En écrivant ces vers, le dimanche 30 mai 1943, Maurice Druon et Anne Marly et Joseph Kessel a été ce faiseur de miracle. Sa trace est à jamais inscrite dans notre mémoire :

«Ami si tu tombes

Un ami sort de l'ombre

À ta place.»

» «Le Chant des partisans» en intégralité


«Le Chant des partisans»

Maurice Druon
15/04/2009 | Mise à jour : 09:24

L'hymne de la résistance, composé en 1943 par Maurice Druon.

Ami, entends-tu le vol noir des corbeaux

Sur nos plaines ?

Ami, entends-tu ces cris sourds du pays

Qu'on enchaîne ?

Ohé ! partisans, ouvriers et paysans,

C'est l'alarme.

Ce soir, l'ennemi connaîtra le prix du sang

Et des larmes.

Montez dans la mine

Descendez des collines, Camarades.

... Sortez de la paille

Les fusils, la mitraille,

Les grenades.

Ohé ! les tueurs,

À la balle et au couteau,

Tuez vite.

Ohé ! saboteur,

Attention à ton fardeau

Dynamite...

C'est nous qui brisons

Les barreaux des prisons

Pour nos frères.

La haine à nos trousses

Et la faim qui nous pousse.

La misère.

Il y a des pays

Où les gens au creux des lits

Font des rêves.

Ici, nous, vois-tu,

Nous on marche et nous on tue

Nous on crève...

Ici, chacun sait

Ce qu'il veut, ce qu'il fait

Quand il passe.

Ami, si tu tombes,

Un ami sort de l'ombre

À ta place.

Demain du sang noir

Séchera au grand soleil

Sur les routes.

Chantez, compagnons,

Dans la nuit la liberté

Nous écoute...

Ami, entends-tu

Ces cris sourds du pays

Qu'on enchaîne ?

Ami, entends-tu le vol noir

Des corbeaux

Sur nos plaines ?








Maurice Druon, un seigneur des lettres est mort - Le Figaro, fr - link (aqui)

Maurice Druon, chez lui en mai 2008. Crédits photo : Le Figaro

Étienne de Montety
15/04/2009 | Mise à jour : 09:26

L'ancien secrétaire perpétuel de l'Académie française est décédé à l'âge de 90 ans. Il était l'auteur du «Chant des partisans» et de la série romanesque «Les Rois maudits».

Dans son Journal, le critique Matthieu Galey fait de Maurice Druon le portrait suivant : «Superbe, solaire, heureux et portant beau. À 37 ans, voici un homme qui a su tirer profit de sa timbale Goncourt. Un contrat mirifique lui assure 800 000 francs par mois contre un certain nombre de feuilletons historiques.»

Nous sommes en 1955. Druon est alors le roi de Paris. Il le restera longtemps : écrivain, élu à l'Académie française, homme politique (ministre et député), couvert de décorations, il fut durant un demi-siècle un authentique personnage de la vie publique française.

Élu de Paris, il avait affirmé un jour : «Je possède un tiers de l'Arc de triomphe. Impossible de sortir de l'indivision.» La formule est belle. Parlait-il du XVIIe arrondissement, dont il fut le député (et qui partage l'Étoile avec le VIIIe et le XVIe) ou de lui-même ? Car Maurice Druon était amateur de capes et d'épées, de grande histoire, de personnages picaresques. Volontiers théâtral, portant canne et chapeau, il s'honorait d'une généalogie complexe et prestigieuse, posée sur plusieurs continents. Arrière-petit-neveu du poète Charles Cros, et surtout propre neveu de Joseph Kessel et pour mieux dire son fils spirituel, il avait rejoint à Londres en 1942 le général de Gaulle, un homme à sa mesure dont il fit un jour la description suivante : «Haut, droit, dans son uniforme et les leggings, il m'apparut comme un chevalier du Moyen Âge, majestueux et déterminé .»

Il y avait chez lui du capteur de gloire comme il y a des capteurs solaires. Il était revenu de la Deuxième Guerre mondiale auréolé d'un prestige aux rayons multiples : en 1939, il avait adressé au directeur de France Soir, Pierre Lazareff, un article intitulé «J'ai vingt ans et je pars». Et il tint parole. Quelques mois plus tard, il était sur la Loire aux côtés des cadets de Saumur et chargea l'ennemi avec une authentique bravoure. Replié avec sa troupe du côté de Bordeaux, il campa dans une propriété ; chez Montaigne, assurait-il, dont il put contempler à loisir la fameuse tour, pendant que la République s'écroulait. Il vécut ainsi la débâcle la plus littéraire qui soit.

Druon était ainsi, à la fois dans l'action et dans la représentation. En 1943, se trouvant à Londres avec son oncle prestigieux Jeff Kessel (Druon est le patronyme de son père adoptif), il composa un hymne, le «Chant des partisans», qui devient dans la Résistance un chant de marche, d'espoir et de bravade. «Ami, entends-tu». Une Marseillaise FFL. Ce refrain, composé par Anne Marly, mit le feu aux maquis, galvanisa les énergies : br />


À partir de 1944, on retrouva Druon en Alsace et en Allemagne comme correspondant de guerre. Il écrivit La Dernière Brigade, inspiré par son expérience d'officier de cavalerie.

Le triomphe des «Rois maudits»

En 1948, son roman Les Grandes Familles fut couronné par le prix Goncourt. Maurice Druon devint alors une figure de premier plan de la scène intellectuelle et publique française, qu'il ne quittera jamais plus. Son atelier littéraire, dirigé par Edmonde Charles-Roux et qui utilisait le talent de fines plumes, telles celles de Matthieu Galey ou Pierre de Lacretelle, faisait peut-être sourire les bas-bleus mais rencontra un succès jamais vu depuis Alexandre Dumas. Les Rois maudits fit un triomphe et la fortune de leur auteur. Druon fut plébiscité par des millions de lecteurs. Écoutons une nouvelle fois Galey, aux premières loges pour observer le phénomène : «Entre un appel de son éditeur anglais, les confidences interminables d'une comtesse italienne - une emmerderesse me chuchote-t-il en couvrant l'appareil de sa main gauche -, les questions d'un journaliste de la radio et le rituel coup de fil chez Del Duca pour savoir où en sont les ventes aujourd'hui, J'ai vite compris que sa vie était un enfer, qu'il n'avait jamais une minute à lui, qu'il faudrait trois secrétaires au lieu de deux.»

Son œuvre est abondante, diverse. On y trouve du roman, du théâtre (il fut représenté au Français), de l'essai politique, de la biographie (Alexandre le Grand), des Mémoires. Et même du conte pour enfants : Tistou les pouces verts. Il était disert, brillant, inattendu. Galey raconte qu'il tenait à ce qu'un des épisodes des Rois maudits se passât à Avignon l'été 1327 pour la seule raison que c'est l'année où Laure a rencontré Pétrarque. Pareil détail signe un auteur.

Le mot qui résume Maurice Druon, par quelque sens qu'on le prenne, c'est l'engagement : engagement militaire quand le sort du pays le requérait, engagement politique, au service de ses idées. Cela passa, puisque tel était son tempérament, par de jolies passes d'armes, par voie de presse le plus souvent. Nommé par Pierre Messmer ministre des Affaires culturelles en 1973, il se singularisa par de courageuses prises de position contre les abus du monde culturel. Une de ses déclarations est restée célèbre : «Les gens qui viennent à la porte de ce ministère avec une sébile dans une main et un cocktail Molotov dans l'autre devront choisir. » Il devint la bête noire de toute une profession (on ne parlait pas encore à l'époque d'intermittents du spectacle). Les conformistes l'exécraient. Il n'en avait cure, jouant volontiers les provocateurs mais s'élevant également avec vigueur contre la féminisation abusive des titres, et plus largement contre l'appauvrissement de la langue française. Il prit mille fois part au débat public, et souvent de façon tonitruante, d'une voix de bronze, au risque de se laisser enfermer dans la caricature.

«Le Malraux de Pompidou»

Ses combats et l'âme qui les menait valaient mieux que cela. Paul Morand note dans son journal : «À l'Académie, Druon, mon voisin, et moi batifolions sur les verbes “délasser” et “délacer” ; aujourd'hui, il se réveille ministre de la Culture. C'est le Malraux de Pompidou.» On ne saurait mieux décrire la formidable énergie qui animait le personnage.

Le Figaro lui ouvrit souvent ses portes pour y accueillir ses chroniques sur le bon français, quelque tribune pour fustiger l'usage approximatif de la langue par un ministre, quelque opinion sur les sondages ou la réforme des institutions. On lui prête un mot malheureux à l'annonce de la candidature de Marguerite Yourcenar à l'Académie française en 1980, qui annonçait l'ouverture de l'institution aux femmes : «D'ici peu vous aurez quarante bonnes femmes qui tricoteront pendant les séances du dictionnaire.» Il affectionnait volontiers le rôle de gardien du Temple, que ce soit celui du gaullisme, de la France ou de l'Académie.

Ses dernières charges firent quelque bruit. Toujours l'Académie : en 2003, par une vigoureuse tribune dans Le Figaro Littéraire, il s'éleva contre l'élection de Valéry Giscard d'Estaing, vidant ainsi une querelle vieille de trente ans, lorsque VGE obtint le soutien de Jacques Chirac, affaiblissant ainsi le candidat gaulliste Jacques Chaban-Delmas. Plus tard, Druon s'en prit encore à François Bayrou, s'attirant de la part de ce dernier une magnifique réplique, cinglante et enlevée, l'un et l'autre prouvant que la polémique permet souvent de donner le meilleur de soi-même. Il n'y a pas de grands hommes, il n'y a que de grandes querelles, n'est-ce pas ?

Maurice Druon avait été élu en 1966 à l'Académie française au fauteuil de Georges Duhamel. Il servit cette institution, dont il fut, durant plus de dix ans, le secrétaire perpétuel. Sa carrière exceptionnelle dissimulait une blessure, et sous l'abondance de titres et de reconnaissances qui définit sa vie, on trouvait le désir ardent de recouvrir la dépouille tragique de son père Lazare Kessel (tragiquement disparu à sa naissance) d'un linceul d'honneurs et de respectabilité.