segunda-feira, 6 de julho de 2009
Mônica Bergamo - Folha de são Paulo - link (aqui)
G Prado![]() |
Alessandra Ambrosio é capa da próxima edição da revista "L'Officiel", que chega às bancas nesta semana. A mãe de Anja, dez meses, passou a priorizar trabalhos para as grifes que considera "quase parte da família", como Victoria's Secret e Giorgio Armani, para ficar mais perto da menina. Nos ensaios para essas marcas, sente-se em casa a ponto de controlar o som e escolher a trilha sonora, com Led Zeppelin e Faith No More.
Entre iguais
O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu permitir que seus funcionários homossexuais incluam como beneficiários no STF Med, o plano de saúde da corte, os companheiros com quem vivem. A medida passa a valer a partir deste mês.
ENTRE IGUAIS 2
A iniciativa é simbólica. Ela coincide com o pedido feito pelo Ministério Público Federal, na semana passada, para que a união civil entre homossexuais seja reconhecida e gere direitos como o de fazer declarações conjuntas de Imposto de Renda e o de herança, entre outros. Também o governo do Rio tem ação no STF sobre o tema.
PLACAR
Em outras ocasiões, ministros do STF, como Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, já sinalizaram que são favoráveis ao reconhecimento da união civil entre pessoas do mesmo sexo. Também Gilmar Mendes, presidente do tribunal, e Carlos Ayres Britto são computados como votos favoráveis à tese.
SER OU NÃO SER
Em jantar para poucos na casa do pianista João Carlos Martins, o ex-ministro José Dirceu engrossou o coro de elogios a José Serra, "um homem íntegro". Por outro lado, aderiu às dúvidas manifestadas sobre a possibilidade de ele ser candidato à Presidência da República caso julgue que pode perder as eleições.
A SOLIDÃO É FERA
Alda Marco Antonio, secretária de Assistência e Desenvolvimento Social, pediu um levantamento da situação familiar dos 720 idosos que estão em albergues da prefeitura. Só uma família, até agora, concordou em acolher de volta o seu parente -Noé Lemos, de 63 anos, tinha desaparecido depois de sair de casa para buscar uma radiografia. Os demais não têm família ou são rejeitados por elas. Destes, 90% são homens. Já as mulheres não foram rejeitadas. Elas simplesmente não têm parente algum.
CAMA E MESA
E cem dos 720 idosos começam a ser transferidos hoje para o hotel Arpége, na rua Helvétia, um prédio de oito andares com 35 apartamentos. A ideia é que eles tenham um ambiente mais próximo ao de uma casa e também alguma privacidade. Dom Odilo Scherer participa da abertura do espaço.
MARÉ CHEIA
A cantora Elba Ramalho vai gravar um DVD ao vivo em Campina Grande (PB). Poderá captar R$ 490 mil para o projeto, batizado de "O Renascer das Águas", pela Lei Rouanet.
GRAMADO VERDE
Já o Festival de Gramado conseguiu a liberação para captar R$ 1,6 milhão para sua próxima edição, em agosto.
GRAMA DO VIZINHO
Quarenta arecas (gênero de palmeira asiática) foram levadas de vasos do largo do Arouche, onde haviam sido plantadas recentemente. O incidente pode ter ocorrido durante a Virada Cultural, em maio, mas a Secretaria das Subprefeituras só se deu conta do sumiço há duas semanas. Elas não serão substituídas pelo risco de serem furtadas novamente. A ideia é colocar no lugar uma estrutura para trepadeiras.
SEM-VERGONHA
Ainda no largo do Arouche, a secretaria está preparando os canteiros para plantar novas espécies por ali. A vegetação do local -agapantos, moreias e arbutos- foi praticamente exterminada após a maratona de apresentações de cantores bregas ou românticos da Virada Cultural, que atraíram um grande público. Será substituída por marias-sem-vergonha e outras espécies.
CURTO-CIRCUITO
COSTANZA PASCOLATO lança hoje o livro "Confidencial -°Segredos de Moda, Estilo e Bem-Viver", a partir das 19h, no Bar des Arts do shopping Higienópolis.
ABRE HOJE, no CCBB, a exposição "Argentina Hoy", com obras inéditas no Brasil de 33 artistas, entre os quais Jorge Macchi, Marina De Caro e Leandro Erlich.
MARCELO FAISAL arma hoje a festa "Chandon Garden Party", das 19h às 23h, na praça do Viveiro, na Casa Cor.
O SHOPPING Morumbi promove hoje um coquetel para lançar dois espaços de brincadeiras para as crianças.
A TURMA DE 1989 da Faculdade de Direito do Largo São Francisco vai comemorar os 20 anos de formados no dia 7 de novembro, no Jockey Club do centro. Informações sobre o evento pelo e-mail turma1989sanfran@gmail.com.
com ADRIANA KÜCHLER, DIÓGENES CAMPANHA e LEANDRO NOMURA
MODA
"Modelo é rotulado como consumidor de maconha"
Uma reportagem da TV Bandeirantes mostrou, na semana passada, uma modelo usando cocaína no banheiro de uma boate paulistana. O diretor-geral da agência Mega Model, Alexandre Peppe, admite que a modelo flagrada fazia parte do seu elenco e que sabe que "o pessoal consome drogas".
FOLHA - A modelo filmada usando cocaína era da Mega Model?
ALEXANDRE PEPPE - Era nossa, mas já não é mais. Na hora em que essa informação chegou aqui, mandamos ela embora.
FOLHA - Mandaram embora?
PEPPE - Mandamos. Qualquer modelo nossa, pode ser uma top ou uma "new face" [no começo de carreira], qualquer uma que estiver envolvida com qualquer problema desse tipo, com qualquer problema que denigra a nossa imagem, a gente manda embora.
FOLHA - Já houve outros casos?
PEPPE - Graças a Deus, não. Foi a primeira vez.
FOLHA - E o que ela alegou?
PEPPE - A princípio, ela falou que não era ela. Mas era óbvio [que era]. A gente a conhece. [Depois de admitir], ela falou que foi um acaso, que foi a primeira vez, que foi no embalo dos amigos e que isso nunca mais ia acontecer. Para a Mega, isso não interessa. A gente conversou bastante. Eu disse: "Espero que isso sirva de exemplo para você e para outras modelos também. Mas, aqui dentro, isso é inadmissível". Infelizmente, não tem nem como dar uma segunda chance.
FOLHA - Ela contou de quem comprou a droga?
PEPPE - Não falou. A gente nem entrou nesse tipo de detalhe.
PEPPE - Estou no mundo da moda há 12 anos e sei que o pessoal consome drogas. Aqui na agência, nunca aconteceu, foi a primeira vez. Todo mundo fala que modelo fuma maconha. Isso a gente ouve muito. É um boato que tem em todas as agências, em todo lugar do mundo. O modelo já está rotulado como consumidor de maconha. Na prática, eu nunca vi. São rótulos que têm, que, de repente, nem são verídicos.
Renata Lo Prete - Folha de São Paulo - link (aqui)
Para dar curso ao objetivo de manter José Sarney (PMDB-AP) sentado na cadeira de presidente do Senado, o Planalto tentará ignorar a metralhadora do senador Tião Viana (PT-AC), que em entrevista à revista "Veja" não só se voltou abertamente contra Sarney como acusou o próprio Lula de ter sido leniente com o estado das coisas na Casa.
O governo não gostou, mas prefere considerar a ofensiva individual, motivada pela derrota de Viana para o peemedebista na disputa pela Presidência do Senado, em fevereiro. Por ora, ninguém acredita que o desabafo de Viana resulte num recuo do partido em obedecer à determinação de Lula para apoiar Sarney.
Fundo perdido. A revelação das três contas sigilosas do Senado dá novo significado ao comentário de um antigo conhecedor das catacumbas da Casa sobre o socorro financeiro prestado por Agaciel a quem estivesse em apuros: "Ele tinha um esquema para abastecer os 81 patrões".
Está dito. De Wellington Salgado (PMDB-MG), sobre a pulverização das mazelas envolvendo o Senado: "O mais puro ali tem 4 mil pecados".
Wally 1. O presidente Lula se queixou à bancada do PT da ausência do líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), na crise. Para peemedebistas, o sumiço se deve ao crescente espaço ocupado pelo vice-líder, Gim Argello (PTB-DF).
Wally 2. Outro desaparecido é Efraim Morais (DEM-PB). Diante de ameaças de investigar as sucessivas gestões "demo" na Primeira Secretaria, Morais, pródigo no emprego de fantasmas, sumiu.
Móveis e utensílios. Ao fazer um inventário na gráfica do Senado, a nova direção encontrou duas impressoras offset doadas pela Imprensa Nacional, ambas inoperantes. Os apelidos das relíquias: Nelson Jobim e Renan Calheiros, ambos ex-ministros da Justiça, órgão ao qual a Imprensa Nacional está subordinada.
Na área 1. O lobista da CBF Vandemberg Machado, que circula com desenvoltura pelo plenário do Senado com crachá de assessor, não consta do Portal da Transparência como funcionário da ativa.
Na área 2. Vandemberg é aposentado da Casa, na qual ingressou por meio de um "trem da alegria". Atua como assessor informal de Renan, enquanto defende os interesses da entidade do futebol.
Relax. Além de passear em família, fugindo dos jornalistas, a única atividade de Lula ontem em Paris foi ouvir o improvisado concerto de Howard Yang na calçada da embaixada brasileira. Taiwanês de origem, Yang tocou Caprice, de Paganini. Lula ouviu da janela. Marisa aplaudiu.
Em campanha. Em suas viagens internacionais recentes, Lula tem reservado espaço na agenda para dar entrevistas a veículos locais com o propósito específico de promover a candidatura do Brasil a sede da Olimpíada em 2016.
Entre nós. Com a recusa do governo federal de fazer parte do acordo com o Deutsche Bank em torno de supostas contas de Paulo Maluf, o Ministério Público de SP prepara nova versão do acerto, agora restrito apenas às esferas estadual e municipal.
Beijo do gordo. A mais nova dupla da série "Separados no Nascimento" é formada por Roberto Gurgel, recém indicado ao cargo de procurador-geral da República, e o apresentador Jô Soares.
Sinal. Inicialmente reticentes à candidatura do deputado José Eduardo Cardozo (SP) à presidência do PT, o prefeito de Vitória, João Coser, e o ex-prefeito de Recife João Paulo acabaram por endossar o movimento da ala Mensagem ao Partido. Na reunião da corrente no sábado, a decisão pró-Cardozo foi consensual.
Tiroteio
"Do jeito que a coisa vai, acabaremos por concluir que o melhor currículo do governo é o do presidente Lula."
Contraponto
Bem-vindo ao clube Conversando numa roda de amigos, o tucano Arthur Virgílio dizia ser muito ansioso. Alguém corrigiu:
-Arthur, você não é ansioso. Você é hipomaníaco.
O senador ficou apreensivo ao ouvir o termo, cujo significado desconhecia, mas logo veio a explicação:
-É uma alteração de humor semelhante à mania. Os hipomaníacos são inteligentes, idealistas, gostam de sexo...
Virgílio ficou mais animado. Chegou a agradecer. O interlocutor então revelou que já havia publicado um livro a respeito do tema. O tucano quis saber a origem de tanto interesse, e o outro esclareceu:
-É que eu também sou hipomaníaco!
O pequeno notável - Folha de São Paulo - link (aqui)
BORIS CASOY
Getúlio Bittencourt foi um jornalista singular. Tinha uma cultura geral acima da média e era dotado de inata memória auditiva |
"Getulinho" -como o chamavam na redação da Folha, devido à sua baixa estatura- foi um jornalista singular. Acima de tudo, era vocacionado. Inteligente, possuidor de uma cultura geral acima da média, era dotado de inata memória auditiva. Seu cérebro era um verdadeiro gravador. Era capaz de "gravar" longos diálogos e reproduzi-los com perfeição.
Mineiro, recém-vindo de sua cidade natal, Governador Valadares, a excelência de seus textos logo chamou a atenção das chefias do jornal. Rapidamente foi transferido para a Redação da Folha.
Fala mansa, boa conversa, educado, logo soube conquistar preciosas fontes de informação, sobretudo na política, numa quadra difícil da vida nacional, nos anos 1970. De repórter, foi promovido a editor de política. Em seguida tornou-se repórter especial.
Vivi com ele e com o também saudoso Leleco, Haroldo Cerqueira Lima, um dos episódios jornalísticos mais importantes do período militar: a célebre entrevista do general João Baptista Figueiredo, que valeu a ambos o Prêmio Esso.
Corria o mês de abril de 1978. Eu, então editor-responsável da Folha, recebi um telefonema de Brasília confirmando para o dia 4 a entrevista que pedira ao general Figueiredo, então já ungido sucessor de Ernesto Geisel. Na falta de Ruy Lopes, de férias, decidi enviar Getulinho para, em parceria com Leleco, entrevistar o futuro presidente. Pedi a ambos que gravassem a entrevista para evitar qualquer mal-entendido, que, naqueles tempo bicudos, podia custar caro.
Terminada a entrevista, Getulinho e Leleco me disseram por telefone que Figueiredo ficara muito irritado. Por algum equívoco de sua assessoria, supunha que eu faria a entrevista. O general decidiu, então, transformar a entrevista numa conversa que poderia ser publicada. Proibiu tanto a gravação quanto as anotações. Exigiu que os gravadores (eu havia recomendado que levassem dois aparelhos) ficassem sobre o sofá.
Na volta à Redação, Getúlio usou sua prodigiosa memória. Ele e Leleco "reproduziram" a conversa, que durara mais de hora e meia. Concluído esse trabalho, exausto, Getulinho atirou-se num sofá e dormiu.
À medida que o diálogo ia sendo reconstituído, perplexo, eu recebia em São Paulo trecho por trecho da reportagem. Em linguagem grosseira, Figueiredo se desnudava perante o país. Mesmo sabendo dos riscos, decidi publicar a entrevista.
Dois dias depois, recebo um telefonema irado do quase presidente Figueiredo. Ele se dizia traído por Getúlio e Leleco porque, segundo ele, a conversa havia sido gravada. Retruquei, lembrando que, a pedido dele, os gravadores, desligados, tinham ficado sobre o sofá. E que Getúlio tinha memória auditiva. "Memória auditiva nada. Ele estava com um gravador enfiado no c...", disse Figueiredo, desligando o telefone.
A repercussão da entrevista foi enorme. Certamente contribuiu para que se conhecesse melhor aquele que seria nosso presidente. E seguramente ampliou o horizonte do tratamento que a imprensa dispensava aos governos militares.
Catapultado para a fama, da Folha, onde chegou em 1975, Getúlio foi para a revista "Veja" em 1979, trabalhando em São Paulo e em Brasília. Em 1983, contatado pela "Gazeta Mercantil", foi editor de política e editor sênior. Em 1987, convidado pelo presidente José Sarney, Getúlio Bittencourt assumiu a Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Enfastiado com os hábitos da política palaciana, foi nomeado para a presidência da EBN, a Empresa Brasileira de Notícias.
Com Sarney, Getúlio tinha dupla função: a de secretário de Comunicação e a de astrólogo. Nunca entendi essa faceta do jornalista. Ele classificava astrologia como ciência.
Getúlio conta num de seus livros, "À Luz do Céu Profundo", que provocou a mudança do horário da sessão do colégio eleitoral que elegeu Tancredo Neves. No hora prevista inicialmente, os astros apontavam a possibilidade de uma vitória de Paulo Maluf. Getúlio levou sua preocupação a Thales Ramalho, que, autorizado por Tancredo, conseguiu negociar a mudança do horário, conforme "recomendavam" os astros.
Getúlio Bittencourt, de volta à "Gazeta Mercantil", passou 11 anos como correspondente nos EUA. Em seguida, de 2001 até o ano passado, dirigiu a Redação do "DCI - Diário do Comércio e Indústria". Seu último trabalho foi na edição brasileira da "Harvard Business Review".
Aqui deixo um pequeno registro sobre Getúlio Bittencourt, o pequeno notável.
Melchiades Filho - Folha de são Paulo - link (aqui)
BRASÍLIA - Da rápida aclamação de Dilma Rousseff à invenção de Ciro Gomes como candidato em São Paulo, as novidades mais importantes e surpreendentes do PT neste ano pré-eleitoral passam pela reconstrução do grupo que comandou o partido com mão-de-ferro no primeiro mandato de Lula e saiu estilhaçado do mensalão.
Núcleo do extinto Campo Majoritário, a corrente Construindo um Novo Brasil se fortaleceu dentro da legenda e prepara uma aliança com alas que se desgarraram em 2005. O objetivo é assegurar a presidência da sigla em novembro e o controle da política interna no pós-Lula.
Para essa coalizão, porém, as eleições de 2010 atrapalham. Ela não tem nomes competitivos para oferecer às principais votações (Presidência e governo de São Paulo). Os caciques caíram nos escândalos. Não surgiram novas lideranças.
Daí a boa vontade desses petistas com o "dedazo" de Lula na corrida pelo Planalto. Dilma nunca militou dentro do partido. Uma vitória dela não ameaçará imediatamente a reconstrução do Campo Majoritário.
Obedece à mesma lógica a ideia de transplantar Ciro Gomes. José Dirceu & Cia. sabem que vencer os tucanos em São Paulo em 2010 será quase impossível, mas sabem que a campanha tem o potencial de catapultar um novo nome para a eleição à prefeitura da capital em 2012.
Apavora esse grupo a possibilidade de que Lula faça essa escolha -como fez com Marta Suplicy em 1998 (derrotada para o governo, ela levou a prefeitura em 2000). E, pior, que o presidente escolha, desta vez, um candidato petista que não tenha se "reconciliado" com o mensalão. Um Fernando Haddad (ministro da Educação), por exemplo.
Por isso o lançamento afoito dos nomes do prefeito de Osasco e do ex-governador do Ceará. Se perder, a Emidio de Souza ou a Ciro só restará voltar pro seu quadrado. Já o novo Campo terá dois anos e céu aberto para consolidar uma candidatura de confiança para 2012.
Mais que luta partidária - Folha de São Paulo - link (aqui)
SÃO PAULO - Quando não está viajando ou comemorando o título do Corinthians, o presidente Lula insiste em defender José Sarney e em lutar para mantê-lo na Presidência do Senado.
Não param de aparecer acusações de irregularidades que envolvem Sarney, mas, para Lula, contratação de apaniguados, favorecimento de parentes, uso indevido de imóveis funcionais, ocultação de casas em declarações de bens não são nada. Trata-se, segundo o presidente, apenas de luta política com vistas à eleição do próximo ano e de desespero da oposição, que perdeu a Presidência do Senado no voto e quer levá-la no tapetão.
Sarney se apega ao mesmo raciocínio. Afirma que está sendo alvo de denúncias por ser aliado de Lula. Na lógica sarneysiana, mídia, opinião pública e todos os demais o atacam para enfraquecer o presidente da República. E repete o argumento: tudo isso com vistas às eleições de 2010.
Não existem bobos em política e faz parte da natureza da oposição caçar deslizes de seus adversários para poder enfraquecê-los. O governo age da mesma forma.
Caberia aos dois lados não cometer irregularidades para não dar munição para o inimigo. Mas abundam exemplos para nos convencer de que está difícil exercer a vida pública com probidade.
Mensalões, senadões, castelões e uso indevido de verbas públicas estão aí para provar que décadas de abusos de poder causaram uma deformação moral na maioria dos nossos governantes e representantes e que estamos muito longe de acabar com a corrupção no país.
As questões postas agora são as seguintes: 1) até quando fará efeito esse discurso de que os fatos devem ser deixados de lado por estarem sendo usados na disputa partidária? 2) O PT, Lula e sua candidata à Presidência mais ganharão ou mais perderão votos com essa defesa hipócrita de José Sarney? Teremos que esperar a contagem de votos em 2010 para saber as respostas.
MPF denuncia Dantas e mais 13 no caso ‘Satiagraha’ - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)
Processo foi às mãos do juiz Fausto de Sanctis na sexta
Nesta segunda, Procuradoria dá detalhes em entrevista
Denúncia faz menção a verbas que irrigaram ‘mensalão’
Wilson Dias/ABr
Está programada para o meio-dia desta segunda (6) uma entrevista coletiva no prédio do Ministério Público Federal, em São Paulo.
Serão divulgados os detalhes de uma nova denúncia protocolada há três dias na 6ª Vara Criminal Federal, do juiz Fausto de Sanctis.
Diz respeito à segunda fase da Operação Satiagraha. Dessa vez, Daniel Dantas foi denunciado junto com mais 13 pessoas.
Entre elas a irmã dele, Verônica Dantas; o presidente do Opportunity, Dório Ferman; o executivo Itamar Benigno Filho...
...O ex-vice-presidente Carlos Rodenburg; e o ex-diretor da Brasil Telecom Humberto Braz.
São acusados da prática de uma penca de delitos. Por exemplo: lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira...
...Evasão de divisas, formação de quadrilha e organização criminosa. O texto traz a assinatura do procurador Rodrigo de Grandis.
Foi redigido a partir de relatório do delegado Ricardo Saadi, que sucedeu Protógenes Queiroz na condução da Satiagraha.
Feita a denúncia, caberá ao juiz De Sanctis decidir se converte a peça em ação penal. São grandes, muito grandes, enormes as chances de que isso ocorra.
Confirmando-se a ação, os 13 denunciados serão levados ao banco dos réus e poderão exercer o direito constitucional ao contraditório. De antemão, todos negam os malfeitos.
Na fase inaugural da Satiagraha, ainda sob Protógenes, o juiz De Sanctis recebera uma primeira denúncia. Tratava do oferecimento de propina a um delegado federal.
Nesse processo, Daniel Dantas foi condenado por corrupção ativa a 10 anos de cadeia, mais multa. Recorreu. E responde em liberdade.
Um pedaço da nova denúncia evoca o escândalo do mensalão. O Ministério Público detalha a origem de parte das verbas que escoaram pelo “valerioduto”.
Vieram, de acordo com a denúncia, da Brasil Telecom. À época, a empresa integrava o Grupo Opportunity.
Os responsáveis pela Satiagraha travam uma corrida contra o relógio. Tentam preservar o bloqueio de US$ 450 milhões. Dinheiro atribuído a Dantas.
O dinheiro encontra-se retido em cinco contas bancárias nos EUA. Depois de bloqueado, quase foi liberado.
Decisão da Corte Distrital de Washington adiou para setembro o veredicto sobre a manutenção do bloqueio. O governo brasileiro deseja repatriar o dinheiro.
Escrito por Josias de Souza às 06h03
Obama hopes for 'extraordinary progress' at Kremlin summit - The Times, uk - link (aqui)

(Dmitry Kostyukov/AFP/Getty Images)
Barack Obama has arrived in Moscow with his family for a two-day summit
July 6, 2009
Tony Halpin in Moscow and Philippe Naughton
Barack Obama sat down for a two-day summit at the Kremlin today, holding out the hope of "extraordinary progress" towards further reductions in the nuclear arsenal of the two old Cold War rivals.
Mr Obama flew into Moscow's Vnukovo airport with his wife, Michelle, and two young daughters to unseasonally cold weather and cloudy skies, although hours of heavy rain came to an end as Air Force One touched down.
After a low-key greeting ceremony, the Obama motorcade sped along a barricaded highway towards the Tomb of the Unknown Soldier, where Mr Obama laid a wreath before getting down to talks with his host, President Medvedev.
The talks will focus on agreeing a successor to the 1991 Strategic Arms Reduction Treaty (Start), which expires in December. A US official confirmed today that there was already a text for the two men to review during their talks, although the summit communiqué will be a statement of intent rather than a full treaty.

(Vladimir Rodionov/Presidential Press Service/RIA-Novosti/AP)
He was welcomed to the Kremlin by President Medvedev
As the talks began, Mr Medvedev told his guest that he hoped their summit would close a difficult chapter in US-Russia relations. “We hope that as a result of today’s work, tomorrow’s work and all our bilateral discussions we will close the difficult pages in the history of US-Russian relations and open a new page,” he said.
Mr Obama replied: “If we work hard during these next few days then we will make extraordinary progress that will benefit the people of both countries."
Mr Medvedev said last week that the new treaty could reduce their nuclear arsenals to below 1,700 warheads each, down from the current 2,200 for the US and 2,800 for Russia — a reduction that Mr Obama sees as a fair trade in its own right.
But the Russian leader threw down the gauntlet on the eve of Mr Obama's visit, challenging him to roll back a planned missile shield in Eastern Europe in return for making huge cuts in Russia’s nuclear arsenal.
The challenge came in an interview with Italian media in which he insisted that any agreement would have to include concessions on the European-based missile shield proposed by President Bush.
He also participated in a wreath-laying ceremony at the Tomb of the Unknown Soldier in Moscow
“We believe that these topics are interrelated and for understandable reasons — because offensive nuclear capabilities do not exist by themselves,” Mr Medvedev said. “If we talk about reduction then we must understand how it correlates with defending against these capabilities, with what means we have for missile defence.”
The two-day visit has been called the “reset summit” after Mr Obama’s promise of a fresh start in relations with Russia. He is keen to revive a relationship that hit a post-Cold War low over Mr Bush’s plans to site radar posts in the Czech Republic and ten interceptor missiles in Poland.
Insiders say that despite Mr Obama’s lack of enthusiasm for his predecessor’s plan he is unlikely to cede much ground while Moscow remains overtly intransigent.
Mr Obama knows that there is no political capital in making concessions while Moscow looks so uninterested in making any of its own. His visit is being closely watched at home by opponents eager to see him commit a foreign policy blunder, and ordinary Americans concerned by the threat that could be posed by a nuclear Iran.
Russia rejects Washington’s insistence that the shield is aimed at a possible Iranian threat, smarting at its intrusion into the post-Soviet region that Moscow regards as its sphere.
Mr Medvedev repeated Russia’s opposition to the shield but said that he believed Mr Obama was ready to compromise as they negotiate cuts in nuclear weapons towards an agreement to replace Start.. “Then we can agree on the basic foundations of a new Start treaty and agree . . . on how we will approach missile defence,” he said.
The visit includes an informal dinner between the Medvedevs and Obamas tonight, while tomorrow Mrs Obama will attend a concert and visit a hospital with Mr Medvedev's wife, Svetlana.
Tomorrow Mr Obama faces a potentially awkward first meeting with Vladimir Putin, the former president who remains, even as Prime Minister, Russia's most powerful politician. Mr Putin was out of Moscow on Monday visiting a combine harvester factory in southern Russia.
In an indication of the strained atmosphere, Russia’s Kremlin-controlled main television channels -- the chief source of news for most Russians -- have played down Obama’s visit and his arrival was not shown live on TV.
“This is being played as essentially a low-key visit that shows the American leadership’s respect for the Russian leadership,” Dmitry Trenin, head of the Moscow Carnegie Centre think-tank, said.“This is not some star coming to town.”
The Ten Best Summer Dresses - The Independent, uk - link (aqui)
Monday, 6 July 2009
Chosen by Beth Dadswell
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Honduras coup leaders block ousted president's return - The Guardian, uk - link (aqui)
Zelaya supporters cheer his plane, which was prevented from landing in Honduras. Photograph: Eduardo Verdugo/AP• Two dead as protesters clash with police at airport
- Rory Carroll, Latin America correspondent
- guardian.co.uk, Monday 6 July 2009 08.36 BST
Coup leaders in Honduras thwarted President Manuel Zelaya's attempted return early today by blocking an airport runway with military vehicles, forcing his plane to divert to Nicaragua.
Thousands of the ousted leader's supporters clashed with police and soldiers at the airport, leaving at least two dead and dozens injured.
Zelaya flew home in an attempt to mobilise his followers and reclaim power from the institutions – the army, congress and the supreme court – that toppled him on 28 June. They ordered him to stay away and said that if he managed to enter Honduras he would be arrested.
Speaking to TV stations by telephone apparently from his plane's cockpit, Zelaya appealed to the army to return its allegiance to him "in the name of God, in the name of the people, and in the name of justice". He added: "Today I feel like I have sufficient spiritual strength, blessed with the blood of Christ, to be able to arrive there and raise the crucifix."
It became clear the plane – lent by the Venezuelan president, Hugo Chávez, Zelaya's leftist ally – would not be able to land. "They are threatening us, saying we'll be intercepted. If I had a parachute, I would jump off."
Zelaya flew on to the Nicagaruan capital, Managua, where he was warmly greeted by another ally, President Daniel Ortega. The ousted Honduran leader said he would meet allies in El Salvador and attempt another homecoming today or tomorrow, but later suggested he may fly to Washington for talks with US and Latin American officials.
The president's supporters, who are mostly poor and working class, said they would demonstrate daily until he was reinstated. Dozens have been injured and detained in clashes with security forces. The new authorities have curbed civil liberties and muzzled the media.
In a show of solidarity, Zelaya's flight to Tegucigalpa was originally planned to include the leftist presidents of Argentina, Ecuador and Paraguay, but they took a separate flight to neighbouring El Salvador to "monitor" his reception. He was instead accompanied by the president of the UN general assembly, Miguel D'Escoto Brockmann, a Nicaraguan Sandinista and former foreign minister.
The Honduran coup leaders said they had no plans to quit power or to allow their foe's return. "We will be here until the country calms down," said the interim president, Roberto Micheletti. "We are the authentic representatives of the people."
Micheletti, a congressman and member of Zelaya's party, accused Nicaragua of moving troops to the border in an attempt at psychological intimidation. Managua rejected the allegation.
The interim government has become an international pariah since soldiers seized Zelaya in his pyjamas and bundled him into exile. European and Latin American ambassadors left, the World Bank froze lending and the US severed diplomatic and military contacts. Zelaya, who alarmed Honduras's institutions by veering left after his election in 2006, said rightwing oligarchs had turned the clock back to an era of military overthrows.
The regime's isolation deepend at the weekend when the Organisation of American States (OAS) suspended Honduras, the first such punishment since Cuba's expulsion in 1962.
The interim government said the takeover was not a coup but a constitutional transfer of power from an authoritarian populist who wanted to abolish term limits. If Zelaya returns he faces arrest on 18 charges, including corruption and treason.
The coup's faltering public relations drive took another blow when the army's top lawyer, Colonel Herberth Bayardo Inestroza, admitted to reporters that the overthrow was illegal. It was nevertheless necessary, he said, to stop Honduras becoming a socialist ally of Venezuela.
La relation russo-américaine, entre relance et méfiance - Le Monde, fr - link (aqui)

Moscou, correspondante
La première visite en Russie de Barack Obama, commencée le lundi 6 juillet, marque-t-elle le début d'une nouvelle ère dans les relations russo-américaines ? Tombées à leur plus bas niveau ces dernières années en raison de contentieux persistants (élargissement de l'OTAN, bouclier antimissile, guerre en Irak), elles sont désormais engagées, dit-on de part et d'autre, sur la voie de la "relance".
La rencontre entre le président américain et son homologue russe, Dmitri Medvedev, début avril, en marge du G20, a certes témoigné d'un changement de ton. Mais, sur le fond, les positions demeurent éloignées.
Washington a d'ores et déjà obtenu la coopération de la Russie sur l'Afghanistan. Les deux présidents devaient conclure, lundi, un accord autorisant le transit militaire américain vers ce pays, par voie aérienne ou terrestre.
Les Russes ne sont pas favorables à un retour des talibans à Kaboul. Les incursions de militants islamistes en Asie centrale (Ouzbékistan, Kirghizstan, Tadjikistan) ont déjà eu lieu par le passé. Par les frontières poreuses de ces Etats, à la coopération bilatérale inexistante, passent militants, armes et drogues en direction de la Fédération russe. Le fait que la production de pavot n'ait jamais été aussi importante en Afghanistan est une source d'inquiétude pour Moscou.
Le dossier iranien offre moins de prise. Les positions divergent. Sans vouloir d'un Iran nucléaire, la Russie cherche à préserver son partenaire au nom de ses propres intérêts autour de la mer Caspienne, une zone stratégique pour elle. Par ailleurs, même si elle le voulait, il n'est pas sûr que la diplomatie russe ait le pouvoir de convaincre les Iraniens de rentrer dans le rang.
Le terrain le plus propice à une entente est celui des armements nucléaires, le seul dossier sur lequel Moscou se trouve à parité avec Washington. La signature d'un nouvel accord de limitation des armements nucléaires stratégiques, un prolongement du Traité sur la réduction des armes stratégiques (Start) de 1991, voué à expirer le 5 décembre 2009, était envisagée par les spécialistes comme le seul résultat tangible sur lequel pourrait déboucher le sommet.
NOUVELLE STRATÉGIE DE SÉCURITÉ
A Genève, ces derniers mois, les négociations ont avancé. Dans le même temps des obstacles ont surgi. Moscou prétend que tout nouveau traité Start doit être lié à un accord sur le bouclier antimissile, que les Etats-Unis prévoient de déployer en République tchèque et en Pologne, alors que Washington associe cette question à l'Iran.
Le 20 mai, le ministre russe des affaires étrangères, Sergueï Lavrov, a précisé que la nouvelle version de Start devrait fournir "une sécurité égale aux deux parties (et) préserver la parité dans la sphère de la stabilité stratégique". Impossible d'y parvenir, selon lui, "sans prendre en compte la situation dans le domaine de la défense antimissiles et dans d'autres secteurs qui demandent des approches multiples et novatrices".
Malgré le changement de ton des deux côtés, l'élite politico-militaire au pouvoir à Moscou persiste à penser, selon Dmitri Trenine, directeur du centre Carnegie de Moscou, que "les Etats-Unis ont un agenda caché : détruire la Russie". Cette vision paranoïaque a été illustrée par la nouvelle stratégie de sécurité approuvée par le Kremlin (mai 2009) selon laquelle les Etats-Unis demeurent la principale menace à la sécurité du pays.
Le bouclier antimissile en serait la démonstration en modifiant le rapport des forces. D'ailleurs quand les officiels russes l'évoquent, ils parlent de la "troisième position américaine après l'Alaska et la Californie [où sont installés des éléments du bouclier]", souligne Dmitri Trenine. Pour lui, le sauvetage de la relation russo-américaine pourrait passer par la création d'un système conjoint de défense antimissiles, mais cela nécessiterait au préalable le rétablissement de la confiance.
Appuyer sur le bouton "relance" est facile. La difficulté réside dans l'incompatibilité fondamentale entre les "disques durs" des deux pays. La Russie et les Etats-Unis n'ont ni les mêmes systèmes politiques, ni les mêmes buts, ni les mêmes valeurs. "En l'absence d'intérêts économiques communs, toute la toile de la relation russo américaine est dominée par la sécurité et la géopolitique et donc otage de la fierté, de l'obsession de dominer et d'obstruer. C'est donc un problème de disque dur", écrivait récemment Andreï Zolotov, directeur adjoint de l'agence de presse Ria Novosti.
La Russie a une position ambiguë : à la fois avec et contre l'Occident. L'élite politique a appris à coopérer avec les pays occidentaux mais, au nom de la consolidation de la nation, elle a besoin de désigner des ennemis, d'apparaître comme une forteresse assiégée.
Ces dernières années ont été marquées par un net refroidissement des relations avec l'Occident. Il s'est accentué au moment de la guerre russo-géorgienne d'août 2008, qui a conduit à la reconnaissance par Moscou des régions séparatistes géorgiennes d'Ossétie-du-Sud et d'Abkhazie. Sur ce dossier, l'impasse est totale. Des milliers de militaires russes sont durablement installés (bail de 99 ans pour l'implantation de bases russes). Mais même la Biélorussie, allié traditionnel de Moscou, n'a pas reconnu les deux Etats croupions.
LA RUSSIE NE PÈSE PAS LOURD DANS L'ÉCONOMIE MONDIALISÉE
Les anciennes républiques sœurs de la périphérie – l'Ukraine, la Géorgie, l'Estonie et même la Biélorussie – ont, elles aussi, subi le courroux russe, à travers des mesures de rétorsion commerciale, touchant notamment le vin, les produits agricoles et le gaz. "La politique étrangère russe vise à créer des Etats vassaux à la périphérie, ou, si cela s'avère impossible, former une ceinture d'insécurité constituée d'Etats faibles. Cette politique est un instrument de préservation du système russe, un régime autocratique et archaïque qui prend ses racines au XIXe siècle", explique Lilia Chevtsova analyste au centre Carnegie de Moscou. Plus que jamais, la Russie s'inquiète de l'élargissement de l'OTAN, perçue comme une tentative d'encerclement.
Grisée par son rôle de fournisseur d'énergie, la Fédération russe ambitionne de devenir un acteur clé du XXIesiècle, capable de contrer l'hégémonie occidentale aux côtés de certains régimes parmi les plus autoritaires de la planète (Chine, Iran, Venezuela). Mais cette ambition est entamée par deux facteurs. La Russie a beau être riche en pétrodollars (détentrice de la troisième réserve d'or et de devises au monde), elle ne pèse pas lourd dans l'économie mondialisée, à laquelle elle contribue pour moins de 2 %.
En outre, il s'agit du seul pays industrialisé où l'espérance de vie a décliné ces quarante dernières années. Celle des hommes, particulièrement terrible (61,4 ans), est due dans une large mesure à une consommation excessive d'alcool et de tabac et aux faibles moyens alloués à la santé. La population est passée de 148,9 millions d'habitants au début de 1993, à 141,9 millions en avril 2009, selon le comité d'Etat aux statistiques (Rosstat). A croire ce dernier, le pays pourrait perdre 11 millions d'habitants d'ici à 2025.
Regardez l'actualité - Libération, fr - link (aqui)
A LA BONNE VÔTRE - Des militants de l'ONG Oxfam manifestent ce lundi, à Rome, deux jours avant le sommet du G8, à l'Aquila, dans le centre de l'Italie. L'organisation veut attirer l'attention sur les phénomènes de faim chronique dans le monde en raison du réchauffement climatique. (REUTERS/Max Rossi)Refoulé par l'armée, Zelaya hausse le ton - Libération, fr - link (aqui)
Véhicules militaires et soldats bloquent la piste des l'aéroport à Tegucigalpa (Honduras), le 5 juillet 2009. (© AFP Orlando Sierra) 06/07/2009 à 12h53
Des soldats ont empêché l'avion du président déchu de se poser à Tegucigalpa. L'armée a également tiré sur des manifestants, tuant deux personnes. Zelaya demande l'aide des Etats-Unis.Plusieurs fois annoncé, le retour de Manuel Zelaya au Honduras n'a toujours pas eu lieu. Le président déchu, arrivant de Washington, souhaitait se poser hier dimanche à l'aéroport de Tegucigalpa, la capitale. Il en a été empêché par l'armée. Des soldats ont en effet obstrué la piste, après avoir tiré sur des partisans de Zelaya, faisant deux morts et deux blessés. 30.000 supporters du président déchu, selon des estimations de l'AFP, s'étaient rassemblés aux abords de l'aéroport.
Zelaya a ensuite pris la direction du Nicaragua, puis du Salvador, d'où il a appelé les militaires à «ne plus réprimer le peuple». «C'est un acte criminel, un acte qui ne peut demeurer impuni. Les criminels ne peuvent diriger un pays», a-t-il lancé, avant d'appeler au soutien de la communauté internationale: «A partir de demain (lundi), la responsabilité revient aux grandes puissances, notamment les Etats-Unis» pour prendre «des actions immédiates contre ce régime putschiste».
Coup d'Etat ou succession constitutionnelle
Zelaya a également rencontré plusieurs dirigeants d'Amérique Latine qui lui ont confirmé leur soutien. «Nous allons continuer à rechercher tous les moyens diplomatiques possibles pour rétablir le président Zelaya», a ainsi souligné José Miguel Insulza, le secrétaire général de l'Organisation des Etats américains (OEA).
Les nouvelles autorités, dirigées par le chef de l'Etat désigné Roberto Micheletti, clament toujours que la destitution de Zelaya n'était pas un «coup d'Etat» mais une «succession constitutionnelle». Manuel Zelaya, au pouvoir depuis janvier 2006, avait été renversé parce qu'il tentait d'organiser une consultation populaire sur la possibilité de briguer un second mandat, démarche déclarée illégale par la Cour suprême.
(Source AFP)
Istambul, destination design - Madame Le Figaro, fr - link (aqui)

Bien sûr, il faut visiter Topkapi et se perdre dans les allées du Grand Bazar. Mais Istanbul livre aussi des trésors de modernité qui l’ont élevée au rang de capitale design. Hôtels stylés, cuisine internationale, bars lounge et boutiques branchées : le tout est de savoir où les trouver… Voici les clés !
01.07.2009, par Juliette Lipman
Depuis cinq ans, le visage d’Istanbul change à toute allure. À côté des chefs-d’œuvre parfois millénaires qui symbolisent cette ville et l’héritage de son passé byzantin, chrétien et ottoman, ne cessent d’éclore de nouveaux lieux à la décoration ultra-pointue.
L’ouverture, en 2004, du premier musée d’art contemporain de la ville et le lancement, en 2005, d’une foire internationale du design témoignent de cet engouement. L’embellie de l’économie turque, une relative accalmie politique et l’essort d’Internet expliquent en partie cette dynamique.
Pour Aziz Sariyer, fondateur de la firme Derin et figure de proue du design stanbouliote, un accord avec la Communauté européenne pour lutter contre la contrefaçon et protéger les droits d’auteur a également eu un fort impact. « Les Turcs ont peu à peu réalisé que pour avoir des sociétés prospères, ils devaient créer des marques avec des identités fortes », renchérit Seyhan Özdemir, cofondatrice du studio Autoban. D’après elle, la ville bénéficie aussi du regain d’intérêt de la part des Occidentaux, qui régulièrement se passionnent pour de nouveaux endroits, comme l’Inde ou la Chine, et en ce moment redécouvrent Istanbul.

Dormir avec style
À côté des palaces tout en stuc et dorures et des auberges bon marché mais un peu décaties, on trouve à Istanbul toute une nouvelle vague d’hôtels stylés, grand luxe ou à prix doux.
A’jia.
Première véritable boutique-hôtel d’Istanbul, A’jia conjugue le charme d’un manoir ottoman et d’une décoration minimaliste dans des tons beiges et blancs. Situé au bord de l’eau, il offre des vues imprenables sur le Bosphore. Son relatif éloignement du centre-ville est compensé par un service de bateaux-navettes.
À partir de 250 €.
Ahmet Rasim Paça Yalisi, Çubuklu Caddesi 27, Kanlica. Tél. : + 90 216 413 93 00. www.ajiahotel.com
Sumahan On The Water.
Cet hôtel d’un grand raffinement est lui aussi installé au bord du Bosphore, dans une ancienne fabrique de raki ! Tons feutrés, architecture contemporaine façon loft, notes maritimes et vues enivrantes, c’est sans doute l’adresse la plus stylée de la ville. Service de navettes également.
À partir de 200 €.
Kuleli Caddesi 51, Çengelköy. Tél. : + 90 216 422 80 00. www.sumahan.com
Lush Hip Hotel.
Dans un immeuble centenaire, cet hôtel est situé en plein cœur de la ville. Les chambres sont ravissantes, chacune avec un style propre : ottoman, baroque, scandinave, Art nouveau… Et pour se réoxygéner après une virée au Grand Bazar, on profite de la végétation luxuriante de l’espace bar.
À partir de 185 €.
Siraselviler Caddesi 12, Taksim. Tél. : + 90 212 243 95 95. www.lushhiphotel.com
Nomade Hotel.
Dans le vieux quartier d’Istanbul, l’hôtel Nomade, tout juste rénové, offre à prix doux de petites chambres joliment décorées par thèmes chromatiques. Il dispose aussi d’une belle terrasse où flâner en contemplant la magique basilique Sainte-Sophie.
À partir de 85 € la chambre double.
Divanyolu Caddesi, Ticarethane Sokak 15, Sultanahmet. Tél. : + 90 212 513 81 72. www.hotelnomade.com

Dîner en vue
Pour dîner à Istanbul, un choix s’impose : design dernier cri et cuisine internationale, ou restaurants traditionnels de kebabs ou de poissons, avec pour seul décor la beauté de la cité toute nue.
Feriye Lokantasi.
Un restaurant de haute cuisine ottomane au pied d’un palais reconverti en centre d’art au bord du Bosphore. Une vue à 1 million de dollars sur la mosquée d’Ortaköy et le pont qui la surplombe. Tous les ingrédients sont réunis pour une soirée digne des Mille et Une Nuits. Préférez les plats de viande, et pour les courageux, tentez le pudding au poulet en dessert.
Çirağan Caddesi 40, Ortaköy. Tél. : + 90 212 227 22 16. www.feriye.com
Changa.
Ouvert en 1999, Changa a inauguré une vague de restaurants stanbouliotes mêlant fusion food et décoration d’avant-garde. Dans un bâtiment Art nouveau, le restaurant s’étale sur plusieurs étages, combinant détails postindustriels et mobilier Eames ou Bertoia. Changa compte depuis peu une seconde adresse dans le musée Sabanci, au bord du Bosphore, dans un espace conçu par Autoban et jugé Meilleur Nouveau Restaurant 2006 par le magazine Wallpaper.
Siraselviler Caddesi 47, Taksim. Tél. : + 90 212 249 13 48. www.changa-istanbul.com
Develi.
Une kebab house prisée des Stanbouliotes qui viennent entre amis ou en famille se régaler de mezze et de pain soufflé avant d’attaquer de gigantesques plats de kebabs (boulettes de viande épicée) au bœuf, ou d’adana (rouleaux d’agneau haché et mariné, parfois parfumé à la pistache ou à la noisette). Ces kebab houses sont nombreuses dans Istanbul, mais celle de la marina de Fenerbahçe, sur la rive asiatique, offre une douce brise iodée en sus d’un délicieux dîner.
Balikpazari, Gümüsyüzük Sokak 7, Samatya. Tél. : + 90 212 529 08 33.

Prendre un dernier verre
En haut des buildings, au bord de l’eau ou dans les jardins, les bars en vogue d’Istanbul jouissent de cadres de rêve au design léché.
360.
Dans une maison de métal et de verre perchée sur le toit d’un immeuble historique, ce bar-restaurant jouit d’une vue à couper le souffle sur la Corne d’or. La déco et le mobilier futuristes sont signés Derin. On s’y rend de préférence au coucher du soleil ou à partir de minuit, quand les meilleurs DJ de la ville se pressent aux platines, pour déguster d’étourdissants cocktails.
Misir Apartmani, Istiklal Caddesi 311/32, Beyoğlu. Tél. : + 90 212 244 81 92.
Leb-i Derya.
Autre aller simple pour le septième ciel : ce bar-restaurant en étage est chéri de la jeunesse dorée locale ; l’été, pour sa terrasse avec un point de vue incroyable sur la ville, et l’hiver, pour son salon cosy où l’on peut dîner ou juste siroter une boisson euphorisante.
Kumbaraci Yokuşu 115, Beyoğlu. Tél. : + 90 212 293 49 89. www.lebiderya.com
Cezayir.
Prisé des artistes et des intellectuels du quartier, Cezayir est un café-bar pour toutes les heures de la journée : flânerie matinales en lisant le journal, dîner grand style dans le salon turquoise aux chandeliers en cristal, ou flirt nocturne autour du bar en zinc du patio, sur fond de rythmes chaloupés.
Hayriye Caddesi 12, Galatasaray, Beyoğlu. Tél. : + 90 212 245 99 80. www.cezayir-istanbul.com

Courir les boutiques
Si le design d’intérieur est en pleine explosion, les véritables éditeurs de design haut de gamme, comme Autoban ou Derin, ne sont pas encore légion en Turquie. La demande est bien présente, mais l’infrastructure de production est toujours en train de s’adapter aux standards plus luxueux de la nouvelle bourgeoisie du pays.
À côté des magasins référençant les grandes enseignes internationales – italiennes notamment –, les galeries d’art et les boutiques-ateliers de jeunes créateurs fleurissent en revanche sur toute la rive asiatique.
Stoa.
Juste à côté de Cezayir, Stoa expose les créations de Tardu Kuman, qui réalise des pièces uniques en bois et métal : fauteuils en briques de bois, canapés, mobiles… Stoa expose aussi les magnifiques bijoux en métal frappé d’une artiste locale, Meral Biçer.
Hayriye Caddesi Sokak 18/1, Galatasaray, Beyoğlu. Tél. : + 90 212 251 40 98. www.tardukuman.com
Galerist.
Dans le même immeuble que le bar 360, Galerist, l’une des meilleures galeries de la ville, expose des artistes de renommée internationale, comme le créateur de mode et artiste chypriote turc Hussein Chalayan.
Misir Apartmani, Istiklal Caddesi 311/4, Beyoğlu. Tél. : + 90 212 244 82 30.
Ela Cindoruk-NazanPak.
Galerie et boutique de bijoux créée par Ela Cindoruk et Nazan Pak, deux Stanbouliotes associées depuis 1993. Les deux jeunes femmes y présentent leurs boucles d’oreilles et autres bijoux en métal, émaux ou crochet, ainsi qu’une sélection de pièces d’artistes internationaux.
Atiye Sokak 14/5, Tesvikiye. Tél. : + 90 212 232 26 64.
Deniz Tunç Design.
Cette créatrice, qui a décoré le très chic restaurant Ulus 29, expose dans sa boutique ses luminaires contemporains alliant sobriété et influences ottomanes ou seljouques, un style qu’elle définit elle-même comme « néo-ottoman ».
Güzelbahçe S. 5/1, Nisantasi. Tél. : + 90 212 232 12 16. E-mail : deniztuncdesign@yahoo.com

Trois marques de design incontournables
Outre le pionnier Aziz Sariyer et le duo star du moment, Autoban , beaucoup de jeunes designers turcs, comme le collectif Pinocchio, sont en train de se faire un nom.
Derin
« J’ai toujours voulu faire ce métier », explique Aziz Sariyer. Dès 1971, âgé de 21 ans seulement, il fonde Derin, alors que le design est alors quasiment inexistant en Turquie. Depuis 1999, la société, dirigée par M. Sariyer et son fils, prénommé Derin, produit en son nom une ligne de meubles avant-gardistes, aux lignes pures et organiques. Distribuée dans de nombreux pays, elle a été distinguée à plusieurs reprises par la critique internationale, notamment par le magazine Wallpaper. Un succès qui a ouvert la voie aux jeunes créatifs turcs d’aujourd’hui.
Showroom Derin, dans le centre commercial AddresIstanbul, Akin Plaza 2, Şişli. Tél. : + 90 212 320 62 62. www.derindesign.com
Autoban
Seyhan Özdemir et Sefer Cağlan, nés tous deux en 1975 à Istanbul, ont commencé par réaliser des projets d’architecture avant de lancer leur ligne de mobilier sous la marque Autoban, en 2003. Pied de lampe en forme de pion d’échecs géant, fauteuil à un seul accoudoir, lustre « roboïde », etc. : leur univers volontiers provocateur et souvent ludique s’inspire à la fois du design scandinave « pur, intelligent et fonctionnel », de la culture turque « dans son entité, byzantine, ottomane, anatolienne », et de leurs nombreux voyages. Leur collection est exposée sur deux étages dans un showroom clair et spacieux situé dans un immeuble début de siècle du quartier bourgeois bohème de Tunel.
Mesrutiyet Caddesi 64/A, Tunel. Tél. :+ 90 212 252 67 97.
www.autoban212.com
Pinocchio Design
Fondé par Julide Arslan, Meltem Eti Proto et Luca Proto, Pinocchio Design puise ses influences dans la culture méditerranéenne et la vie quotidienne turque. Ils ont ainsi créé des fauteuils jumeaux aux lignes rappelant des verres à thé, des tabourets loukoums ou aux courbes évoquant la silhouette des derviches tourneurs et des lampes inspirées des dômes ajourés des hammams.
Valideçeşme Meydan Sokak 17, Maçka.
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Honduras : Zelaya échoue dans sa tentative de retour - Le Figaro, fr - link (aqui)
Malgré les acclamations de ses partisans, l'avion du président hondurien déchu, Manuel Zelaya, ne parviendra pas à se poser sur la piste de l'aéroport de Tegucigalpa. Crédits photo : AP06/07/2009 | Mise à jour : 08:23
Le président déchu a dû atterir au Salvador, l'armée hondurienne empêchant son appareil de se poser à Tegucigalpa. Sur place, des heurts entre partisans et opposants de Zelaya ont fait au moins deux morts.
Il tentera une nouvelle approche ce lundi ou plus tard. Le président déchu du Honduras, Manuel Zelaya, parti dimanche de Washington avec la ferme intention de revenir chez lui, n'est pas parvenu à atterir à Tegucigalpa, capitale de son pays. Après une escale à Managua (Nicaragua), il est finalement arrivé dimanche soir au Salvador. Zelaya a été accueilli à l'aéroport par ses homologues salvadorien Mauricio Funes, argentin Cristina Kirchner et équatorien Rafael Correa. Il doit s'entretenir avec eux ainsi qu'avec le secrétaire général de l'Organisation des Etats américains (OEA), José Miguel Insulza. Objectif : analyser avec eux l'échec de son retour au pays, selon les précisions fournies par la présidence du Salvador.

Déploiement militaire sur le tarmac de l'aéroport de Tegucigalpa. Crédits photo : AP
À Tegucigalpa, l'armée a empêché l'avion de Zelaya de se poser. Les soldats ont obstrué la piste de l'aéroport de la capitale hondurienne avec des véhicules, après avoir tiré sur les partisans de Zelaya qui tentaient de forcer leurs barrages. Des tirs qui ont fait deux morts et deux blessés. Un porte-parole de la Croix-Rouge a même évoqué le chiffre de 30 blessés. Le dirigeant destitué a expliqué que ses pilotes ont également été avertis qu'ils allaient «être interceptés par des avions des Forces aériennes» s'ils persistaient à vouloir atterrir. «Si j'avais eu un parachute, j'aurais sauté de cet avion», a-t-il affirmé dans un entretien à la chaîne internationale Telesur, confirmant qu'il voulait «rentrer au pays». Environ 30.000 partisans du président destitué se sont retirés des abords de l'aéroport quand son avion s'est définitivement éloigné. Zelaya avait pourtant bravé ses adversaires qui l'ont exilé il y a une semaine en «ordonnant» à l'armée de lui ouvrir l'aéroport. Il était menacé d'une «arrestation immédiate» à son arrivée.
Chavez appelle Obama à «clarifier» sa position
Pendant le voyage de Zelaya, les nouvelles autorités du Honduras ont proposé un «dialogue de bonne foi» à l'OEA, qui avait exclu le pays de son organisation dans la nuit. Roberto Micheletti, le nouveau chef de l'Etat désigné, a également dénoncé des mouvements de troupes au Nicaragua en direction de la frontière commune. Des accusations immédiatement rejetées par le président nicaraguayen Daniel Ortega.
«A partir de demain (lundi), la responsabilité revient aux grandes puissances, notamment les Etats-Unis» de prendre «des actions immédiates contre ce régime putschiste», a encore affirmé Manuel Zelaya. Le président vénézuélien Hugo Chavez, qui soutient Manuel Zelaya, a d'ailleurs demandé à son homologue américain Barack Obama de «clarifier» la position de son gouvernement, disant craindre que le coup d'Etat soit «soutenu par l'impérialisme yankee».
Au pouvoir depuis 2006, Manuel Zelaya a été renversé pour avoir tenté d'organiser une consultation populaire sur la possibilité de briguer un second mandat, démarche déclarée illégale par la Cour suprême. À Tegucigalpa, les nouvelles autorités sont plus que jamais isolées sur la scène internationale. Condamnés par l'ONU, l'OEA et l'Union européenne, les adversaires de Manuel Zelaya ont automatiquement été privés de l'essentiel des financements internationaux indispensables à leur pays, où 70% de la population vit sous le seuil de pauvreté.
Obama à Moscou pour relancer le désarmement - Le Figaro, fr - link (aqui)
06/07/2009 | Mise à jour : 12:05
Dmitri Medvedev et Barack Obama devraient annoncer ce lundi un accord posant les bases des négociations sur le désarmement nucléaire.
«Je vais tenter de ranimer les relations avec la Russie parce que je crois qu'Américains et Russes ont beaucoup d'intérêts en commun», déclare Barack Obama dans Novaïa Gazeta, le journal rendu célèbre par sa rédactrice Anna Politkovskaïa, assassinée à Moscou il y a bientôt trois ans. Des intérêts en commun, mais toujours de fortes divergences que Barack Obama, sitôt débarqué à Moscou aujourd'hui, va aborder lors d'une première longue séance de négociations avec son homologue Dmitri Medvedev. Le menu de ces deux jours de «visite de travail» est chargé : désarmement nucléaire, Iran, Afghanistan, Géorgie, élargissement de l'Otan ou encore adhésion de la Russie à l'Organisation mondiale du commerce (OMC).
Medvedev et Obama pourraient signer un document contenant des objectifs chiffrés de réduction des arsenaux atomiques. Selon l'agence interfax, qui cite une source non identifiée au ministère des affaires étrangères russe, un accord a été trouvée sur le texte de la déclaration, mais sans plus de détail.
Un accord espéré
Les deux présidents sont convenus, lors de leur première rencontre en avril à l'occasion du G20 de Londres, de sceller un accord pour prolonger le traité Start-1, signé en 1991, qui arrive à échéance le 5 décembre. En 2002, Washington et Moscou avaient signé un autre traité (Sort) tombé en déshérence, qui prévoyait de limiter le nombre de têtes nucléaires entre 1700 et 2200 pour chaque État d'ici à 2012.
Le poids de l'arsenal actuel diffère selon les sources, mais à en croire le Bulletin des scientifiques nucléaires, américain, les États-Unis aligneraient 2 200 têtes nucléaires opérationnelles et les Russes, 2 790. Medvedev et Obama se sont dits prêts à descendre sous la limite de 1 700. Le point d'achoppement de cette négociation reste le projet de bouclier antimissile américain. Le Kremlin est résolument hostile au déploiement en Europe centrale de missiles et de radars américains destinés à contrer la menace iranienne. Le «doux» Medvedev avait même haussé le ton en menaçant, le jour de l'annonce de l'élection de Barack Obama, de braquer des missiles à courte portée sur la Pologne depuis l'enclave russe de Kaliningrad, si Washington y installait son «bouclier».
L'Administration Obama étudie actuellement l'opportunité de ce projet de plusieurs dizaines de milliards de dollars hérité de George Bush. Medvedev répète que les États-Unis doivent faire des concessions sur le bouclier pour parvenir à un accord sur le désarmement.
Dans son interview à Novaïa Gazeta, Obama dit reconnaître les «susceptibilités russes» concernant le bouclier. Mais pas question selon lui de lier les deux dossiers, à l'inverse de son hôte. L'annonce d'un accord substantiel durant la conférence de presse prévue ce soir n'est donc pas garantie.







