sábado, 1 de agosto de 2009

Leonard Cohen - Democracy [OFFICIAL MUSIC VIDEO]

Leonard Cohen - Because Of [OFFICIAL MUSIC VIDEO]

Rod Stewart - Have You Ever Seen The Rain

Jeff Buckley - Forget Her

Queens Of The Stone Age - "Make It Wit Chu" (music video)

Jake Owen - Yee Haw

Keith Anderson - Pickin' Wildflowers

Billy Currington - Walk A Little Straighter

Gary Allan - Tough Little Boys

Joe Nichols - The Impossible

Cross Canadian Ragweed - Sick And Tired

Randy Rogers Band - Kiss Me In The Dark: .

Eli Young Band - When it Rains

George Strait - Troubadour: Closed-Captioned

Ronan Keating - This I Promise You: Video

Lee Ann Womack - I Hope You Dance

Jack Johnson - Hope: SD version

Jack Johnson - If I Had Eyes

Jamey Johnson - Mowin' Down The Roses

Jamey Johnson - In Color: Video - Closed Captioned

Leonard Cohen - Closing Time

Leonard Cohen - Hallelujah

Leonard Cohen - First We Take Manhattan

Leonard Cohen - Dance Me to the End of Love [OFFICIAL VIDEO]

Bar é fotografia - Gregory Brown


Gregory Brown

Chair


Bar é poesia - Julia Duarte



Julia Duarte






De olhos bem pintados




(Julia Duarte)








Arrepia o corpo
no meu

Sobe e desce
o calor

Abraça
pele com pele

Fala baixo
no ouvido

Beija
meu beijo

Olha
pra cima

Me sente
de baixo

Vira
a página

Respira
o lençol

Segura
a cama

Luta
as pernas

Relaxa
sem dor

Mexe
o pescoço

Me encontra
de olhos

bem pintados

Desembarcando ou manobrando? - Tribuna da Imprensa - link (aqui)





Carlos Chagas

Como passará José Sarney o fim de semana, sob o eco das palavras do presidente Lula a respeito de não haver votado nele e de que o problema da permanência de um senador na presidência do Senado não era dele?

No mínimo, uma descortesia, para não falar em reviravolta verbal. O telefone não tocou ontem no quarto do hospital Sírio-Libanês ou no apartamento da família Sarney, em São Paulo, pelo menos em se tratando de uma chamada oriunda do palácio da Alvorada. Até agora o Lula não pensou em minimizar os efeitos de sua afirmação, explicando-se ao ex-presidente. Não precisava, é claro, porque governantes não se explicam, já recomendava Disraeli. Mas teria sido um gesto maior do que explicar-se, caso tivesse telefonado: uma evidência de continuar respaldando o aliado em sua guerra com as oposições.

A semana a se iniciar amanhã promete, com a reabertura dos trabalhos parlamentares. Por conta da operação de D. Marly, há dúvidas sobre se José Sarney estará presente nas primeiras sessões do Senado, ainda que o Conselho de Ética deva reunir-se para receber as representações contra o presidente da casa. Ao mesmo tempo, a bancada do PT solucionará a dúvida hamletiana de ser ou não ser pelo afastamento de Sarney. PSDB e DEM continuarão batendo firme, tanto quanto o PMDB fingindo-se de morto. Numa palavra, a semana parece quente.

Mudar tudo de uma vez?

O ministro da Justiça, Tarso Genro, deu a partida, anunciando pretender continuar no cargo apenas até dezembro. A menos, é claro, que o presidente Lula exija sua permanência até o prazo máximo da desincombatibilização, a 31 de março do ano que vem. Candidato lançado ao governo do Rio Grande do Sul, precisa concentrar-se na campanha.

E os demais ministros-candidatos? De Edison Lobão a Geddel Vieira Lima, de José Pimentel a Henrique Meirelles, Patrus Ananias e tantos outros, são no mínimo vinte dispostos a disputar governos estaduais e cadeiras de deputado e senador.

Por conta disso crescem junto ao presidente Lula as sugestões para que antecipe a reforma do ministério e a promova de uma só vez, neste segundo semestre. Empurrar as mudanças com a barriga significa aproveitar em grande parte os secretários-executivos de cada pasta, ou seja, aplicar meia-sola no governo, precisamente no ano em que mais necessitará mostrar ação e resultados. Nada existe contra os secretários-executivos, mas, convenha-se, formam no segundo time, na hora em que o campeonato torna-se mais emocionante.

Escoadouro de votos

O tema já foi abordado mas merece ser repetido. Em poucas semanas será aplicada milimetricamente em São Paulo a lei anti-fumo. Até nas calçadas será perigoso acender um cigarro, quanto mais nos bares, restaurantes e estádios de futebol. Estão suprimidos os fumódromos e mesmo nos quartos de hotel as restrições se farão sentir.

Quantos fumantes podem ser catalogados no país inteiro? Vinte milhões, no mínimo. Senão vinte milhões de eleitores, quase isso, já que o voto é direito de quem fez dezesseis anos.

Será que o governador José Serra pensou nesses números, ele que se transformou no maior algoz nacional do cigarro? Perderão os companheiros a oportunidade de apresentá-lo como criador de agruras para tanta gente? E por que persegue de forma implacável o usuário de tabaco quando cruza os braços diante dos produtores agrícolas, das fábricas e dos que comercializam cigarros?

Deveria pensar um pouco mais o candidato tucano, mesmo sem abrir mão de seus postulados em defesa da saúde pública. Flexibilizar sempre foi verbo do agrado do PSDB, que o diga Fernando Henrique Cardoso, responsável por atropelar a soberania nacional, o patrimônio público e os direitos sociais. Ser derrotado por perder o voto dos fumantes pode constituir-se numa bobagem.

Comercial antigo - Banco Itaú (1977)

Charge do dia


Erlich - El País, es

'Sexist' Silvio Berlusconi denounced by thousands of Italian women - The Times, uk - link (aqui)

(Christophe Simon/AFP/Getty Images)

Opposition MPs have renewed their demand for Mr Berlusconi to appear before parliament to respond to allegations about his "encounters with young women"


August 1, 2009




More than 15,000 Italian women, including academics and scientists, have endorsed a petition attacking the “sexist policies, behaviours and discourse” of Silvio Berlusconi, a Milan academic has said.

Professor Chiara Volpato, from the University of Milan-Bicocca, said that thousands of women responded to an internet appeal made in June after Italian academics urged the wives of world leaders to boycott the G8 summit to protest against the alleged antics of the Italian Prime Minister, who is embroiled in scandal over his private life.

The wives of the leaders, including Sarah Brown, ignored the appeal and joined their husbands at the summit in L’Aquila. Mr Berlusconi’s wife, Veronica Lario, was noticeably absent, having announced that she planned to divorce her husband after he was pictured with Noemi Letizia, a lingerie model from Naples, at her 18th birthday party in April.

News of the women’s petition came as several opposition MPs renewed their demand for Mr Berlusconi to appear before the Italian parliament to respond to allegations about his “encounters with young women”.

Professor Volpato said that the release last week of audio tapes and transcriptions that allegedly included intimate conversations recorded while the Prime Minister was having sex with a prostitute, Patrizia D’Addario, had infuriated Italian women.

“Fifteen thousand women are convinced that the time has come to speak up,” Professor Volpato said. “Mr Berlusconi’s behaviour, and that of many other politicians of his coalition, has greatly damaged the image of Italy internationally, strengthening the stereotype that Italians endorse old-fashioned macho attitudes. What is worse is that young women and girls are consistently taught the idea that their bodies rather than their abilities and their knowledge will be the key to success in this society.”

Professor Volpato, a lecturer in social psychology, said that the petitioners, who also include writers, librarians and journalists, rejected the “objectification” of women, often reinforced by many entertainment programmes aired on Mr Berlusconi’s television network.

“The personal behaviour of Mr Berlusconi is in line with the way women are portrayed in the mass media that he controls, typically lightly dressed and silent beauties, whose only purpose is to serve as decoration, while older, fully dressed men are running the show.

She said that the academics would meet next month to consider a public awareness campaign. “We have to take the initiative but we are not sure what form that will take,” she said. “We may consider demonstrations because we are not being given any space in the media to voice our point of view. We are being shunned.”

A group of MPs from the centre-left opposition Democratic Party presented a petition to parliament demanding that the Prime Minister respond to allegations that he offered “professional advancement”, including parliamentary seats, in exchange for sexual favours.

“The women of Mr Berlusconi’s Italy should not be resigned to the idea that the only way to advance professionally is through Big Brother or by going out with a powerful man,” Livia Turco, a former minister and an MP from Abruzzo, said.

Marco Lillo, an investigative journalist and co-author of a new book called Papi: A Political Scandal, said that most Italians derived their opinions from television, rather than newspapers.

“The problem is that Italian television does not inform people,” he said. “Italians vote for Mr Berlusconi not because they know him and actually like what they know about him. They vote for him because they don’t know enough about him.”


America may be over her worst recession in 60 years - The Independet, uk - link (aqui)

But the recession recovery will be a 'long haul'

By Sean O'Grady, Economics Editor

Saturday, 1 August 2009


The American economy has been through a deeper downturn than previously thought – but is also improving at a faster rate than anticipated, official figures showed today.

United States GDP contracted at an annualised rate of 1 per cent between April and June, compared with the same period in 2008. That was significantly better than the consensus expectation of a 1.5 per cent annualised fall. However, the US Bureau of Economic Analysis also downgraded its earlier estimates for growth, with a 6.4 per cent annualised decline now given as the reading for the first quarter of this year, even worse than feared.

The cumulative drop in output since the peak last year is now 3.7 per cent over four quarters – the longest and deepest drop in output the world's largest economy has experienced since the Second World War.

Bart van Ark, the Conference Board's chief economist, said: "The path to recovery remains a long haul, with more disappointments likely in the months to come. The contraction – though less severe than most forecasts – offers no sign of a V-shaped recovery."

Much of the continuing decline derives from 20 per cent shrinkage in business investment, including inventories and stocks. This "destocking effect" has been one of the most powerful deflationary influences in the recession. Analysts expressed the hope that the very speed of the correction now going on leaves room for a significant bounce in the third quarter's figures when they are published later this year.

Even so, markets took the results in their stride, as they also showed that consumption is proving stubbornly weak. The restriction of credit as banks trim lending is likely to prove a long-term drag on the ability of the US economy to stage a vigorous recovery, though signs of life in the real-estate market may now boost confidence and cut the banks' bad debts.

Economists also pointed to the early positive effects of the Obama administration's $787m (£471m) stimulus programme, though the various spending schemes will have a bigger impact in the second half of this year and in 2010.

Ben Bernanke, chairman of the Federal Reserve, believes the recession will end this year. Some analysts think the economy will grow again – at perhaps a 1.5 per cent annualised pace – over the July to September period.

Arek Ohanissian, an economist at CEBR, commented: "Though there will be a bounce from the inventory and investment cycle in due course, it is not clear whether that will be enough for sustained growth. Export activity looks weak as the global slump continues.

"Though the government is doing its best in terms of its massive fiscal stimulus, the returns of which are now starting to show, it cannot go on forever, and will have repercussions in the longer term."

That stimulus will help to push US government borrowing to 13.5 per cent of GDP this year and 9.7 per cent of national income in 2010, the IMF said yesterday, as it estimated global support to the banks at more than $10 trillion.

The board of the IMF stated that the sharp fall in US economic output "seems to be ending" but a recovery is likely to be slow and gradual: "As a result of their increasingly strong and comprehensive policy measures, the sharp fall in economic output seems to be ending and confidence in financial stability has strengthened...

"Nevertheless, with financial strains still elevated, the recovery is likely to be gradual, and risks are tilted to the downside."

The IMF said that the British Government's borrowings will rise to 13.3 per cent of GDP next year.

Two British tourists face terrible conditions of Brazil's Cell Zero-Zero - The Guardian, uk - link (aqui)


• Women denied bail and held with murder suspects
• Graduates 'nervous' after charge of insurance scam


When British tourists Shanti Andrews and Rebecca Turner touched down in Brazil earlier this month on the last leg of a nine-month world tour, they came in search of sun, sand and samba.

Instead the 23-year-old law graduates ended up in "Cell Zero-Zero", a damp and overcrowded jail on the outskirts of Rio de Janeiro, home to nearly 150 Brazilian prisoners accused of drug trafficking, robbery and murder.

The two former Sussex University students, who were due to fly home last Monday, told police they had been robbed while travelling to Rio from Foz do Iguacu, a popular tourist destination on Brazil's border with Paraguay and Argentina.

Police records show that among the £1,000 worth of property the women said had been robbed was an Apple iPod Touch, a Canon 8015 NUS camera, and a laptop.

According to reports in the Brazilian press, the police immediately suspected something was wrong since the two women still had their passports. The police asked to be taken to the beachside hostel where the women were staying and, inside, they claim to have found the belongings that had supposedly been stolen in the women's hostel's lockers. Rio's tourist police say the "luggage trick", by which tourists pretend to have been robbed in order to claim on insurance, is a growing trend in this seaside city.

"It's another way of financing your trip," said a European tourist who admitted to filing a fake police report at the same station in Rio in order to claim on insurance. "It's one hour at the station in exchange for €700-800. That's an air fare."

Andrews and Turner were taken to a holding jail in Mesquita, a rundown neighbourhood on the city's western outskirts. There the women, who do not speak Portuguese, were photographed before being locked up alongside dozens of impoverished Brazilian prisoners. According to the jail's warden, the majority of the prisoners are drug mules who were caught smuggling cocaine, marijuana and crack into other prisons for their husbands.

"They are being treated like any other Brazilian prisoner," said one of the British girls' lawyers, Eduardo Tonini, as he walked to Casa Parana, a nearby supermarket that is stocked with everything a prisoner could want: toothpaste, disposable razors, toilet paper and chocolate bars. Tonini bought a coconut cake, four chocolate and vanilla bars, and a roll of toilet paper. "They are not eating. They are very nervous," he said. "They are sleeping on the floor. They have to sleep on their sides because there is no room. These are the terrible conditions of the Brazilian prison system."

When the Guardian visited the Polinter jail, Andrews and Turner declined to be interviewed, saying they would talk only after being released.

"I'm the one taking care of them," a prisoner who identified herself as Auntie Claudia said through a small opening in the cell's metal door. On the wall behind her, prisoners had scrawled the letters CV, the insignia of the Rio drug faction the Red Command, or Comando Vermelho.

Carlos Pereira Araujo, a prison guard, tried to put a brave face on conditions inside Polinter, where exposed wires hang from the ceilings and a broken typewriter, pieces of a photocopy machine and two stray dogs adorn the entrance. "The food is great here: rice, beans and a bit of meat. Here it is total luxury," he said.

But Araujo later admitted: "It is super-full here. There's no space. People sleep on the floor."

Under Brazilian law, prisoners with a university degree have the right to special accommodation, away from "common prisoners". But Rio authorities say they have yet to receive proof that the pair graduated from Sussex University in 2007.

Yesterday, as a judge rejected a bail request and authorities prepared to transfer the women to the Bangu prison, home to some of Brazil's most dangerous criminals, lawyers representing the pair continued to insist their clients were innocent.


________________________________________________________________


HC concedido


Fonte: www.conjur.com.br (Consultor Jurídico)

TJ-RJ concede HC a inglesas acusadas de golpe

Apenas o fato de ser estrangeiro não justifica a manutenção de custódia cautelar. Com base nesse entendimento, o desembargador Sérgio Verani, presidente da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, concedeu Habeas Corpus às inglesas acusadas de estelionato, Shanti Simone Andrews e Rebecca Clair Turner.

"Na hipótese de eventual condenação, a imposição da pena privativa de liberdade seria uma possibilidade remotíssima", disse Verani em sua decisão (clique aqui para ler). Isso porque a pena para tentativa de estelionato é de um a cinco anos, com redução de um a dois terços.

"Inexistindo a mínima indicação sobre a necessidade da prisão preventiva, defiro a liminar", escreveu o desembargador. Ele determinou a expedição de alvará de soltura, desde que as duas se comprometam a se apresentar na audiência marcada para o dia 5 de agosto. O desembargador também mandou oficiar a Polícia Federal.

O juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, havia mantido a prisão das advogadas. Contra essa decisão, as inglesas, representadas pelos advogados Renato Tonini e Sérgio Pita, entraram com HC no TJ fluminense (clique aqui para ler o pedido).

"Como se vislumbra da leitura da decisão aqui atacada, há apenas uma suposição, e essa suposição não pode ter o alcance dado pelo magistrado, ou seja, a de impor tamanho sofrimento pela prática de algo que só tomou vulto pelo fato de serem cidadãs britânicas", afirmaram os advogados no HC.

Segundo denúncia do MP, as duas procuraram a Delegacia de Atendimento ao Turista para registrar uma queixa. As advogadas preencherem um comunicado de furto para a confecção do registro de ocorrência. Relataram que objetos, como dois celulares, uma câmera fotográfica de R$ 300 e US$ 50 em espécie foram furtados. Segundo o MP, os policiais desconfiaram das duas. “Os policiais ficaram surpresos com o fato das denunciadas estarem com seus passaportes e demais documentos que lhe permitiriam viajar para seus países de origem a qualquer momento”, afirma o MP.

Com base nesses indícios, explica o Ministério Público, os policiais e as inglesas foram até o albergue Stone Of The Beach, onde elas se hospedavam, e junto com um funcionário do local, Marcus Vinicius Silva Ribeiro, localizaram os objetos descritos pelas duas em gavetas trancadas por cadeado, que apenas ela tinham as chaves. Segundo o promotor, isso revela que as inglesas “inseriram informação falsa em documento público sobre fato juridicamente relevante”.

Em primeira instância, o juiz entendeu que a entrega dos passaportes das duas não é suficiente para revogar a prisão em flagrante. Para ele, ficar sem o passaporte não as impede de sair do país, pois ainda podem “obter na Embaixada Britânica outro passaporte ou qualquer documento equivalente que lhes assegure o direito de viajar”. “Em virtude de serem nacionais do Reino Unido da Grã-Bretanha e residirem na Inglaterra, as rés, em liberdade, poderão retornar ao país de origem e, consequentemente, se furtar à eventual aplicação da lei penal”, disse o juiz na ocasião.

Processo 2009.059.05782

Clique aqui para ler a decisão e aqui para ler o pedido de liminar.


Le Japon se prépare à un brutal changement de cap - Le Monde, fr - link (aqui)

LE MONDE | 31.07.09 | 14h20 • Mis à jour le 31.07.09 | 14h20

Les Japonais doivent s'attendre à du changement. A l'approche des élections du 30 août, les sondages donnent une forte avance au Parti démocrate du Japon (PDJ), l'adversaire du mouvement dirigeant le pays depuis cinquante-cinq ans. L'accession du PDJ au pouvoir signifierait que l'Etat cesserait d'investir l'argent public dans des grands travaux pour le distribuer aux individus. Cette politique ne stimulerait pas directement la croissance, mais elle favoriserait les importations et l'ouverture de l'économie. Le pari vaut d'être tenté, car le Parti libéral-démocrate (PLD) en place se trouve à court d'imagination.

Le PLD gouverne depuis 1954, à une brève parenthèse près entre 1993 et 1994. Il a tenu les rênes d'un pays qui a connu une formidable expansion jusqu'en 1990, mais qui stagne depuis. Il a toujours investi massivement dans les infrastructures et privilégié la grande entreprise au détriment du consommateur. Si Junichiro Koizumi s'est écarté avec succès de cette ligne entre 2001 et 2006, le courant auquel il appartenait a été défait dans la bataille interne qui a suivi son départ. Taro Aso, premier ministre depuis septembre 2008, a renoué avec la politique de dépense publique, ce qui fait que la dette nationale s'élève maintenant à plus de 180 % du produit intérieur brut (PIB).

Le PDJ est le fruit d'une fusion entre le Parti socialiste et des factions dissidentes du PLD. Il rassemble sous sa bannière les enseignants, les syndicats et les écologistes, mais aussi des partisans de la libre concurrence et de la grande consommation. C'est pourquoi il veut mettre fin aux relations privilégiées qui unissent les grandes entreprises du pays à l'Etat. Les investissements publics dans les infrastructures et dans la protection sociale des salariés des grands groupes sont donc sur la sellette.

Le programme du PDJ met l'accent sur le taux de natalité particulièrement bas du pays. Il propose de réagir en versant une allocation de 312 000 yens (3 320 dollars) par enfant en âge d'être scolarisé. D'autres pays ont expérimenté ce type de dispositif et vu la courbe des naissances se redresser.

Le PDJ prévoit aussi d'utiliser les 3 % du PIB consacrés aux infrastructures pour verser des aides directes aux particuliers et financer des mesures sociales. Une telle politique stimulerait la consommation et modifierait les équilibres entre secteurs : le bâtiment serait délaissé au profit des biens de consommation, en partie importés. Moyennant l'octroi de réductions fiscales aux petites entreprises, le programme du PDJ devrait rendre l'économie plus flexible et favoriser sa croissance.

En revanche, le Parti démocrate prend le risque d'entretenir un déficit budgétaire élevé. Mais après dix-neuf ans de stagnation, il ne serait pas étonnant que les Japonais optent pour le changement.

(Traduction de Christine Lahuec.)



Martin Hutchinson
Article paru dans l'édition du 01.08.09.

Patrizia d'Addario en opération com' à Paris - Libération, fr - link (aqui)

L'affiche de la soirée "I love Sivio" organisée au Globo


01/08/2009 à 10h22

REPORTAGE

Patrizia D'Addario, l'escort-girl qui fait chanter Berlusconi, s'est produite vendredi dans une boîte parisienne. La plaisanterie potache a tourné à l'exhibition glauque.

SYLVAIN MOUILLARD

Un «événement décalé», une façon «humoristique de rebondir sur l'actualité». Jean-Eudes Bernard, chargé de la communication du Globo, une boîte parisienne, ne ménageait pas sa peine pour faire la promotion de la soirée «I love Silvio», organisée ce vendredi soir. La venue de Patrizia d'Addario, l'escort-girl italienne qui distille depuis le début du mois les détails de sa relation avec Silvio Berlusconi, a tourné à la mauvaise farce. Récit.

Le buzz a parfaitement pris. Noués il y a deux semaines, les premiers contacts avec Patrizia d'Addario, 42 ans, se concrétisent rapidement. «Patrizia aime bien la France, elle a accepté de venir», explique Jean-Eudes Bernard, qui certifie qu'elle ne sera pas rémunérée pour sa venue. D'abord évoqué sur Facebook, l'évènement prend de l'ampleur quand il est annoncé par voie de dépêche AFP. «600 à 800 personnes» sont attendues, pas plus que d'habitude selon les organisateurs. Les journalistes mordent aussi à l'appât, pour ce qui est annoncé comme la «première apparition publique» de d'Addario depuis l'affaire.

Masques Berlusconi

Au programme, distribution de masques à l'effigie de Silvio Berlusconi à l'ensemble des participants, projection de photos du Cavaliere sur un grand écran et musique italienne. «On ne fait pas de politique, il ne s'agit pas d'être pour ou contre le président du conseil italien, ou pour ou contre le proxénétisme (sic)», résume Jean-Eudes Bernard, qui explique avoir voulu «rebondir sur le côté drôle de l'affaire, sur le cliché de l'Italien un peu macho».

Ouverture des portes vers 23h30. Les employés sont habillés aux couleurs du Milan AC, le club de Berlusconi. De nombreux journalistes italiens ont fait le déplacement. Les révélations de d'Addario font scandale de l'autre côté des Alpes, où certains journaux, comme la Republicca et de l'Espresso, sont partis en croisade contre Berlusconi. L'aspect politique de l'affaire intéresse beaucoup moins les photographes. «C'est plutôt le feuilleton de l'été», explique Jean-Eudes Bernard. A raison.

Assaillie par les photographes

Il est près d'01h00 quand «Patrizia» arrive. Malgré l'heure de retard sur l'horaire prévu, ils sont des dizaines à l'assaillir. Les flashs crépitent, les gardes du corps tentent tant bien que mal de protéger la starlette. Première disparition dans les coulisses. Dix minutes, la revoilà pour une nouvelle sortie express. Encerclée, Patrizia d'Addario aurait - dit-on - poussé la chansonnette, un «titre de sa composition».

Dans la boîte, l'escort-girl italienne passe quasiment inaperçue. La situation inspire «beaucoup de pitié» à Florian, «heureux néanmoins qu'elle lance sa carrière». Julio, un touriste italien, trouve la scène «grotesque», alors que Louis y voit «un scénario à la Guy Debord». Pendant ce temps, d'Addario reçoit. Assise sur une chaise dans un local s'apparentant à un parking et puant le tabac froid, string et soutien-gorge apparents, croix en pendentif, elle se fait photographier par la presse people.

Ce n'est qu'après avoir satisfait à ces obligations qu'elle répond aux questions des journalistes. Et débite des banalités. «Heureuse», elle veut «refaire sa vie et se produire dans des boîtes de nuit». Elle n'a pas de «remords» et assure ne pas avoir touché «un seul euro» depuis le début de l'enquête de la justice italienne. Vers 02h45, elle réapparaît enfin sur scène. Dans la salle, les gens dansent. Personne ne la remarque.

Alerte à Oak Bluffs pour les vacances d'Obama - Le Figaro, fr - link (aqui)

Une rue du village de Oak Bluffs sur l'île de Martha's Vineyard où le couple présidentiel va passer prochainement ses vacances.



De notre envoyé spécial à Martha's Vineyard, Florentin Collomp
31/07/2009 | Mise à jour : 20:25

À la mi-août, le président américain devrait s'accorder quelques jours de vacances en famille sur l'île très chic de Martha's Vineyard au large du Massachusetts. Branle-bas de combat avant le D-Day.

La Maison-Blanche n'a encore rien confirmé mais les tee-shirts sont déjà là, en vitrine de la boutique de souvenirs C'est la vie, un portrait du président surmontant l'inscription «Relax ». «J'en ai vendu 75 en trois jours. Les vacances d'Obama vont attirer des milliers de gens ici» , se réjouit l'entrepreneur malin, Roger Schilling, un Français arrivé là il y a vingt-cinq ans. L'île de Martha's Vineyard près du Cap Cod, au large des côtes du Massachusetts, se prépare au débarquement exceptionnel du président américain, de sa famille et de l'imposant entourage que cela implique. Le directeur de l'aéroport a dû envoyer à Washington les mesures de la piste pour vérifier qu'Air Force One pourra s'y poser. Le Secret Service, l'agence de protection présidentielle, a réservé près de 70 chambres du vieil hôtel Wesley, qui domine le port de plaisance d'Oak Bluffs, et plusieurs maisons.

Les Obama sont attendus au début de la seconde quinzaine d'août, le chef de l'exécutif pour une semaine - ses premières vacances depuis son entrée en fonction - tandis que le reste de la famille resterait un peu plus. Le lieu précis de leur séjour n'est pas encore connu et leur choix ne sera pas anodin. Les Obama pourraient opter pour la résidence habituelle des Clinton dans la campagne près du village chic d'Edgartown. Ou, plus probablement, s'installer dans le village d'Oak Bluffs, où la bourgeoisie noire a ses quartiers. Ils pourraient y loger dans la superbe maison au bord de l'océan de Ron Davenport, président de Sheridan Broadcasting Corp., un réseau de radios destinées à la communauté afro-américaine. Les Obama y étaient déjà venus il y a deux ans, à l'occasion d'un dîner de collecte de fonds pour la campagne présidentielle. Spike Lee possède aussi une maison à Oak Bluffs. La diva black de la télé Oprah Winfrey y a passé des vacances.

Idyllique

Le commerçant Roger Schilling, lui aussi d'origine africaine par son père, n'y voit pas un signe de ségrégation. «Les gens sont très bien intégrés. Le quartier ici était majoritairement noir quand je suis arrivé, mais depuis que Clinton a fait de l'île son lieu de vacances dans les années 1990, les prix se sont envolés et de nombreuses familles ont revendu leurs maisons.» Lui-même a vécu ici son rêve américain : «Je suis arrivé à 20 ans avec 600 dollars, j'ai commencé comme plongeur dans un restaurant, trois ans plus tard j'ouvrais mon propre établissement. Cela n'aurait jamais pu se passer en France.»

Sur 40 kilomètres de long et 15 de large, Martha's Vineyardoffre une vision idyllique de l'Amérique. Sa nature généreuse se fond dans les eaux émeraude de l'Atlantique bordées de longues plages de sable blanc. Les enfants pédalent sur les pistes cyclables tandis que de jolies blondes font leur jogging au soleil couchant, sous de grands chênes. Seule la construction de maisons en bois aux porches fleuris est autorisée. C'est peut-être le dernier endroit du pays sans McDonald's, sans Starbucks, sans Wal-Mart et sans hôtels de chaînes, grâce à l'esprit de résistance de ses habitants.

La population (15 000 habitants l'hiver, 100 000 l'été) est constituée de couches successives d'immigrants venus rejoindre les natifs indiens de la tribu des Wampanoag, dont quelques centaines continuent à cultiver les terres locales. Aux XVIIe et XVIIIe siècles, la pêche à la baleine a amené là une communauté portugaise. Au XIXe, les méthodistes sont venus y établir leurs campements, suivis par la bourgeoisie new-yorkaise noire qui ne trouvait pas sa place dans les Hamptons. Il y a même eu une importante population desourds-muets au point qu'au XIXe siècle, toute l'île comprenait la langue des signes.

Martha's Vineyard est devenu un repaire de l'élite intellectuelle démocrate à partir des années 1960. Jackie Kennedy-Onassis y a acquis un domaine de 150 hectares après la mort de JFK. C'est là qu'un accident d'avion fatal a coûté la vie à son fils John-John et à sa femme il y a dix ans. La sénatrice Caroline Kennedy continue d'y venir. Surnommée le «Hollywood de l'Est», l'île est le terrain de jeu estivald'acteurs comme Ted Danson, Dan Aykroyd, Michael J. Fox, de musiciens aussi tels Paul McCartney ou Carly Simon. L'aéroport, où l'on arrive à bord d'un petit coucou, accueille une quantité impressionnante de jets privés.

Simplicité et discrétion

«Les gens pensent qu'il y a beaucoup d'argent à Martha's Vineyard, jusqu'à ce qu'ils découvrent l'île voisine de Nantucket, où réside le fondateur de Google, relativise Nancy Gardella, directrice de la chambre de commerce. La grande majorité des vacanciers d'ici ne sont pas des jet-setters. Et les célébrités se mêlent aux autres en toute simplicité. Quand je suis arrivée, on m'a expliqué qu'il était inconvenant de remarquer les gens connus.» Bill Clinton en profite pour se promener à sa guise, de sa librairie favorite Bunch of Grapes à son magasin d'alimentation Alley's. Lors du séjour de la princesse Diana, les paparazzis essayaient de soudoyer les locaux pour obtenir de repérer l'endroit où elle logeait. Face à leur mutisme, ils sont repartis en pensant que sa présence sur l'île n'était qu'une rumeur. Diana a pu dès lors sortir en toute tranquillité et a écrit une lettre à la mairie pour remercier les habitants de leur discrétion. Évidemment, ce sera un peu plus compliqué pour Barack Obama.


Le pire est passé pour l'économie américaine - Le Figaro, fr - link (aqui)

«Nous avons encore beaucoup à faire», a déclaré Barack Obama vendredi.


Anne Cheyvialle
31/07/2009 | Mise à jour : 21:41

Après un repli du PIB de 6,4 % sur les trois premiers mois de l'année, la chute s'est ralentie à 1 % au deuxième trimestre.

Voilà de quoi rasséréner un peu le président Obama, qui annonçait mercredi «un début de fin de récession». Comme le prévoyaient les économistes, la récession a été moins forte au deuxième trimestre. Le PIB américain a reculé de 1 % en rythme annuel, selon les chiffres publiés vendredi par le Département du commerce, alors même que les économistes prévoyaient une baisse de 1,5 %, et ce après une baisse de 6,4 % (chiffre révisé en hausse) au trimestre précédent.

«Les chiffres du PIB montrent que nous faisons des progrès», a commenté vendredi le porte-parole de la Maison-Blanche, Robert Gibbs. Des «progrès» qui surviennent néanmoins après une baisse historique. Quatre trimestres consécutifs de contraction de l'économie américaine, c'est du jamais-vu depuis 1947 ! Et les statistiques qui ont été révisées vendredi montrent que la récession de ces derniers mois a été plus forte qu'on ne le pensait. Ainsi, la croissance en 2008, initialement fixée à 1,1 %, n'est plus que de 0,4 %.

Mais la question qui taraude aujourd'hui les économistes est de savoir si la première économie mondiale a touché le fond et si elle s'apprête à repartir. Jean-Marc Lucas, de BNP Paribas, incite à la prudence. «Si le chiffre brut du PIB est satisfaisant, il l'est moins dans le détail, explique-t-il. Car la dynamique interne de l'économie américaine reste négative au deuxième trimestre.»

Dépenses publiques

Tant la consommation des ménages que l'investissement des entreprises, en bâtiment, machines ou logiciels, sont en net repli. De plus, les Américains reconstruisent leur épargne face à la montée du chômage.

Autre signe inquiétant : la «reprise» du deuxième trimestre s'appuie essentiellement sur les dépenses publiques (+ 5,6 %), résultat du plan de relance, et sur un recul plus marqué des importations qui améliore le solde extérieur. La baisse des importations a été deux fois plus forte que les exportations qui ne semblent pas encore profiter de la baisse du dollar.

Mais dans le même temps, plusieurs signaux positifs plaident pour une sortie de récession avant la fin de l'année. Certains économistes prévoient même 1 % de croissance au troisième trimestre. Le Fonds monétaire international, qui estime que le pire est passé pour l'économie américaine, table sur un recul du PIB de 2,6 % en 2009.

«L'ensemble des indicateurs conjoncturels sont mieux orientés», confirme Jean-Marc Lucas de BNP Paribas. En témoignent les enquêtes auprès des entrepreneurs, une hausse moins forte du taux de chômage, et un redressement du marché de l'immobilier. Sur les trois derniers mois, les transactions ont augmenté aussi bien dans le neuf que l'ancien, et les prix se redressent.

Pour Florence Pisani, économiste chez Dexia, les déstockages au deuxième trimestre et le succès de la prime à la casse qui dope les ventes de voitures sont de très bon augure pour le prochain trimestre. «Cela apportera 0,5 point de croissance. Si on rajoute la contribution positive des stocks, on pourrait avoir 1 à 1,5 point de croissance au troisième trimestre», annonce l'économiste. Reste à savoir si cette reprise sera durable.


le Vignette di Altan - L'espresso, it - link (aqui)


Altan

E Patrizia ricorda: "In quei festini c'era chi faceva molto peggio di me" - la Repubblica, it - link 9aqui)

Patrizia D'Addario


La D'Addario a Parigi parla degli incontri con Berlusconi: "C'erano molte altre escort"
La presenza di Putin? "Chiedetelo al presidente del Consiglio"

dal nostro inviato PAOLO BERIZZI

PARIGI - "Non ero l'unica. Alle feste di Berlusconi c'erano molte altre escort. E io non mi vergogno di aver fatto questo lavoro perché in quelle serate c'erano donne che, pur non qualificandosi come escort, facevano molto peggio di me". Seduta a cena al tavolo del "Le sous-bock", pappardelle ai gamberi e tartufo nel piatto e neanche un goccio di alcol nel bicchiere, Patrizia D'Addario è a Parigi. E continua a pensare all'Italia da cui vorrebbe fuggire. Lei la donna che come testimonial è stata la Fata turchina per la "Divella Alimentari".

Da Fata turchina a "seduttrice" di Berlusconi come è scritto sull'invito alla serata parigina al Globo?
"Io tombeuse di Berlusconi? Chiedetelo a lui".

Oltre al premier, alle feste partecipò anche il presidente russo Putin?
"Anche questo chiedetelo a Berlusconi" la risposta lapidaria.

Ora è a Parigi, le manca l'Italia?
"Lì non respiro più né a Bari né nel resto del Paese. Certo, vorrei andare a vivere all'estero. Ma ho una famiglia a Bari, la mia bambina di 13 anni, una madre malata, un fratello da seguire. Loro mi trattengono in Puglia".

Li ha mai lasciati prima?
"Quando ho fatto la modella per molto tempo. Allora mi sono trasferita anche a Los Angeles per lavorare. Ma il suicidio di papà e i problemi economici mi hanno costretta a tornare. E a fare la escort".

E ora ha un progetto da completare: il residence per il quale suo padre si è tolto la vita.
"Il progetto del residence, quel sogno, lo voglio portare a termine comunque".

Con o senza l'aiuto di Berlusconi?
"Sì, ovviamente".

Ha più sentito qualcuno dell'entourage del premier. E Gianpaolo Tarantini, l'ha più chiamata?
"Ho spento il cellulare, grazie a dio. Ma quando lo riaccenderò chissà quante telefonate ci troverò registrate".

Mi parli di sua figlia. Come l'ha presa?
"Lei voleva venire a Parigi con me, ma è stato meglio di no. In questi mesi le ho parlato a monosillabi. Ma lei ha capito che se ho fatto quello che ho fatto, è stato per un motivo nobile".

Il suo ex fidanzato, Giuseppe Barba, in un'intervista l'ha accusata di aver provato ad ucciderlo.
"Uno che fa un'intervista per dire che Berlusconi dovrebbe dargli un assegno in cambio delle sue confessioni, si qualifica da solo. Non c'è bisogno di aggiungere altro".

Dopo la Spagna, con la partecipazione alla trasmissione televisiva ad Antenna Tre, ora è a Parigi. Ha pensato a serate in Italia?
"Mi piacerebbe, perché no? Ma laggiù qualcuno ha paura di me".

(1 agosto 2009)

E' morta Corazon Aquino, riportò la democrazia nelle Filippine - Il Messaggero, it - link (aqui)


ROMA (1° agosto) - L’ex presidente delle Filippine Corazon Aquino è morta. Aveva 75 anni e soffriva di cancro al colon. Era stata presidente dal 1986 al 1992 e la sua lotta politica aveva portato alla caduta della dittatura di Ferdinand Marcos. La battaglia contro la malattia che ha portato Corazon Aquino alla morte era cominciata circa sei mesi fa. Ad annunciare la sua morte è stato il figlio. «Nostra madre si è spenta serenamente», ha dichiarato il senatore Benigno Aquino Jr uscendo dall’ospedale di Manila dove sua madre era ricoverata.

La Aquino era la moglie dell’eroe della resistenza alla dittatura, Benigno (Ninoy) Aquino, che il 21 agosto 1983, quando era il laeder dell’opposizione, venne assassinato all’aeroporto di Manila. Corazon guidò il ritorno alla democrazia sconfiggendo Marcos nelle elezioni che si svolsero nel febbraio 1986 e non si fece intimidire neppure da un tentativo di sovvertirne i risultati da parte dello stesso Marcos. La Aquino è stata la prima donna a diventare presidente di un paese asiatico.

Dieci giorni di lutto nazionale. Li ha dichiarati la presidente delle Filippine, Gloria Macapagal Arroyo, da Washington dove si trova in visita di Stato, per la morte di Corazon "Cory" Aquino. «Le Filippine perdono un tesoro nazionale - ha detto la Arroyo - Cory Aquino contribuì a guidare la rivoluzione che ha restaurato la democrazia e lo stato di diritto nel nostro Paese in quegli anni di grave pericolo. Annuncio che osserveremo un periodo di 10 giorni di
lutto nazionale».

La vita di Corazon Aquino. Corazon Aquino diede un volto e un'anima alla rivolta del "potere popolare" contro la dittatura di Ferdinand Marcos, riportando le Filippine sulla strada della democrazia. Nata nella provincia di Tarlac nel 1933, Corazon Sumulong Cojuangco era la sesta di otto figli. La sua famiglia, con ascendenti cinesi, era molto facoltosa, possedeva in particolare una piantagione di canna da zucchero e una banca. La Aquino ha frequentato le migliori scuole negli Stati Uniti e in Francia. Tornata nelle Filippine, si iscrisse all'università ma interruppe gli studi quando decis di sposarsi. Il marito era Benigno Aquino, dal quale ebbe cinque figli e che divenne il leader dell'opposizione alla dittatura. Nel 1983 Benigno venne ucciso da sicari del regime. Corazon, nota tra le gente col nome di Cory, ne raccolse l'eredità con coraggio. Quando nel 1986 Marcos si vide costretto a indire elezioni e a consentire che la Aquino vi partecipasse, il regime, che aveva perso anche l'appoggio degli Stati Uniti, era agonizzante. Marcos tentò di manipolare i risultati del voto, ma non riuscì a mantenere l'appoggio dei militari che gli voltarono le spalle e accettarono che alla guida del paese andasse il "potere popolare" di cui la Aquino era la rappresentante. Cory divenne presidente della repubblica, carica che mantenne fino al 1992. Successivamente si fece notare durante la crisi del 1997, quando organizzò grandi manifestazioni di piazza contro il presidente Fidel Ramos, accusato di volere instaurare una nuova dittatura. Ha contestato duramente anche il successore di Ramos, Joseph Estrada, accusato di corruzione. E le stesse critiche Cory ha rivolto anche nel 2005 alla successiva presidente, Gloria Arroyo.

Mini-show della escort al party «I love Silvio» «Farò l'Isola dei famosi in Spagna» - Corriere Della Sera, it - lionk (aqui)

Patrizia D'Addario al party «I love Silvio» che si è tenuto nella discoteca di Parigi «Le globo». I camerieri indos­savano maglie del Milan e gli ospi­ti, soprattutto trentenni, ricevevano all'ingresso maschere con l'immagine di Berlusconi (foto Ap)



L'annuncio della D'Addario. E alla Bbc: «Tarantini mi offrì una candidatura Ue, ma Veronica si oppose»

DAL NOSTRO INVIATO
PARIGI
Voilà madame D’Addariò (con l’accento france­se d’ordinanza alla fine). Eccola la «tombeuse de Berlusconi», la seduttrice del premier come l’hanno presentata, si mostra fa­sciata in un abito lungo di pizzo nero e paillettes, firmato dallo stilista israeliano Art/C. Ad acco­glierla nella discoteca di Parigi «Le globo» camerieri che indos­sano le maglie del Milan e ospi­ti, soprattutto trentenni, omag­giati dalla direzione del locale con maschere del presidente del Consiglio, che qui è ormai una celebrità dopo la vicenda delle intercettazioni e delle feste con prostitute. È uno sgomitare per fotografarla col telefonino. La prima uscita pubblica del­la escort più famosa del momen­to è sotto i riflettori: ha già in tasca un’offerta per «l’Isola dei famosi» spagnola e anche quel­la italiana, confessa, le «piace­rebbe moltissimo: potrei pesca­re, nuotare. Amo tutti gli stili e i fondali». Ad attenderla a Parigi c’erano i media di mezzo mon­do, dal Giappone al Canada, pas­sando per l’Olanda e l’Austria. Il suo mini show ha attirato an­che la Bbc, ai cui microfoni ha confermato la versione della fi­ne della sua candidatura all’Eu­roparlamento per l’intervento di Veronica Berlusconi.

(foto Ap)
(foto Ap)
(foto Ap)
(foto Ap)


E a Ra­diodue ha confuso il museo del Louvre con Lourdes: «Non ci an­drò, sono devota di padre Pio». Un tour de force che si è conclu­so in discoteca. Parole in musi­ca: «Un testo che fa capire cosa sto provando perché la mia vita è stata stravolta», spiega prima di andare in scena dopo la mez­zanotte. «Qui a Parigi — aggiun­ge — finalmente, si respira». Niente spettacolo di magia, an­che se era in programma: «Mi hanno perso la valigia, l’illusio­nismo è una passione, facevo spettacoli ai congressi». Il titolo del brano è «Of my life»: «Ricor­di che racconto a un ipotetico si­gnore giapponese, perché dia l’idea della lontananza». E che si concludono con una speran­za: «Ma tutto non è ancora per­duto e ci deve essere una perso­na folle per aiutarmi».


(foto Fasano)


La vita secondo Patrizia D’Ad­dario, 42 anni intensi. «Rico­minciare a lavorare come testi­monial, fare reality, la modella come un tempo». Perché c’è un prima e un dopo. Lo spartiac­que è lo scandalo che l’ha co­stretta «a vivere rinchiusa per due mesi». Nel prima c’è anche la scelta di fare la prostituta «in un momento difficile, ma non me ne vergogno perché c’è gen­te che dovrebbe vergognarsi per altro» e ci sono gli incontri deliberatamente registrati con il premier. Nel dopo c’è Parigi, un calendario e un’autobiogra­fia. In mezzo la famiglia, la fi­glia di 13 anni che «non mi vole­va più parlare — racconta a fati­ca, commossa — ma che adesso ha capito. Questa volta non ho potuto portarla con me. Però poi sarà diverso». Il colpo lo hanno fatto gli im­presari del Globo, Jean-Eudes Bernard, 28 anni, e Benjamin Pa­tou, 32 anni, offrendo «una sera­ta a madame D’Addario senza compenso — spiega quest’ulti­mo —. Per lei non è facile lavo­rare in Italia, le abbiamo dato un’occasione». In cambio di tan­ta pubblicità. Così hanno orga­nizzato il «party all’italiana I lo­ve Silvio». Irriverente? «Affatto. Certo c’è dell’humour — raccon­ta Patou —. Ma per noi Berlu­sconi è un imprenditore di suc­cesso. Lo celebriamo così, è qua­si un modello — conclude —. Anche se è il posto in cui Jaurés nel 1905 parlò di socialismo, noi siamo per l’Ump. Del resto io ho votato Sarkozy».

Francesca Basso
01 agosto 2009

555 caballos para los X5M y X6M de BMW - El Confidencial, es - link (aqui)




@Carlos Cancela.- 01/08/2009




El X6 y el X5 son dos máquinas de devorar kilómetros y pese a su aspecto todocamino están pensados sólo para el mejor asfalto. Estos dos vehículos de gran tamaño, un coupé de cuatro plazas y un SUV de hasta siete, añaden ahora a su gama la versión M. Ambos ya están a la venta, el X5M por 121.700 euros y el X6M por 124.100 euros.

Esta versión M no sólo supone una decoración más radical sino que cuenta con una mecánica muy deportiva. Se trata de un motor de inyección directa de gasolina de ocho cilindros en V con 4.4 litros y 555 CV de potencia máxima. Es el mismo V8 de gasolina que equipa al X50i, pero que gracias al empleo de dos turbocompresores ve aumentada su potencia desde los 407 caballos hasta los 555 de las series M.



La gama M dispone de cambio automático M Sport Automatic de seis marchas y levas en el volante, de sistema Dynamic Mode que ajusta suspensiones, frenos, potencia del motor, capacidad de tracción… con sólo pulsar la tecla DSC.

Las prestaciones de estas versiones son idénticas en ambos casos. Con una aceleración de 0 a 100 km/h en 4,7 segundos, la velocidad máxima puede subir hasta los 275 km/h con el paquete Driver M.

En cuanto al consumo, marcan una media de 13,9 litros/100 km, con un nivel de emisiones de CO2 de 324 g/km.

El equipamiento específico incluye asientos deportivos, volante exclusivo, llantas de 20 pulgadas, seis airbags, faros dobles bixenón, Park Distance Control… Entre las opciones, la pantalla virtual Head-Up Display, luz de curva…

"Hubo más prostitutas" - El Confidencial, es - link (aqui)



Sábado, 1 de agosto de 2009

Patrizia D'Addario, la velina más famosa relacionada con el Primer Ministro italiano Silvio Berlusconi, habló ayer en exclusiva en DEC sobre toda la polémica y los escándalos que estallaron tras destapar las fiestas privadas del mandatario italiano.

Una Jerry Hall de cera - El País, es - link (aqui)



La modelo Jerry Hall ya tiene su propia estatua de cera en el famoso museo Madame Tussauds de Londres. La replica imita una de las escenas de la película El Graduado. La ex de Mick Jagger participa ahora en la representación de la obra Las chicas del calendario.

AP - 2009-07-31

Russell Crowe, entre Robin Hood y la lucha contra el cáncer - El País, es - link (aqui)

Russell Crowe, en Robin Hood


El actor encarna al héroe en un filme de Ridley Scott

CAMILO SÁNCHEZ - Madrid - 01/08/2009

El actor Russell Crowe, que se encuentra rodando en Reino Unido la nueva película de Ridley Scott, basada en el personaje de Robin Hood, el héroe que robaba a los ricos para dárselo a los pobres, se ha metido de lleno en su interpretación de este personaje medieval. El protagonista de Una mente maravillosa se acercó el pasado miércoles a una tienda de la organización Cancer Research, en Sunningdale, una localidad al oeste de Londres y donó 1.000 libras (unos 1.600 euros) para la lucha contra el cáncer, según informa The Daily Telegraph.

Al principio, quienes estaban en el local no reconocieron a la estrella, de 45 años, que se había tomado un descanso durante la filmación para tomar un café en una de las calles aledañas al rodaje.

Al entrar en el establecimiento, Crowe preguntó si aceptaban donativos. "Le dijimos que sí, y esperó en la fila pacientemente hasta que le tocó su turno. No fue hasta que puso su firma en el libro de donaciones cuando nos dimos cuenta de quién era él", ha contado una de las empleadas al diario británico. "¡Estoy cinco días a la semana supervisando las labores de la tienda, y el único día que no estoy me pierdo a Russell Crowe!", contó decepcionada Julia Deane, encargada de la campaña Cancer Research.

El actor es un viejo conocido de la prensa, no sólo por su histrionismo sino por su carácter irascible, que más de una vez le ha jugado una mala pasada. Pero durante el rodaje de la película ha sacado a relucir su otra personalidad como lo demuestra su regalo de 6.000 euros a Denisse Yarde, miembro del equipo técnico, para que adquiera un coche que no podía comprar por su elevado precio.

Robin Hood, dirigida por Ridley Scott, supone un nuevo reencuentro del realizador y el actor. Ambos han participado en cuatro películas, entre ellas Gladiator, ganadora de cinco Oscar en 2000.

La nueva versión de Robin Hood cuenta con un presupuesto de 127 millones de euros y en el reparto figura la actriz australiana Cate Blanchett, en el papel de Marion. La película se estrenará en mayo de 2010.


Leonard Cohen, el susurro feroz - El País, es - link (aqui)

El cantante se acerca a uno de los guitarristas durante su actuación en León- NORBERTO CABEZAS



El músico canadiense inicia triunfalmente en León su gira española

BORJA HERMOSO - León - 01/08/2009

Lo sagrado y lo profano, la Biblia y la carne, Dios y el sexo, la mujer y la muerte, las plagas ya certeras y las que están por llegar, aleluyas repetidos como el mantra que no cesa... un poco de cabaret jazz y otro poco de susurro y rhythm & blues, el termomix lírico y salvaje de un bardo viejo lanzado a la carretera por la fuerza de la ruina: todo eso es, todo eso fue Leonard Cohen anoche en la plaza de toros de León, donde el compositor e intérprete canadiense (Montreal, 1934) ofreció un recital de casi tres horas que supuso el pistoletazo de salida de una gira española que le llevará además a Palma de Mallorca (11 de agosto), Vigo (13), Girona (15), Madrid (12 de septiembre), Granada (13), Zaragoza (15), Bilbao (17) y Barcelona (21).

Imagine usted que un desgraciado incidente financiero -producto o no de la crisis de marras- le ha dejado fuera del circuito. Vamos, que un gánster disfrazado de amigo le ha timado y le ha dejado en la calle. Sin una perra. Volqueta total. Con la hucha del cerdito resquebrajada y sin perras para el retiro.

Pues, sobre poco más o menos, ése y no otro es el motivo por el que un montón de incondicionales españoles, como los reunidos ayer en León para empezar, pueden ver y escuchar este verano a Leonard Norman Cohen.

Porque, hará cosa de cinco años ya, una tal Kelley Lynch, que hasta entonces había ejercido de amiga y representante, dejó al autor de Suzanne sin los cinco millones de dólares que éste había dejado a buen resguardo para la jubilación. Bueno, la cosa no está clara. Hay quien sostiene que la buena de Kelley se fugó con el botín. Pero tampoco faltan las versiones que hablan de una mala inversión del sabroso plan de pensiones del artista: ni más ni menos que en bonos Madoff.

Es sabido: en tiempos duros, la gente sufre, en tiempos duros, la gente discurre y en tiempos duros, la gente se busca la vida. Los hay que lo tienen crudo tirando a imposible. Y los hay que agarran, saltan del camastro y se autocatapultan a la furgoneta y a los escenarios. Léase, en este amplio capítulo de la música popular, nombres ilustres que en este verano recorren las carreteras de la vieja Europa: Jerry Lee Lewis, BB King, Roy Haynes, Hank Jones, los Eagles, Burt Bacharach. Y, por último, Leonard Cohen. Peor para él y albricias para sus seguidores, un puñado de los cuales (en torno a 2.000, el concierto no se llenó ni mucho menos) se rindió ayer a viejos himnos como So long Marianne, Take this waltz (el homenaje de Cohen a Lorca en forma de adaptación del poema Pequeño vals vienés), Sisters of mercy o, por supuesto, el inaplazable Allelujah.

La cosa arrancó a lo grande, con acordes de guitarra española y Cohen de rodillas atacando los primeros compases de Dance me to the end of love. Un Leonard Cohen flaco como una rama de bosque y embutido en un impecable traje oscuro. Siguieron The future y Ain't no cure for love, Everybody knows e In my secret life, entre otras. En un momento dado, y tras agradecer al público español la acogida, el músico sentenció en voz baja y la cabeza gacha: "Es un auténtico privilegio, en medio de un mundo tan violento como éste, compartir una noche así con ustedes en un país pacífico como éste". ¿Un fallo de sus asesores de actualidad, quizá?

Alguien dijo que la sensación de ver en directo a Cohen puede ser parecida a visitar Venecia antes de su hundimiento definitivo: bingo. A sus 74 años -cumplirá 75 el 21 de septiembre, día de su concierto en el Palau Sant Jordi de Barcelona- el cantautor más influyente de los últimos 40 años resiste perfectamente en una plaza de toros la embestida de 25 canciones y las banderillas de tres horas de concierto y varias propinas, es cierto, pero sería una idiotez de fan irredento decir que su voz es la que era; y, por supuesto, que su lucidez y capacidad compositivas son las que fueron.

Como pudo comprobarse ayer en León, la ya de por sí grave y gutural voz del cantante ha adquirido inequívocos tintes de susurro. Siempre los tuvo, es cierto, pero hoy ocupan una indisimulada e inevitable porción en su directo. Y eso, aun conservando la magia del eterno creador de Suzanne, se hace a veces un poco angustioso. Se ama a Leonard Cohen, se sufre por Leonard Cohen.

Así que en esta gira española, enmarcada en un tour monumental que le lleva por todo el mundo desde hace ya un año (en realidad, dos giras enlazadas, algo que no le ocurría desde hace 15 años), él se limita a recorrer su última "creación" discográfica: Live in London. Y las comillas de "creación" no son caprichosas. Tienen que ver con que ese doble disco en directo no es una creación en sentido estricto, sino más bien una "recreación", grabada en junio de 2008 en el O2 Arena de Londres. Ningún problema para los incondicionales, encantados -como en el concierto de ayer- de poder tararear, silbar y canturrear los standards clásicos del héroe de la noche.

El arranque de la segunda parte del concierto de ayer, tras el preceptivo descanso de 20 minutos -que 74 primaveras son 74 primaveras-, fue, en ese sentido, de antología. Cohen, que se había retirado del primer acto dando saltitos por todo el escenario ante la hilaridad general, encadenó, así, a palo seco, magistrales versiones de The tower of sound, Suzanne (delirio del público ante una canción que sólo envejece como los mejores borgoñas), Sisters of mercy y una conmovedora The soldier.

Nada, ni lo odiosamente relacionado con el paso del tiempo o con las ruinas financieras, pudo ayer con la estela de Leonard Cohen, que cada vez que presentó a cada uno de sus músicos se quitó el sombrero y se inclinó ante ellos como un mayordomo ante su amo. Tampoco lo prosaicamente indeseable de nuestras vidas pudo ayer, en una plaza de toros que parece un ovni a punto de despegar, con la impronta de Jikan Dharma, aquel monje budista, naranja y rapado que rezaba a las estrellas, prisionero de la vida zen. El bardo grave soltó su rugido ayer bajo la luna enorme del verano español. Ni con la inolvidable silueta escueta de "el pequeño judío que escribió la Biblia", y ésas son palabras suyas. Sólo un exceso de susurros, apenas un no llegar a las notas más altas. Tampoco es mucho peaje para tan gran magisterio... sobre todo, cuando se tiene la terrible, inevitable sensación de que estás en Venecia y el agua te toca ya las rodillas. Eso es Cohen: Venecia hundiéndose, orgullosa, susurrante.


Obama confidencial - El País, es - link (aqui)

Fotograma del documental By the people: the election of Barack Obama, a través del cual Amy Rice narra la llegada al poder del actual presidente de Estados Unidos.



Un documental de la HBO retrata la intimidad de tres años en la vida del presidente

TONI GARCÍA - Pasadena - 01/08/2009

El 27 de julio de 2004 la productora y cámara de televisión Amy Rice estaba en su apartamento de Nueva York viendo la retransmisión en directo de la Convención Nacional Demócrata. Un joven senador llamado Barack Obama tomó el estrado y pronunció uno de los discursos más alabados de los últimos años. Su entrada al mundo de la alta política y (por esta vez no es un cliché) de la historia.



El aspirante a candidato demócrata Barack Obama, en un acto, bajo la lluvia, durante las primarias de Indianápolis en mayo de 2008.- AP


Los siguientes 18 meses se esfumaron en proponer insistentemente a Obama rodar un documental sobre su figura. Ante la falta de respuesta del equipo del senador, la joven productora decidió contactar al veterano Stuart Blumberg y a su socio, el actor Edward Norton. Ellos contaban con las necesarias conexiones en las esferas de Washington. "Finalmente, nos dieron autorización en mayo de 2006, sin saber muy bien qué hacíamos allí", comentaba Rice ayer a EL PAÍS en una suite del Langham Hotel de Pasadena, cerca de Los Ángeles. Allí se presentaba a un grupo selecto de prensa internacional el resultado de casi cinco años de trabajo: By the people: the election of Barack Obama.

El documental es una de las joyas de la programación de la nueva temporada de la HBO, seguramente la cadena de televisión más influyente de la década (de su factoría han salido éxitos como Los Soprano o The Wire).

Recorre en dos horas y con sorprendente nitidez los 19 meses en los que Barack Obama pasó de ser un desconocido a ocupar el Despacho Oval de la Casa Blanca. "Me inspiraba, me parecía el Martin Luther King de nuestra generación pero pensaba que pasarían años antes de verle involucrado en una campaña por la presidencia. Después pensé que sería imposible que ganara, pero al tiempo que más y más personas se iban sumando a su candidatura y los Clinton parecían más y más desesperados empecé a comprender que aquel hombre podía ganar", explica Rice. La realizadora perdió a su hermano en los atentados del 11 de septiembre en las Torres Gemelas. Un hecho que funcionó como "un motor personal muy importante para empezar este proyecto".

El documental, que muestra a un Obama sonriente, relajado, se diría que sorprendentemente tranquilo, contiene momentos totalmente cómicos (las llamadas de uno de los voluntarios de la campaña, de 11 años, a diversos votantes o la preparación de los debates con el candidato John McCain) y otros de corte dramático, más, digamos, a la altura de la historia.

Son las entretelas del milagro Obama. Un acceso a todas las áreas del universo del presidente. Se le ve, por ejemplo, romper a llorar después de conocer la noticia de la muerte de su abuela, un día antes de la celebración de las elecciones. Rice se toma también su tiempo para mostrar la parte más aburrida de un político (los bostezos del candidato y sus quejas -entre carcajadas- de que pasa demasiado tiempo estrechando manos). Y, a medida que el acceso al candidato se restringe aprovecha para virar hacia otros personajes clave del entorno del actual presidente de los Estados Unidos, como David Axelrod, considerado el estratega del movimiento que llevó a Obama a la Casa Blanca, o David Plouffe, el jefe de campaña. "Créeme, no queríamos hacer un documental en el que solo y exclusivamente apareciera Obama, era mucho más interesante mostrar lo que sucedía a su alrededor. Además, trabajar sobre el terreno te ayuda a procesar las cosas de forma distinta. Cuando le escuchabas pronunciar el mismo discurso 10 veces seguidas en una semana dejabas de verle como una celebridad y empezabas a verle como un político. Esa fue la parte más fascinante de la campaña, ver la transformación de Obama a lo largo de esos dos años".

By the people es el concentrado de casi dos años de trabajo en los que se grabaron "casi 600 horas de metraje". "Pondremos un montón de extras en el DVD pero este es nuestro montaje definitivo", afirmaba Alicia Sams, co-directora del proyecto, para quien ha sido "sumamente difícil" concluir el proceso de edición. "Sabíamos que el equilibrio era algo fundamental y no queríamos hacer algo ñoño simplemente porque teníamos acceso, así que a lo largo del metraje saltamos a otros sujetos que -creíamos- nos daban la perspectiva correcta de lo que fue aquella campaña y lo extraordinario de su planificación. Obviamente este es un documental amistoso, porque le admiramos, pero eso no significa que no quisiéramos contar la historia a nuestra manera".

Durante la presentación en Los Ángeles el propio Edward Norton atajó las preguntas de la prensa sobre la vigencia del documental ahora que los índices de popularidad de Obama no están tan boyantes como entonces. "La historia es historia. La campaña de Obama para convertirse en presidente es algo que va a permanecer ahí independientemente de cuál sea el momento político del presidente. No me importan los altos y bajos de su presidencia. Cuando se estrene

[en noviembre en los Estados Unidos; habrá que esperar más en las pantallas españolas] muchas cosas pueden haber cambiado pero la validez de la historia no habrá cambiado en absoluto: quedará ahí para siempre".

También los presidentes de HBO defendieron el proyecto ante las acusaciones de la cadena de ser demasiado "azul" (tradicionalmente, el color de los demócratas). "No hemos comprado este documental porque sea azul o rojo [republicano], lo hemos adquirido porque es un gran documental", afirmaba Michael Lombardo, co presidente de la cadena. "La única pega que ha puesto el presidente Obama, que vio la cinta hace unas semanas, es que él sale demasiado. Nos dijo que le hubiera gustado salir menos", contó Rice entre risas. La cineasta salvó pronto su "único miedo": "Descubrir que no era de verdad, que me había equivocado, pero afortunadamente no me equivocaba: Obama es un hombre excepcional".

Como la vida misma

HBO sigue apostando por los documentales (la cadena cuenta con una división especializada) y de entre los presentados este año destaca Fixer: The taking of Ajmal Naqshbandi, que cuenta la historia del mediador afgano (fixer, en inglés) Ajmal Naqshbandi, que fue secuestrado en 2007 junto a un periodista italiano. Finalmente lo asesinaron los talibanes. Naqshbandi fue liberado inicialmente después de las negociaciones de los gobiernos italiano y agfano con los guerrilleros, pero en la confusión de la liberación fue retenido de nuevo y utilizado como moneda de cambio para un futuro intercambio de prisioneros al que las autoridades se negaron y que acabó costándole la vida.

El documental, dirigido por Ian Olds, contiene imágenes durísimas y persigue desenmascarar la violencia de las diferentes facciones talibanes en Afganistán y la indefensión de los trabajadores locales que emplea la prensa internacional que cubre el conflicto.

La nueva parrilla de no ficción de la cadena también incluye proyectos como The nine lives of Marion Barry, sobre un político considerado una especie de ave fénix, que ha conseguido salir indemne de innumerables escándalos. Boy interrupted relata la historia de un chico de 15 años con un trastorno bipolar y los esfuerzos de su familia por mantenerle a salvo, y Youth knows no pain, que sigue durante dos años a Mitch McCabe, la hija de un cirujano plástico obsesionada con no envejecer y sus visitas a reputados especialistas estadounidenses en busca del remedio infalible.

Sheila Nevins, presidenta de la división de HBO dedicada a los documentales, explicó a EL PAÍS que los temas tratados este año -"y especialmente el documental sobre Ajmal Naqshbandi"- son "terribles". "Y algunas veces es difícil no apartar la vista pero no podemos dejar de hablar de ello porque no nos guste: estos documentales son importantes para cambiar nuestra mirada al mundo. Finalmente, así es la vida, este es el planeta en que vivimos y debemos acostumbrarnos a ello en lugar de mirar hacia otro lado".