24/11/2010
Fábio Pozzebom/ABr

Como previsto, o time econômico escalado por Dilma Rousseff achegou-se à boca do palco nesta quarta (24).
Antes da entrevista conjunta de Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (BC), Dilma emitiu uma nota.
No texto, indica o norte da “nova” equipe: assegurar “a continuidade da bem sucedida política econômica do governo Lula”.
Reafirma os pilares da gestão econômica: “regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal”.
E elege prioridades: promover “os avanços que levarão o Brasil a vencer a pobreza e alcançar o patamar de nação plenamente desenvolvida”.
Depois de firmar-se na Esplanada como um ministro de cofres abertos, Mantega exibiu-se aos repórteres como um novo gestor, com mãos de tesoura.
Disse que, sob Dilma, os gastos públicos sofrerão uma poda. Prometeu inflação sob controle, PIB ao redor dos 5% anuais e redução da dívida líquida do Estado.
Para não dizerem que não falou de flores, Mantega disse: "A geração de emprego é uma das prioridades máximas da política econômica".
Alexandre Tombini, guindado da diretoria de Normas para a presidência do BC, cuidou de afastar do mercado o fantasma da frouxidão monetária.
Disse ter ouvido de Dilma que, a partir de 2011, o BC terá a mesma autonomia operacional de que dispôs nos oito anos de Lula.
Será mantido, segundo ele, o regime de metas inflacionárias criado em 99, sob FHC. Reproduziu assim as palavras de Dilma:
"Nesse regime, não há meia autonomia. É autonomia total".
Miriam Belchior, por sua vez, declarou que, à frente da pasta do Planejamento, vai mirar no aperfeiçoamento dos gastos públicos.
A certa altura, soou assim: "Temos uma quantidade de recursos muito menor do que a nossa necessidade...”
“...Por isso, temos de arrumar maneiras de enfrentar essa disparidade, para que o desenvolvimento possa ser potencializado".
Escrito por Josias de Souza às 17h41




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