terça-feira, 2 de março de 2010

Ari Toledo - Pau de Arara ( Comedor de Gilete)




Pau de arara - Carlos Lyra e Vinícius de Moraes

Eu um dia cansado que tava
da fome que eu tinha
eu não tinha nada
que fome que eu tinha ,
que seca danada no meu Ceará
eu peguei e juntei
um restinho de coisas que eu tinha :
duas calças velhas e uma violinha
e num pau de arara
toquei para cá.
E de noite eu ficava na praia de Copacabana
zazando na praia de Copacabana
dançando o chachado pras moças olhá

Virgem Santa
que a fome era tanta
que nem voz eu tinha
Meu Deus quanta moça
que fome que eu tinha

Mais fome que tinha no meu Ceará
puxa vida que num tinha uma vida
pior do que a minha
que vida danada , que fome que eu tinha
zazando na praia pra lá e pra cá
quando eu via toda aquela gente
no come que come
eu juro que eu tinha saudades da fome
da fome que eu tinha no meu Cearà
e ai eu pegava e cantava
e dançava o xaxado
e só conseguia porque no xaxado
a gente só pode mesmo se arrastá.

Virgem Santa
que a fome era tanta
qu'inté parecia que mesmo xaxado
meu corpo subia
igual se tivesse querido voar.

Vou-me embora pró meu Ceará
porque lá tenho um nome
aqui não sou nada
sou só Zé com fome
sou só Pau de Arara
nem sei mais canto
vou picar minha mula
vou antes que tudo rebente
porque estou achando que o tempo está quente
pior do que antes não pode ficar.

Ari Toledo - Linda meu bem.

Clementina de Jesus, Adoniran Barbosa e Carlinhos Vergueiro - Torresmo à Milaneza

ADONIRAN BARBOSA - JÁ FUI UMA BRASA - SAMBA - BRASIL

Adoniran Barbosa - Vide Verso Meu Endereço

Adoniran Barbosa - Abrigo de Vagabundos

1958 - Adoniran Barbosa - Pafunça

1968 - Juca Chaves - Presidente Bossa Nova

Juca Chaves- Paris Tropical

Georges Brassens Les amours d'antan

Brassens chante la femme de Sarko

Carla Bruni - Fernande(Georges Brassens)

O bar e os acessórios



Maison Martin Margiela

With Belgian genius Martin Margiela, a purse is never just a purse. The simple envelope design is much more complex than it seems, with overlapping leaves that fold lovingly around the money inside. This is a must for any stylish handbag.

Price: £230
020 7629 2682

(Source - The Independent, uk)

Comercial antigo - Retromercial: Gauloises (1976)

Charge do dia



Sinfrônio - Diário do Nordeste - Fortaleza, CE

'Lula sabe que Cuba jamais torturou', diz amigo Fidel - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)


Num instante em que Lula tenta virar a página escrita na semana passada, em Cuba, o ditador aposentado Fidel Castro cuidou de redigir mais um capítulo.

Fidel manifestou-se em nota. No texto, remexeu o caldo que mistura a visita de Lula e a morte do dissidente cubano Orlando Zapata.

Acusado de “cúmplice” pelos opositores do regime de Havana, o presidente brasileiro foi defendido por Fidel.

Divulgada na TV estatal cubana, a nota companheira realça, a certa altura:

"Lula sabe, há muitos anos, que em nosso país jamais se torturou alguém, jamais se ordenou o assassinato de um adversário, jamais se mentiu para o povo".

Zapata sucumbiu após 85 dias de greve de fome. Feneceu na terça-feira da semana passada, horas antes da chegada de Lula a Havana.

Instado a comentar o episódio, Lula lamentou que “uma pessoa se deixe morrer” por greve de fome, expediente que já adotou e desrecomenda.

Não pingou dos lábios de Lula nenhuma palavra que soasse a desaprovação à falta de democracia em Cuba.

O silêncio custou a Lula declarações acerbas dos dissidentes que permanecem em Cuba e um protesto barulhento de exilados, no consulado brasileiro de Miami.

Inveja pura, segundo Fidel: "Alguns invejosos de seu prestígio e de sua glória, ou pior ainda, os que estão a serviço do Império, o criticaram por visitar Cuba. Utilizaram para isso as calúnias que há meio século usam contra Cuba".

No estágio seguinte de sua fatídica viagem, Lula voou para El Salvador. Ali, levou aos microfones uma declaração que agora ecoa como aprovação prévia à nota de Fidel:

"Não podemos julgar um país ou a atividade de um governante em função da atitude de um cidadão que decide fazer uma greve de fome".

O que dizer? Com um defensor do porte de Fidel, Lula já não precisa de agressores.

Depois de converter o romantismo de de Sierra Maestra num pesadelo de cinco décadas, o protoditador, metido em agasalho Adidas, decidiu matar o tempo como ficcionista.

Seus opositores, em trilha inversa, como que convertem Manuel Bandeira em realidade, adaptando-lhe a poesia:

Vou-me embora de Pasárgada

Sou inimigo do rei

Não tenho nada que quero

E sei que jamais terei

Vou-me embora de Pasárgada

Aqui não sou feliz

A cana é muito dura

E os ditadores são senis...


Escrito por Josias de Souza às 05h18

'Lula sabe que Cuba jamais torturou', diz amigo Fidel - Josias de Souza - Blog do josias - link (aqui)


Num instante em que Lula tenta virar a página escrita na semana passada, em Cuba, o ditador aposentado Fidel Castro cuidou de redigir mais um capítulo.

Fidel manifestou-se em nota. No texto, remexeu o caldo que mistura a visita de Lula e a morte do dissidente cubano Orlando Zapata.

Acusado de “cúmplice” pelos opositores do regime de Havana, o presidente brasileiro foi defendido por Fidel.

Divulgada na TV estatal cubana, a nota companheira realça, a certa altura:

"Lula sabe, há muitos anos, que em nosso país jamais se torturou alguém, jamais se ordenou o assassinato de um adversário, jamais se mentiu para o povo".

Zapata sucumbiu após 85 dias de greve de fome. Feneceu na terça-feira da semana passada, horas antes da chegada de Lula a Havana.

Instado a comentar o episódio, Lula lamentou que “uma pessoa se deixe morrer” por greve de fome, expediente que já adotou e desrecomenda.

Não pingou dos lábios de Lula nenhuma palavra que soasse a desaprovação à falta de democracia em Cuba.

O silêncio custou a Lula declarações acerbas dos dissidentes que permanecem em Cuba e um protesto barulhento de exilados, no consulado brasileiro de Miami.

Inveja pura, segundo Fidel: "Alguns invejosos de seu prestígio e de sua glória, ou pior ainda, os que estão a serviço do Império, o criticaram por visitar Cuba. Utilizaram para isso as calúnias que há meio século usam contra Cuba".

No estágio seguinte de sua fatídica viagem, Lula voou para El Salvador. Ali, levou aos microfones uma declaração que agora ecoa como aprovação prévia à nota de Fidel:

"Não podemos julgar um país ou a atividade de um governante em função da atitude de um cidadão que decide fazer uma greve de fome".

O que dizer? Com um defensor do porte de Fidel, Lula já não precisa de agressores.

Depois de converter o romantismo de de Sierra Maestra num pesadelo de cinco décadas, o protoditador, metido em agasalho Adidas, decidiu matar o tempo como ficcionista.

Seus opositores, em trilha inversa, como que convertem Manuel Bandeira em realidade, adaptando-lhe a poesia:

Vou-me embora de Pasárgada

Sou inimigo do rei

Não tenho nada que quero

E sei que jamais terei

Vou-me embora de Pasárgada

Aqui não sou feliz

A cana é muito dura

E os ditadores são senis...

Milan fashion week: Bottega Veneta - The Times, uk - link (aqui)






March 2, 2010

The leather was more Mein Camp than Kampf



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Bottega Veneta Had someone slipped something into Tomas Maier’s tea? Normally he takes great pains to fold this 1970s brand into classic and classy luxury. The emphasis has always been on discretion. But discretion has been dragged into the library and knocked on the head, presumably by Miss Scarlett, who then emerged in a moulded leather bodice. Crimson breasts could yet catch on, which is more than can be said for the leather trouser suits. It is not easy to do black leather, but these were more Mein Camp than Kampf, especially in bubble-gum pink. What was going on? Something naughty to judge from the soundtrack — a throbby version of LoveSick — all a bit much for 9am.

Milan fashion week: Versus - what women want - The Times - link (aqui)






March 2, 2010

Donatella Versace made a brilliant decision when she put Versus in Christopher Kane’s capable hands


Versus

Donatella Versace was in a good mood before the Versus presentation. I know this because I had the privilege of a preview — sometimes it helps to be on the early flight. There she was, a big grin on her face, offering me tea, coffee, anything? I was shaken. Does the queen of Italian fashion boil a kettle? I blame Christopher Kane, he’s just so darn nice. No wonder it is infectious. Versace made a brilliant decision when she put Versus in Kane’s capable hands. The Scot is a very exciting designer; two seasons in and his clever, open, commercial mind has already given Versace a new sense of purpose and cool.

This time a series of Bruce Weber photographs inspired him. The colours, regal turquoise, tomato and prune, are the same shades that Weber washed over his original prints. In among the strapped, buckled, cocktail dresses, Kane tucked Weber tees into pleated silk cheerleader skirts. “The girls are little tough soldiers out to get you,” was his laughing description and I take his word for it. Kane knows what girls want to wear and he loves the manufacturing quality on offer at Versace. Together it is a seductive combination.

Lord Ashcroft's secret tax deal saved him millions - The Times, uk - link (aqui)





March 2, 2010
Lord Ashcroft

(Jon Enoch/The Times)

The wording of Lord Ashcroft's statement raised as many questions as it answered


Lord Ashcroft, the Tory deputy chairman and its most high-profile donor, struck a private deal ten years ago to save himself tax on his overseas income, it emerged yesterday.

The billionaire peer stunned many in his party when he revealed himself as a non-dom despite repeated assurances to the contrary by senior Conservatives.

Lord Ashcroft disclosed that he negotiated the previously unknown deal within months of telling William Hague, then the Tory leader, that he would take up permanent residence in the UK. At the time Mr Hague said that the decision would “benefit the Treasury tens of millions a year in tax”.

Instead, Lord Ashcroft reopened the terms of the deal in a private dialogue with government officials and won agreement that he should be considered “a long-term resident”. It has meant that for the past ten years he has declared his UK income but not his overseas income to the taxman.

It is the first time that the peer has offered an answer to the question that has dogged the Tories since 2000.

The party used the surprise statement to try to end the controversy over his tax status and his influence. They stressed that his donations amounted to less than 5 per cent of those received since David Cameron became leader, and that Labour also received money from non-doms such as Lord Paul.

But the wording of the statement raised as many questions as it answered. Neither Downing Street nor the Cabinet Office was able to shed light on who Lord Ashcroft’s “dialogue with the Government” had been conducted with. Revenue & Customs said that it could not comment.

Tory officials refused to say how long Mr Cameron or Mr Hague had been aware of Lord Ashcroft’s tax status. It is not clear when Mr Cameron said in 2007 that he had “sought reassurance that the guarantees he made at the time are being met and they are being met” what he believed the guarantees to be.

Lord Ashcroft issued his statement after the Cabinet Office was forced under freedom of information rules to publish terms of the deal under which he assumed his seat in the Lords in October 2000 after twice having his nomination rejected. He made the “solemn and binding” undertaking to Mr Hague on March 23, 2000. The document does not refer to tax. It gives his “unequivocal assurance” to take up permanent UK residence within the year.

Labour will press the Lords Appointments Commission to investigate the extent to which he kept his promises.

Défilé Gucci : l'élégance italienne - Le Monde, fr - link (aqui)





Balibar de rire (et chansons) - Libération, fr - link (aqui)

lundi 1er mars 2010 18:42

par Alexandre Hervaud

tag : musique

Jeanne Balibar est une actrice rigolote, sa récente participation au doublage de l’épatant film belge d’animation Panique au Village en est une énième preuve. Pour autant, sa carrière d’actrice ne saurait masquer celle de chanteuse, une activité qu’elle pratique depuis plusieurs années déjà, notamment avec Rodolphe Burger.

Il y a hélas fort à parier que ni sa filmographie ni sa discographie n’aient traversé l’Atlantique, au-delà d’un cercle d’initié. Et bien Jeanne peut être ravie, car depuis samedi soir et sa prestation improbable sur la scène du Chatelet, lors de la cérémonie des Césars, on compte parmi ses fans Harrison Ford et Sigourney Weaver. Bon, par fans, on exagère, mais en regardant bien la vidéo de sa performance, on peut clairement voir un sourire sur le visage d’Indiana Jones, et de l’émotion plein les yeux d’Ellen Ripley. On peut aussi voir les mines déconfites de sa consœur actrice-chanteuse Sandrine Kimberlain et le visage hilare de Fanny Ardant et de son voisin Frédéric Mitterrand.


(cliquer pour voir la prestation sur le site de Canal) – DR

Quelle mouche a donc piqué la compagne de Philippe Katerine, qui semble lui avoir fait découvrir tout plein de choses ? L’envie de présenter la remise du César de la meilleure musique originale de façon, euh, originale, sans doute. Pour info, le César fut attribué à Arman Amar, pour Le Concert. Mais ça, désolé Arman, on s’en fout un peu. Ce qu’il faut savoir, c’est que Jeanne Balibar a un compte YouTube assez confidentiel, sur lequel elle publie depuis quelques jours ses opus, dont le fameux morceau Baudelaire (« TU ES MON POOOORC ») entonné gaiement samedi soir. En version « studio », ça donne ça :

Mais on ne saurait que trop conseiller la belle ballade Love your willie (« j’aime mon sexe, j’aime ma bite, j’aime ma verge ») que voici :

Vous comprendrez désormais quand vous entendrez (histoire vraie) autour de vous quelqu’un déclarer « j’ai fumé un truc de fou hier, ça devait être de la Balibar, un truc de ouf ». On est fans.

Angelina Jolie joue au furet dans les rues de Paris - Le Figaro, fr - link (aqui)



Tranchant, Marie-Noëlle
02/03/2010 | Mise à jour : 07:50
Angelina Jolie s'est engouffrée dans le métro parisien pour les  besoins d'un film.
Angelina Jolie s'est engouffrée dans le métro parisien pour les besoins d'un film. Crédits photo : AP

L'actrice tourne «The Tourist» avec le réalisateur Florian von Donnersmarck, révélé par «La Vie des autres».

Elle est passée par ici, elle ­repassera par là… Angelina Jolie ressemblait au furet, la semaine dernière, pendant les quelques jours de début de tournage de The Tourist, en extérieurs, dans des décors naturels parisiens. Du Palais-Royal à la place de Furstenberg, de l'Opéra-Comique à l'entrée du métro Quatre-Septembre, des centaines d'yeux et d'objectifs cherchaient la star. « C'est elle ? », ­demande un badaud, voyant qu'on s'affaire autour d'une jeune femme blonde devant l'escalier de la station de métro. « Non, elle, c'est la doublure lumière, qui sert à préparer le plan. La vraie arrivera en voiture au dernier ­moment », explique une Parisienne probablement cinéphile, en tout cas très au fait des ficelles du septième art.

Quelques instants plus tard, une discrète voiture noire aux vitres teintées stoppe rue de Choiseul. La dame au parfum pousse son voisin du coude : « Là… Qu'est-ce que j'avais dit ? » À l'heure du déjeuner, la foule se partage entre les indifférents pressés qui considèrent que « la rue est à tout le monde » et les enthousiastes qui brandissent leurs téléphones portables pour immortaliser la scène. Ordres contradictoires de l'équipe. « Vous pouvez prendre des photos, mais sans flash. » Un peu plus tard : « Pas de photo ! » Des parapluies noirs se déploient pour protéger la star. « C'est trop nul ! », jette un ado.

Après Paris, Venise

Angelina Jolie sur ses hauts talons s'arrête un instant devant la balustrade Guimard, des figurants sortent du métro. « Ils ne savent pas sortir d'un métro ! », ironise un passant. L'actrice s'engouffre dans l'escalier. Trois types en imper traversent la rue et foncent à sa suite. « Bon, on a compris le film : une jolie fille poursuivie par trois pervers », résume un curieux.

Personne ne se soucie du réalisateur, qui est à la fois la personne la plus discrète et la plus en vue de ce petit ­tableau parisien : Florian Henckel von Donnersmarck, qui domine tout le monde de sa haute taille. Voilà trois ans, ce jeune cinéaste allemand était à Paris, à la même époque, pour recevoir le césar du meilleur film étranger ­récompensant son premier film, La Vie des autres. Ensuite, c'était l'oscar. Et maintenant, après pas mal de complications (changement de stars, changement de réalisateur), il met en scène ce remake hollywoodien du polar français de Jérôme Salle, Anthony Zimmer.

Dialogue express au bord du trottoir : ce qui le tentait ? « Poser cette question lancinante, qui est au cœur d'une relation amoureuse : est-ce qu'on m'aime pour ce que je suis réellement ou pour des apparences ? » Et piloter une grosse production hollywoodienne ? « Ce n'est pas si différent, parce que les questions de mise en scène sont les mêmes. Mais avoir la possibilité de travailler avec une actrice comme Angelina Jolie, voilà une raison de faire ce film. » Bientôt, Brad Pitt sera de la partie. Après Paris, le tournage de The Tourist se poursuivra à Venise.

Par Marie-Noëlle Tranchant

Starbucks se convertit au café équitable - Le Figaro, fr - link (aqui)



Par Keren Lentschner
01/03/2010 | Mise à jour : 22:30
Depuis sa création à Seattle en 1971, Starbucks (ici à Paris ) a  bâti une image d'entreprise « responsable ».
Depuis sa création à Seattle en 1971, Starbucks (ici à Paris ) a bâti une image d'entreprise « responsable ». Crédits photo : Le Figaro

INFO FIGARO - Partenaire du label Max Havelaar, la chaîne américaine ne vend plus que du café issu du commerce équitable. Un pari commercial destiné à séduire une clientèle plus jeune, plus urbaine et plus aisée que la moyenne.

Un petit noir équitable, sinon rien. Depuis ce matin, tous les cafés vendus dans les Starbucks européens sont issus du commerce équitable. L'ensemble de la chaîne de production de son expresso - qui sert de base aux «latte», «caramel macchiato» et autres «capuccino» vendus dans les restaurants de la chaîne américaine - est désormais certifié du label Max Havelaar.

Après la Grande-Bretagne en 2009, Starbucks se convertit aujourd'hui au 100 % café équitable en Europe continentale. Environ 300 000 boissons à base de café certifié, servies dans des gobelets en carton frappés du logo bleu et vert Max Havelaar, seront vendues chaque jour sur le Vieux Continent. «En France, dix millions de consommateurs par an seront sensibilisés au café équitable», se réjouit Philippe Sanchez, directeur général de Starbucks France, qui comptera 54 cafés après l'ouverture de celui de Marseille, le 28 avril. Starbucks assure qu'il n'augmentera pas ses prix (un café coûte en moyenne 3 euros) malgré les coûts de son nouvel approvisionnement.

«Les grandes entreprises se doivent aujourd'hui d'avoir un comportement responsable, explique Philippe Sanchez. C'est une question de valeur, pas de retour sur investissement. Nous mesurerons les effets sur le long terme.»

Dès sa création à Seattle en 1971, Starbucks a bâti son image d'entreprise «responsable» en accordant couverture santé, formation et stock-options à tous ses employés. La chaîne compte sur ses barristas (serveurs), qui suivront cinq jours de formation sur le café équitable, pour prêcher la bonne parole auprès de ses clients. Mais elle espère surtout devancer leurs attentes. En France, les trois quarts d'entre eux sont des jeunes, citadins, parisiens, qui travaillent. «Cette clientèle-là attend des grandes entreprises qu'elles soient responsables», ajoute Philippe Sanchez. Aux États-Unis, où ce créneau semble moins porteur pour séduire les buveurs de latte, la chaîne n'est pas encore passée au 100 % équitable.

Starbucks a acheté 18 000 tonnes de café certifié Max Havelaar l'an passé, deux fois plus qu'en 2008. La chaîne assure en être devenue ainsi le premier acheteur au monde.

«Cela représente un travail considérable en amont afin de faire en sorte qu'un maximum de producteurs puissent répondre aux critères de qualité», explique Joaquin Munoz, directeur général de Max Havelaar France. Plusieurs dizaines de milliers de producteurs supplémentaires d'Amérique latine, d'Asie-Pacifique et d'Afrique devraient ainsi devenir fournisseurs de Starbucks.

100 millions d'euros investis

Le passage au «100 % équitable» a coûté l'an passé environ 47 millions d'euros à Starbucks. L'investissement devrait être au moins équivalent cette année. Il inclut le prix d'achat premium du café équitable payé par Starbucks (1,10 euro par livre), ainsi que le coût de la certification. Le label Max Havelaar garantit aux producteurs un prix d'achat minimum de 92,5 centimes par livre, qui permet d'atténuer la fluctuation des cours, ainsi qu'une prime de développement de 7,4 centimes par livre. Un confort appréciable pour ces coopératives familiales de deux à trois hectares en moyenne. En contrepartie, les producteurs s'engagent à investir cet argent dans une agriculture respectueuse de l'environnement (utilisation des pesticides, gestion des déchets, traitement des eaux) et à améliorer les conditions de vie des travailleurs.


Hillary Clinton veut reprendre la main en Amérique latine - Le Figaro, fr - link (aqui)



Par Laure Mandeville
02/03/2010 | Mise à jour : 08:39
Hillary Clinton était présente à la cérémonie d'investiture du  président uruguayen José Mujica, lundi, à Montevideo, première étape de  sa tournée en Amérique latine.
Hillary Clinton était présente à la cérémonie d'investiture du président uruguayen José Mujica, lundi, à Montevideo, première étape de sa tournée en Amérique latine. Crédits photo : AP

L'étape de Brasilia, en désaccord avec Washington sur le dossier iranien, sera la plus délicate de cette tournée.

C'est une tournée délicate, destinée à calmer des déceptions et des tensions grandissantes avec l'Amérique latine, que la secrétaire d'État Hillary Clinton a entamé lundi à travers la région. L'escale brésilienne, au cours de laquelle sera évoquée la question des sanctions à l'encontre de l'Iran, sera particulièrement importante. Près d'un an après le premier contact prometteur de Barack Obama avec son «arrière-cour» lors d'un sommet régional des Amériques, tenu à Trinité-et-Tobago, les voisins latino-américains ont le sentiment, non sans quelque raison, de ne pas peser lourd sur l'agenda de politique étrangère de Washington, dominé par la question de l'Afghanistan et de l'Iran.


Beaucoup ont d'ailleurs commencé à développer des liens économiques et politiques étroits avec l'Europe ou, plus troublant pour Washington, avec Moscou et Téhéran face à ce qui est perçu comme une forme de passivité américaine. Un véritable axe énergético-économique Russie-Iran-Venezuela, pays leader d'une fronde néomarxiste latino contre le «diable américain», semble progressivement se mettre en place.

Lors d'un voyage étalé sur cinq jours, qui la conduira successivement en Uruguay, en Argentine, au Chili, au Brésil, au Costa Rica et au Guatemala, Hillary Clinton devrait donc s'employer à réaffirmer l'engagement des États-Unis dans la région, profitant notamment du tremblement de terre chilien pour exprimer la solidarité de son pays à l'égard de ses voisins. «Notre hémisphère se rassemble en temps de crise, et nous serons aux côtés du peuple chilien dans cette crise», avait-elle déjà déclaré ce week-end.

Sur le front politique, Hillary Clinton devrait aussi réaffirmer que l'Administration Obama accepte les nouvelles réalités politiques sorties des urnes dans son «arrière-cour», et qu'elle est prête à collaborer avec des régimes tant de droite que de gauche. Sa présence mardi à la cérémonie d'investiture du président uruguayen José Mujica, un ancien guérillero, qui entretient, contrairement au turbulent président vénézuélien Hugo Chavez, de bonnes relations avec les États-Unis, illustre bien l'état d'esprit apaisé auquel souhaiterait parvenir Washington dans l'ensemble de la région.

Buenos Aires ajoutée in extremis au programme

Les étapes argentine et brésilienne devraient être plus difficiles à gérer. Signe des tensions avec Buenos Aires, où la présidente Cristina Kirchner, confrontée à une crise économique et financière gravissime, se complaît dans une rhétorique populiste très antiaméricaine, entretenant des relations étroites avec Chavez, le passage d'Hillary Clinton en Argentine n'a été ajouté qu'au dernier moment au programme. Les Américains se félicitent toutefois de la position ferme des Argentins sur le nucléaire iranien. Rien de tel pour le Brésil, dont le président Lula entretient au contraire d'excellentes relations avec le président iranien Ahmadinejad.

Lors de son passage à Brasilia, Hillary Clinton devrait tenter de convaincre son homologue brésilien de l'importance de présenter un front uni face à la menace du nucléaire iranien. L'enjeu est important, car le Brésil est pour deux ans membre du Conseil de sécurité de l'ONU et participera au vote sur les sanctions qui se préparent. Mais le Brésil, qui affiche un taux de croissance insolent de 6 à 7 % et apparaît comme un acteur de la scène internationale de plus en plus actif et autonome, ne se hâte pas de répondre aux injonctions américaines. Lula doit se rendre en Iran au mois de mai et se dit persuadé de pouvoir fléchir les Iraniens sans aller jusqu'aux sanctions.

«Le Brésil passe son propre deal avec l'Iran», notait dans le New York Times, Christopher Sabatini, directeur au Conseil des Amériques de New York, prévoyant que le dossier resterait un «facteur d'irritation majeur» dans les relations entre Brasilia et Washington. Selon nombre d'experts, ce désaccord ne serait que l'une des plus flagrantes manifestations de la perte d'influence des États-Unis dans la région. Signe des temps, les États d'Amérique latine ont constitué la semaine dernière un nouveau groupe politique, qui contrairement à l'organisation des États américains, exclut Washington, mais inclut Cuba.

Dolce e Gabbana: riscopriamo le nostre radici - La Stampa, it - link (aqui)

L'affiatato duo recupera le matrici che fanno grande il made in Italy e spiega come è nata questa collezione: «Senza parole straniere, non ce n'è bisogno, usiamo le nostre».








Alle sfilate di Milano torna la giacca E la moda diventa patriottica - Il Messaggero, it - link (aqui)

Dolce&Gabbana mandano in passerella la giacca (Giulio Di Mauro/Epa)


I revers di Dolce e Gabbana e il maculato di Cavalli, l’animalier di Richmond e l’omaggio alla Garbo di Ferragamo


di Paola Pisa

MILANO (1 marzo) - E la moda si commuove. La moda diventa patriottica. E, le sarte, qualche volta, hanno tanto spazio quanto le modelle. Dolce&Gabbana mandano in scena la giacca, pezzo forte del made in Italy, e la parata di settanta ragazze ne indossa di ogni genere e tipo su body e gambe perfette. Intanto, sul grande schermo, Domenico Dolce taglia i revers con abilità consumata, Stefano Gabbana aggiusta un fiore sull’abito di una ragazza, e la signora dalle mani d’oro cuce intenta quello che diventerà un pezzo forte della moda dell’inverno 2010-11.

Sarà per le polemiche dei giorni passati, sarà perché il nostro paese viene ogni giorno un po’ strapazzato da qualche saputona del fashion system, il fatto è che più di uno spettatore alla sfilatona si è fatto perfino spuntare le lacrime. C’è addirittura chi ha urlato, «vogliano il tricolore». Non era mai successo. «L’Italia è dolce, l’Italia è femminilità - hanno detto i due stilisti - Ci sentiamo molto patriottici. Stavolta vogliamo farvi assaporare l’emozione della moda di casa nostra», avevano dichiarato in mattinata.

E ci sono riusciti perfettamente. Gli applausi sono scrosciati subito per il piccolo tailleur di pizzo di lana indossato dalla top italiana Maria Carla Boscono, poi per per la gonna a pois che si abbina al bustino animalier, per il tubino leopardato davanti e con il velluto sul sedere. Tutto è forte e grintoso, ma niente è volgare. La sartorialità è nel cappotto tagliato al vivo, nel vestito a fiori in broccato siciliano, nel paletot di macramè nero che tutte subito vorrebbero avere. E le blogger vanno in brodo di giuggiole come le grandi giornaliste della moda mondiale. Tanto per snocciolare un po’ di cifre, la griffe Dolce&Gabbana impiega nel globo quattromila addetti, e sono centodieci le persone che lavorano tra gli atelier di Milano e Legnano.

Il maculato si vede da Roberto Cavalli che lo vuole soft e in tinte chiare e chiarissime. «Tutti me lo copiano da sempre, tanto vale lo faccia io questo nuovo new animalier print», dichiara lo stilista che quest’anno festeggia i quaranta anni di moda, e non sa ancora se a Milano o a Parigi dove è andato in scena per la prima volta. Vestitini garbati e montoni ricamati in oro e decori napoleonici e bellissimi. L’animalier era piaciuto anche a Richmond. Ma, andiamo alle nostre radici, facciamo vedere che storia abbiamo alle spalle, sembrano dire tutti, e tra loro Ferragamo che ieri ha inaugurato alla Triennale una mostra dedicata alla Garbo. E Greta è sul megaschermo insieme al “calzolaio delle dive”. Solita raffinatezza, materiali pregiati, aria principesca. Le borse sono di coccodrillo nappato e fanno sognare. La mantella è il leit motiv della collezione, ce ne sono in astrakan, in cashmere, in cammello, in maglia. I cappotti sono militari, la camicetta garbata e con il fiocco alla gola si mette con il tailleur pantalone e il gilet maschile.

La sera basta uno chemisier per essere inappuntabile. I più bei piumini, si sa, sono quelli di Ermanno Scervino che ne sforna tanti e lancia, peso cinquanta grammi, giacche o cappottini trapunti a rombetti e rifiniti in volpe. Parka di capra, mantelle e tanto tricot anche effetto pelliccia. Il feltro in cashmere è per i perfetti cappotti di Brioni.

Il corto piace a Scognamiglio, bellissima e modernissima, tutta portabile, la sfilata di Marco De Vincenzo giovane tra i più promettenti per chic e naturalezza, Byblos veste un essere supernaturale con piumaggi e spalline ergonomiche, i più begli abbinamenti di colore sono da Marni nelle gonne e negli abiti segnati da motivi grafici triangolari. Da ricordare la super sfilata di Etro, in cui il maschile occidentale e l’esotico orientale si mescolano per una donna tutta sete e damaschi che ricorda l’ amante della Duras. Missoni fa abiti trasformabili, Iceberg rilancia il maglione grunge e Moschino abbina cappelli da cow boy a deliziose e sensuali mise nere.

Tutti nudi davanti all'Opera di Sydney per farsi fotografare da Tunick - Il Messaggero, it - link (aqui)




In 5000 nudi per Tunick







SYDNEY (1 marzo) - Spencer Tunick colpisce ancora. Il fotografo statunitense vola in Australia e batte tutti i record: in 5.200 hanno posato nudi sui gradini dell'Opera House di Sidney.


Tunick, celebre per le sue fotografie nelle maggiori città mondiali con corpi nudi distesi, allineati come cadaveri in obitorio, o rannicchiati come dopo un incidente stadale, in Australia ha immortalato oltre 5 mila persone nude e abbracciate.

L'evento era organizzato a margine dei festeggiamenti per il gay and lesbian festival della metropoli australiana. Tunick ha detto di aver voluto riempire l'enorme spazio davanti l'Opera House con un «tessuto» di persone, anche etero, per promuovere l'idea di uguaglianza e diversità nelle comunità. Tra i partecipanti di oggi c'erano giovani e anziani, giocatori di rugby e una donna incinta di due gemelli che ha poi partorito in ospedale poche ore dopo.

Michelle Hunziker si inginocchia davanti a Sofia Loren - Il Messaggero, it - link (aqui)








ROMA (1 marzo) - Si sono incontrate in Germania, nello show del sabato sera della tv tedesca Wetten dass...?, (Scommetti che...?) la popolarissima trasmissione di Thomas Gottschalk. Da una parte la padrona di casa, Michelle Hunziker, dall'altra la divina Sofia Loren. Un siparietto con tanto di inginocchiamento da non perdere, con la bionda a fare da traduttrice durante la lunga intervista.

Un palacio de cristal de 1.000 millones de dólares para la Embajada de EE.UU. en Londres - El Confidencial, es - link (aqui)


Nueva embajada

El Departamento de Estado de EEUU acaba de dar a conocer el diseño de la que será su nueva embajada en el Reino Unido. El proyecto pertenece al estudio del arquitecto Kieran Timberlake.

Foto: Vista desde el este (Kieran Timberlake - Studio amd)






Símbolo de la democracia

El reto expresivo, explican desde la firma de arquitectos, consistía en dar forma a las bases del sistema democrático (transparencia, apertura e igualdad) y hacerlo de modo seguro y agradable. El aspecto medioambiental también ha sido cuidado hasta el extremo.

Foto: Vista desde Nine Elms Lane (Kieran Timberlake - Studio amd)






Materiales ultramodernos

El edificio está dotado con una membrana de etileno-tetrafluoroetileno (ETFE), un material ultraligero similar al cristal que deja entrar el sol aunque permite una conservación óptima de las condiciones ambientales del interior.

Foto: Vista desde la cafetería (Kieran Timberlake - Studio amd)






Parque en el contorno

El edificio se encontrará rodeado por un parque urbano. De acuerdo con los autores del proyecto, la nueva embajada mantiene todos los requisitos de seguridad a la vez que rinde homenaje a la tradición británica de los parques y jardines urbanos.

Foto: Vista desde el parque de la embajada (Kieran Timberlake - Studio amd)






Arte en el lobby

Las obras artísticas ocuparán un espacio destacado en el lobby central de la embajada. Tanto los visitantes del edificio como los que se encuentren en los alrededores podrán verlas gracias a la transparencia del inmueble.

Foto: Lobby central (Kieran Timberlake - Studio amd)






Pavimento y árboles

El pavimento está compuesto por la piedra caliza utilizada en muchos lugares de Londres. Los plátanos proporcionan sombra y darán forma en al perímetro.

Foto: Vista desde la Plaza Consular (Kieran Timberlake - Studio amd)






Los autores

En la imagen se puede ver al arquitecto Kieran Timberlake (izquierda), autor del edificio, acompañado del paisajista Laurie Olin, responsable de las zonas verdes del complejo.

Foto: Reuters

@Redacción - 02/03/2010

El Departamento de Estado de EEUU acaba de dar a conocer la maqueta de la que será su nueva embajada en el Reino Unido, un cubo cristalino construido con los últimos materiales tecnológicos que se levantará en la zona de Battersea, al suroeste de Londres.

El coste del proyecto, presentado la semana pasada en la capital británica, se estima en un millón de dólares. De este modo se convierte en el más caro llevado nunca a cabo por el gobierno estadounidense para levantar una legación diplomática: la de Bagdad costó en total 700 millones de dólares y la de Islamabad, 800. Además la cantidad estimada no incluye el 17,5% de impuestos que reclama el Tesoro británico a todos los edificios levantados en las islas, una tasa que EEUU ha rechazado abonar.

En declaraciones recogidas por The Times, el embajador estadounidense asegura que están trabajando con el fisco para solucionar este problema, aunque de momento la mudanza supondrá también un gran ahorro para los diplomáticos. Hasta el momento la legación se encontraba dentro de la zona central de la ciudad, gravada con una tasa para evitar las congestiones en el tráfico. Como los diplomáticos del país americano consideran que están exentos de pagar impuestos en Gran Bretaña, la cantidad de multas no abonadas asciende a más de 32 millones de libras.

En una zona de copas

Su edificación tendrá lugar tras las múltiples protestas de los actuales vecinos de la embajada en la céntrica Grosvenor Square. Temerosos del riesgo de seguridad que suponía para sus propias viviendas compartir calle con un edificio que es objetivo primordial de diferentes terroristas, llegaron a publicar un anuncio a toda página en la prensa londinense rechazando que la legación diplomática continuara allí. Ahora una compañía qatarí ha pagado más de 1.000 millones de dólares para comprar el inmueble y convertirlo en un hotel de lujo.

El nuevo edificio se instalará en Battersea, detrás de una estación eléctica considerada como símbolo de la arquitectura industrial británica. Esta área se encuentra actualmente en pleno proceso de reurbanización y por ahora lo único que hay en los alrededores son bares de copas, como explican en el diario The Times. En esta zona se levantará un cubo de 30 metros de altura separado de la vía principal a través de un anillo verde y un foso. Tras su creación se encuentra la firma de arquitectos de Kieran Timberlake, con base en Philadelphia.

Aunque algunos medios estadounidenses han empezado a criticar la idea por su alto coste y sus escasos beneficios (“No va a haber nuevos puestos de trabajo [en la edificación] para trabajadores estadounidenses”, braman en Fox News), los planes pasan por comenzar la construcción en 2013 y terminarla en torno a 2017.


Brasil veta un anuncio protagonizado por Paris Hilton - El País, es - link (aqui)

Fotograma del anuncio retirado



El 'spot', en el que la millonaria promociona una marca de cerveza, ha sido prohibido por ser "demasiado erótico"

EFE - Sao Paulo - 02/03/2010




El Consejo Nacional de Autorregulación Publicitaria (Conar) de Brasil ha vetado la emisión de un anuncio publicitario en el que la millonaria estadounidense Paris Hilton promueve una cerveza por considerarlo "demasiado erótico". Los 60 segundos protagonizados por Hilton en la campaña publicitaria de la marca Devassa Bem Loura (Devassa, bien rubia), de la compañía Schincariol, fueron retirados del aire, al igual que algunas fotos de su página en Internet.

La decisión se tomó en respuesta a las múltiples denuncias elevadas al organismo por algunos consumidores y a la solicitud de la Secretaría Especial de Políticas para las Mujeres, que calificó la campaña de "sexista e irrespetuosa". El grupo Schincariol ha divulgado un comunicado en el que asegura "acatar la decisión" aunque, al tiempo, subraya que el anuncio "no ofende, en ningún aspecto, cualquier norma o orientación emitida por el Conar". La compañía, que está trabajando en "la defensa del caso", estudia la posibilidad de remodelar el contenido del anuncio. Las imágenes de la polémica, no obstante, siguen circulando en Internet a través del portal Youtube.




El ascenso fulgurante de Rousseff - El País, es - link (aqui)

Dilma Rousseff, el 20 de febrero, cuando fue proclamada candidata del PT a la presidencia de Brasil.


Inquietud en la oposición brasileña ante la subida meteórica en las encuestas de la aspirante del PT a la presidencia - El PSDB aún no tiene candidato

JUAN ARIAS | Río de Janeiro 02/03/2010



El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, tenía razón cuando dijo que su candidata favorita para disputar las elecciones presidenciales de octubre, Dilma Rousseff, crecería en las encuestas en cuanto su candidatura se hiciera oficial. Y así ha sido. El Partido de los Trabajadores (PT) la consagró oficialmente el pasado 20 de febrero y la lanzó al ruedo político. Desde entonces, la ex guerrillera y ministra de la Casa Civil ha dado un salto en los sondeos con una subida de cinco puntos (28%) y se ha colocado a sólo cuatro del que seguramente va a ser su principal contrincante electoral, el socialdemócrata José Serra, actual gobernador de São Paulo (32%).

El PT, que aceptó la candidatura de Rousseff por imposición de Lula más que por convicción propia, ahora da saltos de alegría y comienza a confiar en que volverá a ganar las elecciones. Y la verdad es que la popularidad de Rousseff no sólo ha aumentado entre el electorado más pobre, fiel a Lula, sino que le ha quitado votos a su adversario en el sur rico, donde Serra es el gran favorito.

La oposición ha recibido como un jarro de agua fría la subida de Rousseff, sobre todo porque su aspirante aún no ha querido oficializar la candidatura. Serra es un político de larga carrera. Ha sido dos veces ministro, alcalde de São Paulo y ahora gobernador de dicho Estado. Fue derrotado por Lula en las presidenciales de 2002, pero en el segundo turno. El problema es que, si ahora se incorpora a la carrera presidencial y fracasa, perdería también la oportunidad de ser reelegido en São Paulo, donde disfruta de un apoyo popular parecido al de Lula a nivel nacional. Es decir, saldría de la vida política.

El ascenso de Dilma en las encuestas ha hecho que el opositor Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) se vea obligado a forzar a Serra a tomar una decisión cuanto antes. Lo ideal para el partido es que el joven Aecio Neves, actual gobernador de Minas Gerais, el segundo Estado con más votos del país después de São Paulo, aceptase optar a la vicepresidencia en la candidatura de Serra. Juntaría así los votos de dos Estados que, juntos, suponen casi la mitad del electorado. Neves, sin embargo, también aspira a ser candidato a la presidencia y por eso se hace el remolón. Tiene, además, la esperanza de que Serra pueda acabar renunciando a presentar su candidatura, a la vista de la subida de Rousseff; en ese caso, el PSDB forzosamente tendrá que lanzarle a él al ruedo electoral.

Este mes va a ser, pues, decisivo en lo que atañe a las elecciones de octubre, las primeras en 20 años sin Lula como candidato, aunque con una aspirante considerada su sombra. Para vencer, la oposición no puede presentar a su candidato como superior a Lula -al que los sondeos acaban de conceder un 73% de aprobación popular-, sino a Rousseff. Ésa será la gran batalla: no si Brasil será mejor con Serra que con Lula, sino si Serra, que brilla con luz propia, será mejor para el país que Rousseff, cuya luz proviene de su ex jefe y es en cierto modo una incógnita política, ya que nunca ha disputado unas elecciones.


Dora Kramer - Estadão online - link (aqui)



Intenção e gesto


A pesquisa Datafolha registrando as perdas (para José Serra) e os ganhos (para Dilma Rousseff) da pré-disputa eleitoral nos últimos dois meses não surpreendeu, mas abalou os nervos da oposição e deve alterar a agenda do PSDB para o mês de março.

O governador de São Paulo continua firme na decisão de só anunciar oficialmente a candidatura no início de abril, o que faz com que seus companheiros de partido antevejam um período de adversidades daqui até lá. Será uma travessia dura de aguentar, constatam.

Serra já sabia que as pesquisas apontariam o crescimento de Dilma e havia sido alertado que poderia mesmo haver um empate técnico. Ainda assim, no sábado, quando os números da pesquisa já circulavam dando conta da redução da dianteira do tucano para 32% e do aumento do porcentual da petista para 28%, o tucanato constatou que, se algo não for feito no campo da comunicação com a sociedade, na próxima pesquisa Dilma poderá passar à frente de Serra.

Esse "algo" teria também o objetivo de pôr um fim às especulações de que o governador desistiria da candidatura presidencial para concorrer à reeleição.

Essa hipótese está fora de cogitação na seara tucana. É disseminada pelo PT, por motivos óbvios, e, segundo identificou o PSDB, por lideranças do partido que ainda apostam na possibilidade de o governador Aécio Neves vir a disputar a Presidência.

Como antecipar o anúncio Serra não vai, o mais provável é que faça gestos no sentido de confirmar a candidatura, deixando claro que a data do anúncio não altera a decisão, já tomada, de se candidatar.

Que tipo de gesto? Por exemplo, semelhante ao feito no carnaval, quando Serra compareceu a camarotes em desfiles no Nordeste. Não o fez por amor a Momo, mas para marcar presença de candidato.

No PSDB a expectativa é de que o primeiro desses "gestos" seja feito nos próximos dias em Minas Gerais, durante a festa em comemoração aos 100 anos de nascimento de Tancredo Neves, avô do governador Aécio e sonho de consumo de 11 em cada 10 tucanos interessados na chapa puro-sangue.

Cautelosos, os correligionários de José Serra não ousam falar na possibilidade de o governador de Minas fazer a gentileza partidária de, na ocasião, dar algum sinal de que está viva a hipótese da composição dos dois em uma chapa e mortíssima a ideia de ser o candidato no lugar de Serra.

Não falam, mas torcem para que ocorra algo nessa linha.

Qualquer coisa para fazer frente à ofensiva governista, que, além da campanha de Lula, ainda teve a seu favor a realização do Congresso do PT com o lançamento da candidatura de Dilma Rousseff e o noticiário desfavorável ao PSDB por causa das enchentes em São Paulo.

Por mais que o partido procure manter a frieza e analisar os números com racionalidade face às circunstâncias, em disputas políticas desprovidas de conteúdo como as nossas, o que vale são as aparências.

Até agora, o que sustenta o ânimo da oposição é a dianteira de Serra a despeito da campanha explícita, diária e poderosa do presidente Luiz Inácio da Silva em prol de sua candidata.

Se Dilma assumir a liderança, o trunfo se perde. Ainda que não signifique uma representação real do cenário da campanha propriamente dita, isso tem influência na composição de alianças com partidos que compõem a base governista e não pretendem abdicar do posto seja quem for o presidente.



Pacto sinistro

Qual seria a opinião da combativa Dilma Rousseff se um presidente soi-disant de esquerda, de país democrático, autor de um plano de defesa dos direitos humanos que visitasse o Brasil durante a ditadura militar e ignorasse os presos e torturados, tripudiasse de suas agruras, para se confraternizar com o regime?

A dúvida não inclui o então sindicalista Luiz Inácio da Silva, que já se manifestou mais de uma vez sobre sua alienação a respeito do que se passava no País para além do ufanismo do "Brasil grande" em que a economia era celebrada e as liberdades, as garantias e os direitos civis ignorados.

Mal comparando, é mais ou menos como ocorre hoje em relação ao caráter excludente entre os conceitos de ética e governabilidade.

Refém do autoritarismo, prisioneira nos subterrâneos do arbítrio, a jovem militante Dilma teria todos os motivos para desconfiar da sinceridade dos propósitos democráticos do governante em questão.

Pois é exatamente essa semente da suspeição que Lula plantou nas mentes que tanto o admiram no plano internacional com as declarações desumanas que fez em Havana a respeito da greve de fome, da morte e em apoio ao tratamento que a ditadura cubana conferiu ao caso do dissidente Orlando Zapata.