quinta-feira, 4 de março de 2010
Morre Johnny Alf, um pioneiro da bossa nova - Estadão online - link (aqui)
Autor de clássicos da música brasileira tinha 80 anos e sofria de câncer na próstata
Lauro Lisboa Garcia, de O Estado de S. Paulo
Johnny Alf, em show no Sesc Vila Mariana, em 2009. Foto: Divulgação
SÃO PAULO - Johnny Alf vinha sofrendo com um câncer de próstata há mais de três anos e seu estado de saúde agravou-se desde segunda-feira. O cantor, compositor e pianista carioca morreu na tarde desta quinta, 4, no hospital Mário Covas em Santo André, na grande São Paulo, segundo informou seu assessor Nelson Valença. O enterro será nesta sexta, no cemitério do Morumbi, na cidade que adotou a partir da metade dos anos 1950. Seu último show foi em agosto de 2009, no Teatro do Sesi, em São Paulo, ao lado da cantora Alaíde Costa, sua grande amiga.
Veja também:
Programa especial de Ed Motta sobre Johnny Alf
Johnny Alf, nascido Alfredo José da Silva, na Vila Isabel de Noel Rosa (1910-1937), no Rio de Janeiro, no dia 19 de maio de 1929, Johnny Alf perdeu o pai, o cabo do Exército Antônio José de Almeida, quando tinha três anos. A mãe, a dona-de-casa Inês Maria da Conceição, passou então, por necessidades financeiras, a trabalhar como empregada doméstica. A família que deu o emprego a ela ajudou a criar o pequeno Alfredo e lhe deu condições de estudar. Mais tarde, por volta dos 9 anos, uma amiga dessa família, Geni Borges, o estimulou a aprender piano clássico.
Os estudos de música erudita ("mais Chopin do que Debussy") tiveram pouca influência depois, como o próprio Alf afirmaria anos mais tarde. O que mais teve impacto sobre sua criação artística foram os filmes musicais americanos que tinham trilhas sonoras assinadas por gente do porte de George Gershwin e Cole Porter. "Era o que me acendia aquela vontade interior de criar alguma coisa. Então, quando voltava do cinema sob aquele impacto, eu ia ao piano e fazia coisas com a influência do que tinha ouvido", disse.
Além do cinema musical, havia o jazz - e especialmente o trio do também pianista e cantor Nat King Cole o inspirou. Na música brasileira, os cantores Silvio Caldas, Orlando Silva e Dircinha Batista estavam entre seus prediletos. Ele também tocava Dorival Caymmi e sucessos do repertório de cantores requintados da época, como Lúcio Alves e Dick Farney. Dessa mistura de influências, surgiu o embrião da bossa nova que ele desbravou.
Johnny Alf adotou esse pseudônimo nos anos 40. Convidado a integrar um grupo artístico do Instituto Brasil-Estados Unidos, não demorou a ter o nome Alfredo reduzido para Alf por um professor. O Johnny veio por sugestão de uma colega norte-americana, "porque era um nome muito popular na terra dela". Bem que tentou mudar quando começou a se projetar na vida artística, mas o apelido já tinha ficado popular.
O ano de 1952 foi definitivo em sua carreira. Até então Alf se revezava nas funções de cabo do Exército, durante o dia, e cantor de boate, à noite. Entre seus admiradores na plateia estavam cantores como Nora Ney e Dick Farney e o capitão do Exército, Victor Freire. Este viria a se tornar seu amigo íntimo, parceiro (compuseram juntos Em Termos de Canção e Chegou o Momento) e maior incentivador, num período em que Alf se ressentia do desprezo da família adotiva por ter escolhido a música em vez de uma profissão de emprego seguro.
Foi por intermédio de Farney e Nora que ele iniciou a carreira profissional como pianista na Cantina do César, casa noturna de propriedade do radialista César Alencar. Victor Freire contribuiu levando-o a conhecer a atriz e cantora Mary Gonçalves, que acabara de ser eleita a Rainha do Rádio daquele ano. Foi assim que teve não apenas uma, mas quatro músicas suas gravadas pela primeira vez - O Que É Amar, Estamos Sós, Escuta e Podem Falar -, além de tocar piano no disco da cantora. A primeira gravação própria de Alf, Falseta, de sua autoria, saiu no lado B de um disco de 78RPM, que tinha De Cigarro em Cigarro (Luiz Bonfá) no lado A. Tudo isso aconteceu em 1952.
A formação do grupo que gravou as duas músicas - Alf (piano), Garoto (violão) e Vidal (contrabaixo) - era tão arrojada para os padrões da época quanto a concepção harmônica e melódica do samba Rapaz de Bem e do baião Céu e Mar, compostos no ano seguinte. Antes instrumentista, compositor e arquiteto brilhante de harmonias de movimentos surpreendentes, Alf também não tardou a impressionar como cantor. Como bem lembrou um notório admirador, o cantor Ed Motta, num programa de tevê em sua homenagem em 2005, Alf foi, "sem dúvida, o primeiro no Brasil a usar a voz como instrumento; a voz dele não era só a mensagem, a letra, mas também a melodia".
Primeiro registro significativo de sua carreira de mais de 50 anos e poucos títulos, Rapaz de Bem é considerado por especialistas como o primeiro disco de bossa nova, estilo que só adotaria essa nomenclatura em 1958 com o clássico Chega de Saudade (Tom Jobim/Vinicius de Moraes) pela voz e o violão de João Gilberto. A revolução silenciosa de Alf chegou ao grande público três anos antes, mas já tinha o aval de uma plateia privilegiada de shows desde 1953: os jovens bossa-novistas João Gilberto, Tom Jobim, Carlos Lyra, entre outros, que o tinham como grande ídolo.
Morando em São Paulo desde 1954 - com uma recaída bissexta pelo Rio em 1962, quando formou um trio com o baixista Tião Neto e o baterista Edison Machado -, Alf só lançou o primeiro LP, Rapaz de Bem, em 1961. Daí veio a consagração de outros de seus clássicos, Ilusão à Toa e O Que É Amar, que se tornariam obrigatórios em todos os seus shows. Além destas, outra que se destacou ao longo da carreira foi o bem-humorado choro Seu Chopin, Desculpe (do álbum Diagonal, de 1964), mas nenhuma repetiu o êxito de Eu e a Brisa, de 1967.
Morre aos 80 anos Johnny Alf, precursor da bossa nova - Folha Online - link (aqui)
04/03/2010 - 18h58
O cantor, pianista e compositor Johnny Alf morreu nesta quinta-feira (4). Ele estava internado em estado grave no hospital Mário Covas, em Santo André, na Grande São Paulo. Ele tinha 80 anos.
Johnny tratava um câncer de próstata há cerca de três anos na instituição. Um dos precursores da bossa nova, ele vivia em uma casa de repouso na cidade.
Segundo o empresário do cantor, Nelson Valencia, a metástase tinha avançado e os médicos haviam avisado que não havia mais nada que pudesse ser feito.
Johnny não tinha familiares. O velório deve ser amanhã de manhã na Assembleia Legislativa de São Paulo.
| Eduardo Anizelli/Folha Imagem | ||
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| O músico e compositor, Johnny Alf, posa para foto no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, em 2009 |
O bar e os acessórios

Loriblu
Sandalo gioiello color oro a tacco alto ricoperto di Swarowski
- Prezzo: 650,00 euro
- Website: it.loriblu.com
(Source - LeiWeb, it)
"La culture, un air de liberté qui rentre dans la prison" - Le Monde, fr - link (aqui)
Infographe
La jupe, une histoire décousue - Libération, fr - link (aqui)
03/03/2010 à 00h00
Interview
Plis . L’historienne Christine Bard fouille les dessous d’un vêtement symbole de la femme, entre soumission et émancipation.
Par CATHERINE MALLAVAL
Collection été 2008. Fashion week à Hong Kong. (REUTERS)
Elle a longtemps balayé les trottoirs, cachant des jambes que la décence recommandait de soustraire aux regards avant de remonter dans un vent de liberté au ras des fesses. Elle a des lustres durant nourri les fantasmes d’hommes dont les pupilles se dilataient à l’idée de voir dessous, avant que quelques mâles ne se mettent à revendiquer de la porter aussi…
Droite, parapluie, plissée ou portefeuille, la jupe est bien plus qu’un petit bout de tissu frivole. C’est un symbole dans lequel défile l’histoire des femmes, de leur soumission à un ordre masculin, puis de leur libération avant un XXIe siècle chahuté par des débats sur les identités de genre et les interdits vestimentaires.
Ce que soulève la jupe(identités, transgressions, résistances) (1), c’est ce qu’explore l’historienne au regard féministe Christine Bard dans cet ouvrage paru ce matin. Exercice de détricotage avec ce professeure d’histoire contemporaine à l’université d’Angers, plus portée sur le confort d’un pantalon large que sur la minijupe…
La jupe a-t-elle toujours été un vêtement féminin ?
La jupe a existé bien avant l’invention, au XIe siècle, du mot arabe «djoubba» qui désigne une sorte de robe que le prophète a portée. Selon les régions, elle était revêtue par les hommes ou par les femmes. Mais cela fait maintenant des siècles qu’en France, elle symbolise le genre féminin.
Ne symbolise-t-elle pas surtout une forme de domination masculine ?
Oui, la religion en est un des vecteurs. La Bible interdit (Deuteronome)aux femmes de s’habiller en homme et aux hommes de s’habiller en femme. En France, l’Eglise catholique s’est chargée de faire respecter cette loi morale. Jusque dans les années 60, un prêtre pouvait refuser la communion à une femme en pantalon. Les pouvoirs publics aussi, ont repris cette interdiction. Ainsi, en 1800, une ordonnance de la préfecture de police de Paris interdit aux femmes de s’habiller en homme (elle n’est d’ailleurs toujours pas abrogée).
Dans la volonté de différencier les sexes par le vêtement, il y a aussi une volonté d’introduire une hiérarchie. La mode féminine a longtemps créé à l’évidence des entraves au mouvement. Et si les cols durs n’étaient sans doute pas très agréables à porter, les hommes ont toujours porté des vêtements plus pratiques. Bref, le sexe dominant s’est octroyé des vêtements plus faciles à porter. Comme le pantalon qui symbolise le pouvoir. Ce n’est pas un hasard, si on dit porter la culotte…
La jupe, elle, a été valorisée sur le plan esthétique, érotique. La jupe masque, elle cache le sexe des femmes, a-t-on dit. Mais contrairement au pantalon, fermé et protecteur, c’est un vêtement ouvert, très ouvert, d’autant que pendant longtemps, les femmes n’ont pas porté de sous-vêtements fermés dessous, mais des jupons superposés. Les culottes étaient soit inexistantes soit largement fendues. La norme était l’ouverture totale. Symboliquement, on peut y voir l’accessibilité au sexe féminin. C’est seulement au début du XXe siècle que le sous-vêtement fermé se répand…
Quand les femmes ont-elles commencé à sentir l’envie de brûler leurs jupes ?
Ce ne sont pas les femmes, mais certaines femmes. Et il faut attendre la Belle Epoque pour qu’il soit vraiment question de réformer le costume féminin. Jupe ou pantalon, c’est grâce à des féministes comme Madeleine Pelletier (1874-1939) qu’on peut se poser cette question futile le matin. On peut également citer Hubertine Auclert (1848-1914), la première suffragette française, qui défend la Ligue des robes courtes (en fait des robes qui ne traînent pas sur le sol). L’incendie du Bazar de la Charité en 1897 a marqué les esprits. Sur les 116 victimes identifiées, 110 étaient de sexe féminin. Cet événement a lancé des réflexions sur la nature contraignante du vêtement féminin. Pour les féministes les plus radicales, c’est même devenu un argument en faveur du port du pantalon, qui a aidé les hommes à fuir plus rapidement. Enfin, un mouvement hygiéniste a également poussé, dès la fin du XIXe siècle, à réformer la garde-robe des femmes, en s’élevant contre la jupe, le corset, les talons hauts…
Bilan de cette Belle Epoque ?
Il est mitigé. La peur de l’indifférenciation des sexes freine les progrès. Il n’y a guère eu que la percée de la culotte de zouave pour monter à bicyclette et l’invention de la jupe-culotte également réservée aux activités sportives. Et c’est aussi à la Belle Epoque, en 1910, que Paul Poiret crée un redoutable vêtement pour les femmes. Il s’agit d’une robe fuselée resserrée dans le bas et retenue par une martingale intérieure nommée entrave. Sous le jupon, un dispositif serre les mollets pour empêcher tout déchirement du vêtement. Inutile de dire que la marche devait être restreinte. En témoigne l’écrivain Maurice Sachs qui raconte avec un sadisme tranquille : «J’ai suivi ce matin, dans la rue, une jeune femme qui portait une robe entravée. Elle avait une peur terrible, voulait courir, ne le pouvait pas, ne savait comment faire. Je me suis bien amusé.»
L’ourlet commence à remonter avant 1914. Un ourlet qui remonte fleure-t-il toujours bon l’émancipation ?
Tout ce qui fait reculer la pudeur, qui a servi au contrôle des femmes, est un signe d’émancipation. L’ourlet est vraiment raccourci pendant les Années folles (au genou en 1925). Plus tard, sous Vichy, on se souviendra de cette garçonne, personnification de la «décadence» qui a conduit à la défaite. Les années 50 continuent d’ailleurs de régler son compte à ce modèle de femme masculinisée. Dior parlera d’ailleurs de «reféminiser» la femme…
Quand la minijupe débarque au milieu des années 60 est-ce l’aboutissement d’une libération ?
C’est très clairement ce que pensent celles qui la portent. Il a toujours été plus facile de montrer sa poitrine que ses jambes et ce, dès le Moyen Age et ses nudités de gorge… Mais les jeunes femmes se libèrent aussi en portant des pantalons dont le triomphe coïncide avec celui de la minijupe. On en a déjà vu à la plage dans les années 20, mais il a vraiment cessé d’être un symbole de masculinité dans les années 60. Au fond, ce que souhaitent les femmes c’est s’habiller comme elles veulent. En jupe ou en pantalon. Ce n’est pas toujours possible aujourd’hui encore dans certaines professions. Les hôtesses de l’air d’Air France, qui réclamaient le droit au pantalon depuis 1968, ont dû attendre 2005, au motif qu’elles portaient l’image de la France. Comme si la jupe était une part de la francité…
On peut encore imposer le port de la jupe ?
Oui, le droit du travail (article L.120-2) le permet à condition que l’employeur en justifie clairement les raisons. Typiquement, sont concernés les métiers où les femmes sont en contact avec le public, comme les vendeuses. Et de façon plus générale, toutes ces entreprises qui, à la manière américaine, donnent à leurs salariées une tenue modèle, pour créer une certaine image de leur boîte. C’est la tendance actuelle. Et l’on peut s’attendre à un regain de pression sociale pour imposer la jupe.
Et en politique ?
Jusqu’en 1980, les députées n’étaient pas admises en pantalon à l’Assemblée nationale. C’était du moins l’usage que faisaient scrupuleusement respecter les huissiers. Cette année-là, la députée communiste Chantal Leblanc, refoulée à cause de son pantalon, proteste et obtient gain de cause. Des années plus tard, si l’on regarde la photo du gouvernement en 2007, les ministres sont presque toutes en pantalon. Cela contraste avec l’ultraféminité de Ségolène Royal, qui joue la différence. En gros, alors que les autres cherchent à neutraliser leur genre, et à déjouer la sexualisation, elle joue la carte de la féminité, et c’est risqué…
Ironie de l’histoire, pouvoir porter une jupe est aujourd’hui devenu une revendication des Ni Putes ni soumises…
Oui c’est parfois un acte militant, une manière de défendre un «droit à la féminité» alors que dans le même temps l’association s’est prononcée contre le port du voile. Une position qui a d’ailleurs été mal comprise par les jeunes, qui sont plutôt en faveur de l’absence d’interdits vestimentaires. En tout cas, il faut bien reconnaître qu’à partir des années 2000, les jeunes filles ont renoncé à la jupe dans les collèges. Et pas seulement dans les cités. En gros, la jupe est devenue un danger, un signe de disponibilité sexuelle, avec une équation jupe = pute. Comme si la féminité était une provocation sexuelle permanente. Au fond, comme si les filles devaient faire oublier qu’elles sont des filles. Ainsi s’est créée «la journée de la jupe et du respect» à l’initiative d’une association rennaise en 2006 qui, au lycée d’Etrelles, ne fait pas l’éloge de la jupe, mais en profite pour parler de sexualité, de violence entre filles et garçons…
Des hommes réclament de pouvoir eux aussi porter une jupe. Un gag ou une vraie revendication d’égalité des sexes ?
Cela n’a rien d’une blague. En dépit du machisme et de l’homophobie de certains, je crois que la jupe pour hommes a toutes ses chances. C’est même une tendance qui devrait se confirmer parce que les codes de genre sont moins rigides. Beaucoup d’hommes aspirent à montrer davantage leur corps, à l’érotiser. Et à conquérir de nouvelles libertés. La jupe pour homme n’est pas seulement un symbole politique d’égalité mais aussi une envie de pouvoir varier les plaisirs. C’est pourquoi je défends la mixité de la jupe, et me méfie du droit à la féminité, qui peut se transformer en devoir de féminité. En revanche, militer pour le droit à la parure sans distinction de sexe ou de genre est une des manières d’en finir avec le régime vestimentaire bourgeois hérité du XIXe siècle.
(1) Editions Autrement, en vente dès aujourd’hui.
La Porsche 918 dans tous ses états - Le Figaro, fr - link (aqui)








Le constructeur allemand dévoile, au salon de Genève, son interprétation de l’hybride sur un supercar ébouriffant.
Porsche 918, l'éblouissante ordonnance verte du Dr. PorschePar
Jacques Chevalier

(DR)
Le constructeur allemand dévoile au salon de Genève son interprétation de l'hybride sur un supercar ébouriffant.
Plus de 700 chevaux et 70 grammes de CO2, soit une consommation moyenne de 3 litres aux 100 km, le supercar de Porsche, baptisé 918, bouleverse au Salon, de Genève les idées reçues du monde automobile. La puissance n'est plus nécessairement un handicap pour l'environnement et, dix ans après la naissance de la Carrera GT et quarante ans après les exploits de la 917 en circuit, la 918 vient rappeler à Genève la singularité du bureau d'études Porsche.
Aux côtés du nouveau Cayenne, lui aussi doté d'un hybride rechargeable, et d'une 911 GT3 à récupération d'énergie mécanique, la 918 frise l'extravagance avec son châssis carbone repris de la GT, son V8 de 500 ch hérité du Spyder de course et ses deux moteurs électriques, un par essieu ajoutant 218 ch encore. L'unité arrière fournit sa puissance par l'intermédiaire de la boîte double embrayage à sept rapports, alors que son homologue à l'avant est à entraînement direct.
En mode tout électrique, la batterie lithium-ion de la 918 autorise 25 km d'autonomie et peut être rechargée sur le réseau. Écologiquement correct. On imagine sa large contribution à l'homologation d'une consommation qui serait déjà record pour une petite citadine, la Porsche se révélant bien sûr plus vorace si l'on exploite les 9 200 tours du V8.
Sur le grand Nürburgring, la 918 pesant 1 490 kg est passée sous les 7 minutes 30, soit plus vite que son aînée, la Carrera GT ! Officiellement, elle n'est pas à vendre, mais quelques bons de réservation ont déjà été remplis par les connaisseurs qui ne doutent pas un instant de sa commercialisation.
Pupazzo di neve "scandaloso": la polizia del New Jersey ordina di coprirlo - Route 66, Corriere Della Sera, it - link (aqui)
03/03/2010
NEW YORK - Incredibile ma vero. La polizia di Rahway, un quartiere in prevalenza italo-americano del New Jersey a meno di un'ora da Manhattan, ha obbligato una famiglia a “coprire” il pupazzo di neve che aveva costruito in giardino dopo il reclamo – anonimo - di una vicina di casa che l'aveva denunciato come “pornografico” ed “offensivo”.
Con l’aiuto del marito e dei figli, Maria Conneran aveva cercato di 'scolpire' la Venere di Milo nel retro della sua casa lungo il Colonia Boulevard. “Siamo dei patiti di storia dell’arte”, racconta la donna, “e dopo le abbondanti nevicate della scorsa settimana ci siamo divertiti un sacco a ricreare una delle nostre statue preferite”.
Ma lunedì scorso l’agente Dominick Sforza ha bussato alla porta della loro casa. “Si è scusato molto”, ha raccontato la donna ad una stazione tv locale, “ma poi ci ha invitato senza mezzi termini a coprire la statua perché i vicini avevano protestato".
E’ stato a questo punto che la Conneran, non senza una punta di ironia, ha deciso di coprire il pupazzo di neve con una mise sexy da spiaggia: pareo blu e top di un bikini verde. Pare comunque che la misteriosa vicina abbia tirato un sospiro di sollievo quando la temperatura ieri è aumentata e la 'scandalosa' Venere si è sciolta.
Pubblicato il 03.03.10 16:06 |
Balducci, festini e prostituzione maschile Il Vaticano caccia il corista nigeriano - Corriere Della Sera, it - link (aqui)
INCHIESTA G8, l'avvocato coppi: «cose che non c'entrano nulla»
Chinedu Thiomas Ehiem era indicato nell'indagine quale procacciatore di incontri omosessuali per Balducci
MILANO - Il corista nigeriano della Cappella Giulia, Chinedu Thomas Ehiem, indicato nell'indagine quale procacciatore di incontri omosessuali per Angelo Balducci, l'ex numero uno del Consiglio superiore dei lavori pubblici arrestato per corruzione nell'ambito dell'inchiesta G8, «non è un religioso, né un seminarista» e, comunque, è stato allontanato dal coro. Lo hanno precisato fonti della Santa Sede, che in serata hanno reso noto che Balducci sarà cancellato dall'elenco dei membri della Famiglia Pontificia nel quale compare come gentiluomo. 
Angelo Balducci (Ansa)
L'INTERCETTAZIONE - Il Corriere della Sera in edicola pubblicava un passo delle intercettazioni dell'inchiesta relativa ai rapporti tra Ehiem e Balducci: «In un capitolo dell’informativa i carabinieri evidenziano come "l’ingegner Balducci, per organizzare incontri occasionali di tipo sessuale, si avvale dell’intermediazioni di due soggetti che si ritiene possano far parte di una rete organizzata, operante soprattutto nella capitale, di sfruttatori o comunque favoreggiatori della prostituzione maschile". Su questo è stata avviata un’indagine parallela che si concentra sull’attività di Thomas Ehiem, un giovane nigeriano che nelle telefonate afferma di far parte del coro di San Pietro «e all’anagrafe di Roma è indicato come "religioso"». È lui a offrire le prestazioni dei ragazzi, soprattutto stranieri, in cambio di soldi e piccoli favori. L’altro intermediario indicato nella relazione investigativa è invece Lorenzo Renzi, anche lui residente nella capitale».
L'AVVOCATO DIFENSORE - Sulla vicenda è intervenuto anche Franco Coppi, l'avvocato difensore di Balducci: «Nel corso dell'interrogatorio non abbiamo parlato di vicende private, ma è una vergogna che vengano pubblicate sui giornali cose che non c'entrano nulla con l'inchiesta. Quando abbiamo visto insieme a Balducci gli articoli c'era quasi da ridere: siamo pronti ad azioni legali». Coppi ha parlato al termine dell'interrogatorio di garanzia durato oltre due ore nel carcere di Regina Coeli a Roma. In merito ad alcuni articoli apparsi sui giornali Coppi ha poi aggiunto che «non si può dire qualsiasi cosa a ruota libera solo perché una persona si trova in carcere».
«DEPRESSO E STRANIATO» - La condizione fisica di Balducci intanto desta qualche preoccupazione. «Solo da oggi ha potuto leggere i giornali: mi è sembrato particolarmente depresso, quasi estraneo a quanto gli accade intorno» ha raccontato il deputato Melania Rizzoli, capogruppo Pdl alla commissione d'inchiesta su gli errori in campo sanitario, che lo ha incontrato a Regina Coeli. «Balducci rifiuta le visite anche se qualche reazione positiva l'ho colta nella soddisfazione per l'interrogatorio reso ai magistrati proprio nella giornata odierna».
DE SANTIS - Fabio De Santis, intanto, durante le tre ore di interrogatorio davanti al gup di Milano che lo ha sentito per rogatoria dell'ufficio gip di Perugia, ha detto di non aver «svolto alcuna funzione di aggiudicazione degli appalti né per i Mondiali di nuoto né per le celebrazioni per i 150 anni dell'Unità d'Italia». Per quanto riguarda il G8 De Santis ha aggiunto che «il mio incarico è stato di durata molto breve e in ogni caso ho invitato a partecipare 25 aziende». Si trattava dell'interrogatorio di garanzia per l'ex funzionario della Protezione civile nell'ambito dei nuovi atti istruttori eseguiti anche per l'imprenditore Diego Anemone e dei funzionari pubblici Angelo Balducci e Mauro Della Giovampaola raggiunti sabato scorso da una seconda ordinanza di custodia cautelare in carcere disposta dal gip di Perugia Paolo Micheli nell'ambito dell'inchiesta sugli appalti per i cosiddetti Grandi eventi. I quattro vennero arrestati, con l'accusa di concorso in corruzione, nell'ambito dell'indagine avviata dai pm di Firenze e dopo il coinvolgimento dell'ex magistrato romano Achille Toro e la trasmissione degli atti a Perugia, i pm Federico Centrone, Sergio Sottani e Alessia Tavernesi hanno chiesto e ottenuto dal giudice Micheli una nuova ordinanza di custodia cautelare in carcere che ha sostituito quella precedente. In particolare De Santis ha risposto alle domande sugli appalti per la cosiddetta «caserma dei marescialli» di Firenze spiegando che il suo operato era quello di far risparmiare soldi alla pubblica amministrazione.
Redazione online
03 marzo 2010(ultima modifica: 04 marzo 2010)
Carolina Herrera dedica a Londres su nueva colección - Vanitatis, es - link (aqui)

Nueva colección de accesorios basados en Londres
Carolina Herrera acaba de inaugurar una lujosa tienda en Londres, situada nada más y nada menos que en el céntrico 120 de Mount Street, muy cerca del famoso Big Ben. Este establecimiento pretende convertirse en un punto de referencia para el universo de la marca a nivel internacional. Por este motivo, la diseñadora venezolana ha creado una colección de complementos muy especial que tiene como protagonista a la capital británica. Se trata de la línea 'Mount Street Collection'.




@Laura S. Lara - 04/03/2010Carolina Herrera acaba de inaugurar una lujosa tienda en Londres, situada nada más y nada menos que en el céntrico 120 de Mount Street, muy cerca del famoso Big Ben. Este establecimiento pretende convertirse en un punto de referencia para el universo de la marca a nivel internacional. Por este motivo, la diseñadora venezolana ha creado una colección de complementos muy especial que tiene como protagonista a la capital británica. (Ver álbum)
La bandera de Inglaterra, la Union Jack, ondea con mucho glamour en varios de los bolsos más conocidos de la firma. En el caso del Andy Bag, la fachada de esta nueva tienda londinesa aparece serigrafiada sobre la tela, generando un diseño de lo más exclusivo.
Las Phone boxes (las cabinas de teléfono rojas típicas de esta ciudad), los autobuses de dos plantas, el metro o underground londinense, los soldados de cambio de guardia… Carolina Herrera ha recuperado todos y cada uno de estos símbolos emblemáticos de Londres y les ha aportado su personal estilo para generar una línea de accesorios únicos que estarán a la venta en todas sus tiendas.
Con el nombre de Mount Street Collection, esta fascinante línea de bolsos customizados para la ocasión, llamativas pulseras a juego con sus collares y lujosos llaveros, pone Londres a nuestro alcance de una manera original y muy atractiva.
Esta nueva tienda de Carolina Herrera, supone un paso más en el crecimiento internacional de la firma controlada por el grupo catalán Puig, que hoy en día cuenta con una red de 48 establecimientos, además de 152 corners a través de la enseña CH. Este espacio recientemente inaugurado por la propia Carolina Herrera y su hija, está situado estratégicamente en pleno corazón de la moda y también de Reino Unido, y forma parte de la veintena de aperturas previstas por la empresa para este año. A pesar de centrar gran parte de las mismas en Estados Unidos, Puig (líder mundial dentro del sector de la perfumería y propietario también de las marcas Nina Ricci y Paco Rabanne) continúa teniendo muy en cuenta su territorio natal, Europa.
El 'anti-perfume' de Serge Lutens - Vanitatis, es - link (aqui)

Katia Rocha - 04/03/2010
Serge Lutens es un creador de belleza. Un renacentista que ha triunfado en muchas artes. Su imagen de inaccesibilidad y misterio, al igual que sus productos, no son leyendas urbanas. Sus creaciones son un lujo, objetos de culto muy deseados.
Serge Lutens comenzó inventando cortes de pelo, después maquillajes, ha hecho fotografías a sus modelos que han sido expuestas en los mejores museos del mundo, ha realizado cortometrajes de cine, campañas publicitarias, con él se inventó la profesión del 'creador de maquillaje', ha lanzado fragancias muy puras, tiene su propia meca del lujo en París… y todo lo que hace, lo hace con una sensibilidad muy especial.
La novedad en este mes de marzo, que ha salido a la venta esta semana, es su ‘anti-perfume’: L’Eau Serge Lutens. El olor de esta agua de colonia tan particular es expansivo, puro y radiante. Es como un soplo de aire limpio y fresco. Realmente es una ruptura con el sistema actual de perfumarnos y con todos sus perfumes anteriores. Las notas e impresiones pretenden crear la sensación duradera de llevar una esencia limpia y no un perfume. La intención no es suplantar un perfume sino contribuir a recuperar el placer original de llevar una fragancia.
Este L’Eau es la respuesta de Serge Lutens a un mundo sobrecargado de fragancias. Los ingredientes son un secreto pero sí que se aprecian algunas notas cítricas que crean la ilusión de frescura durante muchas horas. Es una sensación similar a vestir una camisa blanca recién lavada. Lutens afirma que la limpieza es el punto de partida del lujo y define esta fragancia como el “jabón más caro del mundo”. Obviamente no sustituye a una buena ducha, pero si ayuda a prolongar la impresión de frescura.
Una vida llena de éxitos
Es interesante conocer algo más la vida de este gran creador pero muy difícil resumir todos sus logros. En 1942 nacía en Lile, al sur de Francia, Serge Lutens, aunque él afirma que pasó su infancia en otro planeta. Con 14 años comenzó como aprendiz de peluquero. Su savoir-faire le hace destacar especialmente con un corte de nuca despejada y pelo “tazón”. Maquilla y peina a sus amigas y clientas a las que retrata con una Kodak instantánea.
Con 21 años, en 1963, se marcha a París sin apenas dinero y logra que le reciba la directora de Vogue Francia a la que le entusiasmaron las fotografías de sus amigas y clientas. Tres días más tarde le hacen responsable del maquillaje, peinados y accesorios del especial de Navidad.
Durante cinco años trabajó para las revistas más importantes. En 1968, Christian Dior le contrata para crear una línea de maquillaje convirtiéndose de este modo en el primer Director de Colorido, profesión hasta ahora inexistente y que equivale a los actuales Directores de Creación de Maquillaje.
En 1972, sus fotografías Make Up Art se exponen en el Guggenheim de Nueva York, en el Van Gogh de Ámsterdam, en el Bellas Artes de Caracas… Años más tarde realizó dos cortos cinematográficos que se presentaron en los Festivales de cine de Cannes, Berlín y Venecia.
Con 38 años, en 1980, Shiseido, confía a Serge Lutens la creación de su imagen internacional así como la realización de sus colores y productos de maquillaje. Más tarde, crea la identidad visual del grupo junto con un primer perfume de nombre Noir, mitad negro brillante, mitad negro mate, que fue un hito. En 1989 concibe para Shiseido una nueva línea de maquillaje y es un año después cuando imagina Feminité du Bois (La Feminidad de la madera), que inaugura un nuevo genero olfativo ya que, hasta entonces, no se habían utilizado las esencias amaderadas para la mujer. Este perfume está considerado uno de los 20 mejores de la Historia por la Academia Francesa del Perfume.
Para vender Feminité du Bois, Serge Lutens pide a Shiseido crear, bajo los soportales del Palacio Real, un lugar único: Les Salon du Palais Royal en París. Este lugar fue creado para ser una tienda en la que sólo se vendería este perfume. Un espacio precioso pero atípico, en el que los productos no se exponen.
Entre 1992 y 1997 empieza a componer su perfumería de autor. Nacen seis aguas amaderadas y después una sucesión de perfumes con nombres evocadores: Ambre Sultan, Rose de Nuit, Iris Silver Mist….Todas sus creaciones llevan un sobrenombre y una explicación. Son fragancias muy puras con tan sólo unas 20 notas y que se vendían exclusivamente en su salón de Paris. Aromas tanto para hombre como para mujer. Pero no unisex.
Dado el éxito de sus perfumes, en el año 2000 se crea la firma Serge Lutens para así distribuir sus productos más allá de los Salones del Palacio Real. Aunque su distribución pasa a un nivel internacional, continúa siendo muy selectiva. Un año mas tarde de la creación de su propia marca recibe su primer premio Fifi (los Oscar de la perfumería), galardón que vuelve a obtener en las tres ediciones posteriores.
En el 2005, sus fragancias llegan a España y se comercializan en muy selectos puntos de venta.
“Un universo de fragancias exclusivas donde encontrarse a sí mismo”. Actualmente, Les Salon du Palais Royal en París, que en principio fue una locura impensable, es un lugar de peregrinaje para los fieles de Serge Lutens. Tanto los perfumes como su propia línea de maquillaje (compuesta tan sólo de los básicos que una mujer debería tener) son mostrados en su tienda con guantes negros, como una joyería exhibiría sus piezas más valiosas. Serge Lutens es lujo porque, como diría él: “Tratarse a uno mismo con artículos de lujo es un placer sumamente personal”. Tan personal como sus perfumes.
NUEVO VOLVO S60 A la venta desde 31.813 euros - El Confidencial, es - link (aqui)
@Carlos Cancela.- 04/03/2010
El Volvo S60, la última gran novedad de Volvo que acaba de ser presentado en Ginebra, ya tiene precios oficiales. El punto de partida en la gama en gasolina es el 2.0 T con el acabado Kinetic y con el cambio manual que tiene un precio recomendado de 32.916, mientras que el S60 más barato es el equipado con el motor D3, el diesel de 163 caballos, cuyo precio final es de 31.813 euros. Con este acabado Kinetic el sobreprecio del cambio automático es de otros 2.030 euros.
La gama del nuevo S60 se estructura en base a cinco versiones de motor, a tres acabados y dos cajas de cambio. En cuanto a versiones de motor, en gasolina hay dos alternativas, el 2.0 Turbo con tracción delantera y 203 caballos y por encima el T6 que emplea la tracción 4x4 y cuya potencia es de 304 caballos.
En el apartado de gasóleo se ofrecen dos motores, el D3 con 163 caballos y por encima el D5 con 205 caballos. Este último puede ir asociado a una caja manual o a la automática de seis marchas.
Y en cuanto a terminaciones, el punto de partida es el Kinetic, por encima encontramos el Momentum, y como tope de gama el Summum. El sobreprecio para el acabado Momentum está sobre los 2.200 euros, mientras que para el acabado Summum hay que añadir unos 4.500 euros con respecto a los de la versión Kinetic de acceso a la gama.
S60 D3 Kinetic, 31.813 euros
S60 2.0 Turbo Kinetic, 32.916 euros
S60 D5 Kinetic, 35.993 euros
S60 D3 Kinetic Aut, 33.841 euros
S60 2.0 Turbo Kinetic Aut., 35.028 euros
S60 T6 AWD Kinetic Aut., 45.001 euros
S60 D5 Kinetic Aut. , 39.596 euros
SALÓN DE GINEBRA La gran cita del automóvil - El Confidencial, es - link (aqui)
Pulse sobre la foto para ver el album especial de la crucial cita suiza.
@Carlos Cancela (Ginebra).- 04/03/2010
Nadie diría, tras visitar el Salón del Automóvil de Ginebra, que las economías occidentales viven una de las peores crisis económicas de los últimos tiempos. Todos los fabricantes han echado un órdago y se han presentado en Suiza con sus mejores galas, como si el sector viviera su particular edad dorada.
Las novedades han ido desde los coches más pequeños del mercado, como el Opel Corsa, hasta los grandes deportivos, como el Bentley Continental Supersports Cabrio, pasando por vehículos todoterreno como los nuevos Volkswagen Touareg o Porsche Cayenne. Un sinfín de vehículos de gran producción que marcarán el panorama del automóvil de los próximos años.
Lo más destacado en esta muestra han sido las reducciones de consumos y de emisiones de los vehículos que todos los nuevos modelos anuncian. Los sistemas que apagan el motor en las detenciones, las mejoras en la aerodinámica o las cajas de cambio más eficientes han permitido que el carburante de más de sí. Y por supuesto, también la eficiencia de los propios motores de combustión.
Un detalle a destacar es el nuevo sistema de “navegación a vela” que Porsche incorpora en su nuevo Cayenne Hybrid. Este sistema permite, cuando no se va acelerando y las condiciones lo hacen posible, que el motor de combustión se apague automáticamente. Y esto puede ocurrir hasta a 120 km/h. Con ello se evitan ruidos y contaminación. Debe ser una sensación similar a la del vuelo sin motor.
Pero sin duda la apuesta fuerte en Ginebra ha sido la de los vehículos eléctricos. Todas las principales empresas de alquiler de vehículos a motor ya han anunciado su intención de empezar a alquilar coches eléctricos este mismo año 2010 o a comienzos de 2011. Por un lado, Nissan será el principal suministrador de Hertz, mientras que Renault hará lo propio con Europcar y con Avis. Y los demás están cerrando acuerdos similares.
Los coches híbridos también son protagonistas en la muestra suiza. Hasta el punto que Ferrari ha presentado una versión de este tipo y de menor consumo de su modelo estrella, el 599. Un deportivo extremo pero que permite una pequeña reducción del consumo de carburante.
Mucho más eficientes parecen ser los Volkswagen Touareg y Porsche Cayenne. Este último anuncia un consumo de 8,2 litros en ciclo combinado para un vehículo de prestaciones deportivas y 380 caballos de potencia máxima. Y sobre todo un vehículo grande y pesado, que gracias a la hibridación se muestra menos glotón.
Entre los modelos compactos con esta tecnología híbrida quizá el que más ha llamado la atención ha sido el Lexus CT200, la apuesta compacta del fabricante japonés de coches de lujo. Este modelo representa una nueva gama para Lexus y también un vehículo de gran volumen de ventas, algo que sus concesionarios agradecerán. Además, con la gran experiencia de la marca en el mundo de los vehículos híbridos, el éxito está asegurado. Otro representante de este segmento, igualmente importante es el Toyota Auris, también disponible en su nueva generación con esta motorización. En cualquier caso, ha habido una gran oferta de este tipo de vehículos.
Por supuesto también había coches eléctricos de verdad, 100% eléctricos y sin necesidad de motor térmico. De ellos el quizá el más llamativo es el concept IB-e de Seat, un vehículo de dimensiones de un compacto, pero con un aspecto muy deportivo por ser muy bajo y con una gran anchura de sus ejes.
Y entre todo lo que había en Ginebra la gran sopresa ha sido el Porsche 918 Spider, un concept de vehículo deportivo con motor de 500 caballos, pero al mismo tiempo híbrido y enchufable. Pero sobre todo un coche precioso.
Comencemos con el análisis marca por marca de las novedades.
Alfa Romeo
Alfa Romeo, en un amplio stand ofrecía como gran novedad el Giulietta, el sustituto del actual 147. El modelo, que llegará al mercado el próximo mes de abril tiene visto en realidad un aspecto realmente increíble. Además, hablando con alguno de los responsables de la marca nos hablan de un comportamiento realmente increíble. Sin duda otro coche interesante a probar y del que ya les contaremos las sensaciones al volante. Y también nuevas versiones de su último gran lanzamiento, el Mito.
Para Aston Martin la novedad más destacable fue sin duda el Cygnet en una versión que sigue denominándose concept pero ya casi definitiva de producción. Como ya les hemos contado en alguna ocasión se trata de una versión muy especial, muy exclusiva y también muy cara pero basada en el Toyota iQ. Se habla de 24.000 euros de precio aunque esto no he podido confirmarlo.
En el stand de Audi había muchas novedades, como el nuevo A8 o el RS5, pero sin duda lo más destacable era el pequeño A1, el vehículo que se lanza para rivalizar con el Mini.
Bentley ha presentado en Ginebra su nuevo Continental GTC Supersport en versión Cabrio. Un vehículo que equipado con el motor W12 biturbo de 630 caballos se convierte en el coche descapotable más rápido del mercado entre los vehículos de producción. Un capricho, elegante, capaz de acelerar de 0 a 100 km/h en 4,2 seg.
Y para hacer un guiño a la ecología emplea el sistema Flex-Fuel que permite usar bioetanol como carburante. Y tampoco emplea madera y cuero en su interior, que para mantener su grado de calidad y exclusividad es de Alcantara y fibra de carbono.
En Bugatti, la oferta se centraba en el Veyron en su versión descapotable. Desde la marca se nos ha comentado que ya se han vendido 250 unidades del Continental GT en sus diferentes versiones con el motor de 1001 caballos y que sólo quedan 50 para completar la serie.
En cuanto al Galibier o berlina de cuatro puertas, todavía sin una decisión final sobre su producción, todo a punta a que finalmente sí se hará. En Ginebra hemos podido ver una unidad del Concept que ya rueda y perfectamente terminado. Además, cuando termine la producción del Veyron Bugatti quedaría nuevamente en el dique seco, y eso no parece tener mucho sentido.
Cadillac mostraba en primicia europea el CTS Coupé, un vehículo con un estilo y una personalidad bien marcada y cuya motorización es un propulsor de gasolina de inyección directa con 309 caballos.
Para BMW la muestra suiza ha sido el mejor escaparate. Desde los nuevos Serie 5 (excepto la versión Touring que se presenta en Leipzig), o los nuevos Serie 3 coupé y cabrio. Pero igualmente se presenta el nuevo X5 y el concept ActiveHybrid basado en la Serie 5. Y también la versión más potente del Z4.
Chevrolet
En el stand de Chevrolet lo más destacable era el Concept Aveo RS que adelanta la nueva generación del modelo y el Orlando, un prototipo que dará lugar al monovolumen compacto de la marca que estará a la venta a comienzos de 2011, justo cuando comienza la celebración del centenario de la marca.
Importante en el stand de Citroën el DS High Rider, un concept que adelanta detalles del aspecto exterior de la nueva generación del C4. Y por supuesto también el DS3 Racing una serie limitada a 1000 unidades del DS3 en su versión más deportiva que ha sido desarrollada por el departamento de competición de Citroën.
Para Dacia su gran novedad fue el Duster, el primer vehículo 4x4 del fabricante de origen rumano. Un vehículo que combina el carácter de todocamino con ciertas posibilidades fuera del asfalto con un precio muy ajustado, lo que le puede convertir en un coche perfecto para su uso en zonas rurales. Un vehículo que en su versión 4x1 estará por debajo de los 12.000 euros y que puede ser una buena alternativa.
Ferrari
En el stand de Ferrari, junto a todo el resto de la espectacular gama de la marca italiana una variante híbrida del 599 que demuestra que hasta los fabricantes de deportivos están involucrados en la reducción de emisiones.
Para Fiat, sus modelos estrellas serán los nuevos Bravo y Sedici recién presentados, pero igualmente habrá novedades dentro de la gama del pequeño 500 como la incorporación de un motor bicilíndrico con tecnología Multiair.
El protagonista en el stand de Ford fue el nuevo Focus, un vehículo ya visto en el pasado Salón de Detroit que avanza lo que será el nuevo compacto de la marca del óvalo a partir del año 2011. Además, también se pudo ver el nuevo C-Max en sus versiones de 5 y 7 plazas. Y por supuesto estuvieron también allí los nuevos Galaxy y S-Max, los vehículos más familiares de la marca.
Para Honda lo más destacable ha sido el nuevo CR-Z, un vehículo que combina su carácter híbrido con las prestaciones y la estética de un deportivo. El exhibido en Ginebra corresponde a la versión europea que se venderá a finales de mayo.
Lo último de Jaguar fueron las nuevas versiones del XKR con una mayor personalización y las nuevas motorizaciones en la gama del XF. Pero sobre todo, se ha podido ver el nuevo buque insignia de la marca, el XJ. Un coche realmente espectacular. En nuestro traslado desde el aeropuerto llevábamos delante uno, y de verdad su aspecto me dejó impresionado.
En el stand de Hyundai junto al ix-35 quye en breve comenzraá su venta en España, versuiones de bajo nivel de emisiones y sobre todo el i-flow, un concpeto que marca el futuro diseño de modelos grandes de la marca.
En Infiniti sin duda la noticia era la llegada de motores diesel, que primero estarán en los modelos todocamino EX y FX y que luego llegarán a la berlina M.
Para Jeep pocas novedades, a la espera de los cambios con la toma de poder por parte de Fiat. De momento dos versiones especiales del Wrangler.
Kia
En el stand de Kia, una marca muy activa desde el comienzo del año, la gran novedad fue el nuevo Sportage que no llegará hasta el otoño. En lo que va de año Kia ha lanzado al mercado el cee’d renovado, el Venga entre los monovolúmenes de dimensiones reducidas y el nuevo Sorento, un eficiente y lujoso todocamino.
En Lamborghini, un esapectacular Gallardo en su versión “Superleggera”, la más ligera y deportiva del modelo italiano.
En el stand de Lexus sin duda uno de los vehículos más esperados y buscados del salón de Ginebra, el CT200h, la versión definitiva de producción del compacto de Lexus. Un coche que supone una notable ampliación de la gama del fabricante japonés al ser un modelo que compite en un mercado de muchas ventas. También se pudo ver en directo el nuevo superdeportivo de la marca, el LF-A, del que se venderán en España tan solo 3 o 4 unidades.
Lotus es una marca de la que siempre les mantengo informados porque me parece que hace vehículos interesantes, divertidos y muy exclusivos, pero a precios razonables. En Ginebra se mostró una versión híbrida del Evora. Y sobre todo una renovación (restyling) del Elise que lleva 15 años en el mercado en esta versión.
Mazda es una de esas marcas que ha tirado la casa por la ventana en la muestra suiza. En Ginebra mostraba los nuevos Mazda5 y Mazda6, además de una versión 20 aniversario de su modelo más carismático, el MX5.
Mercedes
Interesantes novedades en el stand de Mercedes. Lo más llamativo, sin duda, el F800 Style un concept muy espectacular que adelanta las líneas de las berlinas del futuro para la marca de la estrella y en concreto el nuevo CLS. Este vehículo puede llevar un sistema híbrido enchufable o como alternativa un sistema de pila de hidrógeno con un motor eléctrico de 136 caballos en el eje posterior. También se pudo ver el Clase E en su versión Cabrio. Y el espectacular SLS que pronto comenzará sus entregas en Europa. Y a nivel de tecnología, la marca alemana presentó el Clase E Bluetec Hybrid, el primer vehículo híbrido con motor diesel que en Mercedes están ultimando. Y varias versiones de bajo consumo de sus gamas.
Un Salón importante para Mitsubishi ya que a toda su gama ya renovada del mundo del todoterreno, el Outlander, el Montero y el pick-up L200 añade el todocamino compacto. Se trata del ASX, un vehículo que viene a competir dentro del segmento del Ford Kuga o el Nissan Qashqai. Estará a la venta en mayo.
Y en Mini la versión 4x4 del modelo que supone la cuarta versión de carrocería de un coche que sigue de plena moda. En Ginebra se mostró además una pequeña renovación de la gama.
Para Nissan esta edición del Salón de Ginebra es la mejor de su historia. En un momento bueno de ventas gracias al rotundo éxito del Qashqai, la firma japonesa presenta como novedades en el Palexpo el Nissan Juke, el Qashqai, los Navara y Pathfinder renovados. Pero sobre todo muestra en Europa el Leaf, el vehículo eléctrico compacto que va a ser el que revolucione el sector del automóvil, al ser el primer coche eléctrico de gran producción. Y por si faltaba algo, también muestra el sustituto del pequeño Micra, un coche cuya importancia está en que será el compacto global según el propio fabricante.
La novedad principal en el stand de Opel es el nuevo Meriva, el monovolumen de dimensiones inferiores a las de un compacto. Un modelo importante porque se fabrica en España, pero sobre todo porque incorpora un sistema de puertas de apertura opuesta. Y también el nuevo Corsa que en las próximas semanas se lanzará al mercado. Pero también mostró un espectacular concept, el Flextreme GT/E, un vehículo de aspecto coupé pero de cuatro puertas.
En el caso del stand de Peugeot lo más espectacular fue el concept SR1, un vehículo que adelanta la línea futura de los modelos de la marca del león. Y también otro concepto, el 5by Peugeot en el que se pueden intuir las líneas de la futura berlina.
Porsche
Sin duda dentro del stand de Porsche la gran novedad prevista ha sido el nuevo Cayenne del que nuestros lectores ya han tenido una amplia información. Un vehículo más ligero, más deportivo, un poco menos campero y mucho más eficiente que llegará al mercado en mayo.
Pero la sorpresa vino con un vehículo de aspecto spider, que lleva en sus genes el nombre de Porsche. Un vehículo híbrido enchufable con baterñías de ion-litio con un motor V8 de 500 caballos. Un coche superdeportivo pero también compatible con el medioambiente.
Renault también tenía muchas novedades en Ginebra. Era nuevo el Twingo, recién renovado, y también el Megane Coupé Cabrio, lo mismo que nuevas versiones del Clio que celebra 20 años en el mercado. Pero lo más llamativo fue el Wind, un descapotable juvenil basado en la plataforma del Twingo.
Para Saab, una marca recién renacida tras su venta al fabricante holandés Spyker, lo más interesante fue, sin duda, su presencia en el salón con el modelo 9-5.
En Seat se presentó por un lado la versión familiar del Ibiza, bajo la denominación de ST que va a permitir a la marca española lograr esas 200.000 unidades que su presidente quiere hacer del Ibiza cada año. Y también un concept que suponía una apuesta de futuro, el IB-e, un vehículo completamente eléctrico. En realidad es un concept importante porque demuestra el interés de la marca por las tecnologías eléctricas, pero sobre todo porque adelanta la nueva imagen de los modelos de Seat.
En el stand de Skoda se pudo ver la actualización de sus gamas de modelos Fabia y Roomster, pero sobre todo la versión RS del modelo más pequeño de la gama, que combina deportividad y funcionalidad.
En Subaru se mostró por primera vez el Impreza XV, un vehículo con un aspecto todocamino, pero que no pretende ser un rival para el Forester.
En cuanto al stand de Suzuki, junto al nuevo SX4, el todocamino de dimensiones compactas, se mostró una versión de enfoque más urbano sobre la base del todoterreno Grand Vitara.
En el stand de Toyota se presentaba el Auris nuevo, incluyendo la versión Hybrid que llegará al mercado en los próximos meses. Igualmente se ha mostrado por primera vez el nuevo RAV-4, un modelo de gran éxito que ha experimentado una notable remodelación. Y también el concept FT-86 que adelanta el futuro coupé de la marca japonesa.
Volkswagen
Muchas novedades en el stand de Volkswagen. Por un lado los nuevos Polo GTi con el motor de 180 caballos y CrossPolo, un vehículo con imagen campera pero con tracción delantera, y también una versión equivalente del Golf.
Pero por supuesto el principal centro de atención ha sido el nuevo Touareg, un modelo más deportivo, mucho más rutero pero que quiere mantener un poco de sus grandes posibilidades camperas. En cualquier caso habrá una versión con marchas reductoras como una opción para los que buscan un coche de tipo más todoterreno.
Y en Volvo, cerrando este listado alfabético de marcas, el protagonista sin duda fue el S60, la nueva berlina deportiva del fabricante sueco. Un vehículo que combina confort y deportividad, pero eso sí con la máxima seguridad, como lo demuestra el sistema de detección de peatrones que llega a frenar el vehículo en las condiciones más extremas.
El Salón de Ginebra ha mostrado lo mejor de la industria del automóvil para los próximos meses. Nosotros, en los próximos días le iremos contando todo la información recopilada en los últimos tres días.
Con su intensa languidez - El País, es - link (aqui)
Najwa Nimri, durante la presentación de su nuevo disco, El último primate, en la sala Galileo Galilei.- CLAUDIO ÁLVAREZNajwa Nimri susurra en español entre la tormenta de sus guitarristas
FERNANDO NEIRA - Madrid - 04/03/2010
La pamplonesa de nombre árabe exhibe una voz susurrante y atribulada, cercana siempre a los parámetros de la seducción. Alta, desgarbada, de gestualidad convulsa, Najwa se desordena la melena rubia, entorna los ojos como en permanente vahído, no deja de pelearse con sus auriculares y enturbia la atmósfera del escenario con el humo envenenado de nicotina. Parece una fierecilla entre frágil y turbia, como una Bebe sin tanta carga lúbrica pero de contenidos más eléctricos. Con todo, una canción como Mi ritual bien podía haber acabado en algún disco de la cantante extremeña.
A Nimri le gustan las inflexiones lánguidas y bisbiseos ante el micrófono: una voz gatuna en medio de la muy notable tempestad guitarrera que le procuran el barbudo Huma y el apoteósico Javi Pedreira, soberbio en Como un animal y maravillosamente desquiciado en Déjame pasar.
El resultado final equivale a que la sueca Stina Nordenstam hubiese contratado a la banda del por siempre añorado Jeff Buckley. Una combinación densa, pero vivificante.
Por aquello de seguir ejerciendo de chica seductora, Najwa persuadió a su intermitente aliado Carlos Jean para que subiera al escenario cuando se le acabó el repertorio de su nuevo álbum. Entre los dos y Pedreira esbozaron una lectura de Is this a crime? que sonó espontánea, descarnada, auténtica. Definitivamente, he aquí una actriz que no necesita de las cámaras para resultar brillante.
"Pones música, te tragas el Viagra y ¡adelante!" - El País, es - link (aqui)
Un miembro del coro del Vaticano contrataba servicios sexuales de hombres jóvenes para el principal imputado en el caso de la Protección Civil italiana
MIGUEL MORA - Roma - 03/03/2010
Angelo Balducci, de 63 años, ex presidente del Consejo de Obras Públicas, encarcelado y principal imputado en la investigación de la millonaria corrupción de la Protección Civil italiana, puede ser acusado en breve por los jueces de un nuevo delito: explotación de la prostitución masculina.
Una nueva tanda de escuchas policiales, conocida este miércoles, revela que Balducci, Caballero de Su Santidad -el exclusivo club laico de la Curia Romana-, recurría con frecuencia a un intermediario nigeriano, Chinedu Thomas Ehiem, de 40 años, apodado Mike y cantor de la coral de la capilla Giulia de San Pedro, para contratar los servicios sexuales de hombres jóvenes, muchas veces seminaristas e inmigrantes sin papeles.
Ehiem y su ayudante Lorenzo Renzi, de 33 años, arreglaban los encuentros de Balducci a un ritmo pautado, cada dos o tres días. Ambos manejaban una red de jóvenes aspirantes a curas, y a veces reclutaban a extranjeros en busca de permiso de residencia. A uno de ellos, el influyente Balducci le prometió una gestión ante el Ministerio del Interior.
El poderoso ingegniere, casado y con dos hijos, atendía las llamadas de los proxenetas en las situaciones más incómodas, incluso si estaba en el palacio Chigi (sede de la Presidencia del Gobierno) o en una audiencia privada con un cardenal. En las 72 páginas que ocupan las interceptaciones, se lee que Ehiem le dice a Balducci sobre un candidato: "Angelo... no te digo más. Dos metros, 97 kilos, 33 años y completamente activo".
En llamadas sucesivas, el chulo daba menos detalles: "Tengo una situación de Nápoles". "Tengo una situación cubana". "Tengo a un alemán que acaba de llegar de Alemania". "Tengo dos negros". "Tengo al futbolista". "Tengo uno de El Abruzo". "Tengo al bailarín de la RAI".
Algunos de los muchachos asisten a seminarios y colegios eclesiásticos de Roma. Un día, Balducci preguntó: "¿Él, a que hora tiene que volver al seminario?". El 6 de diciembre pasado, Renzi le explica a uno de ellos su labor: "Pillarás hasta 2.000 euros... No me toques las pelotas. Te hace falta el dinero. Pones un poco de música, sacas la [inaudible], te tragas el Viagra, y ¡adelante!".
El cantor nigeriano ha sido despedido este miércoles del coro de la capilla Giulia por el cardenal Angelo Comastri. Fuentes vaticanas negaron que sea religioso o seminarista. La Giulia actúa en San Pedro en las ceremonias que no oficia el Papa, que se acompaña del coro de la capilla Sixtina.
El fervor religioso de Balducci y la pervivencia en la sombra del poder de Giulio Andreotti se han revelado parte crucial del "sistema gelatinoso" denunciado por el juez de Florencia en el caso de la Protección Civil, que analiza los millonarios contratos adjudicados por sus dirigentes para el G-8 y otras emergencias y grandes eventos, civiles y religiosos. La amistad de Balducci con el viceministro Guido Bertolaso, jefe de la institución, fraguó durante el Jubileo de 2000 que ambos coordinaron. Ese éxito supuso el inicio de su escalada a la gloria bajo la protección de Gianni Letta, enlace de Berlusconi con el Vaticano, fiel de Andreotti y también Caballero de Su Santidad.





