quarta-feira, 10 de março de 2010

Jornalista perde o controle e deixa Berlusconi em 'saia justa' em entrevista - G1 - link (aqui)


Ele começou a fazer perguntas aos gritos para o premiê.
Ministro da Defesa tentou impedi-lo, e a entrevista foi abreviada.

Da AP, em Roma


Um jornalista perdeu o controle e colocou o premiê da Itália, Silvio Berlusconi, em uma 'saia justa' durante uma entrevista em Roma.

O repórter começou a gritar perguntas para Berlusconi, sem esperar sua vez.

O primeiro-ministro retrucou, dizendo que o homem estava "descontrolado" e que sua atitude era uma "vergonha".

O ministro da Defesa, que também estava na entrevista, foi mostrado pelas câmeras aproximando-se do jornalista e segurando em seu paletó, aparentemente tentando retirá-lo da sala.

Berlusconi voltou a critirar o jornalista e acabou terminando a entrevista mais cedo

Em meio a rumores de traição mútua, Carla Bruni diz na TV que Sarkozy é fiel - G1 - link (aqui)




10/03/10 - 15h39 - Atualizado em 10/03/10 - 16h08


Primeira-dama classificou seu casamento de 'conto de fadas real'.
Entrevista foi gravada semana passada, antes da aparição dos boatos.

Da Reuters, em Paris



A ex-supermodelo Carla Bruni-Sarkozy disse que seu marido, o presidente francês Nicolas Sarkozy, nunca a trairia e descreveu a história de amor deles como um "conto de fadas real".


Bruni, que se casou com Sarkozy há dois anos após um rápido romance, fez as declarações em entrevista à TV britânica Sky News, numa entrevista divulgada nesta quarta-feira (10) e gravada na última sexta-feira.

Foto: AFP
A primeira-dama da França, Carla Bruni, em cerimônia no Palácio do Eliseu em 2 de março. (Foto: AFP)

Nos últimos três dias, rumores publicados na Internet e nos jornais britânicos dizem que Bruni e o presidente francês estão tendo casos extraconjugais.


O governo não fez comentários sobre a especulação.


Embora a entrevista da Sky tenha sido feita antes de surgirem os rumores, o repórter perguntou se Bruni confiava em Sarkozy, dadas as especulações de que ele tenha tido affairs antes de se conhecerem.


"Oh, sim, muito. Ele nunca teria um caso. E você já viu alguma foto dele com um caso? Ah, então", disse Bruni, olhando firme para o entrevistador.


Questionada sobre se acreditava que o casamento deles duraria para sempre, Bruni fez uma pausa antes de dizer: "Acredito que o casamento deveria ser para sempre, mas, ninguém sabe o que acontece. Gostaria que fosse para sempre, essa é a minha esperança, mas podemos morrer amanhã".


Estrela das passarelas que virou uma cantora, Bruni levou glamour ao palácio do Elysée em fevereiro de 2008 ao se casar com o hiperativo Sarkozy, que havia se divorciado da segunda mulher apenas quatro meses antes.


No entanto, o relacionamento rápido deles levantou suspeitas na França, especialmente em razão de uma afirmação de Bruni numa entrevista a uma revista em 2007 de que ficava "muito entediada com a monogamia".


Questionada sobre esse famoso comentário pela Sky, Bruni salientou que Sarkozy era o primeiro marido dela. "Bem, eu nunca tinha sido casada, então acho que monogamia tem a ver com casamento, certo?", afirmou ela.


Bruni já se descreveu como "domadora de homens" e teve uma série de casos com intelectuais e estrelas do rock, como Mick Jagger e Eric Clapton, e tem um filho de um relacionamento anterior.


Mas ela disse à Sky que era muito grata de ter conhecido Sarkozy.


"O conto de fadas real é como tive sorte, uma sorte incrível de me apaixonar aos 40 anos de idade e conhecer alguém que, sabe, eu poderia casar", disse ela.

Sobre Lula, Dilma, Serra, paus, cobras e ‘espertezas’ - Folha de São Paulo - link (aqui)




10/03/2010


Nesta quarta (10), Lula levou a candidatura de Dilma Rousseff para passear no Estado governador por José Serra.

Presidente e candidata escalaram um pa©mício no município de Cubatão. Inauguraram uma usina termelétrica. Obra do PAC.

Em discurso, Lula reeditou o brocardo. “Quando comecei minha vida política eu dizia que político mentiroso fala assim: mato a cobra e mostro o pau...”

“...O fato de você mostrar o pau não significa que você matou a cobra. Então [...], político verdadeiro mata a cobra e mostra a cobra morta”.

Na sequência, Lula pôs-se a exibir a cobra do pré-sal. E, portando-se como “político mentiroso”, cuidou de esticar o ofídio.

Disse que, apenas na jazida de Tupi, foram encontrados 14 bilhões de barris de petróleo. Lorota.

A Petrobras estima as reservas de Tupi em algo entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo. Foi a segunda vez, em dois dias, que o governo tortura os números da Petrobras.

Na véspera, Dilma dissera que a Petrobras reservara R$ 85 bilhões para investir em 2010. Palanfrório. A estatal corrigiu a cifra: R$ 79,5 bilhões.

Na passagem por Cubatão, Lula falou mais do que o homem da cobra. Desferiu pauladas verbais em José Serra, o suposto presidenciável da oposição.

Referindo-se a episódio ocorrido na baixada santista no dia anterior, o presidente disse: "Estamos em um ano de campanha...”

“...E estamos percebendo que tem gente inaugurando até maquete. E nós queremos mostrar o que realmente está acontecendo".

Como se vê, em fase de campanha, paus e cobras não são o que parecem. Ganham a inusitada forma de meras espertezas.

Escrito por Josias de Souza às 18h08

Wilson Simonal: jingle do Formicida Shell

Wilson Simonal - Madalena - ( Ivan Lins )

Wilson Simonal - País Tropical (Em Italiano)

WILSON SIMONAL- A BANDA

Wilson Simonal -Pata,Pata

Wilson Simonal-Na Tonga da Mironga do Cabuletê

Elis Regina e Wilson Simonal - "Rosa Morena" (TV Globo, 1971)

Wilson Simonal - "Wave" (Tom Jobim)

Wilson Simonal - Que Maravilha

Wilson Simonal - Zazueira

Wilson Simonal - Sá Marina

Wilson Simonal - Lobo Bobo

WILSON SIMONAL- A PRAÇA

Wilson Simonal - Nem Vem Que Não Tem

Wilson Simonal canta Meu limão meu limoeiro

Elis Regina e Wilson Simonal: Vem Balançar (1966)

Wilson Simonal e Sarah Vaughan - Histórico !!!

O bar e os acessórios


PHILOSOPHY DI ALBERTA FERRETTI


Sandale montante Tigre en suède marron

310 €

(Source - Madame Le Figaro,fr)








Comercial antigo - RENAULT DAUPHINE

Charge do dia



Ique - Jornal do Brasil - Rio de Janeiro, RJ

Alexander McQueen's last collection - The Guardian, uk - link (aqui)


The last ever collection by the fashion designer Alexander McQueen, who died last month aged 40, has been unveiled at Paris fashion week. Jess Cartner-Morley reports from the presentation, which was attended by a select handful of fashion editors. It was, she said, a catwalk show which served also as memorial service to a truly great designer. The spectacular collection referenced Byzantine art and, poignantly, eternity and angels.





For fifteen minutes today, in a grand Paris drawing room with soaring white ceilings gloriously flounced with gilt, Alexander McQueen came back to life.

Photograph: Catwalking.com





Sixteen unfinished looks were completed by McQueen's design team after his death, and seen for the first time in a small presentation. The collection was truly spectacular; the mood, in the face of devastating evidence of what the fashion world has lost, was bleak.

Photograph: Catwalking.com





When the first model walked into the room, there was an audible intake of breath, for it was as if McQueen himself was back.

Photograph: Catwalking.com





His spirit was right there, in the skullcap of bandages dissected by a mohican of lacquered feathers ...

Photograph: Catwalking.com





... in the fierce black boots with gold angels sculpted into the heels ...

Photograph: Catwalking.com





... in the muscular power of the tight crimson bodice ...

Photograph: Catwalking.com





... and the way the pleated and ruffled skirt appeared to have come not from the past or the future but from some other dimension where the two meet.

Photograph: Catwalking.com





In folds of double duchesse satin, in a short dress tightly waisted and extravagantly swagged at the hip, could be glimpsed the infant Jesus from Jean Fouquet's 1450 painting of the Virgin and Child, digitally captured and engineered to fit the piece.

Photograph: Catwalking.com





A pale silk chiffon gown, curves as sculpted as a Greek marble goddess yet so gossamer light it swept the floor in silence, bore the faces of angels and the wings of doves, and on the back the outline of angel wings.

Photograph: Catwalking.com





A coat tailored from lacquered gold feathers was probably a nod to Grinling Gibbons, whose lifelike carvings of feathered birds have long been much marvelled at.

Photograph: Catwalking.com





A red cape cut away to reveal the flowing, Madonna-esque robe beneath seemed to echo how, in Botticelli's Cestello Annunciation, Mary is pushing open her virgin-blue cape with her arm to reveal a red dress beneath.

Photograph: Catwalking.com

Divine Marilyn! - Libération, fr - link (aqui)


La Galerie de l'Instant à Paris propose une exposition de magnifiques clichés de la légendaire Marilyn Monroe. Jusqu’au 21 avril



Photos de la célébrissime «Dernière Séance» de Bert Stern, pour Vogue, quelques mois avant sa mort. © Bert Stern/Galerie de l'Instant




Lors de cette dernière séance qui dure trois jours et trois nuits, elle s'offre nue face à l'objectif. © Bert Stern/Galerie de l'Instant




Sur les 2 571 clichés qui furent pris, Bert Stern n'en retint que 59. Cette sélection fera l'objet d'une rétrospective exceptionnelle au Musée Maillol en 2006, à Paris. © Bert Stern/Galerie de l'Instant




Elle meurt deux mois plus tard, la veille de la publication du reportage. © Bert Stern/Galerie de l'Instant




Marilyn dans l'objectif de Georges Barris, sur la plage de Santa Monica, en Californie. Elle a 36 ans, nous sommes en Juin 62, deux mois avant sa disparition. © George Barris/Galerie de l'Instant




«Magic of Marilyn» - Caroline Barris et Patrick Rakoto proposent en 2009, une immersion dans la magie de Marilyn grâce a la projection des photos sur grand écran ! Pour la 1ère fois, les dernières photos prises par le célèbre photographe américain Georges Barris sont projetés au cinéma. © George Barris/galerie de l'Instant




«What else?» - En 1953, à la question que portez-vous au lit, elle répondit : «Why, Chanel No. 5 of course!» © Ed Feingersh/Galerie de l'Instant




Marilyn Monroe sur le tournage du film de George Cukor «Le Milliardaire», en 1960. Le film est aussi connu pour avoir favorisé l'idylle entre Marilyn Monroe et Yves Montand. © John Bryson/Galerie de l'Instant




Photo de la série «Black Session» de son ami Milton Greene. © Milton H Greene/Galerie de l'Instant (46, rue de Poitou, 75003 Paris)




Francia: nuda nel carrello, spot censurato - La Stampa, it - link (aqui)

La pubblicità con l'immagine di una donna nuda dentro un carrello del supermercato, usata per la promozione dei concerti del cantante francese Damien Saez, è stata ritirata dalle strade e dalle stazioni della metropolitana di Parigi dopo aver suscitato accese proteste in Francia.




Secondo l'Autorità di regolamentazione della Pubblicità (Arpp) è un manifesto ''degradante per l'immagine della donna'', che viene presentata ''come una merce''. E continua: ''La pubblicità non può ridurre la persona umana, e in particolare la donna, a una funzione di oggetto''.

La sedia da banale oggetto a opera d'arte - La Stampa, it - link (aqui)


Si inaugura alla Gam di Torino «Keep your seat: stai al tuo posto», la mostra curata da Danilo Eccher e Maria Cristina Didero, in collaborazione con il Vitra Design Museum (alcune opere vengono dalla collezione personale del suo direttore Alexander von Vegesack) di Wail am Rhein in Germania. Il catalogo è pubblicato da Electa. Sempre alla Gam partono anche «Tutta la memoria dal mondo», a cura di Elena Volpato, e «Enrico Gamba, tra purismo e accademia». Nell'immagine: «Eroi», installazione creata nel 2006 da Giuseppe Gallo.




Il cartone di Frank Gehry
Frank Gehry, l'architetto celebre per aver firmato il Guggenheimdi Bilbao negli Anni 80 si è cimentato con il design, usando il cartone.




Il gioco letterario di Mendini
Si chiama Proust, la poltrona di Mendini, del 1978, omaggio allo scrittore.




La solidità di Armando Testa
Con la sedia At, Armando Testa si dimostra genio non solo della pubblicità.




Il classico targato Thonet
Le sedie Thonet, prodotte a Vienna a fine '800, sono ormai un classico.




L'eleganza di Carlo Mollino
Arabesca è il nome di questa sedia di Mollino cui l'artista Sterling dedica un film.




L'horror di Büchel
La Red and Blue di Rietveld diventa sedia di contenzione per Büchel.




Il cemento di Doris
Ogni memoria è uccisa dal cemento nell'opera della colombiana Doris Salcedo.




I suoni di Chen Zen
Diventa una mini-sala d'ascolto con tamburi tibetani la sedia di Chen Zen.




polemica negli usa Wal-Mart vende la Barbie nera a metà prezzo di quella bianca - Corriere Della Sera, it - link (aqui)


Il modello di colore costa meno. La replica: «Si vende poco, bisogna fare spazio negli scaffali»





Le due versioni di Barbie



NEW YORK - Il gigante della grande distribuzione Wal-Mart è finito sotto accusa per aver deciso di vendere nel profondo sud della Lousiana la Barbie nera a metà prezzo rispetto a quella bianca. Secondo quanto riferisce la Abc, nelle vetrine di Walmart si vedono pile delle due bambole identiche tranne che per il colore: bianca la Ballerina Barbie, più scura Ballerina Theresa. La prima mantiene il prezzo originario di 5.93 dollari mentre la seconda ne costa solo 3.

LA REPLICA - Secondo una portavoce del gruppo, Melissa O'Brien, la Barbie nera è stata scontata a causa dei bassi volumi di vendita, e per fare spazio negli scaffali, come succede con tutti i prodotti.


10 marzo 2010

El Génesis en 3 dimensiones: ¿Nuevo ‘boom’ del cine religioso? - El Confidencial, es - link (aqui)

Adán y Eva, 1932. Tamara de Lempicka.

Cuanto menos puede resultar paradójico que la evolución de las nuevas tecnologías, la evolución, en definitiva, de las especies, pueda recuperar el interés de la industria del celuloide, y por ende también de las masas, por lo bíblico. Sí, James Cameron tiene probablemente la culpa. Avatar ha provocado un cataclismo paranoico en Hollywood que llevará a Paramount Pictures y Walden Media a elaborar la obra definitiva sobre el origen del universo: el Génesis en tres dimensiones bajo el título In the biginning (En el principio).

El proyecto costará 30 millones de euros –poco parece- y promete ser épico en lo narrativo y megalómano en lo visual, para reconstruir con cierto vigor escénico el proceso por el que Dios edificó el mundo en siete días. El director de Los seis signos de la luz (David Cunningham), el guionista de Hidalgo (John Fusco) y el productor de Las crónicas de Narnia (Cary Granat) reconstruirán juntos con talento y presupuesto limitado el origen del universo. De ahí puede salir cualquier cosa.

Al margen de esta cinta, que veremos o no veremos en las Semanas Santas venideras –Dios dirá-, surge una pregunta en relación a todo esto: ¿Supondrá la implantación de la tecnología 3-D un boom en el cine bíblico? Desde luego éste es un subgénero que languidece en la posmodernidad cinematográfica. Desde aquella Pasión de Mel Gibson (2004), que mató literalmente a algún fiel del disgustó, no se han visto en las salas superproducciones religiosas.

Se vieron muchas más, sin embargo, en los años cincuenta y principios de los sesenta, sin duda la época dorada del cine de corte religioso, cuando el color, los efectos visuales de nuevo cuño y la bonanza de la industria hollywoodiense se unieron para generar obras míticas como Quo Vadis (Mervyn LeRoy, 1951), Ben-Hur (William Wyler, 1959), Espartaco (Stanley Kubrick, 1960) o Rey de reyes (Nicholas Ray, 1961).

Puede que ahora la historia se repita y el salto tecnológico nos vuelva a dejar una remesa de superproducciones religiosas, más o menos devotas. Serán bienvenidas, siempre y cuando se parezcan a El evangelio según San Mateo, 1964, de Pier Paolo Pasolini o a La última tentación de Cristo, by Scorsese.

Chanel choca con un iceberg - El País, es - link (aqui)

Desfile de Karl Lagerfeld para Chanel- AP




Karl Lagerfeld presenta en la Semana de la moda de París un alocado desfile inspirado en el cambio climático

EUGENIA DE LA TORRIENTE - París - 10/03/2010



Ni siquiera en una mañana gélida como la de ayer era normal que hiciera tanto frío dentro del Grand Palais. El público miraba la gigantesca caja blanca que cubría el escenario y se frotaba las manos con curiosidad. Cuando el cubo se levantó y descubrió un iceberg de 240 toneladas hubo sonrisas. Se trataba de una caja hermética de 5.300 metros cúbicos que mantenía la temperatura a 4 grados bajo cero y que escondía una escultura de hielo tan alta como un edificio de tres plantas. Chapoteando sobre un dedo de agua, chicos y chicas con trajes completamente peludos. Mitad yetis y mitad cavernícolas. Y, sí, semejante locura era el arranque de un desfile de Chanel.


Modelo de Chanel, presentado ayer en la Semana de la Moda de París.- AP


"Se habla tanto del cambio climático y de los polos deshaciéndose que me pareció un tema sobre el que reflexionar", explicaba después Karl Lagerfeld. "Pero hasta los problemas más graves admiten el humor". Desde luego, había algo de gigantesca broma en la forma en que la clásica chaqueta de tweed se combinaba con pantalones, faldas y botas mosqueteras, todos monstruosamente peludos. Es complicado imaginar que alguna mujer pague una buena suma para que su tren inferior se parezca al de un mamut. Tal vez menos que ninguna, la clienta habitual de Chanel. Pero, destripada de la pantomima prehistórico-polar, la colección ofrecía hallazgos. Por ejemplo, generosas chaquetas de punto, collares y anillos inspirados en los cristales de roca y vestidos de noche que emulan la textura de la nieve recién caída.

Fue un desfile demasiado largo y a ratos fallido (tres chicas con corbatas y camisas de altos cuellos parecían haberse escapado del armario de Lageferld más que del de Coco). Pero también divertido. Las modelos perdían los zapatos en el agua, los chicos parecían trogloditas y las pieles eran falsas. Toda una capitulación para un acérrimo defensor del uso de pelo animal. Si alguien que no fuera Lagerfeld hubiera firmado este exceso estaría a estas horas crucificado. Pero llevar 50 años trabajando en algo, estar a punto recibir la Legión de Honor en Francia y todavía tener ganas de hacer chistes permite algunas licencias.

Más complicado resulta entender el errático rumbo que Stefano Pilati ha tomado en Yves Saint Laurent. Tras su triste colección para este verano, su posición no es precisamente sólida. Y no va a mejorar después de su desfile del lunes. París se prepara para celebrar el legado del creador de la firma con una gran exposición, pero Pilati se ha empeñado en no inspirarse en sus archivos. Aún así, presentó su trabajo justo enfrente del edificio que acoge la muestra y era imposible no sentir los ecos de Belle de Jour en su revisión de la estricta elegancia burguesa. Por desgracia, derivó en un estudio de la capa de incomprensible tono eclesiástico. Ni la actuación en directo de LCD Soundsystem conseguía que pareciera moderno.

El bajo estado de forma de Pilati es especialmente sangrante en una temporada en la que la mezcla de géneros de Saint Laurent vuelve a estar de plena actualidad. Además, la rigurosa sensibilidad para la ropa de trabajo que el italiano exhibía hace apenas un año parecía hecha a la medida de los vientos minimalistas que hoy soplan. Una corriente a la que, a su manera, se sumaron Stella McCartney y Riccardo Tisci en Givenchy. Ambos evitaron lo superfluo, aunque -fieles a su gusto por un cierto erotismo- combinaron la sastrería con transparencias y encajes y terminaron con vestidos-velo cuyas etéreas colas perseguían a las modelos como el humo. Caminos paralelos que, sin embargo, arrojan estéticas dispares. McCartney recordó los sesenta y Tisci se proyectó hacia adelante mezclando referencias al esquí y al submarinismo. Ahora mismo el mundo es de los que se concentran en lo esencial.

El Ferrari de Alonso es blanco - El País, es - link (aqui)

Alonso y su equipo- GIANLUCA BATTISTA


El equilibrio de egos será clave para el funcionamiento de dos marcas únicas

RAMON BESA 10/03/2010






Hay pocos deportes que tengan tanta facilidad para repensarse y si hace falta reinventarse como la fórmula 1. Las audiencias exigían un cambio después del monólogo de la temporada pasada protagonizado por el Brawn de Jenson Button y la respuesta del circo ha sido tan inapelable que incluso ha agitado la militancia activa. Fernando Alonso se ha pasado a Ferrari, Michael Schumacher regresa al volante de Mercedes, Button formará pareja con Lewis Hamilton en McLaren y Sebastian Vettel acelera como alternativa con Red Bull. La parrilla abona no sólo el duelo de las dos viejas marcas, sino también el gas sentimental, hasta el punto de que en determinados foros se preguntan sobre la fidelidad. El proceso de hooliganización del deporte conduce a preguntarse si el aficionado es esclavo irracional de un piloto o de una marca y hasta qué punto hay situaciones que son inasumibles. A juzgar por algunos comportamientos, a veces da la sensación de que la Fórmula 1 en nuestro país se divide entre los alonsistas y los antialonsistas.

A algunos aficionados les cuesta reconocer a Alonso desde que se ha puesto al volante de un Ferrari. No le perdonan los tiempos en que acusaba a la Scuderia de tramposa y aspiraba a seguir la trazada de Ayrton Senna como tricampeón con McLaren al tiempo que provocaba la retirada de Schumacher. El asturiano era el enemigo número uno de Ferrari. Hoy, en cambio, es su líder, y los seguidores del español han cambiado sin rubor las bufandas amarillas y azules de Renault y las plateadas de McLaren por las rojas de Maranello. El sentir de los ferraristas queda expresado en la doble ruta que se cruza en la ciudad italiana: a un lado está el museo con los campeones y al otro el monumento a Gilles Villeneuve, al que le bastaron seis victorias y una carrera memorable con René Arnoux en Dijon para convertirse en un héroe antes de morir en Zolder. Asumen también a Alonso, entusiasmados o recelosos, con el sentido del deber y la esperanza de recuperar la corona.

"La cosa pinta colosal", tercia Emilio Botín, presidente del Santander: "Tenemos al mejor piloto en el mejor equipo con el mejor banco". La alianza Alonso-Ferrari responde a un matrimonio de conveniencia. Ambos se necesitan en un momento de máxima expectación. El éxito de la empresa dependerá precisamente de su cohesión y del equilibrio de los egos que ambas partes representan en el motor. Por separado, son los referentes. La duda está en saber si congeniarán en carrera tanto como en los entrenamientos. La obra corresponde a Ferrari y el papel de personaje principal está reservado a Alonso. La declaración de intenciones del piloto ha sido inequívoca: "El F10 es el mejor coche que he tenido". La mejor manera de respetar a una institución emblemática que, por su parte, ha puesto a disposición del asturiano todo su potencial, sin reservas, como corresponde a un doble campeón, a un número 1.

A diferencia de Schumacher en su día, Alonso habla ya italiano y respeta la infraestructura del equipo porque sólo dejó de ser competitivo la temporada pasada después de que Kimi Raikkonen ganara hace tres años el título. La clave está en sacar su máximo rendimiento, y nadie sabe escuchar mejor al coche que Alonso. La mala trayectoria por McLaren puede ayudarle a medir mejor sus pasos por el paddock y convertirse definitivamente en un piloto de marca, de club, de Ferrari. La digestión será más importante que el fast food. Al fin y al cabo, la fórmula 1 ya no será sólo una competición de velocidad pura como en 2009, cuando se tenía que ser el más rápido en carrera, en el cambio de neumáticos, en repostar, en llegar a la meta. No habrá posibilidad de parar para poner gasolina y el comportamiento y cuidado de las gomas será tan importante como los difusores o los alerones y el reparto de pesos. Habrá que mirar muchas cosas, también la nueva puntuación, y ser tan buen conductor como piloto.

Terreno abonado para Alonso porque, siendo el más listo y pasional, es también el más completo para las carreras que exigen fiabilidad y constancia, virtudes que por la misma regla de tres pueden favorecer a Button ante Hamilton ?los McLaren se presentan como los favoritos para la pole-position con Vettel como abanderado de los que no soportan el duelo Ferrari-McLaren y les encanta la estética de los Red Bull. A la espera de sorpresas de última hora, la competitividad que se anuncia abona más que nunca la candidatura de Alonso y Ferrari: la modernidad y la tradición.

¿Cómo será su Ferrari, rojo, amarillo o negro?, le preguntaron a Alonso. "Blanco", replicó. Personal e intransferible Alonso.

A Roberto Rosselini, cuando le preguntaron de qué color quería su Ferrari personalizado, respondió: "Marfil porque es el color de los ojos de Ingrid Bergman".


O trabalho de formiguinha da cantora Mariana Baltar - Estadão online - link (aqui)



O segundo disco, quatro anos depois do elogiadíssimo Uma Dama Também Quer se Divertir, leva o seu nome e faz mistura de mestres com jovens compositores

Roberta Pennafort


RIO
Já faz quatro anos desde que Mariana Baltar lançou Uma Dama Também Quer se Divertir, o CD com que estreou e que lhe rendeu boas críticas, admiradores e uma indicação, como revelação, ao Prêmio TIM de Música. A cantora e bailarina carioca dá agora seu nome ao segundo disco, em que, mais uma vez, mistura mestres (Assis Valente, Paulo César Pinheiro, Nei Lopes, Wilson Moreira) e jovens compositores, como os amigos Thiago Amud e Edu Kneip. Os dois assinam, com parceiros, quatro das 12 faixas.

A mescla é uma forma de Mariana escancarar suas intenções: olhar para trás, gravar o que julga merecedor de um novo registro e também dar voz a seus contemporâneos. "São compositores especiais, que ainda vão dar o que falar", justifica, falando de Thiago e Edu, seus companheiros dos Sonâmbulos, grupo que Mariana passou a integrar dois anos atrás e que apresenta um repertório só de inéditas. "Eles começaram no (bar da Lapa) Semente. Um dia eu fui assistir, adorei e perguntei se podia entrar", conta.

Tudo à Toa (Edu/Mauro Aguiar) Mariana cantava nesses shows com a dupla. Sonâmbulo (Edu/Thiago) costumava ser a música de encerramento. Canções de Menina (Thiago/Pedro Moraes) foi uma encomenda: a cantora queria uma música com o vocabulário feminino.

Maldita Cancela (Delcio Carvalho/Osório Peixoto) ela pegou emprestado do repertório do cantor Lucio Sanfilippo, seu companheiro na gravadora Zambo Discos, na qual se lançou - Mariana transferiu-se para a Biscoito Fino.



O jovem violonista Julião Pinheiro, filho de Paulo César Pinheiro, musicou letra do pai, e deu em Tanto Samba. Duas parcerias de Nei Lopes, Tia Eulália na Xiba, com Cláudio Jorge, e Jongo do Irmão Café, com Wilson Moreira, foram tiradas do disco de Nei Negro Mesmo (1983). Também são regravações Teco-Teco (Pereira da Costa/Milton Villela), sucesso de Ademilde Fonseca na década de 50 e de Gal Costa na de 70, e Uva de Caminhão, de Assis Valente, que Carmen Miranda eternizou em 1939.

Assis, como Cartola, Hermínio Bello de Carvalho, Elton Medeiros e Billy Blanco, estava em Uma Dama Também Quer se Divertir. Aquela era uma época em que Mariana trabalhava pela recuperação do sobrado da Rua do Teatro, no centro do Rio, que viria a se tornar o Centro Cultural Carioca, casa de shows de música popular brasileira.

"Eu estava ligada à questão do resgate, e regravei muitas coisas", rememora Mariana. Era o primeiro CD, as dúvidas eram imensas. Cada faixa soava totalmente diferente das outras. Desta vez, "a unidade está na sonoridade". Os arranjos são de Josimar Carneiro (seu marido e produtor do CD), Jayme Vignoli, Marcílio Lopes e Luiz Flavio Alcofra. Os quatro são do Água de Moringa, conjunto instrumental dedicado ao choro. Os outros integrantes do grupo, Rui Alvim (clarinete) e André Boxexa (bateria) também tocam em praticamente todas as faixas.

Aos 36 anos, a cantora se sente mais madura. Contente com as críticas elogiosas, mantém-se em constante aprendizado. "O trabalho é de formiguinha." O lançamento será no dia 16 no Teatro Rival, no Rio; em abril, Mariana se apresenta no Sesc Pompeia, em São Paulo.

Ouça a faixa Tanto Samba

Lula faz defesa de Justiça cubana e compara preso político a criminoso - Estadão online - link (aqui)



Presidente brasileiro rejeita recurso da greve de fome no mesmo dia em que dissidentes apelam por mediação

AP e Afp


CUIDADOS - Médico mede pressão de Fariñas, em greve de fome desde o dia 24: pedido de intervenção

BRASÍLIA

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, pediu ontem respeito às determinações da Justiça cubana nos casos relacionados à detenção de opositores e comparou os presos políticos da ilha a criminosos comuns. As declarações foram feitas no dia em que um grupo de dissidentes do regime comunista pediu a Lula que interceda pela libertação de 20 presos políticos. Entre os dissidentes que fizeram o apelo está o jornalista Guillermo Fariñas, há 13 dias em greve de fome para chamar atenção para o problema (mais informações nesta página).

"Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubano, de prender as pessoas em função da lei de Cuba, assim como quero que respeitem o Brasil", disse Lula em entrevista à agência de notícias Associated Press.

"Gostaria que não houvesse (a detenção de presos políticos), mas não posso questionar as razões pelas quais Cuba os deteve, como tampouco quero que Cuba questione as razões pelas quais há pessoas presas no Brasil", acrescentou.

O presidente brasileiro também contestou o método usado por dissidentes cubanos para pressionar o governo: parar de se alimentar. Em fevereiro, o preso político cubano Orlando Zapata Tamayo morreu após passar 85 dias em greve de fome. A morte do preso político - a primeira na ilha em 40 anos - coincidiu com a chegada de Lula a Havana, mas o brasileiro silenciou sobre o episódio.

"Greve de fome não pode ser utilizada como um pretexto de direitos humanos para libertar pessoas", afirmou o líder brasileiro. "Imagine se todos os bandidos que estão presos em São Paulo entrassem em greve de fome e pedissem libertação." Lula lembrou que, quando era líder sindical, fez greve de fome contra a ditadura militar (1964-1985), mas classificou a prática como "insanidade".

Para o cientista político José Augusto Guilhon de Albuquerque, da USP, o apoio de Lula ao sistema judiciário cubano é incoerente com medidas tomadas por seu governo recentemente. "Lula diz que não se pode contestar as decisões da Justiça cubana, mas seu governo não se importou em contestar a Justiça da Itália, se opondo à extradição de Cesare Battisti. E se opôs à decisão da Justiça hondurenha sobre o afastamento de Manuel Zelaya", afirmou Guilhon ao Estado. Ele diz que também não faz sentido o presidente comparar presos políticos com criminosos comuns: "Lula, como ex-preso político, sabe muito bem a diferença."

Em 2003, Cuba prendeu 75 dissidentes, entre jornalistas e membros de ONGs. Na época, as prisões causaram comoção internacional. Desde então, alguns presos políticos que estavam mal de saúde foram soltos, mas só deste grupo mais de 50 ainda estão nos insalubres centros de detenção da ilha.

COLABOROU RUTH COSTAS

Mônica Bergamo - Folha de São Paulo - link (aqui)

Rui Mendes

POLÊMICO RICKY
O jogador Richarlyson, 28, meia do São Paulo, é tema de longo perfil da revista "Rolling Stone" que chega às bancas amanhã. Em entrevista a Cláudio Tognolli, Ricky, como é chamado, fala sobre as polêmicas envolvendo sua sexualidade, que começaram quando foi anunciado que um jogador assumiria sua homossexualidade em um programa de TV. "A maioria dos que falam sobre mim me denigrem. Minha família teme alguma represália grotesca. Minha mãe acha que um cara sem noção pode me agredir a qualquer momento."

Baú em campo

O Grupo Silvio Santos está contratando a Merrill Lynch para buscar, no mercado, empresas de varejo que possam formar parcerias ou até se fundir com o Baú da Felicidade, rede de 128 lojas do complexo.

MÃOS DADAS
De acordo com fonte ouvida pela coluna, o grupo, que tem lojas do Baú espalhadas por São Paulo, Minas Gerais e Paraná, teria especial interesse em conversar com redes como o Magazine Luiza, com atuação forte em São Paulo, e a Insinuante, que tem presença predominante no Nordeste. Uma proposta para esses grupos não seria de compra ou aquisição, mas sim de uma parceria que poderia envolver troca de ações, diz a mesma fonte.

DE VOLTA
A iniciativa do Baú é uma resposta às investidas recentes do Pão de Açúcar, que comprou o Ponto Frio e as Casas Bahia e formou um gigante do varejo. Depois disso, outras redes, como o Baú, passaram a correr o risco de se "fragilizar" diante do poder de negociação do Pão de Açúcar com industriais e fornecedores diversos.

VOO LOTADO
Explodiu o tráfego aéreo de passageiros em fevereiro.



De acordo com dados preliminares da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), o número de pessoas que embarcaram no país subiu 40% em relação ao mesmo mês de 2009.

NO AZUL
Já a receita bruta da Infraero, a estatal que administra os aeroportos, em 2009, subiu 2,6% em relação ao ano anterior. De acordo com o balanço já aprovado, que será divulgado nos próximos dias, ela chegou a R$ 2,6 bilhões. O lucro operacional bruto foi de R$ 358 milhões e o lucro líquido, depois de descontadas todas as despesas e os investimentos em aeroportos, foi de R$ 20 milhões.

DE PIJAMA
Pré-candidato ao governo de São Paulo, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) passou boa parte do sábado passado gravando comerciais do PT que vão ao ar a partir de sexta no Estado. Ele recebeu João Santana, responsável pelos programas, em casa, já que está de licença médica e se recupera de uma cirurgia de próstata.

CARA & COROA
Santana também fez gravações com Marta Suplicy (PT-SP), pré-candidata ao Senado, e com Lula e Dilma Rousseff, que vão usar o espaço do PT paulista para divulgar a imagem da ministra, pré-candidata à Presidência, em São Paulo.

TOGA MAÇÔNICA
A OAB pretende fazer em SP o primeiro encontro de advogados maçons da América Latina.



Estima-se que sejam cerca de 60 mil pessoas, o que equivale a 10% de todos os profissionais da classe no Brasil -e 30% dos maçons do país.

MAGRA, EU?
Depois de ter sua magreza criticada em matéria do jornal britânico "Daily Mail", que disse que seu corpo é o de uma "jovem adolescente" e que seus ossos estão saltando, a top model brasileira Alessandra Ambrósio, 28, volta hoje às passarelas. Ela desfila na semana de moda de Paris, para a grife Louis Vuitton. Sua agência, a Way Model, diz que a única vez em que a modelo fez dieta foi depois da gravidez e que Alessandra "desfila as medidas ideais exigidas pelo mercado". A top não se manifesta.

PAR OU ÍMPAR
A Sociedade de Amigos do Alto de Pinheiros (Saap) enviou representação ao Ministério Público contra a escola bilíngue Beacon School, instalada na rua Berlioz e que cobra mensalidade de R$ 1.800. Alegam que ela não deveria estar lá porque a via é residencial. Acontece que o lado ímpar, onde está o prédio, é zona mista. Luciana Barros, sócia da Beacon, diz que a reação da associação é "antiquada e pessoal". A Subprefeitura de Pinheiros afirma que a Beacon está regularizada.

CORTA O CABELO DELE
Cabeleireiro da primeira-dama, Marisa Letícia, Wanderley Nunes levou anteontem 20 pessoas de sua equipe para cortar os cabelos de crianças e de seus pais ligados a ONG Fundação Julita, no Jardim São Luiz, zona sul de SP. O objetivo era realizar 200 cortes e dar dicas sobre a profissão. Alguns pais evangélicos, no entanto, não autorizaram os filhos a passarem pela tesoura. A ONG quer agora dar orientações aos pais explicando que cortar o cabelo é um ritual de higiene imprescindível para a garotada.

POESIA NO RIO

Maria Bethânia e o "desassossego do artista"

"Eu sou geminiana, eu sou esquisita, eu mudo", diz Maria Bethânia, ajeitando a longa cabeleira que cai sobre os ombros do terno branco com camiseta azul-marinho por baixo. "Fernando Pessoa", ela lembra, "também era". A cantora recebeu anteontem, no Instituto Moreira Salles, no Rio, uma medalha de prata -a Ordem do Desassossego- por divulgar a obra do poeta português lendo poemas em shows e espetáculos. A medalha é uma espécie de condecoração da Casa Fernando Pessoa, de Lisboa.



Ela "conheceu" o poeta pelo amigo Fauzi Arap. "Eu sou uma cantora popular e música pega muito rápido. Foi lindo o Fauzi saber que podia me salvar, trazer Fernando Pessoa", diz Bethânia, que dividiu uma mesa de conversas e poesia com o poeta Antonio Cicero, a escritora portuguesa Inês Pedrosa e a professora Cleonice Berardinelli, recém-eleita imortal da Academia Brasileira de Letras (ela também recebeu a medalha). "Cantar é o que eu gosto, meu destino. E Pessoa foi natural, como Santo Amaro. Parecia lá de casa, parecia que subia na mangueira comigo."



Ela é, então, uma "desassossegada"? "Eu acho que desassossego para um artista é interessante. Precisa ter. Uma pessoa muito calma, sossegada, não tem estímulo, um empurrão", diz Bethânia à Folha. E completa: "Eu gosto de ser o tempo inteiro perturbada, incomodada. Isso é interessante". A repórter tenta fazer uma pergunta mais, digamos, perturbadora: "Vamos falar de política?" "Ah, política não... Fernando Pessoa é muito puro para misturar com a política", diz a cantora, saindo rumo ao coquetel. No menu, risotinho de bacalhau, enroladinhos de pato com geleia de carambola, ambrosia, entre outros.
Entre uma taça e outra de champanhe Moët & Chandon, Malu Mader contava que "não foi na adolescência, já foi na fase adulta" que passou a ler a poesia de Pessoa. "Uma coisa bem óbvia, assim: de uns anos para cá, andei fazendo umas viagens a Portugal, sempre levava livros dele, gostava de ler Fernando Pessoa em Portugal. Uma coisa bem boba, mas é fato. Sempre comprava um daqueles livros no aeroporto..."



Malu e os demais convidados deviam sortear uma frase do poema "Tabacaria" para gravar em vídeo, que será editado como documentário. Ela mostra a frase: "Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer". "Pesada, pesadíssima", diz. "É coisa de ator, de gente que fica interpretando vários papéis. Mudo de ideia a respeito das coisas. Volta e meia, fico inteira num sentimento e, logo depois, fico inteira em outro sentimento. Não sou muito boa em me definir, mas o que eu sinto é que eu mudo de ideia. Me sinto bastante incoerente. Um dia, eu sou básica. Outro dia, eu tenho vontade de ficar perua, ficar exótica e tal", filosofa. Pouco depois, está às gargalhadas com Cláudia Abreu.



Renata Sorrah e Regina Casé lembram que a poesia de Pessoa chegou a elas por meio de Maria Bethânia. "No colégio, eu achava bonito. Agora, ela no palco, cantora, eu, atriz, a maneira como ela me passou Fernando Pessoa foi encantadora. Eu não sou uma expert em Pessoa, mas eu me rendo", diz Renata, que "adoraria voltar a estudar". "Hoje em dia, é incrível como a gente sente falta disso, de falar da língua portuguesa, das palavras, dos sentimentos. O mundo tá tão... [pausa] Sabe, é linda a tecnologia, a internet, mas falar de sentimento... [pausa] Faz falta, sabe?" (AUDREY FURLANETO, da Sucursal do Rio)

CURTO-CIRCUITO
O LIVRO "Herivelto Como Conheci - A Verdadeira História de Amor" será lançado hoje na Casa do Saber, no Itaim.
AMIGOS do cantor Johnny Alf convidam para uma missa em homenagem ao cantor, morto na semana passada, amanhã, às 19h, na igreja da Consolação.
O LIVRO "10 Cases do Design Brasileiro - Os Bastidores do Processo de Criação - Vol. 2" tem lançamento hoje, às 19h30, no Museu da Casa Brasileira.
A REDE DE HOTÉIS Mercure faz coquetel em comemoração do contrato com a Chaim Produções e do musical "Hairspray" amanhã, no Espaço Oliva Pink.
OS CANTORES Renato Braz e Zé Renato se apresentam hoje, às 21h, no Sesc Vila Mariana. Classificação: 12 anos.

com ADRIANA KÜCHLER, DIÓGENES CAMPANHA e LÍGIA