quarta-feira, 17 de março de 2010

Aniversário de Elis Regina - 17 de março de 1945 - o bar homenageia














Montserrat - Boleros con Bossa

Montserrat - "Tú me acostumbraste"

NO ME PLATIQUES MAS - Bossa Bolero

Sabor a Mi - Bossa Bolero

bossa boleros - Esta tarde vi llover

Besame Mucho - Bossa Bolero

Contigo Aprendí - Bossa Bolero

Les Luthiers - Los jóvenes de hoy en día

Les Luthiers - PERDONALA (Bolérolo)

La Perla Black Label (Chill out music)

San Salvador - Frenesi (El Bolero Chilautero!)

Chris Standring: Bossa Blue

PACO DE LUCIA , John McLaughlin , AL DI MEOLA

Paco de Lucia - Rio Ancho

Paco de Lucia - Entre dos aguas (1976) full video

Armik - 4 nights in Venice

ARMIK - VEIL OF DESIRÈ (gitárzene)

Armik - Fuego Gitana

O bar e os acessórios




Ferragamo


Sandalo con maxi plateau e tacco stiletto.


(Source - LeiWeb, it)

Bar é fotografia - Iosif Badalov

Factory  manager


Iosif Badalov

Factory manager

Receitas do bar - Straccetti di pollo per una cena in giardino




Un piatto quasi unico per la cena in giardino. La ricetta tiene conto delle risorse dell'orto e... del pollaio (in mancanza di ciò ricorrere al supermercato). Si prepara il giorno prima. Cuocere al forno mezzo pollo, lasciare raffreddare e disossare attentamente eliminando la pelle. Cuocere quanto basta zucchine piccole, carote, piselli, fagiolini, patatine novelle. Tagliare la carne e le verdure a piccoli pezzi, mettere il tutto in una insalatiera e riporre in frigorifero. Al momento di servire aggiungere un vasetto di funghi chiodini sott'olio, sgocciolati; mescolare e condire con olio extravergine di oliva, sale q.b.

Carla Mutti Canonico, insegnante, Rivarone (AL)

INGREDIENTI PER 6 PERSONE
1/2 POLLO
VERDURE NELLA QUANTITÀ DESIDERATA
ZUCCHINE, CAROTE, PISELLI, FAGIOLINI, PATATE, FUNGHI
OLIO EXTRAVERGINE, SALE
TEMPO DI PREPARAZIONE 50 MINUTI

O bar e os acessórios



Dior


Sandali motivo cannage in vernice nera con zip posteriore.


(Source - LeiWeb, it)

Comercial antigo - 1988 Burlington Sheer Indulgence Panty Hose

Charge do dia



Duke - O Tempo - Belo horizonte, MG

Lula joga no lixo a própria história - Estadão online - link (aqui)





17 de março de 2010 | 0h 00

José Nêumanne

As elites do exterior - ou pelo menos a parte delas que se jacta de ser civilizada - reagiram com estupefação à saraivada de disparates com os quais noço líder genial dos povos da floresta, da roça e da periferia urbana tem ferido de morte valores fundamentais do convívio humano, tais como a vida, a verdade e a liberdade. Antes encantados com o desempenho satisfatório da economia nacional no contexto da crise mundial e movidos pela mauvaise conscience quanto aos pobres da Terra, cuja redenção é a anunciada meta do "messias" Luiz Inácio Lula da Silva, os europeus agora torcem o nariz a sua bajulação à selvagem tirania cubana dos irmãos Castro. E os americanos o paparicam na certeza de que ele compreenderá que o mundo não põe Ahmadinejad contra a parede, mas o iraniano é que ameaça a sobrevivência do gênero humano. E usará o prestígio que amealhou entre os politicamente corretos do planeta para defender causas justas.

Quem conhece Lula sabe muito bem que ele não mudou tanto assim, desde que emergiu no País como líder dos sindicalistas do ABC paulista até nossos dias. Para os terráqueos bem-pensantes, o pedreiro negro Orlando Zapata, que morreu em consequência de uma greve de fome nos cárceres de Cuba, é um mártir da democracia. Para o menino retirante que chegou ao governo de uma das dez maiores economias planetárias, contudo, o cubano foi apenas um tolo, incapaz de perceber a verdadeira natureza teatral da decisão de parar de comer para constranger moralmente o adversário mais forte. "Ora, já fiz greve de fome", disse o representante supremo do maior herói popular brasileiro, o malandro. "Malandro que é malandro não bobeia", cantou o sambista Jorge Benjor. E, ainda que prefira Zeca Pagodinho a Jorge, Lula conhece esse meio de vida e o emprega como garantia de sobrevivência e código de conduta. O espertalhão come doces e bolachinhas escondido, como um faquir de fancaria, na calada da noite, enquanto os "otários" dormem. Sua debochada gargalhada com Fidel no anúncio da morte do dissidente equivale a um puxão de orelhas na vítima: "Não era preciso chegar a tanto, idiota!"

Essa nata acadêmica mundial que ignorava a Constituição de Honduras e, por isso, rotulou de golpe militar o que era defesa da democracia civil não consegue suportar a brutal comparação dos dissidentes cubanos com os criminosos comuns brasileiros. Mas o respeito incondicional à "Justiça" cubana e a redução da luta política correta e legítima pelo direito de agir e falar livremente ao banditismo comum feita pelo chefe de Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia condizem com o que os três entendem que sejam poder e política. A índole dessa gente, forjada na militância estudantil e no peleguismo sindical, reinterpreta a "ética da conveniência" de Max Weber à luz da submissão de tudo ao "companheirismo", não no sentido da camaradagem solidária, mas definindo o instinto mafioso de compadres.

Quem renega a traição de Lula aos mais sagrados princípios humanitários, no caso cubano ou na estulta adesão ao Irã dos aiatolás, só para dizer aos americanos que eles não devem se achar os únicos reis da cocada preta no planeta, não se deu conta das dimensões dessa traição. Pois ela é mais sutil e diz respeito a ele mesmo, sem que se aperceba disso quem o bajula para seguir a voga igualitária. Ao ignorar os apelos dos dissidentes cubanos, por se julgar um "estadista" (imagine só o que Winston Churchill acharia disso!) que só lida com o interesse público de Estado para Estado, e ao fechar os olhos à ignomínia iraniana, ele trai mesmo é sua vida e sua lenda. E não só pela greve de fome que fez sem chegar às últimas consequências. Ao explicar sua gargalhada desumana, indiferente à repressão brutal de Fidel e Raúl à oposição, como um preito à autonomia da "Justiça" da tirania, Luiz Inácio Lula da Silva jogou no lixo sua biografia, seu maior feito e o mito que ele é. Ele é herói da democracia que ora preside por haver enfrentado - mais por manha do que com coragem - os cânones da tecnoburocracia do regime militar numa específica área da Justiça, a Trabalhista. Em sua genialidade ignorante de malandro espertalhão, que nunca bobeia, Lula fecha hoje em Cuba a porta que no Brasil ajudou a abrir há 35 anos, aos solavancos e empurrões, mesmo não dispondo de musculatura nem de convicções para fazê-lo. Quem está condenando sua negação dos princípios básicos da manutenção da vida e da decência nem sequer percebe essa traição à sua venerável biografia.

E sabe ainda menos que, por chocante que seja a desumanidade da opção que ele tem feito contra a humanidade no Caribe como no Oriente, esta oferece menos riscos que outro pontapé que deu em sua biografia. Ao liderar as greves no ABC, o sindicalista ajudou a derrubar o monstro de pés de barro do regime de exceção dos quartéis e das pranchetas. E agora lança mão desse farto cacife histórico apostando-o inteirinho na obsessiva tarefa de levar ao centro do poder Dilma Rousseff, sobrevivente da luta armada contra a ditadura. Lido assim, tudo parece perfeitamente coerente. Mas há uma diferença fundamental: ela pode até ter sido uma jovem idealista, mas seu ideal era derrubar uma ditadura para pôr outra, de esquerda, no lugar. Não contribuiu, então, para trocar o arbítrio de direita pelo Estado Democrático de Direito. Hoje, mesmo tendo perdido a guerra suja e ajudado a prolongar a vigência das trevas, os companheiros da utopia cruenta da favorita de Lula para seu lugar querem calar a dissidência, como fazem Castro e Ahmadinejad, seus modelos de poder e de gestão.

O cidadão decidirá nas urnas se isso ocorrerá, ou não. Mas, se chegarem lá, eles deverão o feito inédito de alcançar o topo do pódio, ainda que tenham perdido o confronto armado, ao prestígio e à força conferidos a Lula na vitória do ar livre e fresco sobre o bolor fétido dos porões, na qual a participação dele foi decisiva.

Da Bancoop ao mensalão - Editorial - Estadão online - link (aqui)



17 de março de 2010 | 0h 00

As acusações ao tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, já não se limitam aos autos da investigação em curso no Ministério Público paulista sobre os malfeitos na Bancoop, que lesaram pelo menos 3 mil dos seus 8.600 mutuários. Conforme se noticiou, com base nas evidências coletadas pelo promotor José Carlos Blat, eles compraram imóveis na planta que ou foram entregues ainda crus ou nem sequer saíram do papel. Apenas 18 dos 46 empreendimentos foram concluídos. Segundo o promotor, os dirigentes da Bancoop ? a começar de Vaccari, que a presidiu de 2005 a fevereiro passado ? "sangraram os cofres da cooperativa em benefício próprio e também para fomentar campanhas políticas do PT". Ele calcula que o rombo é da ordem de R$ 100 milhões.

Nos últimos dias, enquanto Blat reúne informações adicionais que respaldem o seu pedido de quebra do sigilo bancário de Vaccari ? a Justiça negou a solicitação original e o bloqueio dos bens da Bancoop ?, a imprensa voltou a publicar denúncias contra o tesoureiro petista. Desta vez foram extraídas de depoimentos ao Ministério Público Federal do corretor de valores Lúcio Bolonha Funaro, que vinculam Vaccari ao mensalão. Tomados entre 2005 e 2006, incriminam também o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Acusado de remeter ilegalmente para o exterior US$ 2 milhões, Funaro fez um acordo de delação premiada quando estava para ser denunciado como réu no processo sobre o maior escândalo do governo Lula. Funaro descreveu a engenharia financeira petista para abastecer o caixa 2 do partido ? de onde saíam os recursos do suborno a deputados federais e do pagamento dos custos de campanhas.

A crer no doleiro, era simples assim. Em 2003 e 2004, quando ainda diretor financeiro da Bancoop, Vaccari fazia a ponte entre o PT e os fundos de pensão das estatais, como Previ, Funcef e Petros. Nessa condição, ele intermediava negócios dos fundos com bancos, vantajosos para estes, porém prejudiciais para aqueles, desde que os beneficiados pingassem nas mãos do petista comissões de até 15%, as quais ele repassava para os cofres subterrâneos do partido. Sempre segundo Funaro, o padrão seria 12%. Vaccari não era um operador solitário. Trabalhava em sintonia com o então tesoureiro petista, Delúbio Soares ? ambos em sincronia com o ministro Dirceu, apontado como o cabeça da "organização criminosa". Em depoimento à CPI dos Correios em março de 2006, Funaro mencionou a participação de Vaccari no esquema, de que teria ouvido falar no mercado financeiro. Ficou por isso.

De José Dirceu, o doleiro contou que o então ministro induziu o fundo Portus ? também controlado pelo PT ? ao mau negócio de vender as suas participações em dois empreendimentos imobiliários em Santa Catarina. No primeiro caso, Dirceu teria recebido "por fora", dos compradores, R$ 500 mil. No segundo, a comissão seria de R$ 5 milhões. O seu advogado, José Luis de Oliveira Lima, considera as afirmações "levianas, desprovidas de qualquer documento". Além disso, Dirceu jamais teria tido contato com Funaro. Vaccari, por sua vez, assinala que, passados 5 anos do depoimento, "nunca fui chamado para prestar esclarecimentos". O Ministério Público Federal "não propôs ação contra mim. Nenhuma denúncia foi apresentada". De fato, há um problema tanto na história da Bancoop ? calçada, embora, em indícios objetivos ? como nas outras, que se amparam apenas na palavra de um "réu colaborador da Justiça".

O problema existe quando os procuradores não conseguem ver os seus procedimentos transformados em processos judiciais. Segundo a revista Veja, a parte do depoimento de Funaro que menciona Vaccari "ainda é guardada sob sigilo" no STF. Em São Paulo, vão para 3 anos as investigações sobre a Bancoop. A esta altura, de duas, uma: ou o caso já deveria ter sido encerrado ou despachado para a Justiça. Em situações do gênero, a divulgação de suspeitas ou alegações contidas em documentos a que a imprensa tem acesso apenas acentua a urgência com que elas devem chegar a um desfecho.

STF leva mensalão à pauta e testa isenção de Toffoli - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)




17/03/2010

Fotos: Folha

A pedido do relator Joaquim Barbosa, o STF incluiu na pauta da sessão desta quinta-feira (18) uma dicussão sobre o andamento do processo do mensalão.

Vai a julgamento recurso interposto por um dos réus da “quadrilha dos 40”, o deputado cassado Roberto Jefferson (PTB-RJ).

Dá-se ao recurso o nome técnico de “agravo regimental”. Resultou numa “questão de ordem”.

A encrenca escalou o plenário porque Joaquim Barbosa deseja compartilhar a decisão com os outros dez ministros que integram o Supremo.

A coisa diz respeito ao andamento do processo, não ao mérito da causa, cujo julgamento está longe de acontecer.

O relator não informou aos seus pares o teor da peça dos advogados de Jefferson. Supõe-se que diga respeito ao depoimento de Lula.

O presidente da República frequenta os autos na condição de testemunha. Sob protestos de Jefferson, que o vê como co-réu.

Esta será a primeira vez que o processo do mensalão passa pelo plenário do STF desde a chegada do ministro Dias Toffoli, o último indicado por Lula.

Reza o Código de Processo Penal que um julgador deve se declarar suspeito sempre que estiver em jogo o interesse de um “amigo íntimo”.

Há no STF e no Ministério Público a expectativa de que Toffoli tome a iniciativa de se auto-excluir de decisões relacionadas à ação penal do mensalão.

Antes de ser guindado ao STF, Toffoli chefiara, sob Lula, a Advocacia Geral da União.

Recuando-se um pouco mais no tempo, atuara como assessor da Casa Civil na época em que o órgão era chefiado por José Dirceu (PT-SP), hoje qualificado de réu.

Retrocendo-se ainda mais na folhinha, Toffoli servira como advogado do PT na campanha presidencial de Lula, em 2002.

Foi nessa campanha que o PT contraiu com Duda Mendonça as dívidas que, mais tarde, seriam parcialmente liquidadas com as verbas de má origem do mensalão.

Mais recentemente, já no STF, Toffoli votou pelo arquivamento da denúncia contra Eduardo Azeredo (PSDB-MG) no caso do mensalão tucano de Minas.

Foi voto vencido. Mas valeu-se de uma tese que, transposta para o escândalo petista, poderia ser invocada para livrar a cara do ex-ministro José Dirceu.

Toffoli alegou que o fato de Azeredo ter sido governador na época em que as arcas de sua campanha reeleitoral foram borrifadas com verbas ilegais não autorizava a suposição de que o tucano tivesse conhecimento dos malfeitos.

Eis o miolo do raciocínio de Toffoli: "A peça acusatória, sem especificar de modo concreto a participação do investigado, atribui-lhe objetivamente responsabilidade pelos eventos tidos como delituosos pelo fato de ser ele à época governador de Minas Gerais".

Numa entrevista de 25 de março de 2007, Toffoli, então advogado-geral da União, travara com a repórter Silvana de Freitas o seguinte deiálogo:

-O sr. trabalhou na Casa Civil. É amigo de José Dirceu?
Sou, mas não posso dizer que tenho com ele a mesma relação que tenho com o [Arlindo] Chinaglia [de quem foi assessor]. Com Dirceu, trabalhei diretamente pela primeira vez na Casa Civil. O contato profissional anterior tinha sido como advogado do PT.

- O sr. estava na Casa Civil quando surgiu o escândalo do mensalão. Qual é a avaliação que você faz da denúncia criminal do procurador-geral da República?
Não analisei a denúncia, não posso me manifestar sobre algo que não conheço.

- A denúncia afirma que o mensalão era negociado dentro da Casa Civil e que Dirceu era chefe de uma organização criminosa.
Enquanto estive na Casa Civil nunca ouvi falar em mensalão. Não posso falar sobre o que desconheço, o que não vi, o que não sei e que nem mesmo sei se existe. O curioso é que o Roberto Jefferson foi cassado por não ter comprovado o mensalão, e Dirceu, por ser chefe do mensalão. São dois relatórios, submetidos ao mesmo plenário, com situações absolutamente antagônicas.

Em entrevista mais recente, de 4 de outubro de 2009, o já ministro Toffoli foi reinquirido sobre o tema pelos repórteres Valdo Cruz e Vera Magalhães:

- O sr. foi subchefe de assuntos jurídicos da Casa Civil na gestão de José Dirceu, que é réu numa ação penal sob a acusação de ter chefiado o mensalão. Há suspeição sua para julgar o caso quando o ministro Joaquim Barbosa levá-lo ao plenário?
Eu não vou falar sobre caso concreto.

Cinco dias antes, durante sabatina na Comissão de Justiça do Senado, Toffoli havia sido fustigado pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS):

"Vossa Excelência é amigão do José Dirceu. Inclusive a sua indicação é considerada uma vitória pessoal do ex-chefe da Casa Civil", dissera o senador.

Por todas as razões, Toffoli renderá homenagens ao bom senso se tomar a iniciativa de se afastar das decisões relacionadas à ação penal do mensalão.

Na hipótese de preferir o flerte com o erro, ex-adgovado-geral da gestão Lula, ex-assessor de Dirceu e ex-advogado do PT pode arrostar uma arquição de suspeição.

Pode ser for formulada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, ou pelos advogados dos réus. Melhor evitar o risco do constrangimento


Escrito por Josias de Souza às 06h53

Mônica Bergamo - Folha de São Paulo - link (aqui)

Mastrangelo Reino/Folha Imagem

O presidente do STJ, César Asfor Rocha, na noite em que ganhou o título de cidadão paulistano da Câmara Municipal de SP

Sobre rodas

O trânsito de SP matou, só no ano passado, 1.382 pessoas -ou sete vezes mais do que um dos mais graves acidentes aéreos da história, o da TAM, em 2007. O índice de 2,07 mortes por 10 mil veículos é bem maior que o da média de países como EUA (1,60), Espanha (1,14) e Alemanha (0,89). A boa notícia: houve queda de 10% em relação a 2008 (2,3), ano que teve 1.463 vítimas fatais na cidade.

SOBRE RODAS 2
Os pedestres foram as maiores vítimas: 671 morreram em acidentes, além de 428 motociclistas, 222 motoristas ou passageiros e 61 ciclistas.

MÃO ÚNICA
E o secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, anuncia nos próximos dias a proibição de motos na 23 de maio, entre o Detran, em frente ao parque Ibirapuera, e o Vale do Anhangabaú. A medida faz parte do pacote para diminuir o número de vítimas no trânsito -70% dos acidentes nesta avenida envolvem motoqueiros. Moraes calcula que o veto às motos fará com que as ocorrências passem de 182 por ano para pouco mais de 50.

RANKING
As motos também serão proibidas na pista expressa da marginal Tietê, via que registrou quase 600 acidentes e que teve o maior número de vítimas fatais na cidade em 2009: 50. Em seguida vêm marginal Pinheiros e 23 de Maio.

LIÇÃO DE CASA
Os desembargadores do TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região, em SP, enfrentam uma inédita fiscalização. A correição, determinada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) começou nesta semana e verificará desde atrasos em processos até o atendimento que os magistrados dão a advogados.

MENSALÃO

Lula: réu ou não, eis a questão

O ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), dividirá com os outros colegas da Corte uma das decisões mais polêmicas do caso: a de incluir o presidente Lula como réu no processo.



O pedido já foi feito reiteradas vezes por advogados do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que denunciou o pagamento de mesada aos parlamentares e acabou sendo ele próprio denunciado. O argumento é o de que, como vários ministros do governo foram acusados de participar do esquema, isso indicaria a co-participação do presidente.



Até agora, Barbosa negou os pedidos dos advogados, já que o própria procuradoria-geral, que denunciou o mensalão ao Supremo, excluiu o presidente do processo. O ministro, no entanto, acha mais apropriado que a decisão final seja tomada por todos os ministros. Ele deve levar a questão ao plenário na próxima quinta.

ASFALTO CULTURAL
Carlos Vogt, secretário de Ensino Superior de SP, é candidato à presidência do conselho da Fundação Padre Anchieta, que comanda a TV Cultura. Ele é cotado para assumir o cargo e pavimentar a reeleição do jornalista Paulo Markun no comando da emissora, como quer o governador José Serra -e como não querem partidários de Geraldo Alckmin.

COBERTOR CURTO
O DEM e o PSDB paulista ligado a Serra devem se engalfinhar pela vaga de vice-governador na chapa de Alckmin (PSDB-SP). Os primeiros querem Guilherme Afif Domingos, secretário do Trabalho, na chapa; os tucanos serristas querem indicar um nome de seu grupo, empurrando Afif para concorrer ao Senado -eleição considerada muito difícil por ter na disputa nomes de grande densidade eleitoral, como Orestes Quércia, Marta Suplicy, Gabriel Chalita e Netinho de Paula.

FOME DE FENÔMENO
No voo da Gol que levou o time do Corinthians a Bogotá, na semana passada, o atacante Ronaldo reclamou do sanduíche oferecido pela companhia, dizendo que a porção era uma "miséria". Bem nessa hora, uma aeromoça passou pelo Fenômeno com uma lasanha na mão, que era para o piloto. O jogador, então, fez uma oferta: "Te pago cem reais para você deixar essa lasanha aqui". Ela recusou.

SELEÇÃO BALADEIRA
Donos de alguns dos clubes mais badalados de São Paulo vão atacar de DJs na festa de um ano do Sonique, no Baixo Augusta. Na escalação feita por Beto Lago, dono do bar, estão Renato Ratier, do D-Edge, Alexandre Youssef, do Studio SP, André Hidalgo, do Glória, Michel Saad, da Disco, André Almada, da The Week, e Tibiriçá (Z Carniceria, Volt, Lions e Vegas). A festa acontece no dia 30.

PILOTO E DJ
Para provar que não é mais um DJ de ocasião, o piloto Raul Boesel avisa que foi convidado pelo DJ Sharam, da badalada dupla de house Deep Dish, para dividir os pick-ups com ele em uma apresentação no clube Dream em Miami, no dia 25.

APERTO, NÃO
Após o concerto de Nelson Freire no sábado, na Sala São Paulo, formou-se uma fila para conseguir um autógrafo do pianista. Antes de chegarem a Freire, no entanto, cada um dos fãs era avisado pelo segurança: "Gente, não apertem a mão dele que ele não gosta..."

BOTECO LITERÁRIO
Com textos do compositor Moacyr Luz, intervenções de Ruy Castro e ilustrações de Jaguar, o bar Pirajá terá sua história contada em livro. A obra, que deve ser lançada em maio, vai reunir histórias de boemia com receitas de boteco e sugestões de trilhas sonoras para acompanhar a leitura.

CURTO-CIRCUITO
A ASSOCIAÇÃO AME Jardins realiza amanhã, às 8h, Assembleia Geral Ordinária com presença dos moradores, no Museu Brasileiro da Escultura, na avenida Europa.
O GUITARRISTA Edgard Scandurra e a cantora Pitty fazem performance como DJs hoje, a partir das 23h45, na festa Hell on High Heels do clube Hot Hot. Classificação: 18 anos.
A ESTILISTA Cris Barros apresenta seu desfile de inverno hoje, às 21h, no Edifício Dacon, na avenida Cidade Jardim.
OS DOUTORES DA ALEGRIA inauguram espaço de venda de produtos da ONG hoje, às 19h, na Coletivo Amor de Madre.
O LIVRO "A História do Automóvel - Vol. 3", de José Luiz Vieira, será lançado hoje, às 19h, na Livraria Cultura do Villa-Lobos.
A GRIFE ERRE, de Cláudia e Renata De Goeye, reabre hoje em novo espaço, a partir das 17h, na rua Paraguai, 21.

com ADRIANA KÜCHLER, DIÓGENES CAMPANHA e LÍGIA MESQUITA

Elio Gaspari - Folha de São Paulo - link (aqui)




Brava gente brasileira


Os 82 soldadores dekasseguis do estaleiro EAS indicam que Pindorama vive um novo tempo



A REPÓRTER ANGELA Lacerda trouxe uma das melhores notícias da vida nacional dos últimos tempos: para a construção de seus navios, o Estaleiro Atlântico Sul, de Suape, foi buscar no Japão trabalhadores brasileiros qualificados. Já trouxe 82 e deverá trazer 200. Pela primeira vez, desde o final do século passado, quando a ruína nacional levou milhões de brasileiros a emigrar, registra-se um movimento inverso.
É notícia boa em estado puro. Em primeiro lugar, porque os navios da Petrobras estão sendo fabricados em Pindorama. Como faltam operários especializados no mercado brasileiro, uma indústria pode ir ao Japão buscar trabalhadores que deixaram o país em busca de oportunidades.
Se a Petrobras continuasse comprando barcos e plataformas no exterior, um estaleiro nacional jamais precisaria de soldadores. Aliás, nem de estaleiro se precisaria. (O EAS tem uma encomenda de 22 navios e do casco da plataforma P-55.)
Um soldador de estaleiro japonês ganha o equivalente a até R$ 9.000, não tem expectativa de carreira nem direitos semelhantes aos dos nativos. O EAS paga na mesma faixa e lhes devolve a cidadania trabalhista. No Japão, há 280 mil brasileiros, chamados de dekasseguis, descendentes dos imigrantes que chegaram a São Paulo a partir de 1908.
As décadas perdidas espalharam 3 milhões de brasileiros pelo mundo. Eles batalham nas mais diversas ocupações, quase sempre submetidos a regimes de exploração. Como diria Nosso Guia, nunca na história do nosso país acontecera coisa semelhante.
Em 1995, o Itamaraty tinha calígrafo, mas não dispunha de sala para cuidar dos interesses da diáspora nacional. O presidente Fernando Henrique Cardoso encontrou três garçons brasileiros no banquete do Dia da Vitória, em Londres. Em 2002, um brasileiro que precisasse conversar por telefone com um funcionário do seu consulado em Nova York deveria fazê-lo entre as 15h e as 17h. Na cidade viviam 300 mil nativos.
Havia burocrata que chamava uma parte dessa diáspora de "os ilegais". De fato, cerca de 2 milhões de brasileiros vivem sem a necessária documentação dos países para onde foram, mas um funcionário pago pela Viúva não deveria chamar um compatriota de "ilegal", a menos que ele descumprisse alguma lei de seu país. Esse pedaço da patuleia remete anualmente cerca de US$ 7,5 bilhões para suas famílias, ervanário equivalente às exportações de soja.
O episódio das contratações do EAS é pontual, provocado pela carência de soldadores. Vale registrar que a maioria dos soldadores trazidos de volta estava empregada no Japão, onde quase todos qualificaram-se. Quando emigraram, há dez ou 20 anos, tinham escolaridade, pouca experiência e, em alguns casos, eram pequenos empresários arruinados pelo Plano Collor.
O estaleiro EAS poderia emprestar uma equipe à comissária Dilma Rousseff para cuidar dos cronogramas do PAC. Em julho do ano passado, quatro soldadores brasileiros que trabalhavam no Japão buscaram trabalho em Suape. Em novembro, surgiu a necessidade de contratar mais soldadores. A coordenadora de recursos humanos do estaleiro, Marcia Marques, 36 anos, lembrou-se dos dekasseguis e em dezembro embarcou para Tóquio. Em janeiro, chegou o primeiro grupo de oito trabalhadores. Alguns deles ralam na construção do primeiro petroleiro do EAS, que irá ao mar até o final do mês.

Por 4 a 3, TRE cassa Arruda por infidelidade partidária - Folha de São Paulo - link (aqui)



Decisão abre caminho para eleição indireta para escolher novo governador do DF

Defesa de governador diz que vai recorrer ao TSE; com a perda do mandato, Arruda perde o foro privilegiado e pode passar para a Papuda


Lula Marques/Folha Imagem

Manifestantes comemoram, no plenário do TRE-DF, a cassação de Arruda (sem partido)

FILIPE COUTINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O TRE (Tribunal Regional Eleitoral ) do DF cassou ontem, por 4 votos a 3, o governador José Roberto Arruda (sem partido) por infidelidade partidária. É a primeira vez que um governador perde o cargo por ter deixado um partido.
Com a cassação, Arruda perde o foro privilegiado e corre o risco de ir para presídio da Papuda, junto com outros cinco presos acusados de tentativa de suborno de testemunhas no caso que ficou conhecido como mensalão do DEM. A Câmara Legislativa do DF, contudo, deve ser notificada antes. O governador cassado é acusado de chefiar o esquema de distribuição de propina no Distrito Federal e foi preso, em 11 de fevereiro, por tentativa de suborno a uma testemunha.
Atualmente está preso em uma sala reservada na Polícia Federal. Na Papuda, os envolvidos na tentativa de suborno dividem cela com outros dois presos, com ensino superior. A cassação de Arruda abre duas hipóteses definir quem assume o cargo de governador.
Para o relator do caso, desembargador Mário Machado, a regra constitucional deve prevalecer e uma eleição indireta deve ser convocada em 30 dias. Outra hipótese, que consta na lei orgânica do DF, é que o interino Wilson Lima (PR), que assumiu por ser o presidente da Câmara Legislativa, seja o governador em definitivo. Para o desembargador Machado, a decisão será do Legislativo.
O presidente da Câmara do DF, Cabo Patrício (PT), disse que os deputados votarão hoje projeto que prevê a realização de eleição indireta no caso de vacância do cargos de governador e vice. "Queremos adotar o mesmo texto da Constituição. O momento é de mudança, de corrigir nossa legislação."
Segundo ele, já há consenso para aprovação da proposta em primeiro turno. Se aprovado, o projeto poderá ser votado em segundo turno dez dias depois e passará a valer após dois meses. O governador interino disse, por meio da sua assessoria, que não iria comentar.

Recurso
Arruda deixou o DEM em dezembro, na véspera da reunião da Executiva que analisaria sua expulsão. Foi uma tentativa de esfriar a crise, uma vez que ele se tornou inelegível para 2010.
A defesa de Arruda irá recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral. Enquanto o TSE não der a palavra final, ele fica fora do cargo. "Houve perseguição. Todos tinham aversão a Arruda. Ninguém queria associar a legenda ao nome do governador. O partido virou as costas", afirmou a advogada de Arruda, Luciana Lóssio.
O procurador Renato Brill de Góes, autor da ação contra Arruda no TRE, disse que a saída do DEM foi "estratégica", tese que foi aceita. Como o mandato pertence ao partido, o procurador pediu a perda do cargo. Para o desembargador Machado, Arruda não sofreu discriminação pessoal. Machado sustentou que o governador cassado teve o direito de ampla defesa e não foi perseguido.
Após três horas de discussão, coube ao presidente do TRE-DF, Lecir da Luz, dar o voto de desempate pela cassação. Ontem, o médico particular de Arruda pediu um exame de cateterismo para confirmar uma possível obstrução de 50% em uma artéria de Arruda. A defesa entrou também no STJ com pedido de revogação da prisão do governador cassado.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, encaminhou ontem ao Supremo Tribunal Federal parecer do órgão pela intervenção federal no Distrito Federal. A Procuradoria foi a autora do pedido, que ainda será julgado pelo STF.

Colaborou LARISSA GUIMARÃES, da Sucursal de Brasília


ANÁLISE

Decisão no DF é o jeitinho brasileiro no seu melhor FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

José Roberto Arruda foi o pivô do mais bem documentado escândalo de corrupção da história brasileira. Ele alega ser inocente. Mas vídeos em profusão mostraram seus aliados escondendo maços de dinheiro nos lugares mais recônditos de suas vestimentas.
O Democratas, de maneira pusilânime, não o expulsou de maneira imediata. Negociações de bastidores ocorreram para que Arruda saísse sozinho.
Agora, o governador está sendo cassado por um crime que, a rigor, não cometeu: o TRE o cassou por infidelidade partidária. O que ocorreu, na realidade, foi que o Democratas forçou Arruda a sair do partido. Só quem chegou de Marte agora não conhece essa história.
A decisão é conveniente a todos. É o jeitinho brasileiro elevado à máxima potência.
Se não recorrer, Arruda não é mais governador. Logo, não tem mais o poder de obstruir a Justiça e pode sair da cadeia.
Na Câmara do DF (essa anomalia), o processo de impeachment terá de ser extinto. A intervenção também perde força.
Por fim, o próprio Arruda pode dar uma sumida e voltar quando bem entender, candidato a alguma coisa, pois só perdeu o mandato, não o direito de concorrer nas eleições.

Renata Lo Prete - Painel - Folha de São Paulo - link (aqui)






RENATA LO PRETE - painel@uol.com.br


Repescagem do mensalão

Depois de apresentar a denúncia contra os 40 do escândalo do mensalão, a Procuradoria-Geral da República indicou dois peritos para fazer uma triagem e obter cópia de documentos da CPI dos Correios que, segundo parlamentares que atuaram na comissão, não chegaram a ser analisados pelo Congresso.
São dados que apareceram quando o relatório da CPI já havia sido concluído. O pacote inclui CDs com movimentações financeiras de fundos de pensão e corretoras, agora levados ao noticiário na esteira do caso Bancoop. A entrada e saída de papéis foi registrada em ofícios da Secretaria Geral da Mesa do Senado no período de maio de 2007 a março do ano passado.



Esticando a corda. Em conversa no final de semana, Ciro Gomes deixou as lideranças do PSB de cabelo em pé ao sugerir que o partido adie para junho, quando ocorrem as convenções, a definição sobre sua permanência ou retirada da disputa presidencial. Ninguém que não o próprio deputado tem interesse em levar a novela tão longe.

Que tal? Com a candidatura ao governo paulista pronta para sair do forno, Aloizio Mercadante (PT) sugeriu ao PDT o nome do prefeito de Campinas, Dr. Hélio, para vice. Mas o partido indicou Reginaldo Nogueira, que administra Indaiatuba. Na próxima segunda, os petistas tratarão do tema também com PC do B, PR e PRB.

Road show. Às vésperas da saída de Dilma Rousseff do governo, ninguém segura Lula em Brasília: o presidente se ausentará da capital por quatro dias na próxima semana. Estão previstas visitas a SP, Rio, Bahia e Tocantins.

Apertando. Ibope a ser divulgado hoje traz José Serra (PSDB) cinco pontos à frente de Dilma (PT) não apenas no primeiro turno mas também na simulação de segundo.

Teste. Recente pesquisa feita pelo instituto Ipsos para a Natura indagou aos entrevistados, entre outros itens relativos à imagem da empresa, qual seria o efeito da ida de Guilherme Leal, co-presidente do Conselho de Administração, para o lugar de vice na chapa de Marina Silva (PV).

Cofre 1. Feito a pedido de Lula, o pente fino da Controladoria Geral da União nas contas do Distrito Federal detectou que, ao final de 2009, chegavam a R$ 390 milhões os recursos repassados pelo governo federal à Secretaria de Saúde e que permaneciam aplicados em CDBs.

Cofre 2. O volume, equivalente a 50% do total direcionado à pasta no ano passado, já havia chamado a atenção do Ministério da Saúde.

Dividido. Enquanto o presidente do PTB, Roberto Jefferson, deixa clara a intenção de se aliar a José Serra, o líder do partido no Senado, Gim Argello (DF) organizou ontem um jantar de parlamentares petebistas com Dilma.

Caneta. A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) será a relatora do projeto que trata da partilha dos royalties do pré-sal na CCJ do Senado.

De mal. O clima pesou entre os líderes do PMDB, Renan Calheiros, e do governo no Senado, Romero Jucá. O alagoano culpa Jucá por não ter sido chamado à reunião da cúpula do partido com Lula para discutir a substituição dos ministros-candidatos.

De bem. Após intervenção de Alexandre Padilha (Relações Institucionais), que ontem foi ao Senado, Jucá e Renan fizeram questão de circular juntos ao lado do ministro. Visita à Folha. Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), visitou ontem a Folha. Estava com Fábio Souto de Moraes, secretário-geral, Rosana Inácio da Silva, secretária de Comunicações, e José Rocha Cunha, assessor.

com SILVIO NAVARRO e LETÍCIA SANDER

Tiroteio

"Não há problema em reabrir dados da CPI dos Correios, desde que o PSDB aceite retomar a investigação do mensalão mineiro."

De REGINALDO LOPES, presidente do PT-MG, sobre o esforço da oposição para buscar na base de dados da finada comissão informações relativas à Bancoop e ao tesoureiro do PT, João Vaccari.

Contraponto

Longo prazo Gilberto Kassab discursava, sexta-feira passada, na cerimônia de formatura da primeira turma de alunos do programa de inclusão digital resultante de parceria entre a prefeitura da capital e o governo de São Paulo.
Num aparte, alguém da plateia propôs um debate sobre o tema em abril. O prefeito aproveitou a deixa para provocar os secretários que deixarão seus cargos até o final deste mês para disputar as eleições. Fingindo-se de sério, apontou para Rodrigo Garcia (Desburocratização) e Ricardo Montoro (Participação e Parceria) e informou:
-Então, a reunião fica agendada para o dia 15 de abril. Vocês dois estarão disponíveis, certo?

Ruy Castro - Folha de São Paulo - link (aqui)




Tunga


RIO DE JANEIRO - Se aprovada no Congresso a emenda Ibsen -que propõe uma redistribuição dos royalties com a exploração do petróleo, reduzindo a participação dos Estados produtores e dividindo-a pelos demais-, o Estado do Rio e seus municípios, responsáveis por 85% dessa produção, serão duramente atingidos. Dos R$ 7.504 bilhões que recebem hoje, ficarão reduzidos a nanicos R$ 236 milhões.
Significa que R$ 7.268 bilhões serão tungados da economia do Rio e pulverizados entre os municípios de 24 Estados, cujo mérito para entrar nessa bolada equivale ao dos fluminenses Macaé ou Rio das Ostras para entrar na bolada do leite produzido no Rio Grande do Sul, do minério extraído em Minas Gerais ou das receitas de turismo nas praias do Rio Grande do Norte. Mas, principalmente, farão a festa de deputados e prefeitos cuja cortesia com chapéu alheio lhes garantirá tranquilas reeleições.
A ideia de que o petróleo do Rio não é do Rio, mas "do povo brasileiro", foi enunciada outro dia pelo próprio presidente Lula, numa de suas tiradas para a geral. Mas já vem de longe. Pela Constituição de 1988, o petróleo é o único produto cujos derivados não recolhem ICMS onde são produzidos, mas onde são consumidos. O Rio deve esta bofetada ao então deputado José Serra.
Pelo visto, não era suficiente. Com a subtração de carteira tramada pela emenda Ibsen, o Rio terá de cancelar programas de saneamento, despoluição de baías e lagoas, reforma de estruturas viárias e outros projetos, comprometendo, por exemplo, a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016. Se tais metas não puderem ser cumpridas, o Rio será acusado de quebra de contrato. Mas, então, isso pouco importará. Quem ficará mal no filme será a "imagem do Brasil" lá fora.
Imagem que Lula tanto diz prezar. No fundo, apenas a sua própria.

Câmara do DF terá de eleger substituto para Arruda - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)




17/03/2010

Lula Marques/Folha

A cassação do mandato do governador preso José Roberto Arruda (ex-DEM) deve ser formalmente comunicada à Câmara Legislativa do DF nesta quarta (17).

Informado, o Legislativo da Capital terá de organizar a eleição indireta de um novo ocupante para o cargo.

O vice Paulo Octávio (ex-DEM) já havia batido em retirada. Sua renúncia acomodara na cadeira de governador o interino Wilson Lima (PR), presidente da Câmara.

A decisão do TRE produziu festejos e apreensões. A comemoração foi puxada por estudantes que assistiam à sessão, como demonstram as cenas lá do alto.

A preocupação materializou-se na Câmara Legislativa, que havia agendado para abril a votação do impeachment de Arruda.

Atropelados pela sentença da Justiça Eleitoral, os deputados distritais terão de se concentrar em outra prioridade.

Contra a enfermidade da dupla vacância, a Lei Orgânica do DF prevê um remédio diferente do receitado pela Constituição.

Diz a lei que, quando ocorre no último ano do mandato, a inviabilização simultânea do governador e do vice leva à cadeira de governador o presidente da Câmara.

A Constituição, porém, prevê que a Câmara é obrigada a escolher, em eleição indireta, um substituto para completar o resto do mandato –nove meses e meio.

Para corrigir a inconstitucionalidade, os deputados distritais terão de aprovar uma mudança na Lei Orgânica, ajustando-a à Constituição.

Algo que o vice-presidente do Legislativo, Cabo Patrício (PT), hoje no exercício da presidêencia, planeja articular já a partir desta quarta.

Não se sabe, por ora, quem pode virar governador. Mas, a julgar pela composição da Câmara, são escassas as opções.

A estudantada, momentaneamente em festa, talvez seja empurrada de volta ao meio-fio muito em breve.

Um detalhe adiciona dúvida num cenário já demasiado fluido. A defesa de Arruda anunciou a intenção de recorrer ao TSE contra a cassação.

O recurso pode incluir um pedido que os advogados chamam de “efeito suspensivo”. Significa dizer que a decisao do TRE seria sobrestada até o pronunciamento do TSE.

De resto, o TRE acomodou interrogações também sobre o inquérito do panetonegate.

Cassado, Arruda passou a flertar com o risco de ser transferido do “PF’s INN”, sua hospedaria atual, para o presídio da Papuda, menos confortável.

Antes da cassação, a defesa de Arruda protocolara no STJ um pedido de revogação da prisão. O tribunal requereu a manifestação do Ministério Público.

Estima-se que o novo recurso não será julgado em menos de 30 dias. Não é só: abre-se um debate em torno do foro que deve cuidar do processo contra Arruda.

Como governador, ele só podia ser processado no STJ. Com a cassação, o processo desceria, em tese, para a primeira instância do Judiciário.

O rol de acusados do inquérito inclui, porém, um conselheiro afastado do Tribunal de Contas do DF, Domingos Lamoglia, que ainda desfruta do privilégio de foro.

Assim, pode prevalecer o entendimento de que, por conta das acusações que pesam contra Lamoglia, os autos devem permanecer no STJ.

Se for instado a comentar a geléia em que se converteu a política brasiliense, Roberto Carlos decerto dirá: São muitas emoções, bicho!

- Siga o blog no twitter.

Escrito por Josias de Souza às 04h28