sábado, 1 de maio de 2010
Mõnica Bergamo - Folha de São Paulo -link (aqui)
João Brito/Folha Imagem![]() |
A tenista Paula Gonçalves, 19, treina há cinco anos com Carlos Alberto Kirmayr, ex-técnico de Gabriela Sabatini, para tentar uma vaga na Olimpíada de 2012, em Londres. A partir de segunda-feira, a campineira, bicampeã do torneio Challenger de Buenos Aires, participa da competição Rio Series de tênis feminino, no hotel do Frade, em Angra dos Reis.
Ainda em alta
Apesar de queda acentuada em relação a março, em que foram vendidos 355 mil carros no país, os números deste mês devem fechar entre os melhores já registrados nos meses de abril. Os dados preliminares da Anfavea, a associação nacional dos fabricantes de veículos, mostram que foram comercializados cerca de 280 mil automóveis nos últimos 30 dias.
DESCONTO
O bom resultado ainda reflete a corrida às compras por causa das isenções de impostos que o governo manteve até o mês passado para incentivar a venda de carros. Entre outros fenômenos, as concessionárias, aproveitando os preços mais baixos de março, fizeram estoques para continuar oferecendo os veículos, em abril, com os mesmos descontos que davam até então à clientela.
GRÁFICO
Outra boa notícia: o emprego no setor, que começou a aumentar em junho do ano passado, continua crescendo, mesmo com o fim das isenções e a queda nas vendas de veículos.
TURBINA
Andrea Matarazzo vai se encontrar com João Sayad nos próximos dias -ele substituirá o atual secretário no comando da Secretaria da Cultura. A ideia é que Matarazzo tome posse no dia 11 de maio.
MELHOR AMIGO
Paulo Maluf (PP-SP) fez questão de ressaltar as afinidades e a proximidade histórica com alguns tucanos paulistas no jantar em que confraternizou com o senador Sergio Guerra (PSDB-PE), coordenador da campanha de José Serra (PSDB-SP) à Presidência, em Brasília, há dois dias. Entre os amigos citados por ele está, aliás, Matarazzo. Maluf é um dos maiores defensores da aliança do PP com Serra, tendo Francisco Dornelles (PP-RJ) como vice.
PINGO D'ÁGUA
Apesar da adesão de grande parte da bancada de deputados federais do PP à ideia de fechar aliança com o PSDB e de indicar o vice de Serra, o próprio Dornelles tem se mantido "na zona de neutralidade. Pessoalmente, ele não nos dá pista de nada", diz um dirigente tucano. "Não é por acaso que é considerado o parlamentar mais esperto de todo o Congresso."
EU SOZINHO
Pré-candidato ao governo de SP pelo PP, o deputado Celso Russomanno já foi procurado para conversar sobre a possibilidade de retirar a candidatura e até ser vice de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) caso vingue a aliança do partido com o PSDB no plano federal. "Não quero ser vice de ninguém. O PP me liberou para ter candidatura independente em São Paulo, mesmo que feche com um dos lados na coligação nacional."
PONTA DOS DEDOS
A Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência vai entregar edições em braile da Bíblia para sete bibliotecas públicas de SP. A primeira a receber será a biblioteca Louis Braille, do Centro Cultural SP, hoje. Cada exemplar custa R$ 1.501 e tem 33 mil páginas. Uma lei de 2003 exige que as bibliotecas públicas tenham no acervo pelo menos uma Bíblia em braile. A pasta também pretende distribuir, até o final de 2010, 520 audiolivros e outras 520 obras em alto-relevo.
I WILL SURVIVE
A cantora Gloria Gaynor, considerada musa dos gays, desembarca mais uma vez no Brasil. Ela se apresenta no dia 9 de junho no HSBC Brasil.
SERTÃO NA MODA
A Villa Country, casa noturna focada em música sertaneja, será o local do desfile da grife Do Estilista, de Marcelo Sommer, no dia 13 de junho, na São Paulo Fashion Week. "Escolhi o lugar porque se parece com Las Vegas. É supertemático. Tem rio, cachoeira, é todo feito de madeira", diz Sommer, que afirma que a coleção não terá estilo sertanejo, mas "tem a ver com nômade".
TELA MUTANTE
As obras do músico Arnaldo Baptista, ex-Mutantes, que trabalha há anos com desenhos e pinturas e agora é oficialmente representado por uma galeria, estão à venda na feira SP Arte até amanhã. Custam de R$ 1.400 a R$ 2.100.
CURTO-CIRCUITO
O ATOR PAULO JOSÉ dirige a peça "Um Navio no Espaço ou Ana Cristina Cesar", com Ana Kutner, que estreia no dia 8, às 21h, no Sesc Santana. Classificação etária: 14 anos.
O LIVRO "Bienvenido - Um Passeio pelos Quadrinhos Argentinos", de Paulo Ramos, tem lançamento hoje, às 19h30, na HQMix Livraria, na praça Roosevelt.
A CANTORA Leila Pinheiro interpreta canções de Renato Russo hoje e amanhã, às 18h, no Sesc Pompéia. 12 anos.
A FESTA Robbie acontece amanhã, a partir das 22h, no hotel Cambridge, com performance de Nany People. 18 anos.
O BAR ASTOR inaugura filial na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, hoje, às 21h, com festa para convidados.
com DIÓGENES CAMPANHA, LEANDRO NOMURA e LÍGIA MESQUITA
Renata Lo Prete - Painel - Folha de São Paulo - link (aqui)
A proposta de José Serra de extinguir a Secretaria Especial de Portos, que tem status de ministério, foi rebatida por Dilma Rousseff, e, na sequência, defendida de novo pelo tucano. Em Santos, ela disse que "essa secretaria é essencial". E completou: "De nenhuma maneira é compatível com o futuro do país desmontar essa secretaria, que faz um bom trabalho". O ministro é Pedro Britto (PSB), indicado por Ciro Gomes.
Em SP, Serra revidou: "Cuidaremos melhor dos portos, e para isso não precisaremos de um "Ministério dos Portos'". Voltou então à sua agenda: "Mas é fundamental elevar o status das políticas para segurança e deficientes físicos. Serão prioridades nossas".
Sua vez. A área jurídica da campanha de Serra acertou um rodízio com DEM e PPS para dar sequência à série de representações na Justiça Eleitoral a cada evento protagonizado pela dupla Lula-Dilma. O sistema deve entrar em vigor na próxima semana.
Vade retro. Serra foi orientado a evitar políticos ao máximo hoje em Santa Catarina, durante evento com evangélicos. O motivo é a encrenca em seu palanque no Estado: há dois pré-candidatos, Raimundo Colombo (DEM) e Leonel Pavan (PSDB), mais o "híbrido" Eduardo Moreira (PMDB), que poderá estar tanto com o tucano como com Dilma.
Embarque 1. O PMDB ganhou dois postos no primeiro escalão do governo paulista, agora comandado por Alberto Goldman. A partir de hoje, Almino Affonso, vice no mandato de Orestes Quércia (1987-1990), é o secretário de Relações Institucionais.
Embarque 2. Na Secretaria de Assistência Social entra o ex-presidente da Abimaq Luiz Carlos Delben Leite, ligado a Quércia, que disputará o Senado aliado ao PSDB.
De casa. O "Diário Oficial" de hoje traz ainda as efetivações dos adjuntos Marcos Monteiro (Gestão Pública), José Benedito Fernandes (Esportes, Turismo e Lazer), Luciano Almeida (Desenvolvimento) e Ricardo Dias Leme (Justiça e Cidadania).
Reviravolta. A cadeira de presidente do conselho curador da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura de São Paulo, não será mais preenchida pelo secretário estadual de Ensino Superior, Carlos Vogt. Gabriel Jorge Ferreira, ex-Febraban, é um dos nomes cotados para assumir o posto, hoje ocupado por Jorge da Cunha Lima.
Fila. Jornais de nove países já pediram entrevista com Dilma Rousseff. "La Nacion" e "The Wall Street Journal" querem acompanhar a candidata petista em suas viagens.
#&@*!!! Segundo correligionários, o presidente do PT, José Eduardo Dutra, se põe a reclamar da imprensa tão logo conclui a leitura do noticiário pela manhã. Há quem defenda esconder os jornais.
Olho mecânico. Embora muitos apontem favoritismo de Fernando Pimentel sobre Patrus Ananias, há uma dose de imprevisibilidade na prévia que o PT faz amanhã em Minas. Ninguém espera placar folgado, para um lado ou outro. A crer no roteiro bancado pelo Planalto, o vencedor se contentará em disputar o Senado, apoiando Hélio Costa (PMDB) ao governo.
Tira-põe. A secretária de Comunicação Eletrônica da pasta das Comunicações, Zilda Beatriz, será assessora especial do ministro José Artur Filardi. Foi a solução para que ela "aceite" deixar o cargo atual. José Vicente, que assessorou o ministro anterior, Hélio Costa, substituirá Zilda.
Visita à Folha. Wilson P. Ferreira Jr., presidente da CPFL Energia, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Augusto Rodrigues, diretor de Comunicação Empresarial e Relações Institucionais.
Tiroteio
O Brasil é o único país no mundo onde a chamada social-democracia foge dos sindicatos.
Contraponto
Consenso rápido Michel Temer (PMDB-SP) reuniu na terça-feira passada os líderes dos partidos e representantes de movimentos que defendem a aprovação imediata do projeto da "ficha limpa", em busca de um acordo para a votação da matéria. Depois de muita conversa, o presidente da Câmara obteve um requerimento de urgência, instrumento que lhe permite pautar a proposta no plenário.
Pouco antes, Temer fez um alerta para fossem sanadas as divergências internas nos partidos quanto ao projeto:
-Temos de ter cuidado com o compromisso de votar, porque ainda há muita discordância nas bancadas.
-Na nossa não há!- cortou Chico Alencar (PSOL-RJ).
-Bem, Chico, em bancada de três é difícil divergir...
Ruy Castro - Folha de São Paulo - link (aqui)
Mortos sem sepultura
RIO DE JANEIRO - Quando Alfred Hitchcock morreu, há 30 anos (29 de abril de 1980), foi só uma formalidade. Para Hollywood, Hitch já estava morto. Seu último filme, "Trama Macabra", de 1976, fracassara, e era improvável que, aos 80, o deixassem dirigir outro. Não importava que, num passado quase recente, ele tivesse feito "Janela Indiscreta", "Um Corpo que Cai" e "Os Pássaros". Naquele momento, a Universal o mantinha apenas para visitação, como se empalhado vivo.
É verdade. O estúdio lhe dera uma sala, um telefone e uma secretária, com o que todos os dias Hitchcock ia "trabalhar". Seu expediente consistia em receber aspirantes a roteiristas, analisar projetos e, quem sabe, desenvolver um deles em função de um filme que nunca seria rodado. Ou dar entrevistas para livros a seu respeito. Ou ser apresentado a turistas em excursão pelo estúdio, sendo um dos "highlights" a casa de "Psicose", que nunca foi derrubada.
Assim, os últimos anos de Hitchcock resumiam-se a contar, pela enésima vez, como Grace Kelly era seu ideal de mulher -esperava convencê-la a voltar a filmar com ele-, a falar dos filmes que sonhava fazer e a pensar que ainda era Hitchcock.
A United fez o mesmo com Billy Wilder. O gênio de "Crepúsculo dos Deuses" e "Quanto Mais Quente, Melhor" rodou seu último filme, "Amigos, Amigos, Negócios à Parte", em 1981, aos 74 anos, e passou os 21 anos seguintes encostado, lúcido e amargurado. Mas nada se compara ao desterro de Frank Capra: o diretor de "A Mulher Faz o Homem" encerrou a carreira aos 64 anos, em 1961, com "Dama por um Dia", e só morreu 30 anos depois.
Por que isso? Porque as companhias de seguros não bancavam cineastas a partir de certa idade. Hoje isso não é problema. O português Manuel de Oliveira tem 101 anos e continua lampeiro e dirigindo.
A dança do PP - Editorial - Folha de São Paulo
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Pertencente à base do governo Lula, Partido Popular movimenta-se sem maiores traumas na direção de José Serra
SEM SER dos mais graciosos, um balé bastante expressivo ocupa o fundo da cena política brasileira. Enquanto as candidaturas de José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) ocupam o primeiro plano do palco, alguns partidos de função coadjuvante surgem dos bastidores, movimentam-se e voltam a se ocultar.
É a questão da Vice-Presidência e das alianças regionais o que organiza a coreografia; eis então o PP (Partido Popular) a pôr-se em busca de parceiro para o seu próximo "pas de deux".
Cogita-se do nome do presidente da agremiação, Francisco Dornelles, para ser vice na chapa do tucano José Serra.
As afinidades não são poucas entre os dois homens públicos: não apenas a visada austera com que tratam a questão das finanças públicas, mas também a circunstância de que, senador pelo Rio de Janeiro mas sobrinho de Tancredo Neves, Dornelles reinscreveria ao lado de Serra a linhagem mineira de que, na ausência do ex-governador Aécio, a postulação tucana se ressente.
Ocorre que o Partido Popular, se é o de Dornelles, é também o de Márcio Fortes, ministro das Cidades no governo Lula. É o partido de Delfim Netto, conselheiro de prestígio do Planalto nos assuntos econômicos. É o partido de Paulo Maluf, em São Paulo, deputado da base lulista no Congresso. É dilmista nas eleições baianas, serrista no Rio Grande do Sul.
É tudo, enfim -não sendo a menor de suas características o fato de emergir como substituto, numa eventual composição com o PSDB, do seu antigo aliado, o DEM, cujas perspectivas nacionais se esfarelaram com os panetones do ex-governador José Roberto Arruda.
Não há como se espantar diante de tal mobilidade, que se verifica na grande maioria dos partidos brasileiros; o PMDB que se apresta a participar da chapa de Dilma Rousseff se equivale ao PP na sua versão serrista.
A condição anfíbia do Partido Popular é expressiva, entretanto, de uma situação que vai além da clássica ausência de identidade que acomete as agremiações políticas nacionais.
O curioso, na conjuntura atual, é que se tenha na opção entre Dilma Rousseff e José Serra poucas diferenças programáticas a identificar até agora. Nesse sentido, a fisiologia partidária até que poderia receber uma escusa de tipo inédito. Não são apenas os limites entre os partidos que se diluem, mas também as próprias linhas que sempre demarcaram, na história republicana, governismo e oposição.
Registre-se que, em certas áreas da opinião pública, a divisão entre serristas e dilmistas alcança, desde já, graus elevados de estridência e passionalidade. A internet, por exemplo, conhece convicções que os próprios candidatos não julgam conveniente expressar neste estágio da campanha.
O mundo político se afasta, para o bem ou para o mal, das emoções mais vivas da plateia. É assim que, sob uma iluminação furtiva, e cenários de cartão, o PP ensaia seu balé.




