sábado, 18 de setembro de 2010

NONETO DE OSCAR CASTRO NEVES - "Azul Triste" (1965)

LÚCIO ALVES - "Fim de Caso" (Dolores Duran) 1960




Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

LÚCIO ALVES - Lúcio Alves ...interpreta Dolores Duran

ODEON - 1960

Música - Fim de Caso

Composição - Dolores Duran



Luiz Carlos Vinhas - (piano)
Chiquinho do Acordeon - (accordion)
Baden Powell - (guitar)
Ed Lincoln, Gabriel - (bass)
Juquinha - (drums)



Letra:


Fim de Caso


(Dolores Duran)



Eu desconfio
Que o nosso caso está na hora de acabar
Há um adeus em cada gesto em cada olhar
Mas nós não temos é coragem de falar
Nos já tivemos
A nossa fase de carinho apaixonado
De fazer versos
De viver sempre abraçados
Naquela base de só vou se você for
Mas de repente
Fomos ficando cada dia mais sozinhos
Embora juntos cada qual tem seu caminho
E já não temos nem vontade de brigar
Tenho pensado
E Deus permita que eu esteja errado
Mas eu estou
Ah, eu estou desconfiado
Que o nosso caso está na hora de acabar

LÚCIO ALVES - "Idéias Erradas" (Dolores Duran & Ribamar) 1960




Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

LÚCIO ALVES - Lúcio Alves ...interpreta Dolores Duran

ODEON - 1960

Música - Idéias Erradas

Composição - Ribamar & Dolores Duran



Luiz Carlos Vinhas - (piano)
Chiquinho do Acordeon - (accordion)
Baden Powell - (guitar)
Ed Lincoln, Gabriel - (bass)
Juquinha - (drums)



Letra:


Idéias Erradas


(Dolores Duran & Ribamar)



Não faça idéias erradas de mim
Só porque eu quero você tanto assim
Eu gosto de você mas não esqueço
De tudo quanto valho e mereço
Não pense que se você me deixar
A dor será capaz de me matar
De um verdadeiro amor não se aproveita
E não se faz senão aquilo que merece
Depois ele se vai, a gente aceita
A gente bebe, a gente chora, mas esquece

DICK FARNEY - "Meu Mundo é Você" (Aloysio de Oliveira) 1964




Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

DICK FARNEY 1964

ELENCO - 1964

Música - Meu Mundo é Você

Composição - Aloysio de Oliveira

Dick Farney - piano

Arranged by Maestro Gaya

Letra:


Meu mundo é você


(Aloysio de Oliveira)




os meus olhos já não choram
minhas lágrimas secaram
os meus lábios já não falam
sem você não sou
minha vida já não vive
minha estrela já não brilha
os meus braços são vazios
sem você não sou
o meu mundo não é mundo
o meu sonho já nem sonha
meu caminho está escuro
sem você não sou
traz de volta meu sorriso
tenha pena de quem chora
vem meu bem, não demora
vem e nunca vai embora
vem saber que o meu mundo é você
sem você não sou
traz de volta o meu sorriso
tenha pena de quem chora
vem, meu bem, não demora
vem e nunca vai embora
vem saber que o meu mundo é você

LÚCIO ALVES - "A Noite do Meu Bem" (Dolores Duran) 1960




Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

LÚCIO ALVES - Lúcio Alves ...interpreta Dolores Duran

ODEON - 1960

Música - A Noite do Meu Bem

Composição - Dolores Duran



Luiz Carlos Vinhas - (piano)
Chiquinho do Acordeon - (accordion)
Baden Powell - (guitar)
Ed Lincoln, Gabriel - (bass)
Juquinha - (drums)



Letra:


A Noite do Meu Bem


(Dolores Duran)

Hoje eu quero a rosa mais linda que houver
E a primeira estrela que vier
Para enfeitar a noite do meu bem

Hoje eu quero paz de criança dormindo
E abandono de flores se abrindo
Para enfeitar a noite do meu bem

Quero a alegria de um barco voltando
Quero ternura de irmãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem

Ah, eu quero o amor, o amor mais profundo
Eu quero toda beleza do mundo
Para enfeitar a noite do meu bem

Quero a alegria de um barco voltando
Quero ternura de irmãos se encontrando
Para enfeitar a noite do meu bem

Ah, como este bem demorou a chegar
Eu já nem sei se terei no olhar
Toda pureza que eu quero lhe dar

NARA LEÃO - "Odeon" (Ernesto Nazareth & Vinicius de Moraes) 1968




Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

Nara Leão - Nara Leão 1968

PHILIPS - 1968

Música - Odeon

Composição - Ernesto Nazareth & Vinicius de Moraes

Arranjos e regência - Rogério Duprat

"Em 1908, Ernesto Nazareth foi contratado para animar a sala de espera do cinema Odeon. Muita gente comprava ingresso para o filme, mas passava a tarde ouvindo o seu piano.(...) Em 1968, a meu pedido, Vinicius de Moraes fez a letra do chorinho que Nazareth chamou de Odeon". (NARA LEÃO)


Letra:


Odeon


(Ernersto Nazareth e Vinícius de Moraes)



Ai, quem me dera
O meu chorinho
Tanto há tempo abandonado
E a melancolia que eu sentia
Quando ouvia
Ele fazer tanto chorado
Ai, nem me lembro
Há tanto, tanto
Todo o encanto
De um passado
Que era lindo
Era triste, era bom
Igualzinho a um chorinho
Chamado Odeon

Terçando flauta e cavaquinho
Meu chorinho se desata
Tirando a canção do violão
Nesse bordão
Que me dá vida
E que me mata
É só carinho
O meu chorinho
Quando pega e chega
Assim devagarzinho
Meia-luz, meia-voz, meio tom
Meu chorinho chamado Odeon

Ah, vem depressa
Chorinho querido, vem
Mostrar a graça
Que o choro sentido tem
Quanto tempo passou
Quanta coisa mudou
Já ninguém chora mais por ninguém

Ah, quem diria que um dia
Chorinho meu, você viria
Com a graça que o amor lhe deu
Pra dizer "não faz mal
Tanto faz, tanto fez
Eu voltei pra chorar com vocês"

Chora bastante meu chorinho
Teu chorinho de saudade
Diz ao bandolim pra não tocar
Tão lindo assim
Porque parece até maldade
Ai, meu chorinho
Eu só queria
Transformar em realidade
A poesia
Ai, que lindo, ai, que triste, ai, que bom
De um chorinho chamado Odeon

Chorinho antigo, chorinho amigo
Eu até hoje ainda persigo essa ilusão
Essa saudade que vai comigo
E até parece aquela prece
Que sai só do coração
Se eu pudesse recordar
E ser criança
Se eu pudesse renovar
Minha esperança
Se eu pudesse me lembrar
Como se dança
Esse chorinho
Que hoje em dia
Ninguém sabe mais

DICK FARNEY - "Inútil Paisagem" (Tom Jobim & Aloysio de Oliveira) 1964




Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

DICK FARNEY 1964

ELENCO - 1964

Música - Inútil Paisagem

Composição - Tom Jobim & Aloysio de Oliveira

Clélio - Piston

Arranged by Maestro Gaya


Letra:


Inútil Paisagem


(Tom Jobim & aloysio De Oliveira)



Mas pra que
Pra que tanto céu
Pra que tanto mar, pra que?
De que serve esse onda que quebra
E o vento da tarde?
De que serve a tarde?
Inútil paisagem

Pode ser
Que não venhas mais
Que não venhas nunca mais
De que servem as flores que nascem
Pelo caminho?
Se o meu caminho
Sozinho é nada

LÚCIO ALVES - "Pela Rua" (Ribamar & Dolores Duran) 1960



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

LÚCIO ALVES - Lúcio Alves ...interpreta Dolores Duran

ODEON - 1960

Música - Pela Rua

Composição - Ribamar & Dolores Duran



Luiz Carlos Vinhas - (piano)
Chiquinho do Acordeon - (accordion)
Baden Powell - (guitar)
Ed Lincoln, Gabriel - (bass)
Juquinha - (drums)



Letra:


Pela Rua


(Ribamar & Dolores Duran)



No ar parado passou um lamento
Riscou a noite e desapareceu
Depois a lua ficou mais sozinha
Foi ficando triste e também se escondeu
Na minha vida uma saudade meiga
Soluçou baixinho
No meu olhar
Um mundo de tristeza veio se aninhar
Minha canção ficou assim sem jeito
Cheia de desejos
E eu fui andando pela rua escura
Pra poder chorar

LÚCIO ALVES - "Vou Chorar" (Lúcio Alves & Dolores Duran) 1960




Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

LÚCIO ALVES - Lúcio Alves ...interpreta Dolores Duran

ODEON - 1960

Música - Vou Chorar

Composição - Lúcio Alves & Dolores Duran



Luiz Carlos Vinhas - (piano)
Chiquinho do Acordeon - (accordion)
Baden Powell - (guitar)
Ed Lincoln, Gabriel - (bass)
Juquinha - (drums)



Letra:

Vou chorar

(Lúcio Alves & Dolores Duran)

Vou ficar
Contando as horas
Vagando sozinha(o)
Pensando, lembrando de ti
Vou ficar
Mas vai contigo esse amor
Triste amor, que é tão grande
E eu não posso lembrar
E por mais que eu não queira
Vou chorar
Eu, se quiser
Posso enganar
Posso dizer que não vou
Nem sequer recordar
Mas amor
Não adianta mentir
Pois eu sei que pra sempre
Eu irei te lembrar
E por mais que eu não queira
Vou chorar

DICK FARNEY - "Samba de Duas Notas" (Luiz Bonfá) 1964



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

DICK FARNEY 1964

ELENCO - 1964

Música - Samba de Duas notas

Composição - Luiz Bonfá

Conjunto Oscar Castro Neves

Arranged by Maestro Gaya


Letra:


Samba de Duas Notas


(Luiz Bonfá)


Uma nota Si
Uma nota Dó
Vêm como canção
Voz do coração
Que me faz dizer: "Gosto de você"
A escala vem, é tão bom ouvir
Dó buscar o Si
E o Si repetir, repetir

Sei que é ilusão
Mas, eu vou cantar
Sempre esta canção
Como a escala vem
O amor, também
É só repetir
Dó buscar o Si
Si buscar o Mi
É só repetir
E o Mi, o amor e a canção
Coração

Duas notas só
Só você e eu
Amor

Bar é fotografia - Cezary Mikos

http://pictorialism.eu/images/phocagallery/moje/009/thumbs/phoca_thumb_l_0451_ms.jpg



Cezary Mikos

Ulewa (Downpour, Aguaceiro)

Deu no Blog do Noblat - link (aqui)






Enviado por Ricardo Noblat -
18.9.2010 | 9h04m

Deu na Veja

'Caraca! Que dinheiro é esse?'

Erenice e Dilma

Funcionário da Casa Civil recebeu propina dentro da Presidência da República, perto do gabinete da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a um andar do presidente Lula

Diego Escosteguy e Otávio Cabral

Numa manhã de julho do ano passado, o jovem advogado Vinícius de Oliveira Castro chegou à Presidência da República para mais um dia de trabalho. Entrou em sua sala, onde despachava a poucos metros do gabinete da então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e de sua principal assessora, Erenice Guerra Vinícius se sentou, acomodou sua pasta preta em cima da mesa e abriu a gaveta.

O advogado tomou um susto: havia ali um envelope pardo. Dentro, 200 mil reais em dinheiro vivo – um “presentinho” da turma responsável pela usina de corrupção que operava no coração do governo Lula.

Vinícius, que flanava na Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, começara a dar expediente na Casa Civil semanas antes, apadrinhado por Erenice Guerra e o filho-lobista dela, Israel Guerra, de quem logo virou compadre.

Apavorado com o pacotaço de propina, o assessor neófito, coitado, resolveu interpelar um colega: “Caraca! Que dinheiro é esse? Isso aqui é meu mesmo?”. O colega tratou de tranquilizá-lo: “É a ‘PP’ do Tamiflu, é a sua cota. Chegou para todo mundo”.

PP, no caso, era um recado – falado em português, mas dito em cifrão. Trata-se da sigla para os pagamentos oficiais do governo. Consta de qualquer despacho público envolvendo contratos ou ordens bancárias. Adaptada ao linguajar da cleptocracia, significa propina. Tamiflu, por sua vez, é o nome do remédio usado para tratar pacientes com a gripe H1N1, conhecida popularmente como gripe suína.

Dias antes, em 23 de junho, o governo, diante da ameaça de uma pandemia, acabara de fechar uma compra emergencial desse medicamento – um contrato de 34,7 milhões de reais. A “PP” entregue ao assessor referia-se à comissão obtida pela turma da Casa Civil ao azeitar o negócio Segundo o assessor, o governo comprara mais Tamiflu do que o necessário, de modo a obter uma generosa comissão pelo negócio.

Até a semana passada, Vinícius era assessor da Casa Civil e sócio de Israel Guerra, filho de Erenice Guerra, ex-ministra da pasta, numa empresa que intermediava contratos com o governo usando a influência da petista. Naturalmente, cobravam comissão pelos serviços.

Depois que VEJA revelou a existência do esquema em sua última edição, Vinícius e outro funcionário do Planalto, Stevan Knezevic, pediram demissão, a ministra Erenice caiu – e o governo adernou na mais grave crise política desde o escândalo do mensalão, e que ronda perigosamente a campanha presidencial da petista Dilma Rousseff.

Lançado ao centro do turbilhão de denúncias que varre a Casa Civil, Vinícius Castro confidenciou o episódio da propina a pelo menos duas pessoas: seu tio e à época diretor de Operações dos Correios, Marco Antonio de Oliveira, e a um amigo que trabalhava no governo. Ambos, em depoimentos gravados, confirmaram a VEJA o teor da confissão.

Antes de cair em desgraça, o assessor palaciano procurou o tio e admitiu estar intrigado com a incrível despreocupação demonstrada pela família Guerra no trato do balcão de negócios instalado na Casa Civil. Disse o assessor: “Foi um dinheiro para o Palácio. Lá tem muito negócio, é uma coisa. Me ofereceram 200 000 por causa do Tamiflu”.

Vinícius explicou ao tio que não precisou fazer nada para receber a PP. “Era o ‘cala-boca". O assessor disse ainda ao tio que outros três funcionários da Casa Civil receberam os tais pacotes com 200 000 reais; porém não declinou os nomes nem a identidade de quem distribuiu a propina. Diz o ex-diretor dos Correios: “Ele ficou espantado com aquela coisa. Eu avisei que, se continuasse desse jeito, ele iria sair algemado do Palácio”.

O cândido ex-assessor tem razão: dinheiro sujo dentro de um gabinete da Presidência da República é um fato espantoso. Nos últimos anos, sobretudo desde que o presidente Lula relativizou os crimes cometidos durante o mensalão, sempre que se apresenta um caso de corrupção à opinião pública surgem três certezas no imaginário popular.

* Primeiro, nunca se viu um escândalo tão escabroso

* Ninguém será punido

* O escândalo que vier a sucedê-lo reforçará as duas certezas anteriores.

A anestesiada sociedade brasileira já soube de dinheiro na cueca, dinheiro na meia, dinheiro na bolsa, dinheiro em caixa de uísque, dinheiro prometido por padre ligado a guerrilheiros colombianos. Mas nada se compara em ousadia ao que se passava na Casa Civil. Ficará consolidado no inverno moral da era Lula se, mais uma vez, esses eventos forem varridos para debaixo do tapete.

Já se soube de malfeitorias produzidas na Presidência, mas talvez nunca de um modo tão organizado e sistemático como agora – e, ao mesmo tempo, tão bisonhamente rudimentar, com contratos, taxas de sucesso e depósitos de propina em conta bancária.

Por fim, o que pode ser mais escabroso do que um grupo de funcionários públicos, ao que tudo indica com a participação de um ministro da Casa Civil, cobrar pedágio em negócios do governo? O mais assustador, convenha-se, é repartir o butim ali mesmo, nas nobres dependências da cúpula do Poder Executivo, perto do presidente da República e ao lado da então ministra e hoje candidata petista Dilma Rousseff.

Na semana passada, quando o caso veio a público, a candidata do PT ao Planalto, Dilma Rousseff, tentou se afastar o quanto pôde do escândalo. Apesar de o esquema ter começado quando Dilma era ministra e Erenice sua escudeira, a candidata disse que não poderia ser responsabilizada por “algo que o filho de uma ex-assessora fez”. Dilma candidata não tinha mesmo outra alternativa. As eleições estão aí e o assunto em questão é por demais explosivo.

Erenice Guerra ganhou vida em razão do oxigênio que Dilma lhe forneceu durante sete anos de governo. Erenice trabalhou com a candidata quando esta comandava a pasta de Minas e Energia e na Casa Civil transformou-se na assessora-mor da petista, assumindo o cargo de secretária-executiva. É possível que em todos esses anos de intenso trabalho conjunto Dilma não tenha percebido o que se passava ao seu redor. É possível que Dilma seja uma péssima leitora de caráter. Mas, em algum momento, ela vai ter que enfrentar publicamente esse enorme contencioso passado.

Obedecendo à consagrada estratégia política estabelecida pelo PT, Dilma não só tentou se distanciar do caso como buscou desqualificar os fatos apresentados por VEJA. “É um factoide”, afirmou a candidata, dois dias antes de Erenice ser demitida pelo presidente Lula. (O governo divulgou que a ministra pediu demissão, o que é parolagem.)

A chefe da numerosa família Guerra caiu na manhã da última quinta-feira, vítima dos vícios da sua turma. Além dos fatos apontados por VEJA, veio a público o atávico hábito da ex-ministra em empregar parentes no governo, que, desde já, dá um novo significado ao programa Bolsa Família. Também se descobriram contratos feitos sem licitação favorecendo parentes da ministra.

Em um dos episódios, o filhote de Erenice cobrou propina até de um corredor de Motocross, que descolara um patrocínio de 200 000 reais com a Eletrobrás, estatal sob a influência de Erenice. Taxa de sucesso paga: 40 000 reais. “Israel chamava a Dilma de tia”, contou o motoqueiro Luís Corsini, o desportista que pagou a taxa de sucesso.

Antes de capitular aos irretorquíveis fatos apresentados por VEJA, o governo fez de tudo para desqualificar o empresário Fábio Baracat, uma das fontes dos jornalistas na revelação do esquema de arrecadação de propina na Casa Civil. Baracat, um empresário do setor aéreo, narrara, em conversas gravadas, as minúcias de suas tratativas com a família Guerra, que tinham por objetivo facilitar a obtenção de contratos da empresa MTA nos Correios.

No sábado, depois de, como disse, sofrer “fortes pressões”, Baracat divulgou uma nota confusa, na qual “rechaçava oficialmente informações" da reportagem, mas, em seguida, confirmava os fatos relatados. Com medo de retaliações por parte do governo, o empresário refugiou-se no interior de São Paulo. Ele aceitou voltar à capital paulista na última quinta-feira, para mais uma entrevista. Disse ele na semana passada: “Temo pela minha vida. Vou passar um tempo fora do país”. O empresário aceitou ser fotografado e corroborou, diante de um gravador, as informações antes prestadas à revista.

Baracat não quis explicar de onde partiram as pressões que sofreu, mas, em uma hora e meia de entrevista gravada, ratificou integralmente o conteúdo da reportagem. O empresário confirmou que, levado por Israel e Vinícius, encontrou-se várias vezes com Erenice Guerra, quando ela era secretária-executiva e, por fim, quando a petista virou ministra.

As primeiras conversas, narra Baracat, serviram para consolidar a convicção de que Israel não vendia falsamente a influência da mãe. Na última conversa que eles tiveram, em abril deste ano, o tom mudou. Israel cobrava dinheiro do empresário por um problema resolvido para ele na Infraero.

Diz Baracat: “Ele dizia que havia pagado na Infraero para resolver”. Na reunião, disse Erenice, de acordo com o relato do empresário: “’Olha, você sabe que a gente está aqui na política, e a gente tem que cumprir compromissos’. (...) Ficou subentendido (que se tratava da propina). (Ela) foi sempre genérica (nesse sentido). (...) Ela disse: ‘A gente é político, não pode deixar de ter alguns parceiros’”. Baracat diz que não sabe o que a família Guerra fez com o dinheiro.

O misterioso caso da comissão do Tamiflu também merece atenção das investigações iniciadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República. O Ministério da Saúde, que já gastou 400 milhões de reais com a aquisição do remédio desde o ano passado, afirma que não houve qualquer ingerência da Casa Civil – e que a quantidade de Tamiflu comprada foi definida somente por critérios técnicos.

A seguir, mais uma história edificante

Em outros episódios, a participação da Casa Civil aparece de forma mais clara. VEJA apurou mais um caso no qual o poder da Casa Civil dentro do governo misturou-se aos interesses comerciais da ex-ministra, resultando numa negociata de 100 milhões de reais. Desta vez, o lobista central da traficância não é o filho, mas o atual marido de Erenice Guerra, o engenheiro elétrico José Roberto Camargo Campos.

Com a ministra Dilma Rousseff na Casa Civil e a esposa Erenice Guerra como seu braço direito, Camargo convenceu dois amigos donos de uma minúscula empresa de comunicações a disputar o milionário mercado da telefonia móvel. Negócio arriscado, que exige muito capital e experiência num ramo cobiçado e disputado por multinacionais. Isso não era problema para Camargo e seus sócios. Eles não tinham dinheiro nem experiência, mas sim o que efetivamente importa em negócios com o governo: os contatos certos – e poderosos.

Em 2005, a empresa Unicel, tendo Camargo como diretor comercial, conseguiu uma concessão da Anatel para operar telefonia celular em São Paulo. Por decisão pessoal do então presidente da agência, Elifas Gurgel, a empresa do marido ganhou o direto de entrar no mercado. De tão exótica, a decisão foi contestada pelos setores técnicos da Anatel, que alegaram que a empresa sequer havia apresentado garantias sobre sua capacidade técnica e financeira para tocar o negócio.

O recurso levou dois anos para ser julgado pela Anatel. Nesse período, Erenice e seu marido conversaram pessoalmente com o presidente da agência, conselheiros e técnicos, defendendo a legalidade da operação. “A Erenice fazia pressão para que os técnicos revissem seus parecereres e os conselheiros mudassem seu voto”, conta um dos membros do conselho, também alvo da pressão da ex-ministra.

A pressão deu certo. O técnico que questionou a legalidade da concessão, Jarbas Valente, voltou atrás e mudou seu parecer, admitindo os “argumentos” da Casa Civil. Logo depois, Valente foi promovido a conselheiro da Anatel. Um segundo conselheiro, Pedro Jaime Ziller, também referendou a concessão a Unicel. Não se entende bem a relação entre uma coisa e a outra, mas dois assessores de Ziller, logo depois, trocaram a Anatel por cargos bem remunerados na Unicel.

Talvez tenham sido seduzidos pelos altos salários pagos pela empresa, algo em torno de 30 000 reais – muito, mas muito mais do que se paga no serviço público. O presidente Elifas foi pressionado diretamente pelo Ministro das Comunicações, mas nem precisava: ele foi colega de Exéricito de um dos sócios da Unicel. Tudo certo? Não. Havia ainda um problema a ser sanado.

A legislação obriga as concessionárias a pagar 10% do valor do contrato como entrada para sacramentar o negócio. A concessão foi fixada em 93 milhões de reais. A empresa, portanto, deveria pagar 9,3 milhões de reais. A Unicel não tinha dinheiro.

Novamente com Erenice à frente, a Unicel conseguiu uma façanha. O conselho da Anatel acatou o pedido para que o sinal fosse reduzido para 1% do valor do negócio, ou seja, pouco mais de 900 000 reais. A insólita decisão foi contestada pelo Ministério Público e, há duas semanas, considerada ilegal pela Justiça.

Com a ajuda estatal, a empresa anunciou o início da operação em outubro de 2008, com o nome fantasia de AEIOU, prometendo tarifas mais baixas para atrair o público jovem, com o compromisso de chegar a um milhão de clientes em dois anos. Como foi previsto pelos técnicos, nada disso aconteceu.

Hoje, a empresa tem 20 000 assinantes, sua única loja foi fechada por falta de pagamento de aluguel e responde a mais de 30 processos por dívidas, que ultrapassam 20 milhões de reais. Mau negócio? Apesar da aparência, não. A grande tacada ainda está por vir.

O alvo do marido de Erenice é o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – uma invenção que vai consumir 14 bilhões de reais para universalizar o acesso a internet no Brasil. O grupo trabalha para “convencer” o governo a considerar que a concessão da Unicel é de utilidade pública para o projeto. Com isso, espera receber uma indenização. Valor calculado por técnicos do setor: se tudo der certo, a empresa sairá com 100 milhões de reais no bolso, limpinhos.

Dinheiro dos brasileiros honestos que trabalham e pagam impostos.

A participação da Casa Civil no episódio ultrapassa a intolerável fronteira das facilidades e da pressão política. Aqui, aparecem diretamente as promíscuas relações entre os negócios da família Guerra e os funcionários que, dentro da Presidência da República, deveriam zelar pelo bem público.

A Unicel contou, em especial, com os favores de Gabriel Boavista Lainder, assessor da Presidência da República e dirigente do Comitê Gestor dos Programas de Inclusão Digital, que comanda o PNBL. Antes de ocupar o cargo, Gabriel trabalhou por oito anos com os donos da Unicel. Mas isso é, como de costume, apenas uma coincidência – como também é coincidência o fato de ele ter sido indicado ao cargo pelo marido de Erenice.

“O marido da Erenice é um cara que admirava meu trabalho. Ela me disse que precisava de alguém para coordenar o PNBL”, diz Laender. E completa: “O PNBL não contempla o uso da faixa da Unicel, mas ela pode operar a banda larga do governo se fizer adaptações técnicas” É um escárnio.

Camargo indicou o homem que pode resolver os problemas de sua empresa. Procurado, o marido de Erenice não quis se pronunciar. Na Junta Comercial, o nome de Camargo aparece como sócio de uma empresa de mineração, que funciona em modesto escritório em Brasília. Um probleminha que pode chamar a atenção dos investigadores: a Unicel está registrada no mesmo endereço, que também era usado para receber empresários interessados em negócios com o governo. Certamente mais uma coincidência.

Com reportagem de Rodrigo Rangel, Daniel Pereira, Gustavo Ribeiro e Fernando Mello

Comercial antigo - Kleenex "Les inséparables" / Ad (Dir.: Hugo Pivois)

Charge do dia

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Amorim - Correio do Povo - Porto Alegre, RS

Oda al fetichismo: los corsés de Maya Hansen triunfan en Cibeles - Vanitatis, es - link (aqui)

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@Vanitatis.com - 18/09/2010

Oda al fetichismo: los corsés de Maya Hansen triunfan en Cibeles

La madrileña Maya Hansen no para de reivindicar el corsé para todas las horas del día. Y, como no podía ser menos, su empeño por ubicar esta seductora pieza en el fondo de armario de las féminas más arriesgadas -y para las que no lo son tanto también- le ha llevado a proclamarse vencedora del premio a la mejor colección de un joven diseñador de esta nueva edición de Cibeles Madrid Fashion Week, que comenzó ayer y finalizará el próximo miércoles con el desfile de Elio Berhayer.

Los corsés son las piezas señeras de la diseñadora, que ha encontrado su seña de identidad en la corte de lazos, faldas de tul y ligueros versallenses que acompañan cada una de sus propuestas."Me importa el corsé en sí mismo, y en esta colección, al ser de primavera-verano, me he basado en los pájaros, sobre todo en los de agua como los cisnes o los pelícanos, aves delicadas con colores fuertes”, señaló la diseñadora, que ha utilizado una paleta que va desde blancos y crudos hasta el negro absoluto pasando por verdes pistacho, aguamarina, azules, naranjas o amarillos.

La gasa y el algodón, que pretenden emular a los nidos de las aves, compiten con los drapeados, con los que la diseñadora quiere "suavizar" la agresividad original del corsé. Así convierte esta prenda en utilizable desde por la mañana, con unos vaqueros; por la noche, acompañada de largos vestidos de gasa o, en los momentos más especiales, piezas en negro y con paillettes, inspiradas en los cuervos.

Maya Hansen cuenta entre sus clientas a personajes muy conocidos de la esfera social como Carmen Lomana, que optó por uno de sus diseños recientemente, la bailarina de burlesque Vinilla von Bismarck, Pilar Rubio o, incluso, Dita von Teese.





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Manolo Blahnik, el indiscutible genio del zapato, dedica un modelo a España - Vanitatis, es - link (aqui)




@Laura S. Lara - 18/09/2010

Manolo Blahnik, el indiscutible genio del zapato, dedica un modelo a España
Manolo Blahnik con el zapato 'Madrid'.

Subida en unos elegantes 'salones' azules, Carry Bradshaw, álter ego de Sarah Jessica Parker en Sexo en Nueva York, le dio el ‘sí quiero’ a Mr. Big (Chris Noth) terminando de mitificar su firma de calzado favorita. Eran unos ‘manolos’, esos codiciados ‘zapatos fetiche’ con los que Diana de Gales y la princesa Letizia caminaron hacia el altar y que han convertido a Manolo Blahnik en el indiscutible maestro de los tacones de lujo. El pasado jueves, el diseñador, de origen canario pero afincado desde hace décadas en Londres, estuvo de vuelta en España para regalarnos el modelo que ha dedicado especialmente y en exclusiva a su país natal: el zapato ‘Madrid’.

Esta pieza lleva el nombre de la capital, pero es un pequeño homenaje a un país con mucha historia, arte y literatura que, para Blahnik, hijo de española, ha sido de gran inspiración a lo largo de sus cerca de 40 años de carrera. “Este modelo expresa Madrid y España. Los pompones y los colores vivos reflejan la alegría y la vivacidad de este maravilloso país”, aseguró el diseñador.

Y es que el ‘Madrid’, fabricado con seda de manera artesanal, tiene reminiscencias españolas en cada línea y detalle de su diseño. Los pompones son como pequeños madroños, los colores vivos se inspiran en la Feria de San Isidro, las líneas elegantes reflejan el movimiento de un torero y hay cierto recuerdo Goyesco en sus singulares detalles.

Con un tacón de 11,5 centímetros de alto, cuya curvatura está especialmente diseñada para equilibrar el peso y contribuir a una mayor comodidad, este modelo llega a la ciudad que lleva su nombre para quedarse, ya que se venderá exclusivamente en la boutique de Manolo Blahnik en España.

En su reciente visita, este “vendedor de zapatos”, tal y como él mismo se denomina, deleitó a todos los asistentes a la presentación de ‘Madrid’ con su exquisitez y sus singulares historias, convirtiendo la cita con los medios en una experiencia única. Natural, cercano y presto a las cámaras, el diseñador confirmó que no piensa crear zapatos masculinos por el momento: “Los zapatos de hombre no me gustan nada, menos si no son coloridos. En casa tengo una colección de 30 colores, pero me gustan tipo zapatilla. Los cordones son una tortura”.

También dejó claro que lo único que no emplearía jamás para sus diseños serían pieles de animales en peligro de extinción: “En los años 50 todas las celebrities llevaban leopardos aquí y allá. Eso es obsceno. Yo nunca lo usaría a no ser que fuera una copia. Para mis zapatos empleo piel de cocodrilo, pero se crían en granjas, como las gallinas”.

Finalmente, Blahnik no dudó en comentar de qué manera la crisis ha afectado al sector del calzado de lujo: “Ahora comprar un zapato es una inversión. No te puedes permitir adquirir 20 o 30. Hay que pensarlo bien y decidirse por los que aguanten más. Siempre van a ser mejores los que están hechos a mano, pero también hay que mirar que sea un modelo polivalente, que pueda servir para la tarde, la noche…”.

Blahnik vs. Louboutin: los dos grandes ‘zapateros’ del momento coinciden en la capital

Otro de los más apreciados diseñadores de calzado de alta gama del mundo ha visitado también estos días Madrid. En su caso, para abrirnos las puertas de su nueva tienda. Christian Louboutin, de quien las ‘malas lenguas’ dicen que está a punto de destronar al mismísimo Manolo Blahnik, ha estado en la capital para inaugurar la primera boutique que lleva su nombre en España y que está situada en pleno corazón del exclusivo barrio de Salamanca, a apenas pocos metros de la tienda de Blahnik.

En la actualidad, Louboutin puede presumir de vestir de glamour los pies más famosos del planeta con sus espectaculares diseños de inconfundibles suelas rojas. Toda una seña de identidad que nació por casualidad cuando se le ocurrió pintar uno de sus zapatos con el esmalte de uñas de una de las empleadas de su fábrica. El tipo de ideas mitad disparatadas mitad geniales que sólo tienen los más grandes.

Ropa a golpe de spray - El Mundo, es - link (aqui)





Una 'revolución en el concepto de vestir'


  • Quien emplee este nuevo tejido puede moldear la tela a su antojo
  • El tejido es tan consistente que incluso puede ser lavado




Manel Torres, un modisto español afincado en Londres desde hace más de una década, ha creado un tejido que se aplica en spray y que, según su creador, "revolucionará el concepto de vestir".

Cuando hace 14 años Torres llegó a la capital británica para hacer un máster en moda, comenzó a sentir la necesidad de crear un tejido nuevo que le permitiera "comunicar algo diferente" con sus diseños.

Fue entonces cuando comenzó las primeras investigaciones en el laboratorio para desarrollar un tejido que pudiera aplicarse en spray, con la particularidad además de que quien lo emplea puede moldear la tela a su antojo.

El uso es muy sencillo: basta aplicar el spray sobre la piel descubierta, de manera que las fibras se van uniendo y formando un tejido con el diseño deseado cuyo grosor depende de la cantidad de producto que se utilice.

Ventajas del nuevo tejido

Tal y como se puede ver en los vídeos demostrativos de la web del creador, la tela puede quedar ajustada al cuerpo o se puede ir separando de la piel para que la prenda resultante esté más suelta.

Las fibras de tela, que pueden ser recicladas de prendas ya usadas y que permanecen suspendidas en el spray o aerosol, quedan perfectamente fusionadas, de manera que el tejido es tan consistente que incluso puede ser lavado.

Este sistema permitirá la creación de 'tejidos inteligentes' con partículas activas que incluyan perfumes o medicamentos

Los sprays pueden contener fibras de tejidos naturales, como lana, algodón o seda, o sintéticos, como el nailon, y los colores también varían, así como los usos que se pueden dar a esta innovación. "El spray se puede usar para hacer manualidades, en automóviles para la decoración de interiores, como producto de limpieza, para hacer bayetas esterilizadas, o incluso como vendaje médico, por no hablar de las aplicaciones en el mundo de la moda para hacer grafitis en tela, cambiar texturas o diseñar incluso prendas completas", explica Torres.

Según su creador, una de las ventajas de este sistema es que permitirá la creación de 'tejidos inteligentes' con partículas activas que incluyan perfumes o medicamentos, en el caso de los vendajes médicos. "Además, es barato", comentó Torres, quien está "ansioso" por ver cómo la industria acoge el producto y qué aplicaciones se le van dando en la vida cotidiana.

El próximo lunes presenta el producto con un desfile en el Imperial College de Londres, que, según él, "abrirá otro camino, otra manera de crear tejidos y de vestir".

Para Torres, mejorar la resistencia es una de las asignaturas pendientes de este invento que ha conseguido pasar directamente del laboratorio a las pasarelas.

Muere en cautividad el extraño 'Unicornio de Asia' - El Mundo, es - link (aqui)




Especie descrita por primera vez en 1992


Últimas imagenes del extraño Saola aún vivo. | Reuters

Últimas imagenes del extraño Saola aún vivo. | Reuters

El antílope saola o buey de Vu Quang es uno de los mamíferos más esquivos del mundo. Tan raro, que no fue hasta 1992 cuando los naturalistas consiguieron tener a mano un ejemplar y clasificarlo como una nueva especie. Su nombre científico es 'Pseudoryx nghetinhensis' y es un animal de la familia de los bóvidos, similar a un antílope y con el tamaño de un ciervo europeo.

Se le apoda también "Unicornio de Asia", pero esta es una etiqueta 'comercial' que hace referencia a lo difícil que resulta avistarlo más que a su aspecto. Nada tiene que ver con el caballo con un cuerno en la frente de la mitología, pues, para empezar, el saola luce dos largos cuernos sobre la cabeza. Y para continuar, porque es bien real, raro de ver, pero real.

El saola habita una zona montañosa entre Vietnam y Laos, un área de bosques bien conservados y protegidos como Parque Nacional por Vietnam. Desde 1992, nadie ha conseguido verlo en libertad y aprender algo sobre su biología y comportamiento. Y sólo una vez, en 1999, una cámara de fototrampeo, es decir, disparada de forma automática al paso de la fauna, logró fotografiar un ejemplar de saola.Es por tanto un perfecto desconocido para los biólogos y por eso es una lástima el triste fin que ha tenido uno de ellos.

[foto de la noticia]

Este verano, por fin, alguien encontró un saola, pero ha tenido mal final. Los cazadores locales de una pequeña aldea de Laos, en la región de Bolikhamxay, capturaron uno a mediados de agosto cerca de la zona protegida como reserva y lo llevaron a su aldea debido a su rareza.

En cuanto las autoridades locales conocieron el hecho, enviaron veterinarios para encargarse de él y tratar de ponerlo en libertad. La especie es tan rara que la política que se lleva a cabo es intentar perturbarla lo mínimo posible y, desde luego, está prohibido capturarla. El antílope saola está catalogado por la Unión para la Conservación de la Naturaleza (IUCN), un organismo intergubernamental con el máximo rango en la protección de fauna salvaje, como en peligro de extinción. Se cree que sólo debe haber unos cientos de ejemplares en las 60.000 hectáreas boscosas de Vu Quang.

Precisamente, las autoridades locales de Laos avisaron a técnicos de la IUCN y de la Wildlife Conservation Society al conocer el hecho de la captura. Los técnicos de estas instituciones se dirigieron allí para examinar el estado del mamífero y para proceder a su liberación, pero para cuando llegaron el ejemplar ya había muerto. El cadáver fue llevado a la capital de la provincia, Pakxan, donde será examinado por biólogos. Previamente, los primeros veterinarios que lo habían llevado al pueblo habían fotografiado al ejemplar, un macho, antes de morir.

Rareza biológica

Las selvas de indochina han ofrecido numerosas sorpresas biológicas desde los años 90. Varias especies de mamíferos, algunos pequeños y otros grandes como el antílope saola, han sido descubiertas en los últimos años demostrando la riqueza del área y lo poco explorada que estaba todavía. Sin embargo, la creciente presión humana sobre el territorio está haciendo que los pocos reductos donde habita la fauna salvaje se vean cada vez más aislados y fragmentados.

Respecto a la morfología del saola, aunque es de apariencia similar a un antílope africano, está más emparentado con el ganado bovino salvaje. Su pelaje tiene tono oscuro y los cuernos son largos, esbeltos y casi rectos. No existe ningún ejemplar en cautividad.

Moda y cine en San Sebastián -El País, es - link (aqui)

17/09/2010




http://www.elpais.com/recorte/20100917elpepiage_2/XXLCO/Ies/actrices_Leonor_Watling_Barbara_Lenni_Paula_Echevarria.jpg


La plaza de Oquendo de la ciudad se ha llenado de espectaculares fotos en las que se lucen diversas actrices, como una seductora Leonor Watling, con un quimono a lo Marlene Dietrich; una intelectual Bárbara Lennie, que homenajea a Greta Garbo, y Paula Echevarría con corsé, emulando una foto de Horst P. Horst.- MARIE CLAIRE




Por tercer año consecutivo, la revista Marie Claire hace un guiño al mundo del cine y la moda, coincidiendo con la inauguración del Festival de San Sebastián. La plaza de Oquendo de la ciudad se ha llenado de espectaculares fotos en las que se lucen diversas actrices, como una seductora Leonor Watling, con un quimono a lo Marlene Dietrich; una intelectual Bárbara Lennie, que homenajea a Greta Garbo, y Paula Echevarría con corsé, emulando una foto de Horst P. Horst.

El último 'blues' del autobús - El País, es - (aqui)

Miguel Ríos inicia en su ciudad natal su gira de despedida, 'Bye Bye Ríos'.- El músico le arropan artistas como Ana Belén, Rosendo y Manolo García

IKER SEISDEDOS - Granada - 18/09/2010






Miguel Ríos



Miguel Ríos, en el Palacio de los Deportes de Granada.- CLAUDIO ÁLVAREZ




Memorias de la carretera, una parábola sobre las alegrías y las tristezas de eso que solo es rock'n'roll y sin embargo, ay, nos sigue gustando, sirvió la noche del viernes de nada obvia inauguración del fin de semana oficial de Miguel Ríos en Granada. La leyenda de la música española, de negro, con ese balanceo suyo inconfundible, el perpetuo coqueteo con el micrófono y aquel gesto de subirse los cuellos que es todo un estilo de vida, brindó a continuación y sin respiro el himno Bienvenidos. Y enloquecieron los hijos, las madres y los primos del rock'n'roll que abarrotaban el primero de los dos conciertos de no hay entradas (9.000 se vendieron) que Ríos ofrecerá en el Palacio de los Deportes de su ciudad natal para abrir la gira de despedida de los escenarios. La ha bautizado Bye Bye Ríos, en otro de sus proverbiales recursos al inglés como lingua franca del pop.

La fiesta tuvo mucho de celebración del vasto repertorio del artista, de cincuenta años de servicios prestados a la música española y del camino que Ríos, más de una vez en solitario, fue hollando desde los lejanos, grises e ingenuos sesenta para los que vendrían después.

Nueve artistas de al menos cinco generaciones se sumaron a la despedida (por turnos y previa negociación del tema que interpretarían a dúo con el gran hombre) en un concierto generoso (dos horas y media) e irrepetible que se registró para su publicación en disco, que distribuirá EL PAÍS a partir del 24 de octubre. El elenco fue mucho más que un alarde de agenda. Es difícil imaginar a alguien, y mucho menos si solo es un hombre (como rezaba el éxito de Ríos, que también sonó ayer) con la capacidad para juntar a una mesa (sucedió en el conocido restaurante Chikito del centro de la ciudad) a artistas tan dispares como Ana Belén, Rosendo, Manolo García y Pereza. "¡Es que este tipo grabó antes que los Beatles!", se admiraba Leiva, de Pereza. "Y probablemente sea el único que pueda hacer de algo así. Tiene que ver mucho con el modo en que se relaciona con los suyos, con su vastísima familia", reconoció Ana Belén, que interpretó a dúo El Río en uno de los puntos álgidos del concierto. Y acertó: el recital tuvo también mucho de aquelarre familiar. No es solo el simbolismo de Ríos de vuelta en Granada como escenario de su despedida ?es la ciudad que dejó en los albores de los sesenta para triunfar y a la que dedicó célebre tema en clave de retorno, que, claro, interpretó anoche?. Es también que el equipo que lleva desde el miércoles en la ciudad para cuadrar los ensayos con los artistas (de Carlos Tarque, de M Clan, a Carlos Goñi; de Amaral a Lapido) está integrado por varios miembros del nutrido grupo de sobrinos (¡19!) del artista. Además, Lua, la hija, tres veces la de la canción del mismo nombre, subió al escenario como parte de su banda Gold Lake para interpretar la oscura Un caballo llamado muerte.

¿Y el público? Una mezcla generacional escorada hacia la mediana edad y en envidiable convivencia, empezó a abarrotar el recinto dos horas antes del comienzo y respondió según lo esperado a tanto emotivo estímulo, pese a que el homenajeado se mantuvo de una pieza. Debe de ser porque los viejos rockeros nunca lloran.

El secreto mejor guardado de la noche se desveló por fin cuando todos los invitados se subieron al escenario en un acto de sincero homenaje y ya en el turno de bises (esos simulacros de adiós) para interpretar Bye Bye Ríos, escrito por él mismo y tema estrella de la gira (nueve fechas, con llenos en Madrid, Valencia, Barcelona, A Coruña y Santander). No fue, pese a la tentación semántica, el último de la noche y eso que la letra dice "medio siglo de rock'n'roll, se acaba la función". El honor fue para Himno a la Alegría. Famosísima aportación de Ríos (y de Beethoven, obviamente) a la memoria de un país que echó los dientes democráticos con sus canciones, sonó como una declaración de principios. Miguel Ríos deja la música contento. "Esta edad mía [tiene unos atléticos 66 años] es la del adiós", explicó sin síntomas de blues del autobús (tampoco faltó esa canción, con Manolo García) en la furgoneta de gira que renqueaba camino de su casa en las postrimerías de la Alhambra.

Con las velas de la fiesta aún humeando, el consuelo quedó en la letra de Rocanrol bumerang, que interpretaron asombrosamente Pereza. "El rock es un bumerang, por eso siempre volverá".

"O qui não mi falta é botox"


Mastrangelo Reino/Folhapress

Chella e Moise Safra

SOCIALITES SOCIALISTAS

Chella Safra, mulher do banqueiro Moise Safra, surpreendeu na noite de anteontem ao comparecer a um jantar de apoio a Marta Suplicy (PT-SP), que concorre ao Senado. Ela não apenas prestigiou a candidata -mas declarou que vota em Dilma Rousseff (PT) para presidente. "Mulher vota em mulher", disse. Chella até gravou depoimento para o site de Marta.



Se no passado o PT liderou greves históricas de bancários contra banqueiros, no presente o partido de Lula tem a adesão explícita dos outrora combatidos patrões.



Além de Moise e Chella, o casal Vicky e Joseph Safra (irmão de Moise e também dono do banco Safra) circulou com desenvoltura pelos salões da casa da psicanalista Eleonora Rosset. Ela e o marido, o empresário Ivo Rosset, da Valisere, eram os anfitriões do encontro no Jardim Europa. Estavam lá também Olavo Setúbal Jr., do grupo Itaú, Ricardo Steinbruch, do grupo Vicunha, Flávio Rocha, presidente da Riachuelo, e Jack Terpins, das Lojas Marisa, entre outros. "Esses apoiadores aqui eu nunca tive antes. [Os Safra] nunca foram em nada meu", dizia Marta Suplicy.



A candidata paulista ao Senado contava a convidados que todos os garçons com quem havia conversado na festa declaravam votar nela. E fez o teste para a coluna. "O senhor é PT?", perguntou a um garçom.



O silêncio, seguido de uma careta, valeu por mil palavras. "Então deixa eu te pedir um voto de confiança." "A senhora é candidata a quê?"




A filósofa Marilena Chaui, petista histórica, deu o toque intelectual à noite. Mas entrou muda e saiu quase calada. "Eu não falo com a mídia."


Mônica Bergamo, Folha de São Paulo (aqui)

Em nome do filho, ou seria da mãe? Só de uma? ("de uma" lembra alguém?)





O filho de Erenice Guerra, que perdeu o cargo após acusações de tráfico de influência, levou amigos para trabalhar na Casa Civil quando o ministério era comandado por Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência.
Israel Guerra e dois amigos são apontados por empresários como o "grupo do lobby" que usava uma empresa privada para intermediar reuniões, viabilizar projetos e liberar recursos no governo.
Israel, Stevan Kanezevic, Vinícius Castro e Marcelo Moreto trabalharam juntos na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Em seguida, os três amigos do filho de Erenice foram nomeados para ocupar cargos na Casa Civil sob Dilma -quando Erenice, seu braço direito e depois sucessora, era secretária-executiva da pasta.
Vinícius foi nomeado assessor de Erenice Guerra. Stevan é cedido para o Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia), subordinado à Casa Civil. Um ano antes, Moreto, que não foi citado por envolvidos no escândalo até aqui, já havia trocado a agência pelo cargo de assessor técnico do Sipam.
Tão logo Vinícius e Stevan saíram da Anac, foi aberta em Brasília a Capital Consultoria, que começou as atividades em 6 de julho de 2009.
Trata-se da firma que tem Vinícius e Israel como sócios ocultos e que foi usada para ajudar uma empresa do setor aéreo a conseguir autorização da Anac e fechar contrato com os Correios, primeiro negócio a lançar suspeitas de tráfico de influência.
Stevan é citado pelos consultores Fábio Baracat e Rubnei Quícoli como um dos mais atuantes nas promessas de abrir portas. Estava sempre presente nas reuniões com Vinícius e Israel.
Ontem, Stevan pediu demissão do cargo no Sipam e voltou à Anac. Ele é o terceiro que cai depois das acusações de que o lobby da Capital levou empresários para audiência dentro da Casa Civil, como a Folha revelou.
Tio de Vinícius, o ex-diretor dos Correios Marco Antonio de Oliveira afirmou à Folha que o filho de Erenice fazia nomeações na Casa Civil.
Ele confirma que o próprio sobrinho foi um dos indicados de Israel. "Eles se conheceram na Anac e, na saída da Anac, o Vinícius recebeu o convite do Israel para trabalhar na Casa Civil", disse.
Oliveira reclama que a irmã foi usada como laranja. No papel, uma das sócias da Capital é a mãe de Vinícius, Sônia Elizabeth Oliveira Castro, que sobrevive vendendo queijo no interior de Minas.
"[Criaram] uma empresa para fazer consultoria geral. Ele não poderia aparecer porque era do governo. Por isso botou minha irmã. Acho uma coisa deplorável", disse.
Segundo relato de Vinícius ao tio, a Capital resolveu um problema da empresa MTA (Master Top Airlines) na Anac, que renovou o contrato com a companhia cargueira, ampliando o prazo de três para dez anos mesmo com parecer técnico contrário da agência . "Era esse o perfil deles, vinham da Anac."

(Aqui) Matéria completa (FERNANDA ODILLA, ANDREZA MATAIS, FÁBIO AMATO, RUBENS VALENTE, DE BRASÍLIA), para assinantes da Folha de São Paulo

Não era uma casa muito engraçada...embora fosse (?) aparelhada




Bom conselho

Em novembro de 2009, quando a empresa EDRB se aproximou do filho de Erenice Guerra na tentativa de obter um empréstimo no BNDES, a ex-ministra da Casa Civil integrava também o conselho fiscal do banco e o conselho de administração da Chesf, estatal controlada pelo grupo Eletrobras na qual seria viabilizado o projeto de geração de energia solar no Nordeste intermediado pelo consultor Rubnei Quícoli.
Erenice deixou os dois cargos este ano e foi nomeada por Lula para o conselho de administração do BNDES. Sua demissão não a desvincula automaticamente. Até ontem, figurava na lista de conselheiros.



Origens

Vinícius de Oliveira Castro, o primeiro funcionário a deixar a Casa Civil em razão das denúncias de tráfico de influência que acabaram por derrubar Erenice, trabalhou na liderança do PT no Senado em meados de 2005. Chegou ali no período de transição entre os líderes Aloizio Mercadante (SP) e Delcídio Amaral (MS).

Mistério

A candidata do PT chamou de "terreno na lua" o projeto da empresa de Campinas emparedada pelo lobby do filho de Erenice. Faltou explicar por que então a Casa Civil, à época comandada por Dilma, permitiu que funcionários da Presidência tratassem desse projeto em horário de trabalho e marcassem audiência oficial com a secretária-executiva.

Fumaça

Lula ainda não bateu o martelo sobre o substituto de Erenice. Mas os sinais são de que o presidente pretende adotar uma solução "realmente caseira", a saber, nomear alguém que já trabalha na Casa Civil.

Renata Lo Prete - Coluna Painel, Folha de São Paulo (aqui)