domingo, 17 de outubro de 2010

Na Eletrobras, irmão de diretor ‘mercadeja’ contratos - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)




17/10/2010

Chama-se Valter Cardeal o principal auxiliar de Dilma Rousseff no setor elétrico. Conhecem-se há pelo menos duas décadas.

À época em que Dilma era secretária de Energia do governo do Rio Grande do Sul, Cardeal era diretor da estatal energética gaúcha.

Guindada ao posto de ministra das Minas e Energia em 2003, primeiro ano da gestão Lula, Dilma acomodou Cardeal em sua equipe.

Ocupa a diretoria de Engenharia da Eletrobras. Nessa função, gerencia o Proinfa (Programa de Incentivo ao uso de Energias Alternativas).

Pois bem. Em notícia veiculada neste domingo, os repórteres Silvio Navarro e Fernanda Odila contam o seguinte:

1. Irmão de Valter Cardeal, o empresário Edgar Luiz Cardeal atua como consultor de empresas interessadas em investir em energia eólica.

2. A energia extraída do vento é justamente um dos alvos do Proinfa, o programa gerido pelo Cardeal da Eletrobras.

3. No PAC 2, o programa que Dilma trombeteia na campanha, foream alocados R$ 9,7 bilhões para investimentos em energia eólica.

4. Edgar, o Cardeal que se move no lado empresarial do balcão, é dono da DGE (Desenvolvimento e Gestão de Empreendimentos).

5. Por meio dessa logomarca, Edgar oferece às empresas projetos para o soerguimento de torres de energia eólica em fazendas.

6. Um de seus clientes é Ricardo Pigatto, sócio de duas empresas do ramo. Contou à reportagem: "Estabelecemos um valor fixo, com pagamentos mensais e, depois, uma taxa de sucesso se o negócio der certo".

7. A “taxa de sucesso” varia de 0,2% a 10%. É paga sempre que o governo compra a energia produzida ou se o negócio é vendido a terceiros.

Neste domingo (17), Dilma foi instada a comentar a movimentação do Cardeal empresário nas franjas do setor confiado ao Cardeal levado por ela ao governo.

Primeiro, a candidata petista disse: "Essa é uma questão que eles têm de responder".

Depois, tachou a notícia de "estranha, porque ela se desmente no final". Não esmiuçou o raciocínio.

A revista Época já havia ligado Dilma a Cardeal em notícia sobre suposta fraude num milionário empréstimo internacional.

Para Dilma, mera "fofoca". Coisa produzida por uma "central de boatos". A revista informara, em essência, o seguinte:

O banco KfW, controlado pelo governo alemão, entrou com ação contra a CGTEE, subsidiária da Eletrobras, cujo conselho de administração é presidido por Cardeal.

Alega que a CGTEE deu garantias falsas para empréstimo de financiamento de usinas de biomassa na região Sul.

Sustenta, de resto, que o conselho presidido por Cardeal, o braço-direito de Dilma, tinha conhecimento da freagilidade das garantias. Ouça-se Dilma:

"Acho bom que, na campanha eleitoral, a gente cuide as fofocas [sic]. Quem está falando isso está beneficiando o banco...”

“...O banco é um banco alemão que, como fez e aceitou um empréstimo com um aval ilegal, está querendo hoje ganhar essa questão [em] que ele errou...”

“...Conseguiu um aval de um diretor que foi demitido. Aí o banco está alegando que as pessoas sabiam. Primeiro porque você não pode ter um aval de um diretor só...

“...Segundo porque aval de pessoas ou de empresas estatais para privados é ilegal. Então o que o banco está fazendo é chorando...”

“...E o que a central de boatos está fazendo, ao invés de defender o Brasil, está defendendo banco estrangeiro",.

Escrito por Josias de Souza às 21h08

DORIS DAY - "Quiet Nights of Quiet Stars" (Corcovado) (Antonio Carlos Jobim & Gene Lees) 1965



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

DORIS DAY - LATIN FOR LOVERS

COLUMBIA - 1965

Quiet Nights of Quiet Stars (Corcovado) (Antonio Carlos Jobim & Gene Lees)

Arranged and Conducted by Mort Garson

Produced by Allen Stanton

PERY RIBEIRO - "Manhã de Carnaval" (Luiz Bonfá & Antônio Maria)



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EU GOSTO DA VIDA - PERY RIBEIRO

ODEON - 1961

Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá & Antônio Maria)

Chico Buarque de Hollanda & Ennio Morricone - "Nicanor" (Chico Buarque / Vrs. Sergio Bardotti) 1970



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CHICO BUARQUE DE HOLANDA & ENNIO MORRICONE "PER UN PUGNO DI SAMBA"

RCA Victor - 1970


Nicanor (Il Marinaio) (Nicanor) (Chico Buarque / Vrs. Sergio Bardotti)



Letra:


Nicanor (Il Marinaio)


(Chico Buarque / Vrs. Sergio Bardotti)



Dove sarà nicanor?
Coltivava i suoi amori
Con mani di giardiniere
Quante ragazze in attesa
Son fiori di primavera
Che nessun'altro può avere
Dove sarà nicanor?
Dava amore al porto intero
Un cuore da rematore!
Vorrei per me quelle donne
Conforterei tante pene
Consolerei tanto ardor
Guarda un po' come son tristi
Con il vento con la pioggia
Ed ognuna è ancor più bella
Quando è sola
Tutte quante fanno il nido
Nella propria nostalgia
Ma una carezza non san più
Che cosa sai
Dove sarà nicanor?
Ha legato mille amori
Con nodi da marinaio
Ma ci son luoghi nascosti
Nei sette mari in tempesta
Sette peccati d'amor
Dove amerà nicanor?

O bar e os acessórios

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Dior


Sandalo giallo topazio con tacco e zeppa in velluto e raso, con gioielli Swarovski.


(Source - LeiWeb, it)

Chico Buarque de Hollanda & Ennio Morricone - Tu Sei Una Di Noi (Quem Te Viu Quem Te Vê) 1970



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CHICO BUARQUE DE HOLANDA & ENNIO MORRICONE "PER UN PUGNO DI SAMBA"

RCA Victor - 1970


Tu Sei Una Di Noi (Quem Te Viu Quem Te Vê) (Chico Buarque / Vrs. Sergio Bardotti)



Letra:


Tu Sei Una Di Noi (Quem Te Viu, Quem Te Vê)


(Chico Buarque / Vrs. Sergio Bardotti)



La più bella tu sei stata
Della nostra compagnia
Eri un po' la fidanzata
Eri un po' la fantasia
Poi un giorno sei sparita
Non so quando non so come
Hai cambiato la tua vita
Hai cambiato il tuo cognome
Tu sei una di noi
Anche se non lo vuoi
Chi ti vede non ti crede
Chi ti conosceva
Ormai non ti dà del tu
Io che ti volevo
Non ti riconosco più
Lunghe sere di canzoni
Pochi soldi molto vino
Quante belle ispirazioni
Quando tu mi eri vicina
Oggi sei la più elegante
Del s. carlo e della scala
Senti musica importante
Che una volta ti annoiava
Tu sei una di noi
......

Oggi è il giorno della festa
Sentirai le nostre voci
Ti apriranno la finestra
Le canzoni che conosci
Ma se provi nostalgia
Non mostrare che sei triste
Guarda giù con simpatia
Come fanno le turiste
Tu sei una di noi
Anche se non lo vuoi
Chi ti vede non ti crede
Chi ti conosceva
Ormai non ti dà del tu
Io che ti volevo
Non ti riconosco più

Bar é fotografia - Aleksey Marina

http://www.photokonkurs.com/uploads/img/2007-01-14/GLAMOUR/105448.jpg


Aleksey Marina

Untitled

MÁRCIA - "Boêmio do Samba" (Johnny Alf) 1969



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MÁRCIA VOL II

PHILIPS - 1969

Música - Boêmio do Samba

Composição - Johnny Alf

Regência e arranjos - Maestro José Briamonte

Márcia (Marcia Elizabeth Raimundo Barbosa)

CYRO MONTEIRO - "Linda Baiana" (Baden Powell & Vinicius de Moraes) 1965



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DE VINICIUS E BADEN PARA CYRO MONTEIRO

ELENCO - 1965

Linda Baiana - Vinicius de Moraes & Baden Powell


Letra:


Linda Baiana


(Vinicius de Moraes & Baden Powell)


Eu vou me mudar
Pra São Salvador
Lá tem mais amor
Tem uma linda baiana por lá
Tem, tem
Tem, eu sei que tem
Porque eu vi como essa baiana
Samba muito bem
Balangandã de lá pra cá
Torso de renda a remexer
E o que está dentro
Juro que nem é bom dizer

Tem, tem, a baianinha tem
Com mais calor
Mais "Sim-Sinhô"
Mais querer-bem
A pele cor-de-mel assim
O olhar cheio de céu assim
Aqui eu paro, que essa baiana
É só pra mim!

Frequentam bolsas que frequentam bares

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(Source - The Independent, uk)

Comercial antigo - Pepsi Commercial

Vintage trailer in Blogbar - U.S. trailer for Ingmar Bergman's The Serpent's Egg (Das Schlangenei, 1977).

Charge do dia

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Jacobsen- Folha de Londrina- Londrina, PR

Un clásico actualizado: Arroz a la marinera - Vanitatis, es - link (aqui)

@Elena Aymerich* - 15/10/2010



http://www.vanitatis.com/cache/2010/10/15/22receta_i.jpg


El arroz con cualquier clase de pescado siempre ha sido un plato típico en los puertos de mar, barato, muy nutritivo y… ¡delicioso! La Escuela de Cocina Pimienta y Sal le da un toque original con una emulsión de pimientos choriceros. 
Para prepararlo necesitamos…
200 g de bacalao desalado
1 cebolla
400 g de arroz redondo
4 dientes de ajo
100 g de tomate
50 ml de aceite
½ cucharadita de pimentón
Azafrán, sal, perejil fresco
1litro y ¼ de caldo de pescado
1 cazuela de barro de 35 cm de diámetro

Emulsión de choricero…
3 pimientos choriceros
1 ñora
20 g de pasta de pimiento morrón
60 ml de aceite


Blanquear el bacalao en el caldo unos minutos. Desmenuzar y reservar. Picar los ajos y freírlos en la cazuela con un poco de aceite de oliva. Añadir la cebolla muy picada y dejar que se poche.

Incorporar el tomate pelado y troceado y dejar que se sofría lentamente. Añadir entonces unas hebras de azafrán, media cucharadita de pimentón dulce y el caldo. Cuando hierva, echar el arroz y cocer destapado durante 15-18 minutos. Verificar el punto de cocción, incorporar el bacalao desmigado y servir.

Para la emulsión poner a remojo los choriceros y la ñora durante 30 minutos como mínimo en agua caliente. Sacar toda la carne y triturarlo con la pasta de pimiento morrón. Emulsionar con aceite como si fuera una mayonesa y servir con el arroz.

*Elena Aymerich es Licenciada en Gerencia y Dirección de Hostelería por la Universidad Politécnica de Madrid.

Keith Richards estuvo a punto de incendiar la mansión Playboy - El País, es - link (aqui)

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El guitarrista rebelde de los Rolling Stones estrena autobiografía. Y lo hace desvelando alguna que otra anécdota que se tambalea entre la comedia y el peligro, allá por los años 70. Según revela Keith Richards, en su libro ('Life'), en una ocasión estuvo a punto de prender fuego a la mansión Playboy durante una de sus sesiones de drogas junto a Bobby Keys, un saxofonista contratado por el grupo. "Estábamos sentados en una confortable taza de váter cuando de repente percibimos una cierta neblina. Las cortinas estaban ardiendo", explica Keith. A pesar del incidente provocado por ellos mismos, el artista aficionado a los cocoteros se mostró molesto con la actitud de los empleados de la mansión: "De repente aparecieron camareros y tíos vestidos con trajes negros echando cubos de agua en la habitación". Y añade: "¿Cómo pudieron atreverse a interrumpir de esa manera nuestros asuntos privados?" | Foto: Gtres

Brigitte Bardot se plantea presentarse a las Presidenciales francesas - El Mundo, es - link (aqui)

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La conocida actriz y actual militante ecologista Brigitte Bardot se está planteando optar a la Presidencia francesa en las elecciones de 2012 a la cabeza de una formación verde. El que fuera mito erótico de los 60 escribió una carta al actual inquilino del Elíseo, Nicolas Sarkozy, haciéndole partícipe de su intención de optar a la jefatura del Estado ante sus promesas incumplidas. "Alguien tiene que ocuparse de los animales", aseguró Bardot, que acaba de cumplir 76 años, en el correo enviado a Sarkozy. Según 'Le Parisien', Bardot recibió la propuesta de ser el cartel electoral de Alianza Ecologista Independiente. "Como usted hace lo contrario de lo que dice y sus ministros esconden la verdad a los franceses, voy a estudiar la proposición de Alianza Ecologista Independiente para ser su candidata a las elecciones presidenciales de 2012", dice Bartdot. La estrella se ha mostrado particularmente molesta porque no se ha aprobado una ley que obligue a anestesiar a los animales antes de ser sacrificados en los ritos religiosos, en particular los musulmanes.

430.000 euros por los sellos 'prohibidos' de Audrey Hepburn - El Mundo, es - link (aqui)

A beneficio de UNICEF


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Los sellos subastados con la imagen de la actriz.| Ap


Dpa | Berlín
Actualizado sábado 16/10/2010 21:45 horas


Diez sellos especiales con la imagen de la actriz estadounidense Audrey Hepburn han sido subastados en Berlín por 430.000 euros.
En 2001, el correo alemán, el Deutsche Post, hizo imprimir 14 millones de sellos postales, sin adquirir, previamente, los derechos de la imagen. La tirada fue destruida y sólo quedaron seis pliegos de diez estampillas que ahora valen fortunas.
La estampa muestra a Audrey Hepburn en su papel de Holly Golightly, la protagonista de su película más famosa, 'Desayuno en Tiffany's' (1961), basada en la novela del mismo nombre de Truman Capote. Dado que el sello fue impreso el año de la introducción del euro, tiene una doble identificación, en marcos alemanes y en euros.
Los sellos subastados -por los que pujaron tres personas- estaban en manos de Sean Hepburn Ferrer, hijo de la actriz. Lo recaudado será destinado a la campaña de Unicef "Escuelas para África" y a la fundación de niños de Audrey Hepburn. En 2009 ya había sido subastada una de estas estampillas por 67.000 euros.

Pequeños secretos de Dylan - El País, es - link (aqui)

 

 

Se publican las maquetas de canciones folk grabadas en los sesenta

DIEGO A. MANRIQUE - Madrid - 17/10/2010



Hace 20 años, el equipo de Bob Dylan se rindió a la evidencia: seguiría siendo el artista más pirateado del planeta; había una demanda insaciable por todo lo que ha tocado o tocará. Jeff Rosen, mánager del cantautor, propuso lanzar regularmente discos pirata oficiales, la llamada Bootleg Series.

Una idea brillante: comercializaban cintas que acumulaban polvo en los archivos y que, una vez acicaladas, reanimaban el interés por el artista, por aquel entonces renuente a grabar canciones nuevas. Los volúmenes de la Bootleg Series sonaban mejor y podían ser más completos que sus equivalentes clandestinos (es decir, los fanáticos volverían a pasar por caja). Llegaban además a un público más amplio, gracias al mito de que el testarudo Dylan solía desechar canciones superiores a las finalmente publicadas. Y espesaban el misterio del personaje.
El volumen 9 de la Bootleg Series, disponible el 19 de octubre, contiene material nunca pensado para su difusión exterior. The Witmark demos es un doble CD con 47 canciones grabadas entre 1962 y 1964 para Leeds Music y M. Witmark & Sons. A estas editoriales les urgía que Dylan fijara su repertorio para extraer partituras y letras que permitieran registrar esas canciones y cobrar los derechos que generaran.
No podían aguardar a que la discográfica sacara sus obras: Columbia manifestaba gran escepticismo respecto al cantante, considerado un empecinamiento del cazatalentos John Hammond. Hubo un conato de rescindirle el contrato y hasta sufrió censuras: en su segundo elepé, The freewhee-lin' Bob Dylan (1963), se cambiaron cuatro canciones antes de que llegara a las tiendas.
Las demos de Dylan no se parecían a las maquetas que sus coetáneos confeccionaban en el Brill Building y otros talleres neoyorquinos: estos desarrollaban arreglos y usaban músicos profesionales para hacerlas más atractivas. Dylan grababa a pelo en una habitación: voz, guitarra (ocasionalmente, piano) y el añadido esporádico de su armónica áspera. Así que escuchamos explicaciones, bromas, toses, falsos comienzos, finales abruptos. Elemental y directo.
Sin embargo, lo que era parte de un proceso notarial, pronto se reveló como gran palanca del negocio editorial. Blowin' in the wind fue éxito para Peter Paul & Mary, y la grabarían desde Elvis a Duke Ellington. De repente, los intérpretes de folk necesitaban complementar el repertorio tradicional con canciones que reflejaran las convulsiones del momento: la agitación de la minoría negra, la crisis cubana, la rebelión de los estudiantes, las nuevas formas de amar entre la bohemia urbana. Las grabaciones de Witmark circularon entre la industria musical y no faltaron pretendientes.
Tomorrow is a long time fue recreada por Joan Baez, Judy Collins y Odetta (la versión de su autor solo se publicaría en 1971). Cuando The Byrds sumaron decibelios a Mr. Tambourine man en 1965, brotó un prodigioso híbrido, el folk-rock. Otras tardaron en encontrar su forma definitiva: Only a hobo fue una de las cumbres de Gasoline Alley (1970), de Rod Stewart.
The Witmark demos, que incluye la primera publicación legítima de una docena de canciones, será objeto de apasionado estudio entre especialistas: ya están especulando si todas son efectivamente maquetas hechas en las oficinas de las editoriales o si se han colado grabaciones caseras o incluso descartes de los estudios de Columbia. El oyente menos obsesivo encontrará a un cantante folk expresivo pero crudo, que se disfruta mejor en pequeñas dosis.
Harina de otro costal es la caja The original mono recordings, que se publica el mismo día. Disponible en CD o en vinilo, recupera las versiones monoaurales de los ocho primeros elepés de Dylan. Aunque parezca fruto de la pasión por el retro chic y los artefactos vintage, tiene lógica. Hasta 1966 o 1967, los artistas pop se concentraban en las mezclas mono, ya que su público principal no poseía equipos estereofónicos; las mezclas para esos minoritarios álbumes "de lujo" -costaban más que los discos mono- se hacían al final y los productores, a veces, dejaban el trabajo a sus ingenieros.
Con la entronización del elepé, el abaratamiento de los reproductores y la aparición de las emisoras en frecuencia modulada, el estéreo derrotó al mono. El productor Phil Spector se resistió, repartiendo chapitas con el lema Back to mono, pero la consigna solo fue seguida por algunos primitivistas, grupos de punk o garage rock.
La reedición monoaural presenta a un Dylan muy natural en los discos acústicos, aunque tiene mayor sentido en el caso de los eléctricos: Bringing it all back home, Highway 61 revisited, Blonde on blonde y John Wesley Harding. Efectivamente, algunos instrumentos resultan más audibles que en las habituales ediciones estereofónicas. Otro asunto es que esas refrescantes pequeñas diferencias justifiquen adquirir por enésima vez unos títulos que forman parte del canon del rock.

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lyrics :
How many roads most a man walk down
Before you call him a man ?
How many seas must a white dove sail
Before she sleeps in the sand ?
Yes, how many times must the cannon balls fly
Before they're forever banned ?
The answer my friend is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.

Yes, how many years can a mountain exist
Before it's washed to the sea ?
Yes, how many years can some people exist
Before they're allowed to be free ?
Yes, how many times can a man turn his head
Pretending he just doesn't see ?
The answer my friend is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.

Yes, how many times must a man look up
Before he can see the sky ?
Yes, how many ears must one man have
Before he can hear people cry ?
Yes, how many deaths will it take till he knows
That too many people have died ?
The answer my friend is blowin' in the wind
The answer is blowin' in the wind.

EL PARALELO RENACE Destellos del Broadway barcelonés - El País, es - link (aqui)




MARCOS ORDÓÑEZ 17/10/2010

La reapertura mañana de El Molino, mítico café-concierto, y la reciente inauguración de un espacio de la SGAE son señales de la nueva vida del Paralelo. El autor recorre las historias de una calle de enorme carga cultural que fue eje del devenir teatral y nocturno de la ciudad hasta su decadencia en los sesenta.

Nueva fachada de El Molino

Nueva fachada de El Molino.- CARLES RIBAS


Soy paralelebípedo: a los cuatro años ya recorría el Paralelo. De la mano de mi abuela, peinadora y amiga de Raquel Meller, íbamos a llevarle la tartera a mi abuelo, que tocaba el violín (y el piano, y el trombón de varas) en el Español de Los Vieneses, en el Cómico de Joaquín Gasa, en el Apolo de Colsada. Siempre sabíamos dónde encontrarle: o en el foso de la orquesta o en el cine Hora, para echar una cabezadita entre función y función. Compartíamos la tartera bajo el cartel eterno de Espérame en la luna y luego volvía al tajo, hasta las mil. Conocí aquel fulgor de lentejuelas y piernas (a mis ojos) descomunales, y las risas, y la música, y los bares que no cerraban nunca, pero también los fosos infernales donde los músicos se asfixiaban, y los camerinos apestando a sudor, y las jornadas esclavistas: durante años, lustros, siglos, mi abuelo y sus cuates se cascaron dos funciones diarias. Solo libraban un día al año, el Viernes Santo, cuando ni siquiera se podía silbar en la calle so pena de multa.

El Paralelo, como toda gran empresa, era una máquina de picar carne humana, y Los Vieneses añadían al picaje la precisión austrohúngara. Dirigidos por el triunvirato Arthur Kaps-Franz Joham-Herta Frankel, Los Vieneses fueron los incontestables monarcas del Paralelo y las primeras figuras legendarias de mi infancia. Ocupaban, contaba mi abuelo, una planta completa del Hotel Oriente, en las Ramblas. Hacían espectáculos suntuosísimos, lubitschianos, siempre con la palabra "Viena" en el título, a guisa de talismán: hileras de fracs relucientes, rubias con cabello de huevo hilado y muslos de mantequilla fresca (eran años de racionamiento) y niños acordeonistas, coros de marionetas, pistas giratorias, escenografías diseñadas por el gran Erté. Se afincaron en el Español y llegaron a comprarlo. En el Cómico mandaba Joaquín Gasa, con el viejo Alady, rey de la pasarela, como director escénico: era un productor "a la americana", aunque sus espectáculos intentaban seguir el patrón de las variedades francesas del Olympia o Bataclan.
El Apolo era feudo de Colsada, que más que empresario parecía un apoderado taurino, y el tándem Luis Cuenca-Pedro Peña lideraba un estilo amamantado (nunca mejor dicho) en el Martín y La Latina. Al fondo, el Molino de Johnson y Escamillo y Olga Vidalia, con sus procacidades ingenuas, con la humildad del varietà italiano, y naranjadas en platea y vino espumoso (disfrazado de champán) en los palcos.
¿Cuándo comenzó el declive? Buena pregunta. En los sesenta, los viejos del lugar (mi abuelo, por ejemplo) hablaban con nostalgia de los treinta y del gran Manolo Sugranyes y sus extraordinarias revistas, todas con títulos dobles: Yes-Yes, Kiss-Kiss, Oui-Oui. Luego te enterabas de que el imperio de Sungranyes duró cinco años, y los todavía-más-viejos te decían que la verdadera edad de oro había sido la de Ferrán Bayés, el mentor de Sugranyes, y los bisabuelos decían, a su vez... Cortemos la espiral. El Paralelo, que había sido la gran avenida insomne de los veinte y los treinta, reemergió en los cincuenta porque la gente seguía empeñada en ser un poco feliz a un precio tolerable y se fue a pique en los primeros sesenta. Mi abuelo señalaba dos culpables: la televisión y el seiscientos. Y tenía razón. El publicista Víctor Sagi convenció a Los Vieneses de que la televisión les permitiría ampliar el mercado con muchos menos costes, y así nacieron las variedades de Amigos del Lunes en los estudios de Miramar, con Johan y Re como maestros de ceremonias, a las órdenes de Kaps, y con estrellas invitadas del calibre de Marlene Dietrich, Ludmilla Tcherina o Josephine Baker. Fue su cima y su sentencia: ¿para qué ir al teatro, si podías verles gratis por la tele? Poco más tarde llegó el "coche utilitario" y los barceloneses comenzaron a salir a escape los fines de semana. Cambió el ocio, cambiaron los gustos. En 1962 cayó el Cómico. Poco más tarde, el Nuevo se convirtió en el primer Cinerama de Barcelona. Y al Molino solo iban los muy viejos. O los muy progres: o sea, nosotros. Durante los setenta y los ochenta, los mozos y mozas de mi generación todavía hacíamos la ruta que enlazaba la Bodega Bohemia con la Bodega Apolo, aunque a veces la nostalgia de las viejas glorias se hacía irrespirable, pero era barato, estaba vivo y cerraba tarde. Luego, como casi todo el mundo, cambiamos de calle. Se deja de ir a una zona como se deja de ir a un bar, como la gente dejó de ir de juerga a Atlantic City o los Catskills.
Hoy el Paralelo recuerda a una calle de las afueras de una ciudad de provincias, y tres teatros (Apolo, Victoria, Condal) suscitan poca mítica. Empresarios y gestores culturales dejaron que se hundieran El Molino y el Arnau. Tenían razón: no eran rentables. O sostenibles. El Ayuntamiento vendió (o cedió, no sé) el Español a la SGAE. Arteria Paral·lel, el nuevo local, es un espacio estupendo, todavía nebuloso, pero de algún modo (como Nit de Sant Joan, su espectáculo de apertura) es el anti-Paralelo, el Paralelo liofilizado. En cuanto al nuevo Molino, habrá que ver si de su capullo saldrán mariposas o polillas de diseño. A fin de cuentas, lo que importa es lo que se inventa, no lo que se recalienta.

Geografía futura de una mítica avenida

- El Molino. Mañana reabre sus puertas totalmente renovado después de 13 años de cierre con un espectáculo inaugural sorpresa a cargo del director del grupo The Chanclettes. La empresa Ociopuro ha invertido 15 millones en el proyecto. Acogerá un festival de burlesque, otro de tangos y los martes lo dedicará a flamenco bajo la dirección de la cantaora catalana Mayte Martín.
- Arteria Paral·lel. La sala es de titularidad municipal pero la gestionará la SGAE durante 10 años. Se inauguró el 20 de septiembre con Nit de Sant Joan.
- Los resistentes. La avenida no tiene ningún cine, pero ya cuenta con los teatros Victòria, Apolo y Condal. El Arnau (casi en ruinas y en manos de una iglesia católica china) podría recuperarse con la intervención municipal. En el solar del viejo Talía, que lleva años abandonado, se especula con abrir otro teatro.

- Plan estratégico. Se está elaborando el estudio para recuperar la avenida Paralelo como una de las principales arterias lúdicas de la ciudad.

- Ferran Adrià abrirá un establecimiento con diversas barras de tapas en el Paralelo.

ENTREVISTA CON EL PRESIDENTE DE EEUU Con Obama en la Casa Blanca: Y ahora, ¿qué hace? - El País, es - link (aqui)

 

 

El presidente que ha logrado las medidas más ambiciosas de la última generación para EE UU se ve ahora insultado por la derecha, censurado por la izquierda y abandonado por el centro. "En una democracia tan grande y tan caótica, se tarda mucho en hacer las cosas", admite

PETER BAKER 17/10/2010


El presidente Barack Obama

El presidente Barack Obama, en la sala Roosevelt de la Casa Blanca, el 2 de septiembre de 2010.- FOTO FACILITADA POR LA CASA BLANCA


En una ajetreada tarde del mes pasado, en el Ala Oeste de la Casa Blanca, el presidente Barack Obama parecía relajado y tranquilo, sentado en un sillón de cuero marrón recién tapizado en el Despacho Oval. Acababa de volver del salón Este, donde había firmado la Ley de Empleo en Pequeñas Empresas, la última ley económica importante de su Gobierno antes de las elecciones legislativas, que mostrarán el veredicto de los ciudadanos sobre sus dos primeros años de mandato. En la práctica, el primer capítulo de la presidencia de Obama ha terminado. El próximo empezará el día de las elecciones de noviembre.

El presidente que ha conseguido que el Congreso apruebe las medidas de política nacional tal vez más ambiciosas de la última generación se ve ahora insultado por la derecha, censurado por la izquierda y abandonado por el centro. Se encamina hacia la recta final de la campaña de las legislativas sabiendo que probablemente le aguarda el rechazo, que los votantes se disponen a presentarle un Congreso que, aunque siga bajo control demócrata, le será menos favorable que el Congreso con el que se ha pasado los dos últimos años peleando.
Aunque Obama está orgulloso de lo que ha conseguido, ya ha empezado a reflexionar sobre lo que ha hecho mal y sobre lo que tiene que hacer para cambiar de rumbo en los dos próximos años. Según uno de sus asesores, ha pasado "mucho tiempo hablando sobre Obama 2.0" con su nuevo jefe de Gabinete provisional, Pete Rouse, y el segundo de este, Jim Messina. Durante la hora en que estuvimos conversando, el presidente me dijo que no se arrepentía de la dirección general de su presidencia, pero que sí ha aprendido lo que llamó unas "lecciones tácticas". Piensa que ha dejado que haya una imagen de él demasiado parecida a la del "viejo demócrata liberal aficionado a subir los impuestos y el gasto público". Quizá no tenía que haber propuesto los recortes fiscales como parte del paquete de estímulos, y sí "haber dejado que insistieran en ello los republicanos" para que hubiera podido verse como un acuerdo entre los dos partidos.
Sobre todo ha aprendido que, a pesar de su retórica anti-Washington, tiene que seguir las reglas del juego si quiere ganar. Estar totalmente seguro de que uno tiene razón no sirve de nada si nadie más está de acuerdo. "Con todo lo que se nos venía encima", dice Obama, "probablemente dedicamos mucho más tiempo a tratar de cumplir unos objetivos que a los movimientos políticos necesarios para lograrlo. Seguramente, mi Administración -y la responsabilidad es mía, porque era un sentimiento que nacía desde arriba- experimentó un orgullo malsano al pensar que íbamos a hacer lo que hubiera que hacer, aunque a corto plazo fuera impopular".
Lo que más impresiona del autodiagnóstico de Obama es que él mismo dice que el personaje que inspiró a tanta gente en 2008 abandonó esa inspiración después de ser elegido. No se mantuvo conectado a quienes le habían colocado en el cargo. Por el contrario, consiguió decepcionar al mismo tiempo a quienes le consideraban la encarnación de un nuevo movimiento progresista y a quienes esperaban que tendiera la mano al otro partido e iniciara así una nueva era de colaboración.
Cuando Obama obtuvo la nominación demócrata en el verano de 2008 aseguró a una muchedumbre de admiradores que un día "podremos mirar atrás y contar a nuestros hijos que este fue el momento en el que empezamos a dar asistencia a los enfermos y buenos puestos de trabajo a los desempleados; este fue el momento en el que la subida del nivel de los océanos empezó a ser más lenta y nuestro planeta empezó a sanar; este fue el momento en el que pusimos fin a una guerra, dimos seguridad a nuestro país y restablecimos nuestra imagen de nación, que constituye la última y máxima esperanza sobre la Tierra".
Le leí ese párrafo a Obama y le pregunté qué le parecía esa elevada retórica en estos tiempos de Gobierno a ras de tierra. "Suena ambiciosa", reconoció. "Pero ¿sabe qué? Hemos avanzado en cada uno de esos frentes".
Pero ¿salvar el planeta? Si usted dice que promete salvar el planeta, ¿la gente va a pensar que puede usted salvarlo verdaderamente? Obama se rió y luego volvió de nuevo a hablar de esperanza e inspiración. "No me arrepiento de haber creado unas expectativas tan grandes respecto a mí y respecto al país, porque creo que podemos cumplirlas", dijo. "Ahora bien, lo que sí tengo que decir, algo que ya preveía y que puede ser muy duro, es que, en una democracia tan grande y caótica como la nuestra se tarda mucho en hacer las cosas. Y no somos una cultura acostumbrada a la paciencia".
El mes pasado visité el Ala Oeste y hablé no solo con Obama, sino también con más de 20 asesores suyos -algunos hablaron con autorización, otros, sin ella-, para intentar comprender cómo ven la situación. La opinión que tienen en la Administración parte de un mantra: Obama heredó los peores problemas a los que se ha enfrentado ningún presidente en años. O en generaciones. O en toda la historia de Estados Unidos. Evitó otra Gran Depresión mientras sentaba las bases para un futuro más estable. Pero eso le exigió tomar medidas impopulares por las que era inevitable que pagara un precio.
Sin embargo, muchos miembros de su Gobierno dicen que les preocupa la posibilidad de que el mejor momento de la presidencia de Obama ya haya quedado atrás. No saben si ha llegado la hora de irse. Los índices de aprobación de Obama en los sondeos realizados por The New York Times y CBS News han caído del 62% que tenía cuando tomó posesión al 45% en septiembre, solo un punto por encima de Clinton antes de perder las legislativas de 1994 y tres puntos por encima de Reagan cuando los republicanos perdieron dos docenas de escaños en la Cámara en 1982. No obstante, los miembros del equipo de Obama se enorgullecen de haber cumplido tres de las cinco grandes promesas que presentó como pilares de sus "nuevos cimientos" en un discurso pronunciado en la Universidad de Georgetown en abril de 2009: sanidad, reforma educativa y nueva regulación financiera. Y mencionan las decisiones para poner fin a las misiones de combate en Irak e intensificar el esfuerzo bélico en Afganistán.
Aun así, es posible ganar el partido de puertas adentro y perderlo de puertas afuera. En sus momentos más pesimistas, los asesores de la Casa Blanca se preguntan si un presidente moderno tiene alguna posibilidad de triunfar, por muchas leyes que firme. Todo parece conspirar en su contra: una oposición implacable con poco o nulo interés en colaborar, unos medios de comunicación saturados de trivialidades y conflictos, una cultura que exige soluciones ayer, una sociedad cínica que siente escaso aprecio por sus dirigentes. En este entorno, concluyen, es posible que un presidente actual no pueda alcanzar más que, en el mejor de los casos, un nivel medio.
Lo más fácil es echar la culpa a los republicanos, y la Casa Blanca lo hace de forma exuberante. Pero también reflexionan sobre sus propios errores, la soberbia que les llevó a pensar que podían desafiar las leyes de la política.
El mayor error de cálculo, según la mayoría de los asesores de Obama, fue suponer que podía unir a una capital polarizada y construir coaliciones entre los dos partidos. "Si creíamos que los republicanos iban a aceptar lo que les dijéramos, nos equivocamos terriblemente", dice el ex senador Tom Daschle, mentor y asesor externo de Obama.
Por el contrario, el gobernador Ed Rendell, de Pensilvania, es uno de los demócratas que ponen mala nota a Obama por no haber sido más hábil frente a la oposición. "Un notable alto, casi sobresaliente, en objetivos cumplidos", dice, "pero un suspenso o aprobado justo en comunicación". La legislación sobre sanidad es "un logro increíble", y el programa de estímulos económicos fue "un éxito absoluto, enorme, rotundo", según Rendell, pero Obama permitió que quedasen empañados por las críticas. "El Gobierno perdió la batalla de la comunicación en ambas iniciativas, y la perdió desde muy pronto", dice Rendell, que era un ardiente partidario de Hillary Clinton, pero luego respaldó a Obama.
Esa es una frase que también se oye dentro de la Casa Blanca: es un problema de comunicación. El primer refugio de cualquier político cuando tiene dificultades es que se trata de un problema de comunicación, no de objetivos políticos.
Las críticas políticas a Obama pueden ser confusas y muy contradictorias: es un fanático progresista, según la derecha; es acomodaticio y débil, según la izquierda. Es un socialista anticapitalista que se lleva demasiado bien con Wall Street, un apologista de Estados Unidos, demasiado débil a la hora de defenderse, que ha adoptado las tácticas antiterroristas de Bush en detrimento de las libertades civiles.
"Cuando hablaba de ser un presidente de transformación, se trataba de restaurar la fe del pueblo estadounidense en nuestras instituciones de Gobierno", dice Ken Duberstein, ex jefe de Gabinete de Reagan, que votó por Obama en 2008. "Pero ahora sabemos que no ha servido de nada. La gente desconfía todavía más de nuestras instituciones, sobre todo del Gobierno... Francamente, yo ahora me conformaría con tener, no un presidente de transformación, sino uno de transacción, alguien con quien la gente pudiera trabajar. Da la impresión de que hay una rigidez ideológica que los ciudadanos no vieron".
Más rigidez ideológica es lo que le gustaría al otro bando. Norman Solomon, destacado activista de izquierdas y presidente del Instituto para el Rigor Público, dice que Obama "ha desperdiciado por completo esta gran oportunidad" de reinventar Estados Unidos siendo más agresivo en cuestiones como la opción de la sanidad pública. "Ha sido todo reflexión desde que lo eligieron, todo ceder terreno una y otra vez", dice.
Golpeado por todos lados, Obama parece frustrado y, a veces, a la defensiva. "Los demócratas, por naturaleza, tienden a ver la botella siempre medio vacía", dijo en un acto para recaudar fondos en Greenwich, Connecticut, el mes pasado. "Conseguimos que se apruebe una histórica ley de sanidad... ah, sí, pero no estaba la opción pública. Logramos la ley de reforma financiera... bueno, no tengo muy clara esta norma sobre derivados, no estoy seguro de que sea suficiente. Ah, y, por cierto, todavía no hemos conseguido la paz en el mundo. Creí que iba a ser enseguida".
Rahm Emanuel, primer jefe de Gabinete de Obama, que dejó su puesto hace unas semanas, dice que las crisis que se acumularon en los primeros meses de mandato dejaron una huella duradera. "Las semillas de sus dificultades políticas actuales están en aquellas medidas", asegura. En general, los miembros del equipo coinciden en que no deberían haber dejado que el proceso de la reforma de la sanidad se prolongase tanto tiempo mientras esperaban a un apoyo republicano que nunca iba a llegar. "No es para lo que los votantes enviaron a Barack Obama a Washington, para ser legislador jefe", me dijo un alto asesor. "Eso dio paso a la sensación de que no estaba haciendo nada para arreglar la economía".
No obstante, a pesar de las dudas, lo que no se oye en la Casa Blanca es que nadie ponga en tela de juicio los elementos fundamentales del programa; los asesores de Obama, tanto los más progresistas como los más moderados, rechazan las protestas de la derecha de que los estímulos no han ayudado a la economía y de que la reforma de la sanidad da demasiado poder al Gobierno, y también las protestas de la izquierda de que el presidente debería haber impuesto un paquete de estímulos más amplio y haber insistido en una opción de sanidad pública. "Pedimos más estímulos de los que acabamos teniendo", me dijo Larry Summers, el asesor económico nacional saliente. "Pero nos esforzamos todo lo que pudimos, y creo que conseguimos todo lo que el Congreso estaba dispuesto a concedernos en ese momento".
Melody Barnes, la asesora de política interior del presidente, dice que el mayor problema fue que, después de ocho años de Bush, los seguidores de Obama estaban deseando cambiar todo de inmediato. "La demanda acumulada en todas las áreas -ciencia, educación, sanidad, inmigración, todo- hacía que hubiera grandes deseos de hacer las cosas", dice. "Todos los sectores de la población tenían algo que era muy importante para ellos y en lo que verdaderamente querían ver resultados".
Los asesores de Obama son más optimistas sobre 2012 que sobre 2010, porque creen que el Tea Party arrastrará al candidato republicano a la extrema derecha y, de esa forma, conseguirá que Obama sea reelegido. No creen que Sarah Palin vaya a presentarse y suponen que Mitt Romney no podrá obtener la nominación porque llevó a cabo su propia reforma sanitaria cuando era gobernador de Massachusetts. Si se les insiste, algunos dicen que Obama competirá probablemente contra Mike Huckabee, el ex gobernador de Arkansas.
Obama se muestra optimista sobre la posibilidad de hacer causa común con los republicanos tras las elecciones legislativas de noviembre. "Puede ser que, independientemente de lo que ocurra en las elecciones, se sientan más responsables", dice, "porque no hayan obtenido tan buenos resultados como esperaban, y, por tanto, vean que la estrategia de decir no a todo y limitarse a mirar y arrojar bombas no les ha funcionado, o porque hayan obtenido unos resultados razonablemente buenos, en cuyo caso los ciudadanos esperarán de ellos que hagan propuestas serias y trabajen de verdad conmigo".
Sin embargo, aunque se produzca esa alianza, los dos próximos años van a consistir sobre todo en consolidar lo logrado en los dos primeros y en defenderlo contra la oposición en el Congreso y los tribunales. Como dice un alto asesor, "va a haber muy pocos incentivos para hacer grandes cosas en los dos próximos años, salvo que se produzca alguna crisis". Pero Obama y su equipo desprecian la estrategia de dar pasos pequeños que adoptó Clinton después de las legislativas de 1994. Antes de irse, Emanuel me dijo: "No soy de los que creen que uno puede no hacer nada. Creo que siempre hay que tener un programa".
¿Qué tipo de programa? Ni tan amplio ni tan provocador, afirman algunos asesores. "Tendrá que limitarse y centrarse en las cosas que son alcanzables y muy prioritarias para los estadounidenses", afirma Dick Durbin, el número dos de los demócratas del Senado. Daschle dice que Obama tendrá que tender la mano a los adversarios.
Rendell no está de acuerdo. "Que no se preocupe tanto por el bipartidismo si los republicanos siguen negándose a cooperar", recomienda. "Que haga lo que tiene que hacer. Que contraataque". Y al mismo tiempo, prosigue, que deje de lamentarse por lo que ha heredado: "Después de las elecciones, yo creo que hay que dejar de señalar con el dedo, de culpar a la Administración de Bush. Está bien hacerlo durante la campaña, pero luego se acabó. Cuando se abusa de ello como lo hacemos, suena a disco rayado. Y después de dos años, la responsabilidad es suya".
Obama seguirá teniendo esa responsabilidad durante otros dos años, o seis, si consigue salir de esta. Como escritor, Obama sabe valorar los ritmos de un relato tumultuoso. ¿Pero quién es el protagonista en realidad? En el fondo, este presidente sigue siendo un misterio para muchos estadounidenses. Durante la campaña vendió su persona -o la idea de su persona-, más que una política concreta, y los votantes rellenaron los espacios en blanco como mejor les pareció. Era, como dijo él mismo en su momento, una auténtica mancha de tinta para que cada uno la interpretara a su manera.
Ahora vamos rellenando más huecos. Con cada decisión que toma se define un poco más, para bien o para mal. Dice que sabe hacia dónde va y está cobrando impulso, a pesar de los obstáculos que le esperan. Como explicó a un grupo de visitantes durante la primavera pasada, la semana en la que el Congreso aprobó la reforma sanitaria y su Gobierno llegó a un acuerdo sobre un tratado de control de armas con Rusia: "Yo empiezo despacio, pero termino lleno de energía".
No le va a quedar más remedio, si quiere que la historia que está escribiendo se encamine en la dirección que desea.
© The New York Times Traducción de María Luisa Rodríguez Tapia

Serra, uma imagem arranhada, ou seria "aranada"




No primeiro mês como governador de São Paulo, José Serra (PSDB) nomeou uma filha do ex-diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A) Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, para cargo de confiança no Palácio dos Bandeirantes.
A jornalista Tatiana Arana Souza Cremonini foi contratada como assistente técnica de gabinete em decreto assinado por Serra em 29 de janeiro de 2007. Ela atua no cerimonial, com salário de R$ 4.595, com gratificações.

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O advogado José Luís Oliveira Lima, que defende Souza, disse que seu cliente comentaria a contratação da filha, mas não ligou de volta até a conclusão desta edição.
Nesta semana, o PT-SP questionou no Ministério Público a atuação de outra filha de Souza, Priscila Arana, como advogada de empreiteiras contratadas pela Dersa.
Em dezembro de 2009, a Folha revelou que ela defendia construtoras que executaram obras do Rodoanel.
Em 2007, Priscila e sua mãe, Ruth, emprestaram R$ 300 mil ao senador eleito Aloysio Nunes Ferreira, para a compra de um apartamento. O tucano disse que quitou o empréstimo neste ano.
 
Folha de São Paulo (Fábio Zambeli)

Serra e sua mulher devem à ‘platéia’ uma explicação - Josias de Souza - Bloig do Josias - link (aqui)




16/10/2010

  Folha
Deve-se considerar a opção religiosa e a intimidade de alguém no momento da escolha de um chefe de Estado? Pensando melhor, adie-se a pergunta.

Comece-se de outro modo: o debate beato que tomou conta da cena eleitoral injetou em 2010 um quê de inquisição.

Serra viu na dubiedade de Dilma uma avenida de oportunidades. Chamou-a de “duas caras”.

Ontem incrédula, hoje cristã. Antes pró-descriminalização do aborto, agora contra.

Súbito, Monica Serra, a mulher do candidato tucano, mirou abaixo da linha da cintura.

Há um mês, num evento de campanha realizado na Baixada Fluminense, Monica disse que Dilma é a favor de “matar criancinhas”.

Veiculada pela ‘Agência Estado’, a frase de Monica não foi desmentida. Dilma esfregou a declaração na face de Serra.

Deu-se no debate de domingo passado. Serra poderia ter ecoado a mulher. Poderia também tê-la desdito. Preferiu o silêncio.

Mal comparando, o lero-lero da morte de “criancinhas” evocou 1989, o ano em que Collor trouxe para o centro da arena eleitoral Lurian.

Logo se descobriria que Collor escondia, ele próprio, um segredo. Patrocinou a acusação de que Lula propusera o aborto a uma antiga namorada...

...E recusava-se a reconhecer filho gerado fora do casamento. Collor negava-lhe o sobrenome da família.

Pois bem. Surge agora a informação de que a psicóloga Monica Serra também teria ceifado a vida de uma “criancinha”.

Em notícia levada às págins da Folha, a repórter Mônica Bergamo conta o seguinte:

1. A mulher de Serra ministrava, em 1992, um curso de dança na Unicamp. Ex-alunas de Mônica dizem ter ouvido dela a revelação de que fez um aborto.

2. Quando? Na época em que vivia com Serra no Chile. No dia seguinte ao debate de Dilma com Serra, uma das ex-alunas de Mônica foi ao Facebook.

3. Chama-se Sheila Canevacci Ribeiro. É bailarina. Tem 37 anos. Ficou abespinhada com o silêncio de Serra. Levou sua “indignação” ao sítio de relacionamento.

4. Escreveu que Serra, por “escorregadio”, desrespeitou "tantas mulheres, começando pela sua própria mulher. Sim, Monica Serra já fez um aborto".

5. Prosseguiu: "Com todo respeito que devo a essa minha professora, gostaria de revelar publicamente que muitas de nossas aulas foram regadas a discussões sobre o seu aborto traumático".

6. Perguntou: "Devemos prender Monica Serra caso seu marido fosse [sic] eleito presidente?" A mensagem correu a web. A repórter da Folha foi ouvir Sheila. E ela confirmou “cem por cento” o teor de seu texto.

7. No primeiro turno, Sheila votou em Plínio de Arruda Sampaio. No segundo, votaria em Dilma. Mas estará no Líbano, onde fará uma performance.

8. Sheila é filha da socióloga Majô Ribeiro, ex-aluna de mestrado, na USP, de Eva Blay, suplente de Fernando Henrique Cardoso no Senado em 1993.

9. Militante feminista, Majô foi pesquisadora do Núcleo de Estudos da Mulher e Relações Sociais de Gênero da USP, fundado por Ruth Cardoso (1930-2008).

10. Ouvida, Majô se disse "preocupada" com a revelação da filha. Mas disse tê-la criado para "ser uma mulher livre". Acha que Sheila "agiu como cidadã".

11. A reportagem traz também declarações de uma colega de classe de Sheila nas aulas de dança da ex-professora Monica Serra.

12. Sob o compromisso do anonimato, a colega contou: Nas aulas da mulher de Serra, as alunas costumavam sentar-se em círculos.

13. Sob atmosfera de intimidade, Monica explicava como os traumas da vida alteram os movimentos do corpo e se refletem na vida cotidiana.

14. Era nesses momentos, segundo ela, que profressora e alunas compartilhavam suas experiências de vida. Nessas aulas, Monica teria falado sobre o aborto.

15. Segundo a ex-aluna, Monica disse que fez o aborto por causa da ditadura. Por quê? O futuro dela e do marido Serra era muito incerto. Grávida, sentiu-se em situação vulnerável.

16. Ouça-se agora mais um pouco de Sheila: "Ela não confessou. Ela contou. Não sou uma pessoa denunciando coisas. Mas [ela é] uma pessoa pública, que fala em público que é contra o aborto, é errado. Ela tem uma responsabilidade ética".

Retorne-se à pergunta inicial: Deve o eleitor considerar a opção religiosa e as vicissitudes íntimas de alguém no momento da escolha de um presidente da República?

Em condições normais, a resposta seria um sonoro “não”. Busca-se um presidente, não um santo. Porém...

Porém, ao servirem-se do discurso carola para desqualificar Dilma, Serra e Monica tornaram-se devedores de uma boa e consistente explicação.

Procurada por dois dias, a mulher de Serra não respondeu à reportagem. A assessoria de Monica alegou que ela viajara para o Chile e estaria ilocalizável. “Não há como responder”, informou-se, por e-mail. Pena.

Escrito por Josias de Souza às 22h05

Padre critica panfleto anti-Dilma em missa com Serra - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)


  Folha
Terminou em sururu uma missa à qual compareceu José Serra. Deu-se no município de Canindé, no Ceará.

O padre rendia homenagens a São Francisco. Ao chegar, Serra como que roubou a cena do santo.

O candidato chegou acompanhado de um séquito que incluía do tucano Tasso Jereissati a repórteres, fotógrafos e cinegrafistas.

O lufalufa deixou incomodado o padre, cujo nome não foi divulgado. Ele se queixou do tumulto. Avisou:

“A prioridade aqui é a palavra de Deus. Se você está aqui com outra intenção, assim como você entrou, pode sair”.

Mais adiante, o padre abespinhou-se com os fieis. Alguns pareciam mais interessados em Serra do que na homilia:

“Vocês não vieram aqui para ver os políticos. Vocês vieram aqui para ver quem? São Francisco”.

Na altura da comunhão, o padre voltou a chiar: “Estão atrapalhando com filmagens. Não é assim que se faz política, não...”

“...Estão atrapalhando a celebração do começo ao fim. Lamentavelmente isso é uma profanação”.

Reza daqui, cantarola dali, reclama d’acolá o padre resolveu rodar a batina. Manuseava um panfleto contendo mensagem anti-Dilma Rousseff.

A peça dizia que Dilma é a favor do aborto e está ligada às Farc. Anotava mais: “Nunca na história desse país houve tanta corrupção”. E o padre:

“Estão acusando a candidata do PT de várias coisas, [...] em nome da Igreja. Não é verdade! Isso não é jeito de se fazer política!. A Igreja não está autorizando isso.”

Ouviram-se aplausos. Tasso Jereissati crispou-se: “O senhor não pode fazer isso, disse o cardeal do tucanato cearense, marchando na direção do altar.

Uma assessora e a mulher de Tasso, Renata Jereissati, fizeram as vezes de turma do deixa-disso.

O padre bateu em retirada. Divididos, os fiéis gritavam os nomes de Serra e de Dilma.

E quanto a Serra? Sentado estava, sentado permaneceu. Fazia cara de paisagem, como se diz. Tirou fotos com eleitores.

Na saída, Tasso praguejava o sacerdote: “O padre é petista. Tá ali com uma bandeira petista dentro da Igreja. São esses padres que têm causado problema na Igreja”.
Do lado de fora, novo rififi. Simpatizantes do tucanato e militantes do petismo intercambiaram insultos e roçavam bandeiras.

Serra teve atravessar metros de confusão para chegar à van que o levou a Fortaleza. Saiu sem dar entrevista.

Mais tarde, num encontro com políticos tucanos e aliados, apresentou-se como vítima de “profissionais da mentira”.

“Se não fosse a minha história, eu estaria abalado. Mas eu tenho uma mola. Quanto mais bate, mais eu cresço”.

Escrito por Josias de Souza às 23h51