domingo, 24 de outubro de 2010

Casablanca - As Time Goes By Frank Sinatra subtitulado al español

Frank Sinatra - Solo una de esas cosas

Sarah Vaugham - April in Paris - Subt. español

Dinah Washington - Blue gardenia -Subt.español

Dinah Washington - He loves me, i think - Subt. español

Receitas do bar - Arrosto di bufalo

http://data.kataweb.it/kpmimages/kpm3/eol/food/2010/09/16/jpg_2134413.jpg


L'arrosto è uno dei piatti più gettonati per i pranzi della domenica. Provate a sostituire il manzo col bufalo e seguite questa ricetta per un arrosto diverso dal solito



Quantità
Ingrediente
 
1 kg noce o polpa di spalla
1 grossa cipolla
3 spicchi aglio
4 foglie alloro
1 rametto rosmarino
2 cucchiaini coriandolo
½ noce moscata
4 chiodi di garofano
10 grani di pepe
150 g lardo
50 g burro
5 cucchiai olio extravergine d’oliva
1 bicchiere grappa
1 bicchiere vino rosso
3 carote

Preparazione

Fare un battuto di lardo, cipolla, aglio, rosmarino, alloro e miscelarlo con coriandolo, pepe, chiodi di garofano, noce moscata e sale.

Praticate piccoli fori ma profondi nella carne e versate la grappa nei fori, introducendo il battuto in modo che penetri all'interno.

Legate bene la carne per mantenerne la forma.

Mettete la carne così preparata in una casseruola con il burro, l'olio e le carote tagliate a julienne, fatela rosolare a fuoco vivo, girandola continuamente.

Se vi è rimasto un poco di battuto spalmate il pezzo prima di rosolare.

Aggiungete vino bianco e continuate la cottura per un'ora e mezza, se si asciuga troppo, aggiungete acqua.

Mettete il recipiente nel forno preriscaldato a 250° e finite la cottura, salando prima di spegnere.

La cottura deve essere sorvegliata continuamente sial sul fornello sia sul forno per impedire che la carne bruci e per controllare il fondo del recipiente che deve restare sempre umido.

(Source - L'espresso, it)

Lá como cá

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Altan - L'espresso, it

O bar e os acessórios

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RENE' CAOVILLA

Sandali con tacco

Composizione: Fibre Tessili
Misure: Altezza tacco: 10,5 Cm
Dettagli: raso, cinturino alla caviglia, strass, inserti in metallo, suola di cuoio, tacco a spillo

EUR 335,00

 
(Source - Sei di Moda, it)

MARIA BETHÂNIA - "Marina" (Dorival Caymmi) 1968



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

MARIA BETHÂNIA - RECITAL NA BOATE BARROCO

ODEON - 1968

Acompanhamento:

Tamba Trio

Otto Gonçalves Filho (violão)

Diretor de Produção - Milton miranda

Diretor Musical - Lyrio Panicali

Foto - Mafra (Original - Luiz Jasmim)

Música:

"Marina" (Dorival Caymmi)

Letra:


Marina, morena, Marina você se pintou
Marina você faça tudo mas faça o Favor ...
Não pinte esse rosto que eu gosto
Que eu gosto e que é só meu

Marina, você já é bonita com o que
Deus lhe deu
Já me aborreci, me zanguei,
Já nem posso falar
E quando eu me zango, Marina
Não sei perdoar

Eu já desculpei tanta coisa
Você não arranjava outro igual
Desculpe, Marina, Morena
Mas eu tô de mal

De mal com você

MARIA BETHÂNIA - "Camisa Listrada" (Assis Valente) 1968



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

MARIA BETHÂNIA - RECITAL NA BOATE BARROCO

ODEON - 1968

Acompanhamento:

Tamba Trio

Otto Gonçalves Filho (violão)

Diretor de Produção - Milton miranda

Diretor Musical - Lyrio Panicali

Foto - Mafra (Original - Luiz Jasmim)

Música:

"Camisa Listrada" (Assis Valente))

Letra:


Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí
Em vez de tomar chá com torrada ele tomou parati
Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão
E sorria quando o povo dizia: sossega leão, sossega
leão

Tirou seu anel de doutor pra não dar o que falar
Saiu dizendo eu quero mamá,
Mamãe eu quero mamá, mamãe eu quero mamar
Levava um canivete no cinto e um pandeiro na mão
E sorria quando o povo dizia: sossega leão, sossega
leão

Levou meu saco de água quente pra fazer chupeta
Tirou minha cortina de veludo pra fazer uma saia
Abriu meu guarda-roupa e apanhou minha combinação
E até do cabo de vassoura ele fez um estandarte
Para o seu cordão

Agora que a batucada já vai começando
Não quero e não consigo meu querido debochar de mim
Porque se ele pega as minhas coisas vai dar o que falar
Se fantasia de Antonieta e vai dançar no Bola Preta
Até o sol raiar

Na Dersa, Paulo Preto deixou empreiteira mudar obra - Folha de São Paulo - link aqui)




24/10/2010

  Rodrigo Capote/FolhaConvertido em estrela da propaganda de Dilma Rousseff, contra José Serra, Paulo Vieira de Souza tomou uma decisão controversa quando era diretor da Dersa.

Mal assumira a diretoria de Engenharia da estatal que cuida das obras viárias de São Paulo, o personagem levou o jamegão a uma alteração contratual.

Paulo Preto, como é conhecido, autorizou as empreiteiras do Rodoanel, menina dos olhos do então governador José Serra, a modificarem o projeto da obra.

Quem conta é o repórter Alencar Izidoro, na Folha. Deu-se o seguinte:


1. Ligado ao senador eleito Aloysio Nunes (PSDB-SP), na época chefe da Casa Civil de Serra, Paulo Preto virou diretor de Engenharia da Dersa em 24 de maio de 2007.

2. No dia seguinte, assinou, junto com o então presidente da Dersa, Thomaz de Aguino Neto, o documento que levou à alteração dos contratos do Rodoanel.

3. Antes da mudança, vigoravam as regras fixadas na gestão do tucano Geraldo Alckmin, antecessor de Serra no governo paulista.

4. Por essas regras, as faturas das empreiteiras eram calculadas pelo serviço executado, pela quantidade e qualidade do material usado na obra.

5. Com a alteração contratual, as empresas passaram a receber um “preço fechado”: R$ 2,5 bilhões. Na prática, foram autorizadas a usar materiais mais baratos.

6. Em troca, as empreiteiras comprometeram-se a apressar a obra. Serra queria entregar o “trecho sul” até abril de 2010, quando iria à campanha presidencial.

7. Dois anos depois, o Ministério Público Federal concluiria que a mexida contratual tornara impossível saber se os pagamentos correspondiam ao executado.

8. Como há verbas federais no empreendimento, o TCU decidiu auditá-lo. E farejou "alterações significativas".

9. Entre as mudanças, anota o relatório do TCU, a "adoção de alternativas de menor custo em relação ao originalmente licitado".

10. Mencionou-se, por exemplo, a troca de concreto moldado no local da obra por pré-moldado, "muito mais barato".

11. Para a Dersa, a diferença foi apenas estética. A estatal alegou, de resto que a alteração do contrato proporcionou uma economia de R$ 100 milhões ao Estado.

12. Meia verdade. As empreiteiras beliscaram da Dersa, em setembro de 2009, um pagamento extra de R$ 264 milhões. Algo incompatível com o “preço fechado”.

13. As empresas queriam mais: R$ 500 milhões. A Procuradoria interveiopara fixar um limite.

Para evitar que a Dersa fizesse “pagamentos indevidos”, firmou-se, com a intermediação dos procuradores, um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta).

14. Ouvido, Paulo Preto disse que não há irregularidades na obra do Rodoanel. Ao contrário. Alega que a alteração de 2007 foi vantajosa para o Estado.

15. A posição do ex-diretor é corroborada pela Dersa. Paulo Preto e a estatal afirmam que agiram inspirados em decreto assinado por Serra em janeiro de 2007.

16. Nesse decreto, editado no primeiro mês de sua gestão, Serra determinou que fossem reavaliados os contratos em vigor.

17. E quanto ao pagamento extra de R$ 264 milhões? Paulo Preto e a Dersa sustentam que houve "fatos supervenientes". Quais? Serviços novos.

18. Responsável por um pedaço da obra, o consórcio Camargo Corrêa/Serveng alega que, considerando-se o porte da obra, os aditivos de preço foram regulares.

19. O consórcio Arcosul, da Odebrecht, diz que as dúvidas levantadas pelo TCU foram todas esclarecidas. Outros consórcios abstiveram-se de comentar.

20. Afastado da Dersa em abril, dias depois de Serra ter mergulhado na disputa presidencial, Paulo Preto virou manchete em agosto.

21. Foi às páginas de IstoÉ em posição constrangedora. Informou-se deu sumiço em R$ 4 milhões de um suposto caixa dois da campanha de Serra.

22. Paulo Preto nega o malfeito. Ajuizou uma queixa-crime contra a revista e os tucanos que foram citados como fonte.

23. Emparedada pelo Erenicegate, Dilma Rousseff enxergou em Paulo Preto uma oportunidade de campanha. Usa-o para arrastar Serra à arena dos malfeitos.

24. A exemplo do ex-auxiliar, Serra nega que Paulo Preto tenha sumido com um pedaço das arcas de sua campanha.

25. Dilma não se dá por achada. Gruda em Paulo Preto a Operação Castelo de Areia, na qual o ex-diretor da Dersa figuraria como beneficiário de propinas da Camargo Corrêa.

26. Paulo Preto responde que não foi indiciado pela PF. Os processos da Castelo de Areia foram sustados por uma liminar do STJ.

27. Alvejado por Dilma, Paulo Preto pediu ao TSE que lhe concedesse direito de Resposta. O tribunal negou.

Alegou-se que, não sendo candidato, o engenheiro não pode freqüentar o horário eleitoral. Deve buscar reparação em outra instância do Judiciário, não na eleitoral.

Escrito por Josias de Souza às 06h33

Paulo Preto levava R$ 11,2 mil na roupa ao ser preso - Josias de Souza - blog do Josias - link (aqui)

Reprodução/Revista Época
Trecho do Boletim de Ocorrência lavrado por acasião da prisão de Paulo Preto 

Paulo Viera de Souza, o Paulo Preto, é um engenheiro de hábitos faustosos. Em junho, cometeu uma extravagância que lhe rendeu quase 48 horas de cadeia.

O documento acima (Boletim de Ocorrência número 3.264/2010) contém os detalhes da desventura do ex-diretor da Dersa, a estatal rodoviária de São Paulo.

Deve-se ao repórter Walter Nunes, de ‘Época’, a exposição da cópia. Obteve-a no 15º Distrito Policial de São Paulo.

Foi numa cela desse distrito que se hospedou Paulo Preto, a contragosto, entre a noite do dia 12 e a tarde do dia 14 de junho.

Ao ser detido, Paulo Preto levava consigo R$ 11.242. Dinheiro vivo. Abaixo, um resumo do que sucedeu:


1. No dia 12 de junho, Paulo Preto foi ao meio-fio decidido a adquirir uma joia. Um presente para a mulher, pela passagem do Dia dos Namorados.

2. Dirigindo seu automóvel, uma BMW Z4 preta (coisa de R$ 130 mil), Paulo Preto foi à presença do comerciante Musab Asmi Fatayer.

3. Encantou-se por um bracelete salpicado de brilhantes. Dispôs-se a pagar R$ 20 mil pelo mimo. Antes, exigiu a avaliação de um especialista.

4. Junto com Musab, o mercador de joias, Paulo Preto foi ao Shopping Iguatemi, um dos endereços mais chiques da capital paulista.

5. A dupla se dirigiu a uma loja da joalheria Gucci. Exibiram o bracelete, para que fosse aferida a autentidade dos brilhantes e estimado o preço.

6. Súbito, deu-se o inesperado. Os funcionários da joalheria constataram que a joia pertencia à Gucci. Fora furtada da loja no mês anterior.

7. Acionada, a polícia deu voz de prisão ao ex-diretor da Dersa e ao comerciante. Prisão em flagrante.

8. No instante em que foi em cana, Paulo Preto carregava R$ 11.242. Nos bolsos do casaco, R$ R$ 8.500. Nos da calça, R$ 2.742. Musad portava R$ 1.614.

9. Levados à presença da delegada Nilze Baptista Scapulatiello, os presos foram inquiridos.

10. Conta o boletim de Ocorrência que Paulo Preto disse que “estava comprando o tal objeto [o bracelete] da pessoa de Musab por R$ 20 mil”.

11. Musab disse à delegada que comprara a joia. De quem? “De um desconhecido”. Desembolsara, segundo sua versão, “R$ 18 mil”.

12. Como desgraça é coisa que não chega só, chegou à delegacia, no instante em que Paulo Preto arrostava seu infortúnio, o deputado Celso Russomano (PP-SP).

13. Rival do tucanato e aliado da antagonista de José Serra, Dilma Rousseff, o deputado fora à DP para registrar um boletim de ocorrência.

14. Russomano desentendera-se com o segurança de um edifício, que tentara impedi-lo de estacionar o carro nas proximidades da garangem do prédio.

15. O aliado de Dilma pinta a cena que testemunhou com cores vivas: “Quando eu cheguei à delegacia, Paulo Preto tinha acabado de ser preso...”

“...A delegada estava sofrendo a maior pressão. Estava todo mundo ligando para ela: delegado, delegado seccional, delegado regional...”

“...O diretor do Decap [Departamento de Polícia Judiciária da Capital], delegado-geral de polícia, desembargador, todo mundo pedindo para soltar o cara”.

16. O deputado diz ter decidido fazer, ele próprio, pressão sobre a delegada. No seu caso, pressão para que Paulo Preto permanecesse no xilindró.

“Eu falei para ela: a senhora não pode fazer isso. Vai responder por crime de prevaricação. A senhora vai explicar o quê para os clientes?...”

“...Que ele está de boa-fé? Como ele está de boa-fé comprando uma joia furtada com dinheiro na meia, no casaco, na camisa?”

17. Nesse ponto, o relato de Russomano extrapola o boletim de ocorrência, que não fala em “dinheiro na meia” e “na camisa”.

18. Advogado de Paulo Preto, José Luiz de Oliveira Lima desdiz Russomano: “Não teve pressão nenhuma. Como advogado, argumentei com a delegada”.

Telefonema, diz o doutor, só de um desembargador, “primo do Paulo”, interessado em “saber o que estava acontecendo”. De resto, nada de numerário na meia.

19. Uma curiosidade: José Luiz, o advogado de Paulo Preto, é também defensor do grão-petista José Dirceu no processo do mensalão, que corre no STF.

20. Após usufurir das facilidades do 15º DP por um final de semana, Paulo Preto e Musab foram soltos na tarde do dia 14, uma segunda-feira. Liberou-os um juiz.

21. Em 13 de outubro, ao julgar habeas corpus ajuizado pelo doutor José Luiz, o desembargador Francisco Menin, do TJ-SP, suspendeu a ação por receptação de jóia roubada.

A eventual reabertura do caso depende agora da análise de recurso em que Paulo Preto pede a extinção do processo.

Escrito por Josias de Souza às 05h30

MARIA BETHÂNIA - "Último Desejo" (Noel Rosa) 1968



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

MARIA BETHÂNIA - RECITAL NA BOATE BARROCO

ODEON - 1968

Acompanhamento:

Tamba Trio

Otto Gonçalves Filho (violão)

Diretor de Produção - Milton miranda

Diretor Musical - Lyrio Panicali

Foto - Mafra (Original - Luiz Jasmim)

Música:

"Último Desejo" (Noel Rosa)

Letra:


Nosso amor que eu não esqueço, e que teve o
seu começo
Numa festa de São João
Morre hoje sem foguete, sem retrato e sem bilhete,
sem luar, sem violão
Perto de você me calo, tudo penso e nada falo
Tenho medo de chorar
Nunca mais quero o seu beijo mas meu último desejo
você não pode negar
Se alguma pessoa amiga pedir que você
lhe diga
Se você me quer ou não, diga que você
me adora
Que você lamenta e chora a nossa separação
Às pessoas que eu detesto, diga sempre que eu não
presto
Que meu lar é o botequim, que eu arruinei sua vida
Que eu não mereço a comida que você pagou pra mim

MARIA BETHÂNIA - "Carinhoso", "Se Todos Fossem Iguais A Você" (1968)



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

MARIA BETHÂNIA - RECITAL NA BOATE BARROCO

ODEON - 1968

Acompanhamento:

Tamba Trio

Otto Gonçalves Filho (violão)

Diretor de Produção - Milton miranda

Diretor Musical - Lyrio Panicali

Foto - Mafra (Original - Luiz Jasmim)

Músicas:

Carinhoso (Pixinguinha & João de Barro)

Se Todos Fossem Iguais a Você (Tom Jobim & Vinicius de Moraes)

Letras:

Carinhoso


Meu coração, não sei por que
Bate feliz quando te vê
E os meus olhos ficam sorrindo
E pelas ruas vão te seguindo
Mas mesmo assim
Foges de mim

Ah se tu soubesses como sou tão carinhosa
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz

Ah se tu soubesses como sou tão carinhosa
E o muito, muito que te quero
E como é sincero o meu amor
Eu sei que tu não fugirias mais de mim

Vem, vem, vem, vem
Vem sentir o calor dos lábios meus a procura dos teus
Vem matar essa paixão que me devora o coração
E só assim então serei feliz
Bem feliz



Se Todos Fossem Iguais A Você

Vai tua vida,
Teu caminho é de paz e amor
Vai tua vida é uma linda canção de amor
Abre os teus braços
E canta a última esperança
A esperança divina de amar em paz

Se todos fossem iguais a você
Que maravilha viver
Uma canção pelo ar,
Uma mulher a cantar
Uma cidade a cantar,
A sorrir, a cantar, a pedir
A beleza de amar
Como o sol,
Como a flor,
Como a luz
Amar sem mentir,
Nem sofrer

Existiria verdade,
Verdade que ninguém vê
Se todos fossem no mundo iguais a você

MARIA BETHÂNIA - "Marginália II" (Gilberto Gil & Torquato Neto) 1968



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

MARIA BETHÂNIA - RECITAL NA BOATE BARROCO

ODEON - 1968

Acompanhamento:

Tamba Trio

Otto Gonçalves Filho (violão)

Diretor de Produção - Milton miranda

Diretor Musical - Lyrio Panicali

Foto - Mafra (Original - Luiz Jasmim)

Música:

"Marginália II" (Gilberto Gil & Torquato Neto)

Letra:


Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu pecado
Meu sonho desesperado
Meu bem guardado segredo
Minha aflição

Eu, brasileiro, confesso
Minha culpa, meu degredo
Pão seco de cada dia
Tropical melancolia
Negra solidão

Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo

Aqui, o Terceiro Mundo
Pede a bênção e vai dormir
Entre cascatas, palmeiras
Araçás e bananeiras
Ao canto da juriti

Aqui, meu pânico e glória
Aqui, meu laço e cadeia
Conheço bem minha história
Começa na lua cheia
E termina antes do fim

Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo

Minha terra tem palmeiras
Onde sopra o vento forte
Da fome, do medo e muito
Principalmente da morte
Olelê, lalá

A bomba explode lá fora
E agora, o que vou temer?
Oh, yes, nós temos banana
Até pra dar e vender
Olelê, lalá

Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo
Aqui é o fim do mundo

Bar é arte - Patrick Palmer

http://www.londonart.co.uk/images/resizer.asp?path=6170\81397&width=800


Patrick Palmer

"Sculptured Lady"

Charcoal/Rubber

Após a terceira dose - Bar é poesia

    



Onde anda Leonardo Da Vinci




(luiz alfredo motta fontana)





onde anda Da Vinci

no fim de noite

deixou só a impressão

nenhum recado além

do teu sorriso

onde anda Da Vinci

BANDA DO PIXINGHINHA -Marchinha Do Grande Galo, Passo Do Canguru, Lig-Lig-Lig-Lé, Nós Os Carecas



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

A BANDA DO PIXINGUINHA - CARNAVAL DOS BONS TEMPOS

RCA CAMDEN - 1967

13 Marchinha Do Grande Galo (Paulo Barbosa & Lamartine Babo)
14 Passo Do Canguru (Milton de Oliveira & Haroldo Lobo)
15 Lig-Lig-Lig-Lé (Oswaldo Santiago & Paulo Barbosa)
16 Nós Os Carecas (Arlindo Marques Jr. & Roberto Roberti)

Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa - link (aqui)

 
 
 
domingo, 24 de outubro de 2010 | 07:10

A bolinha de papel bateu na cabeça de Serra, quicou na de Dilma, derrubou o próprio presidente da República, assustou os institutos de pesquisa, ganhou uma semana de vida.

Helio Fernandes
Escrevi ontem sobre o fato, pensei que havia esgotado o assunto. Puxa, quem dera. A bolinha de papel ganhou velocidade e dinâmica própria, mostrando a força do presidencialismo brasileiro. Sem Lula, tudo teria sido limitado ao fato, verdadeiro ou repercutindo pela exploração muito bem feita.
Admitamos, apenas hipoteticamente, circunstancialmente, momentaneamente, que Serra tenha sido atingido planejadamente, “não desmaiei, mas me desequilibrei”, e tenham resolvido dar (ou emprestar) dinâmica maior ao acontecimento.
Dos dois lados, nenhuma surpresa. A baixaria, que palavra, sempre ela,  verbal, exigia um componente físico, que os partidários de Dona Dilma não têm nem tiveram dúvida em utilizar. Os de Serra nenhum constrangimento de exagerar.
Uma bolinha de papel, vagando no meio da multidão, e batendo diretamente na cabeça lisa e vazia de Serra, surpreendente. Mas acontecesse o que acontecesse depois, não passaria de um incidente que ninguém teria força de transformar em manchete dos jornalões, mobilizando “peritos” e hospitais “socialaitizados”, a quilômetros de distância. Aí é que se manifesta não apenas a surpresa, mas o perigo e a credibilidade.
Mas uma bolinha de papel manejada por um presidente da República tão arrogante, e com toda razão, inventou uma candidata-poste, e conseguiu sustentá-la no ar, realmente é uma façanha. E como Obama disse a Lula, “você é o cara”, ou então, “nós podemos”, Lula juntou as duas coisas, “ entrou em campo”.
Ia dizer, Lula entrou na campanha, mas ficaria desolado, ele (como os generais da ditadura, que não saíam do Maracanã) adora os termos de futebol. Lula foi prepotente, mas ele mesmo diz e repete no Planalto-Alvorada: “Nunca antes neste país um presidente governa 4 anos, de 2006 a 2010, tendo 80 por cento de popularidade, sem cair um milímetro que seja”.
A prepotência, a arrogância, a suficiência não deixaram Lula perceber a diferença de uma bolinha de papel que bate na cabeça de um candidato, e a mesma bolinha saindo da cabeça de um presidente. Não ouvindo ninguém, Lula teve a “competência” de transformar um desastre ocasional numa catástrofe eleitoral.
Sem a intromissão do presidente da República, ninguém morreria com o choque de uma bolina de papel. Mas impulsionada com a força cívica de um presidente da República, essa bolinha de papel pode ter matado (assassinado) uma candidatura que tinha tudo para ser vencedora, não por ela, mas pela fraqueza do adversário.
Agora, de hoje, domingo 24, até o final, dia 31, não haverá pasmaceira, tranquilidade, desinteresse. Os “debates”, que não têm conseguido modificar vontades ou intenções de votos, ganham maior importância. Não acredito em bruxas, mas esse dia 31 é “Dia das Bruxas”, quem sabe não influenciem os cidadãos, que não tendo mais nada a fazer, assistam esse último programa de televisão?
De domingo a domingo, a semana final, a bolinha de papel será examinada de todas as maneiras, “dolorizada” por Serra, “rogerizada” por Lula. Mas por que Lula, se a candidata é Dilma? É o que parece, é o que se vê, e na verdade aparecerá nas urnas.
Só que como eu disse ontem, (a fonte, irritada, estava no próprio Planalto-Alvorada), Lula deu ordem à candidata, “não entre nesse assunto, eu resolvo”. Resolveu a FAVOR de Serra, CONTRA a sua própria candidata-poste.
***
PS – Como votei nulo no primeiro turno, e como tenho mostrado com  insistência e sinceridade, votarei nulo no segundo, trato do assunto jornalísticamente.
PS2 – Os diretores dos Institutos fizeram ontem uma reunião inédita e sigilosa, tentando harmonizar as “pesquisas”, que vão divulgar de 24 em 24 horas.
PS3 – Como cidadão, tomarei as seguintes providências. Se por causa da bolinha de papel impulsionada por ele, darei os parabéns a Lula por ter livrado o Brasil do fantasma da Dilma.
PS4 – Só existem dois candidatos, derrotando Dilma Lula elege Serra, entrarei com Ação Popular contra o atual presidente, por ter garantido a eleição do candidato paulista “peesidebista”.
PS5 – Uma semana inteira com Lula se justificando, Serra festejando, Dilma se lamentando de não ter nem voz para desdizer o que ela não disse. Que República, principalmente com Dilma ou Serra.
PS6 – Afinal, nesse cassino eleitoral, não existe preto nem vermelho. O cidadão tem que escolher no incolor, na incapacidade insuperável e indefinível dos dois personagens.

CYRO MONTEIRO - "Astronauta" (Vinicius de Moraes & Baden Powell) 1965



Blogbar do Fontana — Nos balcões dos bares da vida

DE VINICIUS E BADEN PARA CYRO MONTEIRO

ELENCO - 1965

Astronauta - Vinicius de Moraes & Baden Powell


Letra:


Astronauta


(Vinicius de Moraes & Baden Powell)


Quando me pergunto
Se você existe mesmo, amor
Entro logo em órbita
No espaço de mim mesmo, amor

Será que por acaso
A flor sabe que é flor
E a estrela Vênus
Sabe ao menos
Porque brilha mais bonita, amor

O astronauta ao menos
Viu que a Terra é toda azul, amor
Isso é bom saber
Porque é bom morar no azul, amor

Mas você, sei lá
Você é uma mulher, sim
Você é linda porque é

CYRO MONTEIRO - "Amei Tanto" ( Vinicius de Moraes & Baden Powell) 1965



Blogbar do Fontana — Nos balcões dos bares da vida

DE VINICIUS E BADEN PARA CYRO MONTEIRO

ELENCO - 1965

"Amei Tanto" (Vinicius de Moraes & Baden Powell)


Letra:


Amei Tanto


( Vinicius de Moraes & Baden Powell)


Amei tanto
Que agora nem sei mais chorar

Vivi te buscando
Vivi te encontrando
Vivi te perdendo
Amor
Ah, coração, infeliz até quando?
Para ser feliz
Tu vais morrer de dor

Amei tanto
Que agora nem sei mais chorar

Nunca fui covarde
Mas agora é tarde
É tarde demais enfim
A solidão é o fim de quem ama
A chama se esvai, a noite cai em mim

Bar é arte - Zoran Nicic

http://www.londonart.co.uk/images/resizer.asp?path=4787\62525&width=800


Zoran Nicic

"Sarah"

Oil and Gold Leaf on Canvas

Após a quarta dose - Bar é prosa

    




Pequeno conto de horror


(luiz alfredo motta fontana)


O cansaço parecia vencer, o seu caminhar já não era firme, a respiração ofegante, sinais da falência iminente.
O quarteirão parecia enorme, o bar, na esquina, quase inatingível. A visão embaralhada mal percebia o velho letreiro.
Foi quando parou, apoiou-se na mureta de um sobrado, aquele azul, com um jardim imenso, mas sempre de portas e janelas cerradas.
Descansou, sorveu a brisa da madrugada, avaliou a própria tibieza, e finalmente resolveu:
- Sentirei falta de ti
Balbuciou, enquanto tirava do bolso um papelucho amarelecido pelo tempo.
Por um  breve momento exitou, mas não lhe era dada a escolha. Deixou cair  o bilhete, e voltou a caminhar.
Ao entrar no bar e ajeitar-se junto ao balcão, sorriu manso, enquanto o garçon já lhe servia "o de sempre".

Na calçada, rente à mureta, lia-se:

"Liberdade solitária é castigo"

Letras bordadas e firmes, e assinado:

-Maria

Ao amanhecer, uma brisa nova levou o bilhete, e com ele, as lembranças.

Bar é fotografia - Miguel Pappan

http://gallery.photo.net/photo/5309650-md.jpg



Miguel Pappan

"Glowing edges"

Após a terceira dose - Bar é poesia

 



Refúgio



(luiz alfredo motta fontana)


por mais que tentem
por mais que estranhem
gritem
e até mesmo
ousem
nosso refúgio resta tranquilo


ainda que tu esqueças
e distraída
baile em outros salões
ainda assim
nele
só é permitido
além de nós
o luar

Bar é fotografia - Joshi Daniel

https://joshidaniel.files.wordpress.com/2010/09/112.jpg?w=332&h=500


Joshi Daniel

"Loneliness"

Bar é poesia - Rosa Lobato de Faria

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 Rosa Lobato de Faria




É Mais Leve Que o Corpo


(Rosa Lobato de Faria)


É mais leve que o corpo
é mais denso que a sombra
é mais perdão que o sono
é mais canção que a onda.

É mais só que um pecado
é mais fé que um desejo
é mais sede que um cardo
é mmais voo que um cheiro.

É mais punhal que o cio
mais letal que o ciúme
o excessivo arrepio
em que sou água e lume.

É mais forte que eu
mais bonito que nós
este destino meu
de levantar a voz.

O bar e a underwear

  




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Charge do dia

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Zé Dassilva - Diário Catarinense - Florianópolis, SC

Bar Refaeli desnuda el otoño de Passionata - Vanitatis, es - link (aqui)



@Laura S. Lara - 17/10/2010

Bar Refaeli <em>desnuda</em> el otoño de Passionata
 Bar Refaeli para Passionata.
 
Para celebrar la llegada del Otoño, Passionata ha ideado una colección de lencería muy especial. En la presentación de la nueva y sensual línea de prendas íntimas de la firma francesa, que el pasado miércoles ofreció en Madrid un sugerente desfile de modelos, Vanitatis pudo conocer de primera mano las tendencias que llenarán de glamour nuestros armarios esta temporada.
La colección Otoño-Invierno 2010 llega rebosante de creatividad y alegría. Passionata vuelve a poner de manifiesto aquello por lo que es popular: diseños pensados para curvas voluptuosas y mujeres con una exquisita feminidad. Como la atractiva top internacional Bar Refaeli, novia de Leonardo DiCaprio, que repite una vez más como imagen del catálogo de la casa francesa.
Como ya pudimos observar en su anterior colección de cara a primavera-verano, la marca se dirige una vez más a mujeres apasionadas y provocativas. Así, los modelos de esta colección muestran aires pin-up, con tules bordados, sugerentes transparencias y detalles en lazo como base de inspiración. La sorprendente gama de colores va desde los tonos polvo y maquillaje, hasta los románticos y profundos azul noche, tinta y morado, pasando por los rojos y negros intensos, ideales para las fiestas navideñas. Como siempre, Passionata presta especial atención a la calidad y la diferenciación.
Entre los modelos más sugerentes que destacan en esta línea, encontramos el Libertino, confeccionado en fibra de lycra, y formado por un corpiño y un culotte de talle alto con liguero, que recuerda al barroco parisino con sus rayas y corte rococó. En el caso del Jolie Parisienne, su tul de correas revestidas hace volar nuestra imaginación hacia la Torre Eiffel con un bordado inspirado en los diseños de hierro forjado del arquitecto francés. Por otro lado, el romanticismo del modelo Paradise se pone de manifiesto en un travieso froufrou adornado con aves exóticas.
White Nights, una de las líneas icónicas de Passionata, es la representación perfecta de la sofisticación propia de la marca, con diferentes escotes y su cuidado encaje italiano. Por último, Passio Chérie Darling resulta ser el conjunto perfecto para ese espíritu pin-up tan sexy: transparencias sutiles y elegantes a través de varias capas de tela, y un nuevo sujetador con tirantes bordados como complemento de lujo. En definitiva, feminidad refinada para mujeres que se divierten mostrando su lado más íntimo mientras juegan a ser ingenuas y seductoras.


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Obama guarda silencio ante la masiva filtración de Wikileaks - El Mundo, es - link (aqui)

 

IRAK | Los documentos revelan torturas y muertes de civiles

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Obama,, durante su regreso a la Casa Blanca el sábado por la noche. | Efe
 
 
  • 'The New York Times' denuncia la 'indiferencia institucional'
  • 'Times'recuerda que el plan de Obama se basaba en el traspaso de la seguridad
  • El relator de la ONU sugiere violaciones de la Convención contra la tortura
  • Nuri al-Maliki cre que la publicación 'atenta contra su reelección'
  • Desde el Pentágono se dijo que 'el país es más vulnerable ahora'
Efe | Washington
Actualizado domingo 24/10/2010 06:55 horas
 


La Casa Blanca continúa guardando silencio ante la filtración de documentos de Wikileaks sobre la guerra de Irak, en medio de los llamamientos internacionales para que EEUU diga por qué hizo caso omiso de las torturas sistemáticas en ese país.
En su página de internet, esa organización divulgó el viernes los informes de campo redactados por soldados estadounidenses entre 2004 y 2009, que revelan que durante la Guerra de Irak murieron 109.032 personas, de los que 66.081 era civiles y de éstos nunca se informó sobre la muerte de 15.000.
Los medios que tuvieron acceso por adelantado a los 391.000 documentos ('The Guardian', 'The New York Times', 'al-Jazeera', 'Der Spiegel' y 'Le Monde') concluyeron que EEUU ignoró la mayoría de las denuncias de torturas, abusos, e incluso de posible asesinato, de cientos de prisioneros por parte de las fuerzas iraquíes.
Los tribunales iraquíes se basan en las confesiones para realizar condenas, lo que ha llevado a frecuentes acusaciones de tortura.
El diario 'The New York Times' señala hoy que el ignorar la mayoría de los casos de abusos equivale a "indiferencia institucional".
El 'Times' menciona que la situación es particularmente significativa, dado que el plan de Obama de retirar a las tropas estadounidenses de Irak se asentó en el traspaso de las funciones de seguridad a la policía y al ejército local iraquíes.

Investigaciones sobre los abusos

El relator especial de la ONU sobre la tortura Manfred Nowak y la organización de derechos humanos Amnistía Internacional instaron el sábado a Obama a abrir una investigación sobre la participación de las fuerzas estadounidenses en los abusos de los derechos humanos en Irak.
Nowak dijo a la BBC que EEUU tiene la obligación moral y legal de investigar los casos creíbles de complicidad de soldados estadounidenses en torturas.
El relator de la ONU insistió en que, de ser auténticos, los documentos reflejan claras violaciones de la Convención de las Naciones Unidas contra la tortura.
"Según la convención, existe la obligación por parte de los estados de criminalizar cualquier forma de tortura (...) y por supuesto la de investigar cualquier caso, llevar a los culpables ante la justicia y también ofrecer a las víctimas el derecho a una adecuada compensación", dijo Nowak.
Amnistía Internacional indicó en un comunicado que, al igual que el resto de gobiernos, EEUU "tiene la obligación bajo el derecho internacional de asegurar que sus fuerzas no usan la tortura y que las personas detenidas por fuerzas estadounidenses no son entregadas a autoridades que puedan torturarlas".

'Gran volumen de pruebas

Malcolm Smart, director de Amnistía para Oriente Medio, insistió en que EEUU incumplió esa obligación en Irak a pesar del "gran volumen de pruebas" de que la tortura está extendida en el país.
Desde Londres, el fundador de WikiLeaks, Julian Assange, afirmó que la publicación de los documentos pretende conocer "la verdad" sobre la guerra de Irak.
"Esperamos corregir parte del ataque a la verdad que ocurrió antes de la guerra, durante la guerra y que ha continuado desde que ésta terminó oficialmente" a últimos de agosto con el fin de las operaciones de combate de EEUU en ese país, afirmó Assange.
Los informes también provocaron la reacción del Gobierno iraquí, que prometió investigar las alegaciones de abusos. "El Gobierno no mostrará indulgencia cuando lo que está en juego es el derecho de sus ciudadanos", afirmó la oficina del primer ministro en funciones iraquí Nuri al-Maliki en un comunicado.

Preocupación en Irak

La oficina del primer ministro, que lucha por mantenerse en el poder después de que las elecciones del pasado 7 de marzo no arrojasen un claro ganador, afirmó también que la difusión de los documentos atenta contra su reelección.
"Hay objetivos políticos detrás de esta campaña mediática y algunos buscan utilizar estos documentos contra los dirigentes nacionales, sobre todo el primer ministro", dice el comunicado.
La Casa Blanca mientras tanto guarda silencio ante la filtración, condenada el viernes por el Pentágono.
Éste señaló que "no hay nada que pueda indicar la existencia de crímenes de guerra", pero sí aparecen "300 nombres de iraquíes en posible peligro" por lo que "el país es más vulnerable ahora".
Previamente, la secretaria de Estado, Hillary Clinton, había condenado "en los términos más claros posibles" cualquier filtración de documentos que "pongan en peligro vidas estadounidenses o de sus aliados".
En la misma línea, el Gobierno británico condenó el sábado la difusión de los documentos que, dijo, "pueden representar un riesgo para la vida de las tropas".

Victor Hugo decora el musical del año - El País, es - link (aqui)

 

La llegada de 'Los Miserables' a Madrid, uno de los grandes espectáculos de la temporada, aporta como gran novedad los dibujos originales del novelista romántico, convertidos en decorados

ANTONIO JIMÉNEZ BARCA 24/10/2010



Escena del musical "Los Miserables", inspirado en la famosa novela de Victor Hugo

Escena del musical "Los Miserables", inspirado en la famosa novela de Victor Hugo- STAGE ENTERTAINMENT


El pintor Jean-Jacques Lebel se levanta del sofá y, de pie, en medio de su impresionante salón parisiense lleno de estatuas, cuadros y obras de arte de amigos suyos, exclama: "Todos guardamos dentro varias vidas. Pero solo los genios se atreven a recorrerlas hasta el final".

Para Lebel, uno de los genios universales que sí se atrevió a apurar todas las existencias que atesoraba fue Victor Hugo. El escritor francés paradigma del siglo XIX, emblema del Romanticismo, autor de decenas de novelas, de cientos de poemas y de obras de teatro, el hombre político enredado en su tiempo, exiliado a causa de su enfrentamiento con Napoleón III, enterrado por fin en el panteón como un héroe después de un entierro multitudinario que arrancó en los Campos Elíseos y recorrió durante todo un día la ciudad entera, ese gigante de la literatura y del pensamiento, fue, entre otras muchas cosas, pintor. "Bueno, yo diría que, ante todo, fue pintor", sostiene Lebel, con una sonrisa.


Un dibujo de Victor Hugo como parte del decorado del musical "Los Miserables"

Un dibujo de Victor Hugo como parte del decorado del musical "Los Miserables"- STAGE ENTERTAINMENT


Ahora, Cameron Mackintosh reestrena en España el musical Los Miserables, inspirado en la más famosa novela del escritor francés, reelaborando y modernizando el espectáculo que, desde 1985, ininterrumpidamente, se exhibe en Londres. Y para celebrar estos 25 años, entre las novedades que aporta la nueva versión del musical, que se presentará en Madrid el 18 de noviembre en el teatro Lope de Vega, aparte de la supresión de una canción y de ciertos detalles técnicos y de puesta en escena que agilizan la obra, se cuenta la de añadir este lado poco conocido pero determinante de Victor Hugo: los dibujos que completan el decorado, los inquietantes paisajes que animarán al fondo todas las escenas están sacados de las colecciones de ilustraciones del escritor o inspirados directamente en ellas.
"Cuando empecé a investigar sobre sus obras, me quedé hechizado", comenta desde Londres Matthew Kinley, director artístico del musical. "Lo que más impresionó fue su modernidad y una atmósfera particular, que es lo que hemos intentado reproducir en los dibujos que no son suyos originales", añade.
Una de estas ilustraciones presenta un paisaje en blanco y negro con árboles, la otra reproduce una ciudad vista a lo lejos. La tercera, titulada El Planeta, más turbadora aún, es una bola abstracta y rodante que indica, a ojos de los expertos, el ojo adelantado y modernísimo del artista para la pintura.
Hugo (París, 1802) dibujó desde siempre. Aún se conservan los viejos cuadernos escolares de la adolescencia en los que recreaba o ilustraba algunos episodios de la historia de Roma y de Cartago que le mandaban estudiar sus profesores. Hay batallas navales, asaltos a fuertes, peleas a espada y rendiciones épicas que parecen sacados de un cómic actual hecho con brío de dibujante experto.
Pero poco a poco, con los años, el dibujo se convirtió en una especie de gimnasia mental, en un desahogo personal, en un refugio íntimo, en un quehacer matutino y casi obligatorio previo a todo. "Lo cuenta su amigo Théophile Gautier, que lo vio trabajar muchas veces", recuerda Lebel. "Cuando vivía exiliado en la isla de Jersey, al levantarse, miraba la costa francesa desde su habitación con vistas al mar y a la playa, y antes de ponerse a escribir la obra de teatro o el nuevo capítulo de la novela, mojaba la pluma y de pie, inclinado sobre el tablero, con su misma postura de escritor, emborronaba, pintaba, inventaba, manchaba... lo hacía inconscientemente, sin pensar, dejándose llevar. Después, pasados esos minutos necesarios en los que se encontraba consigo mismo, volvía a su vida de escritor, mojaba de nuevo la misma pluma en el tintero y comenzaba a escribir, por ejemplo, Los Miserables. Pero lo que había dejado en las hojas era verdadero arte, de una modernidad avasalladora", sostiene Lebel.
A lo largo de su vida realizó cerca de 3.500 dibujos. Jamás vendió ninguno. Jamás quiso organizar ninguna exposición con ellos. No se avergonzaba de su producción, pero tampoco la exhibía. Se limitó a producirlos, casi a escondidas, con un punto casi vergonzante, y a apartarlos de la mesa para dejar sitio luego a las novelas o a regalarlos a amigos o amantes en forma de tarjetitas que por un lado presentaban requiebros o recordatorios o felicitaciones y por el otro una mancha abstracta que bien habría podido firmar el mismísimo Pollock. Las propias descripciones que él mismo da de sus pinturas son reveladoras de su relación con la pintura: "Temo mucho que estos trazos a pluma de cualquier manera, hechos torpemente por un hombre que siempre tiene otra cosa que hacer no son sino los dibujos de un momento", escribía a su editor Castel en octubre de 1962. "Estos rayajos son para la intimidad y la indulgencia de los amigos más cercanos", añadía en una carta al escritor Paul Meurice ese mismo año.
A veces pintaba en la misma cuartilla de la novela o del poema; a veces en las cartas que enviaba a sus hijos durante sus viajes, en los que acompañaba con dibujos a tinta los paisajes que describía al lado, como había hecho años atrás con los apuntes del colegio. "Te envío un pequeño bocetillo que dará una pequeña idea de lo que veo todos los días", le explica a su hija Léopoldine en 1843. Hizo caricaturas de época, dibujos críticos alusivos a la pena de muerte, inspirados por el ahorcamiento del asesino Tapner, en 1854, que guardan una gran relación con los aguafuertes tenebrosos de Goya; llevó a cabo retratos de los personajes imaginarios de sus novelas: son célebres los perfiles de Gavroche, el niño de los bajos fondos parisienses que se convierte en Los Miserables en todo un símbolo de la infancia librada a su suerte. También hay retratos del famoso y malvado Thénardier, el tendero capaz de vender a su propia hija. Por el contrario, no se ha encontrado ningún retrato del protagonista de la novela, de Jean Valjean. Y el famoso dibujo de Cosette agarrada a una escoba gigante, mirando hacia delante con miedo, que sirvió de referencia al musical en su anterior estreno mundial, no es de Victor Hugo sino de Émile Bayard.
Pero todo esto (los paisajes tomados a vuela pluma, las caricaturas, los retratos de los personajes, los dibujos críticos contra la pena de muerte), a juicio de los críticos o especialistas, no significarían nada sino buena mano para el lápiz. Lo otro, sus dibujos casi abstractos, sus paisajes casi simbólicos, sus manchas, sus collages, representan la obra de un precursor que inventaba técnicas cada día, que avanzaba a ciegas, en solitario, guiado solo de su propia intuición, liberado de la responsabilidad, como le ocurría en la literatura, de tener que ser el mejor. "Hugo era, en el fondo, un clásico escribiendo. Pertenecía al Romanticismo, y no se saltó las reglas del Romanticismo... en literatura. En pintura, tal vez porque se veía menos presionado, pintaba con el inconsciente, y se adelantó al arte del siglo XX en muchos aspectos", asegura Lebel, que en 2000 organizó una exposición en el Museo Thyssen sobre los dibujos de Hugo titulada Victor Hugo, caos en el pincel...
El catálogo de esa exposición es un muestrario de técnicas contemporáneas que el escritor fue descubriendo mientras miraba la costa francesa antes de ponerse a trabajar, a escribir: manchaba trapos que luego le servían para emborronar cuartillas; echaba un borbotón de tinta que luego dejaba correr moviendo la hoja y que le servía de base; utilizaba cerillas viejas para rascar en la pintura, se servía de las barbas de la pluma para, a base de trazos fuertes, levantar una ola imponente; embadurnaba en tinta trozos de telas de vestidos de su mujer que luego usaba como materia prima de collages muchos años antes de que nadie supiera qué era un collage; se manchaba el dedo e imprimía después la huella digital para representar un conjunto de cabezas que se asoma a un pozo (aparentemente). Nadie le enseñó jamás a pintar. Tampoco eso le importó. Desinhibido, con una actitud casi infantil y juguetona hacia la pintura mucho más libre que la que le empujaba a sus escritos, jamás se refrenó. En una carta enviada a su amigo, el poeta y crítico de arte Charles Baudelaire, le confesó, simplemente: "Mis dibujos son un poco salvajes".
Lebel se levanta de nuevo, asombrado ante la capacidad de inventiva del artista, recuerda que acostumbraba a colorear piedras de la playa, que llegaba a casa con los bolsillos del chaquetón deformados por los objetos que encontraba, que no solo pintaba, sino que silueteaba con unas tijeras o con una navajita. "Pintó con el corazón, con el inconsciente. Hay un dibujo emocionante, una tormenta. Un dibujante del XIX hubiera querido reflejar las olas, el viento. Él echó tinta en la hoja y luego la movió adelante y atrás. No dibujó la tormenta: la recreó. Y eso es una de las esencias de la modernidad. Si hubiera ido a una academia de pintura, todo eso se habría perdido".
Hay otro dibujo que emociona y asombra a Lebel. Se trata de una pequeña aguada que un descendiente de Hugo le regaló en los años treinta al surrealista André Breton: es un paisaje abstracto, difuminado, simple, la línea del horizonte apenas esbozada. Lo interesante, lo determinante, a juicio de Lebel, fue que el artista colocó en el centro de la cuartilla una simple palabra reveladora: "Aube (alba)".
"¿Se da cuenta?", exclama otra vez Lebel. "Eso lo podría haber hecho Magritte. Eso se llama arte conceptual. Eso es adelantarse, por puro olfato, a la historia del Arte, sin que nadie se lo reconociera, sin que ni él mismo lo sospechara".
'Los Miserables' se reestrena en España el 18 de noviembre en el teatro Lope de Vega de Madrid.

Cita secreta con el hombre que hace temblar al Pentágono - El País, es - link (aqui)

 

ENTREVISTA: EL ENEMIGO NÚMERO UNO DEL EJÉRCITO DE EEUU Julian Assange fundador y editor de 'wikileaks'

Es la pesadilla de la todopoderosa inteligencia militar de EE UU. Se llama Julian Assange, tiene 39 años y una profesión: reventar a escala mundial los mayores secretos oficiales

JOSEBA ELOLA 24/10/2010

Julian Assange

Julian Assange, en un callejón al norte de Londres, el día de la entrevista que mantuvo con EL PAÍS.- Carmen Valiño


El Pentágono ha desplegado un equipo de 120 personas para frenar sus filtraciones. Suecia, el país al que acudió a refugiarse, le ha negado el permiso de residencia. El hombre que destapa los documentos silenciados, el enemigo de las verdades oficiales, volvió a asestar ayer un nuevo golpe. Se llama Julian Assange. Tiene 39 años. Nos concedió una cita secreta en Londres / Consulta los documentos sobre Irak filtrados en la página de Wikileaks | CLAVES: Cómo navegar por los 'papeles de Irak'

Julian Assange vive en un universo de secretos. Secretos eran los 400.000 documentos sobre la guerra de Irak que liberó ayer. Secretos son los 30 envíos que cada día recibe el portal que dirige, inagotable fuente de denuncia a escala planetaria. Secretas procuran ser sus comunicaciones, sus entradas y salidas. Su organización también vive envuelta en el más absoluto de los secretos.

Secreta por tanto tenía que ser la cita con el hombre que se ha convertido en serio enemigo del todopoderoso Pentágono. El hombre que fundó en diciembre de 2006 un sitio web también es la pesadilla de grandes bancos, multinacionales y gobiernos. Ciento veinte personas, pertenecientes al llamado gabinete de crisis Wikileaks, trabajan en los alrededores del Pentágono para contrarrestar los efectos de las filtraciones del combativo portal.
Pregunta. Leí un titular que ponía en su boca la frase: "Soy un periodista activista". ¿Lo es?
Respuesta. Yo soy un editor. Y como editor, también dirijo, y soy portavoz de mi, nuestra, publicación. He estado involucrado en periodismo desde que tenía 25 años, cuando cofirmé el libro Underground, y actualmente, dado el estado de impotencia del periodismo, me parecería ofensivo que me llamaran periodista.
P. ¿Por qué?
R. Por los abusos del periodismo.
P. ¿A qué abusos se refiere?
R. El mayor abuso es la guerra contada por los periodistas. Periodistas que participan en la creación de guerras a través de su falta de cuestionamiento, su falta de integridad y su cobarde peloteo a las fuentes gubernamentales.
Assange y los suyos publicaron ayer la que es considerada la mayor filtración de documentos secretos en la historia del Ejército de EEUU, los papeles de Irak. En abril liberaron los papeles de Afganistán, 77.000 documentos desclasificados que destapaban la muerte de cerca de 20.000 afganos. Denunciaron ejecuciones extrajudiciales en Kenia y se llevaron por ello un premio de Amnistía Internacional. También pusieron en jaque al mayor banco islandés, The New Kaupthing, destapando un documento oficial que evidenciaba la irresponsable gestión de sus administradores, que meses después sufrieron penas de cárcel. Y sacaron a la luz manuales secretos de la Iglesia de la cienciología.
Secretos. También está llena de secretos la investigación de la que está siendo objeto Assange. Dos chicas le denunciaron en una misma semana de finales de agosto por acoso sexual en Suecia. El lunes se conocía que el país escandinavo, al que había acudido a protegerse dado su régimen garantista para la prensa, le ha denegado el permiso de residencia. Assange nos dice que está pensando instalarse en algún sitio de Sudamérica.
Cita amarrada, hora concreta, lugar secreto. El lunes, en Londres, a las 12.00. Así de escueta es la información del mensaje que nos entra en el móvil y que anuncia que por fin podremos hablar con el hombre que ha estado y está en el ojo del huracán informativo.
El verano de Assange ha sido fino. Esta entrevista fue solicitada por primera vez el 19 de julio pasado. El propio Assange respondía tres días más tarde, el 22, emoticono incluido: "Sorry. no time for a few weeks" (lo siento, sin tiempo por unas cuantas semanas); emoticono de pena.
La noche previa al encuentro recibimos un mensaje con la dirección de un restaurante al norte de Londres. Allí nos recibe a las 12.00 en punto la persona que le lleva las relaciones con la prensa. Nos conduce a un callejón y nos sube a unas oficinas. Un retrato de Nelson Mandela preside esta sala con largas mesas rectangulares de trabajo y paredes en tonos verde claro.
Julian Assange no está. No ha llegado. Se le espera. Preguntamos si hay algún otro miembro de la organización con el que podamos hablar. Al poco, por la puerta entra un hombre alto y fornido, chaqueta y pantalón negros, jersey gris de cuello alto, ojos azules, pelo canoso. Es Kristinn Hrafnson, periodista islandés que trabajó durante 20 años en la televisión estatal y que se ha enrolado en el pelotón de Assange: "Tenía ganas de trabajar en historias que crean grandes olas en el mundo", explica. Hrafnson participó durante cinco meses en la elaboración de Collateral Murder -Asesinato colateral-, el vídeo que dio la vuelta al mundo y que generó 3.000 titulares de prensa en 48 horas. Fue visto por más de cuatro millones de internautas en las 72 horas posteriores a su publicación en YouTube.
Seguramente recuerden ustedes las escalofriantes imágenes. Dieron la vuelta al mundo a principios de abril. Un helicóptero Apache del Ejército de Estados Unidos sobrevuela un suburbio de Bagdad. Se ve a varias personas andando por la calle, una de ellas, fotógrafo de Reuters, lleva una cámara al hombro. Los militares piensan que es un arma de fuego. Desde el Apache se dispara a todos los que por allí pasan en ese momento. La secuencia es espeluznante. "Keep shooting -sigue disparando-". Ráfaga. "Keep shooting". Ráfaga. "Keep shooting".
Personas que caen fulminadas al suelo. Otras que huyen de los disparos. Dos hombres que intentan auxiliar al fotógrafo herido. El Apache dispara contra ellos. Y contra la furgoneta, en cuyo interior hay dos niños.
Balance: doce personas fulminadas. La frialdad de la guerra expuesta. Las risas del soldado que acaba de disparar. La grosera conversación entre los soldados. El insulto a los que yacen muertos. "Bastards". Y en el suelo, las víctimas del tiro al bulto, eso que en estos tiempos modernos se ha dado en llamar "daños colaterales".
Llega Assange. El pelo aplastado y pegado a la cabeza; el casco de la moto bajo el brazo. Entra en la sala y Hrafnson le comenta algo. Se disculpan y se retiran a una sala contigua, asuntos urgentes, asuntos secretos. "Disculpe, esto siempre es así", dice cariacontecido el solícito hombre de prensa.
Assange se sienta por fin frente a la grabadora. Es un hombre muy alto, fuerte, magnético. Su antaño pelo largo totalmente blanco, que este verano dio paso al pelo corto castaño claro, es ahora una mezcla de esas dos fases. A sus 39 años, desprende un carisma indiscutible. Dos personas que han trabajado con él y que no quieren identificarse le describen como un hombre extremadamente inteligente. ¿Más calificativos?: Valiente; trabajador; divertido. El último héroe del periodismo combativo elige sentarse en la mesa que le permite tener el retrato de Mandela detrás de él: "Es importante tener bien guardadas las espaldas", bromea.
P. Su actividad en Wikileaks le está granjeando una creciente colección de enemigos. ¿Cuál es en estos momentos su peor enemigo?
R. En términos de recursos dedicados a seguir nuestros pasos, el Ejército de Estados Unidos. Dicho lo cual, tenemos buenos amigos allí, hay gente buena. Y también mala. Hay un equipo, supuestamente, de 120 personas en el llamado Wikileaks warroom -equipo de crisis/de combate- dedicado 24 horas al día a ocuparse de nosotros. Están dirigidos por un señor nombrado por Gates -secretario de Defensa norteamericano-. Son, predominantemente, miembros de la agencia de inteligencia militar y del FBI.
P. ¿Qué otros enemigos tiene?
R. Bancos. La mayor parte de los ataques legales que hemos recibido son de bancos. También los ha habido procedentes de China poco después de liberar material crítico sobre determinadas actividades del Gobierno. También hemos recibido ataques de cultos, de sectas abusivas, como la Iglesia de la cienciología, los mormones...
P. Esos enemigos que tiene ¿hacen que tema usted por su vida?
R. Alguna gente, como Daniel Ellsberg -el hombre que desveló en 1971 los papeles del Pentágono sobre la guerra de Vietnam-, ha sostenido que mi vida está en peligro.
P. ¿Y usted qué cree?
R. Creo que hay un pequeño, pero no insignificante riesgo, sí. Lo que hay es un peligro significativo de procesamiento y de detención. Están intentando crear un caso de espionaje contra mí y otros miembros de la organización, y contra gente que ha tenido relación con nosotros en Estados Unidos.
El analista de inteligencia del Ejército de Estados Unidos Bradley Manning fue detenido por la filtración del vídeo de la matanza de Bagdad. "El FBI ha visitado a gente en Boston y otras ciudades americanas conectadas con Bradley Manning o nosotros", explica Assange. "Según mis fuentes, el fiscal general del Estado australiano aprobó permisos para interceptar las comunicaciones de nuestra gente en Australia. El Gobierno de Suecia ha sido presionado a nivel de inteligencia por Estados Unidos, según dicen mis fuentes en inteligencia. El Gobierno de Islandia también ha sido presionado por Estados Unidos, según mis fuentes en Islandia y en el Senado norteamericano; y al embajador de Islandia llegaron a preguntarle si ya se habían dado pasos para asegurarse de que Islandia no se convierta en un refugio para Julian Assange".
Assange habla de él en tercera persona. Es un hombre que mide las palabras como nadie. No dice nada sin habérselo pensado cuatro veces. Habla despacio, con continuas pausas que invitan al entrevistador a colar una pregunta que él nunca responde porque sigue con su largamente articulada respuesta. Assange, no habla: dicta. Le gusta tener el control.
El adalid del periodismo combativo continúa relatando la persecución de la que ha sido objeto la organización que, con pulso firme, dirige. Un miembro de Wikileaks sufrió una emboscada en un parking de Luxemburgo en 2008. Dos abogados defensores de los derechos humanos que trabajaron con Wikileaks en Kenia fueron asesinados en marzo de 2009.
Y desde el Pentágono no se andan con chiquitas. El pasado 3 de agosto, el portavoz de Defensa estadounidense, Geoff Morrell, comparecía brevemente ante los medios. Solicitaba a Wikileaks que devolviera los documentos filtrados. "Si hacer lo correcto no es suficiente para ellos, entonces miraremos qué alternativas tenemos para obligarles a hacer lo correcto", anunció Morell.
"Fue extremadamente desagradable", dice Assange, "una manera extremadamente extraña de pronunciarse. Hemos llegado a la conclusión de que esa rueda de prensa fue diseñada para preparar posteriores ataques legales".
Assange sabe cultivar los silencios. Habla mirando al horizonte, sus ojos se mueven de izquierda a derecha y de derecha a izquierda mientras busca la palabra precisa. Su voz grave, levemente quebrada, y su querencia por el susurro, más propio de la confidencia que de la entrevista, confiere aún mayor intensidad a sus palabras. Habla tan bajo que conduce al interlocutor a un compromiso de escucha insoslayable. O aguzas el oído, o no te enteras.
Cuenta que la organización ha recibido cien "ataques legales". Dos de cada cinco demandas/querellas acabaron en juicio. Asegura que salieron victoriosos en todos los casos. También destaca los ataques que le han dirigido los medios de comunicación. Se queja de que los medios replican las mentiras que otros deslizan y se retroalimentan ad infinítum manchando su biografía. "Ha habido 15 ataques contra nosotros completamente fabricados de arriba abajo", asevera, "vendidos como filtraciones de gente de dentro de la organización. Se ha llegado a decir que llevo una vida de lujo en Sudáfrica. Nunca he estado en Sudáfrica".
P. ¿Piensa usted que las acusaciones que contra usted pesan en Suecia por acoso sexual están conectadas con todo esto?
R. No lo sabemos. Prefiero hablar de esto en otro momento, no puedo hablar en mi nombre y en nombre de la organización al mismo tiempo.
Assange es un hombre acosado. Tiene que protegerse. El pasado 27 de septiembre su equipaje fue requisado cuando abandonaba Estocolmo. La hipótesis de que alguien esté intentando vigilar sus pasos o interferir en sus comunicaciones no resulta descabellada. Todas las comunicaciones que realiza por teléfono o mail están encriptadas, es un excelente criptógrafo, tiene un pasado de hacker. Los protocolos de seguridad que debe seguir son estrictos. En algunos lugares, confiesa, debe moverse con guardaespaldas.
Nunca se sabe dónde está, dónde dormirá esta noche, o en qué anda. Su vida nada en los secretos. Se mueve rápido y procura no dejar rastro.
La existencia un tanto nómada no es algo que le resulte ajeno. "Nuestra familia producía teatro profesional y televisión y como resultado, íbamos de gira por el país muy a menudo", recuerda. Assange nació en 1971 en Townsville, ciudad de la costa noroeste australiana. Cuando tenía ocho años, sus padres se separaron. La madre inició una relación con un músico con el que tuvo otro hijo. "Durante una parte de mi adolescencia tuve que lidiar con este hombre del que se sospechaba estaba conectado con el culto de Anne Hamilton-Byrne", cuenta. Una secta en la que algunos miembros convencían a las madres para que ofrecieran a sus hijos recién nacidos a la líder del movimiento. Niños que se convertían en hijos adoptivos de la suma sacerdotisa, que ordenaba teñirles a todos el pelo de rubio y a los que se suministraban todo tipo de drogas, incluidas ceremonias de iniciación al LSD cuando apenas eran adolescentes.
Llegó un momento en que no quedó otra salida que huir. Huir de las garras de aquel hombre. Assange, su hermanastro y su madre estuvieron tres meses cambiando constantemente de domicilio. Vivir a la fuga.
Secretos y fugas. Dos conceptos que gobiernan la vida de Julian Assange. Leaks significa fuga. Y también fuga de información, filtración.
Por aquellos años difíciles nació su fascinación por los ordenadores. Su pericia, sus dotes como programador, le convirtieron en un notable hacker. Su nombre de guerra: Mendax. Allí comenzó su lucha: la información está para ser compartida.
Como hacker, llegó a penetrar en los sistemas de la compañía telefónica canadiense Nortel, motivo por el cual llegó a ser encausado. El juez acabó sentenciando que detrás de su intentona se escondía el simple placer de ser capaz de penetrar en sistemas ajenos. Tuvo que pagar una pequeña multa. "Yo fui un activista", asume. "La investigación de la que fui objeto se acabó cuando yo tenía 20 años; aunque el proceso durara seis años más, hasta 1997. Ahora hay muchos intentos de llamarme hacker, basados en mis actividades como hacker de hace veinte años, para devaluar mi trabajo como periodista. Con ello se pretende además despojarme de las protecciones legales de cualquier periodista; van contra mí personalmente, y contra esta organización. No obstante, es cierto que he sido un activista de la información libre durante mucho tiempo. Esos intereses de adolescente, aunque relativamente poco sofisticados, reflejan la consistencia de mi carácter".
La información libre. Los secretos destapados. La transparencia. Toda la información secreta debe estar a disposición del ciudadano. Varios medios, entre ellos, The New Yorker, le han acusado de venerar la transparencia en todas partes menos en el seno de su organización.
El presupuesto actual de Wikileaks es de un millón de dólares anuales (en torno a 712.000 euros). Desde enero, cuentan con un sistema de donaciones anónimas de modo que no están influidos por los intereses de quienes donan, explica Assange. Durante los cuatro primeros años, el portal se nutrió de las aportaciones de Assange y algunos más. El número total de donantes actual es de 10.000 personas. Ninguna donación sobrepasa los 20.000 euros.
Assange asegura durante la entrevista que ya son 12 personas fijas y que pronto serán 20. El número de colaboradores asciende a 800. Seguidores en Twitter: 150.000.
El portal de Wikileaks se reabrió el viernes tras una larga temporada cerrado. En la página alegaban motivos de mantenimiento para justificar el cierre. Assange explica que se debió a la gran reorganización en la que están inmersos. Un periodista que ha trabajado estrechamente con él sostiene que el portal ha estado cerrado por la rebelión interna que ha sufrido la organización en los últimos meses. Manifiesta que los métodos autoritarios de Assange han disuadido a varios integrantes del equipo. Que algunos de los técnicos han llegado a boicotear internamente la Red para evitar que Assange lo controle todo. Hrafnson, el portavoz islandés, niega cualquier atisbo de rebelión interna.
Otro periodista de una cabecera internacional, que también prefiere ocultar su identidad, dice que, efectivamente, Assange es un tanto autoritario. Pero sostiene que en una organización como Wikileaks, sometida a tanta presión, es normal que haya debate y tensión. Y es lógico, por tanto, que haya un momento en que alguien tenga que tomar una decisión que no guste a todo el mundo. "Hay unos que son más partidarios de la acción que otros", describe.
P. Daniel Domscheit-Berg, su ex portavoz en Alemania, que ha abandonado la organización, dijo a Der Spiegel que usted actuó con él como fiscal, juez y verdugo. Sostiene que usted no tolera las críticas.
R. Daniel Domscheit-Berg fue suspendido de esta organización por un número de razones serias. Como muchas personas que son suspendidas, elige criticar las decisiones del que les emplea. Creemos que la confianza, la confidencia y actuar con integridad son componentes esenciales de nuestro trabajo. Por ese motivo decidí no criticar a Domscheit-Berg, a pesar de que sus declaraciones no nos han ayudado nada en estos momentos de dificultades.
Daniel Domscheit-Berg coge el teléfono en Berlín. Al oír lo que Assange ha dicho sobre su salida a este periódico, se revuelve, indignado. "En primer lugar, yo no soy su empleado. En esta organización no se paga a nadie. En mi caso, además, yo puse dinero en el proyecto", exclama, notablemente irritado.
El ex portavoz se declara estupefacto por su despido, que se produjo en septiembre. Asegura que al menos cinco personas han abandonado Wikileaks por estar en desacuerdo con los modos de Assange. "La gente no quiere que un dictador esté al frente de una organización tan poderosa, que maneje una información tan sensible. Julian se está comportando como un dictador y yo no trabajo para dictadores, yo lucho contra los dictadores".
El activista alemán, de 32 años, afirma que sus palabras no son fruto de una "vendetta personal". Y señala que Wikileaks ha ido perdiendo algunas de sus señas de identidad. "Yo no sé si el Pentágono estará o no en estos momentos detrás de Julian. Pero el hecho de que pueda estarlo demuestra que se ha cometido el mayor de los errores: Wikileaks nació como una organización en la que estaba involucrada mucha gente de modo que nunca pudieran ir a por una sola persona. La gente debería ser intercambiable, lo importante es el proyecto, es un movimiento. ¿Qué es Wikileaks ahora, una organización o el show de Julian Assange?".
El controvertido fundador de Wikileaks no deja indiferente a nadie. Fascina a unos, irrita a otros. Para unos es el último héroe del periodismo, un hombre que desafía la lógica de un mundo cínico en busca de la máxima transparencia. Para otros, un idealista naif que cree que todo se puede contar, cuando hay cosas que el sentido común indica es mejor no publicar. Por ejemplo, aquellas que pongan en peligro la vida de las personas. De eso le acusan desde varios frentes. De haber revelado la identidad de informantes afganos que ahora son blanco fácil para los talibanes.
P. Su decisión de publicar los nombres de informantes afganos al hacer públicos los papeles de Afganistán levantó polvareda. Bill Keller, director de The New York Times, dijo: "Su decisión de hacer públicos los datos tuvieron consecuencias potenciales que, creo, cualquiera, sea cual sea su visión de la guerra, encontraría lamentables". ¿Considera que cometió algún error, que puso en peligro alguna vida?
R. Al publicar 76.000 de 90.000 documentos clasificados, hay muchas cosas de las que hablar. Esos documentos revelaron la hora, fecha, lugar y circunstancias de la muerte de cerca de 20.000 personas. Y punto. En los dos meses desde que el material fue publicado, hasta donde se puede determinar hoy, ningún civil afgano ha sido dañado por la publicación de los papeles. Eso no quita para que estos sean temas muy serios e interesantes, y por ese motivo retiramos uno de cada cinco documentos. El hecho de que Bill Keller tenga necesidad de dedicar su tiempo a hablar de este tema, que no está asociado a la muerte de nadie, comparado con los temas que han llevado a la muerte de cerca de 20.000 personas, y la muerte de cientos en los últimos dos meses, es un reflejo de la dificultad que tiene The New York Times para criticar al Ejército en Estados Unidos.
P. Alan Rusbridger, director de The Guardian, nos decía hace unos días con ironía que los medios tradicionales han abandonado el periodismo de investigación porque es caro y no muy sexy. ¿Está de acuerdo?
R. Sí, lo han abandonado casi por completo, es cierto. El peaje que pagas es caro: te crea enemigos, genera gastos en prevenir ataques judiciales, y se producen ofensivas contra los intereses de los editores. Yo creo que los lectores sí demandan periodismo de investigación, pero el coste por palabra en relación con otras formas de periodismo es alto, especialmente, el periodismo subvencionado por intereses especiales.
P. ¿Pero cree que la mayor parte de los grandes medios de comunicación occidentales están subvencionados por intereses especiales?
R. Eso no es exactamente lo que yo quería decir. Ese también es un factor. Yo me refería a los miles de millones de dólares que el Ejército de EE UU gasta al año en su comunicación de asuntos oficiales para producir contenido tutelado como vídeos, fotos y notas de prensa que al final son historias gratis para que los periodistas les pongan la firma. Y similares contenidos tutelados producidos por empresas y Gobiernos. En ese sentido, los periódicos y las televisiones se convierten en seleccionadores de contenidos tutelados.
P. ¿Cree usted que esto va a cambiar? ¿Cree que la revolución digital e iniciativas como Wikileaks traerán periodismo independiente?
R. Podemos ir en las dos direcciones. Puede que lleguemos a un sistema en que haya una mayor fiscalización y acuerdos internacionales para suprimir la libertad de prensa o puede que vayamos a un nuevo estándar en que la gente espere y demande material que exponga más a los poderes; y un entorno comercial en que este tipo de exposición sea rentable; y un entorno legal en que esto esté protegido.
P. ¿Es usted optimista al respecto?
R. Estamos en el cruce de caminos entre esos dos futuros. Por eso es tan importante y tan interesante estar involucrado en esto. Con nuestras acciones de ahora determinamos el destino del entorno mediático internacional de los próximos años.
Assange se muestra como un entrevistado rebelde. Resulta muy difícil conseguir colar una pregunta en medio de sus pausados discursos. Eso sí, muchas de las cosas que dice son sustanciosas. Si no, véase su reflexión sobre lo que le ha supuesto su experiencia en Wikileaks:
"Cada persona tiene una trayectoria única en la vida, pero, en los últimos tres años y medio, yo he tenido una experiencia realmente única. He leído más documentos filtrados, posiblemente, que ninguna otra persona en la tierra. De muy distintos temas. Igual hay gente que ha leído muchos, pero tal vez no de tantas y tan distintas organizaciones a lo largo de mundo. He obtenido más filtraciones internas que ninguna otra persona y he dirigido una organización que ha recibido muchos ataques de organizaciones poderosas, de secretos y neuróticos cultos. Antes de estar metido en esto, creí que sabía bastante de cómo funciona el mundo, he hecho cosas significativas e importantes antes que esto. Pero nada me preparó para la realidad con la que me he encontrado. Mi perspectiva ha cambiado mucho".
P. ¿Y qué ha visto?
R. No sé si es posible comunicar lo que he aprendido. Hay dos cosas que me vienen a la mente. La primera, la muerte a escala mundial de la sociedad civil. Rápidos flujos financieros, por transferencias electrónicas de fondos que se mueven más rápido que la sanción política o moral, destrozando la sociedad civil a lo ancho del mundo. El poder económico permite a oportunistas en cualquier sociedad conectada al sistema financiero global extraer riqueza robada con un comportamiento inmoral para llevarla a destinos lejanos o a oscuros y opacos vehículos financieros difíciles de atrapar. En este sentido, la sociedad civil está muerta, ya no existe, y hay una amplia clase de gente que lo sabe y está aprovechando que saben que está muerta para acumular riqueza y poder.
P. ¿Cómo...?
R. Y la segunda cosa que he visto, que opera en combinación y en oposición a esta, es que hay un enorme y creciente Estado de seguridad oculto que se está extendiendo por el mundo, principalmente basado en Estados Unidos. Cualquier Estado, si quiere sobrevivir, tiene que inscribirse con uno de los tres proveedores de inteligencia y sistemas armados. Los proveedores son el Imperio occidental, Rusia, antiguo Imperio soviético, y China, que aún no es un imperio, pero empieza a moverse en esa dirección. El Estado de seguridad oculto que se está extendiendo por el Imperio occidental tiene su centro de gravedad en Estados Unidos, pero es una red de tutelaje que existe en todos los países occidentales y conecta a todos los países occidentales. En EE UU, a pesar del colapso financiero, su poder económico ha crecido: su porción de recursos económicos ha crecido entre 250% y 300% desde los noventa. Para dar un ejemplo concreto, y en este caso cito a Dana Priest -dos veces ganadora del Pulitzer-, de The Washington Post, hay 817.000 personas trabajando en labores de seguridad top secret.
P. ¿Y esas estructuras velan fundamentalmente por salvar al capitalismo?
R. Las grandes corporaciones han penetrado tanto ese Estado de seguridad opaco y el sistema político que se están llevando todo el valor añadido por los contribuyentes.
Assange afirma que en Estados Unidos hay ahora una tensión entre el sistema nacional de seguridad paralelo y lo que denomina anarcocapitalismo, es decir, las grandes empresas. Compara el Estado de seguridad paralelo norteamericano con el que construyó Putin para dominar a los oligarcas.
Para terminar, Assange, que no deja títere sin cabeza, reserva su traca final para los complacientes medios de comunicación. "Los medios de comunicación internacionales son un desastre. Estamos en una buena posición para verlo porque nos llega material política e históricamente significativo, lo liberamos, y vemos cuántos medios se hacen eco y con qué rigor. Podemos ver también los esfuerzos para suprimir la información que damos. Mi conclusión es que el entorno de los medios internacionales es tan malo y tan distorsionador que nos iría mejor si no hubiera ningún medio, ninguno".
Se acaba la entrevista. Assange se levanta y muta. Se convierte en otra persona. Se desprende de un plumazo de toda su intensidad y gravedad. Se vuelve ligero, encantador, sonríe. Rejuvenece. Lo último que dice, una vez apagada la grabadora. "No creas a nadie. No creas a nadie. No creas a nadie. Te estarán mintiendo.

Las tripas de Wikileaks

» WikiLeaks es un sitio web para la publicación anónima de documentos secretos o delicados. Una conexión cifrada permite a cualquier usuario subir vídeos, documentos o audios confidenciales sin dejar rastro.
» Se ha convertido en la gran plataforma de las filtraciones -leaks, en inglés-, en el lugar en el que se cuestionan las grandes verdades oficiales.
» Julian Assange, australiano de 39 años, teme que los Estados Unidos le abran una causa por espionaje por la filtración de los 'papeles de Afganistán'. En Suecia, que le acaba de negar el permiso de residencia, tiene abierta una investigación por presunto acoso sexual.

Cinco episodios clave

El de ayer fue el golpe más impactante en la carrera de Wikileaks como plataforma de filtración de contenidos secretos. Desde su fundación en diciembre de 2006, el portal dirigido por Julian Assange ha levantado papeles en distintos puntos cardinales del planeta, aunque los que más ruido han hecho han sido sin duda los relacionados con el Ejército norteamericano.
Las ejecuciones extrajudiciales en Kenia, el escándalo del banco islandés The New Khaupting y los 'papeles de Afganistán' son tres de sus más duros golpes.
Pero también han recibido críticas por no editar suficientemente el material que les llega y publicar datos de carácter privado. Ocurrió con el episodio de las últimas conversaciones de las víctimas del 11-S y con la publicación de nombres y direcciones de miembros del Partido Nacional Británico.
EJECUCIONES EN KENIA. Noviembre de 2008. Wikileaks filtra un documento silenciado hasta la fecha en el que la Comisión Nacional de Derechos Humanos de Kenia denuncia la ejecución extrajudicial de 500 jóvenes opositores al régimen.
VERTIDOS TÓXICOS. Murieron seis personas. 85 necesitaron cuidados. Wikileaks publicó que la empresa Trafigura había pagado a una empresa local de Costa de Marfil para que se deshiciera de 40.000 toneladas de gasolina de baja calidad.
LA INTRAHISTORIA DEL 11-S. Noviembre de 2009. Wikileaks publica llamadas, mensajes SMS y correos electrónicos enviados hacia y desde las Torres Gemelas el 11-S. La publicación desata la polémica sobre el respeto a la intimidad.
NOMBRES Y RAZA. Octubre de 2009. Wikileaks da a conocer un listado con los nombres, apellidos, direcciones y teléfonos de miles de personas pertenecientes al Partido Nacional Británico, de corte racista. Más críticas sobre los límites de la publicación de datos.
MATANZA EN BAGDAD. /b> Abril de 2010. Wikileaks libera un vídeo que refleja la matanza de 12 civiles en Bagdad. Entre ellos, dos niños. Un helicóptero Apache dispara a un fotógrafo de Reuters (pensando que lleva un arma) y a todos los que por allí andan en ese momento.