terça-feira, 23 de novembro de 2010

Dilma convida Tombini para lugar de Meirelles no BC - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)




23/11/2010

Para o Planejamento, presidente convidou Miriam Belchior

  Alan Marques/FolhaDilma Rousseff fechou, nesta terça (23), sua equipe econômica. O anúncio dos nomes será feito até quinta (25).

A repórter Natuza Nery informa que Dilma convidou Alexandre Tombini (foto) para a presidência do Banco Central.

Na pasta do Planejamento, Dilma decidiu acomodar Miriam Belchior, ex-mulher do prefeito Celso Daniel, morto em 2002.

A dupla vai compor o primeiro escalão econômico do novo governo junto com Guido Mantega, já convidado a permanecer na Fazenda.

Tombini é, hoje, diretor de Normas do BC. É funcionário de carreira da instituição.

Sua escolha deve aplacar o receio de afrouxamento da política monetária. Atribui-se a Tombini a estruturação do Depep (Departamento de Pesquisa Econômica) do BC.

O trabalho desse departamento tornou-se essencial na administração do regime de metas de inflação, adotado em 1999, sob FHC, e mantido sob Lula.

Miriam Belchior integra a assessoria da Casa Civil. É formada em engenharia, com mestrado em administração pública.

Quando Dilma virou candidata, Lula confiou a Belchior o acompanhamento das obras do PAC. O programa deve migrar para o Planejamento.

Antes de formalizar a escolha dos nomes, Dilma deseja conversar com Henrique Meirelles, apeado do comando do BC.

Prevê-se que Meirelles abencoará a escolha de Tombini. Algo que ajudará a sinalizar para o mercado a manutenção do modelo de autonomia operacional do BC.

Escrito por Josias de Souza às 18h03

Bebel Gilberto - Aganju

Bebel Gilberto - Bananeira

Marcos Valle - Água de Coco

Meu Mundo é Hoje - Eliete Negreiros

Rosa Passos - Eu e meu coração - Subt. español

Dick Farney - Punto final - Subt. español

Toquinho & Vinícios - Escravo Da Alegria

Mais um adeus (Toquinho/Vinicius) - Cristina Motta

Vinicius & Toquinho - Samba da Volta

DE VOLTA AO SAMBA === DE VOLTA AO SAMBA === LUIZA DIONIZIO

A RÃ ( The Frog) Eliane Elias live in Marseille

Eliane Elias - Minha - Mía - Subt. español

Bar é fotografia - Fabio Stachi




Fabio Stachi

"Abandono"

Bar é poesia - Vinicius de Moraes

http://t1.gstatic.com/images?q=tbn:mw81k_tIedktDM:http://professordaniel50.files.wordpress.com/2009/11/vinicius-de-moraes.jpg&t=1

Vinicius de Moraes




Soneto da mulher ao sol
A bordo do Andrea C, a caminho da França




(Vinicius de Moraes)






Uma mulher ao sol - eis todo o meu desejo
Vinda do sal do mar, nua, os braços em cruz
A flor dos lábios entreaberta para o beijo
A pele a fulgurar todo o pólen da luz.
Uma linda mulher com os seios em repouso
Nua e quente de sol - eis tudo o que eu preciso
O ventre terso, o pêlo úmido, e um sorriso
À flor dos lábios entreabertos para o gozo.
Uma mulher ao sol sobre quem me debruce
Em quem beba e a quem morda e com quem me lamente
E que ao se submeter se enfureça e soluce
E tente me expelir, e ao me sentir ausente
Me busque novamente - e se deixa a dormir
Quando, pacificado, eu tiver de partir...

Bar é fotografia - Nuno Bernardo

http://i.olhares.com/data/big/260/2603367.jpg


Nuno Bernardo

"Scarf"

Faleceu Caetano Zama autor do Jingle da Varig (Fonte Jovem Pan)







SAMBISTAS DO ASFALTO - "Fui Louco" (Noel Rosa & Alcebíades Barcelos "Bide") 1960



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

SAMBISTAS DO ASFALTO - ASSIM É O SAMBA

DAMIC - 1960

Personnel:

Raul Moreno Jair Avelar, Zezinho, Raul Sampaio, Copacabana, Cosme Teixeira - (vocals)

Astor Silva - (musical direction, trombone)

Maurilio - (piston)

Netinho - (clarinet, sax alto)

Copinha - (flute)

Zequinha Marinho - (piano)

Moacyr Marques - (sax tenor)

Malagute - (bass)

Wilson - (drums)

Arno, Bucy, Gilberto, Marcal and Raul - (percussion)

Música - "Fui Louco" (Noel Rosa & Alcebíades Barcelos "Bide")*

* as primeiras gravações desta música, inclusive neste LP, não creditavam ao Noel Rosa a sua parceria.

SAMBISTAS DO ASFALTO - "Pelo Amor Que Eu Tenho A Ela" (Ataulfo Alves & Antônio Almeida) 1960



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

SAMBISTAS DO ASFALTO - ASSIM É O SAMBA

DAMIC - 1960

Personnel:

Raul Moreno Jair Avelar, Zezinho, Raul Sampaio, Copacabana, Cosme Teixeira - (vocals)

Astor Silva - (musical direction, trombone)

Maurilio - (piston)

Netinho - (clarinet, sax alto)

Copinha - (flute)

Zequinha Marinho - (piano)

Moacyr Marques - (sax tenor)

Malagute - (bass)

Wilson - (drums)

Arno, Bucy, Gilberto, Marcal and Raul - (percussion)

Música - "Pelo Amor Que Eu Tenho a Ela" (Ataulfo Alves & Antônio Almeida)

Letra:

Pelo amor que eu tenho a ela
Sofrimento eu passei
Pelo amor que eu tenho a ela
Muitos prantos derramei
Pelo amor que eu tenho a ela
minha vida é um rosário de agonia
Pelo amor que eu tenho a ela
É que eu vivo soluçando noite e dia

Nela eu vivo tristonho pensando
E não descanço um minuto sequer
Todos amam
Mas esquecem seus amores
Ai meu Deus
Só eu não esqueço essa mulher .

O bar e os acessórios

http://www.leiweb.it/immagini/accessori/large/vuitton-borse-ai10-13.jpg


Louis Vuitton


Borsa Louis Vuitton in edizione limitata con paillettes e pelle di coccodrillo in motivo Damier

(Source - LeiWeb, it)

Bar é arte - Jean Leon Gerome

http://www.artrenewal.org/artwork/009/9/6683/corinthe,_a_seated_female_nude-large.jpg



Jean Leon Gerome (1824-1904)

"Corinthe, A Seated Female Nude"

Gilt-bronze

SAMBISTAS DO ASFALTO - "Izaura" (Herivelto Martins & Roberto Roberti) 1960



Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

SAMBISTAS DO ASFALTO - ASSIM É O SAMBA

DAMIC - 1960

Personnel:

Raul Moreno Jair Avelar, Zezinho, Raul Sampaio, Copacabana, Cosme Teixeira - (vocals)

Astor Silva - (musical direction, trombone)

Maurilio - (piston)

Netinho - (clarinet, sax alto)

Copinha - (flute)

Zequinha Marinho - (piano)

Moacyr Marques - (sax tenor)

Malagute - (bass)

Wilson - (drums)

Arno, Bucy, Gilberto, Marcal and Raul - (percussion)

Música - "Izaura" (Herivelto Martins & Roberto Roberti)

Letra:

Ai, ai, ai, Izaura,
Hoje eu não posso ficar
Se eu cair em teus braços
Não há despertador
Que me faça acordar
( eu vou trabalhar )

O trabalho é um dever
Todos devem respeitar
Ô, Izaura, me perdoe,
No domingo eu vou voltar

Seu carinho é muito bom
Ninguém pode contestar,
Se você quiser eu fico,
Mas vai me prejudicar.
( eu vou trabalhar )

ALOYSIO E SEU CONJUNTO - "Maria, Mária, Mariá" (Billy Blanco) 1962



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

ALOYSIO E SEU CONJUNTO - NA CIRANDA DO SAMBA

COPACABANA - 1962

Personnel:

Aloysio Figueiredo (organ, arrangements, production)
Cacau (guitar, vocals)
Arruda (drums)
Djalma (bass)
Arnaldo (agogo)
Waldir (pandeiro)
Walter Arruda (tamborim, tumbadora)
Os Modernistas (vocals)

Cast da "Boite" Delval (São Paulo/SP)

Música - "Maria Mária, Mariá" (Billy Blanco)

ALOYSIO E SEU CONJUNTO - "Chorou" (Djalma de Carvalho & Cacau) 1962



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

ALOYSIO E SEU CONJUNTO - NA CIRANDA DO SAMBA

COPACABANA - 1962

Personnel:

Aloysio Figueiredo (organ, arrangements, production)
Cacau (guitar, vocals)
Arruda (drums)
Djalma (bass)
Arnaldo (agogo)
Waldir (pandeiro)
Walter Arruda (tamborim, tumbadora)
Os Modernistas (vocals)

Cast da "Boite" Delval (São Paulo/SP)

Música - "Chorou" (Djalma de Carvalho & Cacau)

ALOYSIO E SEU CONJUNTO - "Chorando Chorando" (Armando Cavalcanti & Édson Borges) 1962



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

ALOYSIO E SEU CONJUNTO - NA CIRANDA DO SAMBA

COPACABANA - 1962

Personnel:

Aloysio Figueiredo (organ, arrangements, production)
Cacau (guitar, vocals)
Arruda (drums)
Djalma (bass)
Arnaldo (agogo)
Waldir (pandeiro)
Walter Arruda (tamborim, tumbadora)
Os Modernistas (vocals)

Cast da "Boite" Delval (São Paulo/SP)

Música - "Chorando Chorando" (Armando Cavalcanti & Édson Borges)

Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa - link (aqui)

 
 
terça-feira, 23 de novembro de 2010 | 06:07

Para onde irá Meirelles? Subestimou Dilma, estará desempregado?

Helio Fernandes
Oito anos presidente do Banco Central, dominando e controlando o governo, fazendo e desfazendo sem consultar o próprio Lula, acreditou que a situação permanecesse a mesma. Por causa disso, cometeu o erro dos erros, fraudou e falseou uma conversa com a presidente, CONVERSA QUE NÃO HOUVE.
Revelou que FEZ EXIGÊNCIAS a Dilma, “só continuo nessas condições”. Como não conversou com Dilma, qualquer um compreenderia que não houve exigência.
O mais grave de tudo, foi a manchete do jornalão, contando a CONVERSA dele com Dilma, e a exigência para CONTINUAR. Além de deslealdade, BURRICE de Meirelles. Ele achou que Dona Dilma ia pedir desculpas, não constataria imediatamente que a FONTE da matéria era o próprio Meirelles.
Agora, o mesmo Meirelles diz “que ocupará outro cargo no governo Dilma”. Isso não saiu em manchete, não era importante. O que se pergunta: “Que cargo Meirelles ocupará?”
***
PS – Apostam na Comlurb. Poderia ir limpando tudo o que deixou no caminho, comprometendo até mesmo o presente e o futuro do país. A “burrice” foi até positiva.
PS2 – Nesse caso, “O Globo” está mil por cento certo. Na Era da internet, do blog, twitter, facebook, celular, a única forma do “furo impresso”, é uma nota dada e pedida para ser publicada, pela própria fonte.
PS3 – O jornal não revelou o nome da fonte, respeitou o compromisso. Mas a indicação de onde surgia a notícia, estava escancarada.

Vintage trailer in Blogbar - Spartacus (1960) trailer Stanley Kubrick

Comercial antigo - Wilkinson "Fight for Kisses"

Charge do dia

http://www.elpais.com/recorte/20101123elpepivin_3/XLCO/Ges/20101123elpepivin_3.jpg


El Roto - El País, es

Tenedores, palillos, dedos... - Vanitatis, es - link (aqui)



Caius Apicius (Efe) - 23/11/2010
Tenedores, palillos, dedos...
 
Pocas personas han escrito de gastronomía con la elegancia irónica con que lo hizo el gallego Julio Camba, cuya obra La casa de Lúculo o el arte de comer, publicada en 1929, pero muchas veces reeditada, debería ser uno de los libros de cabecera de todo gastrónomo que se precie.
Tanto en este libro como en artículos posteriores, Camba, que era un hombre muy viajado, expresa su admiración hacia las personas que, sin ser naturales de Italia, son capaces de comer correctamente un plato de spaghetti.
Hoy, la cocina italiana, con la pasta a la cabeza y las distintas recetas de spaghetti como buque insignia, se vende en todo el mundo, y la gente ha aprendido, "grosso modo", a comer spaghetti sin deleitar a quienes le rodean con, como decía Camba, un bonito número de circo.
La verdad es que, con un poquito de práctica, la cosa no es complicada y ni siquiera precisa el auxilio, tan socorrido, de la cuchara para enrollar la madeja de pasta, cosa que se hace sencillamente con el tenedor apoyado en el borde del plato.
Otro asunto es, desde luego, comer spaghetti con la mano; también arroja cierta dificultad comerlos al estilo oriental, con palillos; las cocinas asiáticas incluyen no pocos platos de pasta larga, y eso sí que, sin práctica y con palillos, requiere tanta habilidad como la de hacer juegos malabares.
La cosa es que a mucha gente, cuando viaja -y pongamos que 'viaja' al restaurante italiano, al chino o al japonés de su barrio-, le cuesta menos trabajo adaptarse a lo que se come que a cómo se come.
Y hoy, cuando la gente viaja de forma compulsiva o, al menos, se traslada a otros puntos del globo, porque viajar es algo más que recorrer a toda pastilla un país en cuatro días, se puede encontrar con bastantes problemas a la hora de comer a poco que quieran dejar el 'uniforme' de turistas y pretendan una mínima integración en la cultura y las costumbres locales.
Digamos que, en este terreno, hay, básicamente, tres culturas: la del tenedor, la de los palillos y la de los dedos. Comer con palillos le parece a muchísima gente una cosa tan difícil, o seguramente más, de lo que le parecía a Camba comer unos spaghetti.
La verdad que una cosa que hacen dos veces, o más, al día unos 1.800 millones de personas, más que nada en Extremo Oriente, que vienen siendo la cuarta parte de la humanidad, no tiene, como ustedes comprenderán, la menor dificultad; es, como todo en esta vida, cuestión de práctica.
Sucede que en esas culturas llevan usando palillos para comer bastantes siglos más de los que hace que nosotros empezamos a usar el tenedor y, claro, tienen ya muy dominada la técnica. Desde mi humilde punto de vista, es mucho más peliagudo comer con la mano que comer con palillos. Comer con la mano, quiero decir, allá donde se come normalmente con la mano; porque quien se crea que por comer con la mano está exento de seguir unas rígidas normas de etiqueta, va listo.
Y no se trata de comerse una gamba, menester para el cual usamos ambas manos, no: se trata de comer cordero, o arroz, sirviéndose únicamente de tres dedos -pulgar, índice y corazón- de la mano derecha, aunque uno sea zurdo, que ésa es otra.
Ustedes inténtelo. Se ha dicho siempre que todo se puede comer con la mano si se hace con naturalidad. Prueben, prueben. Naturalmente, me refiero a comer con la mano sin ponerse perdido y siguiendo todas las reglas de la etiqueta en la mesa.
Con la mano... y sentados en el suelo, sirviéndose de una bandeja común. Hay que saber no ya latín, sino por lo menos árabe clásico o sánscrito para salir con elegancia de un embolado así. O, como siempre, tener muchísima práctica.
No teman, de todos modos: en muchísimos casos, sin necesidad de pedirlo, le traerán un plato individual, así como cubiertos occidentales, y nadie se molestará si usa todo ello: la hospitalidad incluye la comodidad del huésped.
Pero si quieren ustedes quedar como señores... entonces, amigos míos, deberán rehusar educadamente, agradeciendo el detalle, esos instrumentos occidentales y hacer como todo el mundo. No sé, pero en las agencias de viajes deberían facilitar, junto con la clásica guía de los monumentos que hay que entrever a toda velocidad, un manual de urbanidad local en la mesa.
Si aprende usted a comer naturalmente con palillos, si es capaz de revestir de esa misma naturalidad y elegancia el acto de comer con las manos, sus anfitriones chinos, japoneses, tailandeses, indios o beduinos le darán a usted la categoría de viajero... que es una cosa bastante más seria y complicada que la de simple turista. Practiquen: vale la pena.

El mismo vértigo que hace un siglo - el país, es - link (aqui)

 

El historiador Philipp Blom recorre en un ensayo los traumáticos cambios de la 'belle époque' (1900-1914) y establece paralelismos con el arranque del nuevo milenio

J. M. MARTÍ FONT - Barcelona - 23/11/2010




http://www.elpais.com/recorte/20101123elpepicul_1/XXLCO/Ies/Grand_Prix_Circuit_Seine.jpg

Grand Prix de Circuit de la Seine, fotografía de Jacques-Henri Lartigue: un icono de modernidad que inspiró a Blom en su ensayo Años de vértigo.


Philipp Blom (Hamburgo, 1970) escoge para abrir su ensayo Años de vértigo. Cultura y cambio en Occidente, 1900-1914 (Anagrama) una imagen emblemática, que nos ha hurtado la edición española: Grand Prix de Circuit de la Seine, tomada por el fotógrafo Jacques-Henri Lartigue el 26 de julio de 1912. Escribe Blom que Lartigue quería captar la esencia de su tiempo: la velocidad, la energía y la potencia del bólido que se acercaba; pero que cuando vio el resultado, con el encuadre descabalgado y la imagen distorsionada, descartó la fotografía. La rescató 40 años después y se convirtió instantáneamente en un icono de la modernidad.

http://www.elpais.com/recorte/20101123elpepicul_2/XXLCO/Ies/Philip_Blom_historiador_aleman.jpg

El historiador alemán, fotografiado ayer en una calle de Barcelona.- MARCEL.LÍ SÀENZ

Es el periodo de tiempo que tardó la sociedad en recuperar el gigantesco impulso que se produjo en los tres lustros que van desde el comienzo del siglo XX -la Exposición Universal de París, con sus 50 millones de visitantes sería el punto de partida- hasta el estallido de la I Guerra Mundial. Son 15 años de cambios vertiginosos durante los que se formulan las bases de todo el pensamiento contemporáneo, tanto en el campo de la cultura y las artes como en el del pensamiento, y también en el de las ciencias: del psicoanálisis al feminismo más radical y a los cambios profundos en los roles sociales; de las vanguardias artísticas a los grandes descubrimientos científicos de los que todavía vivimos, como la teoría de la relatividad de Albert Einstein, el descubrimiento de la radiactividad por los esposos Curie o la utilización de la electricidad.
El error, explica Blom, ha sido contemplar aquel periodo, que dio en llamarse la belle époque, siempre desde el futuro, buscando en ella el origen del mal, la explicación de cómo se llegó a la guerra más mortífera de la humanidad. En su libro propone el ejercicio -que reconoce imposible- de hacer abstracción de la guerra y sus consecuencias y centrarse exclusivamente en aquel presente, que en muchas cosas es tan parecido al nuestro.
Blom, que en España ha publicado el excelente Encyclopédie. El triunfo de la razón en tiempos irracionales (Anagrama) -recientemente reeditado- no participa del concepto del "siglo corto" acuñado por el historiador Eric Hobsbawm, que delimita el siglo XX entre 1914, con el asesinato de Sarajevo, y 1989 con la caída del muro de Berlín. No sería el siglo de las guerras y los totalitarismos, sino el de las transformaciones que prefigura este arranque esplendoroso. La guerra sería una más de las grandes guerras europeas -"como la Guerra de los 30 Años en el siglo XVII"- que se extiende desde 1914 hasta 1945. "Los enemigos son los mismos y el conflicto es esencialmente el mismo", señala, "y permanece durante todo el tiempo. Tampoco la Guerra de los 30 Años fue una batalla que duró desde 1618 hasta 1648, también hubo periodos de calma".
El impulso de aquellos años de vértigo se vio truncado por el conflicto y las consecuencias de repliegue y conservadurismo que siguen a las tragedias, y muchas de las propuestas no se retomaron hasta bien entrada la década de 1950. "Pero todo estaba allí", insiste Blom, "en arte tal vez se han utilizado nuevos medios como el vídeo, pero no hay nada que no hubieran descubierto Klimt, Picasso o Duchamp", señala.
La industrialización, que conlleva la migración del campo a la ciudad y la transformación radical de las identidades rurales, está detrás de aquel momento histórico que, citando a Max Weber, Blom define como "un tren a toda marcha", y recuerda que ya entonces había trenes que alcanzaban los 200 kilómetros por hora. Es también una época en la que el cambio de roles desemboca en cierta crisis de la masculinidad -extraordinario el repaso a los anuncios de las últimas páginas de la prensa sobre la virilidad que recuerdan el increase your penis de nuestro spam-, que la medicina de la época diagnostica como neurastenia (neoyorquitis, porque la padecían los habitantes de Nueva York), resultado de la aceleración permanente en que se vivía. Algo a lo que no somos ajenos. ¿Qué es sino el estrés?
El paralelismo con nuestro tiempo y el cambio global está hecho. Incluido la influencia determinante de los mercados. Años de vértigo analiza a fondo el drama del colonialismo y entra en el detalle del genocidio del Congo, recuperando otra figura histórica, la de Edward Morel, que junto al irlandés Roger Casement, lo denuncia hasta conseguir que Leopoldo, el rey de los belgas, se vea obligado a vender su negocio.
Pero si hay muchas similitudes entre aquel pasado y nuestro presente, también hay algunas diferencias sustanciales. En ambos casos hay una sensación de pérdida de control, con la salvedad de que nuestros bisabuelos tenían grandes esperanzas en el futuro. Todas las ideologías y movimientos, desde el comunismo al fascismo pasando por el vegetarianismo o el nudismo, estaban presentes y con ellas se quería construir un mundo mejor. Hoy día, señala, "el futuro ya no es una promesa sino una amenaza; ahora lo que queremos es evitar que llegue el futuro, pretendemos vivir en un presente sin fin, y un presente infinito es imposible".

Rousseff comienza a marcar terreno - El País, es - link (aqui)

 

La presidenta electa de Brasil busca un perfil propio respecto a su mentor

JUAN ARIAS - Río de Janeiro - 23/11/2010




La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, el pasado 17 de agosto durante la campaña electoral.

La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, el pasado 17 de agosto durante la campaña electoral.- REUTERS


La incógnita sobre si la ex guerrillera Dilma Rousseff será o no presidenta de un Gobierno en la sombra del ex presidente y tutor Luiz Inácio Lula da Silva comienza a despejarse. Lula la llevó desde el anonimato a la alta jefatura del Estado con 57 millones de votos, sin haber sido siquiera la candidata preferida de su partido, el Partido de los Trabajadores (PT) . Aunque aún quedan dudas por despejar, la presidenta ya ha comenzado a marcar distancias.

Ha impresionado positivamente la frase pronunciada ayer por la presidenta electa de que "para ser presidente no hace falta ser una personalidad". En boca de la oposición, como afirma el analista político, Ricardo Noblat, hubiese significado una crítica a Lula. En los labios de Dilma, supone el reconocimiento de que ella no podrá ser Lula, pero que ello no le impedirá ser una buena presidenta.
Los gestos son tan importantes como las palabras. Y los de Rousseff empiezan a ser examinados con atención. Por ejemplo, su llanto explícito en la primera reunión con su partido (PT) para agradecer a sus militantes la campaña fervorosa a favor de su candidatura. Dilma sabe que no era la candidata deseada del partido, sino la escogida a dedo por Lula. Sabe que llegó tarde a sus filas (en 2001) y que nunca fue figura dentro del partido, ni tuvo poder en él.
Conoce muy bien la frase pronunciada por el ex ministro de la Casa Civil, José Dirceu (él sí figura de poder interno en el PT), al que Dilma sucedió en el poderoso ministerio de la Casa Civil, cuando su colega tuvo que salir arrastrado por un escándalo de corrupción que le costó también perder el escaño de diputado. Dirceu llegó a afirmar durante la campaña que la elección de Dilma era "más importante que la del mismo Lula" porque con ella el partido podría por fin imponer su proyecto de Estado. Algo que había sido imposible con Lula, que dominó al partido para privilegiar las alianzas con los 10 partidos que apoyaron sus Gobiernos.
Es decir, con Lula el PT llegó al Gobierno. Con Dilma, desea llegar al poder e imponer su proyecto socialista. La nueva presidenta tuvo en cuenta las afirmaciones de Dirceu y tuvo el gesto de humildad de pedir a su partido que no la impidiese gobernar. Lo dijo cuando aún se comía las lágrimas de emoción al agradecer el trabajo de los militantes.
Dilma está dando a entender que ella no perderá su gratitud a Lula, sin cuyo apoyo nunca habría llegado al Planalto, pero al mismo tiempo está demostrando que le gustaría tener otro perfil , más técnico y menos político en la composición de su Gobierno. Ella es una entusiasta de la eficiencia en la gestión. Es una apasionada por los números, los informes sobre los proyectos y el deseo de que no se queden en mero polvo de publicidad, sino que se concreten.
Ya ha anunciado, por ejemplo, que el nuevo ministro de Sanidad no será un político, sino un técnico, posiblemente su médico personal, Roberto Calil Filhio, que ha seguido la evolución positiva de su cáncer linfático ya curado y que cuida de su salud en general. Quiere más mujeres en su gabinete, diferenciándose también aquí de Lula. Va a viajar menos y va a pasar más tiempo en el palacio del Planalto siguiendo de cerca la gestión del Ejecutivo. Sabe muy bien que, a pesar de que ha descubierto durante la campaña el gusto por sentir de cerca el calor humano de la gente sencilla, nunca podrá tener la empatía natural que Lula tuvo con los más pobres, a quienes sabía hablar con su propio lenguaje. Dilma creció en una familia de clase media alta, se educó en los mejores colegios y frecuentó la Universidad. Su madre de 84 años, con quien va a vivir, es una señora que cuida tanto de su físico que se enorgullece de aparentar 60. Tiene todo el porte de una aristócrata.
Conciencia social
A Dilma, sin embargo, le ha quedado de sus años jóvenes en la lucha armada en los movimientos de extrema izquierda una fuerte conciencia social. No le será difícil no solo mantener vivas sino incluso multiplicar las políticas sociales a favor de los más pobres. Ya se ha comprometido, como prioridad máxima de su Gobierno, a "acabar con la miseria del país". La pobreza aún golpea a 30 millones de brasileños y hace de Brasil, a pesar de sus grandes avances macroeconómicos, uno de los países con mayor desigualdad social del mundo.
Para ser fiel a su promesa de seguir las huellas de su antecesor Lula, Rousseff tendrá que moverse en el difícil equilibrio de preservar un cierto neoliberalismo económico, que asegure la estabilidad económica conquistada, con una política más volcada en el gasto público y en el apoyo al capitalismo de Estado.
La revista Veja , una publicación marcadamente crítica con los últimos Gobiernos, no ha dejado de aplaudir la afirmación rotunda de la nueva Presidenta de que luchará para defender "la más estricta libertad de expresión". Veja comenta que Dilma "no podía comenzar mejor".
La publicación se refería a las tentaciones del grupo más radical del PT de crear mecanismos para controlar el contenido de los medios de comunicación bajo el lema ambiguo del "control social de la información". Rousseff se ha distanciado de esta pretensión, y del mismo Lula, que siempre se sintió incómodo con la crítica. La presidenta ha repetido varias veces que prefiere "el ruido de los periódicos al silencio de la información de las dictaduras".

Las bloggers de moda están de moda - Trending Topics, blog, El País,es - link (aqui)



Por: Delia Rodríguez

Desde hace un par de meses no se puede ir de compras en España sin encontrarse con bloggers de moda. Literal. El mes pasado Women's Secret, la firma de ropa interior de Cortefiel, lanzó en sus tiendas la Bloggers Collection, una pequeña serie de prendas diseñadas por cuatro blogueras. Durante todo noviembre en los establecimentos de Trucco una etiqueta identifica las 25 prendas que 25 bloggers han seleccionado para celebrar los 25 años de la firma española.
NP-25-AÑOS-B-PRENDAS1 En la campaña de Women's Secret han participado las autoras de little is drawing, m.i.t me, emma's corner y stella wants to die. En la de Trucco, A trendy life Style, Ari Bradshaw, Bárbara Crespo, Barcelonette, Be trendy my friend, Cajón deSastre, Chic o Chuc, Con dos bolsas en cada mano, Con dos tacones, Demosé Showroom, E-coolsystem, Fashion and Beauty Now, Fashionisima, I love fashion blogs, La ventana de Jana Glamurama, Macarena Gea, Me paso el día comprando, Mi moleskine y yo, Miss at la playa, Miss Butterfly Me, My daily Style, Quiero ir de compras, Shopaholic, Trendy & Charm y, de nuevo, Mit me by Mayte.
La repercusión en la blogosfera fashion de ambas acciones ha sido enorme, aunque sólo contemos el número y popularidad de las implicadas. A las blogueras de Trucco se les proporcionaba además la prenda que habían elegido para que la sortearan en su blog, multiplicando la difusión. Trending topic absoluto, aunque en otros rincones de la blogosfera ha pasado desapercibido. Sólo en el popular blog My Daily Style el post del sorteo posee 1.070 comentarios. Una barbaridad. Porque una cosa son las pequeñas acciones promocionales de las marcas en los blogs (nada nuevo) y otra dejarles que salten a la calle creando su propia colección, bien diseñándola o bien seleccionándola.
Pero (he aquí la gran pregunta), ¿tienen repercusión este tipo de campañas en la 'vida real'? ¿Sirven para vender más vestidos? Se lo he preguntado a representantes de Women's Secret y de Trucco. Ambas coinciden en que vender no era el objetivo principal.
"Se trata de establecer comunicación con un público objetivo que posee influencia sobre el consumidor. El objetivo no es tanto las ventas como conseguir un posicionamiento entre el público joven", explican desde Trucco. Pero a pesar de ello se han encontrado con una agradable sorpresa. La colección se ha vendido bien. "Hemos notado una subida en las ventas, sobre todo en la primera semana". Aunque no se atreven a dar cifras exactas, hay algunas pistas. Se han agotado tres prendas (el vestido rojo de Demodè Showroom, los botines marrones de Fashion & Beauty Now y el vestido marrón de Barcelonette), que para hacernos una idea es el mismo número de prendas que consiguieron agotar este verano las revistas de moda. El efecto de las bloggers es, además, inmediato. Mientras en el caso de las revistas las ventas son más espaciadas durante el mes que duran en los quioscos, las compras inspiradas por los blogs son instantáneas: la euforia dura una semana. "Fabricamos unas 1.000 unidades por prenda. Si de ellas se vendían 5 al día, esa semana se vendían 15", explican.
Mayte
En Women's Secret también están encantados con la promoción. "Hace un año empezamos a trabajar con bloggers. Se están convirtiendo en líderes de opinión y pensamos que nos gustaría ir más alla. Se nos ocurrió pedirles que diseñaran una colección, un 'look' completo, desde ropa interior a ropa de calle", explica Anna Aubert, directora de márketing de la marca. "Nos trajeron ideas y se sentaron con el departamento de diseño". Aunque la colección ha funcionado "correctamente" (con algunos 'hits' como el vestido de Mayte de la Iglesia o la ropa interior de Emma), los objetivos en este caso eran de visibilidad de marca y de responsabilidad social corporativa: cada bloguera, además del gustazo de ver sobre tela sus ideas, ha podido destinar 25.000 euros a la ONG de su elección. A Women's Secret, aunque no haya recuperado esa donación de 100.000 euros, le ha compensado la idea. "Nos ha salido rentable. Hemos aparecido en muchísimos sitios", explica Aubert.
Tengo la sensación de la blogosfera de moda está explotando -o profesionalizándose- en España igual que antes lo hicieron otras más tempranas como la tecnológica o la del motor. Cada vez hay más blogueras y las marcas ya se han dado cuenta de su influencia, por lo que son tenidas en cuenta en ámbitos que antes eran coto de la prensa. Presentaciones, fiestas, regalos y ahora, acciones de marketing como dejarles diseñar sus propios modelos. El New York Times se hacía eco hace un año de la creciente influencia de bloggers como la niña Tavi o Brian Boy, su presencia en la primera fila de los desfiles y su alianza con las grandes marcas. La alianza ya ha llegado a las marcas que compra el común de los mortales.

En nuestro país el espejo -por cercanía y similitud cultural- es Francia. Allí estas chicas son estrellas. Betty lleva anuncios de Dior o de Asos en su blog y la hija de Madonna le dedica posts llenos de admiración. Pandora lleva publicidad específica de American Apparel en su web y junto a su madre protagoniza anuncios de Comptoir des Cotonniers. La revista Telva la invitó junto a Alix, otra de las francesas más populares, a su fiesta de 20 aniversario a donde la llevó en limusina. Garance Doré (junto con su pareja Scott Sartorialist Schuman) ha sido nombrada por US Magazine como una de los 25 newyorkinos (¿?) más estilosos. Un artículo de la revista Glamour que se preguntaba si las bloggers de moda estaban compradas desató en Francia este verano el debate sobre su creciente poder, un debate que siempre es signo de madurez. Allí se lleva experimentando con las colecciones de bloggers más tiempo. Sirven como ejemplo la colección de la bloguera de talla grande Big Beauty para la Reudote, los diseños de zapatos de seis chicas para Andrè o la colección de cinco bloggers para Forever 21.
Aunque la blogosfera de moda española aún está a años luz de la francesa, las marcas españolas ya están obsesionadas con estas chicas y su influencia. Pero no todas lo han hecho tan bien como Women's Secret o Trucco. Zara fusiló los rostros y las fotografías de varias bloggeras francesas hace unos meses y los utilizó en unas camisetas que desaparecieron discretamente de las tiendas. Pepe Jeans, que también es española, hizo lo mismo poco un poco después.

La dolce vita - generosidades e desprendimentos




Deu na Coluna de Mônica Bergamo - Folha de São Paulo (aqui)

NA PISTA 1
Amigo tanto de tucanos quanto de petistas, Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo, teve que se desdobrar para evitar saias justas entre os convidados de seu camarote para o show de Paul McCartney, domingo, no Morumbi. Providenciou um espaço VIP para o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-presidenciável José Serra (PSDB-SP). E, a poucos metros, montou outra sala para receber os filhos e as noras do presidente Lula. Os dois grupos estavam separados por uma parede e por janelas de vidro.

NA PISTA 2
Já o ex-ministro José Dirceu e a namorada, Eva, viram Paul do camarote do empresário J.Hawilla.

A omissão despudorada

Janio de Freitas - Folha de São Paulo (aqui)


Crimes de lá e de cá

A conveniência da relação com o Irã não implica a abdicação, pelo Brasil, de seus princípios morais


A ABSTENÇÃO DO Brasil diante de uma resolução contrária ao desrespeito a direitos humanos no Irã, conforme proposta do Canadá no Comitê de Direitos Humanos da Assembleia da ONU, expressa muita confusão no governo brasileiro entre princípios nacionais, estratégia e política.
Para ficar em um só caso relativo a direitos no Irã, a sentença de morte por apedrejamento é absolutamente contrária aos princípios inscritos na Constituição brasileira. Logo, não pode ser senão condenada pelo Brasil em todos os foros. Não apenas porque sentença de morte, já repelida pela Constituição. Ninguém parece ter notado que a morte por apedrejamento é tortura até a morte. Pelos princípios brasileiros, crime hediondo. Se está inscrito em legislação estrangeira ou é praticado à margem de lei, não lhe muda a natureza e a hediondez.
A conveniência estratégica de boas relações com o Irã não implica a abdicação, pelo Brasil, dos seus princípios morais e constitucionais. A menos que o Irã não veja as boas relações por ótica de sua estratégia internacional, mas tão só de conveniência circunstancial. A ser assim, a estratégia brasileira, em relação ao Irã, estaria vagando no espaço, solitária.
É certo que o chamado bloco ocidental pratica políticas destinadas a minar o Irã. Pode ser verdade, também, como disse o líder iraniano Ahmadinejad na quinta-feira passada, que tais políticas não têm base moral porque, só nos Estados Unidos, há "pelo menos 50 mulheres condenadas à pena capital". Se o Brasil não tem motivos para não se incorporar ao jogo do bloco ocidental, e pretende resguardar sua estratégia em relação ao Irã, o seu instrumento não é abster-se. É agir. É trabalhar politicamente para que as partes opostas tenham maior correção em seus métodos externos e internos, e aliviem a tensão que produzem.
Confundir princípios, estratégia e política não serve a nenhum desses três fatores nacionais.