quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Equipe econômica da continuidade apresenta ‘armas’ - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)



24/11/2010

Fábio Pozzebom/ABr

Como previsto, o time econômico escalado por Dilma Rousseff achegou-se à boca do palco nesta quarta (24).

Antes da entrevista conjunta de Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (BC), Dilma emitiu uma nota.

No texto, indica o norte da “nova” equipe: assegurar “a continuidade da bem sucedida política econômica do governo Lula”.

Reafirma os pilares da gestão econômica: “regime de metas de inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal”.

E elege prioridades: promover “os avanços que levarão o Brasil a vencer a pobreza e alcançar o patamar de nação plenamente desenvolvida”.

Depois de firmar-se na Esplanada como um ministro de cofres abertos, Mantega exibiu-se aos repórteres como um novo gestor, com mãos de tesoura.

Disse que, sob Dilma, os gastos públicos sofrerão uma poda. Prometeu inflação sob controle, PIB ao redor dos 5% anuais e redução da dívida líquida do Estado.

Para não dizerem que não falou de flores, Mantega disse: "A geração de emprego é uma das prioridades máximas da política econômica".

Alexandre Tombini, guindado da diretoria de Normas para a presidência do BC, cuidou de afastar do mercado o fantasma da frouxidão monetária.

Disse ter ouvido de Dilma que, a partir de 2011, o BC terá a mesma autonomia operacional de que dispôs nos oito anos de Lula.

Será mantido, segundo ele, o regime de metas inflacionárias criado em 99, sob FHC. Reproduziu assim as palavras de Dilma:

"Nesse regime, não há meia autonomia. É autonomia total".

Miriam Belchior, por sua vez, declarou que, à frente da pasta do Planejamento, vai mirar no aperfeiçoamento dos gastos públicos.

A certa altura, soou assim: "Temos uma quantidade de recursos muito menor do que a nossa necessidade...”

“...Por isso, temos de arrumar maneiras de enfrentar essa disparidade, para que o desenvolvimento possa ser potencializado".


Escrito por Josias de Souza às 17h41

Henry Mancini & His Orchestra - Charade

Henry Mancini, His Orchestra and Chorus: Moon River (Mancini / Mercer, 1961)

Theme from Sunflower (Henry Mancini)

Lalo Schifrin Theme from the Cincinnati Kid

LALO SCHIFRIN the man from uncle 1964

Tiger Tank - Lalo Schifrin (Soundtrack Inglourious Basterds)

Lalo Schifrin - Dirty Harry Theme

ENNIO MORRICONE -"Death Rides a Horse" (1967)

Ennio Morricone - A Genius, Two Companions & An Idiot

Ennio Morricone - The Sicilian Clan

Nino Rota - 'Quanto Mi Piace La Gradisca'

Theme of the movie "The White Sheik" (Lo Sceicco Bianco, 1952) by Nino Rota

Theme of the movie "I Vitelloni" (1953) by Nino Rota

Rare Nino Rota - Nights of Cabiria (mambo)

Nino Rota - Rocco and His Brothers (1960)

Bar é fotografia - Pedro Nossol

http://i.olhares.com/data/big/406/4063687.jpg


Pedro Nossol

"Dune"

Após a terceira dose - Bar é poesia

     


Canção para despir




(luiz alfredo motta fontana)







Que nunca encontre saídas

nos labirintos de teu corpo

que nunca acorde

junto ao abandono dos teus sonhos

que a sede se renove

no brilho ousado de teu orvalho

que nunca recupere

minha memória do antes

que só quebre a harmonia

de tuas curvas e sombras

o riso escancarado

que despe tua entrega

Bar é fotografia - João Paulo Redondo

http://i.olhares.com/data/big/414/4140678.jpg


João Paulo Redondo

"A Adaga e a Lança"

Receitas do bar - Fritto misto alla piemontese

http://cucina.corriere.it/foto/piemonte_p041--420x520.jpg


INGREDIENTI PER 6 PERSONE

  • • 1 kg tra fegato di vitello, cervella scottata, schienali scottati, fettine di vitello, costolettine di agnello
  • • 6 rocchetti di salsiccia
  • • 6 rombi di semolino dolce
  • • 6 amaretti piemontesi
  • • farina
  • • 4 uova
  • • pangrattato
  • • olio per friggere
  • • sale
  • • limone e prezzemolo per guarnire (facoltativi)

PREPARAZIONE

Tagliate il fegato e il vitello a fettine piccole; dividete la cervella e gli schienali a pezzetti; battete leggermente le costolettine di agnello.
Infarinate gli amaretti, quindi passateli insieme con i rombi di semolino nelle uova leggermente sbattute e poi nel pangrattato. Passate anche tutte le carni nella farina, poi nelle uova e infine nel pangrattato.
Versate in una padella abbondante olio e quando sarà ben caldo friggete i pezzetti di carne a più riprese e nel seguente ordine: prima le costolette di agnello, poi le fettine di vitello, quelle di fegato, la cervella e gli schienali. A mano a mano che sono pronti scolateli con il mestolo forato, passateli su carta assorbente da cucina a perdere l’unto in eccesso e teneteli in caldo.
Versate olio in un’altra padella e friggete gli amaretti e i rombi di semolino; scolateli, fategli perdere l’unto in eccesso su carta assorbente da cucina e tenete anch’essi in caldo.
In un tegame friggete i pezzetti di salsiccia (volendo, potete impanare anche la salsiccia). Distribuite i vari fritti nei piatti individuali, salate e servite immediatamente, decorando a piacere con spicchi di limone e foglioline di prezzemolo.


(Source - Corriere Della Sera, it)

Bar é fotografia - Diogo Ramos Moreira

http://i.olhares.com/data/big/405/4052276.jpg


Diogo Ramos Moreira

"Yellow One"

PAULO MOURA QUARTETO - "Feitio De Oração" (Vadico & Noel Rosa) 1968



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

PAULO MOURA QUARTETO

EQUIPE - 1968

Personnel

Paulo Moura (sax alto)
Wagner Tiso (piano)
Luis Carlos (bass)
Paschoal Meirelles (drums)

Música - "Feitio De Oração" (Vadico & Noel Rosa)

PAULO MOURA QUARTETO - "Terra" (Milton Nascimento & Márcio Borges) 1968



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

PAULO MOURA QUARTETO

EQUIPE - 1968

Personnel

Paulo Moura (sax alto)
Wagner Tiso (piano)
Luis Carlos (bass)
Paschoal Meirelles (drums)

Música - "Terra" (Milton Nascimento & Márcio Borges)

PAULO MOURA QUARTETO - "Sá Marina" (Antônio Adolfo & Tibério Gaspar) 1968



Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

PAULO MOURA QUARTETO

EQUIPE - 1968

Personnel

Paulo Moura (sax alto)
Wagner Tiso (piano)
Luis Carlos (bass)
Paschoal Meirelles (drums)

Música - "Sá Marina" (Antônio Adolfo & Tibério Gaspar)

Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa - link (aqui)

 
 
quarta-feira, 24 de novembro de 2010 | 06:10

Conversa com leitor-comentarista, sobre Sobral Pinto, o Supremo e meu julgamento em 1963

Luiz Diógenes Filolau Dantas: “Antonio Carlos Villaça, num pequeno livro de memórias, conta que a aspiração de Sobral Pinto era ser ministro do Supremo. “Apoiou veementemente” a candidatura de Juscelino. Juscelino presidente, pede a Schmidt [Augusto Frederico] que telefonasse do Catete a Sobral convidando-o para o Supremo. “O corajoso advogado respondeu imediatamente que não aceitava porque pareceria pagamento pelo apoio”. Que homem foi Sobral! Tinha a grandeza do homem magnânimo, como preconizava Aristóteles. Que triste espetáculo que estamos vendo nesse episódio para nomear Asfor Rocha! Não só no caso dele, mas na existência de lobbies vergonhosos, pressões, para a nomeação de juízes em outras instâncias da justiça. A quem servirão esses homens? À Justiça? Talvez em um caso ou outro. Servem primeiro a sua vaidade e fama efêmera. Oscar Wilde disse que há juízes incorruptíveis, pois não há suborno que os façam fazer justiça. Infelizmente, em nossa Pátria vemos muitos desses juízes.”
Comentário de Helio Fernandes:
Tenho a maior admiração pelo escritor e memorialista Antonio Carlos Villaça. Não li esse “pequeno livro” que você citou, só que não sei a quem pedir desculpas, já que não há um só fato relacionado que coincide com a realidade. Vou numerar e separar os fatos, para que tudo fique bem claro.
1 – Nunca Sobral teve como “aspiração”, ser Ministro do Supremo. Se fosse, teria conseguido a qualquer momento. Muito moço, em 1936/37/38, Sobral, extremamente conservador, defendeu o líder comunista Luiz Carlos Prestes no Tribunal de Segurança Nacional, um dos órgãos onde se cometiam as maiores atrocidades.
2 – Indicado pela OAB, Sobral nem pensou em recusar. Esse Tribunal de Segurança Nacional, tinha um Procurador Geral, que pelo constrangimento do nome, se vingava da humanidade. Seu nome: Hymalaya Virgulino. Foi tão cruel e selvagem , que Sobral teve que recorrer à Sociedade Protetora dos Animais, para defender Prestes.
3 – Sobral Pinto não se empenhou em nenhuma campanha presidencial. Na de Juscelino, nem se fala. Participava, sim, de causas cívicas. Também não era amigo de Augusto Frederico Schmidt, a ponto de permitir ao grande escritor e poeta, telefonar para ele diretamente do Catete, para fazer “um convite” que nunca existiu.
4 – Também Schmidt não era assíduo no Catete, nem mantinha com o presidente Juscelino, o mesmo relacionamento que manteve com o candidato. Schmidt era assim, foi importante e fundamental na campanha presidencial.
5 – Foi ele que conseguiu com seus amigos Niomar Muniz Sodré e Paulo Bittencourt, que o “Correio da Manhã” (dos mais importantes da época), apoiasse a candidatura Juscelino. E que seu grande editorialista, Álvaro Lins, fosse extremamente participante e escrevesse discursos para Juscelino.
(Os discursos eram escritos por ele, Schmidt e este repórter. Como só eu viajava, era encarregado de entregar os discursos a JK. Ele “passava” os olhos, botava no bolso e falava de improviso. Um dia, em Jacarepaguá, na Escola Souza Marques (hoje, universidade, com o mesmo nome), dei a  Juscelino um discurso escrito por Schmidt. Ele leu, e ao contrário das outras vezes, utilizou o que o poeta escrevera. É que, de relance, viu uma frase que o fascinou: “Deus poupou-me o sentimento do medo”. Lida, essa frase ficou eterna e histórica. Representava o clima da campanha e tudo que faziam  o candidato representar e resistir.
6 – Schmidt tinha muitos e diversificados amigos, Sobral era respeitadíssimo, mas se entregava a poucas amizades. Era preciso conhecê-lo para entender suas posições e até “aspirações”.
7 – Em 1963, preso, (antes da ditadura, o único cidadão preso), fui julgado pelo Supremo no mais importante julgamento realizado na capital que surgia. Meus advogados: Sobral Pinto, Adauto Lúcio Cardoso, Prado Kelly, Prudente de Moraes, neto. Apesar de seu defendido por essa verdadeira seleção, o julgamento ficou 4 a 4, fui absolvido pelo voto de desempate do Presidente do Supremo, a grande figura de Ribeiro da Cosa.
8 – Agora, vejam quem era Sobral. Assim que o julgamento acabou, 8 e meia da noite de 31 de julho de 1963, Sobral me abraçou e disse: “Helio, não me arrependo de ter defendido você. Mas quero deixar bem claro, não tenho nada a ver com suas ideias e convicções”.
9 – Quem faria isso, diria isso, na hora mesmo da vitória?
***
PS – Dois anos depois, arbitrária e inconstitucionalmente, o “presidente” Castelo Branco aumentou para 15, o número de membros do Supremo. Ficou com 4 vagas para preencher na hora.
PS2 – Nomeou Adauto Cardoso e Prado Kelly, ex-ministro da Justiça. Convidou Prudente e Sobral, que recusaram. Mas sem desapreço, apenas justificaram: “Estamos na faixa dos 60 anos, a aposentadoria é aos 70. Teremos que mudar para Brasília, alterar toda a vida. Se a capital fosse no Rio, aceitaríamos, honrados”.
PS3 – Meu julgamento foi inteiramente político, ou politizado no sentido depreciativo da palavra. Quatro ministros ligados ao governo, votaram pela minha condenação, não havia nem acusação.
PS4 – Outros 4, envolvidos com a oposição, me ABSOLVERAM. Na verdade, em 90 por cento dos casos (só isso, Helio Fernandes?) os julgamentos do Supremo são POLÍTICOS. Mesmo os de extraordinária repercussão, de um passado muito mais grandioso, o Supremo julgava politicamente. A constitucionalidade sempre foi reboco, revestimento, tinha solidez de argamassa.
PS5 – Jurídica?

Vintage trailer in Blogbar - The Sandpiper 1965 trailer -Elizabeth Taylor and Richard Burton.

Comercial antigo - Honda Nighthawk 750 Commercial

Charge do dia

http://www.correiodeuberlandia.com.br/foto.php?t=charge&f=87573f1dde6350de8e0bba1c3a31e441_2010_11.jpg


Valtênio Espíndola - Correio de Uberlândia - Uberlândia, MG

Dilma adia a negociação com ‘aliados’ para dezembro - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)


  Sérgio Lima/FolhaDilma Rousseff adiou para dezembro a negociação com os partidos que compõem a coligação que lhe dará suporte no Congresso.

Foi o que ela informou a dois personagens com os quais se reuniu, separadamente, nesta terça (23).

Recebeu Michel Temer, vice eleito e presidente do PMDB; e Eduardo Campos, governador reeleito de Pernambuco e presidente do PSB.

De acordo com o que disse ao operadores da treansição, Dilma explicou a ambos que, definidos os nomes da equipe econômica, vai escalar o time do Planalto.

Nesta quarta (24), deve oficiliazar Guido Mantega (Fazenda), Miriam Belchior (Planejamento) e Alexandre Tombini (Banco Central).

Na quinta (25), voa para Georgetown, na Guiana, junto com Lula. Participa de reunião da Unasul, o segundo compromisso internacional depois de eleita.

Na semana que vem, segundo disse, concluirá a montagem da cozinha palaciana. E só então abrirá a negociação com os partidos.

Considerando-se o que diz, Dilma já montou ou está muito perto de montar o xadrez do Planalto.

Superou a resistência que nutria à acomodação de Antonio Palocci na equipe da Presidência.

Tentou empurrar Palocci para a pasta da Saúde. Porém, o deputado, médico de formação, refugou o abacaxi.

Agora, sem mencionar o cargo, Dilma deixa antever que Palocci vai mesmo a uma pasta assentada na sede do Planalto.

Seja qual for o ministério, o ex-czar da economia de Lula não terá, sob Dilma, as feições de um superministro. Nem Palocci nem ninguém. 

Para livrar-se da armadilha, Dilma vai retirar da Casa Civil a atribuição de coordenar o PAC e suas obras.

Transferida da assessoria da Presidência para o Planejamento, Miriam Belchior levará com ela o programa que deu superpoderes a Dilma.

Aferrada ao calendário que se autoimpôs, Dilma esquiva-se de antecipar a análise dos nomes que as legendas levarão à mesa.

Limita-se a emitir sinais. Ao PMDB, por exemplo, insinua que a legenda perderá a pasta da Saúde.

Diante da recusa de Palocci, Dilma fixou-se na ideia de nomear outro “técnico” para o lugar do médico José Gomes Temporão (PMDB).

Tomada pelo que informa em privado, Dilma não parece inclinar-se para o petista Alexandre Padilha.

Coordenador político de Lula, Padilha, que também é médico, cabala apoios para virar titular da Saúde.

Padilha move-se com desenvoltura tamanha que despertou em Dilma uma ponta de aversão.

O PMDB decidiu não quebrar lanças por Temporão. Enxerga nele um apadrinhado do governador Sérgio Cabral (RJ), não um representante do pedaço do partido que tem votos no Congresso.

Ao mesmo tempo em que digere a perspectiva de ficar sem a Saúde, os partidários de Temer cultivam a expectativa de que Dilma brinde o PMDB com uma compensação.

Quanto ao PSB de Eduardo Campos, Dilma sinaliza a intenção de tonificar a presença da legenda na Esplanada –um prêmio à lealdade e ao desempenho nas urnas.

São temas que a sucessora de Lula planeja tratar no final da próxima semana, entre os dias 1º e 3 de dezembro. Ela tem a intenção de fechar o ministério até o dia 15.

Escrito por Josias de Souza às 04h26

Adriana Lima, el ángel más sexy de Victorias Secret - Vanitatis, es - link (aqui)



http://www.vanitatis.com/fotos/album/2010112342gtres_u098763_001_g.jpg

Sensualidad brasileña

Poco después de protagonizar el famoso desfile anual de Victoria's Secret en Nueva York, y lucir un lujoso sujetador 'fantasía' de Damiani valorado en dos millones de dólares, Adriana Lima se muestra así de sensual en las nuevas imágenes de la próxima colección de la firma de lencería. - Gtres


http://www.vanitatis.com/fotos/album/201011236gtres_u098763_002_g.jpg




http://www.vanitatis.com/fotos/album/2010112320gtres_u098763_003_g.jpg




http://www.vanitatis.com/fotos/album/2010112361gtres_u098763_004_g.jpg




http://www.vanitatis.com/fotos/album/2010112393gtres_u098763_005_g.jpg




http://www.vanitatis.com/fotos/album/2010112375gtres_u098763_006_g.jpg

Rosell investiga a Laporta por los 27 millones que pagó al 'fondo de inversión' Traffic por dos fichajes - El País, es - link (aqui)


LA FIFA PERSIGUE A ESTE TIPO DE EMPRESAS


@José Félix Díaz.- 24/11/2010 (06:00h)
Rosell investiga a Laporta por los 27 millones que pagó al 'fondo de inversión' Traffic por dos fichajes
Henrique en su presentación con el Racing.

Sandro Rosell anunció ayer que el Barcelona demandará a Joan Laporta antes de que termine 2010 con el fin de que justifique las pérdidas acumuladas por la entidad azulgrana bajo su mandato y que ascienden a 48,7 millones de euros, cifra que aparecen en las auditorías encargadas por el actual presidente azulgrana a su llegada al poder. Pero las investigaciones no han terminado debido a la existencia de diferentes agujeros negros u operaciones de complicada explicación lógica por los elevados costes económicos que supusieron en su día.
Y es que el presidente azulgrana y su equipo directivo está investigando a fondo el dinero pagado por Henrique y Keirrison, dos fichajes por los que se pagó 15 y 12 millones de euros (por las variables del contrato de la compra del defensa), cantidad que consideran excesiva y sin fundamento alguno. Es más, lo que está siendo motivo de análisis el destino de la cantidad pagada a la empresa Traffic (cuyo dueño es J. Hawilla), propietaria en su mayoría de los derechos de ambos jugadores y que fue con la que Laporta negoció directamente. Este tipo de empresas son conocidas en el mundo del fútbol como fondos de inversión, que se dedican a la compra de jugadores para su posterior venta, circunstancia perseguida por FIFA.
El central Henrique fue el primero en aparecer por el Camp Nou y lo hizo en verano de 2008. Doce millones de euros fue lo que pagó Laporta por un fichaje que llegó procedente del Palmeiras, equipo con el que disputó cinco partidos tras haber triunfado en el Coritiba, equipo de segunda línea. Las negociaciones llevadas a cabo por el traspaso de Keirrison fueron más complicadas, dicen que por encarecer el producto, que las del defensa. Tanto en uno como en otro caso, Laporta viajó hasta Brasil para cerrar las conversaciones iniciadas por el director deportivo Txiki Begiristain con los dueños de la empresa Traffic. En el caso del delantero hubo varios equipos interesados en su fichaje, incluso el Valencia llegó a poner ocho millones sobre la mesa a lo que los propietarios de Traffic contestaron que por menos de 16 millones no vendían, ya que tenían una de quince millones de euros de uno de los clubes más importantes del mundo. Dicho y hecho y Keirrison fue vendido al Barcelona por la citada cantidad. Antes de dar el salto a Europa, el Palmeiras fue el último equipo brasileño en el que jugó.
Ninguno ha jugado un partido oficial con el Barça
Keirrison celebra un gol con la FiorentinaSe da la circunstancia de que ni uno ni otro han llegado a disputar un encuentro de competición con el Barcelona, aunque el defensa puede presumir de tener en su historial la Supercopa de España de 2009. Henrique fue cedido al Bayer Leverkusen en su primer año de contrato con el club azulgrana. Su regreso coincidió con la llegada de Guardiola, al que le bastó un par de entrenamientos para analizar al brasileño. Su respuesta fue contundente: "Por favor, sacarme de aquí a este jugador", circunstancia que no se logró cerrar hasta el último día de mercado. Nueva cesión, en esta ocasión al Racing, equipo en el que es importante y en el que entra de lleno en los planes de Portugal. Tanto es así, que en el verano pasado volvió a pedir su cesión. Eso sí, solo pagando una pequeña cantidad de dinero, el resto hasta (más de un millón de euros) corre a cuenta del Barcelona.
El caso de Keirrison es aún más sangrante Tras su fichaje, Guardiola no oculta a Laporta y Txiki que no cuenta con él. Los intentos de uno y otro no tuvieron efecto alguno y el delantero tiene que emigrar, en esta ocasión con destino al Benfica. Fracaso, ya que apenas juega, para terminar cambiando de aires en el mercado de invierno. El nuevo destino es la Fiorentina. Sigue sin rascar bola. En el verano de 2010 ni se contempla la posibilidad de que juegue algún amistoso con el Barcelona y deciden que lo mejor es que regrese a Brasil, al Santos concretamente. En todos estos viajes de ida y vuelta el club blaugrana no ve un euro y todo son gastos, los que origina la ficha del jugador, que en su día firmó por cinco años, igual que Henrique.
Traffic es una empresa radica en Sao Paulo y que se dedica a la gestión de derechos deportivos, de márketing, a la organización de competición, pero sobre todo a la compra de derechos de deportistas, especialmente jugadores de fútbol. Como la FIFA prohibe que los poseedores de los derechos federativos de los jugadores estén en manos de empresa, Traffic creó el Club Deportivo Brasil, que sirvió de puente para poder llevar a cabo la transferencia de jugadores. En 2007 llegó a un acuerdo con Palmeiras por el cual invertía dinero en el club a cambio de poder disfrutar de los 'empleados' de Traffic. En el acuerdo se estableció que el 80% de futuros traspasos eran para la empresa y el 20 restante para el club.
La entrada de Traffic en el fútbol se produce a partir del año 2000 y el primer gran evento en el que colaboran es el Mundial de Clubes que se disputó en 2001 en Brasil y que contó con el auspicio de FIFA. El salto de calidad de la citada empresa llega cuando HMTF, holding multimedia norteamericano y que parte de su propiedad es del banco Citigroup, se quiere incorporar al mercado sudamericano y decide hacerse con el 49% de Traffic.

El amor volcánico de Liz y Dick - El País, es - link (aqui)

 

Un libro recoge los secretos de uno de los romances más sonados de Hollywood

ROCÍO GARCÍA - Madrid - 23/11/2010


Richard Burton y Elizabeth Taylor

Richard Burton y Elizabeth Taylor, en 1965.- CORDÓN PRESS

Pocos días antes de morir, el 5 de agosto de 1984, Richard Burton escribió una carta a Elizabeth Taylor. Él residía en Suiza y ella en Los Ángeles. Era una de las cerca de 40 cartas que el actor dirigió al gran amor de su vida. Habían protagonizado una de las historias más tempestuosas del Hollywood del siglo pasado: 13 años juntos, dos bodas y dos divorcios.

Elizabeth Taylor recibió la carta de Burton cuando este ya había muerto. En ella, el actor le pedía una nueva oportunidad, reconociendo que había sido mucho más feliz junto a ella que sin ella ("si me dejas tendré que matarme, no hay vida sin ti", le había escrito Burton a Taylor en otra carta).
Esta es una más de las historias que cuenta El amor y la furia (La verdadera historia de amor de Elizabeth Taylor y Richard Burton), que acaba de publicar en España la editorial Lumen y que ha sido un éxito de ventas en EE UU tras el adelanto que ofreció en su día la revista Vanity Fair. El libro, escrito por el periodista Sam Khasner y la biógrafa Nancy Schoenberger, es un exhaustivo recorrido por la relación de la pareja, para el que han contado con la colaboración de la actriz.
Él era un galés rudo con fama de ser un amante irresistible, ardiente y bebedor de primera, que vio por primera vez a Elizabeth en 1953 durante su primer viaje a California. Él tenía 28 años y ella 21. "La mujer más increíblemente independiente, bella, distante, remota e inaccesible que había visto", recordaba tiempo después el actor. No se volverían a ver hasta nueve años después en el rodaje de Cleopatra. "Era adicta al dramatismo, a las peleas y las reconciliaciones, a echar puertas abajo. Le resultaba imposible renunciar a lo que había encontrado en Burton", confesó el tercer marido de Taylor, Eddie Fisher, casi inmediatamente abandonado.
Se convirtieron entonces en Liz y Dick y vivieron unos años intensísimos. Él pasó de ser un actor británico respetado a una celebridad internacional. Ella ya lo era. Pero lo mejor se producía en la intimidad. "No nos cansábamos nunca el uno del otro. Hasta con los paparazzi colgados de los árboles, hasta oyendo sus pasos por el tejado, podíamos hacer el amor, jugar al Scrabble y formar palabras indecentes, y nunca se acababa la partida. Si te excitas jugando al Scrabble es que es amor", confesó Elizabeth Taylor. Nunca dejaron de amarse. Ya lo dijo ella: "Cuando podíamos ser Richard y Elizabeth, el matrimonio funcionaba de maravilla. Lo que no funcionaba eran Liz y Dick, porque eran dos personas que en realidad no existían". La última vez que hablaron fue poco antes de morir el actor. Ella acababa de salir de una clínica de desintoxicación y él la vio en una foto de periódico. Hablaron por teléfono, quedaron en verse en Londres y él la despidió con estas palabras: "Adiós, amor".

La novia de Ronaldo, ¿desnuda contra su voluntad? - El País, es - link (aqui)

 

 

La modelo Irina Shayk denuncia que las fotos de la revista 'GQ' se manipularon sin su autorización

M. GALAZ - Madrid - 23/11/2010 

Irina Shayk, novia del futbolista Cristiano Ronaldo, aparece desnuda en la última edición de la revista GQ. Ella asegura que en contra de su voluntad, pero el director de la publicación, Javier Fernández Angulo, sostiene que "la modelo se quitó la ropa con total naturalidad". Sí coinciden ambas versiones en que Irina, en tres de las 14 fotos del reportaje, solo llevaba un tanga de color carne, que se suprimió con Photoshop. La sesión se realizó hace dos meses en Chinchón (Madrid).


Irina, al desnudo

Una de las fotos del reportaje que la revista GQ realizó a la modelo Irina Shayk- GQ


"En este tipo de fotos, las modelos llevan estas prendas para no posar sin nada, pero ella sabía que se iba a suprimir", señala el director de la revista. "Ella es una modelo de lencería habituada a estas sesiones. Cuando el fotógrafo le preguntó si se quería desnudar, respondió 'por supuesto".
Gael Marie, director de Elite, agencia que representa a la modelo rusa, sostiene una versión diferente. "No estaba previsto que saliera desnuda. Además, ella pidió ver las fotos y el texto antes de que se publicara el reportaje, pero no las vio". Fernández Angulo asegura que el trabajo se le mandó al agente antes de su publicación.
La condición que al parecer sí puso Irina Shayk fue que en la entrevista no se le preguntara por su novio, Cristiano Ronaldo. La revista titula en portada: "¿Quieres descubrir a la novia de Ronaldo desnuda?".
"Puede que esté molesta porque hayamos informado en la portada de que es la actual novia de Ronaldo y nos pidió que lo evitáramos", ha explicado el director de GQ, quien ha aclarado que "es necesario mencionar este hecho para situarla, porque si ella aparece en un portada es por ser novia de quien es".
El agente de Irina ha anunciado que los abogados de la modelo están estudiando la situación y que no descartan emprender acciones legales.




Rousseff va a cambiar al presidente del Banco Central brasileño - el País, es - link (aqui)

 

 

Lula ha mantenido a Meirelles en el cargo durante sus dos mandatos

JUAN ARIAS - Río de Janeiro - 23/11/2010

La permanencia o no en el Gobierno de Dilma Rousseff del presidente del Banco Central (BC), Henrique Meirelles, una figura internacional en el mundo de la política monetaria, era uno de mayores misterios por descifrar del nuevo gabinete de la sucesora del presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Según publica hoy unánimemente toda la prensa nacional, Dilma ya ha decidido sustituir a Meirelles, que ayer prácticamente se despidió del cargo.

Meirelles había sido escogido en 2002 por Lula, a pesar de militar en la oposición del Partido de la Social Democracia Brasileña (PSDB) y ser un hombre de su predecesor, el socialdemócrata Fernando Henrique Cardoso, y a pesar también de presentarse como un claro neoliberal en macroeconomía. Lo hizo para calmar entonces a los mercados internacionales preocupados con la llegada de las izquierdas al Planalto.
Lula mantuvo firme en su cargo a Meirelles los ocho años de sus dos mandatos -contra el malestar a veces de grupos radicales de su partido, el Partido de los Trabajadores (PT)- porque le aseguró los tres goznes para la estabilidad económica: el control de las metas de inflación, sin que le temblase el pulso al mantener los índices de intereses más altos del mundo; el cambio fluctuante y el superávit primario. Gracias a esos tres pilares, Brasil consiguió salir de la crisis internacional, como indicó el mismo Meirelles ayer en una especie de despedida, "más fuerte de lo que había entrado".
A Lula le hubiese gustado que Rousseff hubiese mantenido, como lo ha hecho con el ministro de Economía, Guido Mantega, a Meirelles al frente del BC, para demostrar al mundo que su sucesora, a pesar de ser más partidaria que él de una política de Estado más fuerte, no iba a cambiar su línea económica.
Meirelles sabe, sin embargo, que a pesar de que su posible sucesor, Alexandre Tombim, actual director de Normas del BC y colaborador suyo, en quién parece que ha puesto sus ojos Rousseff, no va a cambiar sustancialmente la actual política económica, tampoco tendrá ya la autonomía que él tuvo de Lula. Dilma ya ha dado a entender que quiere centralizar en ella toda la política económica.
Precisamente, uno de los requisitos que Meirelles había exigido para continuar en el cargo era poder seguir gozando de plena autonomía. La nueva presidenta se irritó con la exigencia presentada públicamente por Mereilles y comentó que ella aún no lo había convidado para seguir en el cargo y que nadie tenía el derecho de poner en duda que ella no va a mantener la autonomía del BC.
Sin embargo, Dilma es más propensa que Lula a bajar los intereses, hoy en 10,75% -uno de los más altos del mundo y que arrastra a Brasil dólares de todo el globo-, hasta un 2% en 2014. Según Meirelles, eso es imposible sin una reestructuración a fondo del gasto público, ya que dejaría libre la inflación que ya está dando muestras de superar los índices permitidos por gobierno de un 5%.
Según algunos analistas, como Cesar Maia, probablemente el mismo Meirelles haya provocado su salida, porque prevé que 2011, dadas las dificultades por las que atraviesa la economía de los países ricos, no será un año de vacas gordas para Brasil. La inflación, según la Fundación Getulio Vargas, podría ya estar en un 8% por lo que habría que aumentar aún más los intereses ya muy altos. Se prevé que el crecimiento del PIB, que este año puede superar el 7%, en 2011 no superará el 3%. El cambio hoy con la supervalorización del real, crea problemas a la balanza comercial. El déficit en cuenta corriente va hacia los 60.000 millones de dólares y, si se desvalorizase el real por decreto, la inflación se dispararía aún más, y China, con su política económica agresiva de exportaciones, sigue siendo una incógnita para Brasil
Meirelles, uno de los grandes expertos mundiales en política monetaria, sabe todo eso y probablemente ha preferido salir dejando a Brasil en su mejor momento económico, pero con vientos menos favorables a la vista. Sale glorioso y se podrá dar el lujo de observar los toros desde la barrera.

Repsol seguirá en Ecuador, mientras Petrobrás sale - El País, es - link (aqui)

 

La petrolera hispano-argentina firma un nuevo contrato de explotación con el Gobierno de Correa que la brasileña rechaza

EFE 24/11/2010 

La empresa hispano-argentina Repsol YPF permanecerá en Ecuador, mientras que la brasileña Petrobras saldrá del país al no haber alcanzado un acuerdo con el Estado en el cambio en los términos de explotación de los yacimientos nacionales, ha asegurado el ministro ecuatoriano de Recursos naturales no renovables, Wilson Pástor.


Repsol se queda en Ecuador

El ministro ecuatoriano de Recursos naturales no renovables, Wilson Pástor.- AFP


La firma del acuerdo con Repsol se produjo más tarde que los convenios con el resto de las empresas privadas porque los documentos no estaban listos. Una fuente del Ministerio comentó a Efe que el propio presidente de Ecuador, Rafael Correa, recibió la noche del martes a los responsables de la compañía y mantuvo una entrevista en la que también participó Pástor.
No es ningún secreto que las relaciones entre Resol y el Gobierno de Correa nunca han sido fáciles. Esos problemas arrojaban cierta incertidumbre sobre el futuro de los intereses de la petrolera en el país. En la prensa local incluso circularon en los últimos días rumores relacionados con un fracaso en las conversaciones con Repsol. Sin embargo, los augurios eran buenos, especialmente después de que Correa declarara en un reciente encuentro con la ministra española de Exteriores, Trinidad Jiménez, que había una buena voluntad negociadora.
Nuevo modelo de explotación
El anuncio del final feliz en las conversaciones llegó en una rueda de prensa pocas horas antes de que terminara el plazo (medianoche del martes) para el cambio de los actuales contratos de participación entre Ecuador y petroleras extranjeras. Según el nuevo modelo de contratos, el Gobierno es el propietario del petróleo bombeado y paga a las empresas una tarifa por barril extraído.
Ecuador pagará a las empresas una tarifa de 35,95 dólares por barril, una cantidad que es superior al ingreso equivalente actual de 33,22 dólares por barril, "debido a las importantes nuevas inversiones" que el Gobierno prepara.
Petrobrás, fuera
Pástor apuntó que, aparte de con Repsol YPF, se han alcanzado acuerdos con las empresas Agip, Andes Petroleum, Petroriental y la Empresa Nacional del Petróleo (ENAP) de Chile. Según el ministro, con la renegociación la renta petrolera que recibe el Estado pasa del 70% al 80%.
Aparte de Petrobras, no aceptaron la renegociación las empresas, Canadá Grande y otras dos compañías que tenían cinco contratos que representan el 14% de la producción de las empresas privadas.
El ministro Coordinador Sectores Estratégicos, Jorge Glas, añadió que con las empresas que se van "se ha planteado una transición ordenada para que las operaciones pasen, a partir de mañana, a manos del Estado ecuatoriano, a manos de Petroecuador".

El último concierto de Camarón - El País, es - link (aqui)

 

 

Sale a la luz el disco del recital del maestro en el colegio mayor Johnny, una actuación que a punto estuvo de no celebrarse. Esta es la historia

CARLOS MARCOS - Madrid - 24/11/2010



La última actuación de Camarón de la Isla

La última actuación de Camarón de la Isla en el San Juan Evangelista, en 1992. A su lado, el guitarrista Tomatito.- NACHO PRIETO


Cinco horas antes de comenzar la actuación, Camarón de la Isla, recluido en el madrileño hotel Príncipe Pío, no quería cantar. Acababa de llegar de un concierto en Nimes, en el sur de Francia, y el maestro alegaba cansancio, tanto físico como psíquico. Cinco minutos antes del concierto, con la gente que llenaba un San Juan Evangelista (el Johnny) a punto del motín por el retraso, la gran voz del flamenco, ya en el camerino del recinto, se negaba a salir. Sudores fríos en los miembros de la organización, caras contrariadas en los pasillos, gente a punto de darse cabezazos contra la pared. De repente, la melena rizada del maestro asomó por la puerta del camerino. Enseguida, y quizá para que no se escapara, Pablo Nacarino (entonces 29 años y responsable de la zona de camerinos del colegio mayor) se lanzó al encuentro del cantaor. Le cogió con ternura del brazo y empezó a tirar suavemente de él. "Venga, José, anímate, que hay mucha gente esperándote", le dijo Nacarino. Pero no había manera.

"No quería salir", explica ahora Nacarino. "Estaba muy alicaído, hecho polvo. Para acceder al escenario del Johnny hay unas pequeñas escaleras de metal. Yo subí con él, casi empujándole. Me decía: 'Es que estoy mal, no puedo actuar'. Yo le respondía: 'Anímate, José'. Y le iba guiando del brazo por la escalera". Cuando alcanzaron, no sin dificultad, el último escalón, solo les separaba una cortina para presentarse ante el público.
La abarrotada sala ya gritaba, impaciente. Tomatito, el fiel Tomate, único músico que le acompañaría esa histórica noche, se acercó al lateral, corrió la cortina y cogió a Camarón del brazo para llevarle hasta su silla de mimbre. En cuanto el maestro apareció en el escenario, la gente (525 personas, llenísimo), que voceaba, se sumergió en un silencio indescriptible. Congoja. Camarón se sentó, no dijo nada (ni en ese momento ni en todo el recital) y se arrancó con la soleá Salud es lo que yo quiero. Nacarino: "Fue increíble el canto tan hondo que salió de la garganta de ese hombre. Estaba hundido, pero se transformó. A mí se me caían las lágrimas". A muchos espectadores también.
De esta forma tan épica se desarrolló el histórico último concierto de Camarón de la Isla. Los flamencos se saben la fecha de memoria: un gélido 25 de enero de 1992. Seis meses después, el 2 de julio, fallecía, a los 41 años, víctima de un cáncer de pulmón. El 7 de diciembre se publica el disco de aquella vibrante actuación, titulado El último concierto.
Pero volvamos a aquella postrera actuación. Tomatito, entonces 32 años, estuvo a su lado desde el primer momento: "La verdad es que no sabíamos que estaba enfermo de cáncer. Ya en el hotel se encontraba muy fatigado. Me dijo que suspendiera el concierto, que no podía. Yo le comenté que era un recital importante, el Festival por Tarantos, muy arraigado en mi tierra, Almería. Y que el director del San Juan, Alejandro Reyes, que hacía un gran esfuerzo para difundir el flamenco, también era de Almería. Entonces Camarón me miró y dijo: 'Bueno, venga...".
Efectivamente, la actuación de Camarón se ofrecía dentro del festival Flamenco por Tarantos, que cumplía la tercera edición. Costó traer al de la Isla 3,5 millones de pesetas (21.000 euros). Las entradas costaron 4.000 pesetas, unos 24 euros. Dato: todavía sigue siendo la entrada más cara de la historia del San Juan. Aquel día se llegaron a pagar 25.000 pesetas (150 euros) en la reventa, "o una china de hachís muy grande", apunta el director del San Juan, Alejandro Reyes, que ya lo era en 1992. "Actuó unos 55 minutos y fue uno de los mejores recitales de su última época. Luego estuvo una media hora recibiendo a gente en el camerino, se puso un abrigo largo que tenía y se fue. Estuvo muy cariñoso y tierno", apunta Reyes.
Camarón acudió acompañado de su médico, que era costumbre que le asistiera en esta etapa final. Justo antes de empezar el recital, médico y cantaor se encerraron solos en el camerino. "Que no pase nadie", ordenó alguien. Y colocaron a un portero para proteger la puerta. Al rato salieron los dos. Las críticas fueron excelentes. "¡Cómo cantó! En cuanto que tomó asiento en el escenario sus fatigas volaron. Lo dio todo, arriesgando en cada nota, y salió triunfante", escribió el crítico José Manuel Gamboa. La gente, extasiada, no paraba de interrumpir el canto con sonoros "olés". Hasta que un patriarca gitano les gritó: "A ver, señores, que en misa no se habla".
Tomatito ha estado escuchando estos días la grabación de aquel concierto. Pero su guitarra no suena. O al menos eso es lo que a él le parece: "Al lado de Camarón ni me escucho. Lo digo totalmente en serio. Cuando él estaba, todos sobrábamos". Olé.


"Albergue" de malfeitores, o tal sigilo os mantém ainda incógnitos



Deu na Coluna de Mônica Bergamo, Folha de São Paulo (aqui)


CONEXÃO MANHATTAN
Um novo escândalo financeiro está movimentando as principais bancas de advocacia do país: depois de fazer acordo com autoridades americanas, o IsraeliDiscount Bank,um dos principais bancos de Israel, quebrou o sigilo de contas bancárias de sua agência de Nova York para as quais doleiros brasileiros haviam enviado centenas de milhões de dólares. E identificouos verdadeiros donos dos recursos: 114 brasileiros, que estão agora prestando depoimento na Polícia Federal para explicar a origemdo dinheiro.

GASTRITE
Dos 104 brasileiros (de São Paulo, Minas, Rio Grande do Sul e Paraná), apenas oito, segundo dados do Banco Central enviados à Justiça, declararam ter recursos no exterior enão estão sujeitos a processos por sonegação e evasão de divisas. Já as contas dos demais eram identificadas com nomes como "Banqueiro", "Canjica", "Queijadinha", "Timbalada", "Ervilha", "Gastrite", "Fabuloso"e "Divirta-se".

GEOGRAFIA
O caso está sendo conduzido pelo juiz Sergio Moro, do Paraná, no âmbito de um inquérito maior, o do célebre escândalo do Banestado, que já havia descoberto contas de brasileiros em diversas instituições americanas. Advogados já pensam em argumentar que Moro, por ser do Paraná, não poderia comandar investigações de pessoas que moram em outros Estados.

Na cota de Zé Dirceu


Deu na Folha de São Paulo (aqui)

Ligada a José Dirceu, Belchior chefia PAC
 

Nova ministra do Planejamento era preferida de Lula para Casa Civil
Ela foi casada com Celso Daniel, prefeito morto de Santo André, e atuou em campanha para a reeleição do presidente
DE BRASÍLIA
Miriam Belchior, 52, tem posição estratégica na gestão Lula desde 2003 e, em abril deste ano, só não se tornou ministra da Casa Civil porque Dilma Rousseff, que deixou o governo para concorrer à Presidência, emplacou como sucessora Erenice Guerra.
Lula tinha preferência por Belchior, mas acabou cedendo ao apelo de Dilma. Meses depois, Erenice acabou se demitindo após denúncias de tráfico de influência de seus familiares no governo.
Ligada ao ex-ministro José Dirceu, Belchior é atualmente subchefe de Articulação e Monitoramento da Presidência e coordenadora do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Sua intimidade com o programa acabou a credenciando para o Ministério do Planejamento.
Ela ocupa o cargo atual desde 2004. Nos dois primeiros anos do primeiro mandato de Lula, era assessora especial do gabinete.
Em 2006, conciliou a função com a campanha de Lula à reeleição. Foi uma das coordenadoras do programa de governo.
Belchior é ex-mulher de Celso Daniel, prefeito assassinado de Santo André, mas já não eram casados quando ele foi morto, em 2002.
Durante as investigações, Belchior foi denunciada ao Ministério Público pelo irmão do ex-prefeito João Francisco Daniel, que disse ter ouvido dela e de Gilberto Carvalho, ex-secretário municipal e atual chefe de gabinete da Presidência, a ocorrência de um desvio de R$ 1,2 milhão da prefeitura em benefício do PT.
Carvalho e Belchior negaram as acusações.

Belchior é engenheira com mestrado em administração pública na FGV.

Elio Gaspari - Correio do Povo - link (aqui)

 

A brigada do mensalão atira a esmo



Principal objetivo político do comissariado petista para o próximo ano é obter no Supremo Tribunal Federal a absolvição dos companheiros da quadrilha do mensalão. Se for preciso aprovar uma reforma política que institua o financiamento público das campanhas e amaldiçoe o atual sistema eleitoral, isso será feito. Afinal, obtendo-se a reforma de uma estrutura que se denunciou como podre, pode-se argumentar que as podridões eram inevitáveis.

Segundo as repórteres Vera Rosa e Eugenia Lopes, o comissário José Dirceu disse, ao sair de um café da manhã com Nosso Guia, que, deixando o governo, Lula se dedicará, entre outras coisas a desmontar "a farsa do mensalão". Como fará isso junto ao plenário do Supremo, não se sabe.

É direito dos réus lutar pelas suas absolvições, mas o comissariado do governo parece estar perdendo a sensibilidade política. Há uma semana o líder do PDT na Câmara, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, propôs numa reunião do Conselho Político que se aprove a legalização dos bingos. Passam-se uns dias e o Ministério Público de São Paulo revela que o deputado, bem como a poderosa central sindical que presidiu, foram condenados em primeira instância a devolver ao Erário R$ 235 mil malversados, pagando também uma multa de R$ 471 mil. O litígio não está encerrado e caberá ao Tribunal Regional Federal julgar um recurso do parlamentar.

O comissariado do Planalto estava farto de saber da existência desse processo. Onipotente, achou perfeitamente natural que o incentivo à tavolagem entrasse na discussão no primeiro encontro do Conselho Político. Início de governo estimula a onipotência, mas exageraram. Durante a campanha de 2002, e nos primeiros dias inebriantes de 2003, um tipo de megalomania primitiva e desonesta criou o mensalão: "Nós devemos a você, você cobra do Marcos Valério, ele toma dinheiro emprestado, nós vamos para o Planalto, um companheiro vai ao Banco Central, levanta a intervenção em dois bancos e o ervanário aparece." (Esqueceram-se de combinar com o russo Henrique Meirelles.)

Há uma forte carga de preconceito quando militantes do sindicalismo dos trabalhadores são nomeados para funções de relevo no governo. Busca-se transformar esse tipo de liderança em estigma. Se o indicado é um representante do sindicalismo patronal, tudo bem. Seu prestígio seria enobrecedor.

A ressurreição da quadrilha do mensalão depende apenas da Justiça e, até certo ponto, da opinião pública. Um governo que acredita na capacidade de mobilização dos sindicatos e entra em campo gritando "Bingo!" acha que pode tudo, em qualquer lugar, à hora que quiser. Engano. Olhado de dentro, o aparelho sindical pode ser lindo. Visto de fora, nem tanto. Já se foi o tempo em que a morte de um sindicalista como Chico Mendes relacionava-se com uma causa. Nos últimos três anos foram assassinados pelo menos cinco dirigentes sindicais. Três eram tesoureiros de entidades. Em outubro mataram um diretor do sindicato dos motoristas de São Paulo, detentor de uma marca dramática: em 18 anos foram assassinados cinco diretores e sete funcionários do SindMotoristas.

A reforma política pode virar um álibi para requalificar as malfeitorias da quadrilha junto ao STF.

A eterna disputa




Aqui mando eu

Um velho conhecido de ambos observa: nem mesmo José Serra teria indicado uma equipe econômica tão apagada quanto a de Dilma.

Renata Lo Prete - Coluna Painel, Folha de São Paulo (aqui)

PMDB se recusa a ‘avalizar’ Meirelles para ministério - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)



24/11/2010

Depois de ter sido descartado para a presidência do Banco Central, Henrique Meirelles deve ser excluído também da Esplanada dos Ministérios.

O PMDB, partido ao qual Meirelles se filiou em setembro de 2009, se recusa a avalizar a indicação dele para uma das pastas da cota partidária.

Operadores do gabinete de transição haviam informado que Dilma cogitou nomear Meirelles para um ministério voltado à infraestrutura.

Mencionava-se a pasta dos Transportes, cobiçada, em privado, pelo próprio Meirelles. Condicionou-se a indicação, porém, ao aval do PMDB.

O repórter ouviu dois mandachuvas do partido na noite desta terça (23). Ambos disseram que Meirelles não consta da lista de ministeriáveis do PMDB.

Assim, só viraria ministro se Dilma resolvesse nomeá-lo em sua cota pessoal. Algo que ela não parece disposta a fazer.

Em 2009, depois de flertar com o PP, Meirelles desembarcou no PMDB de olho na vice de Dilma. Foi tratorado por Michel Temer.

Nos últimos meses, Meirelles imaginou que um pedido de Lula a Dilma lhe daria uma sobrevida no Banco Central.

Julgando-se cacifado, imaginou que poderia levar ao pano verde uma condição. Arrastou a ficha da autonomia operacional do BC.

Dilma estrilou. Meirelles tentou dar por não dito o que dissera sob reserva. Não colou. Nesta terça (23), Lula puxou-lhe a cadeira:

“A única coisa que eu defendo é o seguinte: quem tá comigo, tem garantia de ficar até o dia 31 de dezembro de 2010”.

Embora preferisse Luciano Coutinho na Fazenda, Dilma digeriu a permanência de Guido Mantega a pedido de Lula.

Quanto a Meirelles, vai à crônica da transição como uma espécie de grito de independência da presidente eleita.  

- Em Tempo: Foto de Fábio Pozzebom, da Agência Brasil.

Escrito por Josias de Souza às 03h02