terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Boa notícia: Argello não é mais relator do Orçamento - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)



07/12/2010

Lula Marques/Folha

Líder do PTB no Senado, Gim Argello (DF) renunciou na tarde desta terça (7) ao posto de relator do Orçamento da União de 2011.

Tisnado por denúncias de malfeitos, colecionadas pelo repórter Leandro Colon, Gim viu-se compelido a bater em retirada.

Mais cedo, dissera que não sairia. Empurrado, saiu. Fez por pressão o que o Congresso esquivara-se de fazer por obrigação.

Tomado pela biografia, o senador jamais deveria ter sido guindado à condição de relator do Orçamento.

Suplente de Joaquim Roriz (PSC-DF) chegou ao Senado sem votos. Carregava atrás de si um rastro de pegajosas suspeitas.

Protagonista de inquérito que corre no STF, é investigado por apropriação indébita, peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A despeito do histórico –talvez por causa dele— sentiu-se nas águas turvas do Senado como um peixe dentro d’água.

Achegou-se a outros colegas ensaboados. Fez-se amigo, por exemplo, de poderosos como José Sarney e Renan Sarney. Achegou-se ao governo Lula. 

Súbito, o Orçamento de 2011, peça que esmiúça todo os gastos da Viúva (R$ 1,4 trilhão), caiu-lhe no colo.

O estampido dos fogos de sua renúncia é abafado pelo barulho de uma pergunta irrespondida: E quanto às denúncias, ficarão por isso mesmo?

Escrito por Josias de Souza às 19h08

Um PMDB em conformidade com Dilma, ou seja, menor



Deu no blog do Josias  (aqui)

07/12/2010

http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/portagiratoria.gif

Fechado o ‘pacote’ com os cinco ministérios do PMDB

Fechou-se o pacote de ministros do PMDB. O partido sai da negociação embrulhado. Dilma Rousseff enrolou-o como bem quis.

Entregou duas pastas ao PMDB do Senado: Minas e Energia e Previdência. Outras duas para o PMDB da Câmara: Agricultura e Turismo.

Como mimo adicional concedeu a Michel Temer a prerrogativa de indicar um ministro para a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos):

Se não houver nenhuma reviravolta, a lista de nomes levada ao pacote é a seguinte:

1. Previdência: senador Garibaldi Alves (PMDB-RN).
2. Minas e Energia: senador Edison Lobão (PMDB-MA).
3. Turismo: deputado Pedro Novais (PMDB-MA).
4. Agricultura: Wagner Rossi, atual ministro da pasta.
5. Assuntos Estratégicos: Moreira Franco.

Os senadores, que demoravam-se em digerir a Previdência, tiveram de engolir a pasta.

Os deputados, que achavam o Turismo assim, meio mixuruca, deram-se por satisfeitos.

Wellington Moreira, até a noite passada dizia que não iria para a SAE. Foi. A secretaria receberá enfeites novos.

Resumo da ópera: O PMDB “exigia” de Dilma a manutenção das pastas que amealhara sob Lula.

Perdeu o poderoso Ministério Comunicações para o PT. E o da Integração Nacional para o PSB.

Em troca dos ministérios perdidos, passou a “exigir” pastas de pe$o equivalente. Falou em Cidades e Transportes. Levou Previdência e Turismo.

Com quatro pastas, “exigiu” um quinto ministério, para Moreira Franco. Dilma cedeu a SAE, um subministério que Lula criara para abrigar Mangabeira Unger.

De resto, o PMDB queixou-se de duas “barrigas de aluguel”: Saúde e Defesa. Perdeu a primeira pasta.

Na segunda, viu-se compelido a continuar carregando no ventre um “filho” de Lula adotado por Dilma: Nelson Jobim.

No dizer de um grão-pemedebê, a legenda sai da negociação com Dilma assim:

“Antes, éramos chamados de fisiológicos. Mas, espertos, levávamos o que queríamos. Agora, continuam nos chamando de fisiológicos. Só que ganhamos fama de bobos”.

Escrito por Josias de Souza às 17h36

The Rokes - C'è una strana espressione nei tuoi occhi

391 - The Rokes - Lascia l'ultimo ballo per me.avi

The Rokes - Piangi Con Me (1966)

Dove Quando - PFM

PFM Impressioni di settembre

PFM Storia Di Un Minuto - 06 La Carroza Di Hans

PFM Storia Di Un Minuto - 03 È Festa

Storia di una lacrima Pooh

I Pooh - Ci penserò domani

LA MIA DONNA (POOH)

I Pooh- Tanta voglia di lei

Matia Bazar - Ma che giornata strana

MATIA BAZAR - CHE MALE FA (1977)

MATIA BAZAR - STASERA CHE SERA

Due re senza corona - Nomadi Allo Specchio

Nomadi - la canzone del bambino nel vento (Auschwitz)

Nomadi - Io vagabondo

Equipe 84 - La Fine Del Libro (1965)

Equipe 84 - Notte Senza Fine (1965)

EQUIPE 84. SEI GIA' DI UN ALTRO

A Whiter Shade Of Pale - Procol Harum

Procol Harum - Song for a dreamer

Procol Harum : A Rum Tale

procol harum homburg

Camaleonti L'ora dell'amore

IO PER LEI (I Camaleonti)

Compulsório, com a taxa "espetacular" paga no Brasil, é lucro certo, sem riscos, aos bancos

Deu na Tribuna da Imprensa (aqui)
terça-feira, 07 de dezembro de 2010 | 06:10

Demitido, desprezado, abandonado, sem ser lembrado para nada, Meirelles arruína o progresso do Brasil. Corta o DINHEIRO do CONSUMO, a forma mais correta do DESENVOLVIMENTO. Quem autorizou?

Helio Fernandes
O Brasil está cada vez mais surrealista. Além do ministério Dilma estar sendo negociado e indicado por Lula, quase todos estão resistindo nos cargos, a maioria vai sendo mantida. E além de mantidos, tomam livremente medidas que afetarão o presente e o futuro do país.
È o caso do “feemiista” Henrique Meirelles, ainda e por poucos dias, presidente do Banco Central. Como se sabe, pretendia permanecer, tentou intimidar e “seqüestrar” a vontade da presidente eleita.
Analisou mal, ela ficou revoltada, imediatamente dispensou-o. Mas essa “dispensa-demissão”, só vale a partir de 1º de janeiro de 2011. Devia ter sido EXONERADO A PEDIDO, no mesmo dia em que revelou a ameaça a Dona Dilma.
Sem consultar ninguém, na contramão da economia do desenvolvimento, sem autorização de Lula ou de Dilma, apenas por vingança e naturalmente para servir os interesses de sempre, colossais, D-E-C-I-D-I-U.
E além de todos os inconvenientes e de contrariar decisões inteiramente diferentes de países muito mais importantes e sensatos (como os EUA). Meirelles anunciou sua providência, desta forma; “Temos que reprimir e diminuir o consumo. Se o DINHEIRO continuar circulando, se o crédito continuar FÁCIL e BARATO, o consumo aumentará muito, imediatamente teremos o “AUMENTO DA INFLAÇÃO”.
Determinou a retirada da circulação de 61 BILHÕES de reais. Isso já vale a partir de ontem. Sem dúvida que a EXPLICAÇÃO dada ou pretendida pelo presidente do BC, será atingida, o CONSUMO diminuirá. Mas e o D-E-S-E-N-V-O-L-V-I-M-E-N-T-O? Sabendo-se que seu superior hierárquico, (mantido no cargo) Guido Mantega, é “acusado” precisamente de “desenvolvimentista”, o imprescindível seria consultá-lo.
Circulam nos meios econômicos e principalmente em Brasília, várias versões ou rumores, vá lá, a respeito do ataque de Meirelles ao CONSUMO.
1 – Serviria ao FMI, Meirelles precisa muito do órgão para projetar e balizar seu futuro.
2 – Mostraria e demonstraria que ainda tem muito Poder de fogo. É bem capaz de tomar medidas no dia 28 de dezembro para serem publicadas no Diário Oficial de 29 ou 30.
3 – Atingiria Guido Mantega, até pessoalmente. No início de Mantega na Fazenda, divergiam. Depois, “romperam, brigaram para valer, não se falavam nem em público”. Os fatos se agravaram quando Mantega foi MANTIDO e ele, DEMITIDO.
4 – E finalmente visava o novo presidente do BC, Alexandre Tombini. Ex-subordinado e seguidor, que aceitou “seu cargo” sem sequer consultá-lo.
5 – Como sabia que Tombini preparava AUMENTO DOS JUROS, tomou essa decisão para cerceá-lo, refreá-lo, contrariá-lo. (Assim que foi indicado presidente do BC, escrevi aqui, com exclusividade: “Os juros ficarão maiores a partir de janeiro ou fevereiro. É uma “tombinada” de um economista AUMENTISTA ou ALTISTA”. (Sem jogo duplo de palavras).
Só para lembrar: mais um menos 1 mês antes, para ESTIMULAR O CONSUMO, o presidente Obama colocou 600 BILHÕES DE DÓLARES NA CIRCULAÇÃO. Praticamente 1 TRILHÃO DE REAIS.
Como não produziu totalmente o efeito esperado, o consumo aumentou pouco, Obama anunciou: “Estamos estudando a possibilidade de aumentar o estímulo de DÓLARES na circulação”.
***
PS – Meirelles RETIROU 61 BILHÕES de reais, Obama AUMENTOU 1 TRILHÃO (já convertido em real), ou seja, 15 vezes mais, com a agravante. Na Matriz, mais dinheiro para CONSUMO. Na Filial, menos dinheiro para o mesmo CONSUMO.
PS2 – Em relação à inflação, antes de Obama (e com ele), quando SENTIAM que AMEAÇAVA, baixavam, os juros. Aqui todos conhecem o REMÉDIO que mata: JUROS de 10,75%.
PS3 – Jornalões desinformados, dizem: “Tombini e Mantega foram consultados”. Ha!Ha!Ha! Meirelles não é de consultar ninguém. Mesmo nos quatro primeiros anos, mandava mais do que Palocci. Com este demitido, desprezível e desairosamente, que palavra, ficou absoluto.
PS4 – Nem tomou conhecimento do “substituto”, o próprio Mantega. E se tivessem sido ouvidos, e se APROVASSEM, insensatez completa.
PS5 – É bem verdade que Meirelles teve o cuidado de RESSALTAR, REGISTRAR e RESSALVAR: “Os bancos repassarão o aumento dos seus custos para o CONSUMIDOR”. Isso já a partir de ontem.
PS6 – Se alguém imaginava que os bancos seriam prejudicados com o aumento do COMPULSÓRIO, não sabe de nada. Meirelles não pode ser presidente da FEBRABAN, não preside banco. Mas pode ser executivo de qualquer um. Mais possibilidades para Itaú, Bradesco e Santander, se quiser ficar no Brasil.

Vintage trailer in Blogbar - How To Marry A Millionaire-Trailer (1953)

Comercial antigo - 1953 Ford Pickup Truck Commercial

Charge do dia

http://multimidia.correiodopovo.com.br/thumb.aspx?Caminho=multimidia/2010/12/07/131218.JPG&Tamanho=480&HW=1


Amorim - Correio do Povo - Porto Alegre, RS

Pies como nuevos tras una noche de 'peep toes' - Vanitatis, es - link (aqui)



@Vanitatis - 07/12/2010
Pies como nuevos tras una noche de 'peep toes'
 Afterheels (Compradiccion.com)

La imagen tan poco glamourosa de los zapatos de tacón en la mano tras una noche de fiesta tiene los días contados. La tortura de aguantar horas y horas de marcha con un elevado tacón ha tocado a su fin gracias a uno de los must have de las celebrities.
Sin necesidad de perder un ápice de glamour y en línea con las tendencias de moda más actuales, la solución viene de la mano de algunos de los clubes más cool de Reino Unido. Es aquí donde se han instalado unas máquinas expendedoras de bailarinas, denominadas Afterheels (después de los tacones).
Se trata de unas bailarinas ecológicas realizadas con materiales biodegradables, que se ofrecen a un precio más que asequible: 6 euros. Vienen empaquetadas en un emvase del tamaño de un paquete de tabaco que incorpora una bolsa para guardar los zapatos de tacón.
Aún no se han implantado en España, pero esta panacea a los pies cansados no tardará en llegar, máxime cuando el furor que ha despertado este must have ha llegado hasta las principales celebrities de todo el mundo, incluidas las españolas. Así, la Princesa Letizia, Rosario Nadal, Laura Ponte, Nieves Álvarez, Úrsula Corberó o Bimba Bosé, entre otras, han creado tendencia luciendo este calzado en sus múltiples variedades.

Un gran escándalo de corrupción en Argentina afecta a firmas españolas - El País, es - link (aqui)

 

El proceso al ex secretario de Transporte de Kirchner incluye a Renfe, Indra e Isolux

ALEJANDRO REBOSSIO - Buenos Aires - 07/12/2010



Ricardo Jaime

El entonces secretario de Transporte de Argentina Ricardo Jaime, en una reunión en 2008.- REUTERS

Otras filtraciones que no son las de Wikileaks han hecho estallar varios escándalos estos días en Argentina. Un juez federal de Buenos Aires se incautó de 11 ordenadores con más de 20.000 correos electrónicos de un ex asesor del Gobierno argentino sobre presuntos casos de corrupción que afectan a empresas españolas, tanto públicas como privadas. Los correos también atañen a compañías de otros países, como la línea aérea chilena LAN, en la época en que pertenecía al actual presidente de Chile, Sebastián Piñera. Fuentes judiciales argentinas confirmaron que recuperaron los correos borrados por el ex asesor, a los que ha tenido acceso EL PAÍS.

Uno de los casos más comentados ha sido el de la venta de material ferroviario de España a Argentina. En 2005, el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, firmó con el entonces presidente argentino, Néstor Kirchner, un convenio para la venta directa de trenes usados de Renfe y Ferrocarriles Españoles de Vía Estrecha (FEVE). Una carta del ex secretario de Transporte argentino Ricardo Jaime, que se encuentra procesado en una causa por presunto soborno, designó como intermediaria de su Gobierno en la operación a la consultora de su asesor Manuel Vázquez y de un socio español: Miguel Ángel Lorente, de Controles y Auditorías Especiales (Cyaes). Del lado español, la venta fue materializada por la empresa pública de comercio exterior P4R (entonces llamada Expansión Exterior).
En uno de los correos, Lorente discutía en julio de 2005 con su socio Vázquez el precio de la venta. "No es presentable que el pasado viernes aparezcan unos costes políticos que triplican el millón de dólares del que habías hablado. El efecto de eso ha sido demoledor sobre Juan Barba
[director general comercial y financiero de P4R]. Aquí eso es delito penal y más para una empresa pública", decía Lorente.
En otro correo, el intermediario español comentó lo que Barba le habría dicho: "Es una vergüenza que los políticos de ahí pidan dinero y luego se hagan los dignos. Aquí, nadie del Gobierno ni de Renfe se lleva un duro". Vázquez le contestó el correo a Lorente y acabó por determinar que la factura de la compra ascendería a 32,7 millones de euros y detallaba algunos conceptos: "Cyaes, 1,4 millones de euros; desguace, 1 millón (según gente que entiende mucho de esto el coste no supera los 400.000); materiales y asistencia técnica, 10 millones (nunca se habló de más de 7,5 millones). Los restantes 1.611.000 solo Dios sabe cómo lo explicarán".
En otro correo, Vázquez atacó a Barba: "La verdad es que quieren robar descaradamente en nuestras narices a costa de la república sudaca de Argentina".
Lorente, que confirmó la veracidad de los mensajes, muestra a este periódico el contrato que firmó en abril de 2007 con P4R por 32,6 millones. "Esta operación fue absolutamente legal", se defendió Lorente ante el periódico argentino La Nación, que junto con su competidor Clarín ha desvelado el contenido de los correos. Barba negó que hubiera firmado un contrato con la consultora de Lorente y Vázquez y añadió: "Nunca se habló de pagos políticos". En Renfe y FEVE se desligaron de la responsabilidad de la venta a Argentina al alegar que ambas habían transferido las locomotoras y vagones a P4R.
Los correos del asesor del ex secretario de Transporte argentino también se refieren a una petición de fondos para la campaña de la actual presidenta de Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, cuando en 2005 se postulaba a senadora. La legislación argentina prohíbe la financiación política con aportes de empresas extranjeras. Vázquez le dio a Lorente una lista de 21 grandes compañías españolas (incluida PRISA, editora de EL PAÍS) que, según él, el "presidente" -entonces era Néstor Kirchner- le había dado para que se les pidiera dinero.
Lorente le respondió: "Todos coinciden: queremos entregarlo personalmente a quien nos indique directamente el número uno. Imagínate la involucración directa que tengo con el banco , Indra o Telefónica y la respuesta ha sido similar: que lo pida directamente".
Lorente declaró al diario La Nación que, finalmente, ninguna empresa aportó dinero. El presidente de Telefónica Latinoamérica, José María Álvarez Pallete, dijo que todo euro que entra y sale de su empresa está auditado en su informe de responsabilidad social. En Indra argumentaron que las normas éticas del grupo impiden la financiación de campañas políticas.
Vázquez también se jacta en los correos sobre su habilidad para diseñar contratos a medida del Gobierno argentino con empresas como Indra. Uno de ellos es la creación del billete electrónico para el transporte público, un contrato que Indra obtiene muchos años después y por subasta pública. Una portavoz de la empresa española asegura que no conocen a Vázquez ni a Lorente.
La constructora española Isolux Corsán, que logró el contrato con el Estado argentino para construir un tren de alta velocidad que nunca se ejecutó por la falta de financiación, también aparece mencionada. "Las negociaciones con Isolux van relativamente bien. El atasco está en la cifra total (que incluye coste político)", le decía Lorente a Vázquez antes de que un consorcio integrado por esta empresa y la francesa Alstom ganaran la subasta. "No tuvimos ningún contrato con Vázquez ni con Lorente", dice el presidente de Isolux en Argentina, Juan Carlos de Goycoechea.
En 2006, LAN, la empresa de la que Sebastián Piñera era director y socio, pagó un contrato de asesoría de 1,15 millones de dólares a Vázquez, según los correos. Fue dos meses después de que el Gobierno de Kirchner resolviera que el grupo chileno podía aumentar la participación en su filial argentina. Ni LAN ni el Gobierno de Piñera han querido hacer comentarios al respecto, pese a que diputados de la oposición chilena reclamaron explicaciones al actual presidente.

Carla Bruni perdeu a vez?

 
 
 
Eliane Cantanhêde na Folha (aqui)
Turbulência

BRASÍLIA - Aconteceu o que o Comando da Aeronáutica mais temia: FHC alegou falta de dinheiro, Lula foi incapaz de decidir e a compra dos caças ficou para o próximo governo, de Dilma Rousseff. Se é que haverá alguma compra.
O cenário não é animador para a FAB, pois Dilma não entende e não gosta de Forças Armadas, mas entende e gosta de fazer contas. Uma conta que não fecha é querer comprar 36 aviões de caça em meio ao anúncio de um ajuste fiscal.
O que emperrou a decisão foi a divisão dentro do próprio governo: Jobim, Amorim e a área política do Planalto sempre preferiram o Rafale, francês, mas o relatório de 27 mil páginas da FAB indicou o Gripen NG, da Suécia, também apoiado pela Embraer e por setores sindicais ligados a Lula em São Paulo.
Com o impasse, nem o Rafale, nem o Gripen NG, nem o F-18 dos EUA conseguiu decolar. Ficaram todos em solo, com os brigadeiros a ver navios. Esse é o pior dos mundos para eles, que, a esta altura, queriam um avião, não importando mais se francês, americano ou sueco. Qualquer um servia.
Pelo lado de Lula, a preferência pelos Rafale murchou na mesma proporção em que o encanto pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, se esvaiu. A opção pelos caças da Dassault se justificava no contexto da "parceria estratégica com a França". Mas que parceria é essa se Sarkozy se uniu aos EUA contra o Brasil na votação do programa nuclear do Irã na ONU? Lula magoou.
Ficou difícil explicar por que escolher o Rafale, se é o avião mais caro dos três, nunca foi vendido para ninguém (exceto o governo da própria França) e não se encaixa mais no contexto do casamento Lula-Sarkozy. O risco de Jobim, que vai continuar ministro, é ficar falando sozinho a favor do caça francês.
Dilma tomou uma decisão correta, apesar da paúra dos militares. Como técnica, deverá tomar uma decisão também técnica.Cara

Na cota de Sarkosy



Deu no Blog do Josias (aqui)

06/12/2010

Em encontro com Dilma, Jobim sela sua permanência

Mari Nogueira/Folha

Virou-se nesta segunda (6), a ponta de um prego batido por Dilma Rousseff na semana passada.

Em conversa de mais de três horas com Dilma, na Granja do Torto, Nelson Jobim selou sua permanência no Ministério da Defesa.

Embora seja um filiado histórico do PMDB, Jobim fica na Esplanada por opção de Dilma, na supercota de Lula. Nada a ver com o partido.

Sabe-se que, entre os temas discutidos no Torto, foi à mesa a aquisição de 36 novos caças para a Força Aérea Brasileira.

O teor da conversa não foi revelado. Jobim recomenda que sejam comprados os Rafale, de fabricação francesa. Lula quer deliberar sobre a matéria ainda nesta semana.

Discutiu-se também a organograma da Defesa. Dilma havia manifestado o desejo de retirar do ministério a Infraero e a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil).

No final de semana, um integrante do governo de transição disse ao blog que as mudanças dependeriam ainda de estudos mais aprofundados.

Deixou no ar a impressão de que a coisa poderia ser adiada para depois da posse de Dilma. De novo, nada foi dito sobre o que foi deliberado na conversa do Torto.

De concreto apenas a informação de que Jobim fica. Seu nome deve ser formalizado até o final da semana.

Escrito por Josias de Souza às 23h55