sexta-feira, 1 de julho de 2011

Homenagem a FHC, 80, vira um ato suprapartidário - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)


Lula Marques/Folha


No último dia do mês em que completou 80 anos, Fernando Henrique Cardoso foi brindado com mais uma homenagem, dessa vez no Senado.
A pajelança converteu-se num ato suprapartidário. Reuniu, além do tucanato e aliados da oposição, políticos governistas...
...Ex-ministros da Era tucana e ministros do governo de Dilma Rousseff...
...O ficha suja Joaquim Roriz, o réu Roberto Jefferson e o ministro do STF Gilmar Mendes.
O petista Marco Maia (RS), presidente da Câmara foi ao microfone. Recobriu FHC de elogios.
Disse que “as divergências” não o impediam de reconhecer em FHC “um homem de bem desse país”, “um democrata”.
O ato teve uma mestre de cerimônias de luxo, a atriz Fernanda Montenegro. Logo na abertura, ela leu a carta que Dilma enviou a FHC.
Ao achegar-se ao microfone, o ex-presidente disse ter enxergado na mensagem de Dilma um aceno para o diálogo:
"Fiquei muito feliz com a carta que a presidente me mandou. Eu senti nesse gesto não um gesto político, mas o gesto em dizer…:”
“…Olha, nós somos brasileiros, em alguns pontos nós temos que nos entender. Não vale a pena um só destruir o outro."
Acha que Dilma quis afirmar algo assim: “Alguma coisa tem que unir”. Acrescentou: “Construir juntos não é aderir”.
Entre os oradores, José Serra foi o único a atravessar o canto da concórdia. Sem mencionar-lhe o nome, comparou Lula a FHC.
Disse que, na Presidência, FHC "nunca condescendeu” com malfeitorias. “Jamais passou a mão na cabeça de aloprados…"
“…Jamais tratou o público como privado. […] Jamais procurou exaltar a própria obra para desqualificar adversaries”. Jamais isso, jamais aquilo.
Ex-aliado do tucanato, Michel Temer, presidente licenciado do PMDB e vice-presidente da República, cumprimentou FHC numa reunião prévia.
Deu-se na sala do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). Temer não ficou para solenidade.
Afagado a mais não poder, FHC indagou, a alturas tantas: “Será que eu já morri?”. Entre risos, lembrou que, no Brasil, só os mortos merecem tantos elogios.

Escrito por Josias de Souza às 01h49

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