quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dick Farney - A Fonte e o teu Nome (1961)





Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

Dick Farney Show (1961) with Maestro Simonetti & Orquestra RGE

RGE - 1961

Música - A Fonte e o seu Nome

Composição - Luiz Bonfá

Arranjo - Maestro Enrico Simonetti

Sylvia Telles - Samba Torto





Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

Syvia Telles - Amor em HI-FI

PHILIPS - 1960

Música - Samba Torto

Composição - Tom Jobim & Aloysio de Oliveira

Letra

Samba Torto

Quando eu vou falar
Falo de você
Falo sem parar não sei porque
Quando eu vou olhar, olho pra você
Penso sem parar só em você
Você diz sim de uma maneira
Que até parece brincadeira
Fujo de você
Volto pra você
Sonho com você
Só com você
Se o meu coração
Bate sem querer
Bate sem parar
Só pra você
Já esperei a vida inteira
Quero resolver
A situação
Você vai dizer é sim ou não
Eu já não sei mais
Se esse não é sim
Se esse sim, assim
É não

CARTOLA - "O Sol Nascerá" (Cartola & Élton Medeiros) 1965





Blogbar do Fontana - Nos balcões dos bares da vida

Cartola - CARTOLA

MOCAMBO - 1965 Compacto Duplo

Música - O Sol Nascerá

Composição - Cartola & Élton Medeiros

Acompanhamento: Escola de Samba de Almeidinha


Letra:


O Sol Nascerá


(Cartola & Élton Medeiros)




A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida

Fim da tempestade
O sol nascerá
Fim desta saudade
Hei de ter outro alguém apara amar

A sorrir
Eu pretendo levar a vida
Pois chorando
Eu vi a mocidade
Perdida

O Brasil não pode perder a segunda chance de punir um reincidente irrecuperável - Augusto Nunes - Blog do Augusto Nunes - link (aqui)


07/06/2011
às 20:47 
Cumpriu-se o rito inaugurado por José Dirceu e reprisado por Erenice Guerra: em menos de seis anos, Antonio Palocci tornou-se o  terceiro chefe da Casa Civil que, protagonista de um caso de polícia, não foi demitido: pediu para sair, como se pudesse ficar. Assim tem sido desde o começo da Era Lula, quando deixou de existir pecado do lado de baixo do equador. Oficialmente, todos se vão do Planalto porque querem. Na cerimônia do adeus, os culpados se declaram vítimas de tramas políticas forjadas pela oposição e, enquanto espreitam a próxima oportunidade de desfrutar do poder, seguem jurando que são inocentes.
Despejado do Planalto em 2006 por ter estuprado o sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa, Palocci voltou há cinco meses sobraçando a sentença do Supremo Tribunal Federal que o absolveu, em agosto de 2009, “por falta de provas”. Hoje, na carta em que “solicitou seu afastamento do governo”, lembrou que a sentença absolutória já foi expedida na véspera da queda por Roberto Gurgel. Segundo a nota divulgada pela Casa Civil, “o ministro considera que a robusta manifestação do Procurador Geral da República confirma a legalidade e a retidão de suas atividades profissionais no período recente, bem como a inexistência de qualquer fundamento, ainda que mínimo, nas alegações apresentadas sobre sua conduta”.
Se é assim, saiu por quê? Porque “considera, entretanto, que a continuidade do embate político poderia prejudicar suas atribuições no governo. Diante disso, preferiu solicitar seu afastamento”. É muito cinismo. É coisa de quem espera por outro convite para prestar serviços à pátria. Enquanto espera, presta serviços aos clientes que ainda protege com a invocação da “cláusula de confidencialidade”. O traficante de influência sabe que, no paraíso dos criminosos impunes, a morte política só ocorre com a morte física.
Palocci foi uma escolha de Lula e Dilma. Ambos conheciam o prontuário do companheiro. Sabiam que o novo chefe da Casa Civil mentiu ao garantir que nunca frequentou o escritório-bordel em Brasília e mentiu ao jurar que não estuprou a conta bancária do caseiro. Desde a descoberta do milagre da multiplicação do patrimônio, o padrinho e a afilhada sabem que Palocci mente. Quem endossa mentiras é mentiroso também. E age como comparsa quem avaliza por 20 dias a farsa que paralisou um governo que claudica desde o dia da posse.
É preciso impedir que a dupla se atreva, assim que a poeira baixar, a lamentar a perda do Pelé da Economia. Lula e Dilma precisam aprender que Palocci perdeu o emprego de novo porque milhões de brasileiros que pensam não engolem bandalheiras escancaradas. É hora de ensinar-lhes que, se a crise provocada pelo delinquente de estimação será abrandada pela remoção do tumor instalado no coração do poder, o caso Palocci ainda está em seu começo. O país merece saber a verdade. O consultor de araque tem de identificar os clientes aos quais serviu, revelar as tarefas que executou e confessar quanto embolsou.
Pouco importa o parecer esperto do procurador-geral. A oposição deve insistir na convocação do agora ex-ministro. A polícia e a Justiça devem cumprir seu dever. Em 2009, graças ao STF, o estuprador de sigilo que já enriquecia traficando influência livrou-se do castigo. O Brasil não pode perder a segunda chance de punir um reincidente irrecuperável.

Sebastião Nery - Os coelhinhos de Palocci

 
 
Deu na Tribuna da Internet (aqui)
quarta-feira, 08 de junho de 2011 | 03:38

Os coelhinhos de Palocci

Sebastião Nery
Velhas historias costumam tornar-se novíssimas diante de situações igualmente ridículas. Nos primeiros dias de abril de 1964, o Comando Revolucionário mandou a São Paulo, em um fim de semana, os coronéis Martinelli e Igrejas,líderes da chamada“Linha Dura”para exigirem do governador Ademar de Barros a reforma total do secretariado.  Ademar, ainda mais matreiro do que gordo, imaginou sair de banda:
- Quer dizer que é para trocar alguns auxiliares, não é, coronéis?
- Alguns não, governador, todos.
- Mas todos, como? Eles são revolucionários da primeira hora. De quem é mesmo a recomendação?
- É do Alto Comando, governador, E não é recomendação,é ordem.
ADEMAR 
Ademar mudou de tom:
- Quantos os senhores ganham, coronéis? A vida está cara, muito difícil, o Jango inflacionou tudo, os militares estão sacrificados, não é?
- Isto é problema nosso, governador. O assunto é outro.
Ademar puxou uma gaveta, tirou dois envelopes cheinhos de notas de mil cruzeiros e sorriu:
- Posso dar-lhes um presente, coronéis?
 Martinelli, vermelho, apoplético, levantou-se aos gritos, indignado, querendo dar um murro no governador. Igrejas segurou-o e caiu numa gargalhada nervosa. Ademar passou a mão na barriga:
- Perdão, senhores, há um equívoco. Não estou querendo comprar ninguém. Será que não se pode mais nem dar um coelhinho de Páscoa?
Era domingo de Páscoa. 
MENSALÃO
A corrupção é como na bela e sabia canção “Cotidiano”, de Chico Buarque. Tudo sempre igual: 
“Todo dia ela faz tudo sempre igual // me sacode às seis horas da manhã // me sorri um sorriso pontual  //  e me beija com a boca de hortelã”.
Imaginavamos todos que, depois do escândalo tisunamico de corrupção do Mensalão, com um assalto de R$ 52 milhões em dinheiro publico roubado e rateado “por uma organização criminosa” cujo “chefe da quadrilha”, segundo o Procurador Geral da Republica, era o poderoso ministro chefe de Casa Civil José Dirceu, para  adubar os cofres do partido e sustentar o governo Lula no Congresso, o PT e seus aliados haviam aprendido a lição e não repetiriam a dose no governo Dilma. Doce engano.
DIRCEU                                 
Nem cinco meses completara o governo Dilma e o mais ainda poderoso ministro chefe da Casa Civil, ex-deputado Antonio Palocci, o homem da “Casa dos Amores” de Brasília, foi apanhado em flagrante faturando no escuro R$ 10 milhões em dois meses, entre a vitória e a posse.
Alem de apressado, incontinentemente guloso. Segundo a denúncia do então Procurador Geral Antonio Fernando de Souza, aceita pelo ministro-relator do Supremo Tribunal Joaquim Barbosa, a “quadrilha” do Mensalão (José Dirceu, José Genoino, Delubio Soares, Marcos Valério, João Paulo Cunha e outros) dividia a grana. Não ficou para um só.
Palocci, não. Até agora a Coaf do Banco Central e a Policia Federal divulgaram que os R$ 20 milhões de coelhinhos são todos de Palocci, fora o que ainda há para apurar. Mas o Procurador do Distrito Federal ainda quer saber tudo o que por enquanto está escondido nos turvos cofres da “Projeto”.
MAFIA
O governo, o PT, o PMDB e toda a malta de aliados fizeram uma cortina de ferro para tentar impedir que a opinião publica saiba o estrago do escândalo. No Congresso, por enquanto conseguiram evitar a convocação.
Mesmo assim, duas clareiras já estavam abertas: descobriu-se, e a imprensa publicou em detalhes, que a empreiteira WTorre, com negócios de mais de R$1,3 bilhão com Fundos de Pensão e a Petrobras, e a Amil de Seguros de Saúde são clientes da empresa de lobby e trafico de influencia de Palocci, que continua negando-se a qualquer esclarecimento, sob o pretexto de que que seus contratos têm “clausula de confidencialidade”.
A Máfia também tem. O nome, lá, é “Omertà”. A excelente “Carta Capital”, insuspeita porque é a revista mais ideologicamente ligada ao PT, já trouxe uma capa brilhante: Palocci, com todo seu cinismo, pergunta : – “Quem, Eu”? – “Sim, ele mesmo, pego em flagrante”.       
ERENICE
E a Dilma, coitada, precisando desesperadamente de paz para cuidar de sua saúde, era obrigada a engolir tudo calada. Ela disse que faria “um governo das mulheres”. Mas, no primeiro rombo, jogou a Erenice Guerra barranco abaixo. Por que Erenice não podia ser corrupta e Palocci podia?  Não fazia sentido.

Un brasileño se declara propietario de 12 millones de hectáreas en la selva amazónica - El País, es - link (aqui)

 

Falb Saraiva de Farias, de 78 años, y considerado uno de los mayores latifundistas del mundo, afirma tener en su poder los títulos de propiedad

JUAN ARIAS | Río de Janeiro 07/06/2011 

En Brasil, el Gobierno de Dilma Rousseff está pendiente del voto del Senado sobre el nuevo Código Forestal, que admite la amnistía para los que han destruido la selva amazónica hasta 2008, tras la derrota sufrida en el Parlamento. Si el Senado corroborara el voto de la Cámara baja, la presidenta Rousseff podría vetar dicha amnistía.
Mientras tanto, es emblemática del laberinto de irregularidades perpetradas durante años en el gran patrimonio de la selva amazónica, que aloja la mayor biodiversidad del planeta, la historia de novela de Falb Saraiva de Farias, de 78 años, sin más estudios que la escuela primaria, que se confiesa propietario de nada menos que de 12 millones de hectáreas de tierras amazónicas.
Asegura que tiene un baúl de documentos que certifican que es dueño de esas tierras desde el año 1800. Este hombre, considerado uno de los mayores latifundistas del mundo, con un agudo sentido común y una no despreciable habilidad para los negocios de la tierra, ya ha sido encarcelado varias veces, aunque nunca ha permanecido en prisión más de ocho meses, acusado de falsificación de documentos, de ocupación ilegal de tierras y de mil delitos más. Hubo hasta una Comisión de Investigación del Parlamento (CPI) sobre el tema de las tierras ilegales en la Amazonia que le llevó derecho a la cárcel. "Fue una payasada lo que hicieron conmigo", afirma angelicalmente, y añade: "No me dejaron ni hablar con los periodistas. Muchos aún piensan que sigo en la cárcel". No lo está. Ha sido absuelto varias veces, hasta por el Tribunal Superior de Justicia, del supuesto delito de falsificación de documentos.
Uno de sus mayores entretenimientos hoy es manosear y acariciar las decenas de carpetas con cientos de documentos, que esconde en su casa, con los supuestos títulos de propiedad de los 12 millones de hectáreas que asegura que son suyas.
En una entrevista para este diario, hace años, un etnólogo ya fallecido, que creó una de las mayores reservas en el corazón de la Amazonia -donde se pueden recorrer hectáreas de selva intacta, como hace cien años- explicaba el marasmo jurídico de las propiedades de la selva amazónica donde particulares, con mil subterfugios y complicidades de abogados y notarios, se fueron haciendo propietarios de tierras que pertenecían al Estado. Uno de los trucos era, por ejemplo, envejecer pergaminos para falsificar antiguos documentos de propiedad.
Lo que resulta increíble es que un personaje como este, hoy uno de los mayores propietarios de tierras del mundo, haya podido conseguir juntar tanta tierra sin tener apenas preparación académica. Comenzó a trabajar a los 11 años, con un barquito con el que compraba y revendía productos de los ríos de la Amazonia. Un día su barco se quemó en el río Iaco. "Era todo lo que tenía. Me quedé en la orilla viendo cómo ardía mi barco. Pasé dos años de hambre y trabajé como recadero", cuenta el empresario.
Todo cambió cuando se casó con la viuda María Luisa Hidalgo Lima Barrios, heredera de tierras. Juntos crearon un imperio. No fue indiferente a su epopeya el haber ingresado en la secta evangélica Iglesia Universal, mientras estaba detenido por la policía federal. El empresario fue ayudado por varios pastores evangélicos y redactó el documento Planificación de la futura vida familiar y económica con la bendición de Dios.
En 16 páginas, con la bendición de la Iglesia Universal, planificaba construir una casa de 3.600 metros cuadrados con piscinas y campos de deportes, adquirir dos lanchas de lujo, un avión bimotor y cinco coches nuevos de importación. Sus proyectos con la Iglesia Universal suponen también la creación de la Mega Preser, SA para la preservación ambiental, y de la Mega Solidario, SA para la asistencia social.
Preguntado por el periodista Altino Machado sobre lo que piensa del nuevo y polémico Código Forestal responde sin titubeos: "Me encanta. Con él, el productor tendrá ahora el derecho de destruir una parte mayor de la selva". ¿Y si la presidenta Rousseff vetara la amnistía aprobada por el Congreso de los destructores de la Amazonia? "Ah, en ese caso", dice, "no volvería a ser elegida ni como concejal".

Dimite el hombre fuerte del Gobierno de Rousseff por un escándalo de corrupción - El País, es - link (aqui)

 

Antonio Palocci era el garante del proyecto económico neoliberal de Lula.- Su salida crea un terremoto político

JUAN ARIAS - Río de Janeiro - 08/06/2011

Palocci y Dilma

Antonio Palocci, junto a la presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, en un acto el pasado 6 de junio.- REUTERS

El ministro brasileño de la Presidencia, Antonio Palocci, considerado como el hombre fuerte del Gobierno de la presidenta, Dilma Rousseff, acaba de renunciar a su cargo, acorralado por un escándalo de corrupción surgido tras conocerse que su patrimonio aumentó 20 veces en los últimos cuatro años, revelado hace unas semanas por el diario Folha de Sâo Paulo. En una carta dirigida a Rousseff, Palocci, que era considerado una especie de primer ministro en Brasil, afirma que a pesar de que el mismo fiscal general de la República "acababa de confirmar la legalidad y la rectitud de sus actividades profesionales", ha preferido que la polémica sobre su persona "no perjudique las atribuciones del Gobierno".

Esta ha sido la fórmula escogida por él y Rousseff para salir del Gabinete, donde su presencia se había hecho ya difícil. Para sustituir a Palocci en su importante ministerio ha sido elegida la senadora Gleisi Hoffman, del Partido de los Trabajadores (PT). Según los analistas políticos, la salida de Palocci se había hecho inevitable a pesar de que su marcha abre la primera crisis política importante de la sucesora de Luiz Inácio Lula da Silva desde que llegó al poder en enero.
Por segunda vez en su larga historia política, el médico Antonio Palocci, del Partido de los Trabajadores, se ha visto forzado a presentar su renuncia como ministro. Su renuncia anterior tuvo lugar en 2006, durante el mandato de Lula, que lo había puesto al frente del Ministerio de Economía. Palocci aseguró su proyecto neoliberal y ofreció garantías al mundo de la empresa y de las finanzas. También entonces, Palocci se vio forzado a dejar el Gobierno acusado de otro escándalo de corrupción, del que más tarde fue absuelto por el Supremo por falta de pruebas.
Antecedentes
Fue entonces cuando el expresidente Lula pidió a su sucesora, Dilma Rousseff, que lo nombrara ministro de la Presidencia. Lula quiso de esta forma asegurar también al mundo económico que la exguerrillera Rousseff, considerada más estatalista que Lula y más a la izquierda, mantendría en el ámbito económico el proyecto lulista de combinar neoliberalismo con fuertes dosis de políticas sociales hacia los más pobres.
Palocci, que había ayudado a Lula en la elección de Rousseff asegurándole también la ayuda financiera de las grandes empresas, se convirtió enseguida en el hombre fuerte de la política de la nueva presidenta, considerada más gestora que política. Él fue el encargado de tejer las difíciles relaciones del Gobierno central con los partidos aliados que lo apoyan, dividiendo entre ellos los ministerios y cargos más importantes del Estado.
El ya exministro comenzó a caer en desgracia hace unas semanas cuando el diario Folha de Sâo Paulo reveló que el poderoso ministro había visto crecer su patrimonio 20 veces ganando ocho millones de euros a través de una empresa dedicada a aconsejar a otras empresas. Palocci explicó que se había tratado de una actividad lícita, pero se negó a dar los nombres de las empresas a las que había asesorado y que lo habían enriquecido en pocos meses, justamente cuando ya se sabia que iba a ocupar un puesto importante en el Gobierno.
La oposición sospechó que se había tratado de tráfico de influencia. La presidenta pidió a Palocci que diera sus explicaciones a la opinión pública, como lo hizo a través de una entrevista en el noticiario de la noche de la red Globo, el de mayor audiencia del país. Sin embargo, el ministro siguió negándose a dar los nombres de las empresas por él asesoradas y su posición se fue haciendo cada hora más difícil, ya que acabó perdiendo hasta el apoyo de muchos de sus correligionarios de partido, sobre todo del ala más de izquierdas. La oposición, por su parte recogía ya firmas para abrir una comisión de investigación parlamentaria sobre el caso. De ahí que a pesar de que Lula aconsejó a Rousseff hasta el último momento mantener a Palocci en el Gobierno, ésta se ha visto obligada a prescindir de él para no desestabilizar su Gobierno.

¿Quién es Gleisi Hoffmann?

Hay quien asegura que la senadora Gleisi Hoffmann, esposa del ministro de Comunicaciones, Paulo Bernardo, era la primera escogida por la presidenta Dilma Rousseff cuando fue elegida en octubre del 2010. Su antecesor y padrino, Lula da Silva, le pidió en aquel momento que nombrara para un cargo de tanta importancia, que ella misma había ocupado, al exministro de Economía de su gobierno, Antonio Palocci, para dar seguridad al mundo de la empresa que ella seguiría su proyecto neoliberal.
Curiosamente, la nueva ministra de la Casa Civil, nacida en Curitiba, en el Estado de Paraná en 1965, es la antítesis de Palocci, uno de los políticos con mayor experiencia de este país, ya que hasta el momento, la senadora Hoffmann, ha tenido muy poca experiencia política. Está en su primer mandato como senadora. Se afilió el Partido de los Trabajadores (PT) en 1989. Disputó su primer cargo electivo en 2006 como senadora, pero no consiguió ser elegida. En 2008 se presentó como candidata para la alcaldía de su ciudad natal de Curitiba pero tampoco fue elegida al obtener sólo el 18,7% de los votos.
Perseverante, volvió a presentarse como candidata al Senado en las últimas elecciones del 2010 y fue elegida, habiendo sido esta vez la más votada. Hoffmann es madre de dos hijos. Su primer matrimonio fue con el periodista Neilor Toscan. Sus relaciones con el expresidente Lula datan del 2002, cuando fue elegido. Participó entonces en su equipo de transición del gobierno.
El presidente del partido oposicionista socialdemócrata, PSDB, Sergio Guerra, ha hecho votos para que la nueva inquilina del importante ministerio de la Casa Civil, "pueda revelar sus cualidades en el nuevo cargo" ya que, según él "es notorio que es una política por ahora sin experiencia", aunque ha querido destacar "su buena actuación en los primeros meses como joven senadora".
J.A.


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Repercutindo a queda de Palocci

A inoportuna manifestação

 
 
Deu na Tribuna da Internet (aqui)
 
quarta-feira, 08 de junho de 2011 | 05:10

Se o procurador-geral da República tivesse esperado para entregar hoje o parecer sobre Palocci, não teria manchado a biografia e estaria confirmado na função.

Carlos Newton
Com seis meses de antecedência, já está escolhido o “Homem de Visão de 2011”, para não dizer o contrário. É o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Como dizem os americanos, seu “timing” (senso de oportunidade) foi desastroso. Palocci já estava rolando ladeira abaixo, a oposição havia praticamente conseguido número para convocar a Comissão de Parlamentar de Inquérito (com apoio da base governista) e a própria bancada do PT no Senado se recusara a divulgar uma nota de apoio a Palocci.
Mesmo assim, com essas claras indicações de que tudo era apenas uma questão de tempo, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidiu arquivar todas as representações que pediam abertura de inquérito contra Palocci, relacionadas ao fato de seu patrimônio ter aumentado pelo menos 20 vezes de 2006 para 2010, entre outras estripulias várias.
E como trabalhou o ilustre e decidado jurista. Foram 37 páginas de um parecer árduo e dificultoso, todo um calhamaço para dizer apenas que “entendeu” não existirem indícios concretos da prática de crime nem justa causa para investigar o caso.
Tirando um ás de ouros da manga, Gurgel afirmou que a legislação penal “não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada”. Claro que não é crime, doutor, mas significa precisamente a evidência da ocorrência de crime. E como é então que se comprova enriquecimento ilícito, seja aqui, nos Estados Unidos, na Suécia ou na Bessarábia?
Por fim, alegou que os partidos de oposição, ao propor as representações, não apresentaram documentos que demonstrassem a prática de crime, quando era justamente isso que eles estavam pedindo, ou seja, que a Procuradoria abrisse o inquérito para exigir que Palocci exibisse os nomes dos clientes e o respectivo faturamento, ou seja, as provas do crime.
E pensar que Dr. Gurgel teve de escrever 37 longas páginas apenas para tentar dizer que as aparências enganam, quando qualquer criança sabe que isso é uma exceção, quase invariavelmente as aparências simplesmente permitem que se visualize o que existe, não enganam nada.
O mais triste, o mais constrangedor é saber que Gurgel se desdobrou nessa peça literária de ficção judicial, apenas porque seu mandato termina no dia 22 de julho, ele quer continuar no cargo e sua recondução depende exclusivamente da caneta do presidente Lula, perdão, da presidenta Dilma Rousseff, a gente acaba se confundindo.
Gurgel saiu vitorioso nas eleições internas do Ministério Público Federal. Em segundo lugar, ficou Rodrigo Janot e em terceiro, Ella Wiecko. Essa lista tríplice já está com a Secretaria-Geral da Presidência, comandada pelo ministro Gilberto de Carvalho, para decisão final. Nas últimas nomeações, o então presidente Lula sempre escolheu o procurador mais votado. Gurgel espera que continue sendo assim, e por isso fez questão de demonstrar seu “espírito público”, não é mesmo?
No afã de agradar ao governo Lula Rousseff, o procurador-geral não demonstrou o menor senso de oportunidade. Tinha prazo até quarta-feira para redigir o parecer. Mas adiantou-se, sofregamente, e apresentou logo na segunda-feira. Na terça, Palocci se demitia (ou era obrigado a se demitir, daqui a pouco a gente fica sabendo).
Detalhe: em Brasília, circula a informação de que a presidente Dilma queria que houvesse a investigação, enquanto Lula não queria.  Assim, se esperasse até quarta-feira para entregar a decisão, Gurgel poderia estar tranquilamente apresentando hoje um parecer de apenas duas laudas, e se saindo muitíssimo bem do episódio, pois sua decisão não mudaria nada.
Por isso, vamos chamar o Chacrinha para entregar a Roberto Gurgel o prêmio do “Homem de Visão 2011”? Com certeza o Velho Guerreiro vai dar uma buzinada nele.

Palocci tentou se segurar no cargo, Dilma não deixou - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)


Lula Marques/Folha
Na encenação montada pelo Planalto, Antonio Palocci deixou a Casa Civil a pedido. Em verdade, não se demitiu. Foi afastado.
Brindado com o arquivamento das acusações que corriam contra ele na Procuradoria-Geral da República, Palocci imaginou que recobrara o fôlego.
Ainda na noite de segunda (6), já com o despacho do procurador-geral Roberto Gurgel nas mãos, Palocci esboçou o passo seguinte.
Dispôs-se a comparecer ao Legislativo para responder a questionamentos dos congressistas. Julgando-se renascido, impôs uma condição.
Disse a um par de petistas –o presidente da Câmara, Marco Maia; e o líder do governo, Cândido Vaccarezza— que iria como convidado, não convocado.
Dilma fazia movimento inverso. Sondava o presidente do PT, Rui Falcão, sobre a reação do partido a uma eventual troca de Palocci. Tocava o telefone para Lula.
Na manhã desta terça (7), em despacho matinal com Dilma, Palocci se deu conta de que a decisão de Gurgel não lhe restituíra o chão.
Dilma informou ao auxiliar que decidira alterar o perfil da Casa Civil –menos política e mais administrativa— e refinar a articulação do governo com o Congresso.
A presidente deixou claro a Palocci que nomearia outra pessoa para o lugar dele. Estava próxima do fim uma agonia iniciada havia 23 dias.
Para Dilma, a decisão do procurador-geral dera conforto jurídico a Palocci. Mas não devolvera a ele a vitalidade política.
Mantendo-o, a presidente fragilizaria si própria e ofereceria à oposição e aos governistas claudicantes matéria-prima para continuar fustigando sua gestão.
Durante o dia, já com a corda ao redor do pescoço, Palocci simulou normalidade. Pela manhã, participou da cerimônia de lançamento da Conferência Brasil+20.
Ao lado de Dilma, Palocci chegou a exibir sorrisos que contrastavam com a atmosfera acerba que o engolfava (repare nas imagens lá do alto).
Na hora do almoço, Palocci foi à mesa do Alvorada, franqueada por Dilma à bancada de senadores do PTB.
A certa altura, o já quase-ex-chefe-da-Casa-Civil soou como se misturasse fantasia e realidade. Dispôs-se a auxiliar na tramitação do projeto de Código Florestal.
De volta do almoço, Dilma disparou alguns telefonemas. Conversou, por exemplo, com os presidentes da Câmara, Marco Maia, e do Senado, José Sarney.
No meio da tarde, após dar ciência a aliados seletos acerca do que se passava, Dilma chamou ao gabinete presidencial Gleisi Hoffman (PT-PR).
Formalizou o convite, prontamente aceito, para que a senadora petista assumisse a cadeira de Palocci.
Só então Dilma informou ao vice-presidente Michel Temer o que se passava.
No início da noite, em nova reunião com Palocci, Dilma concluiu o ensaio do teatro. Seria divulgada, primeiro, a carta de “demissão” de Palocci.
Depois, viria a público a nota da presidente, lamentando a perda de “tão importante colaborador”.
Esse segundo encontro teve pelo menos duas testemunhas: os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) e Helena Chagas (Comunicação Social).
Livre de Palocci, Dilma cuidará agora do desafio de remodelar a articulação política de seu governo.
Quanto a Palocci, retorna ao front como soldado raso. Seus horizontes políticos são curtos. Esboroou-se o projeto de candidatar-se ao governo de São Paulo.
Pode, no máximo, tentar um retorno à Câmara nas eleições de 2014. No mais, ganhou tempo livre para usufruir de seu patrimônio milionário.

Susbstituído Palocci, PMDB e PT disputam ‘influência’ - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)


07/06/2011

Lula Marques/Folha
Depois de trocar Antonio Palocci por Gleisi Hoffmann, Dilma Rousseff vê-se às voltas com uma nova demanda: a remodelagem da coordenação política do governo.
Nos subterrâneos, PMDB e PT medem forças. O partido do vice-presidente Michel Temer reivindica maior influência nas decisões de governo.
A legenda de Dilma tenta evitar que o segundo sócio do condomínio governista apite além do razoável.
Nesta terça (7), enquanto organizava a dança de cadeiras na Casa Civil, Dilma abriu uma janela na agenda para compromisso firmado na semana passada.
Recebeu para o almoço a bancada de senadores do governista PTB. O repasto teve algo de peculiar e demarcou a nova realidade em que Dilma se vê envolvida.
A peculiaridade foi a presença de Fernando Collor, duas décadas depois do impeachment, num palácio que ele rejeitava.
Presidente, Collor preferia morar na Casa da Dinda, uma propriedade familiar adornada com jardins e cascatas custeados com verbas sujas de PC Farias.
Senador, viu-se compelido a atender ao convite de Dilma. Na saída de um Alvorada que desancava, Collor monopolizou a atenção das máquinas fotográficas.
Chamado pelos repórteres, mostrou-se hostil. Cobriu deliberadamente o rosto (repare nas imagens lá do alto).
E quanto à nova realidade? Bem, o almoço mostrou que Dilma falava sério quando informou que passaria a dar mais atenção aos políticos.
Já havia trançado talheres com os senadores do PT e do PMDB. Dedica-se agora aos partidos da periferia do consórcio que dá suporte congressual ao governo.
A própria Dilma sinaliza, porém, que sua súbita disposição para os rapapés políticos é coisa emergencial, ditada pela crise.
Nos diálogos que manteve ao longo do dia, Dilma esboçou a intenção de aproveitar a saída de Palocci para azeitar a coordenação política da Presidência.
Em entrevista, Gleisi Hoffmann, a substituta de Palocci, contou ter recebido de Dilma a “encomenda” de direcionar a Casa Civil para tarefas administrativas.
A líderes do PT e do PMDB, a presidente informou que, nos próximos dias, cuidará de reaparelhar a Secretaria de Assuntos Institucionais.
Os interlocutores de Dilma entenderam as palavras dela de maneira diversa. Uma parte depreendeu que vai ao olho da rua o ministro Luiz Sérgio.
Outros intuíram que Dilma apenas dará mais poderes ao ministro, cuja atuação como coordenador político foi asfixiada por Palocci.
Informado no meio da tarde sobre a saída de Palocci e a entrada de Gleisi, o vice Michel Temer dirigiu uma convocação à tropa.
A nata do PMDB reuniu-se na noite desta terça no Palácio do Jaburu, residência oficial de Temer. Afinaram o timbre do apito.
O PMDB deseja apitar mais alto. Não pede a saída de Luiz Sérgio. Reivindica clareza no modelo e maior influência deseja na definição dos métodos.
Já na semana passada, quando ainda havia dúvidas sobre a permanência de Palocci, o deputado Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB, constatava:
“O cargo do Luiz Sérgio dá a ele a coordenação política, mas o Palocci absorveu tudo, tomou conta também dessa área”.
Sempre que tinha assuntos relevantes a tratar, disse Henrique ao repórter, o PMDB batia à porta de Palocci.
“O Luiz Sérgio apenas o acompanhava nas reuniões, às vezes nem isso. O Palocci acumulou a política, o acompanhamento do governo e a assessoria à presidente...”
“...Você ligava para o Palocci ao meio-dia, às cinco da tarde, qualquer hora e ele estava com a presidente. Isso náo podia dar certo”.
Henrique dava a Palocci o apoio que o petismo sonegava. Mas, ao mesmo tempo, celebrava a perspectiva de mudança de atribuições.
“Há males que vêm para o bem”, dizia, referindo-se à descoordenação exposta pela crise. “Quem sabe agora as funções sejam mais bem definidas”.
O encontro na casa de Temer revelou a pretensão do PMDB de que o vice passe a ser mais ouvido por Dilma.
De resto, o partido preocupa-se com acertos que fizera com Palocci. Seja quem for o novo coordenador –Luiz Sérgio ou outro— quer ver respeitados os acertos.
Envolve cargos pendentes de nomeação e emendas orçamentárias por liberar. No total, as emendas somam R$ 750 milhões.
São demandas de todos os partidos, não apenas do PMDB. Dilma já havia autorizado a liberação de R$ 500 milhões. E Palocci acenara com R$ 250 milhões para julho.
Quanto ao PT, um pedaço da legenda prega a saída de Luiz Sérgio. Outro naco deseja mantê-lo. As duas alas reivindicam a manutenção do posto em mãos petistas.

Escrito por Josias de Souza às 23h54

Charge do dia




Charge do dia 08/06/2011


Miguel - Jornal do Commercio - Recife, PE