terça-feira, 21 de junho de 2011

AUTUMN LEAVES (Nat King Cole)

 
 

Era uma vez...

 
 
Deu na Tribuna da Internet (aqui)
 
terça-feira, 21 de junho de 2011 | 15:57

Dize-me com quem andas, Sergio Cabral, e todos saberão que tipo de governante você se tornou.

Carlos Newton
Por muito menos, pediram o impeachment de Fernando Collor. Não há comparação entre as trajetórias do então presidente e a do atual governador do Rio de Janeiro. Os “empresários” Marcelo Mattoso de Almeida, que morreu pilotando o helicóptero na Bahia, Fernando Cavendish, Sergio Luiz Côrtes da Silveira e Arthur Cesar Soares de Menezes Filho – são estes os principais parceiros de Sergio Cabral Filho, um jovem suburbano que abraçou a política e daí passou a flertar com a elite e frequentar o eixo Leblon-Angra dos Reis-Miami-Paris.
Parceiro 1 – Marcelo Mattoso de Almeida era um ex-doleiro, que se autoexilou em Miami, fugido de uma operação da Polícia Federal, onde abriu uma revendedora de carros de luxo (por coincidência, o nome da agência era First Class, o mesmo do empreendimento na Bahia). Voltando ao Rio de Janeiro, passou a frequentar a casa do governador, tornando-se assíduo no Palácio Laranjeiras. Por coincidência, na semana passada voltou de Paris fazendo escala em Miami.
Parceiro 2 – Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, era um empreiteiro de terceiro time e rapidamente se tornou um dos mais ricos do país, depois que se aproximou do governador Sergio Cabral Filho, ganhando as mais importantes licitações do Estado do Rio de Janeiro, inclusive a reforma do Maracanã e a construção das novas lâminas do Tribunal de Justiça.
Parceiro 3 – Arthur Cesar Soares de Menezes, o “Rei Arthur”, assim chamado porque é o grande artífice e planejador das terceirizações e licitações no governo Sergio Cabral. Em 2008, recebeu 23,5% (R$ 357,2 milhões) de tudo o que o governo estadual pagou. Na verdade, o reinado de Arthur César, do grupo Facility, se iniciou na gestão de Anthony Garotinho e desde então jamais foi destronado. Mas nem Garotinho ousou pagar tanto, em 2003, por exemplo, Arthur César só levou R$ 58,5 milhões.
Parceiro 4 – Sergio Luiz Cortes da Silveira é o homem de Cabral na área da saúde. O governador tentou emplacá-lo como ministro do governo Dilma Rousseff, que declinou quando viu a lista dos processos que o secretário responde por improbidade administrativa. A corrupção de Côrtes virou manchete dos jornais e ele jamais explicou como comprou o luxuoso apartamento de cobertura na Lagoa, que seu salário de Secretário de Saúde não poderia pagar. A atuação de Cortes rendeu ao governador uma interpelação judicial no STJ (IJ nº 2008/0264179-0), promovida pelo Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro e pela Federação Nacional dos Médicos.
Além dos quatro parceiros, o governador tem forte apoio da própria mulher, Adriana Ancelmo Cabral, que se tornou o maior fenômeno da advocacia nacional. Saiu da função de advogada assistente na Alerj (2001 e 2003) para catapultar sua carreira e fundar, em 2004, o Escritório Coelho, Ancelmo & Dourado Advogados Associados, sociedade que mantém o maior número de causas milionárias em que o Estado do Rio de Janeiro, suas autarquias e fundações funcionam como parte ou contraparte.
***
O ENRIQUECIMENTO DE CABRAL
Sérgio Cabral Filho vem de uma família de classe média baixa, nasceu no Engenho Novo e foi criado no bairro de Cavalcanti, subúrbio do Rio. O pai, conhecido jornalista e crítico musical, se candidatou a vereador e foi eleito em 1982 e reeleito em 1988 e 1992. Cabral Filho se integrou à equipe do pai acabou nomeado diretor da TurisRio, no governo Moreira Franco.
Em 1990, pegou carona no nome do pai e foi eleito deputado estadual, tornando-se uma espécie de político-modelo. Recusou as mordomias da Alerj, não usava o carro oficial, dirigindo seu modesto Voyage. Defendia duas classes sociais: os jovens e os idosos, organizando os famosos bailes da Terceira Idade, primeiro no Clube Boqueirão do Passeio, depois no Canecão.  Fazia uma carreira impecável, trocou o PMDB pelo PSDB e tinha tudo para dar certo na política.
Até que se candidatou a prefeito do Rio, em 1992, e descobriu as famosas “sobras de campanha”. Foi quando começou a enriquecer. Reeleito deputado estadual em 1994, ligou-se a Jorge Picciani, que durante 6 anos foi primeiro-secretário da Alerj, no período em que Cabral presidiu a casa (1995-2007). Em 1994, foi novamente candidato a prefeito, amealhando “mais sobras de campanha”.
Em 1998, tinha declarado um patrimônio de R$ 827,8 mil, mas já dava demonstrações explícitas de enriquecimento ilícito. Ainda estava no PSDB, mas rompeu com o então governador Marcello Alencar, que o denunciou ao Ministério Público Estadual por improbidade administrativa (adquirir bens, no exercício do mandato, incompatíveis com o patrimônio ou a renda de agente público), pela compra de uma mansão no condomínio Portobello em Mangaratiba, e de também de um luxuoso apartamento no Leblon.
Mas essa investigação foi arquivada pelo subprocurador-geral de Justiça Elio Fischberg, em 1999, porque Cabral alegou que fazia “consultoria política” para a agência do publicitário Rogério Monteiro, que lhe pagaria R$ 9 mil por mês, quantia insuficiente para justificar os elevados gastos de Cabral, mas o subprocurador parece que não eram bom em aritmética.
Em 1999, Cabral volta para o PMDB, e ainda como presidente da Alerj, se aproxima do então governador do estado, Anthony Garotinho, que o ajuda a se eleger senador em 2002, e depois o apóia na campanha para governador em 2006, com mais “sobras de campanha”.
Como governador, estrategicamente Cabral logo rompeu com seu protetor Garotinho, mas manteve o “reinado” de Arthur César Soares de Menezes Filho. E se ligou aos outros três mosqueteiros: Marcelo Mattoso de Almeida, o ex-doleiro que morreu sexta-feira pilotando o helicóptero na Bahia, o empreiteiro Fernando Cavendish, e o secretário Sergio Luiz Côrtes da Silveira. Com isso, foi aumentando desmesuradamente a fortuna, que já não dependia dos serviços de “consultoria” à agência do amigo Rogério Monteiro.
Hoje, o deslumbramento e o exibicionismo novo rico da família Cabral chega a tal ponto que uma foto publicada por O Globo esta terça-feira diz tudo. O filho de Cabral, Marco Antonio, aparece usando um relógio Rolex Oyster Perpetual Daytona de Ouro Branco, que custa nas melhores lojas do país a bagatela de R$ 50 mil. Não é preciso dizer mais nada.

My Funny Valentine - Ann Hampton Callaway



Anne Hampton Calloway - How Deep is the Ocean?

 
 

Annie Ross with Gerry Mulligan - Let There Be Love



Annie Ross-Twisted (1952)



Um escândalo ressurge - Estadão online - link (aqui)



21 de junho de 2011 | 0h 00


- O Estado de S.Paulo
A Polícia Federal (PF) não pode se negar a reabrir o inquérito dos aloprados, agora que chegou à imprensa o desprevenido "desabafo" de um dos acusados de envolvimento com o escândalo. Segundo a revista Veja, o bancário Expedito Veloso, atual secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, sem saber que as suas palavras estavam sendo gravadas, disse a interlocutores petistas que o ex-senador e hoje ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, não só teve conhecimento, como participou do esquema da compra de documentos destinados a compor um dossiê que incriminaria o tucano José Serra, seu adversário na disputa pelo governo paulista em 2006.
O escândalo dos aloprados tem esse nome porque foi assim que o então presidente Lula se referiu aos petistas presos em um hotel de São Paulo, às vésperas do primeiro turno das eleições, com R$ 1,75 milhão que serviria para pagar as supostas evidências das ligações de Serra com o negociante Luiz Antonio Vedoin, denunciado em outro escândalo que atingiu membros do Congresso Nacional, o da máfia das ambulâncias. Lula não condenou o jogo sujo dos companheiros. Apenas criticou a estupidez com que agiram. Mercadante, como se sabe, perdeu o pleito estadual já no primeiro turno. Por sua vez, não fossem as imagens da dinheirama na televisão, o presidente Lula teria se reelegido (contra Geraldo Alckmin) já na mesma rodada inicial.
O que mais viria a chamar a atenção na história foi a aparente incapacidade da Polícia Federal de esclarecer o caso, de forma a sustentar a abertura de um processo consistente contra os autores e mentores da torpeza. Como lembra a Veja, "a PF colheu 51 depoimentos, realizou 28 diligências, ordenou 5 prisões temporárias, quebrou o sigilo bancário e telefônico dos envolvidos, mas não chegou a lugar algum". Mercadante foi indiciado, por ser objetivamente o beneficiário do esquema. Mas o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, não encontrou indícios de participação do candidato no episódio. Ao fim e ao cabo, o Supremo Tribunal Federal mandou arquivar o inquérito.
Procurado pela revista, Veloso não a desmentiu. Apenas demonstrou surpresa por alguém ter gravado o que chamou de "desabafo dirigido a colegas do partido". Os seus motivos, assim como as intenções de quem registrou e repassou o teor da conversa, são obscuros. De todo modo, as suas referências a Mercadante são inequívocas. A ideia da montagem de um dossiê anti-Serra, afirmou, contou com "o conhecimento e a autorização" do petista. Além disso, ele ficou "encarregado de arrecadar parte do dinheiro" para financiar a patifaria. Sempre segundo o inadvertido acusador, Mercadante recorreu ao caixa 2 da campanha - e, principalmente, ao então dirigente do PMDB paulista, Orestes Quércia, falecido no ano passado.
"Os dois fizeram essa parceria, inclusive financeira", declarou Veloso. "Em caso de vitória do PT, ele (Quércia) ficaria com um naco do governo." O que mais seria preciso para desengavetar a apuração do escândalo? "As investigações sobre os aloprados acabaram sendo arquivadas por falta de provas", argumenta o líder da bancada tucana na Câmara dos Deputados, Duarte Nogueira. "Se havia falta de provas, agora não há mais." Já no domingo, a oposição anunciou que ingressará com uma representação no Ministério Público Federal e oficiará à Polícia Federal. Pretende também que Mercadante seja convocado a depor numa das comissões da Câmara. Veloso, por seu turno, será convidado a falar.
Em nota, o ministro se disse vítima de "falsas insinuações", ao ter o seu nome envolvido "em uma suposta trama que teria a ocorrido há 5 anos". Não se trata de insinuações. Um petista como ele, exercendo uma função no governo do Distrito Federal, deu a companheiros uma versão do ocorrido que o incrimina diretamente. Ele pode ter dito a verdade ou mentido. Mas não renegou as palavras que se sentiu à vontade para pronunciar. De mais a mais, a aloprada tentativa do dossiê antitucano não foi uma suposição, mas um fato. O que tarda é a elucidação das responsabilidades do ministro na vexaminosa história.

DORIS DAY - "Quiet Nights of Quiet Stars" (Corcovado) (Antonio Carlos Jobim & Gene Lees) 1965




Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

DORIS DAY - LATIN FOR LOVERS

COLUMBIA - 1965

Quiet Nights of Quiet Stars (Corcovado) (Antonio Carlos Jobim & Gene Lees)

Arranged and Conducted by Mort Garson

Produced by Allen Stanton

Bar é fotografia - Jim Young

 


http://images1.obsessionart.com//images/products/JY_JYC028_XL.JPG


Jim Young

"Graceful Beauty"

Los magos del 'glamour' de Hollywood - El país, es - link (aqui)

 

Una exposición de la National Portrait Gallery, en Londres, recuerda la labor de los grandes fotógrafos del cine

NACHO MENESES - Madrid - 21/06/2011

James Dean con la mano extendida,puro hedonismo de luz sobre fondo negro; Marlon Brando contra una columna de hierro, musculoso, descarado e irresistible en camiseta blanca; Alfred Hitchcock de espaldas, genio del suspense, capaz de contener al poderoso león de Metro Goldwyn Mayersin tan siquiera moverse de la silla que luce su nombre. Mucho antes de la llegada de Internet, cuando la televisión daba sus primeros pasos y no existía aún la ignominiosa sombra de los paparazis sobre los famosos, la magia, el misterio y la fascinación de Hollywood viajaban por todo el mundo gracias al trabajo de un selecto grupo de fotógrafos. Una labor que, pese de su innegable importancia, resultó desconocida durante mucho tiempo. Exactamente hasta la llegada de John Kobal, periodista, actor, autor y, sobre todo, coleccionista de los retratos que dan vida a Glamour of the Gods: Hollywood portraits, la nueva exposición de la National Portrait Gallery londinense.

La muestra, que abarcará del 7 de julio al 23 de octubre de 2011, bebe de los fondos de la Fundación John Kobal para mostrar retratos icónicos, o nunca vistos antes, de estrellas como Joan Crawford, Elizabeth Taylor, Rock Hudson, Joan Collins, James Dean o Marilyn Monroe; pero también instantáneas de filmes legendarios cuyo drama ha sido congelado por el tiempo. Así, Charles Chaplin y Jackie Coogan aún permanecen, desamparados, en aquella solitaria esquina de El Chico; Marlene Dietrich luce su mirada altiva en Manpower o Vivien Leigh emociona eternamente en Lo que el viento se llevó, retratados por casi 40 fotógrafos como George Hurrell, Clarence Sinclair Bull, Laszlo Willinger o Bob Coburn. Un material que, para garantizar una mayor difusión, carecía de derechos de autor y daba lugar a pósters y tarjetas promocionales que debían incluir el argumento de la película o ser lo suficientemente dramáticas como para atraer el interés de la gente en una sola imagen. Retratos que dotaban a los actores de un aura de misticismo e inaccesibilidad que venía muy bien para los intereses de una industria que, entre 1920 y 1960, ejerció un absoluto control sobre la imagen de sus estrellas.
La historia de John Kobal (Linz, Austria, 1940-Londres, Inglaterra, 1991) con Hollywood empezó en la posguerra. La zona donde vivía estaba ocupada por tropas estadounidenses, y él solía ver todas las películas que proyectaban para los soldados. Quedó fascinado por todo lo que fuera americano, y "empezó a coleccionar revistas de cine, hasta el punto de que su padre se hartó y se las tiró todas", cuenta Simon Crocker, comisario de la exposición, por vía telefónica. John tenía 10 años. La familia emigró a Canadá y su devoción no había hecho más que empezar.
Breve carrera como actor
Tras una breve y poco exitosa carrera como actor en Inglaterra a principios de los sesenta, en la que siguió aumentando su colección de fotografías y recuerdos de Hollywood, llegó finalmente a la costa oeste de Estados Unidos como corresponsal de la BBC, "en una época de profunda transición en Hollywood. Los estudios estaban siendo vendidos a grandes multinacionales que tenían poco interés por la historia de la industria del cine", dice Crocker. "Se estaban deshaciendo de todo el material publicitario, y John se lo llevó completamente gratis. Para ellos, resultaba increíble que alguien se interesara por ello". MGM tuvo que vender todo: archivos, videoteca... La televisión se convirtió en un tremendo competidor que acabaría por superarles, y los grandes estudios habían dejado pasar la oportunidad de involucrarse en el caballo ganador. Acostumbrados a controlar todo el sistema, se vieron obligados a elegir entre distribución o exhibición, y el poder pasó de los estudios a las estrellas: "La televisión hizo que los actores tuvieran el poder, porque les necesitaban. De repente, se dieron cuenta de que ya no tenían la necesidad de firmar largos contratos con ningún estudio, sino que estaban en el mercado y podían elegir libremente", sostiene Crocker.
John Kobal escribió para la revista de The Sunday Times y otros periódicos que necesitaban fotografías como las que él poseía. Y aunque al principio su interés estaba en las estrellas, pronto "se interesó por los hombres detrás de esas imágenes, casi todos aún vivos y localizables. Fue John quien se dio cuenta de su importancia, en una época en la que a nadie le importaba un carajo quiénes eran", apunta el crítico John Russell Taylor. Para Crocker, "lo que [estos fotógrafos] hacían era reconocido por los departamentos de promoción. Su labor era crucial para Hollywood, que les respetaba y les pagaba muy bien". Pero no obtenían ningún tipo de reconocimiento público; algo que llegaría finalmente de la mano de Kobal, que publicó 30 libros y organizó más de 40 exposiciones por todo el mundo.
Amigo de Andy Warhol, con quien intercambió numerosas fotografías, Kobal formó la fundación que lleva su nombre en 1990, un año antes de morir en Londres por culpa del SIDA. A ella donó unos 18.000 negativos y 3.000 imágenes de las que había acumulado a lo largo de los años, y lo hizo con el objetivo de promover el trabajo de fotógrafos emergentes y apoyar el conocimiento y los avances técnicos en la fotografía y el retrato; algo que hicieron primero a través de un premio de retrato en colaboración con la National Portrait Gallery de Londres (de 1992 a 2002), y también a través de diferentes becas que otorga la fundación.



Alfred Hitchcock y el león de Metro Goldwyn Meyer

Alfred Hitchcock y el león de Metro Goldwyn Meyer

Clarence Sinclair Bull © John Kobal Foundation | 20-06-2011
El maestro del suspense aparece en esta fotografía con el león de MGM, cuando se encontraba promocionando la película 'Con la muerte en los talones'





James Dean

James Dean

Floyd McCarthy © John Kobal Foundation | 20-06-2011
El malogrado actor, posando en 'Rebelde sin causa' (1955)





Vivien Leigh

Vivien Leigh

Laszlo Willinger © John Kobal Foundation | 20-06-2011
La actriz, en una escena de la película 'Lo que el viento se llevó' (1939)





Marlon Brando

Marlon Brando

John Engstead © John Kobal Foundation | 20-06-2011
El actor, posando para la promoción de 'Un tranvía llamado deseo' (1950)




Louise Brooks

Louise Brooks

Eugene Robert Richee © John Kobal Foundation | 20-06-2011
Bailarina, modelo y actriz del cine mudo, Brooks protagonizó, entre otras, 'La caja de Pandora' y 'Diario de una chica perdida' (ambas de 1929)



Clark Gable y Joan Crawford

Clark Gable y Joan Crawford

George Hurrell © John Kobal Foundation | 20-06-2011
Los dos actores aparecen en esta fotografía de 1933 con motivo del filme 'Alma de bailarina'




Charles Chaplin y Jackie Coogan

Charles Chaplin y Jackie Coogan

Fotógrafo desconocido © John Kobal Foundation | 20-06-2011
El legendario cómico, dando vida a 'Charlot' en la película 'El chico' (1921)




Elizabeth Taylor

Elizabeth Taylor

Clarence Sinclair Bull © John Kobal Foundation | 20-06-2011
La inolvidable estrella de 'Gigante' (1951), 'Cleopatra' (1963) y '¿Quién teme a Virginia Woolf?' (1966) posa en esta imagen de 1948



Rock Hudson

Rock Hudson

Leo Fuchs | 20-06-2011
El actor apareció, junto a Doris Day y Tony Randall, en 'Pijama para dos' (1961)



Marlene Dietrich

Marlene Dietrich

Laszlo Willinger © John Kobal Foundation | 20-06-2011
Fotograma de la película 'Manpower', de 1941


Loretta Young

Loretta Young

A.L. 'Whitey' Schafer© John Kobal Foundation | 20-06-2011
La actriz, que aparece en esta fotografía hacia 1924, triunfó tanto en televisión, con 'El show de Loretta Young', ganadora de tres premios Emmy, como en cine, donde conquistó el Oscar a la mejor actriz protagonista en 1947 por 'Un destino de mujer'

E por falar em TCU...



Deu no blog do Augusto Nunes (aqui)

20/06/2011
às 19:57

O Tribunal de Contas da União não tem o direito de endossar o mais descarado assalto aos cofres públicos da história do Brasil

No dilmês, essa ramificação degenerada da língua portuguesa que a presidente inventou, a forma é sempre mais reveladora que o conteúdo. O que diz Dilma Rousseff é invariavelmente tão raso que pode ser atravessado por uma formiga com água pelas canelas. O jeito de dizer confirma a cada 10 palavras que o governo brasileiro é chefiado por uma mulher incapaz de produzir uma frase com começo, meio e fim ─ além de inteligível. Hipnotizados pela discurseira inverossímil, os jornalistas às vezes nem percebem que a oradora sem rumo está soltando uma informação que vale manchete.
O fenômeno se repetiu durante a visita a Ribeirão Preto. Nos primeiros minutos do vídeo que registra o palavrório de sexta-feira, Dilma jurou três vezes que a ladroagem sem limites, sem vigilância e protegida pelo sigilo foi abençoada pelo Tribunal de Contas da União. “Esse regime e a lei foram discutidos amplamente pelo governo e com o TCU”, começou a presidente. “Sugiro que as pessoas… os jornalistas que fizeram a matéria que investiguem junto ao TCU”, insistiu. “Não é possível chamar o governo de que está garantindo roubalheira ou qualquer coisa assim”, fingiu indignar-se em seguida. “Isso foi negociado com o TCU!”
A revelação gravíssima não mereceu sequer um canto de página de jornal. Tampouco houve espaço para a nota divulgada na mesma sexta-feira pelo presidente do tribunal, Benjamin Zymler, que transforma os ministros em cúmplices de um ato criminoso. “O Regime Diferenciado de Contratações pode aperfeiçoar o controle de recursos públicos e o andamento das licitações e contratações”, murmurou Zymler, tentando abrandar a confissão de culpa com uma ressalva: o TCU só apoiará oficialmente a malandragem bilionária depois de aprovada pelo Congresso. A Câmara dos Deputados já disse amém. Falta o Senado.
A secretaria de Comunicação do TCU fez um único reparo às declarações de Dilma: nas reuniões com parlamentares governistas encarregados de cuidar do assunto, o tribunal foi representado não pelo presidente, mas por técnicos da instituição. Pior ainda. Os nove ministros, todos nomeados pelo chefe do Poder Executivo, poderiam invocar a ignorância como atenuante. Técnicos no assunto têm o dever de saber que o RDC é só uma sigla para camuflar a vigarice longamente planejada. Não haveria motivos para pressa se os preparativos para a Copa do Mundo tivessem começado no mesmo instante em que o Brasil soube que seria o anfitrião do evento marcado para 2014. (Veja post de maio de 2010).
Uns por inépcia, outros por cretinice, quase todos por se tratarem de corruptos de carteirinha, os pais-da-pátria incumbidos de tocar os trabalhos deixaram as coisas nas mãos de Deus ─ que, além de brasileiro, conversa com Lula todo dia. Passados três anos e meio, os arquitetos do conto da Copa tiraram do armário o instrumento que permite roubar sem sobressaltos. Até um bebê de colo sabe que está em curso o maior assalto aos cofres públicos desde 1500. Os ministros do TCU estão obrigados a impedi-lo. Embora nomeados pelo Planalto, todos têm como patrão a sociedade. Devem obediência aos brasileiros que pagam as contas. Todas, inclusive os salários do Tribunal de Contas.

Dilma sairá de fininho do debate sobre ‘sigilo eterno’ - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)


Elza Fiúza/ABr


Depois de protagonizar um constrangedor vaivém, Dilma Rousseff decidiu tomar distância do projeto que regula a divulgação de documentos históricos.
Em notícia veiculada na Folha, as repórteres Fernanda Odilla e Natuza Nery informam que a presidente mudou novamente de posição na última sexta (24).
Dilma se reposicionou após reunir-se com cinco ministros: Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Ideli Salvatti (Relações Institucionais)…
…Maria do Rosário (Direitos Humanos), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Nelson Jobim (Defesa).
Informa-se agora que a presidente aceitará a decisão que for tomada no Senado, onde corre o projeto.
Na fase de elaboração da proposta, ainda no governo Lula, Dilma manifestara-se a favor da exposição pública dos papéis, mesmo os ultrassecretos.
A opinião da então chefe da Casa Civil não vingou. E o texto foi à Câmara, em 2009, com artigo que facultava ao governo manter o papelório sob sigilo eterno.
Propôs-se que a análise sobre a conveniência de divulgar os documentos ultrassecretos fosse feita 25 anos depois da redação dos textos.
A critério de uma comissão de notáveis, o prazo de segredo poderia ser renovado indefinidamente. Daí a expressão “sigilo eterno”.
Ao votar a proposta, os deputados promoveram uma alteração. Limitaram o prazo de sigilo dos documentos ultrassecretos a, no máximo, 50 anos.
Enviado ao Senado, o projeto foi às mãos de Fernando Collor (PTB-AL), que irá preparar o relatório a ser votado pelos colegas.
Collor ponderou a Dilma que a exposição dos documentos ultrassecretos não convém ao Estado.
Foi ecoado por José Sarney (PMDB-AP), que passou a alardear que o Itamaraty guarda textos cuja exposição abriria “feridas” com vizinhos como Paraguai e Bolívia.
Dilma cedeu à argumentação da dupla Collor-Sarney. E passou a defender que o Senado restituísse a redação da proposta original, alterada na Câmara.
Ao abraçar a fórmula que rejeitara como ministra, Dilma afastou-se de sua biografia e da bancada de senadores do PT, favoráveis ao fim do sigilo.
Conforme noticiado aqui, formou-se no Senado uma maioria favorável à exposição dos papéis. Ao farejar a perspectiva de derrota, Dilma preferiu escalar o muro.
Declara agora, em privado, que vai sancionar o texto com a redação que prevalecer no plenário do Senado.
O reposicionamento de Dilma deixa mal Ideli Salvatti. Em sua primeira semana de trabalho, a nova coordenadora política do Planalto visitara Sarney.
Ao sair do encontro, Ideli dissera que Dilma não abria mão da restituição no Senado do texto que os deputados haviam alterado. Ficou falando sozinha.
Curiosamente, o Itamaraty injetou na polêmica um dado que converte em pó o lero-lero do risco de abertura de feridas.
O Painel, coluna da Folha editada pela repórter Renata Lo Prete, traz a seguinte nota:
- Sinal verde: Levantado por senadores aliados e abraçado pelo Planalto, o argumento segundo o qual o fim do sigilo eterno de documentos oficiais criaria incidentes diplomáticos é desautorizado pelo próprio Itamaraty.
"Do ponto de vista do ministério, não há nenhuma razão para privar o público do acesso a papéis históricos. Nós inclusive já facultamos isso a pesquisadores", afirma o porta-voz da chancelaria, Tovar Nunes.
Ele reconhece que o Itamaraty manifestou, no passado, restrições à abertura total. Mas afirma que, após extensa pesquisa no acervo, concluiu-se que não há potencial de dano caso o governo opte pela liberação.

Escrito por Josias de Souza às 04h09

Sebastião Nery - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
terça-feira, 21 de junho de 2011 | 03:46

Uma lição magistral

Sebastião Nery
Relator da CPI da Divida Externa na Câmara em 1983 (presidente Alencar Furtado, vice-presidente Eduardo Suplicy) fui ao presidente da Câmara, o cearense Flavio Marcilio, um cidadão exemplar:
- Presidente, preciso de assessores economistas, competentes e experientes, para trabalharem comigo na relatoria da CPI da Divida.
- Não tenho nenhum, Nery. Aqui, quem presta já tem dono, já está trabalhando em alguma comissão ou liderança. Mas você não vai sair pagão. Arranje fora da Casa até três bons, que eu contrato e pago.           
Fui à Universidade de Brasília, procurei o Departamento de Economia e seu chefe. Veio um jovem magro, já calvo, voz baixa,  com vasta experiência internacional: engenheiro pernambucano, curso na OEA (Organização dos Estados Americanos), doutorado em Paris. Trabalhou no BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), no Banco Mundial.     
***
CRISTOVAM
Joguei minha carga nos ombros do professor Cristovam Buarque. É um mouro para trabalhar. Poucas vezes vi tanta capacidade de trabalho, de dia e de noite. Para ele não existem as horas. É tudo seguido. E levou com ele sua equipe na UnB. Na CPI fizemos a primeira biografia da Divida.
O relatório da CPI com todas as suas conclusões, aprovadas por unanimidade, está no livro “Crime e Castigo da Dívida Externa” (de Sebastião Nery e Alencar Furtado, Editora Dom Quixote, Brasília). Quis que Cristovam dividisse a autoria do livro, até porque foi o principal autor. Mas preferiu modestamente constar como coordenador da equipe técnica.         Depois foi governador de Brasília, ministro da Educação, senador.                    
***
AMAZÔNIA
Agora, a Internet me conta que, numa universidade americana, perguntaram ao Cristovam sobre a internacionalização da Amazônia: - “Espero a resposta de um humanista e não de um brasileiro”.                           
1. – “Como brasileiro falaria contra a internacionalização da Amazônia, por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, que é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental da Amazônia,posso imaginar sua internacionalização como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.     
2. – “Se a Amazônia, sob ética humanista, deve ser internacionalizada internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro.O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração e subir ou não seu preço.”
***�
ONU                            .
3. – “O capital financeiro dos países ricos devia ser internacionalizado Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, de um país. Queimar a Amazônia é  tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação”.                   
4. – “Antes da Amazônia, gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é  guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano.Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, manipulado por um sô pais”.         
5. – “A ONU está realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro”.
***
ESTADOS UNIDOS
6. – “Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos Estados Unidos. Até porque eles já  demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil”.
7. – “Defendo internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança tenha possibilidade de comer e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças, tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja só nossa”.
 
 
terça-feira, 21 de junho de 2011 | 03:41

Lembranças de Coimbra

 Sebastião Nery
À beira do urbano e camoneano rio Mondego, sob as bênçãos da milenar Universidade de Dom Diniz, em Coimbra, a Quinta das Lagrimas se fez tema e inspiração da literatura mundial. Voltaire, Victor Hugo, Stendhal, Ezra Pound, tantos já a cantaram e sobre ela escreveram. 
Desde a Idade Media, a partir de 1350, a Quinta das Lagrimas, que já foi da Universidade e de uma Ordem Religiosa e hoje é um belo hotel,  cercado de matas e jardins cheios de araucárias e palmeiras, plátanos e figueiras, sequoias e agapantos, é um oásis de paz na cidade das tensas cátedras, das rebeliões universitárias e dos abismos politicos de Portugal.
Por isso virou romance e poemas. Mas nenhum com a força e a genialidade de Luis de Camões, que, no Canto III dos Luziadas, celebrou o amor e o martírio de Inês de Castro, ibérica e tragica Julieta (“Estavas, linda Inês, posta em sossego”), que, “depois de morta foi Rainha” e cujo amor impossível está eternizado em pedra e água na Fonte das Lágrimas :
- “As filhas do Mondego a morte escura
Longo tempo chorando memoraram�
E por memoria eterna em fonte pura�
As lagrimas choradas transformaram.
O nome lhe puseram que ainda dura
 Dos amores de Inês que ali passaram.
 Vêde que fresca fonte rega as flores,
Que as lágrimas são água e o nome amores”.
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Mais fantástica que a poesia de Camões foi o milagre de sua vida. Soldado, doca e náufrago, com os Luziadas fundou uma Nação.
Como todos os cantos e poemas das eternas novelas maravilhosas, o de Inês de Castro tinha de tudo. Dom Afonso era rei de Portugal. Dom Pedro, filho dele, era principe. E andava pela côrte uma galega magnífica, filha “bastarda” de um dos homens mais poderosos da Espanha, neto do rei Sancho de Castela, que o príncipe Dom Pedro também era. Pedro e Inês eram primos.
E se apaixonaram. Começou o maior tititi na corte. O príncipe Dom Pedro, que morava na Quinta, era casado com Dona Constança, também prima dos dois. Inês vivia no convento de Santa Clara, a meio quilometro da Quinta, e Dom Pedro lhe mandava cartas em barquinhos de madeira que saiam da Quinta e chegavam até o convento por um córrrego que passa até hoje.
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Dom Pedro acabou despachando a Constança para o sogro espanhol, levando Inês para a Quinta e tiveram filhos. Dom Afonso, o rei pai, não aceitou, não tolerou, e, um dia em que o filho Dom Pedro estava solto nas matas, caçando, mandou três homens matarem Inês de Castro a facadas.
Ela chorou tanto, pedindo para não morrer, que fez nascer a fonte das Lagrimas, onde há quem ainda hoje veja, na mancha vermelha gravada na rocha, o sangue de Inês. Não sei o que é, mas tem mesmo cor de sangue.
O príncipe Dom Pedro se rebelou, organizou um pequeno exército e assolou o pais, tentando derrubar o pai. Não conseguiu. Logo depois, o pai morreu. Dom Pedro assumiu o trono, prendeu dois dos assassinos, arrancou-lhes os corações a facadas, anunciou que antes havia casado secretamente com Inês e mandou construir o monumental tumulo de Alcobaça, uma obra prima. 
                                             ***
Dom Pedro fez uma marcha fúnebre de Coimbra até Alcobaça e obrigou toda a nobreza a acompanhar quilometros a pé, beijando a mão da morta. E pôs o corpo dela no tumulo, onde também o dele até hoje está. E Inês, como disse Camões, “depois de morta virou Rainha”
Este bucólico recanto do romance universal é sobretudo uma denúncia, um testemunho, uma lição secular contra o ódio e a violência política. O poder mata mais do que dengue e febre amarela. E mata doendo,  a facadas.
Mas Portugal não é só tragédia de reis e princesas. Continua doce, manso, e muito engraçado. Nas coisas mais simples, eles são ainda mais simples. Uma lógica singela, direta, incontestável.
-“Esta estrada vai para a Espanha”?�
-“Não sei, mas, se for, vai fazer muita falta”.
A ultima cidade entre Portugal e a Espanha “são duas : se vai daqui é uma, se vem de lá é outra”.
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E a lingua? Aqui, é um hino ao óbvio, que é a verdade nua, inteira. Entre Portugal e Brasil tudo nos une, nada nos separa. Só a lingua. Desde Pedro Álvares Cabral sabemos todos disso, mas continuamos achando hilário.
Sanduíche é “emparedado”. O gari é “o Almeida”. O jornaleiro é “o ardinas”. Cafezinho é “bica”. Um copo de café com leite é “galão”. Menino é “miudo”, Maiorzinho, já rapaz, é “puto”. Chope pequeno é “imperial”. Fila, de cinema, de transito, é “bicha”. Bicha mesmo é “paneleiro”. Um copo de água é “pinga” (Lula aqui estava feito). Batatas fritas são “elas”. Tela de cinema, de TV, é à francesa : “écran”. Bonito, belo, é “giro”. Bacana, ótimo, é “porreiro”. Sensacional, como Ronaldinho Gaúcho, é “bestial”. Não é tudo isso bestial? 
Em que pais um vinho se chamaria “Bastardinho do Azeitão”? Ou “Luis Pato Quinta do Ribeirinho Pé Franco”? Pois são ótimos. Acabei de tomar.

Comercial antigo - Ar Condicionado Springer - 1989

 
 

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