sábado, 20 de agosto de 2011

Mireille Mathieu - Un Homme Et Une Femme

 
 

Mireille Mathieu - La derniere valse



Yves Montand - Je cherche apres Titine



Je T'aime (Yves Montand)



Yves Montand - Bella Ciao (1963)

 
 

PAROLES PAROLES DALIDA & ALAIN DELON

 
 

Alain Delon - Leticia (letra subtitulada traducida español)

 
 

ARANJUEZ MON AMOUR-NANA MOUSKOURI



E por falar em Mendes Ribeiro, o novo ministro da agricultura...



Deu no Blog do Augusto Nunes (aqui)

19/08/2011
às 22:18

O assaltante de bancos que foi libertado pela inventiva irmã do novo ministro

Nomeado aos 28 anos secretário de Justiça do Rio Grande do Sul, Jorge Alberto Ribeiro Filho foi um dos mais jovens ocupantes do posto. Foi também um dos mais fugazes. Começou a perdê-lo assim que se soube da utilização de presos em canteiros de obras particulares. Apressou o desemprego em novembro de 1983, quando o governador Jair Soares topou com a reportagem de VEJA reproduzida na seção Feira Livre. O texto relata a participação de uma irmã de Jorginho, como era conhecido no começo da carreira política o ex-presidente da Arena Jovem, na fuga do assaltante de bancos Celso Ricardo Leite Muller, o “Dentinho”.
Chefe do Serviço de Atendimento Gratuito aos Apenados, Teresinha Mendes Ribeiro Bopp, então com 32 anos, resolveu promover Dentinho a cobaia de um imaginoso experimento no ramo da recuperação de delinquentes. Em troca de alguns dias em liberdade na casa da irmã do secretário, o hóspede de alta periculosidade providenciaria, de graça, a instalação de uma  porta de ferro no endereço provisório.
O serviço nem começou. A caminho do local de trabalho, Dentinho driblou a vigilância de dois agentes escalados para escoltá-lo e sumiu, pronto para retomar o ofício de ladrão. “É uma coincidência desagradável”, lastimou Teresinha. “Agora, um lindo trabalho irá por água abaixo”.  O irmão tentou durante dias seguidos explicar-se com o governador. Não conseguiu.
Quase 30 anos depois do incidente que lhe custou o emprego, Jorginho mudou de nome, de partido e de status. Para aproveitar a popularidade do pai, um radialista e político extraordinariamente popular no Rio Grande do Sul, virou Mendes Ribeiro Filho. Para eleger-se deputado federal sem sobressaltos, filiou-se ao PMDB. E acaba de tornar-se ministro, graças à vaga aberta pelo despejo de Wagner Rossi. Logo se saberá se criou juízo suficiente para matar no berço maluquices inventadas por parentes próximos.
Padrinho do escolhido, o vice-presidente Michel Temer tem fama de cauteloso. Talvez já tenha lembrado a Mendes Ribeiro que os presídios agrícolas não estão sob a jurisdição do Ministério da Agricultura.

Emenda de ministro manda R$ 1 mi a firma-fantasma - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)



20/08/2011

  Sérgio Lima/Folha

Sempre que instado a comentar o escândalo de sua pasta, o ministro Pedro Novais (Turismo) sapeca: a encrenca é de 2009, antes de eu virar ministro. Como poderia saber?
As explicações de Novais ainda nem sedimentaram e já surge ao redor do ministro um escândalo seminovo.
É muito parecido com o antigo. Envolve emenda de parlamentar, convênio e verba pública desviada. A diferença é que, dessa vez, Novais terá mais dificuldades para dizer que n!ão sabia. 
O autor da emenda que nutre o malfeito é ninguém menos que o deputado Pedro Novais (PMDB-MA).
O caso vem à luz graças ao trabalho de uma tróica de repórtres: Dimmi Amora, Andreza Matais, Felipe Seligman.
Informam, na Folha: antes de virar ministro, Novaes mandou aos cofres do Turismo emendas orçamentárias.
Uma dessas emendas resultou em convênio de R$ 1 milhão assinado com prefeitura dos fundões do Maranhão, Estado de Novais.
Empenhada pelo ministério em dezembro de 2010, a verba está na bica de migrar de Brasília para o Maranhão.
Vai parar nas arcas municipais de Barra do Corda, cuja vocação turística é quase tão imperceptível quanto a vocação de Novais para o ministério.
A emenda prevê que o dinheiro será usado na construção de uma ponte. A prefeitura até já realizou a “licitação”.
"Venceu" a empresa Planmetas Construções e Serviços. Fica na capital maranhense, São Luíz, a 450 km de Barra do Corda.
Munida do endereço que aparece nos registros oficiais da empresa, a reportagem decidiu visitar sua sede. Supresa (!), espanto (!!), estupefação (!!!)…
A firma credenciada para beliscar o R$ 1 milhão provido pela emenda de Novais é “fantasma”. Não existe senão como fraude.
A pseudo-sede da construtora fica na periferia de São Luiz, num conjunto habitacional de baixa renda. O apelido dos prédios dá ideia das condições das moradias: ”Carandiru”.
No suposto endereço da Planmetas, atendeu uma senhora. Identificou-se como Delí. Questionada sobre os pretensos sócios da empresa, ela disse que um deles é seu neto. Mas já não mora no local.
Ouvido, o agora ministro Pedro Novais disse ter direcionado verbas para Barra do Corda por acreditar que o turismo pode se desenvolver na cidade:
"A ponte dará acesso à população e aos turistas, além de permitir que todos conheçam o principal ponto turístico da cidade: o balneário Beira Rio."
O diabo é que, considerando-se o tipo de empresa selecionada, a ponte da emenda do ministro dará acesso apenas à praia dos cofres públicos.
E dessa vez Pedro Novais nem vai poder dizer que não sabia.

Escrito por Josias de Souza às 05h38

Pedro Simon e a carona errada...

 
 
Deu na Tribuna da Internet (aqui)
 
sábado, 20 de agosto de 2011 | 05:10

Movimento liderado por Simon está equivocado. Visa a defender Dilma Rousseff, ao invés de combater a corrupção e a impunidade, suprapartidariamente

Carlos Newton
Vai ser interessante acompanhar a trajetória da chamada Frente Suprapartidária de Combate à Corrupção e à Impunidade. Sua primeira reunião oficial será terça-feira, no auditório da Comissão de Direitos Humanos. OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), ABI (Associação Brasileira de Imprensa) e Conic (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil) terão representantes, que vão discutir a proposta do grupo liderado pelo senador Pedro Simon (PDMB-RS) de criar um movimento que ganhe as ruas no estilo Diretas Já.
Pode até acontecer, mas vai ser muito difícil. Naquela época, havia um governo militar, as liberdades democráticas estavam restringidas, o ambiente era muito mais propício. Agora, a opinião pública está amorfa, decepcionada com a política e com a Justiça, o país caiu numa espécie de letargia anestésica, poucas pessoas realmente se interessam pelo assunto e exigem punição aos corruptos.
Na verdade, o que se diz sobre corrupção é simples e definitivo: “Todos os políticos são assim”. Este é o senso comum, e não deixa de ser uma realidade. No tempo das “Diretas, Já” era diferente – havia um clamor surdo das ruas, exigiam-se mudanças com um forte componente ideológico. Agora, cá entre nós, o que temos hoje?
O senador Pedro Simon justifica o movimento dizendo que “Dilma está fazendo o que seus antecessores não fizeram. Estamos fazendo o movimento para que ela não seja isolada“. Mas o que o senador está dizendo? Qual tem sido a participação da presidente Dilma na tal faxina? O que ela tem efetivamente feito nesse sentido? Parece que está acontecendo uma coisa e o senador está vendo outra. Na verdade, Dilma só agiu concretamente no caso do Dnit. Nos demais, a omissão do Planalto até causa constrangimento.
***
PLANALTO SÓ FAXINOU O DNIT
No caso do primeiro escândalo, o enriquecimento de Antonio Palocci, a denúncia foi feita pela imprensa. A presidente Dilma apoiou Palocci o tempo todo, jamais se ouviu uma só palavra de restrição a ele. A Comissão de Ética do Planalto o absolveu, o procurador-geral da República, idem.
Sepúlveda Pertence, da Comissão de Ética do Planalto, jogou no lixo a biografia ao defender o ministro provavelmente corrupto: “Meu cargo é para avaliar a atuação de membros do governo, mas só depois que assumiram, antes não me interessa”. Parece brincadeira, mas foi isso mesmo.
O procurador-geral da República foi ainda mais patético.”O que sustentei essencialmente foi que a lei penal não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada”, disse Roberto Gurgel, acrescentando: “Mas, no caso específico, não havia qualquer indício que a renda tivesse sido advinda de crimes”, alegou o procurador. Quer dizer que o velho tráfico de influência (art.332) foi revogado do Código Penal e ninguém nos avisou. A Lei de Improbidade Administrativa também foi revogada?
O escândalo seguinte, o caso do ministério dos Transportes, também foi provocado pela imprensa, embora o senador Mario Couto (PSDB-PA) já tivesse afirmado da tribuna, diversas vezes, que o então diretor-geral do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura dos Transportes) era “ladrão”.
Foi a única vez em que o Planalto agiu, reconheça-se, ao demitir alguns diretores do Dnit, mas ficou numa saia justa, porque o diretor-geral, Luiz Antonio Pagot, não aceitou a demissão e começou a peitar e ameaçar o governo. A partir daí, não se viu em momento nenhum o Planalto se mexer. Pelo contrário. Fizeram acordo com Pagot e ele ensarilhou as armas, calando as denúncias. O ministro Alfredo Nascimento não resisitiu e pediu demissão, contra a vontadem meio à apatia do Planalto, exatamente como ocorrera com Palocci.
Depois, o caso do Ministério da Agricultura. Mais uma vez, a faxina partiu da imprensa, com as declarações de Jucá Neto, irmão do líder do governo, Romero Jucá. Na condição de ex-diretor financeiro da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Jucá Neto acusou o ministro Wagner Rossi de ser o chefe da quadrilha. O Planalto ficou o tempo todo ao lado de Rossi, até que ele caiu de maduro.
Agora, a bola da vez é o ministro Pedro Rossi, do Turismo, que jamais deveria ter sido nomeado. A única diferença é que as denúncias partiram de Polícia Federal, a imprensa apenas noticiou. O próprio secretário-executivo do ministério foi preso, mas demorou dez dias para pedir demissão, vejam só que desfaçatez. E o Planalto continua imóvel, perdão, continua criticando a Polícia Federal.
Então, de onde o senador Pedro Simon essa idéia de que a presidente Dilma está agindo contra a corrupção.O Lula, quando nós fomos lá cobrar a história do Waldomiro (Waldomiro Diniz, subchefe da Casa Civil) que praticou (corrupção), ele deixou. Quando nós quisemos tirar a CPI, ele não deixou. A Dilma já demitiu de cara o maior amigo dela, o chefe da Casa Civil (Antonio Palocci). E já demitiu três ministros. Então, ela está tomando uma posição que os outros não fizeram em 16 anos”, diz Simon, justificando o apoio à presidente de uma forma totalmente errônea, pois na verdade ela não demitiu nenhum dos três ministros corruptos, só demitiu Nelson Jobim, que estava pedindo para sair.
Pedro Simon só acerta – e na mosca – quando denuncia a impunidade. “Todo mundo rouba à vontade e ninguém vai para cadeia. Esse é o problema. Não pense que corrupção é coisa do Brasil. No mundo inteiro tem corrupção, mas no mundo inteiro o corrupto vai para cadeia. Repare no escândalo que fizeram aqui com as algemas? No Brasil, a impunidade é uma pífia realidade”, diz ele, que deveria encabeçar um movimento contra a letargia e a conivência da Justiça brasileira, porque as elei existem, os juízes é que, salvo as honrosas exceções, não se dedicam a punir os criminosos de colarinho branco, só os miseráveis do povão.

Comercial antigo - 1976 Mego Batman toy commercial

 
 

Charge do dia



Charge do dia 20/08/2011


Humberto - Jornal do Commercio - Recife, PE