segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Art Tatum - Crazy Rhythm

 
 

Art Tatum - Out Of Nowhere (1949)

 
 

Art Tatum - All The Things You Are

 
 

Art Tatum plays How High The Moon

 
 

Jitterbug Waltz (1955) by Art Tatum

 
 

O Senhor Feudal...



Deu no Blog do Josias (aqui)

22/08/2011

Sarney usou helicóptero do MA em viagem particular

O tetrapresidente do Senado José Sarney (PMDB-AP) serviu-se de um helicóptero da Polícia Militar do Maranhão para passear na ilha do Curupu, de sua propriedade.
A transgressão ocorreu uma, duas vezes. Ambas em 2011, informam os repórteres Felipe Seligman e João Carlos Magalhães.
Para azar de Sarney, um cinegrafista amador registrou a utilização do bem público com propósitos privados (assista aqui).
O senador e seus acompanhantes foram filmados em trajes de passeio no instante em que desembarcavam no heliponto Polícia Militar em São Luís.
As primeiras imagens foram captadas em 26 de junho. As outras, em 10 de julho. Dois domingos.
Numa das viagens, além da mulher, Marli, acompanhava Sarney um casal de amigos: o empresário Henry Duailibe Filho e a mulher dele, Cláudia.
Henry é primo de Jorge Murad, marido da governadora maranhense Rosenana Sarney (PMDB).
Dono de uma construtora e de uma concessionária de automóveis, Henry mantém com o governo do Maranhão contratos milionários. Coisa de R$ 70 milhões.
O helicóptero usado por Sarney em seus passeios foi comprado no ano passado. Serve –ou deveria servir— para combater o crime e prestar socorro emergências médicas.
Custou R$ 16,5 milhões. Uma parte saiu do bolso do contribuinte do Maranhão. A outra, foi provida pelo contribuinte federal, representado pelo Ministério da Justiça.
Ao discursar na cerimônia de entrega da aeronave, Roseana Sarney jactou-se:
É "uma demonstração [de] que estamos investindo em uma polícia moderna, [...] afastando de vez a bandidagem" do Maranhão.
No dia 10 de julho, um dos domingos em que Sarney foi pilhado desembarcando do helicóptero anti-bandidagem, retardou-se o atendimento a um acidentado.
O pedreiro Anderson Ferreira Pereira acidentara-se gravemente. Sofrera traumatismo craniano. Fraturara a clavícula.
Socorrido por outro helicóptero da PM, Anderson acabara de chegar de Alcântara, cidade distante de São Luís 53 km.
Acompanhado da irmã, Rosângela Pereira, o pedreiro teve de esperar dez minutos para que sua maca fosse acomodada na ambulância que o levaria ao hospital.
  Lula Marques/FolhaO desembarque das malas de Sarney e seus acompanhantes teve preferência sobre o atendimento ao acidentado.
Procurado pela reportagem, Sarney manifestou-se por meio de assessores. Alegou o seguinte:
Tem "direito a transporte de representação e segurança em todo o território nacional, seja no âmbito federal ou estadual, sem restrição às viagens de serviço."
A assessoria senador invocou o artigo 2º da Constituição, cujo conteúdo não parece fazer nexo com o caso.
Nesse trecho, o texto constitucional anota: "São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário."
De resto, a assessoria de Sarney afirmou: "A viagem foi feita à ilha de Curupu a convite da governadora do Maranhão, Roseana Sarney."
Quer dizer: a aeronave do contribuinte levou Sarney até a ilha dos Sarney a convite da Sarney que governa o Estado famoso pelo domínio da família Sarney.
A assessoria do presidente do Senado não disse palavra sobre a presença num dos vôos do empresário que mantém negócios com o Estado.
Nada disse também sobre o retardamento do socorro ao pedreiro acidentado.
A Lei de Improbidade Administrativa sujeita os políticos que usam bens públicos em "obra ou serviço particular" à perda da função e suspensão dos direitos políticos.
Uma lei estadual do Maranhão, de 1993, "a utilização de veículos oficiais em caráter pessoal."
O texto não faz menção aos helicópteros. Mas aeronaves da PM, até prova em contrário, também são “veículos oficiais.”

Escrito por Josias de Souza às 05h34

Sebastião Nery - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
segunda-feira, 22 de agosto de 2011 | 03:53

Piando melhor que macuco

Sebastião Nery
Oscar Thompson era secretário da Agricultura do governo de Adhemar em São Paulo, em 1964. Depois do golpe militar, o presidente Castelo Branco mandou Adhemar indicar o ministro da Agricultura. Adhemar fez uma vasta lista. Castello vetou todos. Até que aceitou Oscar Thompson, formado pela Escola Agrícola Luiz de Queiróz, em Piracicaba.
Assumiu em 14 de abril. Em 16 de junho, Castello lhe telefonou mandando fazer uma demissão no ministério. Oscar Thompson respondeu:
- Tudo bem, Presidente. Mas antes vou comunicar ao governador. 
- Quer dizer que o senhor vai comunicar antes ao Adhemar? Pois não vai ter tempo de comunicar nada. Já está demitido.     
Bateu o telefone e o substituiu por Hugo Leme, diretor da Escola Agrícola Luiz de Queiroz de Piracicaba. Só durou seis meses, até o AI-2 de outubro de 1965, porque Castelo precisou do cargo para dar a Ney Braga, que deixava com sucesso o governo do Paraná.
***
IVO ARZUA
Em 15 se março de 1967, o general Costa e Silva assumiu a presidência da República. Ivo Arzua, ex-prefeito de Curitiba, foi indicado para presidente do BNH (Banco Nacional de Habitação), mas Mário Trindade, o presidente, não queria sair e conseguiu ficar. O jeito foi Costa e Silva convidar Ivo Arzua para Agricultura.
Mas Ivo Arzua não distinguia um morango de um mamão. Desesperado, internou-se 30 dias na Copamar (Cooperativa Agrícola de Maringá), onde fez um curso concentrado de agricultura. E assumiu.
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CATALÃO
Nereu Ramos assumiu a presidência da República em 1955, para garantir a posse de Juscelino, e pediu a Antonio Balbino, governador da Bahia, um nome para o Ministério da Agricultura. Balbino mandou chamar o deputado baiano Eduardo Catalão, fazendeiro de cacau, elegante e britânico, depois seu suplente no Senado:
- Catalão, indiquei seu nome para representar a Bahia no Ministério.  Já dei seu nome ao presidente Nereu, que quer conversar com você hoje.  
- Não, Balbino, de maneira alguma. Não posso aceitar. A Bahia tem homens experientes e mais bem preparados para a função do que eu.Não é justo que seja eu o ministro. E você sabe que não tenho ambições políticas.
- Não é nada disso, Catalão. Você está é com medo da situação nacional. Você sabe que este é um governo eventual, de crise. Se fosse em período normal, um governo tranquilo, você aceitaria. Mas como poderá sair do gabinete ministerial para ser fuzilado em praça pública, não aceita.
Catalão levantou-se, inteiramente surpreendido com a veemência do amigo, bateu a mão na mesa e encerrou a conversa:
- Pois se é para ser fuzilado, aceito.
Foi ministro da Agricultura. Não foi fuzilado.
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AMAURY STABILE
Em 1984, no fim do governo Figueiredo, o ministro da Agricultura, Amaury Stabile, saiu no escândalo da madeira da hidroelétrica de Tucurui e foi substituído por Nestor Jost, ex-presidente do Banco do Brasil.
Jost faxinou a área e demitiu a maioria da equipe de Stabile, inclusive Sergio Motta, presidente da Coalbra (Coque e Álcool de Madeira do Brasil), fundada por ele e o general Golbery do Couto e Silva em 1981, para fazer álcool de madeira, dando um prejuizo de US$ 250 milhões.
A carcaça da empresa está até hoje lá em Uberlândia, Minas.
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SEVERO GOMES
No governo Castelo Branco, o saudoso Severo Gomes era ministro da Agricultura. Em Feira de Santana, na Bahia, presidiu uma solenidade. Depois, pediu uma cachacinha. Trouxeram sem rótulo, com o desafio:
- Queremos ver se o senhor diz de onde ela é.
 Severo provou, gostou, arriscou:
 - Esta cachaça é de Januária.
 Era. Ao lado, sorriso mole e olhos vidrados, escarrapachado numa cadeirinha de vime, um puxa-saco gordo, muito gordo, não se conteve:
 - Vá entender de agricultura na puta que o pariu.
 Ministro da Industria e Comercio de Geisel, Severo foi caçar macuco, um fim de semana, em sua fazenda perto de Parati. Macuco se caça piando, para chamar. O ministro estava piando mato adentro, veio um puxa-saco:   – Dr. Severo, o senhor pia macuco melhor do que muito macuco.
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MENDES RIBEIRO
Ministro da Agricultura no Brasil é de alta rotatividade. Agora temos mais um, o gaúcho Mendes Ribeiro, depois que o Wagner Rossi pensou que podia plantar licitações como plantava navio no porto de Santos.Vamos torcer para o ministro Mendes Ribeiro piar macuco melhor do que  macuco.

Charge do dia



Charge do dia 22/08/2011



Humberto - Jornal do Coimmercio - Recife, PE