quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Gal Costa - Eu vim da Bahia



GAL COSTA - É D'OXUM

 
 

Gal Costa - Eu Vou lhe Avisar (part. Jorge Ben)

 
 

Coração vagabundo - Caetano Veloso Gal Costa.mpg

 
 

Gal Costa 'Wave'

 
 

Y ahora ¿qué hará Lula? - El País, es - link (aqui)



JUAN ARIAS 24/08/2011 

Lula está en una encrucijada política. Luchó contra su propio partido para conseguir que le sucediera Dilma Rousseff. Lo consiguió. Y le pidió a ella que dejara a una buena parte de los ministros de su último Gabinete. Lo hizo. Solo que, a los ocho meses de gobierno, su pupila ha puesto en la calle a cuatro de aquellos ministros, tres acusados de corrupción y el otro tras haber criticado públicamente a dos de las ministras más importantes nombradas por la presidenta.
Rousseff se está ganando por ese motivo el título de heroína contra la corrupción política, y está surgiendo un movimiento en todo el país de simpatía y apoyo a su escoba ética. Curiosamente, los que más la apoyan son precisamente quienes más criticaban los Gobiernos de su antecesor. La defienden incluso líderes históricos de la oposición, como el expresidente socialdemócrata Fernando Henrique Cardoso y la ecologista Marina Silva, que dejó el partido de Lula y consiguió 20 millones de votos en su pugna presidencial con Rousseff.
Paradójicamente, todo ello está siendo utilizado para atacar a quien había confiado en Rousseff como la mejor candidata para sucederle: a Lula. Y se habla ya de la "herencia maldita" que habría dejado a la nueva presidenta con esos ministros corruptos que ha tenido que echar de su gobierno.
La pregunta es obvia, ¿y ahora qué hará Lula?, y la respuesta no es fácil. Este genio de la política no aparecerá ni un minuto en conflicto con su heredera. De hecho, ya ha comentado que "es normal" que un presidente prescinda de los colaboradores que no le funcionan, como él mismo hizo en sus dos Gobiernos. Sustituyó a dos de sus ministros más importantes —ambos acusados de corrupción—: José Dirceu, de Presidencia, y Antonio Palocci, de Economía.
Lula nunca va a obstaculizar la cruzada contra la corrupción de Rousseff, que está recuperando los votos de la clase media que él había perdido. Hay hasta quien asegura que si esa operación de limpieza —que ya empieza a compararse con la italiana de "manos limpias"— le diera frutos a la presidenta, él se subirá a su barca y hasta podría tomar el timón.
No falta tampoco la hipótesis maquiavélica, la de que ambos estarían de acuerdo: Rousseff le haría la limpieza que no pudo o no quiso hacer para no comprometer la gobernabilidad, al enfrentarse con los partidos aliados más corruptos, al mismo tiempo que supliría con su defensa de la ética lo que le falta de Lula: su carisma personal y su destreza en los equilibrios políticos.
La presidenta le conquistaría a la clase media, porque el mundo de los más pobres nunca dejará de ser de Lula, como ha apuntado el mismo Cardoso a su grupo, el Partido Socialdemócrata de Brasil (PSDB). Sin embargo, el candidato con más posibilidades de enfrentarse a Rousseff en 2014, el gobernador de Minas Gerais, Aecio Neves, del PSDB, ha afirmado que la cruzada de la presidenta es solo "eslogan de campaña" y que lo que cuenta para un Gobierno son "las grandes reformas" que, atrapada en su lucha contra la corrupción, Rousseff no está haciendo.
La gran incógnita —que quedará sin resolver aún por mucho tiempo— es si la mandataria piensa, o no, presentarse en 2014 o solo estaría preparando, con un acuerdo previo, el camino para que Lula vuelva, puesto que parece estar ya en campaña electoral de nuevo. Lula insiste en que Dilma no sería candidata en 2014 solamente "si ella no quisiera". El analista de Folha Fernando de Barros e Silva escribió hace unas días que Lula con lo anterior dice solo lo obvio. Que la noticia sería: "Dilma no se presentará", y que decir "si ella no quiere" es como decir "si yo quiero".
El senador Jarbas Vasconcellos, del gubernamental Partido de Movimiento Democrático Brasileño (PMDB) pero que siempre se ha declarado independiente, opina que la presidenta es "candidatísima" para 2014 y para ello "está haciendo lo que debe hacer: diferenciarse de Lula". Y según él —uno de los senadores que ha creado un movimiento de apoyo a la presidenta—, lo que más puede diferenciar a Rousseff de Lula ante la opinión pública es su posición de intransigencia ante el despilfarro de dinero público derivado de la corrupción en un país donde, como ha escrito irónicamente el mayor novelista brasileño, João Ubaldo, el sueño de muchas familias es poder tener un "corrupto" para poder hacerse ricos con el dinero público. Porque, ironiza el novelista, la gente piensa que si el dinero es "público" es de todos.

Acordo para demissão em Itaipu rendeu R$ 145 mil a Gleisi - Estadão online - link (aqui)

 

Ministra pediu para deixar diretoria em 2006 para disputar Senado, mas foi exonerada e, com isso, recebeu multa e FGTS

24 de agosto de 2011 | 22h 40
 
http://img.estadao.com.br/fotos2/I315/gleisi_itaipu_beto_barata_ae_24082011_315.jpg
 
Eduardo Bresciani e Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Ao conseguir ser "demitida" de um cargo público, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, recebeu pelo menos R$ 145 mil. Em 29 de março de 2006, ela foi "exonerada" do cargo da diretoria financeira de Itaipu Binacional. Só que a ministra saiu da função na época porque quis: ela saiu candidata ao Senado naquele ano, mas não foi eleita.
Por meio de um acordo com o comando de Itaipu, Gleisi trocou a "exoneração a pedido", o que de fato ocorreu, pela "exoneração", ou seja, demissão. Com isso, recebeu, além de férias proporcionais, entre outros, os 40% de indenização sobre o saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), além de poder sacar o próprio FGTS.
A assessoria da ministra confirmou ao Estado que ela recebeu a multa de 40% relativa ao FGTS no valor de R$ 41.829,79. Foi informado ainda que ela sacou o fundo, mas Gleisi se recusou a revelar o valor. Pelo cálculo em cima dos 40%, a ministra teria pelo menos R$ 104 mil de FGTS. Ou seja, o "acerto" com Itaipu rendeu a ela cerca de R$ 145 mil em 2006.
A exoneração de Itaipu foi publicada no Diário Oficial da União no dia 29 de março de 2006, dois dias antes do prazo final de desincompatibilização. O dinheiro entrou na conta de Gleisi quando ela já era pré-candidata ao Senado, mas sua assessoria nega que o recurso tenha sido investido para esse fim. A ministra também não quis explicar por que não pediu a exoneração. Quando deixou Itaipu, sua remuneração bruta era de R$ 31 mil.
A Itaipu informou que, por ser binacional, a empresa tem "regime trabalhista próprio". Esse modelo é similar à Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), o que garante aos funcionários direito ao FGTS e à multa rescisória. Segundo a empresa, desde 1990 esse direito foi estendido aos diretores.
Também ex-diretor de Itaipu, o deputado Rubens Bueno (PPS-PR) disse ter recebido proposta para ser exonerado quando pediu para sair da empresa, em junho de 2004. Bueno, porém, preferiu recusar a oferta da binacional, que chegaria a R$ 50 mil.
"Cargo público não é para ganhar dinheiro, por isso eu falei que não queria fazer isso", disse. A exoneração dele foi "a pedido" e, portanto, sem ônus para a empresa e para o FGTS.

Empresa contratada na eleição por ministro recebeu verba da Câmara - Estadão online - link (aqui)

 

Negromonte, que comanda as Cidades, repassou, em outubro de 2010, após se reeleger deputado, R$ 27 mil de verba indenizatória à companhia que prestou serviços a ele durante a campanha

24 de agosto de 2011 | 23h 59
 
http://img.estadao.com.br/fotos2/p2x1/negromonte_eleicoes_dida_sampaio_ae_10082011_630.jpg
 
 
Fernando Gallo e Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Três dias depois das eleições de 2010, o ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP) - na época parlamentar que tentava a recondução ao Congresso -, usou o dinheiro da Câmara para ressarcir despesas com uma empresa de taxi aéreo que, coincidentemente, é a mesma que prestou serviços para a campanha dele à reeleição de deputado federal.
O gasto de R$ 52,4 mil em verba indenizatória declarado pelo então deputado Negromonte com o fretamento de aeronaves em outubro é quase o dobro dos R$ 28 mil desembolsados em março, segundo mês em que o então parlamentar mais gastou com esse tipo de despesa.
No dia 6 de outubro do ano passado, 72 horas após a eleição, a Aero Star Taxi Aéreo Ltda emitiu dois recibos, um de R$ 18,3 mil e outro de R$ 8.850,00, para Negromonte, que entregou as notas à Câmara para comprovar a despesa da "cota para exercício da atividade parlamentar". Além dessa empresa, a Abaeté Aerotaxi recebeu mais R$ 25 mil da Câmara no dia 18 de outubro a pedido do ministro. As duas empresas contratadas têm sede na Bahia, reduto eleitoral do ministro.
A Aero Star Taxi Aéreo trabalhou oficialmente na campanha eleitoral de Negromonte. Segundo os registros do Tribunal Superior Eleitoral, a empresa recebeu R$ 86 mil entre agosto e setembro do comitê de campanha dele. Em outubro, quando os deputados estão na "ressaca" da eleição, numa espécie de recesso informal, o dinheiro para a mesma empresa de táxi aéreo saiu dos cofres da Câmara. Negromonte foi reeleito com 169 mil votos.
Procurado nesta quarta-feira, 24, pelo Estado, o ministro recusou-se a responder se os R$ 27.150,00 mil pagos à Aero Star e os R$ 25 mil repassados à Abaeté dias depois das eleições são por despesas de viagens ocorridas na campanha dele à reeleição. Por meio de sua assessoria, Negromonte apenas afirmou que suas prestações de contas estão dentro da "legalidade" e disse que usou um "bimotor", e não um jatinho, nos fretamentos particulares.
Segundo recibos do dia 6 de outubro emitidos pela Aero Star, o primeiro trecho pago pela Câmara foi para percurso entre as cidades baianas de Salvador, Mucugê, Paulo Afonso e Valente. Os documentos divulgados não revelam quando foi a viagem. 

O segundo trecho menciona Salvador e Ibitiara. As outras duas notas fiscais pós-eleições, do dia 18 de outubro para a Abaeté, foram emitidas para os trechos Salvador/Paulo Afonso/Macaúbas e Salvador/Mucuri/Teixeira de Freitas. Todos esses municípios são redutos eleitorais do ministro das Cidades.
A análise das verbas indenizatórias revela que Negromonte esperou outubro para gastar a maior parte da cota. A regra da Câmara permite que o deputado acumule um saldo positivo ou negativo durante o ano. Por ser da Bahia, Negromonte tem direito a R$ 29 mil mensais. No mês de outubro, ele apresentou a maior despesa do ano, com notas fiscais que somam R$ 68,2 mil, contra R$ 10,2 mil em setembro e R$ 14,9 mil em agosto, meses de campanha. Em dezembro, foram apenas R$ 2,6 mil.
Uma outra coincidência de datas aumenta a suspeita de que o ministro teria usado dinheiro da Câmara para despesas eleitorais. Naquele mês de outubro, quando entregou as notas fiscais de empresas de frete de aeronaves, o ministro usou verba da Câmara para comprar pelo menos 18 passagens aéreas em voos comerciais para viagens entre Brasília, Salvador e São Paulo. Além dos R$ 86 mil pagos à Aero Star na campanha, o ministro pagou R$ 17,6 mil a uma outra empresa do setor, a Atlanta Taxi Aéreo.
Em resposta ao Estado, a assessoria do ministro afirmou: "O deputado Mário Negromonte teve as contas de campanha aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral. As contas prestadas à Câmara seguem as regras estabelecidas e estão dentro da legalidade". As empresas citadas na reportagem foram procuradas, mas não houve resposta até o fechamento da edição.

Debate no Senado: ‘Débil mental!’...’E você é safado!’ - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)




24/08/2011


O Parlamento, como se sabe, é resultado de uma lenta evolução da humanidade rumo à solução negociada e pacífica dos conflitos.
Humberto Costa (PT-PE) e Mario Couto (PSDB-PA) frequentam, em Brasília, o pedaço mais vetusto desse universo, o Senado.
Nesta quarta (24), Costa e Couto –o primeiro líder do PT, o outro líder da minoria— trocaram o “vossa excelência”e o “nobre colega” por tratamentos menos lhanos.
O rififi começou em meio a um discurso do petista. Humberto Costa criticava a intenção da oposição de inaugurar uma CPI.
Em aparte, Mario Couto disse que o colega defendia a corrupção. A temperatura subiu ao ponto de ebulição depois que Costa desceu da tribuna.
Alegando que o líder petê o havia citado de modo atravessado, o tucano requereu o direito de responder. Esculachou o governo e o PT.
Costa reinvidicou o mesmo direito ao microfone. Ao responder, realçou o modo impróprio como Couto costuma se dirigir aos colegas.
Queixou-se da presidência da Casa, que releva as agressões de Couto sob a alegação de que “se trata de um louco ou débil mental.”
Do plenário, Costa foi ao cafezinho do Senado, um ambiente contíguo. Couto foi atrás.
Súbito, sob olhares atônitos de assessores e repórteres, os dois senadores levaram o entrevero à beira do pugilato.
Era como se Costa e Couto, barrigas escostadas no balcão, garrafas de cerveja vazias à frente, estivessem num boteco, não no Senado.
A repórter Adriana Vasconcelos registrou a cena. O tucano Couto bicou: “Débil mental não!”
O petista Costa reiterou: “Débil mental, sim! Você precisa respeitar os outros.” O tempo fechou.
E você é um safado!, Couto retrucou.
Safado é você!, Costa devolveu.
Você é que respondeu processo na Justiça. Da próxima vez, vou dizer isso da tribuna.
Você está pensando que eu sou moleque? Vai ter de aprender a respeitar os outros.
De duas, uma: ou os senadores retomam a linha ou a direção da Casa manda espalhar pelo cafezinho mesas de ferro, com os pés em ‘X’.
Em vez de café, bebidas mais quentes. Entre um trago e outro, o vale-tudo.

- Aqui, um vídeo com o finalzinho do bafafá. 

Escrito por Josias de Souza às 21h47

Parecia que enfim o país estava despertando para a importância de se combater a corrupção, mas foi só um sonho. - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
quinta-feira, 25 de agosto de 2011 | 05:10

Na audiência pública realizada terça-feira no Senado, foram discutidas várias propostas para ampliar o movimento suprapartidário de combate à corrupção, todas muito louváveis, é claro. Entre as sugestões apresentadas está a criação de uma comissão no Congresso para analisar os projetos em andamento de combate à corrupção, a utilização das redes sociais para a participação da população, e o lançamento pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do “Observatório da Corrupção” para acompanhar processos no Judiciário sobre o tema.
O presidente da ONG Transparência Brasil, Cláudio Abramo, defendeu a aprovação de alguns projetos que tramitam no Congresso. Entre eles, o que dá amplo acesso a informações públicas, o que estabelece que condenados em segunda instância cumpram pena, independente de recursos que ainda possam ser feitos até o trânsito em julgado, e o que regulamenta o lobby. Abramo também é favorável à redução drástica do número de cargos em comissão, dando preferência à ocupação dos espaços por servidores aprovados em concursos públicos.
São  propostas excelentes, não há dúvida. Mas houve outra sugestão que parece inviável e despicienda, como dizem os advogados. É a organização de um ato para pressionar o Supremo Tribunal Federal a analisar a constitucionalidade da Lei da Ficha Limpa. Como se sabe, o STF já se pronunciou a respeito e Jader Barbalho não tarda a assumir no Senado, assim que seu processo for a julgamento no tribunal.
Para o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Ophir Cavalcante, além das propostas, é necessário ação efetiva dos poderes. “Chega de retórica, de discussão. O Parlamento também tem o dever de cada vez mais fiscalizar em diferentes níveis: federal, estadual e municipal. O Judiciário também tem que exercer seu papel” – afirmou, ressaltando que existem muitas leis, mas que elas precisam ser cumpridas.
O representante da Associação dos Magistrados do Brasil (AMB), Luiz Rocha Neto, defendeu também o uso de redes sociais para ampliar o movimento. “Nós somos aliados dos senhores, mas precisamos de ferramentas para fortalecer os debates” – disse Neto, propondo ainda a implantação de uma política nacional de combate à corrupção e criação de varas e câmaras específicas para o julgamento e combate a esse tipo de crime. É interessante, não há dúvida.
Enfático, o senador Pedro Taques (PDT-MT) sugeriu a criação do “pacto contra a corrupção” e disse que o problema é a falta de vontade política, uma vez que no Congresso existem projetos “para todos os gostos”, mas que ficam engavetados.
“Aqui existe proposta para tudo. A corrupção no Brasil precisa ser crime hediondo porque mata. Tira dinheiro de nossas crianças. Não adianta a gente debater quantos anjos cabem numa cabeça de alfinete”, advertiu, cheio de razão.
Mas de que adianta tanto esforço, tantas propostas, se a presidente Dilma Rousseff, às vésperas da renúncia do vassoureiro Janio Quadros completar 50 anos, anuncia aos partidos da base aliada que a faxina acabou? Foi bom, enquanto durou. A restauração da dignidade política foi apenas um sonho.
***
NÃO HÁ POLÍCIA NEM JUSTIÇA
Carlos Newton
O problema da corrupção é a impunidade. Se houvesse certeza de punição, o número de ocorrências despencaria, é claro. Fazer leis mais severas é bom, mas já existem leis suficientes, são que não são cumpridas pelos próprios magistrados, isso é público e notório.
Vejam o caso de Erenice Guerra, que prevaricou quando ocupava a Chefia da Casa Civil, vejam o caso de Antonio Palocci, idem, idem. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e o presidente da Comissão de Ética da Presidência, Sepúlveda Pertence, se omitiram vergonhosamente nos dois episódios. Comportaram-se como se não existisse o crime de tráfico de influência e a improbidade administrativa.
Vejam o que acontece no Estado do Rio de Janeiro, com as relações íntimas entre o governador, empreiteiros e fornecedores. A Secretaria de Saúde, por exemplo, é a mais corrupta do país, superfatura preços, frauda licitações, é um nunca-acabar de crimes e irregularidades. E não acontece nada.
Os inquéritos não andam. As polícias estaduais, sem exceção, são patéticas. A Polícia Federal é a única que funciona, mas precariamente, não tem recursos nem pessoal para combater a corrupção em sentido mais amplo. Mas de que adiantaria. São raríssimos os casos de punições efetivas. Os juízes e policiais, com as raras e honrosas exceções, são coniventes e lenientes com os crimes de corrupção, esta é a verdade.
Os processos duram séculos, acabam prescrevendo, como vai acontecer no caso do Mensalão, podem apostar, não tenho a menor dúvida sobre isso. É na certeza dessa inevitável prescrição que os réus – Dirceu, Genoino, João Paulo Cunha, Valdemar Lima Neto e Cia. – agem com tanta desenvoltura e nem ligam, até parece que não estão respondendo a tão graves acusações.
O pior é que não há nenhum mistério para acusar e condenar alguém por corrupção. É muito fácil. Como diz o delegado Manoel Vidal, ex-chefe de Polícia no Rio e conhecido como o mais implacável corregedor de todos os tempos, é simples: basta saber onde o corrupto mora, quanto declara de renda e os bens de que desfruta.
Pela Receita Federal, pelo registro de imóveis e pelo IPVA (carros de luxo, iates e aviões), chega-se facilmente ao corrupto que se tornou milionário ou ao “laranja” que ele utiliza, o que dá no mesmo. Se essa devassa fosse feita em relação ao governador Sergio Cabral e ao secretário de Saúde Sergio Cortes, aqui no Rio, os dois iriam imediatamente para a cadeia.
Mas qual é a autoridade brasileira que vai se propor a isso? Respondam, se puderem. Quem é que vai se dispor a investigar os poderosos, para fazer com que o Brasil enfim se transforme numa nação? Respondam, se puderem.

Charge do dia



http://www.gazetadopovo.com.br/midia/tn_625_490_tiago_250811.jpg



Tiago Recchia - Gazeta do Povo - Curitiba, PR