quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Cassandra Wilson Crazy love



Cassandra Wilson - Last train to Clarksville



Fragile (Cassandra Wilson)

 
 

Lena Horne: Honeysuckle Rose

 
 

Lena Horne - A Fine Romance

 
 

Lena Horne Stormy Weather

 
 

Bar é fotografia - Gregor Schulz



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Gregor Schulz

"Casted"

Mulher do ministro Negromonte, que é prefeita na Bahia, faz “ação entre amigos” em licitações. - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
quinta-feira, 01 de setembro de 2011 | 11:00

Carlos Newton
Complica-se a situação do ministro das Cidades, Mario Negromonte, agora por conta de irregularidades cometidas pela mulher dele, Ena Vilma Negromonte, que é prefeita de Glória, na Bahia, e eleita também pelo PP. Uma empresa contratada pela prefeitura é administrada pelo irmão da melhor amiga e assessora da prefeita. É a Jair Serviços e Construções Ltda., que  já recebeu quase R$ 1 milhão para tocar obras no município, depois da eleição de Ena.
Como o jornal Correio Braziliense revelou na edição de domingo, a empresa é desconhecida na região e funciona em uma casa de classe média no Loteamento Panorama, em Paulo Afonso, a 13 km de Glória. O contrato mais recente da prefeitura de Glória com a Jair Serviços foi publicado em 18 de agosto no Diário Oficial da União. É para a construção de um posto de saúde com recursos do Fundo Nacional de Saúde. Por coincidência, é claro, o ministro Negromonte — quando era deputado federal — destinou R$ 2 milhões em emendas para a construção de unidades médicas por meio do fundo.
Criada em 1999 como uma empresa de locação de mão de obra, a Jair Serviços foi registrada em nome dos irmãos Jair e Tânia Amorim. Em 2 de abril de 2009, José Gomes da Silva Filho, conhecido como “Nanau”, ingressou na sociedade como administrador. O capital social da empresa também aumentou: passou de R$ 70 mil para R$ 280 mil.
Ena Negromonte já tinha sido eleita e a amiga — Fátima Gomes, irmã de “Nanau” — colhia os louros da bem-sucedida campanha eleitoral com um cargo na prefeitura de Glória. Depois de coordenadora de campanha, ela tornou-se secretária particular da prefeita.
Fátima e Ena Vilma se conheceram há mais de quatro décadas. São amigas desde a época de colégio em Paulo Afonso (BA). Assim como a prefeita de Glória, a secretária não mora no pequeno município de pouco mais de 10 mil habitantes em que trabalha. As duas também têm um discurso pronto — e repetido — para o aumento no volume de recursos para a cidade baiana. “Aqui o que prevalece é a decência. Glória trabalha com decência. Se Glória está conseguindo as coisas é com muito trabalho.”
Em entrevista por telefone, Fátima defende o irmão. “Ele não faz nada de errado porque tivemos uma educação muito boa quando criança.” Em seguida, disse que não vê ilegalidade na contratação da empresa. “Não tem conflito. É uma coisa sem pé e nem cabeça. Se a empresa participa da licitação é porque apresenta as qualidades”, diz. E, completa: “Ele (Nanau) é administrador e não o dono. Já até trabalhou em outros lugares. Ele mexe com reciclagem e com sucata”.
A amiga de Ena Vilma sustenta que a Jair Serviços não é de fachada, mas quem manda na empresa é Valmir Alves Bezerra, representante nos processos licitatórios. “Ele (o Nanau) não vive infiltrado. É mais o outro (Valmir).” A empresa funciona na casa de Nanau, no Loteamento Panorama. O ministro e a prefeita têm cinco lotes no bairro, incluindo o escritório político da família. E “la nave va”, fellinianamente.

PMDBdoC faz cara feia e destila veneno em manifesto - Josias de Souza - Blog do Josias - link (aqui)


  Antônio Cruz/ABr

De pavio aceso desde que foi apeado do posto de relator da reforma do Código de Processo Civil, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) moveu sua infantaria.
Divulgou nesta quarta (31) manifesto do ‘PMDBdoC’. Uma sublegenda do Cunha infiltrada na legenda do vice-presidente Michel Temer.
Assinam a peça os oito deputados federais que integram a bancada pemedebê do Rio de Janeiro –Cunha e mais sete.
Expressando-se em linguagem viperina, os signatários defendem que o PMDB devolva a Dilma Rousseff todas as poltronas que ocupa na máquina do Estado.
Anotam: como “o tamanho do partido não está representado adequadamente” na partilha, “melhor seria estarmos fora de ocupação de cargos públicos”.
Um pemedebê versado no idioma “cunhês” traduz: Dilma baniu Cunha e Cia. de Furnas. O grupo quer voltar a se sentir “representado adequadamente.”
O manifesto fala do “desconforto com as denúncias envolvendo os quadros do partido no governo” em malfeitos “anteriores à gestão comandada pelo PMDB.”
O pemedebê-tradutor explica o que vai nas entrelinhas: o ‘PMDBdoC’ refere-se à pasta do Turismo, comandada pelo colega Pedro Novais (PMDB-MA).
As denúncias que ardem nas manchetes referem-se a um convênio de 2009. Coisa do segundo reinado de Lula. Nessa época, o ministério era feudo do PT.
O raciocínio não é aplicável à pasta da Agricultura. Ali, foi ao asfalto um Wagner Rossi que, apadrinhado por Temer, dava as cartas desde Lula.
O tradutor recorda: Cunha foi empurrado para fora da relatoria do Código de Processo Civil numa conversa conduzida por Temer, no gabinete da vice-presidência.
Na parte final do manifesto, a sublegenda do Cunha mostra os dentes. Diz que o apoio ao governo não é incompatível com a apuração de “qualquer denúncia existente.”
Acrescenta que as investigações podem correr em cia “tradicional” ou na extraordinária trilha de uma “CPI”.
O especialista em tradução do “cunhês” para o português associa esse pedaço do texto a outro parágrafo, no qual o manifesto dos inssurretos menciona a DRU.
A DRU é a ferramenta fiscal que permite ao governo converter em superávit primário 20% da arrecadação tributária com destinação constitucional específica.
A coisa expira em dezembro. E corre na Câmara um projeto no qual Dilma sugere a renovação até 2015.
No manifesto, o PMDBdoC escreve que assunto de tamanha relevância merece ser bem discutido. Por quê?
A prorrogação da DRU “implicará a perda da possibilidade de aumento dos gastos com saúde e educação”, que deveriam ser “prioridades” do PMDB.
E o tradutor: com sua pregação pseudosocial, a tribo do Cunha informa ao Planalto que, desatendida, pode criar estorvos à tramitação da DRU.
No Planalto, os operadores de Dilma enxergaram o documento tóxico como um frasco de veneno fraco.
Cargos? O PMDBdoC já não tem. O pedaço do PMDB que ainda tem não se anima a devolver. Ao contrário, pede mais.
CPI? Um dos signatários do manifesto, o deputado Nelson Bornier, já havia assinado o pedido da oposição.
Se os outros sete integrantes da sublegenda do Cunha resolverem rubricar, a lista da CPI, hoje com 126 rubricas, vai a 133. O número mínimo exigido é 171.
DRU? A turma de Temer não seria maluca de permitir embaraços. O ajuste fiscal iria para o beleléu. Com ele, iria à breca o Tesouro de Dilma, do qual o PMDB é sócio.
De resto, trabalha-se com a perspectiva de que a unidade do PMDBdoC não resiste à tentação das emendas. Liberando meia dúzia, o Planalto deixa Cunha falando sozinho.
No idioma do "cunhês", o vocábulo verbas abre o dicionário.

Escrito por Josias de Souza às 22h32

1950's commercial Borden's Milk, 1950s

 
 

Charge do dia



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Pancho - Gazeta do Povo - Curitiba, PR