quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Pat Boone - Love Letters In The Sand (Original)



Jimmie Rodgers - Honeycomb (Original)



Let Me Go Lover Joan Weber 1955



Hearts Made Of Stone The Fontane Sisters 1955



Perez Prado - Cerezo Rosa (Cherry Pink & Apple Blossom White)



E por falar em Lupi...

Deu no site Contas Abertas (aqui)

17/11/2011
Lupi estava a trabalho quando voou de jatinho
Dyelle Menezes
Do Contas Abertas
Ao menos no que diz respeito ao pagamento de diárias, o ministro Carlos Lupi, estava a trabalho no período de 10 a 14 de dezembro de 2009, na ocasião é que foram usados os jatinhos particulares. Conforme ordem bancária obtida pelo Contas Abertas no Sistema Integrada de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), no período mencionado, o ministro recebeu três diárias e meia, referentes a viagem de Brasília, no Distrito Federal, com destino as cidades de São Luís, Imperatriz e Teresina, no Maranhão, no valor total de R$ 1.736,90.
As denúncias sobre a viagem oficial foram feitas pela revista Veja desta semana. O ministro terá que explicar a viagem oficial que fez com avião privado, alugado pelo dono de uma rede de ONGs que, meses depois, foi beneficiado com convênios para atender a projetos da Pasta. De acordo com a reportagem, Lupi percorreu sete municípios do Maranhão, em dezembro de 2009, na companhia de três pedetistas e do dono das ONGs, Adair Meira.
A comitiva viajou para o lançamento de um programa de qualificação profissional em vários municípios, a bordo de um King-Air branco com detalhes em azul. Além de Adair Meira, os acompanhantes do ministro eram o ex-governador do estado Jackson Lago (já falecido), o então secretário de Políticas Públicas de Emprego, Ezequiel de Sousa Nascimento, e o então assessor de Lupi e hoje deputado federal Weverton Rocha.
Logo após a circulação da revista Veja desta semana, o PDT divulgou no site nota na qual diz que Lupi esteve no Maranhão em dezembro de 2009 para cumprir agendas “oficiais e partidárias”, e que o trecho de Brasília a São Luiz (MA) foi feito em vôo regular da companhia aérea TAM.
Já os deslocamentos dentro do Maranhão teriam sido de responsabilidades do Diretório Regional do PDT-MA, do ex-governador Jackson Lago, e do deputado federal Weverton Rocha. De acordo com a nota, “o responsável (...) pelo empréstimo do avião, à época, não tinha nenhum tipo de relação com convênios do ministério”. Contudo, o diretório regional já afirmou que nada teve a ver com os deslocamentos. 
A diária é um direito do servidor da administração federal direta, autárquica e fundacional que se desloca a serviço da localidade onde trabalha para outra cidade do país ou ao exterior, conforme o Decreto 5.992/2006. Os valores pagos pela União, que devem custear hospedagem e deslocamento, variam de acordo com o cargo ocupado e o destino da viagem. Os ministros recebem mais pelos seus deslocamentos. Vale que ressaltar que para obter a diária integral o servidor precisa estar em atividades do ministério.
Para realizar viagem as mesmas cidades, quem também recebeu diárias foi o assessor Fábio Borges de Abreu. A hospedagem ficou no valor total de R$ 1.209,20.
O caso está diretamente ligado às denúncias que levaram o ministro a prestar esclarecimentos no Congresso Nacional esta semana. A mesma revista revelou que caciques do PDT, comandados por Lupi, cobravam propina de ONGs para liberar repasses. O ministro disse na ocasião, não conhecer Adair e afirmou que não viaja em aviões particulares. Fato que não se confirmou, já que Adair também aparece nas fotos da viagem e confirmou a presença no avião.
Mistura de interesses políticos e públicos
O recebimento de diárias integrais, mesmo dividindo as atividades entre o próprio partido político e o Ministério do Trabalho, não é a primeira vez que Carlos Lupi mistura interesses. No começo de 2008, um ano após assumir a Pasta, o ministro teve que deixar a presidência do PDT, visto que o acúmulo de cargos foi considerado incompatível pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República.
Novos depoimentos
O caso também será tema de reunião das bancadas do PDT na Câmara dos Deputados, no Senado Federal e da Executiva Nacional do partido. O ministro deve depor novamente na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Na semana passada, durante audiência na comissão, Lupi negou conhecer o empresário Meira e assegurou não ter viajado no jato executivo Air King. Mas um vídeo divulgado na última terça-feira (15), na página da revista Veja na internet, mostra o ministro e o empresário desembarcando do jatinho.

Dono de avião confirma versão de empresário sobre viagem - Estadão online - link (aqui)

 

Segundo sócio da Aerotec Táxi Aéreo, foi Adair Meira quem providenciou o King Air usado por Lupi em voo pelo Maranhão

17 de novembro de 2011 | 3h 05
 
Leandro Colon, de O Estado de S.Paulo
BRASÍLIA - Um dos sócios da Aerotec Táxi Aéreo, Almir José dos Santos, confirmou ontem ao Estado que o presidente da entidade Pró-Cerrado, Adair Meira, providenciou o avião King Air de sua empresa usado pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, em viagens oficiais a cidades do Maranhão em dezembro de 2009.

"O Adair foi o meu cliente", disse à reportagem na sede da empresa em Goiânia. Almir dos Santos, porém, recusou-se a informar se foi Meira quem pagou pelo aluguel do avião.
O diretor da Aerotec impediu que a reportagem gravasse a conversa. Disse apenas que Adair foi seu cliente e não conhece ninguém do Ministério do Trabalho. Questionado se o dono da Pró-Cerrado foi o responsável pelas despesas, Almir dos Santos firmou que só se manifestaria oficialmente por escrito.
A reportagem então lhe enviou as perguntas, que não foram respondidas até o fechamento desta edição.
A confirmação por parte do sócio da Aerotec de que Meira intermediou o aluguel do avião é mais um elemento que contradiz a defesa de Lupi.
Na segunda-feira à noite, em entrevista ao Estado, o dirigente da Pró-Cerrado deu a mesma versão da companhia aérea. Ele disse ter indicado a empresa fornecedora da aeronave e ainda afirmou que esteve ao lado de Lupi pelo menos num trecho da viagem ao Maranhão em dezembro de 2009. "Eu viajei com o ministro num trecho, isso eu confirmo", disse Meira.

Convênios. A Pró-Cerrado já recebeu R$ 13,9 milhões dos cofres do Ministério do Trabalho para convênios destinados a qualificação profissional. A entidade é suspeita de desviar recursos e não executar as metas.
A revista Veja revelou na edição desta semana que Lupi viajou para o Maranhão num avião providenciado pela Pró-Cerrado. Em depoimento à Câmara dos Deputados na semana passada, o ministro afirmou que não conhece Adair Meira nem voara a seu lado. No sábado, em nota, negou o favor aéreo e disse que as despesas da viagem de 2009 foram pagas pelo Diretório Estadual do PDT no Maranhão.
O site da revista Veja revelou fotos e um vídeo que mostra Lupi e o dirigente da Pró-Cerrado descendo do avião.

Sebastião Nery - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
quinta-feira, 17 de novembro de 2011 | 02:10

Perdeu, Sar-Nem

Sebastião Nery
Em 1963, o presidente João Goulart imaginou esfriar o caldeirão da oposição chamando um udenista para seu ministério. Convidou José Sarney, deputado federal do grupo Bossa Nova da UDN.
Uma noite, em Brasília, quatro jovens políticos tomaram um automóvel preto em frente ao Hotel Nacional e seguiram para o Palácio da Alvorada: Petrônio Portela, governador do Piauí, Seixas Dória, governador de Sergipe, José Aparecido, deputado federal e secretário do governo de Magalhães Pinto em Minas, e José Sarney, deputado federal do Maranhão.
Cada um deles era líder da UDN em seu Estado. Iam para o acerto final com Jango devidamente autorizados por toda a Bossa Nova.
 ***
JANGO
Quando o carro se aproximava do Alvorada, Sarney, nervoso, planejou a conversa:
- Petrônio, como o escolhido, acho que não devo falar. Você, que é o mais velho, falará por nós quatro.
- Nada disso, Sarney. Nossa missão é levar ao Presidente o pensamento do grupo todo. O Jango não vê em mim um udenista. Ele sabe que eu sou um esquerdista. Se eu falar, ele vai ver, em minhas palavras, não a posição da Bossa Nova da UDN, mas o ponto de vista das esquerdas. Quem deve falar é o Seixas ou o Aparecido, os únicos realmente udenistas.
O automóvel preto parou, Jango esperava os quatro, Seixas Dória deu o recado, Sarney foi dormir ministro convidado e aceito.
 ***
VITORINO
Sarney ia ser ministro de Jango, representando a Bossa Nova da UDN. Tudo combinado, houve reunião da direção nacional do partido para dar sinal verde. Djalma Marinho, do Rio Grande do Norte, não concordou:
- Ministro de Jango, só deixando a UDN.
Mesmo assim, no dia seguinte, Carlos Castelo Branco informava em sua “Coluna do Castelo”, já no “Jornal do Brasil”:
-“Sarney só não será ministro se Vitorino Freire vetar junto a Jango”.
Vitorino telefonou para Castelo:
- Olhe, Castelo, eu faço política em cima da fivela. Não sou do PTB nem da UDN. Se o galho não é meu, não tenho nada com o macaco. O doutor Sarney pode ser até ministro da Guerra do doutor Jango.
Jango e a UDN entenderam o veto. Sarney foi desministrado.
Dois anos depois, veio o golpe militar de 1964, Seixas Doria foi confinado em Fernando de Noronha, José Aparecido asilado na embaixada da Yugoslávia e José Sarney ficou engraxando as botas dos militares.
***
CASSIO
Onde houver governo e mamatas de governo, Sarney está lá. E onde puder usar o governo para violentar os adversários, lança mão das armas mais despudoradas. Só duas semanas atrás, um ano depois da eleição, o Tribunal Eleitoral da Paraíba  entregou o diploma de senador a Cássio Cunha Lima, o mais votado do Estado, e que afinal assumiu o mandato no Senado, apesar das mais solertes manobras comandadas por Sarney, para que outro, derrotado nas urnas, continuasse exercendo seu mandato.  
No Amapá, a mesma coisa. No “Globo”, Catarina Allencastro contou:
1. –  “Na semana passada, a Mesa Diretora do Senado se reuniu para fechar o dia em que João Capiberibe, diplomado pelo Tribunal Eleitoral do Amapá, poderá assumir seu mandato, mas a situação permanece indefinida. Ainda que deseje protelar mais a chegada do adversário à Casa, Sarney não tem mais margem regimental para tanto. Pela lei, o Senado é obrigado a empossá-lo cinco sessões após a diplomação pela Justiça eleitoral”.
***
CAPIBERIBE
 2. – “Além do atraso no Senado, Capiberibe teve que aguardar o julgamento de recursos no Supremo Tribunal Federal (STF). O relator do caso, ministro Luiz Fux, decidiu que ele tinha o direito de assumir o mandato, mas outro recurso foi interposto por Gilvan Borges (PMDB), que concorreu contra ele nas eleições, foi derrotado, e acabou assumindo sua vaga no Senado. O STF reafirmou sua decisão em favor do político no último dia 3, quando decretou sua diplomação imediata. Disse Capiberibe:
- “O Sarney foi o responsável pela minha cassação em 2005. Ele é o político mais influente do país, tê-lo como inimigo não é fácil. Mas voltei, Na quarta-feira, apresento minha diplomação no Senado e aí vou ver se haverá embromação ou não para a minha posse”.
“Gilvan Borges foi o terceiro votado nas eleições do Amapá e ocupou o lugar de Capiberibe. Exerceu o cargo por menos de dois meses e passou a cadeira para o suplente,o irmão Geovany Borges,também aliado de Sarney”
Agora, os senadores Cássio Cunha Lima e João Capiberibe podem dizer a Sarney o que os policiais do Rio disseram ao Nem da Rocinha:
- “Perdeu, Sar-Nem”!

Vintage trailer in Blogbar - Foreign Intrigue (1956) trailer with Robert Mitchum



Comercial antigo - Kadett - comercial (1993)



Charge do dia

Paixão




Paixão - Gazeta do Povo - Curitiba, PR