No ano passado, ministros e servidores do STF exercitaram em toda sua plenitude o direito constitucional de ir e vir. Os gastos do tribunal com diárias deram um salto de 41% em 2011 –de R$ 707 mil para R$ 1 milhão. No Executivo, as despesas com viagens caíram 35%.
Os dados constam de notícia produzida pela repórter Marta Salomon. Ouvido, o Supremo alegou que a verba custeou deslocamentos de trabalho. Num deles, quatro ministros voaram em assentos de primeira classe para Washington, em maio.
Foram participar de um encontro com colegas da Suprema Corte dos EUA. Cezar Peluso, presidente do STF, integrou a comitiva. Levou consigo a mulher, Lúcia. Heim?!?
Alega-se que resolução do Supremo prevê o pagamento de passagem para acompanhantes quando a presença é tida cosiderada “indispensável”. Hã?!? “Foi o caso da esposa do ministro Peluso”, esclarece a assessoria do tribunal.
Como assim? Lúcia foi com o marido para Washington porque “eles teriam de participar de evento realizado na embaixada do Brasil com a participação de ministros da Suprema Corte americana acompanhados de suas esposas.” Então, tá! Publique-se o acórdão. E não se fala mais nisso.





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