domingo, 26 de fevereiro de 2012

TRIO NAGÔ - "Mocambo de Paia" (Gilvan Chaves) 1955





Blogbar do Fontana -- Nos balcões dos bares da vida

TRIO NAGÔ

CONTINENTAL - 1955

Música - "Mocambo de Paia" (Gilvan Chaves)

Dnit, fruto do modelo petista - Estadão online - link (aqui)

 
 
O Estado de S.Paulo
 
O impressionante retrato da falência estrutural e administrativa do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) apresentado pelo Estado (19/1), em reportagem de Fábio Fabrini, é também um retrato da incapacidade do governo do PT de avaliar a gravidade dos problemas e, quando consegue fazer isso, de sua incompetência para solucioná-los. Dos dez anos de existência do Dnit, em nove o governo federal esteve sob o comando do PT, que deixou a autarquia na situação em que se encontra.
"O que fazem com ele (Dnit) é uma covardia", diz seu diretor executivo, Tarcísio Gomes de Freitas, um auditor da Controladoria-Geral da União (CGU) colocado no cargo pela presidente Dilma Rousseff depois da limpeza na direção do órgão, com a demissão de envolvidos em denúncias de pagamento de propinas. A primeira providência de Freitas no exercício do cargo foi estudar a situação da autarquia e sua conclusão revela o descaso com que o Dnit tem sido dirigido. O órgão não tem condições estruturais de executar as funções para as quais foi criado.
Não é uma repartição pública qualquer. Trata-se do órgão responsável por alguns dos maiores investimentos federais, especialmente nas obras inscritas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e pela operação, administração, manutenção, ampliação e gestão da infraestrutura de transporte rodoviário, ferroviário e aquaviário.
Há alguns meses, o Dnit anunciou que, até o fim de 2016, executará um programa de melhorias em 57% da malha rodoviária federal sob sua responsabilidade, ao custo de R$ 16 bilhões. Ou seja, de 55,6 mil quilômetros de rodovias pavimentadas sob administração da autarquia, 32 mil receberão melhorias.
As conclusões a que chegou seu diretor executivo deixam sérias dúvidas quanto à execução dessas obras no prazo anunciado. "O Dnit não tem condições de tocar o PAC", disse Freitas ao Estado. Suas deficiências atrasam obras, retêm pagamentos (levam "incríveis 300 dias", depois de feita a medição de um serviço, para efetivar o pagamento devido) e favorecem desvios.
Seu quadro de pessoal é formado por 2.695 servidores de carreira, menor do que o do Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo, de 3,8 mil, segundo Freitas. Tão grave quanto a escassez de funcionários - seriam necessários 6.861 para administrar a execução dos 1.196 contratos na área de infraestrutura de transportes, a maioria integrante do PAC - é o despreparo do pessoal.
O Dnit tem 126 porteiros e apenas 9 contadores para examinar os milhares de contratos e sua execução; 94 motoristas e só 7 auditores de controle interno. Explica-se, assim, por que existem mais de 500 relatórios de prestação de contas aguardando exame pelo órgão. O Dnit tem 131 datilógrafos, para desempenhar uma tarefa que não existe mais, mas só 10 técnicos de estrada e nenhum topógrafo.
"Como é que eu vou ter um bom ambiente de controle num órgão que gere R$ 15 bilhões e tem uma auditoria interna com 7 auditores?", queixa-se o diretor. Para suprir a escassez de quadros, o Dnit tem contratado funcionários terceirizados de maneira irregular, pois muitos desempenham funções em áreas ligadas à finalidade do órgão e que deveriam ser exercidas por servidores concursados.
A situação tende a piorar. Mais da metade do pessoal tem mais de 51 anos de idade e 43% do total dos atuais funcionários se aposentarão até 2015. Essa tendência é conhecida há muitos anos. O antigo Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, do qual o Dnit herdou muitas atribuições e servidores, chegou a ter um quadro de cerca de 25 mil funcionários na década de 1980. A redução desse número, desde então, nem sempre foi ruim para o serviço público, dados o notório inchaço do órgão e as frequentes denúncias de casos de corrupção ali verificados.
A rapidez com que se reduziu seu quadro, porém, criou problemas sérios para o órgão que lhe sucedeu. Mas nada foi feito para ordenar esse processo nocivo para o desempenho e a eficiência do Dnit. Apesar da gravidade da situação, aparentemente o governo do PT continua sem entendê-la. Não há nenhuma previsão para novas contratações.

Sebastião Nery - Tribuna da Internet - link (aqui)

 
 
domingo, 26 de fevereiro de 2012 | 02:55

O Tio Filé e a víuva

Sebastião Nery
Filemon Teles, o Tio Filé, presidente da Assembléia Legislativa do Ceará, recebeu pedido de um amigo da Paraíba, também deputado, para amparar um criminoso que fugira de lá e estava chegando ao Ceará. Tio Filé encaminhou o paraibano para o coronel Amâncio, do Cariri, poderoso chefe político do Crato.
Algum tempo depois, Tio Filé encontrou o coronel Amâncio:
– Como é, compadre, resolveu o problema do rapaz da Paraíba?
– Está tudo certo, já está trabalhando e é um homem de confiança para serviços de responsabilidade. Foi uma boa aquisição.
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TIO FILÉ
Tio Filé agradeceu, já ia saindo, voltou:
– E os documentos dele, como é que você fez?
– Fiz um atestado de óbito dele no cartório do Crato e mandei a certidão para a Paraíba. Aí, aquele ele se acabou. Depois, fiz um registro novo para ele no mesmo cartório, com outro nome. E ele virou um homem novo.
– E a mulher dele?
– Ora, compadre, a viúva casou com o novo.
E o Sertão do Cariri ganhou mais um cidadão de confiança para serviços de responsabilidade.
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CLASSE MÉDIA
Economistas da Fundação Getúlio Vargas (FGV) usaram a receita do coronel Amâncio em 2008 e resolveram o problema da pobreza no País. Foram ao cartório do governo Lula, fizeram um atestado de óbito para a nossa classe média, acabaram com ela, arranjaram um registro novo, com números novos e ela virou uma classe média nova, muito mais vasta e numerosa.
E a classe média, de uma hora para outra, virou um truque “de confiança para serviços de responsabilidade” na propaganda do governo. Mais do que um truque, uma fraude.
Assim, em 2008 decidiram que “um lar da classe média” é o que tem renda de R$1.064 a R$4.591. E, num toque de mágica, 52% da população brasileira passaram a ser classe média. Abaixo disso, é pobre ou miserável. Acima de R$ 16 mil, é rico.
Só mesmo muito óleo de peroba para dizer que renda de mil reais (!) colocava uma família na classe média. São pouco mais de dois salários mínimos. Era a mensalidade de grande parte das faculdades particulares ou dos planos de saude. No Rio, era salário da imensa maioria das empregadas domésticas, cozinheiras, arrumadeiras. A FGV perguntou se elas são da classe média?
O senador Sarney, com cinismo classe alta, comemorou para “puxar”:
– “É uma grande mudança. Viramos um País de classe média. E a boa notícia chega também para os ricos, que cresceram de 11,61% para 15,52%”.
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NA ARGENTINA
Clóvis Rossi (Folha) tem razão: – “A Argentina é um tiquinho mais exigente: para ser classe média, a família precisa ter renda mínima equivalente a R$ 1.830. Pois bem: 70% dos argentinos pertencem à classe média”.
– “É uma baixaria. Fiquei revoltado quando vi a notícia na TV. A classificação é vazia e mentirosa”, diz João Galdino, presidente da Associação de Moradores da Vila Progresso, no Rio”(Elvira Lobato, Folha).
O “novo rótulo” foi uma brutal e indisfarçada fraude, uma farsa: – 52% de classe média, 15% de ricos e 33% de pobres e miseráveis.
E ainda vão casar a viúva, o povo brasileiro, com o novo, com a mentira.

Por mais que explique, por mais que tente, por mais que esconda...essa é a cara do governo





E tome negociações, afinal "governabilidade" é o tema do governo.

Sarney agradece...

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