sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Comentário publicado na Folha online
Chama a atenção, até do mais distraído leitor, a predisposição anunciada de o governo destinar um percentual maior da arrecadação da CPMF para a tão decantada saúde!
Bondade explícita, chega a emocionar!
Nesse sentido as lágrimas de Adib Jatene, o criador deste equívoco, que após perigrinação passional feita em seu tempo de Ministro, a aprovou.
Esquece, entretanto o Sr.Adib, que está, a CPMF, foi o único legado de sua administração, posto que, até onde se sabe, ela, a saúde, continuou padecendo de males crônicos e agudos.
A volúpia desavergonhada com que se lança o governo para aprovar está perpetuação da CPMF, só encontra similitude em desvarios de Reis e Majestades relatadas nas crônicas de outrora.
Afinal, o governo está paralizado, nervoso, vociferante, enquanto o ano termina, e, certamente, nos vários setores e ministérios, verbas contigenciadas se acumulam. Mas isso é outra história, como a dos juros que abastecem a voracidade do setor financeiro.
Licença para "cartelizar"
Está estalecido, para o mercado financeiro, o tabelamento pelo maior valor de "mercado", com o beneplácido de nossas autoridades monetárias.
Decreta-se que, a partir de abril de 2008, os valores das tarifas bancárias ficarão congelados por 6 meses.
Ora, se hoje, dezembro de 2007 elas já são abusivas e cartelizadas, imagina-se como estarão em abril do próximo ano!
Com a palavra os órgãos fiscalizadores, especialmente o CADE e o próprio MP, que, por dever de ofício, deveriam combater os cartéis oligopólicos.
Afinal, tabelar por cima, numa situação de inexistência da livre concorrência mercadológica, é no mínimo premiar o infrator.
Destaca-se ainda, a alegre participação, nesse cartel, dos bancos oficiais, BB, CEF, entre outros, que prazeirosamente acompanham a voracidade das tarifas.
Aqui, o PT, repete o PSDB, seu irmão siamês na defesa dos interesses do setor financeiro.
Nem só de valerioduto se resume a identidade desses dois partidos.
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