sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

The Swingle Singers - Moonlight Sonata

J.S.Bach 'Sinfonia' Swingle Singers

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sinopse dos principais jornais -( aqui )




sala de leitura

Queda da CPMF - Do ponto de vista do "barman"




Luta fraticida


O enigma do momento é decifrar o que é maior:


A dor da derrota do governo, ou a dor do remorso do PSDB?


Só o DEM tem motivos para sorrir!


Por enquanto, afinal o PSDB já sonha, em voz alta, com a ressurreição da CPMF!


Mais não diz, o barman, pois a fila de drinks está crescendo!


Ideli Salvatti - "a imagem do PT"

José Cruz/ABr


"Temos de cerrar fileiras para aprovar a reforma!"



(aquela reforma tributária, que ela excomungou, quando falhou a primeira negociação com os Tucanos )


Múcio, "o axiomático"


José Múcio


"Governo perdeu para ele mesmo!"

Charge do dia



Aroeira - O Dia online


Ministro Temporão, "o que perdeu a hora", em busca do Prozac




"Temporão se diz em "depressão pós-votação"

ELIANE CANTANHÊDE
COLUNISTA DA FOLHA

ANGELA PINHO
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, 56, em entrevista à Folha, declarou-se em "depressão pós-votação" e disse que teve "vergonha de ser médico" ao ouvir o senador e médico Mão Santa (PMDB-PI) discursar contra a CPMF.

FOLHA - O peso da derrota?
JOSÉ GOMES TEMPORÃO -
Foi uma derrota da sociedade, do homem comum que usa o SUS. A saúde nunca imaginou recursos de tal monta, R$ 37 bilhões em três anos, com a CPMF integralmente.

FOLHA - A proposta foi feita no undécimo minuto...
TEMPORÃO -
Não é verdade. Foi feita na véspera e a oposição disse que estava tudo ok. Mas as cartas estavam marcadas, foi uma grande encenação, porque a estratégia era derrotar o governo.

FOLHA - E a dissidência na base aliada?
TEMPORÃO -
O discurso do senador Mão Santa foi degradante. Fiquei deprimido e com vergonha de ser médico. Um homem que é cirurgião num Estado pobre, que sabe que a situação é calamitosa...

FOLHA - Foi antidemocrático?
TEMPORÃO -
Isso é a democracia brasileira amadurecendo. Simplesmente a oposição conseguiu derrotar o governo num processo de votação claro, límpido, transparente. O mundo não acabou. Estou só expressando minha frustração.

FOLHA - O sr. foi dormir com a perspectiva de o Ministério da Saúde ser o mais rico de todos, e foi de lá que o Serra se viabilizou como presidenciável. Qual a sensação ao acordar sem isso?
TEMPORÃO -
É claro que quando percebi a possibilidade de um grande salto de qualidade, de um recurso significativo para a saúde que iria viabilizar tudo o que sonhei a minha vida, estava absolutamente entusiasmado.

FOLHA - O sr. chorou?
TEMPORÃO -
Quase chorei. Faltou pouco.

FOLHA - O ministro Mantega anunciou que o maior corte será na Saúde. O seu adversário passa a ser a área econômica?
TEMPORÃO -
Não. O ministro Mantega é um parceiro e é muito cedo. Nós, ministros, fizemos um balanço ainda muito preliminar, sob o calor da emoção, mas é claro que, se perco uma fonte de R$ 40 bilhões da noite para o dia, algo vai acontecer.

FOLHA - O quê?
TEMPORÃO -
Ah! Vamos ter ajustes no Orçamento, evidente que vamos ter cortes que vão atingir Executivo, Legislativo e Judiciário.

FOLHA - O corte de R$ 24 bi adicionais do PAC da Saúde?
TEMPORÃO -
Veja. Esses R$ 24 bilhões estavam na emenda 29, vinculados à CPMF. Desapareceram.




E assim, Temporão, "o que perdeu a hora", tenta entender "o mundo em que se meteu", saudades da faculdade!