domingo, 30 de dezembro de 2007

Bar é conto


Fernando Sabino




Conversinha mineira


-- É bom mesmo o cafezinho daqui, meu amigo?

-- Sei dizer não senhor: não tomo café.

-- Você é dono do café, não sabe dizer?

-- Ninguém tem reclamado dele não senhor.

-- Então me dá café com leite, pão e manteiga.

-- Café com leite só se for sem leite.

-- Não tem leite?

-- Hoje, não senhor.

-- Por que hoje não?

-- Porque hoje o leiteiro não veio.

-- Ontem ele veio?

-- Ontem não.

-- Quando é que ele vem?

-- Tem dia certo não senhor. Às vezes vem, às vezes não vem. Só que no dia que devia vir em geral não vem.

-- Mas ali fora está escrito "Leiteria"!

-- Ah, isso está, sim senhor.

-- Quando é que tem leite?

-- Quando o leiteiro vem.

-- Tem ali um sujeito comendo coalhada. É feita de quê?

-- O quê: coalhada? Então o senhor não sabe de que é feita a coalhada?

-- Está bem, você ganhou. Me traz um café com leite sem leite. Escuta uma coisa: como é que vai indo a política aqui na sua cidade?

-- Sei dizer não senhor: eu não sou daqui.

-- E há quanto tempo o senhor mora aqui?

-- Vai para uns quinze anos. Isto é, não posso agarantir com certeza: um pouco mais, um pouco menos.

-- Já dava para saber como vai indo a situação, não acha?

-- Ah, o senhor fala da situação? Dizem que vai bem.

-- Para que Partido?

-- Para todos os Partidos, parece.

-- Eu gostaria de saber quem é que vai ganhar a eleição aqui.

-- Eu também gostaria. Uns falam que é um, outros falam que outro. Nessa mexida...

-- E o Prefeito?

-- Que é que tem o Prefeito?

-- Que tal o Prefeito daqui?

-- O Prefeito? É tal e qual eles falam dele.

-- Que é que falam dele?

-- Dele? Uai, esse trem todo que falam de tudo quanto é Prefeito.

-- Você, certamente, já tem candidato.

-- Quem, eu? Estou esperando as plataformas.

-- Mas tem ali o retrato de um candidato dependurado na parede, que história é essa?

-- Aonde, ali? Uê, gente: penduraram isso aí...

Bar é música - A vida também

Beatles - Twist And Shout 1963

Frank Sinatra - Let me try again

Live In Japan

Rolling Stones - As Tears Go By 1966

Lester young-Blues for Greasy



Harry Sweets Edison on trumpet, Lester Young and Flip Phillips on tenors, Bill Harris on trombone with Hank Jones piano, Ray Brown bass and Buddy Rich on drums. Ella Fitzgerald comes in on a scat vocal as well

Tom Jobim - Show Montreal - Chega de Saudade



Chega de Saudade


Composição: Tom Jobim e Vinícius

Vai minha tristeza e diz a ela que sem ela
Não pode ser, diz-lhe numa prece
Que ela regresse, porque eu não posso
Mais sofrer. Chega de saudade a realidade
É que sem ela não há paz, não há beleza
É só tristeza e a melancolia
Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas se ela voltar, se ela voltar,
Que coisa linda, que coisa louca
Pois há menos peixinhos a nadar no mar
Do que os beijinhos que eu darei
Na sua boca, dentro dos meus braços
Os abraços hão de ser, milhões de abraços
Apertado assim, colado assim, calado assim
Abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim
Que é pra acabar com esse negócio de você viver sem mim.
Não quero mais esse negócio de você longe de mim...

"Fazer-se de chancho rengo" - a triste sina de um suplente -reportagem do Estadão - link ( aqui)

Sibá Machado



Personagem sempre presente no film noir, o abrutalhado, que agia sob o comando dos chefões, que tentavam ostentar certa finesse em salões regados a scotch enquanto exalavam cubanos, ficou enraizado na memória de quem frequentou os cinemas da época.

Este, o personagem, que o suplente de senador acreano revive, fazendo-se de chancho rengo, nos dizeres gaúchos, ou seja, fazendo-se de tolo, ao tentar frear a CPI das ONGs, provavelmente a mando da dedicada e prestimosa Ideli Salvatti em sua missão de preservar as honrosas e pudicas ONGs de Santa Catarina.

Papel que desempenha com notável naturalidade, digna do Actors Studio, como o foi sua fugaz passagem pela presidência da Comissão de Ética do Senado.






Abaixo a reportagem do Estadão:
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CPI das ONGs tenta acordo para retomar investigações

ROSA COSTA - Agencia Estado



BRASÍLIA - Boicotada pelo governo, a CPI das ONGs vai tentar sobreviver em 2008 pelo acordo que o presidente e o relator da comissão, senadores Raimundo Colombo (DEM-SC) e Inácio Arruda (PC do B-CE), esperam formalizar no Senado. Eles vão pedir ao presidente da Casa, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), e aos líderes de todos os partidos que garantam o prosseguimento das investigações, sem a obstrução comandada por colegas da base aliada. Mesmo se a tática fracassar, Colombo e Arruda acreditam que terão condições de avançar nas apurações graças ao grande número de denúncias recebidas de todo o País. Se eles não ajudarem a quebrar o impasse, vamos ter de fazê-lo na comissão mesmo?, anunciou Arruda.



O senador Sibá Machado (PT-AC) tem encabeçado o esquema de rejeitar a votação de requerimentos de convocação ou dos pedidos de informações de pessoas e entidades ligadas ao governo. Sibá alega que tem agido apenas para evitar a apuração de denúncias não fundamentadas. Estou esperando que cheguem os documentos pedidos para que não venha à comissão ninguém que não deveria vir, afirma o senador. Segundo Colombo, os indícios de desvio de recursos, ineficiência, ausência ou irregularidades na execução do trabalho são comuns nas denúncias recebidas pela comissão e nos primeiros levantamentos feito pela equipe encarregada de mapear as organizações não-governamentais do País.



Os dados, de acordo com o senador, comprovariam ainda a avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU) de que chega a cerca de R$ 12 bilhões o total de recursos repassados nos últimos anos a ONGs sem prestação de contas ou que não foram auditadas pelo governo. Inácio Arruda afirma existirem no País 276 mil organizações não-governamentais. Mas são poucas as entidades que conseguem se projetar pelo trabalho desempenhado.



Colombo acredita que em fevereiro a equipe de técnicos que assessora os trabalhos terá concluído três mapeamentos: sobre as entidades favorecidas por repasses de dinheiro público, quanto aos dirigentes dessas ONGs e a respeito dos critérios ou falta deles nos convênios realizados. Daí para frente, com dados comprovados, ele acha difícil os governistas continuarem obstruindo as investigações. O certo é que está constatado o repasse de dinheiro sem a preocupação de resultado e são somas muito altas, na casa dos milhões, alertou.



Os requerimentos rejeitados pela base aliada referem-se a entidade e pessoas ligadas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É o caso do pedido de iniciativa do senador Álvaro Dias (PSDB-PR) para convocar Jorge Lorenzetti, ex-churrasqueiro do presidente Lula e um dos envolvidos no esquema do dossiê Vedoin contra a candidatura de políticos do PSDB, e um dos dirigentes da ONG Unitrabalho. Sibá disse que rejeitou estes e outros requerimentos por considerá-los genéricos demais?.

Ella Fitzgerald : One note Samba 1969

A frase reveladora - Vice José Alencar na Folha de São Paulo - link ( aqui )


José Alencar pondo os pingos nos ís!



FOLHA
- Por que o sr. acha que o governo não resolveu essa questão dos juros altos?

ALENCAR - Porque há uma ameaça de articulistas, que são economistas ligados ao sistema financeiro, que é muito organizado, e que colocam quase que como alternativa: ou nós mantemos esses juros ou mais uma vez vamos ter uma inflação violenta no país.


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Edroaldo, o garçon cínico, aposta que essa frase não vai repercutir na grande mídia. Afinal certas verdades costumam ser escondidas sob os tapetes da recepção.

Maldade do dia - Helio Fernandes - Tribuna da Imprensa (RJ) - link ( aqui )

Paulo Bernardo



Paulo Bernardo está "assanhado" para ser ministro da Fazenda. Não acredito que Mantega deixe o cargo. Lula adora trabalhar com quem não tem vontade ou personalidade. Paulo Bernardo também se encaixa. (Helio Fernandes)




Charge do dia - link ( aqui )

Ronaldo - Jornal do Commercio - Recife (PE)

Comercial antigo - BANESPA - Feliz 1968

sinopse dos principais jornais - link ( aqui )


sala de leitura



Manchetes:


Jornal do Brasil - Turismo do Rio perde US$ 26 mi

Folha de São Paulo - Cai número de formados na universidade pública

O Estado de São Paulo - PAC tem R$ 13,3 bi para obras em 2008

O Globo - Reprovação no Provão não fecha escolas no Rio

Correio Brasiliense - Corrida pela vacina contra febre amarela