sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Na Baixa do Sapateiro - Luiz Eça e Trio

Bar é entretenimento - "magic strip"

Com a palavra o STF - Blog do Josias - link (aqui)

Chega ao STF ação contra quebra do sigilo bancário

Baixada no final do ano passado, a portaria da Receita Federal que obriga os bancos a entregar ao fisco dados bancários de seus correntistas sofreu nesta sexta-feira (18) sua primeira contestação bancária. Assinam a ação os advogados da CNPL (Confederação Nacional das Profissões Liberais).

Para a entidade, a portaria da Receita é inconstitucional. A CNPL invoca o parágrafo 12 do artigo 5º da Constituição. Sustenta que nesse trecho, o texto constitucional condiciona a quebra do sigilo bancário a autorização do Judiciário. A providência só poderia ser adotada nas hipóteses previstas em lei: investigações criminais ou instrução de processos penais.

Caberá agora ao Supremo dar a palavra final sobre a legalidade do documento da Receita. A primeira decisão a ser tomada diz respeito a um pedido de liminar solicitado pela CNPL. A entidade quer que o STF suspenda a vigência da decisão da Receita até que a ação seja julgada em termos definitivos.

O documento da Receita, alvo da contestação, fora editado nas pegadas da rejeição, pelo Senado, da emenda que prorrogava a vigência da CPMF até 2011. Sem o imposto do cheque, o fisco perdeu uma valiosa ferramenta de combate à sonegação. Valia-se dos dados da CPMF para cruzar a movimentação bancária com os dados do Imposto de Renda dos contribuintes, farejando os passos dos sonegadores.

À falta da CPMF, editou-se a portaria, para obrigar as instituições financeiras e as operadoras de cartões de crédito a repassar ao fisco os dados da movimentação financeira de pessoas físicas e empresas com movimento semestral superior a R$ 5 mil e R$ 10 mil, respectivamente.

Tommy Pederson


STEVIE RAY VAUGHAN+BB KING+ALBERT COLINS

João Bosco - Corsário

Financiando o candidato a presidente em 2006 - bancos contribuiram ingenuamente com Cristovam Buarque







BMGleasing
- R$ 50.000,00

Bradesco - R$ 200.000,00

Unibanco - R$ 50.000,00


Total (bancos) - R$ 300.000,00


(numa campanha apenas para marcar posição, sem nenhuma chance de sucesso)

Cenas do cotidiano


Flávio Afonso - Folha de Rondônia - Ji-Paraná (RO)

Investimentos no Brasil - Financial Times - link (aqui)




Brasil vive grande surto de investimento estrangeiro


Richard Lapper e John Rumsey
Em São Paulo


Quase não se passa um dia em São Paulo, a maior cidade do Brasil, sem notícias de mais investimentos estrangeiros, e esta semana não foi exceção.

A gigante da mineração Anglo American disse ontem que pagará US$ 5,5 bilhões para comprar o controle de duas minas de minério de ferro da companhia brasileira MMX. E alguns dias atrás surgiram notícias de que a Symetrix, uma empresa americana de chips, está investindo US$ 1 bilhão para fabricar cartões inteligentes.

Os fluxos de investimento direto estrangeiro (IDE) estão crescendo. Na maior parte desta década, os atrativos do Brasil empalideceram ao lado dos de outros mercados emergentes gigantes -China, Índia e Rússia, os outros três dos chamados BRICs-, até então com crescimento mais rápido. Mas nos últimos meses o Brasil começou a se sair melhor.

Números publicados na semana passada pela Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento mostram que o Brasil conseguiu o dobro em IDE que a Índia em 2007 e seu investimento cresceu em um ritmo mais rápido que o da Rússia ou da China.

Os fluxos totais de US$ 37,4 bilhões foram mais que o dobro da quantia que o Brasil atraiu em 2006 e também, pelo menos em termos nominais, maiores que os fluxos atraídos no início desta década quando estava em vigor uma grande campanha de privatizações.

O investimento na China caiu para US$ 67,3 bilhões, comparado com US$ 69,5 bilhões em 2006, enquanto a Rússia conseguiu US$ 48,9 bilhões, 70% a mais que em 2006.

"Foi uma surpresa", diz Antônio Corrêa de Lacerda, um economista da Sobeet, um grupo de pensadores brasileiros sobre companhias transnacionais, que esperava que o Brasil atraísse somente cerca de US$ 25 bilhões. "O resto do mundo está crescendo, mas o Brasil agora está conseguindo uma boa parcela do aumento."

Por que o Brasil tem se saído tão bem? Parte da explicação é que o país é rico em recursos naturais -como petróleo, soja e minério de ferro- pelos quais a demanda mundial tem crescido. Nos primeiros 11 meses de 2007, o Brasil atraiu US$ 3 bilhões para o setor de mineração, quase seis vezes o valor de 2006.

O recente sucesso dos investimentos é muito mais amplo, porém. Números do Banco Central para os primeiros 11 meses mostram que mais de um terço dos influxos gerais foram dirigidos para manufaturas.

A indústria de aço do Brasil, altamente competitiva, é um dos focos. Lakshmi Mittal, presidente e executivo-chefe da Arcelor Mittal, a maior siderúrgica do mundo, é um entusiasta. Na ano passado ele dirigiu uma grande expansão de sua companhia no complexo de Tubarão e em dezembro fez uma oferta de US$ 1,75 bilhão para comprar a participação de 43% que ainda não possui na Acesita, uma fabricante de aço inoxidável. Ele pretende gastar outros US$ 5 bilhões nos próximos cinco anos para aumentar a capacidade anual em mais de 40%.

Bilhões de dólares foram bombeados no setor de etanol, onde a experiência e a perícia técnica brasileira são uma vantagem importante. Como explica Andrew Liveris, presidente e executivo-chefe da Dow Chemical: "Quando se trata de biocombustíveis e produtos relacionados, o Brasil é o líder. Os EUA estão pensando nisso; o Brasil está fazendo".

Mas grande parte do interesse se relaciona à própria melhora das perspectivas macroeconômicas do Brasil. Uma política monetária e fiscal cautelosa estabilizou a economia e pavimentou o caminho para uma expansão estável do crédito interno.

Setores orientados para o mercado doméstico, como o da construção, estão em ascensão. O crescimento, que atingiu 5% em 2007, é decepcionante comparado aos da China ou da Índia, mas os investidores estão confiantes em que a demanda doméstica de base ampla, especialmente entre grupos de baixa renda, e os índices crescentes de formação de capital permitirão que o Brasil sobreviva relativamente ileso a uma desaceleração da economia americana.

Mas mesmo alguns que estão investindo no Brasil expressam preocupação sobre obstáculos para o crescimento. Marcelo Mosci, diretor da GE para a América Latina, diz que o fracasso em melhorar as condições comerciais, através de reformas trabalhistas e outras, criará dificuldades à frente. "Existem dois Brasis. O investimento está crescendo, o setor privado está fazendo um ótimo serviço. Mas [por causa da falta de reformas] o Brasil está atingindo um grande obstáculo em seu caminho", ele diz.

* Colaborou Jonathan Wheatley

Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves

Bush reduz impostos - Washington Post


Bush Calls for $140B Economic Stimulus Package




Washington Post Staff Writer
Friday, January 18, 2008; 12:32 PM

Saying the nation's flagging economy urgently needs "a shot in the arm," President Bush called today for an economic stimulus package centered on tax rebates and incentives, but declined to specify how large the rebate checks should be, leaving the matter up for negotiation with Congress.

Laying out "certain principles" that he wants to see in the package, Bush said the plan "must be big enough to make a difference in an economy as large and dynamic as ours, which means it should be about 1 percent of GDP." A package of that size would amount to nearly $140 billion.

With Vice President Cheney and some of his leading economic advisers standing behind him, Bush said the stimulus package also must be temporary and must "take effect right away" to help avert a feared economic downturn.

He added, "This growth package must be built on broad-based tax relief that will directly affect economic growth, and not the kind of spending projects that would have little immediate impact on our economy." He said it should include tax incentives for American businesses, including small businesses, to encourage major investments in their enterprises this year, and "direct and rapid income tax relief for the American people."

Bush urged Congress to work with his administration to forge an agreement "so we can deliver this boost to the economy as quickly as possible." He also called on Congress to make his tax cuts permanent, but did not include such action in the stimulus package. The cuts are due to expire in 2011.

"By passing an effective growth package quickly, we can provide a shot in the arm to keep a fundamentally strong economy healthy," he said. "And it will help keep economic sectors that are going through adjustments, such as the housing market, from adversely affecting other parts of our economy."

The White House reportedly wants to provide rebates of as much as $800 for individual taxpayers and $1,600 for married couples, but lawmakers were discussing smaller amounts -- possibly $500 for individuals -- combined with additional money for the unemployed and recipients of food stamps.

The idea is to pump money into the economy and avert a recession, which looms amid fears that a serious credit crunch and the persistent housing slump could cause Americans to reduce their spending and prompt businesses to cut back on hiring.

In one of the latest signs that the economy may be headed for tougher times, an index of leading economic indicators fell by 0.2 percent in December, its third consecutive monthly decline and the fourth drop in the last six months. The index issued by the Conference Board, a New York-based business research organization, decreased 0.7 percent in October and 0.4 percent in November.

For the last six months of 2007, the index of leading economic indicators was down 0.8 percent, a decline largely driven by weakness in building permits, average weekly manufacturing hours, new orders for non-defense capital goods and average weekly initial claims for unemployment insurance.

Sarah Vaughan-I Can't Give You-1965


Bar é poesia - Fernando Pessoa


Fernando Pessoa




Ceifeira

Mas não, é abstrata, é uma ave
De som volteando no ar do ar,
E a alma canta sem entrave
Pois que o canto é que faz cantar.

Sax No End - Clarke/Boland Big Band

O insaciável


Jacobsen - Folha de Londrina (PR)




CPMF 2, O retorno - Estadão online - link (aqui)


A campanha pela CPMF


Com as bênçãos do governo, mas sem a sua participação oficial, avançou rapidamente a mobilização política a favor da ressurreição do imposto do cheque, também conhecido como CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira). Em sua versão renovada, o tributo, segundo os seus defensores, será destinado integralmente à saúde ? como deveria ter sido, na versão original, há mais de dez anos. O primeiro lance ? como comentamos em editorial na ocasião ? ocorreu há quase duas semanas, quando parlamentares da base aliada anunciaram a disposição de propor a criação de um tributo semelhante àquele extinto em dezembro. O anúncio foi feito, por notável coincidência, depois de uma reunião com os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. No segundo movimento, uma semana depois, envolveu-se na história a "bancada da saúde", formalmente distinta da base aliada mas comprometida, nesse caso, com o mesmo objetivo. Agora, no terceiro lance, entraram em cena os secretários de Saúde dos Estados e municípios, prontos para apoiar a reedição do imposto em troca de uma boa fatia do dinheiro arrecadado pela União.

O governo, repetiu na quinta-feira o ministro José Múcio Monteiro, não tomará a iniciativa de incluir no projeto de reforma tributária a criação de um clone da CPMF. Mas os congressistas poderão cuidar do assunto, admitiu, e o Executivo não terá de se envolver. Até aí, nenhuma novidade. Esse já havia sido o discurso dos ministros do Planejamento e de Relações Institucionais, quando o assunto surgiu no encontro com os líderes da base aliada. Com essa atitude, o governo pretende disfarçar a nova quebra da palavra empenhada. Como os parlamentares e secretários estaduais e municipais nada prometeram nesse sentido, estão livres para trabalhar pela reedição do imposto.

Mas não só a mobilização tem aumentado. As pretensões também têm crescido. Na primeira manifestação, políticos da base parlamentar haviam falado num tributo com alíquota de 0,20%. Na conversa dos secretários, já se fala numa arrecadação semelhante à mencionada pelo Executivo nas negociações com os senadores ? algo em torno de R$ 30 bilhões, correspondentes a uma alíquota de 0,30%.

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, mostrou-se menos contido que seu colega José Múcio Monteiro. "Sou a favor de todas as iniciativas que garantam ao setor da saúde uma estrutura de financiamento sustentável", disse ele. Alega o ministro que, hoje, o governo não dispõe de recursos suficientes para o cumprimento das obrigações constitucionais nessa área. "O ônus da solução é do Congresso, que criou o problema", acrescentou.

O discurso do ministro resume os equívocos de quem defende, hoje, a recriação da CPMF. Para começar, não tem sentido o palavrório a respeito da "estrutura de financiamento sustentável" da saúde. Se o setor é prioritário, cabe ao Executivo e ao Legislativo, na elaboração orçamentária, dar-lhe preferência na divisão das verbas disponíveis. Isso vale para educação, transportes, segurança ou qualquer outra área de atuação do poder público.

Tomar decisões desse tipo é uma das funções mais importantes do Congresso. E essas decisões tendem a ser mais eficientes quando o orçamento é menos engessado e o manejo do dinheiro público é mais flexível e racional. Vinculação de verbas cria apenas uma segurança: a de que haverá dinheiro disponível para rubricas determinadas, seja qual for a qualidade dos programas e da gestão pública.

Ninguém pode falar em carga tributária insuficiente, no Brasil. Se há deficiência, é de capacidade administrativa e de seriedade política. Mesmo sem a CPMF, a tributação brasileira continua a ser uma das mais altas do mundo. Se o governo aprender a gastar corretamente, não faltará dinheiro para as funções mais importantes.

A campanha a favor de um imposto vinculado à saúde é uma confissão de falência da administração pública e da seriedade dos políticos brasileiros. O caminho correto é o oposto: é preciso eliminar as vinculações, elevar os padrões administrativos e tornar mais flexível o orçamento brasileiro. Quanto a um imposto nos moldes da CPMF, é apenas uma aberração, apontada como tal por especialistas em finanças públicas de todo o mundo. Em país civilizado uma aberração desse tipo não tem futuro.

Tempos bicudos - Estadão online - link (aqui)


Desaceleração nos EUA terá impacto em emergentes, diz Bird

Para presidente do Banco Mundial, diminuição do crescimento norte-americano terá impacto global

Patrícia Fortunato, da Agência Estado


WASHINGTON - O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, descartou a tese de que os mercados emergentes estão "descolados" dos EUA e previu que a desaceleração da economia norte-americana terá, conseqüentemente, impacto global.

Em evento patrocinado pelo Clube Econômico de Washington, Zoellick respondeu perguntas e reconheceu que os mercados emergentes tiveram desempenho melhor que o esperado em meio à crise global de crédito, mas disse também que as perspectivas continuam incertas. "Acredito que terá impacto", afirmou, em referência à desaceleração nos EUA.

Por outro lado, Zoellick disse que o forte crescimento da China e da Índia são sinais de que a globalização está mudando as interconexões entre as economias. "O mundo não está descolado, mas acredito que provavelmente continuaremos vendo crescimento no mundo em desenvolvimento mesmo com algumas incertezas no mercado nos EUA", afirmou.

Quando questionado sobre os recentes problemas no Banco Mundial - o ex-presidente do banco, Paul Wolfowitz, deixou o cargo no ano passado após controvérsia que envolvia sua namorada -, Zoellick disse que a instituição está no caminho de recuperação da credibilidade. Mas acrescentou que as pessoas "não devem subestimar as dificuldades daquele período de revolta".

A imagem da crise - Ben Bernanke - Presidente do FED


Ben Bernanke

Morre Bobby Fischer - El País (EP) - link (aqui)

Muere el genio del ajedrez, Bobby Fischer

El legendario jugador, que ha muerto a los 64 años, será recordado por vencer al soviético Boris Spassky en la 'partida del siglo'

ELPAIS.com / AGENCIAS 18/01/2008

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El mundo del ajedrez está de luto. El que fuese uno de los grandes maestros de la disciplina, el islandés Bobby Fischer, ha fallecido a los 64 años, según ha informado la radio nacional islandesa. Fischer, que fue campeón del mundo de ajedrez de 1972 a 1975, será recordado por los aficionados por la 'partida del siglo', en la que derrotó al soviético Boris Spassky en una intensa disputa que traspasó las fronteras deportivas en el contexto de la Guerra Fría. Fischer, de origen estadounidense y refugiado político, derrotó al contrincante ruso tras veintiún partidas. Según la edición digital del diario islandés Morgunbladid, Fischer falleció en su casa de Reikiavik, adonde regresó el mes pasado tras permanecer ingresado en un hospital de la capital en octubre y noviembre.

Muere Bobby Fischer

VIDEO - ATLAS - 18-01-2008

El legendario jugador, campeón del mundo con EE UU entre 1972 y 1975, fallece en Islandia a los 65 años - ATLAS

La noticia en otros webs

La carrera de Fischer coincidió con el apogeo de la escuela soviética, que dominó la disciplina desde 1948 hasta 1972. Sin embargo, unos años después de alcanzar la cumbre, el ajedrecista se vio inmerso en una refriega política tras participar en una exhibición en Yugoslavia en 1992 -por entonces bajo control norteamericano-, que hizo que Fischer fuese considerado un traidor para su patria natal e incluyera su nombre en la lista de fugitivos del FBI.

Enfrentado a las autoridades gubernamentales de su país de origen, y todavía encarcelado, Islandia le propuso asilo político. Tras permanecer 8 meses retenido en un centro japonés para inmigrantes ilegales, se trasladó a Islandia, donde se aprobó su nacionalización por un aplastante balance de cuarenta votos a favor y dos abstenciones. Fischer fue detenido en Tokio en julio de 2004 por intentar usar un pasaporte revocado por Estados Unidos, que tenía dictada contra él una orden de busca y captura desde 1992 por violar una prohibición del Gobierno de viajar a la antigua Yugoslavia y desarrollar una actividad económica allí. Durante su cautiverio en la ciudad nipona, el ajedrecista calificó la retención de "secuestro" organizado por Bush y su "títere", el entonces primer ministro nipón, Junichiro Koizumi.

Lá, como cá!


Nick anderson - Washington Post

"Omissio est" - A febre amarela triunfa


Ronaldo - Jornal do Commercio - Recife (PE)




Face à omissão do Ministro da Saúde, que prefere tergiversar com a realidade, proferindo inutilidades, cabe a Sua Majestade, Lula I, "o antes nunca visto", tranquilizar a nação.

As mortes se avolumam, a insegurança também, não é razoável, portanto, acusar quem se preocupa, ou ainda pior, quem adoece e morre.

Quanto à classe médica, passou da hora, a sua manifestação, sobre a crise.

O juramento de Hipócrates reclama pela atitude.

De duas uma! Posto que a terceira é crime!






Ou:

O Ministério Publico é composto por membros que não lêem jornal, não assistem TV e nem sintonizam rádios, passando ainda, ao largo de internet e quejandos.

Ou:

Mudaram as leis e os crimes.

Essas, as duas hipóteses viáveis para justificar a inércia do MP.

A
notitia criminis, levada a efeito pela revista Piauí, na famosa, e de todos conhecida, entrevista de José Dirceu, o boquirroto, não teve ainda, como corolário obrigatório, a manifestação do MP.

Caso as hipóteses acima aventadas restarem falsas, o MP estará cometendo o crime de omissão, que
in casu, é traduzido por prevaricação.

Com a palavra os juristas de plantão!

Palavras do "iluminado" - entrevista de Lobão ao Correio Brasiliense, reproduzida pelo Imparcial, São Luís, Maranhão - link (aqui)





EDISON LOBÃO: Os limites de um ministro


O senador Edison Lobão (PMDB) vive um dilema. Precisa mostrar que tem força e liberdade no Ministério de Minas e Energia. No entanto, não pode revelar nenhum tipo de disposição de aparelhar a pasta com nomes do PMDB.
LEANDRO COLON
DO CORREIO BRAZILIENSE

O senador Edison Lobão (PMDB) vive um dilema. Precisa mostrar que tem força e liberdade no Ministério de Minas e Energia. No entanto, não pode revelar nenhum tipo de disposição de aparelhar a pasta com nomes do PMDB. A hora é de pisar em ovos. Enquanto afirma que terá “liberdade total” para formar sua equipe, admite que a independência deve ter limites. O PMDB não terá a chamada “porteira fechada”, expressão usada para as pastas entregues totalmente a um partido político.
Lobão assume o cargo de ministro na próxima segunda-feira. Ele conversou ontem com o Correio Braziliense logo depois de uma reunião com a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. No encontro, Lobão ouviu de Dilma que ele poderá indicar o sucessor de Nelson Hubner na secretaria-executiva, segundo cargo mais importante da pasta. Em troca, terá que manter técnicos colocados por ela na época em que a atual chefe da Casa Civil comandou Minas e Energia. Lobão topou.
Na entrevista, ele garante que Dilma não colocou obstáculos à sua indicação. Refuta qualquer crítica de que não entende nada de energia e descarta risco de apagão elétrico. Lobão confirma que seu filho, o empresário Edison Lobão Filho (DEM), assumirá a sua vaga no Senado. Edinho, como é conhecido, é suplente do pai. Nos últimos dias, teve que responder a acusações de que usou laranja para ocultar a propriedade numa empresa de bebidas, entre outras coisas. Segundo Lobão, Edinho tomará posse, mas se licenciará logo depois para se defender. Nesse período, assume Remi Moreira (PMDB), segundo-suplente.

CORREIO BRAZILIENSE - A temeridade em torno do sistema elétrico colocou em xeque sua escolha no governo. Alguns governistas questionam sua indicação por não ter muito contato com o setor. O senhor tem alguma experiência com energia?
EDISON LOBÃO - Fui governador de estado. Sou um administrador. Também não entendia de educação, de segurança, de agricultura. E, graças a Deus, fiz um governo no Maranhão (entre 1991 e 1994) muito elogiado. Fui considerado um dos três melhores da época. A minha política de educação no Maranhão foi considerada a melhor do Brasil pela fundação Getúlio Vargas. Você não precisa ser um técnico para dirigir um ministério. Precisa ser um administrador com idéias gerais. Quando um presidente da República escolhe um ministro, não escolhe um técnico sobre determinado assunto. Vou coordenar os técnicos, que vão me assessorar. Muitas vezes, o administrador enxerga mais longe do que o técnico.

A ministra Dilma resistiu ao seu nome. O que existe de verdade, qual o problema entre vocês?
Ela não fez nenhuma resistência. Disse a mim que nada tinha contra meu nome. Seja pela nossa amizade, seja porque ela considera que estou em plenas condições de exercer o cargo. E isso me disse também o presidente. Não há nenhuma restrição dele nem dela. E a ministra até perguntou se eu tinha visto alguma declaração dela contra mim. Ela disse que jamais falou com alguém.

Aliados da ministra defendem a manutenção de alguns cargos estratégicos do ministério. Como o senhor cuidará disso?
O presidente me disse: “Ministro, o senhor forme sua equipe livremente, tem toda liberdade para constituir seus cargos”. Não pretendo chegar ao ministério e substituir todos os técnicos que estão lá. Existem técnicos muito bons. Secretários com bom desempenho e que possuem a memória de funcionamento do ministério. Pretendo manter o maior número possível que puder. Agora, tenho liberdade total para fazer minha equipe da maneira que entender.

O ministério de Minas e Energia será dado ao PMDB com porteira fechada?
Não tem porteira fechada, como não tem em nenhum outro ministério.

E quem o senhor nomeará para secretaria-executiva? O atual secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Márcio Zimmermann, pode ser escolhido?
Ainda estou avaliando. O Zimmermann é um dos nomes que estão sendo considerados.

A sua indicação é resultado do fisiologismo de nosso sistema político? Como explicar isso para a população?
Nunca foi diferente. Não se trata de fisiologismo, mas de aliança política entre o partido e o governo. Os partidos precisam ter responsabilidade com o governo e participar da administração. Ora, se o partido indica um ministro, razoável que os cargos sejam ocupados por pessoas desse partido, ainda que não sejam 100%. E isso tem acontecido. Nenhum partido ocupa 100% dos cargos no ministério. Há sempre outros partidos que indicam.

Seu filho vai assumir sua vaga no Senado mesmo em meio a essas denúncias?
Vai assumir. Ele disse que deseja se licenciar em seguida para se defender das acusações que nada têm a ver com o mandato. São coisas de natureza fiscal. Ele vai se defender fora, não quer imunidade parlamentar neste momento em que estão sendo dirigidas acusações infundadas.

O senhor está constrangido em assumir o ministério com esse cenário?
Sim, mais do que isso: é uma tristeza profunda. Hoje está cada vez mais difícil fazer parte da vida pública. 180 milhões de brasileiros são considerados inocentes, até que alguém seja nomeado a algum cargo e passa a ser demônio.

Qual seu principal objetivo à frente do ministério de Minas e Energia?
Coordenar todo o sistema elétrico e fazer com que haja segurança psicológica junto à população brasileira. Eu não vejo o risco de termos qualquer racionamento este ano. Todavia, temos que estar atentos permanentemente ao conselho de monitoramento elétrico, que se reúne sempre, para acompanhar os riscos possíveis. Houve apenas aquela declaração de que o racionamento não era provável, mas não era impossível. Nada é impossível no mundo. Mas o risco não considerado neste momento para o efeito de medidas excepcionais.

Qual será sua primeira medida no cargo?
Convocar os conselhos e me inteirar da situação e, sobretudo, da curva de risco. É uma curva que se estabelece para saber o nível do risco que pode haver no fornecimento de energia. Por enquanto, o risco está rigorosamente dentro das previsões. Não vai além de 5%. E 5% é um risco que não deve ser levado em consideração para o efeito de perigo de falta de energia.

A Dilma já foi ministra dessa pasta. Algum conselho dado por ela?
Ela me disse que as notícias que estão circulando não têm assento na realidade do governo. A situação está sob absoluto controle. E nessa direção temos que caminhar.

Ela fez algum pedido?
Nenhum. Eu apenas pedi a ela que me ajude com sua experiência no setor.

Mangabeira, o gênio de Lula I, risível e dispendioso - Estadão online - link (aqui)


Falhou!!!




Amazônia real atropela idéias de Mangabeira

Ele planejava um aqueduto a partir do Norte para abastecer o Nordeste e descobriu que só em Manaus há 700 mil pessoas sem água encanada

Gabriel Manzano Filho


O secretário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, ouviu ontem, numa mesa-redonda com especialistas, em Manaus, que pouco adianta ter idéias criativas e ousadas - como a de um aqueduto para levar água ao Nordeste -, se problemas básicos da região ainda não foram resolvidos. O governador Eduardo Braga (PMDB), por exemplo, pediu-lhe "pelo amor de Deus" que ajude a decidir uma polêmica que se arrasta há cinco anos, em Brasília, para fazer funcionar o Centro de Biotecnologia da Amazônia.

"Ao chegar a Brasília, pelo amor de Deus, ajude a acabar com essa pendência que já dura mais de cinco anos e deixa o CBA paralisado por falta de uma cara jurídica", disse o governador. Criado no governo Fernando Henrique, o CBA é disputado pelos Ministérios de Indústria e Comércio e de Ciência e Tecnologia.

Sobre a construção de um aqueduto para o Nordeste, o secretário surpreendeu-se ao saber que só em Manaus há 700 mil pessoas sem água encanada. "É um paradoxo faltar água para os habitantes da Amazônia, com toda a abundância dos rios. Primeiro precisamos providenciar que os habitantes da região possam usar essa água", admitiu o ministro.

Diante do ceticismo de alguns presentes - entre eles o senador Jefferson Péres (PDT-AM) -, o ministro tentou vender confiança. "O que queremos é um contato mais estreito. Vamos nos reunir de novo, muitas vezes. E quanto às sugestões, é melhor ser ousado do que ficar na mesmice", afirmou o secretário - que antes de integrar o governo Lula o classificou de "o mais corrupto da história".

Mangabeira mais ouviu do que falou. Uma das queixas dos amazonenses foi de que o governo federal entra com apenas 5% das verbas para ciência e tecnologia. "E há também um pedido para que, em vez de investir na BR-319, para ligar Manaus a Porto Velho, se construa uma ferrovia", disse o secretário estadual de Meio Ambiente, Virgílio Viana. "Aquela área toda é de várzeas e a manutenção de uma estrada seria caríssima. A ferrovia faz mais sentido."

?INVIÁVEL?

A idéia de construir um aqueduto para levar água do Amazonas ao Nordeste foi duramente criticada por especialistas. Segundo o professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Apolo Heringer Lisboa, que estuda a transposição do Rio São Francisco há oito anos, a proposta "é ambientalmente absurda, economicamente inviável e tecnicamente impossível".

Lisboa afirmou ainda que não há "a mínima necessidade" de tal providência. "O semi-árido já tem água, o que falta é melhorar a distribuição", explica. Até o momento, não há coordenação entre o Projeto Amazônia e o Ministério do Meio Ambiente. Luciano Zica, secretário de Recursos Hídricos do ministério, disse ter tomado conhecimento das propostas pela imprensa. "Nós não fomos ouvidos. Agora precisamos analisar o caso."
COLABORARAM LIEGE ALBUQUERQUE E ROBERTO ALMEIDA


FRASE

Mangabeira Unger

Secretário de Assuntos Estratégicos

"É um paradoxo faltar água para os habitantes da Amazônia, com toda a abundância dos rios. Primeiro precisamos providenciar que os habitantes da região possam usar essa água"

Dora kramer - Estadão online - link (aqui)


Charge - Correio Popular - Campinas (SP)




Rainha de outros reinos

Dora Kramer

A ministra Dilma Rousseff, é de conhecimento geral, foi voto vencido em sua discordância da nomeação de um político para o Ministério de Minas e Energia no momento em que se avizinha o risco de uma crise de abastecimento.

Não participou, como seria natural na condição de chefe da Casa Civil, da reunião do presidente Luiz Inácio da Silva na semana passado com o PMDB, quando foi acertada a indicação, e chegou a dizer nas internas do governo que, a vê-lo ministro, preferia deixar a Casa Civil e voltar ao ministério.

Relatou ao presidente toda a sua preocupação com cessão de autoridade a quem não tem competência técnica para tomar decisões de importância crucial em hora de delicadeza extrema, pediu - e levou - a garantia de que continuará no comando dos postos estratégicos.

Além dos técnicos que manterá e dos que ainda pretende nomear, gostaria de deixar fora da jurisdição do novo ministro até a secretaria-geral. Na impossibilidade, porque também não pode bater de frente com o PMDB sem desarrumar os planos políticos de Lula, cerca o ministro de gestores da confiança dela.

Nesse cenário de restrição, Edison Lobão assume, em tese, como uma rainha da Inglaterra sem majestade. Mais ou menos como Luiz Paulo Conde em Furnas: com a presidência, mas desprovido do controle da estrutura.

Assume também sob total desconfiança, tendo o presidente da República sido devidamente avisado sobre o risco de ser responsabilizado por um desastre, caso se apresente mesmo a necessidade de Lobão tomar a frente da administração de uma crise - seja sendo atropelado por Dilma e seu exército de gerentes, seja por escassez de competência para tomar as decisões certas.

De todo modo, a responsabilidade cai no colo de Lula, que tem plena consciência do que representaria um "apagão" mal administrado na área de energia. No mínimo, ele fica no vermelho naquela conta de comparações com o governo de Fernando Henrique Cardoso que tanto o assombra.

Isso posto, vêm as inevitáveis dúvidas: por que, então, o PMDB luta por um ministério onde teoricamente não terá liberdade para atuar? Por que, ante as preocupações de Dilma com a gestão de um quadro degradado, Lula atende ao partido, quando a emergência aconselharia a oferta de um posto menos sensível ao PMDB?

Quem transita nas áreas políticas do Congresso e do palácio, com acesso privilegiado também ao gabinete de Dilma Rousseff e às instâncias públicas e privadas do setor de energia, fornece a explicação.

Lula aceita porque confia na própria estrela. Acha que com ele nunca acontece o pior, que a fiança divina será suficiente para fazer desabar a chuva até fevereiro e afastar o risco de racionamento.

O PMDB, por sua vez, concorda em posar de rainha da Inglaterra no ministério porque poderá imperar em outros reinos: as estatais - Petrobrás, Eletrobrás -, suas subsidiárias, as companhias de energia, as áreas de mineração (interessantíssima no Amapá, domicílio eleitoral do padrinho de Lobão, José Sarney) e metalurgia.

Autorizam, assim, partido e presidente, a seguinte conclusão: a decisão tomada em conjunto é irresponsavelmente desprovida de qualquer resquício de espírito público, expressão eivada de ingenuidade quando aplicada ao caso de gente cuja preocupação fundamental não é o interesse do País, mas a submissão deste à visão de que o Estado é patrimônio de quem está no poder. Para ser usado como melhor ao grupo convier.

Racionamento

Os desmentidos e discursos tranqüilizadores quanto à hipótese de restrição no abastecimento de energia não correspondem à preocupação e movimentação do governo, dos fornecedores e dos consumidores industriais. Na discussão "para dentro" já se examinam várias hipóteses.

A última seria a do racionamento de energia elétrica. O presidente Lula já mandou um aviso geral aos seus navegantes de que seria um tiro mortal em seu governo. "Nenhum de nós sobrevive politicamente a um apagão elétrico", disse Lula em reunião recente com a Petrobrás.

A opção de corte hoje tida como mais viável seria no fornecimento de gás combustível. Para a indústria é complicado cortar por causa da pressão do empresariado. Sobram os donos de automóveis movidos a gás, cuja voz é dispersa, concentrada basicamente nos taxistas.

Poderiam ser eles os escolhidos para pagar a conta. Mas, como sempre, transferindo-se a fatura para o usuário, pois, nesta hipótese, cogita-se um aumento de tarifas dos táxis como compensação.

Segundo cálculos que circulam entre os adeptos da idéia, se fosse cortado o gás para os veículos haveria uma sobra de quase 3 milhões de metros cúbicos por dia, suficiente para complementar os 6 milhões de metros cúbicos necessários para atender às usinas termoelétricas se a estiagem continuar a reduzir os reservatórios de água das hidrelétricas.

A decisão será tomada em fevereiro, quando, então, São Pedro mostrará se de fato é um bom companheiro.

Cheiro de Naftalina - Estadão online - link (aqui)


Colasuonno

(foto - arquivo morto da redação - por motivo de desuso)



Colasuonno é cotado para vaga em Minas e Energia

Ex-prefeito de SP e tesoureiro do PMDB deve ser novo secretário-executivo

Leonardo Goy e Lu Aiko Otta, BRASÍLIA




Miguel Colasuonno, ex-prefeito de São Paulo e atual tesoureiro do PMDB paulista, é cotado para assumir o cargo de secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia. Foi o que informou o senador Edison Lobão (PMDB-MA), confirmado anteontem como novo ministro. Outro candidato, de perfil mais técnico, é Márcio Zimmermann, que concorreu ao posto de ministro e hoje é secretário de Planejamento Energético.

Colasuonno é apontado como indicação do ex-governador paulista Orestes Quércia e do presidente do PMDB, Michel Temer (SP). Ontem Lobão se reuniu com o ministro interino, Nelson Hubner. Criticado por ser um político leigo em energia, ele procurou mostrar familiaridade com o assunto e disse que, segundo a Cemig, as hidrelétricas de Minas deverão "verter" em março - abrirão as comportas por excesso de água.

Foi vago, porém, ao comentar o fato de o nível dos reservatórios haver coincidido com a curva de aversão ao risco - atingindo o patamar mínimo de segurança. Tampouco comentou sobre o leilão de energia de reserva programado para abril.

Lobão, que toma posse na segunda-feira, se reuniu duas vezes com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que resistia à escolha de um político sem experiência. Justamente por causa da pouca familiaridade com os temas é que a indicação do secretário-executivo é esperada com atenção. O anúncio deverá ser feito hoje.

Segundo Lobão, Colasuonno poderá ocupar alguma outra secretaria. Sobre Zimmermann, a opção técnica, comentou: "Se for escolhido, terá um upgrade." Já Hubner avisou que deverá tirar "férias", mas voltará a ocupar um cargo no governo.

Lobão comentou que a pasta não foi entregue como "porteira fechada" - o PMDB não terá todos os cargos. Afirmou, ainda, que Dilma não lhe pediu que os atuais secretários fossem mantidos e acrescentou que o presidente Lula lhe deu liberdade para formar a equipe.
COLABOROU LEONENCIO NOSSA

A qualquer custo e sem pudor - Folha de São Paulo - link (aqui)


Charge -Jornal Agora - Rio Grande (RS)



Ministros discutirão novo tributo em reunião

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A reunião ministerial que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou para a próxima quarta-feira irá tratar da criação de um tributo permanente para o financiamento do setor da saúde.
A informação é do ministro José Gomes Temporão (Saúde), que tenta negociar com o Ministério da Fazenda recursos para o PAC da Saúde. O debate sobre a reedição da CPMF ressurge diante da dificuldade do governo em definir as despesas que serão objeto do corte de R$ 20 bilhões.
"Semana que vem vai ter uma reunião ministerial onde, com certeza, essa questão vai ser tratada", afirmou o ministro depois de se encontrar com Guido Mantega (Fazenda).
Além de recriar o tributo, os ministérios discutem os cortes no Orçamento. As resistências são grandes. O presidente Lula não quer mexer nas verbas de programas sociais e investimento e os ministros não aceitam abrir mão de recursos.
"Todos os ministros acham justos os cortes, desde que não lhes atinjam", disse o ministro das Relações Institucionais, José Múcio. "Os cortes irão acontecer e estamos vendo a forma de fazer isso sem gerar traumas", acrescentou.
Múcio e Temporão estiveram com Mantega para negociações distintas. Enquanto o chefe da articulação política tentava definir as despesas que serão eliminadas, o titular da Saúde buscava assegurar reforço de verbas para sua pasta.
Em resposta ao pedido de mais dinheiro, Mantega recomendou que Temporão "medite" sobre a necessidade de ajuste das contas. "A resposta que recebi é que não há recursos financeiros para cobrir a perda de R$ 4 bilhões neste ano que viriam da CPMF", informou Temporão. A reclamação do ministro da Saúde ultrapassa 2008. Ele também tenta assegurar outros R$ 20 bilhões que seriam usados caso a CPMF tivesse sido aprovada.
Diante da dificuldade, ele comenta ser a favor de iniciativas que possam dar uma solução definitiva para a questão e diz que a criação de um novo tributo sobre operações financeiras pode ser uma possibilidade.
Ontem, o presidente da Comissão de Orçamento, senador José Maranhão (PMDB-PB) e o relator, deputado José Pimentel (PT-CE), almoçaram com a presidente do Supremo Tribunal Federal, Ellen Gracie.
Eles prometeram a ela que não haverá corte nas obras já iniciadas, como o novo prédio do Tribunal Superior Eleitoral. Em compensação, avisaram à ministra que o Judiciário também terá de contribuir cortando o custeio e não aumentando a folha de pagamento.
(LUCIANA OTONI E FÁBIO ZANINI)

PMDB, o jeito PT de governar! - Folha de São Paulo - link (aqui)


Charge - Novaes - Jornal do Brasil (RJ)




Nomeação de Lobão abre apetite de PMDB e aliados

Governo tenta atender demandas por cargos em estatais e bancos públicos

Fazenda veta negociação com cargos estratégicos de Receita e Serpro; objetivo é facilitar votação de medidas provisórias no Congresso

LUCIANA OTONI
FÁBIO ZANINI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

A nomeação do peemedebista Edison Lobão(MA) para o Ministério de Minas e Energia destravou a fila de nomeações pendentes no segundo escalão e na diretoria de estatais. Partidos aliados começaram ontem mesmo a cobrar seus cargos em aberto, confiantes na promessa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de resolver todas as questões ainda neste mês.
O primeiro movimento partiu do ministro José Múcio (Relações Institucionais), que esteve de manhã com Guido Mantega (Fazenda) para negociar cargos de bancos públicos para o PMDB.
Mantega avisou que não abre mão de alguns cargos estratégicos, como representações regionais da Receita Federal e do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados).
Outros cargos de interesse do PMDB são as representações estaduais ou regionais em bancos públicos, a exemplo da Caixa Econômica Federal. Os peemedebistas também querem delegacias regionais do Ministério da Agricultura.
Mas, atingido o objetivo de emplacar Lobão, o alvo agora são as presidências de Eletronorte e Eletrobrás, além de diretorias em Furnas e Eletrosul.
"Não é barganha. Estamos resolvendo coisas que foram prometidas e acordadas. Isso precisa ser materializado. Não tem deputado barganhando não", afirmou Múcio. Segundo ele, a indicação de Lobão era um pedido antigo do PMDB que precisava ser atendido.
A negociação de cargos em bancos públicos e estatais para peemedebistas é parte das articulações do governo para assegurar a aprovação da medida provisória que aumenta a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), além de matérias difíceis programadas para os próximos meses no Congresso, como a medida provisória que cria a nova TV pública.
Outras siglas pretendem tirar proveito das mudanças no setor elétrico e tentar nomear aliados. O PR tem demanda antiga na Chesf, estatal que cuida do fornecimento de luz no Nordeste, para o ex-governador do Ceará Lúcio Alcântara.
Já o PP agora pede uma diretoria de Itaipu para um aliado do deputado federal Dilceu Sperafico (PR). O posto mais visado é a Diretoria de Coordenação, hoje ocupada por um pedetista, Nelton Miguel Friedrich.
Muitos dos cargos que devem ser trocados pertencem a petistas, que começam a reagir. "O segundo escalão do setor elétrico, ainda mais no atual contexto, não é para aprendizes. É aí que mora o perigo", afirmou o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE).

Charge do dia - link (aqui)


Sinfrônio - Diário do Nordeste - Fortaleza (CE)

Comercial antigo - BENDIX ECONOMAT

Sinopse dos principais jornais - link (aqui)


sala de leitura


Manchetes:



Jornal do Brasil - Pobres vão pagar IPTU ainda maior

Folha de São Paulo - Bush anuncia hoje pacote para tentar evitar recessão

O Estado de São Paulo - Bolsas caem mais e EUA lançam plano anti-recessão

O Globo - Arrecadação cresce 11%, quase duas vezes a CPMF

Gazeta Mercantil - Medo de recessão americana faz BOVESPA cair 10,7% no mês

Correio Brasiliense - Exército entra na caça ao mosquito

Valor Econômico - Turbulências nas bolsas adiam um terço dos IPODs

Estado de Minas - Arrecadação compensa R$ 24,1 bilhões da CPMF