segunda-feira, 24 de março de 2008


Jacobsen - Folha de Londrina - Londrina (PR)

Ricardo Noblat - Blog do Noblat - link (aqui)



Dilma Roussef na mira do Senado


A notícia da existência de um dossiê sobre os gastos do ex-casal presidencial, Fernando Henrique e Ruth Cardoso, supostamente elaborado por pessoas ligadas a Lula e divulgado pela revista Veja dará um novo rumo à CPMI dos Cartões Corporativos. Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, já lançou uma provocação: enviará esta semana um requerimento nominal a Lula pedindo a divulgação dos gastos dele e de sua esposa, Marisa Letícia, tal qual de Ruth e FH.

- Abrir a caixa preta das contas tipo B e dos cartões corporativos será a solução moral dessa CPI -, argumenta Virgílio, preparado para requerer a divulgação dos gastos ao Ministério Público, caso Lula se recuse a abrir as contas.

Na próxima reunião da CPMI, quarta-feira que vem, será votado requerimento de convocação da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. Virgílio acredita que agora o depoimento dela é mais do que necessário às investigações, pois é Dilma quem administra o Palácio do Planalto, de onde supostamente saiu o dossiê - uma armação “não mais gente aloprada, mas a gente mafiosa, que precisa ser julgada e condenada”, diz Virgílio.

- Não vejo ali [no conteúdo do dossiê divulgado por Veja] algo que fira a Segurança Nacional. Não há porque ele [Lula] não divulgar também os seus gastos. Agora, quem vai dizer se aqueles gastos [de FH e Ruth Cardoso] são extravagâncias ou irregularidades, irregularidades ou legalidades, é o Tribunal de Contas da União-, argumenta o Virgílio, sem contestar os números apresentados na denúncia.

Atualização das 17h33 - Arthur Virgílio (AM) pegou pesado há pouco com a ministra Dilma Roussef (Casa Civil), a quem acusa de ter autorizado a elaboração de um suposto dossiê sobre gastos de Fernando Henrique Cardoso. Ele exigiu uma reunião da direção do Senado a ser realizada o mais breve possível para analisar a questão do acesso a dados sigilosos de cartões corporativos. E não poupou Dilma de criticas:

- Se Dilma Roussef não sabe que foi elaborado um dossiê criminoso em seu ministério não pode comandar o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Ou ela participou disso é uma criminosa, ou ela é uma tola alegre. Na frente do Lula fica com aquela história do PAC, mas suas costas fazem dossiês.

- Dessa vez quem são os aloprados do Palácio? Tem mais aloprado lá ainda? Esse aloprados foram autorizados pela ministra Dilma e por Lula ou de novo eles não sabiam? Isso em um fraude.

O deputado Rodrigo Maia (RJ), presidente do Democratas, disse que o governo Lula pretende instalar um governo ditatorial:

- Vivemos numa democracia e não vamos aceitar que tentem instaurar no país um Estado policial e ditatorial com o objetivo de intimidar a Oposição e de impedir que o Congresso cumpra sua missão constitucional.

Vice-líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR) pediu a abertura das contas secretas de FHC e Lula:

- O dossiê existe. A revista Veja é uma revista responsável, publicou fotos do dossiê e muitas pessoas já viram esse dossiê. Ele é real, eu já vi o dossiê, posso afirmar que ele existe. Sobretudo agora, quando o governo revelou um dossiê promovendo transparência absoluta dos gastos do governo passado, por que ele há de guardar a sete chaves os segredos da utilização indevida do cartão corporativo.

Até Pedro Simon (PMDB-RS) criticou o governo:

- Esse negócio de guardar dossiê pra ver se usa, eu nunca tinha visto isso na história desse país, nem na época da ditadura.


Novaes - Jornal do Brasil - Rio de Janeiro (RJ)

Stardust - Nat

LETRA DE LA CANCION NAT KING COLE - STARDUST (THE WORLD OF NAT KING COLE)

And now the purple dusk of twilight time
steals across the meadows of my heart
high up in the sky the little stars climb
always reminding me that we're apart
You wander down the lane and far away
leaving me a song that will not die
love is now the stardust of yesterday
the music of the years gone by
Sometimes i wonder why i spend
the lonely night dreaming of a song
the melody haunts my reverie
and i am once again with you
when our love was new
and each kiss an inspiration
but that was long ago
now my consolation
is in the stardust of a song
Beside a garden wall
when stars are bright
you are in my arms
the nightingale tells his fairy tale
a paradise where roses bloom
though i dream in vain
in my heart i know it will always remain
my stardust melody
the memory of love's refrain

Marília Medalha e Edu Lobo - Memórias de Marta Saré - 1968


Memórias de Marta Saré


Composição:
Edu Lobo

A casa lá na fazenda
A lua clareando a porta
Deixando um brilho claro
Nas pedras dos degraus
Cristal de lua
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro...

O rosário obrigatório
O jantar, lá na cozinha
Todo dia à mesma hora
As histórias de Dorinha
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro
Pra dentro

A lanterna azul partida
A dor, a palmatória, a raiva
A cantiga mais sentida
Um galope de cavalo
Moço Severino
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro

Bate forte o coração
Dor no peito magoado
O sorriso mais sem jeito
Do primeiro namorado
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro, Marta Saré
Pra dentro
Pra dentro

Bar é arte

Paul Gauguin
Duas taitianas com flores de manga, 1899


Sinovaldo - Jornal NH - Novo Hamburgo (RS)

Ricardo Noblat - Blog do Noblat - link (aqui)




Aécio está bem na foto





Aécio Neves, governador de Minas Gerais, está rindo à toa. Logo mais à tarde, em Brasília, reúne-se o Diretório Nacional do PT para discutir a política de alianças do partido com vistas às eleições deste ano. Até o fim da semana, Geraldo Alckmin espera que pelo menos parte do PSDB se manifeste a favor de sua candidatura a prefeito de São Paulo.

Do que ri Aécio?

Ele só tem a ganhar com o que decidir o PT. Como só tem a ganhar com o futuro desfecho da crise que abala o PSDB de São Paulo.

Contra a vontade da direção nacional do PT, Aécio tenta juntar o PSDB e o PT mineiro em torno de um candidato comum à prefeitura de Belo Horizonte.

Contra a vontade do governador José Serra, Aécio dá corda em Alckmin para que ele seja candidato. Serra detesta Alckmin e prefere a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM), seu discípulo. Alckmin detesta Serra. Aécio e Serra disputam a indicação do PSDB para candidato à vaga de Lula.

Se a direção nacional do PT liberar sua sucursal mineira para apoiar o candidato escolhido pela dupla Aécio e Fernando Pimentel, o atual prefeito de Belo Horizonte (PT), Aécio sairá para o abraço. Porque partiu dele a idéia do candidato único.

Aécio terá então estabelecido um novo paradigma político – o de que o PSDB e o PT não estão condenados a se opor para sempre. Desfilará como a nova encarnação do avô Tancredo Neves. Ou como o “pós-Lula” na definição dele mesmo.

Se a direção do PT, no entanto, proibir a aliança, ficará claro quem foi o intransigente. Aécio lucrará da mesma forma.

Aécio e Lula são bons parceiros. Lula se empenha em atrair Aécio para o PMDB e acena com o apoio à sua candidatura a presidente. Aécio finge que pode ir para o PMDB interessado, na verdade, em se fortalecer mais dentro do PSDB.

O PMDB merece tudo, menos confiança. Dividi-se na hora de eleições para se unir mais tarde em torno do vencedor. Cobra caro por isso.

Fernando Henrique Cardoso governou com o PMDB. Da primeira vez, Lula governou apenas com um pedaço dele. Foi às compras no mercado dos pequenos partidos. E aí? Quase afundou com o escândalo do mensalão.

A próxima eleição presidencial será a sexta consecutiva a se realizar sob o signo de Lula, que perdeu as três primeiras e ganhou as duas últimas.

Salvo se o inesperado fizer uma surpresa, Lula comandará sua própria sucessão. Poderá não eleger seu substituto. Mas tê-lo como duro adversário será um pesadelo para qualquer aspirante ao seu lugar.

O sonho de Lula – como, de resto, de todo presidente prestes a deixar o poder – é fazer o sucessor, aliado incondicional ou não. Para ele, se der Dilma Rousseff, maravilha! Ciro Gomes? Bom de mais. Aécio? Estará em casa. Serra? Não. De jeito nenhum.

Mesmo que tentasse, Serra jamais se livraria do rótulo de candidato anti-Lula. Primeiro porque enfrentou Lula em 2002. Segundo porque quis enfrentá-lo quatro anos depois. E terceiro porque faz questão de se demarcar dele.

O confronto com Alckmin serve para reforçar outro rótulo que desafetos de Serra tentam colar nele – o do político pouco ou nada aglutinador, capaz de se valer de todos os meios para alcançar seus próprios objetivos.

Aécio marcará pontos dentro e fora do PSDB se Serra barrar a candidatura de Alckmin. E marcará mais pontos ainda se Alckmin atropelar Serra e se eleger prefeito.

Antonio Carlos Magalhães costumava dizer que presidência da República é destino. José Sarney, vice de Tancredo, é um exemplo. Itamar Franco, vice de Fernando Collor, também.

Fernando Henrique mal tinha votos para se eleger deputado federal em 1994. Pois o Plano Real empurrou-o duas vezes rampa acima do Palácio do Planalto.

Serra tem pela frente sua última chance para chegar lá. A idade não lhe oferecerá outra. Aécio tem idade para esperar, sim, mas está convencido de que essa é sua grande chance.

Por ora, e no âmbito do PSDB, Aécio está em alta e Serra, no mínimo empacado.


Lute - Jornal Hoje em Dia - Belo Horizonte (MG)

Lula: classificar PAC como eleitoreiro causa 'indignação' - Estadão online - link (aqui)


MILTON F. DA ROCHA FILHO - Agencia Estado


SÃO PAULO - Perguntado no seu programa semanal de rádio, o "Café com o Presidente", se o Programa de Aceleração da Economia (PAC) é eleitoreiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a acusação representa, no mínimo, algo que o deixa "indignado". "O governo não está disputando eleição alguma. Não tem eleição para presidente da República e não tem eleição para governador. É um programa que o governo federal anunciou com dois anos de antecedência e esse dinheiro, agora, está gerando aquilo que nós queríamos que ele gerasse: emprego e melhoria na vida das pessoas", defendeu.



Durante o programa, Lula voltou a afirmar que não está olhando para o partido os prefeitos cujos municípios estão recebendo obras do PAC e que continuará viajando pelo País, com o objetivo de fiscalizar a execução do programa. "Vamos continuar viajando o Brasil, porque acho que é imprescindível que o povo tenha estes investimentos começando a produzir os efeitos agora", disse.



O presidente lembrou que, a partir de junho, não será mais possível firmar convênios com os municípios em razão do período eleitoral. "Mas os convênios que já foram feitos, antes de junho, terão que ser executados porque é um absurdo imaginar que as prefeituras têm que parar. Eu estou andando e vou continuar andando o Brasil para dizer para o povo que o Brasil está dando certo, vai dar certo e por muito tempo. Foi para isso que nós lutamos a vida inteira, para isso que nós nos organizamos a vida inteira e agora nós estamos colhendo o que plantamos", enfatizou.



Lula afirmou ainda que o PAC é um programa inédito, lançado em 22 de janeiro de 2007. "Fizemos contratos com todos os governadores e com muitos prefeitos, com todos das regiões metropolitanas. Depois, lançamos o PAC Funasa, que é para atender as cidades pequenas, sobretudo aquelas que ainda têm doença de chagas, aquelas que têm alto índice de mortalidade infantil", enumerou.

Charge - Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro (RJ)

Ruy Castro - Folha de São Paulo - link (aqui)



Acender as velas


RIO DE JANEIRO - Nos EUA, os senadores Barack Obama e Hillary Clinton têm conseguido conduzir suas campanhas à indicação pelo Partido Democrata sem golpes baixos ou referências àquelas que, para todo mundo, são suas caraterísticas mais evidentes: o fato de serem um negro e uma mulher. E nem eles são malucos: qualquer alusão a gênero ou cor da pele significaria derrota imediata para o agressor.
No Rio, a campanha pela prefeitura nem começou, e um candidato já jogou o nível da discussão para o fundo do poço: o senador Marcelo Crivella (PRB), ao acusar um possível adversário, o deputado Fernando Gabeira (PV-PSDB-PPS), de defender "aborto, homem com homem e maconha". Supondo que a plataforma de Gabeira contemple esses itens, a grossura com que Crivella trata o assunto dá uma idéia do que fará ou dirá se for eleito.
Esta é uma forma perigosa de tratar a política. Crivella falou para o eleitorado como fala para as platéias de seus templos, onde deve reinar a homofobia. Imagine se Gabeira, em retaliação, apelar para o voto católico -que, queira ou não o evangélico Crivella, ainda é majoritário no Brasil. De repente, a eleição para a Prefeitura do Rio pode se transformar numa guerra religiosa, valendo, de um lado, chutes na santa e, de outro, a excomunhão de "bispos" suspeitos.
Todos os candidatos têm características pessoais passíveis de ser exploradas pelos adversários. O próprio Crivella, também "bispo" (ou ex, como prefere), é ligado a uma igreja que vive tendo de se explicar na Justiça. Mas, até prova em contrário, não seria justo confundi-lo com ela.
O presidente Lula já demonstrou sua disposição para fazer acordos com Deus e o diabo para derrotar a Rede Globo. Ao apoiar o senador Crivella, ele acende uma vela a um e a outro.

Amorim - Correio do Povo - Porto Alegre (RS)

Valdo Cruz - Folha de São Paulo - link (aqui)



Destino traçado

BRASÍLIA - Lula já decidiu. Por enquanto, vai acenar que deseja uma solução negociada para o exagero na edição de medidas provisórias. Mecanismo que criticava quando na oposição, mas pelo qual tomou gosto depois que assumiu a Presidência da República.
E tomou gosto pelo simples motivo de que, com os partidos que temos, o presidente de plantão não tem outro caminho senão usar as MPs para governar. Claro que não precisava exagerar tanto.
Agora, se as negociações no Congresso tomarem um rumo que o desagrade, Lula já avisou seus auxiliares e líderes: ordenará sua base aliada no Legislativo a boicotar a votação de uma emenda constitucional que possa reduzir seus poderes no uso das MPs.
Posso estar enganado, mas esse é o futuro da proposta que nasceu no Congresso para diminuir o número de medidas provisórias. Depois de muito debate, a idéia tende a ficar esquecida em alguma gaveta.
Lula hoje enfrenta o seguinte dilema. Por enquanto, nem dá para dizer que se trata de mais uma conspiração da oposição. A sugestão ganhou força por obra de dois aliados: os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN).
Os dois estão no seu papel. Querem tentar melhorar a imagem das Casas que dirigem, que ficam reféns das MPs. O que, sinceramente, não é nada fácil. O Congresso brasileiro, em sua maioria, move-se à base do fisiologismo.
Um espectador privilegiado contou-me na semana passada a que ponto o Congresso chegou. Tem parlamentar governista que ameaça votar contra o Planalto porque não consegue uma verbinha de patrocínio para um evento seu.
Voltando às medidas provisórias, bastará o governo Lula atender de pronto os pedidos de seus aliados, mesmo os esdrúxulos, para conseguir o apoio necessário e sepultar qualquer iniciativa que reduza seus poderes. E os tucanos, silenciosamente, vão agradecer.

Charge do dia



Duke - O Tempo - Belo Horizonte (MG)

Sinopse dos principais jornais - link (aqui)


sala de leitura



Manchetes:


Jornal do Brasil - Lobby da cerveja ataca na Câmara

Folha de São Paulo - TCU identifica fraudes fiscais no uso do cartão da Presidência

O Estado de São Paulo - Incentivos para a indústria saem, apesar da crise global

O Globo - Governo volta a discutir liberação dos bingos

Gazeta Mercantil - Receita com futebol continua na 2ª divisão

Correio Brasiliense - Sistema falho dificulta doação de órgãos no DF

Valor Econômico - Refinanciamento de dívida fiscal não gera resultados