segunda-feira, 28 de abril de 2008
Pesquisa revela que 17,4% acreditam que Dilma montou dossiê anti-FHC - Folha online - link (aqui)
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira mostra que 51,2% dos entrevistados têm acompanhado, ou ouviu falar, sobre o dossiê com gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) montado com informações da Casa Civil. Outros 36,4% dos entrevistados não ouviu falar no dossiê, enquanto 12,5% não responderam.
Segundo a pesquisa, a maioria dos entrevistados que acompanha o caso dossiê considera que a responsabilidade pela montagem do documento não é da Casa Civil. No total, 21,1% dos ouvidos pela pesquisa consideram que membros da CPI dos Cartões Corporativos do Congresso devem ser responsabilizados pela elaboração do dossiê, contra outros 17,4% que atribuem a sua montagem à ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).
Somente 13,1% consideram que assessores da ministra foram responsáveis pelo dossiê, enquanto 9% atribuem a responsabilidade à Casa Civil. O presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Clésio Andrade, avalia que a pequena responsabilidade atribuída à ministra Dilma tem relação ao seu desempenho à frente do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal.
"Se a maioria da população não acredita que o presidente Lula faça nada ou esteja envolvido nas denúncias, também podem acreditar que ela [Dilma] não esteja envolvida em nada", afirmou.
CPI Cartões
A pesquisa mostra também que 57,9% dos entrevistados têm acompanhado ou ouviu falar da CPI dos Cartões Corporativos, embora 32,2% não tenha ouvido falar nas investigações e outros 10% não souberam responder. Entre os que acompanham o assunto, 57,8% se mostraram favoráveis às investigações sobre o mau uso dos cartões corporativos tanto no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto no do ex-presidente FHC.
Apenas 12,7% dos entrevistados avaliam que somente o governo atual deve ser investigado, enquanto 6,1% são favoráveis às investigações focadas somente na gestão FHC. Outros 12,2% são contrários às investigações sobre o mau uso dos cartões corporativos, enquanto 11,1% não quiseram responder.
Os entrevistados que acompanham os trabalhos da CPI avaliam, em sua maioria, que a comissão não examina de forma isenta as denúncias sobre irregularidades no uso dos cartões. No total, 58,1% dos entrevistados não acreditam na isenção do parlamentares, enquanto 29,6% pensam o contrário. Outros 12,4% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 21 e 25 de abril em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas e a margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou menos.
Lula acha 8 anos pouco para governante mas faz votos a sucessor - Estadão online - link (aquiI)
CARMEN MUNARI - REUTERS
"Ninguém consegue fazer tudo em oito, nove ou dez anos", disse Lula, dirigindo-se ao prefeito de Guarulhos, Elói Pietá (PT), que termina seu segundo mandato consecutivo em dezembro e, portanto, não pode mais se candidatar, assim como Lula.
Nesta segunda-feira, pesquisa CNT/Sensus mostrou que 50,4 por cento da população apóiam que Lula possa concorrer a uma nova reeleição, por meio de mudança constitucional.
O presidente, no entanto, afirmou que a partir de 1o de maio vão faltar 32 meses para deixar o cargo e já fez votos para o seu sucessor.
"Só tenho que pedir a Deus que a pessoa que me substituir seja mais abençoada do que eu e torço para que olhe mais pelos pobres. Seria mesquinharia torcer para que o próximo presidente seja pior", afirmou Lula em cerimônia de assinatura de obras do PAC em municípios da região do alto Tietê, no interior de São Paulo.
Maioria aprova terceiro mandato para Lula, aponta CNT/Sensus - Estadão online - link (aqui)
Pesquisa revela que 50,4% dos entrevistados são a favor de mudar a Constituição para presidente ficar no cargo
ADRIANA FERNANDES - Agencia Estado

Filipe Araujo/AE
Aprovação de Lula subiu para 69,3% em abril
Veja também:
Gráfico com o histórico da avalição do presidente
Em alta, popularidade de Lula chega a 69,3%
Sem Lula, Serra lidera a corrida presidencial por 2010
A aprovação do desempenho pessoal de Lula subiu de 66,8% em fevereiro para 69,3% em abril, segundo o levantamento. A desaprovação para o desempenho de Lula caiu de 28,6% para 26,1% em abril. Esse resultado é o melhor desde janeiro de 2004, ficando atrás só para os índices de popularidade do primeiro ano de governo.
O governo do presidente Lula também está em alta e alcançou em abril a maior avaliação positiva desde o início do primeiro mandato em janeiro de 2003. A avaliação positiva (ótima/bom) do governo Lula saltou de 52,7%, em fevereiro, para 57,5% em abril. A avaliação negativa (ruim/péssima), por outro lado, caiu de 13,7% para 11,3%. A avaliação regular caiu de 32,5% para 29,6%, na mesma base comparativa. É o melhor resultado desde a primeira posse, em 2003.
A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas entre os dias 21 e 25 de abril em cinco regiões do País e 24 Estados. Tecnicamente, o resultado entre a favor e contra representa um empate, segundo o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes. Ele ressaltou, no entanto, que é muito expressivo o porcentual de entrevistados que se declararam a favor da reeleição. No caso de um terceiro mandato, Lula ganharia a eleição em uma disputa com o governador do estado de São Paulo, José Serra. Lula teria 51,1% dos votos e Serra, 35,7%.
Carlos Chagas - Tribuna da Imprensa - link (aqui)
Continua em marcha o terceiro mandato
BRASÍLIA - Os lógicos e os ingênuos responderão positivamente à pergunta se veio favorecer José Serra o fato de a direção nacional do PT proibir a aliança da secção mineira do partido com o PSDB. Afinal, o maior prejudicado foi o governador Aécio Neves, adversário do governador paulista na disputa pela indicação presidencial dos tucanos. Nas aparências, o governo federal colocou vasta azeitona na empada de Serra.
No entanto, é preciso prospectar mais fundo essa decisão dos companheiros, porque foi tomada pelo presidente Lula. A conseqüência imediata parece o enfraquecimento de Aécio no ninho e, mais, o seu afastamento do Palácio do Planalto, ou seja, da possibilidade dele trocar o PSDB pelo PMDB e aparecer como candidato oficial em 2010, já que o PT, coitado, continua sem nomes eleitoralmente fortes.
Assim, o show (perdão, o raciocínio) deve continuar: depois de afastados José Dirceu, Antônio Palocci, Dilma Rousseff, em período de fritura, e agora Aécio Neves, sobra quem como candidato à sucessão do Lula? Ora, ele próprio, em especial porque já se processa à sombra do governo a queima de Ciro Gomes.
PSDB e PT unidos para a Prefeitura de Belo Horizonte, em outubro, dariam consideráveis base para boa parte da esquadrilha dos tucanos bandearem-se para o PMDB e formar na candidatura Aécio Neves, apoiada pelo presidente Lula e os companheiros. Senão imbatível, ao menos uma armação favorita.
Fica claro quem não quer essa coligação: o presidente Lula e, sem a menor dúvida, o PT. Estão no poder total, para que arriscar-se a transferi-lo, quando a solução para preservá-lo está à vista de todos? Se o Lula ficar, vitória total. Coincidência ou não, José Serra percebeu a manobra e, num golpe de sorte, conseguiu o apoio de parte do PMDB, aliás, a parte mais substancial, a paulista, liderada por Orestes Quércia.
O ex-governador posicionou-se de público em favor da candidatura de Gilberto Kassab à reeleição na prefeitura paulistana e, de tabela, afirmou que seu candidato à presidência da República em 2010 é José Serra. Outra paulada na moleira de Aécio Neves, que por motivos óbvios apoiava Geraldo Alckmin para a prefeitura, adversário de Serra. Inviabiliza-se um acordo em Minas, celebram-se outro em São Paulo, completamente diversos os dois.
Existem, por certo, equações não completadas. O PMDB nacional endossará a posição de Orestes Quércia? Não foi de graça que o presidente Lula indagou em reunião do Conselho Político, quinta-feira: "O Michel, onde está o Michel?" O Michel, no caso o Temer, presidente do PMDB, havia deixado a sala minutos antes, mandando-se para a Bahia, certamente para não explicar a defecção de Quércia e, quem sabe, também para aconselhar-se com o Senhor do Bonfim.
É preciso, também, meditar se toda essa confusão tucana em torno da Prefeitura de São Paulo não se destina a cair no vazio, porque o eleitorado paulistano poderá muito bem preferir Marta Suplicy, reforçando o PT. Ou Paulo Maluf, enfraquecendo todo mundo.
De qualquer forma, acabamos de assistir a mais um lance na intrincada partida de xadrez cujo objetivo de um dos lados é terminar com o rei em pé. Ainda que à custa do sacrifício da rainha... O terceiro mandato continua em marcha.
Renata Lo Prete - Painel - Folha de São Paulo - link (aqui)
É verdade que Lula disse a algumas pessoas ter considerado "burrice" o veto do PT à aliança com o PSDB em Belo Horizonte, mas também é verdade que os integrantes da Executiva identificados com o presidente contribuíram para a sonora derrota (13 a 2) do projeto -e não o fizeram à revelia do chefe. É verdade que Lula agora faz declarações contemporizadoras, pois o candidato da abortada coligação pertence ao aliado PSB, mas também é verdade que o presidente já disse, a alguns interlocutores privilegiados, que não pretende mover mundos e fundos para reverter a decisão.
Verdade mesmo é que, já faz algum tempo, Lula concluiu que o acordão de Minas acabou ficando bom demais para um único personagem: Aécio Neves. E assim não tem graça.
Valdo Cruz - Folha de São Paulo - link (aqui)
BRASÍLIA - Seja qual for o desfecho do caso Isabella Nardoni, um ministro do Supremo Tribunal Federal diz que algo está fora da ordem legal no episódio que hipnotizou boa parte dos brasileiros.
Falando reservadamente, na semana de troca de comando no STF, esse ministro avalia que o caso foi se transformando num espetáculo, estimulado principalmente por quem devia evitá-lo, criando na população não um desejo de Justiça, mas uma sede de vingança.
O integrante do Supremo critica a atitude das autoridades policiais e do Ministério Público no caso. "Polícia e promotoria alimentaram o espetáculo, firmaram uma convicção e divulgaram desde o início dados para comprovar sua tese."
O ministro sintetiza seu sentimento com a seguinte frase: "Parece que decidiram massacrar a monstruosidade com outra monstruosidade. Pior, aqueles que deveriam zelar pelo Estado de Direito incentivaram o sentimento de Justiça com as próprias mãos".
Na sua avaliação, num inquérito correndo sob segredo de Justiça, delegados e promotor deveriam evitar o vazamento de informações a conta-gotas, como ocorreu. Tinham a obrigação de aguardar o final das investigações para só então divulgar suas conclusões.
O ministro acredita que as autoridades policiais e o promotor usaram a imprensa como um motivador de comportamento. Sucumbiram ao apelo midiático, encarnaram a figura do justiceiro e fizeram essa imagem ganhar mundo. Faz bem para o ego de alguns, mas pode destruir a vida de inocentes.
Talvez não seja o caso do pai e da madrasta de Isabella Nardoni, mas, pelo nosso Estado de Direito, eles ainda não foram condenados. O risco é deixarmos casos como este, de forte apelo emocional, serem usados para justificar o atropelo das leis vigentes. Se hoje me sinto nesse direito, amanhã posso ser vítima de igual sentimento. Nosso passado está repleto de cenas semelhantes. O final nunca é o melhor.
Fernando de Barros e Silva - Folha de São Paulo - link (aqui)
Quixote e sua hora
SÃO PAULO - A aliança demo-quercista patrocinada por José Serra, o padrinho da candidatura de Gilberto Kassab, deixa Geraldo Alckmin a pé na sucessão paulistana. A grande questão que se coloca agora é: o ex-governador tucano vai desistir da sua candidatura?
Aquele que divide a liderança com Marta Suplicy -respectivamente 28% e 29%, segundo o Datafolha- aceitaria sair da disputa em nome de um suposto acordo envolvendo o governo paulista em 2010? E faria isso para se incorporar arrastado, como sócio menor, à aliança costurada por Serra em favor de Kassab, hoje com 13%?
Ninguém tem a resposta, mas Alckmin dá sinais enfáticos de que não pretende ceder ao canto da sereia demo-quercista. Asfixiado, vê na candidatura o único recurso capaz de conter seu esmagamento político precoce pela brigada serrista.
Mas, se já tinha dificuldades para formular um discurso alternativo a uma gestão municipal que na prática é tucana, Alckmin agora fica muito desfavorecido na divisão do tempo na TV. Pior, deixa exposta a fragilidade de sua sustentação política, hoje restrita à sua pequena aldeia e à influência local muito limitada de figuras como Tasso e Aécio. Resta-lhe, como consolo, a atuação de uns poucos animadores sociais, como o padre Marcelo Rossi.
Quem, entre os grandes grupos do setor privado, vai derramar dinheiro numa candidatura que está contra as máquinas municipal e estadual e não tem, como no caso de Marta, o apoio do governo federal?
Sim, Alckmin corre o risco de virar um Quixote na disputa paulistana. Mas algo desse figurino pode lhe ser útil. Por exemplo, quando invoca a memória de Mário Covas para ressaltar o que haveria de moralmente abjeto na união dos antigos pefelês com o quercismo sob a bênção do atual governador.
Ao amarrar o PMDB à reeleição do prefeito, Serra prepara o seu próprio terreno para 2010. Se der certo, será o sucessor de Lula. Se der errado, pode ficar marcado como aquele que ressuscitou Quércia e enraizou o PFL em São Paulo.
Sinopse dos principais jornais - link (aqui)

Jornal do Brasil - Dengue provoca protestos no Rio
Folha de São Paulo - BNDES quer fusão entre laboratórios nacionais
O Estado de São Paulo - PF envolve mais um deputado no caso BNDES
O Globo - PT de Minas desafia direção e fecha acordo com Aécio
Gazeta Mercantil - MEC descobre 3 milhões de fantasmas
Correio Brasiliense - Aliados pedem definição de Lula sobre candidato
Valor Econômico - Italianos e russos na disputa da FAB








